Liberdade e o Direito de Expressão

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Crise afoga portugueses

MULTAS DE TRÂNSITO RENDERAM AO ESTADO 250.000 EUROS POR DIA EM 2011
                                                                                                                                                      
Reflexo do neo-fascismo: em plena crise, o povo português será "espremido" até à exaustão económica das famílias... Governo despeja p'rá rua milhares de idosos em pleno inverno... Quem quer ter sucesso em Portugal, tem de estar sediado... na Holanda... O super-ministro Miguel Relvas é um dos maçons deste Governo PSD... Com o Governo PSD a decapitar a economia, em poucos meses veremos Portugal ruir!
                                                   
As contas ainda não estão fechadas mas já é certo que a GNR, PSP, polícias municipais e empresas de estacionamento autárquicas vão fechar as contas das multas em 2011 muito acima do conseguido em 2010, de acordo com os dados avançados pelo Diário de Notícias. Os cofres do Estado recebem 40% do valor conseguido pela GNR, pela PSP e polícias municipais que, por sua vez ficam com 30% do valor das multas. O mesmo jornal escreve que, no caso da GNR, já estão garantidos 13,5 milhões, ao passo que a PSP se aproxima dos nove milhões. As autarquias e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária são outros dos beneficiários das verbas. Tendo em consideração que o valor das contra-ordenações não subiu de 2010 para 2011, as operações de fiscalização e o número de infracções detectadas é que aumentaram. A entidade responsável pelo maior número de contra-ordenações detectadas foi a GNR, que regula cerca de 90% do trânsito em Portugal. A GNR recebeu uma dotação por parte da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária de mais de 13 milhões de euros, isto é, mais um milhão do que em 2010. Pelo contrário a PSP ficou com menos dividendos em 2011, ao receber mais de nove 8,7 milhões de euros quando no ano anterior tinha ultrapassado os nove milhões. Quanto a fiscalizações, a GNR entre Janeiro e Novembro foi responsável por quase 500 mil autos de contra-ordenação, sendo o excesso de velocidade o motivo mais comum detectado nos mais de 11 milhões de carros interceptados, refere o Diário de Notícias.
                                                                                                                  
19 DAS MAIORES 20 EMPRESAS DO PSI-20 ESTÃO SEDIADAS NA HOLANDA
                                                                                                                            
Quem quer ter sucesso em Portugal, tem de estar sediado... na Holanda... Descobriram agora? Há quem diga que não compra mais nada no Pingo Doce, quero ver o que vão fazer com o resto, pois se estão lá todas fora... O Louçã deste vez tem razão: "No momento que estamos a viver em Portugal, é uma prova de que os donos da economia do país preferem a mesquinhez à responsabilidade", considerou. "Eu estou à espera de ver se o ministro das Finanças diz alguma palavra sobre o que aconteceu com a Jerónimo Martins, quando aconteceu com a Sonae não disse nada, quando aconteceu com as outras empresas não disseram nada, 19 das 20 empresas do PSI20, ou seja, das maiores empresas portuguesas, já estão registadas na Holanda, o que eu ouvi, nas vésperas da passagem do ano, foi o ministro da Economia a dizer que acabamos o ano muito bem", ironizou. É bom ter oposição e viver em democracia, já havia aí gente a dizer que este caso era virgem, nem sequer sabiam ou faziam de conta que não sabiam que mesmo nas empresas públicas ou onde o estado participa, há accionistas que não pagam impostos por estarem sediados na Holanda. (in, http://pegada.blogs.sapo.pt)
                                                                                                                                        
PORTUGUESES DA CONSTRUÇÃO TRATADOS COMO ESCRAVOS NA ALEMANHA E FRANÇA
                                                                                                                                   
Albano Ribeiro denunciou aquilo que parece ser o mercado de trabalho escravo da UE do séc. XXI. O presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, vai alertar o Governo, esta terça-feira, para a emigração de trabalhadores da construção, recrutados por "redes mafiosas", que nos países de acolhimento são tratados como escravos. "Vamos sensibilizar o senhor secretário de Estado das Comunidades para intervir com o objectivo de minimizar o sofrimento por que os trabalhadores da construção estão a passar", adiantou à Lusa o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, que esta terça-feira se reúne com José Cesário, realçando que as situações mais graves estão a acontecer na Alemanha, Inglaterra e França. Em declarações à Lusa, Albano Ribeiro afirmou que "estão a emigrar todos os dias trabalhadores da construção, que são contratados por angariadores de mão de obra, e encontram condições terríveis em termos de alojamento e de alimentação". O presidente do Sindicato da Construção de Portugal contou à Lusa que recentemente visitou três países da União Europeia e viu condições de tratamento aos trabalhadores que nunca esperou ver, o que transmitirá ao secretário de Estado das Comunidades. "Dormem 12 trabalhadores num espaço para quatro, muitos têm apenas uma refeição por dia e recebem 700 euros quando lhes prometem 2500 euros", relatou, estimando que "a curto prazo emigrem cerca de 30 mil trabalhadores do sector, que está a viver a maior crise de sempre". Albano Ribeiro explicou que "as redes mafiosas estão a angariar trabalhadores sobretudo nos distritos do Porto, Vila Real, Bragança e Braga", que nos países de acolhimento são tratados como "escravos contemporâneos". (in, Jornal de Notícias).
                                                                                                             
