Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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domingo, 12 de junho de 2011

Tecnologias que mudam o Mundo

Facebook "deu poder às pessoas comuns" - David Kirkpatrick
                                                                                                                                                    
Nada dura para sempre e um dia o Facebook poderá ter um fim. Mas também nada voltará a ser como antes, porque a rede social deu poder às "pessoas comuns", realça o autor do livro "O Efeito Facebook".
                                                   
Em Lisboa para apresentar a edição portuguesa do livro - o único que até agora contou com a colaboração de Mark Zuckerberg, o fundador da rede social que conta já com 750 milhões de utilizadores -, David Kirkpatrick acompanha de perto o papel do Facebook nos movimentos sociais e políticos que, um pouco por todo o mundo, têm desafiado o statu quo. "O Facebook dá poder às pessoas, é exatamente isso que faz", resume Kirkpatrick, chamando-lhe "uma plataforma para dar poder aos seus utilizadores". Admite que "muitas pessoas estão confusas" sobre o papel que o Facebook desempenhou nos recentes acontecimentos em países como Tunísia ou Egito, mas, para ele, "é simples: o Facebook é um local onde cada indivíduo tem uma plataforma de difusão". Ora, salienta o jornalista, que escreve para a Vanity Fair e o Daily Beast e fundou a empresa Techonomy, "o que acontece quando os cidadãos ganham poder de difusão numa ditadura é que normalmente torna-se difícil ser ditador aí".
Aos olhos do ex-editor de Tecnologia da revista Fortune, o futuro é fácil de traçar: o Facebook "é como um vírus". São poucos os países onde o acesso à rede social é ilegal (Coreia do Norte, China, Cuba) e muitos aqueles onde o Facebook opera que "não são democráticos". Daí a garantia: "O Facebook vai desempenhar um papel em muitos mais países no futuro, porque dá poder às pessoas." O que aconteceu na Tunísia, recorda o autor, "foi que de repente as pessoas pensaram 'uau, muita gente concorda comigo, eles também não gostam de Ben Ali, vamos ver-nos livres deste tipo'". É verdade que "muitas tecnologias" dão poder às pessoas, mas até agora nada comparado com a combinação entre Facebook e telemóvel, sobretudo "em sítios como a Tunísia, onde o utilizador está provavelmente a aceder ao Facebook através do telemóvel". Embora sendo "mais dramático em países não democráticos", não é só nestes que o Facebook vai desempenhar um papel.
"É importante em qualquer país", sublinha, dando o exemplo de Espanha. "Não foi preciso um partido político que dissesse a 30 mil jovens que fossem para as Puertas del Sol [Madrid]. No passado isso nunca teria acontecido, porque era preciso um líder que dissesse 'vão para lá'." "Há milhões de exemplos da utilização do Facebook como plataforma política. Hoje, em todo o mundo, quando alguém está insatisfeito com alguma coisa e quer que os outros saibam, o instinto é ir ao Facebook e dizê-lo, porque sabe que é o meio de comunicação mais eficaz ao seu dispor", analisa. E de cada vez que o faça no Facebook, "a sua insatisfação vai ter mais impacto, e mais rapidamente". Kirkpatrick não estava a par dos acontecimentos que ocorreram em Portugal também partindo do Facebook, nomeadamente a manifestação de 12 de março, que levou 300 mil pessoas às ruas - "Uau!", reagiu perante o número. Pediu links que lhe dessem mais informações - quer estar a par de tudo o que se passa.
Falou da "ousadia" dos novos movimentos sociais e acha que os partidos políticos estão a pensar: "como se atrevem a fazer isto sem nós?". Sobre o futuro, diz que "levar as pessoas para a rua é fácil, mas dizer-lhes o que fazer a seguir é difícil". Mas a energia criada pelos novos movimentos ficará, acredita. O Facebook pode vir a desaparecer, mas o mundo já mudou: "Garanto-lhe que, quando o Facebook acabar, algo ainda mais politicamente disruptivo o substituirá." "Não vamos voltar mais à era da liderança autoritária, de cima para baixo. Estamos na era do poder dos consumidores e o Facebook é a o exemplo mais evidente disso. Isso muda os negócios, os políticos, os governos, as escolas. E ainda que muitos gostem de pensar na morte do Facebook - e eu acredito que tudo acaba um dia - isso não significará a morte do poder dos consumidores", sustenta. Hoje, às 18:00, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, David Kirkpatrick participa num debate sobre o Facebook, depois do qual será exibido o filme "A Rede Social", de David Fincher, vencedor de três Óscares, entre os quais o de Melhor Argumento Adaptado.
                                                                                                                      