COMÉRCIO AUTOMÓVEL DESCE A MÍNIMOS
                                                                                                                            
Com o Governo PSD a decapitar a economia, em poucos meses veremos Portugal ruir... A descida na venda de carros ligeiros chegou a 31%. Até as marcas de luxo acusaram a crise, vendendo menos 24% em 2011. A recessão que a economia portuguesa atravessa fez de 2011 um dos piores anos de que há memória no sector automóvel. Os números divulgados ontem pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP) confirmam as piores expectativas em termos de vendas. Entre Janeiro e Dezembro de 2011, a queda no volume de vendas no mercado de ligeiros de passageiros atingiu 31,3%, o que significa que não ultrapassaram as 153.433 unidades. No total do ano, foram vendidos 188.321 carros ligeiros, quando em 2010 registaram-se 269.133 unidades vendidas. Em Dezembro a quebra foi ainda mais significativa: 60,1% face ao mesmo mês de 2010. Um cenário que é justificado pela extinção do programa de incentivos ao abate de veículos em fim de vida e pelo agravamento da taxa de IVA de 21% para 23%. Face à quebra de vendas em 2011, o secretário-geral da ACAP, Hélder Pedro, acredita que, embora ainda não haja "dados conclusivos", "Portugal vai ter das piores quedas da União Europeia". E recorda que, desde que o sector foi liberalizado, em 1988, "estes são os piores números de vendas no sector". Também ontem a congénere espanhola da ACAP divulgou os números do ano passado, revelando uma descida nas vendas de 17,7%. Este valor já é considerado o pior das últimas duas décadas. Perante a actual conjuntura de contínua redução do consumo privado, aumento do desemprego e dificuldades no acesso ao crédito por parte dos portugueses, o secretário-geral da ACAP não tem dúvidas quanto às perspectivas do sector no ano que agora começa: "Não se perspectiva um 2012 nada animador e prevemos, para já, uma descida de vendas em torno dos 20%." Hélder Pedro lembra que está previsto um agravamento do ISV sobre os veículos comerciais de 70%, o que "vai penalizar ainda mais o sector". Sobre as quedas no mercado dos carros de luxo, o representante do sector realçou que, apesar de este ser um nicho de mercado, "desta vez a quebra afecta todos os segmentos". Hélder Pedro salientou ainda que também as fábricas automóvel instaladas em Portugal ainda vão registar aumentos de produção. Mas, para 2012, e tendo em conta as dificuldades económicas dos países da exportação - Alemanha, Espanha e França - "vemos com apreensão o evoluir da produção".
                                                                                                                                        
CAVACO, O PRESIDENTE QUE DEIXA VIOLAR GRAVEMENTE A CONSTITUIÇÃO, ALERTA PARA CONVULSÕES SOCIAIS
                                                                                                                                  
PR deixa o Governo PSD (o seu partido) violar todos os dias a Constituição, e ainda se "preocupa" com as convulsões sociais... Cavaco quer concertação a funcionar e pede aposta na economia e emprego para evitar “situação social insustentável”. Em "ano de sacrifícios", o Presidente da República alerta para a necessidade de o país ir para além do "rigor orçamental", voltando-se para o crescimento e o emprego, evitando uma situação social "insustentável". E para começar, Cavaco Silva avisa que é preciso um "diálogo frutuoso" com os parceiros sociais, para evitar tensões. Este recado, expresso pelo Presidente na tradicional mensagem de ano novo, surge duas semanas depois, de na última reunião da concertação social, ter falhado o acordo sobre alterações de relevo no mercado laboral, como o aumento do horário de trabalho. A CGTP abandonou a concertação acusando o governo de não promover o diálogo. Agora, à entrada do ano, o Presidente avisa que o "diálogo frutuoso com os parceiros sociais, sobre as medidas dirigidas à melhoria da competitividade das empresas, será certamente um contributo positivo para reduzir as conflitualidades e as tensões".
Quanto a objectivos a longo prazo, o chefe de Estado aponta o perigo de uma situação social "insustentável" no país se não for seguida uma "agenda para o crescimento e o emprego". Cavaco Silva acredita que o país tem de ter, "além do rigor orçamental [plasmado no acordo intergovernamental saído do Conselho Europeu], uma agenda orientada para o crescimento da economia e para o emprego". E quer "empresários e trabalhadores" atentos a oportunidades de negócios e mobilizados para o "aumento da produção de bens e serviços". "Sem isso a situação social poderá tornar-se insustentável e não será possível recuperar a confiança e a credibilidade externa do país", avisa mesmo o Presidente que no passado (Junho de 2010) tinha usado esta mesma expressão – "insustentável" – para classificar a situação do país, nomeadamente a sua crescente dívida externa. A concentração que Cavaco Silva quer ver posta no crescimento e no emprego é de tal ordem, que defende que mesmo a "situação difícil em que o país se encontra não nos deve impedir de ter uma voz activa" em Bruxelas, na defesa desta solução como resposta à crise do euro. O chefe de Estado não tem poupado a estratégia comunitária nesta fase, sobretudo por se apoiar em exclusivo num "directório, não reconhecido nem mandatado, que se sobrepõe às instituições comunitárias e limita a sua margem de manobra".
Cavaco repete assim a fórmula que já serviu num aviso deixado a José Sócrates em 2009, alertando o actual governo que as dificuldades fazem parte de "uma realidade que não pode ser iludida". Aos políticos pede serenidade, recordando que se "realizaram eleições há pouco tempo" e o governo tem "apoio parlamentar maioritários", bem como "ponderação" e "sensibilidade social". O PCP considera que o discurso de Ano Novo do Presidente da República o confirma “como um Presidente altamente comprometido com as políticas ruinosas que têm vindo a ser concretizadas no país”. O BE considera que “não se pode apoiar política da recessão e dizer que é preciso cuidado porque vem aí recessão".
                                                                                                                           
PSD APAGA DO RELATÓRIO DAS SECRETAS LIGAÇÕES À MAÇONARIA
                                                                                                                                 
O super-ministro Miguel Relvas é um dos maçons deste Governo PSD... O PSD apagou do relatório preliminar sobre as audições relativas aos serviços secretos, realizadas na 1.ª comissão parlamentar, as referências que indiciavam ligações de titulares de cargos de chefia e de direcção da intelligence à Maçonaria. Na primeira versão do relatório, assinada a 28 de Outubro de 2011 pela deputada Teresa Leal Coelho, vice-presidente da bancada do PSD, pode ler-se que os "incidentes verificados nos últimos meses" (as notícias sobre as fugas de informações para a empresa Ongoing e o acesso ilícito aos registos telefónicos do jornalista Nuno Simas), "sugerem indícios e lançam suspeitas de ligações" de Jorge Silva Carvalho [que, até finais de 2010, dirigiu o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa] a "conluios de poder", "pretensamente com a ambição de ocupar cargos dirigentes, incluindo nos Serviços de Informações". Neste documento, a que o PÚBLICO teve acesso, a deputada escreveu que as audições realizadas à porta fechada resultaram também em "indícios e suspeitas do envolvimento" de Silva Carvalho "com grupos de pressão pretensamente instalados na sociedade portuguesa, nomeadamente a ramos da Maçonaria". Todas estas citações foram eliminadas do esboço de relatório que o PSD enviou para a 1.ª comissão, com menos páginas e no qual é notório o tom mitigado das palavras. Apenas num dos pontos das conclusões emerge alguma proximidade com a primeira versão do documento: "Impõe-se garantir que os Serviços de Informações, através de titulares de cargos de Direcção ou de operacionais, não sejam passíveis de instrumentalização por entidades públicas ou privadas." O PÚBLICO contactou Teresa Leal Coelho, mas a deputada disse não querer falar. (in, Público)
                                                                                                                   
AVANÇAM DESPEJOS MESMO COM RECURSO DO INQUILINO E IDOSOS DESPEJADOS SEM DIREITO A INDEMNIZAÇÃO
                                                                                                                                            
Assunção Cristas, a ministra implacável e fría que vai atirar para a rua milhares de idosos, em pleno Inverno... Objectivo é evitar que o processo fique bloqueado por recursos para os tribunais superiores. Se for o caso, haverá depois lugar a indemnizações. O novo procedimento especial de despejo, previsto na proposta de alteração à lei do arrendamento, continua a permitir que as partes recorram da decisão do juiz, quando com ela não concordem, mas o recurso não terá efeito suspensivo e sim meramente devolutivo. Também os inquilinos idosos sem situação de carência financeira que não cheguem a acordo com o senhorio mas que, devido a outros encargos, não possam pagar a renda terão de procurar outra casa, explica Assunção Cristas ao Negócios. Há um adiamento para 1 de Janeiro de 2013 de parte das normas previstas na proposta de diploma. Quando é que pode avançar uma actualização de rendas? O senhorio pode desde logo desencadear uma situação de actualização de renda, já que a lei entra em vigor, para a generalidade das normas, 90 dias após a sua publicação. Só nos casos em que seja preciso recorrer ao critério do valor patrimonial tributável (VPT) do imóvel – aqueles em que a pessoa invoca carência, em que não chegam a acordo e pode haver uma actualização de 1/15 do valor patrimonial, ou nas rendas comerciais que tenham a ver com o regime especial das micro entidades – é que entra em vigor em 1 de Janeiro de 2013 porque precisam de ter o VPT actualizado, e esse é um trabalho que as Finanças vão desenvolver em 2012.
                                                                                                                                   
ESTADOS UNIDOS PROVOCAM IRÃO QUE RESPONDEU COM ATAQUE A PORTA-AVIÕES AMERICANO
                                                                                                                            
É a estratégia típica dos EUA: provocar para justificar o ataque massivo... A escalada verbal e militar entre o Irão e os Estados Unidos subiu mais um patamar. No último dos 10 dias de exercícios aeronavais no Estreito de Ormuz, o Chefe do Estado-Maior iraniano, o general Ataollah Salehi, proferiu uma ameaça: “Nós recomendamos, aconselhamos, ou melhor ainda, avisamos o porta-aviões americano, que estava no Golfo Pérsico e que constituía para nós uma ameaça, que não deve regressar. E nós não estamos habituados a repetir os nossos avisos.” O porta-aviões em questão é o USS John C. Stennis da classe Nimitz, a propulsão nuclear, com uma capacidade de transporte de 90 aviões e helicópteros. Para Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, esta ameaça “reflete o facto do Irão se encontrar numa situação de fraqueza. Esta é a confirmação que o regime de Teerão está debaixo de uma pressão crescente devido ao falhanço contínuo em responder às suas obrigações internacionais. O Irão está isolado e está a tentar desviar a atenção dos seus problemas domésticos.” A moeda iraniana atingiu esta terça-feira um novo mínimo face ao dólar, agravando o preço das importações. Se as sanções americanas forem completamente implementadas o Irão terá dificuldades em vender petróleo nos mercados internacionais. Veja a reportagem em: http://pt.euronews.net/2012/01/03/irao-ameaca-porta-avies-americano/ .
                                                                                                                       
                                                                                                                       
                                                                                                                                              

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ao que chegámos !

Ministro aconselha jovens a emigrar...
                                                                                                                                      
Governante sugere que jovens desempregados emigrem. Alexandre Miguel Mestre deixou sugestão no Brasil durante um seminário. Miguel Relvas apoia porque ... actualmente a emigração portuguesa "é uma emigração muito bem preparada".
                                                             
O jovem português desempregado em vez de ficar na "zona de conforto" deve emigrar, disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre. "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras", disse o governante, que falava para uma plateia de representantes da comunidade portuguesa em São Paulo e jovens luso-brasileiros. Segundo o mesmo responsável, o país não pode olhar a emigração apenas com a visão negativista da "fuga de cérebros". Para Miguel Mestre, se o jovem optar por permanecer no país que escolheu para emigrar, poderá "dignificar o nome de Portugal e levar know how daquilo que Portugal sabe fazer bem". Caso a opção seja por, no futuro, voltar a Portugal, esse emigrante "regressará depois de conhecer as boas práticas" do outro país e poderá "replicar o que viu" no sentido de "dinamizar, inovar e empreender". Com o intuito de capacitar o jovem português e aumentar os laços com outros países, o responsável diz que o governo português pretende incentivar também os intercâmbios estudantis e os estágios no estrangeiro. Miguel Mestre falou à Lusa no seminário "Luso-brasilidade: Reflexões e Actualidade", iniciativa piloto para aproximar o governo das comunidades portuguesas em outros países onde estiveram outros governantes portugueses.
Ministro diz que emigração pode ser “extremamente positiva”. Miguel Relvas apoia declaração do secretário de Estado da Juventude e Desporto, apesar das críticas da oposição. O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, considera que a emigração de jovens portugueses qualificados sem oferta de emprego em Portugal pode ser algo "extremamente positivo". "Quem entende que tem condições para encontrar [oportunidades] fora do seu país, num prazo mais ou menos curto, sempre com a perspectiva de poder voltar, mas que pode fortalecer a sua formação, pode conhecer outras realidades culturais, [isso] é extraordinariamente positivo", afirmou. "Também nesta matéria é importante que se tenha uma visão cosmopolita do mundo", acrescentou Miguel Relvas. O ministro Adjunto dos Assuntos Parlamentares, que falava durante uma reunião sobre o Orçamento do Estado para 2012, respondeu assim à oposição, que criticou o secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Mestre, por este ter sugerido aos jovens desempregados que saíssem da sua "zona de conforto" e procurassem oportunidades "além fronteiras". Dirigindo-se especialmente aos comunistas, o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares acusou-os de terem uma "visão pobre" sobre a emigração e qualificou de "normal" aquilo que foi dito pelo secretário de Estado da Juventude, num encontro com jovens em São Paulo, no Brasil. Segundo Miguel Relvas, actualmente a emigração portuguesa "é uma emigração muito bem preparada", com "jovens altamente bem preparados" colocados em lugares no estrangeiro, e quem afirma o contrário está a olhar para Portugal "a partir do espelho retrovisor do passado".
                                                                                           