Complexo sistema a laser vai "ler" as estradas portuguesas
                                                                                                                         
Uma carrinha com um complexo sistema de laser vai começar a "ler" as estradas portuguesas a partir da próxima semana para analisar o estado dos pavimentos, disse à Agência Lusa um responsável da Estradas de Portugal (EP). Até aqui, as inspeções aos cerca de 14 mil quilómetros da responsabilidade da EP eram feitas visualmente, mas a empresa decidiu fazer um novo investimento para complementá-las com um aparelho a laser. "Foi um investimento considerável, mas tem um estudo económico subjacente. A EP tem 14 mil quilómetros para gerir e tornou-se claramente económico investir num equipamento próprio apoiado pela estrutura técnica da empresa", disse o responsável pela Direção de Conservação e Manutenção, Carlos Santinho Horta. Com um custo de 250 mil euros, o 'perfilómetro' é uma carrinha equipada com um sistema a laser que "lê" o pavimento e transmite os dados para um computador. De acordo com o engenheiro João Morgado, a carrinha tem um conjunto de 14 lasers que dão "em tempo real uma imagem do perfil da estrada quer em termos transversais, quer em termos longitudinais".
"Mostra-nos um conjunto de parâmetros que estão relacionados quer com o estado de conservação da via, quer com a perceção dos condutores ao utilizarem essa mesma via. A irregularidade longitudinal é aquilo que é sentido pelos condutores, portanto também é uma forma de perceberem em que estado é que a estrada está", explicou. Para se conduzir a carrinha tem de se passar por uma formação para garantir que "consegue ter a regularidade necessária para a condução não influenciar os resultados", acrescentou. Quem se sentar ao volante não pode exceder os 90 quilómetros/hora porque a partir dessa velocidade não consegue garantir a veracidade dos dados recolhidos. Segundo o responsável pela Direção de Conservação e Manutenção, Carlos Santinho Horta, o 'perfilómetro' vai ser um complemento da inspeção visual, mas na "definição da qualidade dos pavimentos vale 80 por cento" da inspeção. A estrada 234, que liga Mira a Cantanhede, vai ser a primeira a receber o 'perfilómetro', na próxima terça-feira.
                                                                                            
Portugal foi o país da UE que mais estrangeiros naturalizou em 2009
                                                                                                                     
Portugal foi o Estado-membro da União Europeia que, em termos relativos, mais estrangeiros naturalizou em 2009, ao conceder a nacionalidade portuguesa a 25 600 pessoas, uma média de 5,8 por cada 100 estrangeiros residentes, revela um relatório do Eurostat. Os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE, revelados hoje em Bruxelas, indicam que a nacionalidade portuguesa foi concedida sobretudo a antigos cidadãos de Cabo Verde (19,4 por cento), Brasil (14,5), Moldova (10,7) e Guiné-Bissau (8,4). Em termos gerais, foi concedida no conjunto da UE cidadania a 776 000 pessoas, contra 699 000 no ano anterior, um aumento que o Eurostat atribui sobretudo ao facto de o Reino Unido ter voltado em 2009 aos seus valores "normais", depois de em 2008, "por razões puramente administrativas", o número de naturalizações ter sido invulgarmente reduzido. Em termos absolutos, o Reino Unido encabeçou de resto, em 2009, a lista de países a conceder cidadania (204 000 pessoas, contra 109 000 no ano anterior), seguido de França (136 000) e Alemanha (96 000), tendo estes três países contribuído para mais de metade do total de naturalizações concedidas na UE.
                                                                                                     
Missão do FMI esteve na última semana a trabalhar no Banco de Portugal
                                                                                                          
Uma equipa de peritos do FMI esteve entre os dias 01 e 08 de junho no Banco de Portugal a avaliar os métodos de funcionamento do supervisor, disse à Lusa fonte oficial da entidade liderada por Carlos Costa. "O financiamento do FMI [Fundo Monetário Internacional] a um membro pressupõe um conjunto de garantias relativas à capacidade para gerir adequadamente os recursos e reportar fielmente a informação requerida. Estas garantias são aferidas pelo FMI junto do banco central nacional onde estão sediadas as contas através das quais são processadas as operações necessárias ao financiamento, num exercício designado 'Safeguards Assessment'", explicou a mesma fonte. "Com este propósito, esteve no Banco de Portugal uma missão do FMI, entre 01 e 08 de Junho", disse, confirmando a notícia hoje avançada pelo jornal Público. Fonte oficial do supervisor acrescentou que o exercício 'Safeguards Assessment' "compreende a análise dos mecanismos de auditoria externa, estrutura jurídica e autonomia, prestação de informação financeira, mecanismos de auditoria interna e sistema de controlo interno, correspondendo à sigla em inglês ELRIC (External Audit, Legal Structure, Financial Reporting, Internal Audit, Internal Controls)". De acordo com o mesmo responsável, "o modelo de 'governance', os mecanismos de auditoria interna e externa e de controlo de riscos do Banco de Portugal estão de acordo com os melhores padrões do Eurosistema".
                                                                                             
                                                                                                             
                                                                                                               

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O paga-não-paga das SCUTS

Via do Infante 'condenada' a portagem

Partidos ora dizem uma coisa, ora dizem outra. Governo e PSD reunidos no Parlamento para procurarem um consenso sobre portagens nas SCUT.

Governo e PSD estiveram ontem reunidos, na Assembleia da República, para procurarem uma solução de consenso em torno das auto estradas sem custos para o utilizador (SCUT). Pela parte do Governo estão os ministros dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, das Obras Públicas, António Mendonça e o secretário de Estado Paulo Campos, enquanto o PSD se fez representar pelo líder parlamentar, Miguel Macedo, e pelos deputados Jorge Costa e Miguel Frasquilho.
A reunião, que começou com cerca de 40 minutos de atraso, ocorre na véspera de o Parlamento discutir e votar projetos de toda a oposição para revogar a utilização de dispositivos de identificação eletrónica de veículos (chips). Se os diplomas da oposição forem aprovados, fará cair na prática um dos modelos planeados pelo Governo para começar a 01 de julho a cobrar portagens em três SCUT: Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata.

José Sócrates propõe pagamento "em todas as sete SCUT", desde que residentes e agentes económicos fiquem isentos

O primeiro ministro, José Sócrates, propôs a cobrança de portagens "em todas as sete SCUT", desde que os residentes ou os que tenham "actividade económica registada" na área atravessada pela via fiquem isentos de pagamento.
"Ponhamos portagens em todas as sete SCUT e naquelas que venhamos a realizar, mas com uma salvaguarda: é que ninguém dos residentes na área dessa auto estrada nem aqueles que têm actividade económica registada deva pagar nessa auto estrada", disse à chegada à fábrica EFAPEL, no parque industrial da Lousã, Coimbra. Para o chefe de Governo, esta é "a melhor forma de responder a todas as preocupações, de igualdade e de justiça".
"Eu pela minha parte o que é importante é que na A23 ou que na futura auto estrada transmontana, nas auto estradas do interior ou naquelas em que não há alternativa, como por exemplo no Algarve, aqueles que vivem no Algarve e têm actividade económica registada no Algarve não paguem a auto estrada porque isso é que é o incentivo que nós damos ao desenvolvimento regional, os critérios de diferenciação positiva", afirmou. Questionado pelos jornalistas sobre a viabilidade prática da proposta, José Sócrates afirmou: "Isto é muito simples de fazer".