“O pior está para vir”, avisa Poul Thomsen - FMI
                                                                                                       
Representante do FMI na “troika” avisa que o que vem aí não é fácil mas tem esperança de que Portugal “deverá começar a recuperar no próximo ano e no princípio de 2013”. O dinamarquês Poul Thomsen, do Fundo Monetário Internacional (FMI), diz que “o pior” para a economia portuguesa “ainda está para a vir”. Em entrevista, esta noite, à RTP, Poul Thomsen manifestou, no entanto, a esperança de que Portugal consiga “voltar a crescer dentro de mais de um ano”. “Claro que a economia está ainda numa fase descendente. Nesse sentido, o pior está para vir, mas penso que a economia deverá começar a recuperar no próximo ano e no princípio de 2013 começará a crescer. Continua a ser essa a nossa perspectiva e, com este ênfase nas reformas estruturais, estou confiante de que há de facto uma luz no fundo do túnel, no sentido em que vamos começar a ver resultados no final do próximo ano e no início do seguinte. Têm de sublinhar as reformas estruturais, é isso o mais importante.”, disse. Thomsen recordou os problemas de competitividade da economia portuguesa e sublinhou que os ajustamentos nunca são fáceis de fazer. Em relação a eventuais folgas orçamentais, o representante do FMI na “troika” disse que não encontrou nenhuma margem de manobra, rejeitando a tese do PS de que, pelo menos, um subsídio da Função Pública poderia ser mantido em 2012.
                                                                                        
"Tens duas opções: ou ficas a chorar ou estás na rua a vender lenços"
                                                                                          
Numa altura em que os portugueses são inundados por notícias negativas, é importante saber reagir. A Lusa foi saber qual a melhor atitude a tomar para contornar as adversidades. É o lado positivo da crise. Trabalhar muito e trabalhar com paixão são os principais conselhos que Miguel Gonçalves dá a quem quer dar a volta à crise. O empresário e criativo ficou conhecido do público quando participou no programa da RTP “Prós e Contras”, onde defendeu que as pessoas têm que mostrar o que valem e “bater punho” para singrar no mercado de trabalho. Em entrevista à Renascença, sublinha que os momentos de crise representam oportunidades. No final, deixa mais uma daquelas frases que ficam: "Ou estás em casa a chorar ou estás na rua a vender lenços".
                                                                              
Que conselhos dá às pessoas que estão a passar por tempos difíceis com esta crise?
Neste momento, parece-me oportuno as pessoas perceberem que têm de gostar daquilo que fazem. Têm que desenvolver esse conceito de paixão. Se gostas do que fazes, fazes mais; se fazes mais, fazes melhor; eventualmente, se fazes melhor, és mais bem pago por isso. Portanto, uma das grandes sugestões que se pode dar a quem quer trabalhar é fazê-lo numa área em que sintam carinho e bastante paixão - e, por inerência, competência - por aquilo que fazem.
                                                                                               
Mas nem sempre os empregos disponíveis são os que mais nos agradam. Enquanto não os encontramos, como é que devemos olhar para a frente, que acções devemos desencadear?
Depende muito da pessoa de que estamos a falar, se é um recém-licenciado de 25 anos ou uma pessoa de 40. Entrar e sair do mercado de trabalho é, neste momento, uma constante, faz parte. ‘It´s the nature of the game’. Para quem está a trabalhar e não está a fazer aquilo que gosta, uma boa opção será distribuir parte do seu tempo para desenvolver actividades que lhes permitam, a médio ou longo prazo, entrar no mercado onde precisamente querem trabalhar. Se por qualquer motivo ainda não conseguiste criar uma oportunidade na área, no negócio, no mercado onde queres trabalhar, trabalha das nove às três ou às quatro numa área que te permita pagar contas e a partir daí, até ao final do dia, trabalha no sonho, na paixão.
                                                                                               
É ver a crise também como uma oportunidade?
Passa muito por isso. Todos os momentos de suposta dificuldade ou de constrangimentos acabam por ser momentos de oportunidade para algumas pessoas. A realidade acaba por ser a mesma para toda a gente, portanto, passa muito por acreditar que existem oportunidades. É o primeiro passo: isto não é uma situação dramática, onde caíram todas as pragas do Egipto. Faz sentido considerar que há muitas oportunidades e que, ao limite, depende de cada um criar essas mesmas oportunidades, porque elas existem. Não se pode desistir. Eventualmente, é preciso ser um pouco mais persistente. Se há dois ou três ou cinco anos trabalhávamos com taxas de conversão maiores – ou seja, ter-me apresentado a cinco empresas e ter gerado uma oportunidade –, hoje terás que te apresentar a 10 ou a 15 ou a 20 ou a 30 para gerar uma mesma oportunidade. Portanto, tem é que se redobrar a persistência.
                                                                                              
E dentro das empresas? Devem empregados e empregadores unir esforços para evitar ou enfrentar as dificuldades?
O que vemos nas empresas é que elas só despedem alguém se a pessoa de facto não for produtiva. Quando estamos a falar de uma pessoa que é produtiva, que gera valor, que gera riqueza, um empresário à partida não tem nenhum interesse em despedir essa pessoa - só se não tiver outra alternativa. Vemos recentemente que, em virtude de novas leis, será mais fácil despedir pessoas. Ok, podemos considerar que é mais fácil despedir, mas também podemos fazer a leitura oposta: espera aí, a partir de agora será mais fácil contratar pessoas. O mercado estará mais liberalizado e, por inerência, será mais fácil contratar pessoas. Penso que essa é a leitura que deve ser feita. E vemos, em algumas organizações, como de software e indústrias criativas, um conjunto de soluções que as empresas estão em marcha para motivar mais os colaboradores e de facto introduzirem maiores índices de geração de riqueza - por exemplo, iniciativas como ‘profit sharing’. Há empresas que estão a fazer distribuição de lucros com os seus colaboradores.
                                                                                                      
Isso quer dizer que, antes de entrar em dificuldades, as empresas podem desde logo desencadear acções para motivar mais os seus trabalhadores e retirar daí maior produtividade?
Podem e estão a fazê-lo. As empresas estão a fazê-lo. As empresas não estão mortas, estão cada vez mais aguçadas. Estes momentos de dificuldade aguçam e limam o mercado. Quem não está bem eventualmente terá de sair do jogo, mas estes contextos faz com que as empresas tenham de pensar melhor e tenham que ser mais focadas e centradas nos seus objectivos. Vejo que isso está a acontecer, pelo menos com as empresas com quem tenho trabalhado.
                                                                                         
Existe algum conselho que queira dirigir à população em geral, tendo em conta que Portugal no seu todo vive dificuldades?
É preciso trabalhar muito. Este não é o momento particularmente oportuno para gente que anda a ver e apenas a apalpar e a sentir o mercado. É preciso trabalhar mesmo mesmo muito, colocar em consideração o facto de o mercado neste momento não ter muito espaço para amadores. Tens duas opções: ou estás em casa sentado a chorar ou estás de pé, na rua, a vender lenços. Faz parte compreender que este momento de dificuldade é também um momento de oportunidade e de crescimento.
                                                                                                                
                                                                                               
                                                                                                                    

terça-feira, 12 de julho de 2011

Era só o que faltava !

Consultora alerta para o risco de bancarrota da Europa
                                                                                                                                     
Relatório da Ernst & Young aconselha acção concertada para evitar o pior e prevê que acesso ao crédito vai continuar a ser difícil. Presidente de um país que caiu na bancarrota, Ólafur Grímsson da Islândia, diz que foi um erro ter confiado nas agências de “rating”.
                                                           
A Europa continua a viver sob o risco de bancarrota. É o que conclui a análise feita pela consultora Ernst & Young. No primeiro de uma série de relatórios sobre o impacto da crise económica, a consultora considera que governos, bancos centrais e todas as instituições financeiras precisam de encontrar estratégias comuns para evitar a tragédia. A Ernst & Young diz que a crise da dívida soberana na Grécia, Irlanda e Portugal lança uma sombra sobre o sector bancário e lembra as dificuldades que a banca tem sentido nos três países para se conseguir financiar. A consultora lembra que vão ser divulgados esta sexta-feira os mais recentes testes de stress a que a banca europeia foi sujeita e afirma que é preciso que os relatos sejam credíveis, para restaurar a confiança dos mercados. O relatório prevê que a desaceleração do crédito na zona euro esteja para durar por mais cinco anos e que se continue a assistir a um crescimento lento dos empréstimos, particularmente ao nível do crédito à habitação. A consultora lembra também que uma atitude excessivamente cautelosa para empréstimos no rescaldo da crise vai atrasar a recuperação económica na zona euro, onde se prevê uma evolução assimétrica, com países como a Alemanha e a França a terem um incremento médio na sua taxa de crescimento de 2,2% e as economias periféricas, como Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia, a crescerem, na melhor das hipóteses, 1,2%.
                                                                          
Zona Euro não exclui incumprimento parcial da Grécia
                                                                                                     
“A opção não está excluída”, adianta o ministro das Finanças da Holanda. A Zona Euro não exclui o incumprimento da Grécia, no quadro do segundo plano de ajuda ao país, que a UE está a tentar organizar, disse hoje o ministro holandês das Finanças. “Essa opção não está excluída” pelo grupo de trabalho encarregado de encontrar uma solução para salvar as finanças públicas gregas e o país da bancarrota, implicando no plano os credores privados, disse Jan Kees de Jager, em Bruxelas, no início de um encontro com os homólogos da UE. O ministro holandês disse mesmo que foi o próprio chefe do grupo dos ministros das Finanças europeus, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, quem o afirmou na segunda-feira. “Manifestamente, o Banco Central Europeu (BCE) defende as suas posições, mas os 17 ministros da Zona Euro não excluem essa opção [do incumprimento parcial], mas temos numerosas opções adicionais para estudar”, acrescentou. Os responsáveis europeus continuam sem conseguir chegar a acordo sobre a necessidade – ou não – de envolver os privados (banca, companhias de seguros, fundos de pensões) num plano que evite que a Grécia entre em bancarrota. O BCE recusa esta opção, porque receia que criem uma situação de contágio e ameaçou que poderá não aceitar a dívida soberana grega como colateral para emprestas dinheiro à banca grega.
                                                                                                         
Ministro das Finanças tem “toda a confiança” nos bancos portugueses
                                                                                                           
Vítor Gaspar falou à saída da sua estreia em reunião com os ministros das Finanças da Zona Euro. Vítor Gaspar realçou que tem “toda a confiança” na capacidade de gestão dos bancos portugueses e que estes têm tido um comportamento “muito positivo” desde o início da crise global em 2007. Para mais, Vítor Gaspar salientou que tem também "toda a confiança na qualidade da supervisão do Banco de Portugal". Em declarações à agência Lusa, o responsável pelas Finanças portuguesas recusou fazer qualquer comentário ao anúncio que vai ser feito na sexta-feira sobre os testes de resistência aos principais bancos europeus e nacionais porque se trata de “uma questão sensível para o mercado”. O novo ministro das Finanças fez hoje em Bruxelas uma intervenção de três minutos onde apresentou as mais recentes medidas implementadas pelo Governo português para cumprir o programa de ajustamento financeiro negociado com a União Europeia e o FMI. Vítor Gaspar aproveitou a reunião para reiterar a intenção do Governo de cumprir o programa mas também em ir mais longe na prossecução dos objectivos, dando o exemplo do imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal. Em relação às agências de “rating” Vítor Gaspar não comentou o recente “downgrade” da Moody’s a Portugal por não ter constado da agenda da reunião, mas mostrou-se favorável à criação de uma agência de “rating” europeia. No final da reunião dos ministros das Finanças dos 27 saiu um sinal de abertura à flexibilização na utilização de alguns dos instrumentos criados nos últimos meses, nomeadamente a diminuição das taxas de juro pagas pelos países que, como Portugal, negociaram programas de apoio financeiro. Quanto ao cenário ventilado em Bruxelas sobre a possibilidade de haver uma cimeira europeia extraordinária para debater a situação na Grécia, Vítor Gaspar não comentou e não existe ainda confirmação oficial por parte das instituições europeias. No entanto, fonte diplomática garante à agência Reuters o assunto está em cima da mesa e o presidente da União Europeia também não coloca a hipótese de parte. Herman Van Rompuy vai reunir esta tarde Cavaco Silva e Passos Coelho em Lisboa, na primeira visita desde a tomada de posse do novo Governo.
                                                                                                                            
O futuro de Portugal também depende da Grécia, diz Fitch
                                                                                                                    
Em Atenas prossegue a votação do pacote de austeridade, medida a medida. O futuro da economia portuguesa está dependente do sucesso do resgate financeiro da Grécia, diz a agência Fitch. Num relatório publicado hoje sobre as perspectivas das dívidas soberanas, a agência diz ser real o risco de contágio aos Estados mais vulneráveis da zona euro e dos seus sistemas financeiros em caso de bancarrota da Grécia. Já esta tarde o ministro alemão das finanças anunciou que as instituições financeiras do seu país vão contribuir com cerca de 3200 milhões de euros para o resgate da Grécia. Em Atenas prossegue esta tarde a votação, medida a medida, do novo pacote de austeridade para o país, a única solução para que a Grécia receba mais 12 mil milhões de euros no imediato para evitar a bancarrota.
                                                                                                                        
Presidente islandês:"O Euro já não parece uma boa fórmula mágica"
                                                                                                                        