BE diz que não definição de sentido de voto do PSD sobre SCUT denuncia "troca de favores" com o Governo

O Bloco de Esquerda considerou ontem que o facto de o PSD manter em aberto o sentido de voto sobre a revogação do diploma da introdução dos chips nas matrículas denuncia "uma troca de favores" com o Governo. Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o deputado bloquista Heitor de Sousa afirmou que o facto de o primeiro ministro, José Sócrates, aceitar a isenção para residentes do pagamento de portagens nas SCUT deixa antever uma eventual "não revogação da obrigatoriedade de pagamentos de portagens através do recurso do chip eletrónico".
O presidente do Grupo Parlamentar do PSD afirmou ontem que ainda não há entendimento com o Governo sobre política de portagens, referindo que o sentido de voto da sua bancada na quinta feira está em aberto. A posição de Miguel Macedo foi transmitida aos jornalistas após quase três horas de reunião com o Governo, na Assembleia da República, na qual se procurou um entendimento em torno da política de cobrança de portagens. Interrogado se está em aberto o sentido de voto no PSD perante os diplomas para a revogação dos dispositivos de identificação eletrónica de veículos, Miguel Macedo deu a seguinte resposta: "com certeza".
Para Heitor de Sousa, a posição dos social democratas sobre os chips e a do Governo sobre as portagens nas SCUT revelam "uma renovação do seu acordo de bloco central". O deputado do BE disse ainda ser "inaceitável que seja o Governo a abrir caminho ao despedimento de milhares de portageiros", com a eventual introdução de chips nas matrículas. O bloquista adiantou ainda que já existem trabalhadores da Brisa que "estão a ser convidados a rescindir". Quinta feira, em plenário, são discutidos projetos da oposição para a revogação do sistema de identificação eletrónico de veículos em SCUT que passarão a ter portagens - A29, A28, A41 e A42. Se estes diplomas forem aprovados, ficará na prática inviabilizada a cobrança de portagens a partir de 01 de julho nas SCUT Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata

terça-feira, 22 de junho de 2010

Um "rio" de revoltas...

Portagens nas SCUT's geram contestação

Rui Rio avisa Governo que "as pessoas do Norte estão à beira de se poder revoltar a sério" por causa das SCUT.

O presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, alertou hoje o Governo para o facto das pessoas da região Norte estarem "à beira de se poderem revoltar", apelando ao chumbo dos chips para "acalmar" a situação das SCUT.
Em declarações aos jornalistas após uma reunião entre a Junta Metropolitana do Porto (JMP), as Comissões de Utentes contra as portagens nas SCUT, a ANTRAM, a Associação Empresarial de Viana do Castelo e o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, Rui Rio afirmou que a questão das SCUT foi "a gota de água" no "tratamento discriminatório" de que a Região Norte tem sido alvo. "Este tratamento discriminatório é, em minha opinião e pela leitura política que eu faço, muito perigoso para o Governo. Estamos à beira das pessoas se poderem revoltar a sério e com razão", alertou o também presidente da Câmara do Porto.
Segundo Rio, o Governo "deveria ponderar muito bem aquilo que está a fazer" e "optar por responder e por dialogar e ouvir os argumentos sérios" dos vários intervenientes. "Está nas mãos da Assembleia da República, não só dos deputados da maioria como dos deputados da oposição, a possibilidade de acalmar e nós não corrermos riscos maiores do que aqueles que estamos a correr", afirmou o presidente da JMP, apelando à revogação dos chips na próxima quinta feira. Rui Rio considera que "a Junta Metropolitana tem a obrigação e o dever político de apoiar as manifestações feitas pelos movimentos" contra a introdução de portagens nas SCUT. "Eu tenho esperança que na quinta feira tudo isto possa acalmar com a revogação dos chips e depois haja um clima de diálogo que possa conduzir tudo isto a bom porto", disse o autarca.
Questionado pelos jornalistas sobre o que o levaria a ter esperança no diálogo se ele nunca aconteceu nesta matéria, Rio foi perentório: "o senhor ministro das Obras Públicas não tem experiência política que eu tenho mas o Primeiro-ministro tem, talvez mais até do que eu, e talvez consiga perceber que não estamos a falar de uma brincadeira, estamos a falar de toda uma região que está à beira de se poder revoltar". O presidente da câmara garantiu que "se tivesse no Governo tinha muito cuidado a tratar todos por igual", considerando que "estão a lidar muito mal com os sentimentos das pessoas do Norte".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mais impostos sobre automóvel