Presidente de um país que caiu na bancarrota, Ólafur Grímsson da Islândia, diz que foi um erro ter confiado nas agências de “rating”. Quase três anos depois do colapso islandês e perante as crises na Irlanda, Grécia e Portugal, a Zona Euro levanta mais dúvidas do que certeas ao presidente da Islândia. "A desvalorização da coroa islandesa ajudou-nos a recuperar a força económica e hoje vemos muitos países do Euro a enfrentar grandes dificuldades, porque não conseguem alterar o valor da moeda”, afirma Ólafur Grímsson, em entrevista. “Além disso, vemos esses países, uns atrás dos outros, com graves crises. Por isso, a perspectiva, como muitos disseram no passado, de que o euro era uma fórmula mágica para ter um futuro seguro já não parece tão boa como parecia há dois anos", sublinha.
Foi um "erro" confiar nas agências de "rating": Em 2008, logo após a falência do banco de investimento Lehman Brothers nos Estados Unidos, a Islândia mergulhou numa grave crise bancária e financeira, que conduziu o país à falência. Segundo o presidente islandês, foi um erro ter confiado nas agências de “rating”. "Olhando para trás, o certo é que as agências de 'rating' estavam erradas. E estes bancos ingleses e americanos que emprestaram imenso dinheiro aos bancos islandeses também estavam errados”. “Agora que as agências de 'rating' estão a dar classificações baixas à Islândia, eu espero que elas também tenham aprendido as suas lições, porque provocou grandes perdas confiar nos triplos 'A' ou dois 'A' atribuídos pelas agências de 'rating'. Nós devíamos ter ouvido mais as vozes contra-corrente durante 2006 e 2007 e não devíamos ter confiado na opinião formada pelo sistema financeiro europeu e americano e pelas famosas agências de rating." Há quase três anos, quando os três grandes bancos do país caíram em desgraça logo após a falência do Lehmann Brothers, percebeu-se que o sector financeiro islandês era um gigante com pés de barro - durante o "boom" do crédito, cresceu e expandiu-se para o estrangeiro, chegando a ser 11 vezes maior do que a economia do país. Desde que a crise rebentou, os islandeses votaram já em dois referendos contra o pagamento do dinheiro que investidores estrangeiros tinham perdido com a falência dos bancos islandeses e essas decisões abalaram e marcaram a diferença no caminho para a saída da crise da pequena ilha.
                                                                                                                    
Banco de Portugal agrava previsões de queda do PIB
                                                                                                           
A taxa de inflação vai aumentar para 3,4% este ano, indica o boletim de Verão do Banco de Portugal. O Banco de Portugal está um pouco mais optimista do que a troika sobre a evolução da economia nacional. Prevê uma quebra no Produto Interno Bruto (PIB) de 2% este ano e de 1,8% no próximo, revendo em baixa as estimativas de Março, antes de Portugal recorrer à ajuda externa. O Boletim de Verão do Banco de Portugal mantém a receita para o país: redução da despesa pública e privada, aumento da poupança e aumento das exportações. O relatório diz que o aumento das exportações terá de ser “robusto”. As previsões apontam para um aumento à volta de 6% tanto em 2011 como em 2012. Já a taxa de inflação vai aumentar, este ano, para 3,4% e desce para 2,2% em 2012, indica o boletim de Verão do Banco de Portugal. Quanto à procura interna tem uma queda acentuada: menos 6,3% este ano e menos 4,4% no próximo. O investimento, tal como esperado, cai 10,8% em 2011 e 10% em 2012. As importações também caem 4% este ano e 1,2% em 2012. O emprego deve registar uma quebra de 1,1% até final do ano. Previsões BdP: Francisco Sarsfield Cabral diz este é o resultado de anos a fio a viver acima das possibilidades.
                                                                                                            
Durão Barroso: Saída de Portugal do euro seria uma tragédia
                                                                                                              
Presidente da Comissão Europeia confia na capacidade do Governo português para ultrapassar a crise da dívida e considera haver as condições políticas necessárias para atingir esse objectivo. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considera que uma eventual saída de Portugal do conjunto dos países da moeda única seria dramática para a economia do país. "Isso seria uma tragédia para Portugal, de todos os pontos de vista, nomeadamente do ponto de vista da destruição de riqueza que isso representaria. Quereria dizer que todo o Produto português seria reduzido (...), para além de todas as dificuldades que isso geraria para o sistema bancário, na falta de financiamento para a banca e falta de financiamento para a economia portuguesa. É um cenário que eu acho, sinceramente, que é melhor nem sequer contemplar." Durão Barroso, em declarações à RTP, confia na capacidade do Governo português para ultrapassar a crise da dívida e considera haver as condições políticas necessárias para atingir esse objectivo. "Tenho toda a confiança em Portugal. O Governo e o primeiro-ministro conhecem a situação, acreditam na solução - isso é muito importante -, há condições políticas visto que à uma maioria de Governo e cerca de 85% dos deputados aprovaram o programa negociado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, o Presidente da República apoia activamente as soluções." O presidente da Comissão Europeia afirma que o programa de assistência financeira a Portugal é uma oportunidade que, tanto o Governo como os parceiros sociais, devem aproveitar para que o país saia da situação difícil em que se encontra. Já sobre o clima de desconfiança das agências de notação financeira em relação aos países periféricos da moeda única, Durão Barroso confirma que o executivo comunitário vai propor a criação de um quadro legislativo que regule a conduta das agências de “rating”.
                                                                                                                   
Juros da dívida portuguesa ultrapassam os 20%
                                                                                                                                  
Juros a dois, cinco e 10 anos atingiram hoje máximos históricos. Os juros da divida pública portuguesa nunca estiveram tão altos desde que Portugal entrou no euro. Os títulos a três anos chegaram a um juro histórico de 20,14%, tendo já descido para 19,8%. A dois anos, os juros chegaram aos 18,2% e a cinco anos, nos 17,2 e as 10 anos nos 13,4%. Os valores registados esta tarde são novos máximo históricos desde, pelo menos, a entrada de Portugal no euro, em 1999. Os ministros das Finanças da zona euro estão reunidos hoje, numa altura em que aumentam os receios de contágio da crise da dívida soberana a outros países, nomeadamente à Itália. A Itália, a terceira maior economia da zona euro e segunda com maior dívida logo a seguir à Grécia, viu hoje os seus juros da dívida atingirem máximos históricos desde o começo da moeda única. Em Espanha, os mercados bolsista e da dívida viveram hoje uma jornada dramática, com o diferencial dos títulos a 10 anos a atingir os 342 pontos base, e a rentabilidade dos títulos a 10 anos a passar os seis por cento. Grécia, Irlanda e Portugal já receberam ajuda externa.
                                                                                                  
Resultados dos testes de “stress” só saem sexta, lembra Banco de Portugal
                                                                                                                                         
Apesar da notícia avançada no Diário Económico de que os bancos portugueses terão passado, as instituições sublinharam hoje que ainda não há resultados oficiais. O Banco de Portugal e a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esclareceram hoje que os testes de “stress” à banca não estão terminados. "O Banco de Portugal informa de novo que o exercício de 'stress test' realizado ao sistema bancário na União Europeia ainda não se encontra finalizado. Os resultados desse exercício serão divulgados apenas no próximo dia 15 de Julho de 2011, a partir das 17h00 portuguesas, conforme comunicado de imprensa da Autoridade Bancária Europeia", refere a nota do banco central à agência Lusa. A CMVM, através destas informações prestadas pelo Banco de Portugal, também esclareceu o mesmo aos investidores. O Diário Económico avançou hoje prognósticos de que os resultados revelam que BCP, BES, BPI e CGD têm rácios de capital acima do exigido para resistir à crise, passando assim no exercício. Com a divulgação dos resultados na sexta-feira, há indicações não oficiais de que nesse dia pode ter lugar uma Cimeira Europeia Extraordinária para debater a ajuda a Grécia.
                                                                                            
Inflação nacional desacelera em Junho
                                                                                                                          
Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma queda de 0,2% face ao mês anterior. A inflação em Junho desceu para 3,4% homólogos, face a 3,8% em Maio, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma queda de 0,2% face ao mês anterior. O relatório do INE refere que, à semelhança dos meses anteriores, o maior contributo para a variação homóloga foi o dos transportes, da habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis. A única contribuição negativa para a variação homóloga do IPC proveio da classe do vestuário e calçado.
                                                                                                                                
Bloco de Esquerda propõe emissão conjunta da dívida europeia
                                                                                                                                               
O partido defende a junção da dívida dos vários países europeus de forma “solidária” como combate à especulação dos mercados. O Bloco de Esquerda apresentou hoje um projecto de resolução para atacar a crise da dívida soberana. O deputado bloquista Pedro Filipe Soares propõe a emissão da dívida pública europeia conjunta, de modo a evitar a especulação sobre a dívida de cada Estado membro. O deputado defende “a criação, de forma solidária, da emissão de obrigações públicas de dívida europeia feitas de forma conjunta na zona euro. Os chamados “eurobonds”, estas mutualizações da dívida pública europeia, potenciarão a especulação sobre a dívida soberana de cada um dos Estados, e ao criar o espaço europeu de dívida pública, diminuirá e muito os juros pagos pelos países para se financiarem”. O Bloco de Esquerda pede assim que a Europa se assuma como um todo contra a política de cada país por si. “Cada um por si são as taxas de juro sempre a subir para Portugal, Grécia, Irlanda e agora também Itália e Espanha”, sublinhou Pedro Filipe Soares. O projecto de resolução foi entregue hoje na Assembleia da República.
                                                                                                                                   
Governo de Sócrates gastou mais de 236 milhões com estudos e pareceres
                                                                                                                 
As contas resultam de duas auditorias do Tribunal de Contas às despesas de consultadoria da Administração central e de 69 empresas públicas. Só entre 2004 e 2007, algumas empresas públicas e o Governo de José Sócrates (aqui no período 2005/07) gastou mais de 236 milhões de euros com estudos e pareceres, ignorando a maioria das recomendações do Tribunal de Contas para regular as despesas de consultadoria. A notícia é avançada hoje pelo jornal “Público”, segundo o qual apesar de o Estado ter organismos competentes para essas tarefas, foram por sistema utilizados serviços externos. A grande maioria das contratações (86%) foi por ajuste directo, por concurso público apenas 1%. De acordo com o Tribunal de Contas, 1.353 foi o número de estudos e pareceres, auditorias e outros serviços adjudicados só por 13 entidades do sector público administrativo.
                                                                                                                                   
Brasileiros são a maior comunidade imigrante em Portugal
                                                                                                                           
O relatório da OCDE apresentado hoje revela que o número de naturalizações no país está a subir significativamente. Os brasileiros constituem o maior grupo de estrangeiros em Portugal, seguidos dos ucranianos e dos cabo-verdianos. De acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre tendências migratórias apresentado hoje em Bruxelas, em 2009 residiam em Portugal 457 mil estrangeiros, um aumento em relação aos dados registados no ano anterior. Deste total, 26% são brasileiros. Já a comunidade ucraniana representa 11% do total da população estrangeira com autorização de residência válida no nosso país. O estudo da OCDE indica também que o número de naturalizações continua a subir e atingiu um novo pico em 2009, altura em que 25.500 pessoas conseguiram a nacionalidade portuguesa, sete vezes mais do que em 2006. A maior parte das naturalizações, cerca de 40%, tem origem nos PALOP, nomeadamente em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, e Brasil, cerca de 15%. O documento da OCDE assinala que estas comunidades vivem há mais tempo em Portugal e cumprem automaticamente as exigências de língua portuguesa, estando por isso em melhores condições para satisfazer os seis anos de residência legal. Ainda assim, o peso de outra comunidades, como a moldava, ucraniana e indiana está a aumentar, conclui o relatório.
                                                                                                                           
Imigrantes são decisivos para a recuperação económica, diz OCDE
                                                                                                                                   
A conclusão consta de um estudo da OCDE apresentado hoje. A crise económica mundial teve um efeito negativo na imigração, mas os imigrantes vão ser decisivos para a recuperação económica dos países no futuro, conclui um relatório da OCDE, que foi apresentado em Lisboa, na Fundação Luso-Americana. Pela primeira vez em cinco anos, a imigração legal nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico registou uma quebra, tendo em conta os últimos dados disponíveis. O número de imigrantes que deram entrada nos países da OCDE registou uma quebra de 6%. Os últimos dados concretos são relativos a 2008, mas a organização admite que a tendência se manteve no ano passado. Apesar disso, os imigrantes já contribuem para 1 terço das novas entradas na população activa destes países. Jean Pierre Garson, responsável pela divisão de migrações internacionais da OCDE , avisa que vão ter um papel decisivo na recuperação económica, “para ter um nível de população activa suficiente que permita o crescimento económico. Se actualmente há países com visões políticas contra os imigrantes, têm que ter em conta que vão precisar de mais imigrantes”. Apesar da crise, o decréscimo registado na população imigrante residente em Portugal foi muito pouco significativo. Um fenómeno que Rosário Farnhouse, Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, explica com as características desta população: “Têm defesas melhores, estão sempre disponíveis a começar de novo e a dar a volta aos obstáculos”. O relatório da OCDE destaca ainda a visão positiva, no geral, da opinião pública portuguesa face aos imigrantes.
                                                                                                                   
Estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses, diz ACIDI
                                                                                                                                      
Representante do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Inter-religioso desmistificou a relação entre os estrangeiros e a criminalidade em Portugal. Os estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses e não são condenados a penas mais pesadas, sublinha o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), que considera ser necessário distinguir estrangeiros e imigrantes. "Recorrentemente vemos manchetes nos jornais que [dizem que] os estrangeiros aumentaram a criminalidade em determinados períodos e somos levados a crer que os estrangeiros são mais criminosos do que os portugueses. Nada mais errado", afirmou Catarina Oliveira, coordenadora do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do ACIDI. Em Fátima, onde decorre o VII Encontro Nacional da Pastoral Penitenciária, Catarina Oliveira acrescentou que, por vezes, as pessoas são levadas "a crer que os estrangeiros são mais criminosos porque recebem penas mais pesadas do que os portugueses". "Nada mais errado", garantiu Catarina Oliveira, admitindo que os estrangeiros possam ter uma relação mais duradoura com o sistema prisional por, com receio de fuga, lhe ser aplicada a prisão preventiva. Considerando que se deve "esclarecer a diferença" entre imigrantes e estrangeiros, a técnica sustentou que os primeiros "saíram do seu país e decidiram fazer um projecto de vida em Portugal". "É totalmente diferente de estrangeiros que foram identificados por exemplo nos aeroportos como correios de droga", referiu, sustentando que estes "não tinham qualquer relação com Portugal", mas por esse crime "ficaram retidos" no país. Para Catarina Oliveira, "o imigrante tem uma relação com Portugal ou pretende ter e, no processo de reinserção, tem uma postura diferente, ao contrário do estrangeiro". Segundo a técnica, "estes estereótipos e mitos preocupam o ACIDI", instituto público responsável pela integração dos imigrantes. Catarina Oliveira apontou ainda as medidas incluídas no II Plano para a Integração dos Imigrantes, que vigora até 2013, dirigidas a reclusos. "No actual plano, voltou a preocupação dos reclusos e, nesta vertente, consolidou-se a cooperação entre o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o Ministério da Justiça na perspectiva de que todos os reclusos estão documentados", referiu, destacando também "uma melhor articulação de equipas de reinserção social". A disponibilidade de informação sobre medidas preventivas da liberdade e penas, em várias línguas, e a agilização ao acesso do Serviço Nacional de Saúde foram também outros dos projectos mencionados pela técnica. O encontro nacional, que termina na terça-feira, contou também esta tarde com o testemunho de três empresários cristãos que apresentaram as suas perspectivas sobre o meio prisional, os reclusos e a inserção no mercado de trabalho. A iniciativa é uma organização do Departamento da Pastoral Penitenciária da Conferência Episcopal Portuguesa e tem como tema "Prisões, um desafio à sociedade".
                                                                                                                                   
Vai de férias? O provedor das agências de viagens tem conselhos para dar
                                                                                                                                               
Atenção aos pacotes “tudo incluído” e informe-se bem antes de marcar a reserva, recomenda Vera Jardim. Em tempo de férias, o provedor do cliente das agências de viagens deixa alguns avisos. José Vera Jardim fez hoje um balanço da actividade, de onde é possível concluir que a alteração dos “pacotes tudo incluído” e os casos de “overbooking” são as principais reclamações dos turistas nacionais. O provedor deixa duas recomendações que considera fundamentais: tentar obter sempre o máximo de informação junto das agências antes de marcar uma reserva e recorrer de imediato às mesmas assim se estiver insatisfeito com o serviço. Vera Jardim nota que “é bom que as pessoas se informem junto das agências sobre os pacotes ‘tudo incluído’ e o que verdadeiramente incluem”, para depois não terem desilusões. No caso do “overbooking” (sobrelotação), Vera Jardim explica que “acontece em determinadas épocas do ano, sobretudo nas altas, não por culpa das agências, mas por uma prática que os hotéis têm de aceitar mais reservas do que os quartos que têm, porque já contam com as desistências”. Comparando com o ano passado, houve um grande decréscimo do número de reclamações recebidas, que o provedor atribui ao impacto em 2010 da falência da agência francesa de viagens Marsans. As reclamações vêm maioritariamente fora da Europa, conta Vera Jardim, que preferiu não especificar de que países.
                                                                                                                         
Em tempo de crise, portugueses optam por fazer férias cá dentro
                                                                                                                      
A crise deixa muitos portugueses sem férias. A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo ainda não quantifica, mas já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Os portugueses estão a preferir passar férias cá dentro. Comparando com o ano passado, os destinos internos estão a ter uma maior procura, nomeadamente o Algarve e a Madeira. São dados da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), que já fala numa quebra na venda de pacotes turísticos. Paulo Brehm reconhece que se tem “estado a registar uma ligeira quebra relativamente aos anos anteriores”, contudo, diz que ainda é cedo para fazer as contas, até porque há uma tendência para as reservas serem feitas cada vez mais tarde. Para quem pode, Caraíbas, Cabo Verde e Brasil continuam nas preferências para passar férias lá fora. Mas, Paulo Brehm refere que os portugueses optam ainda por outros destinos de maior proximidade como, é o caso de Espanha e outros circuitos europeus.
                                                                                                                   
Hotéis portugueses estão a facturar mais
                                                                                                                                      
Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados do INE, o sector hoteleiro "alojou cerca de cinco milhões" de pessoas. Há menos clientes portugueses. Apesar da crise, os hotéis portugueses receberam mais gente no último mês de Maio: foram 3,6 milhões de dormidas. Um crescimento de mais de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Registaram-se 1,3 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este crescimento da procura fica a dever-se aos mercados estrangeiros. Britânicos, brasileiros, franceses e irlandeses foram os turistas que mais contribuíram para os resultados positivos da hotelaria em Maio. Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados do INE, o sector hoteleiro "alojou cerca de cinco milhões" de pessoas, o que representou uma subida em termos homólogos, face a 2010, de 4,4%. Madeira, Algarve e Lisboa destacam-se nas subidas em relação a Maio de 2010, no que toca às dormidas. Depois de nos últimos dois meses ter havido subidas consecutivas de hóspedes residentes, em Maio o sector sofreu uma quebra nesta área de 10,6%, em comparação com o mesmo mês de 2010, enquanto os estrangeiros representaram um crescimento de 17,6%.