Identificador obrigatório a partir de 1 de Julho

Secretário de Estado das Obras Públicas diz ainda que haverá novas modalidades de pagamento nas auto-estradas. Aumento da carga fiscal vai ter «duplo impacto» no sector e originar uma «retracção na procura».

O secretário de Estado das Obras Públicas anunciou esta sexta-feira que vai ser obrigatório usar identificadores nos automóveis a partir de 1 de Julho, ao mesmo tempo que haverá novas modalidades de pagamento nas auto-estradas. De acordo com Paulo Campos, existirá um ano de transição e só após esse período a obrigatoriedade do uso de identificadores se tornará efectiva.
«Essa obrigatoriedade passa a ser efectiva ao fim de um ano. Ela será necessária ou efectiva para os carros que circulem nas estradas onde se irá cobrar portagens, nomeadamente nas três auto-estradas [do norte do país] que irão passar a cobrar portagens», declarou o secretário de Estado à Lusa, à margem do 16º Congresso da Federação Rodoviária Internacional.
Comprar carro vai ser mais caro

O secretário-geral da ACAP, Hélder Pedro, disse esta segunda-feira que a procura de automóveis no segundo semestre deverá ser afectada pelo aumento dos impostos, que terá um «duplo impacto» no sector, e previu que «as dificuldades das famílias vão aumentar».
«No nosso caso, vamos ter um duplo impacto: directamente, através do próprio aumento do IVA não só no preço base dos automóveis, mas também sobre o Imposto Especial de Veículos, que necessariamente vai aumentar a carga fiscal nos automóveis», disse Hélder Pedro, em declarações à Lusa, à margem da apresentação de um estudo sobre o impacto da condução no consumo de combustíveis.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Via do Infante vai ter radares

Vêm aí mais 100 radares nas estradas

Governo anuncia reforço «para breve» dos meios de controlo do excesso de velocidade nas auto-estradas, incluindo Via do Infante.

Os automobilistas portugueses vão passar a ser vigiados com mais 100 radares. O ministro da Administração Interna anunciou, esta quinta-feira, um reforço «para breve» da fiscalização nas estradas. A decisão foi comunicada por Rui Pereira, em conferência de imprensa. Isto depois de o Conselho de Ministros ter aprovado a nova estratégia nacional de segurança rodoviária até 2015. «No âmbito desta estratégia está previsto um plano de instalação de radares em todas as auto-estradas do Norte ao Sul do País, que se traduzirá num aumento significativo de vigilância. Contamos com esses aparelhos, mas também com a acção das forças de segurança, que controlam de forma móvel os condutores que possam violar as regras», afirmou o ministro aos jornalistas. À pergunta sobre se o Governo tenciona a prazo alterar a taxa de alcoolemia, Rui Pereira respondeu que esse aspecto «não está contemplado».
«O que é necessário é reforçar a fiscalização de comportamentos de risco. Todos sabemos que a condução sob influência do álcool, de substâncias psicotrópicas, o excesso de velocidade e as manobras perigosas estão na origem de muitos acidentes graves», defendeu. «No horizonte desta estratégia, não estão alterações legais, mas sim o reforço da fiscalização», acrescentou.