Liberdade e o Direito de Expressão

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Demagogia do capitalismo yanke em marcha

VIÚVA DE ZECA AFONSO INDIGNADA COM UTILIZAÇÃO INDEVIDA DE POEMAS NO CONGRESSO DO PSD
                                                                                                       
A provocação e prepotência de um Primeiro-ministro já apelidado de neo-fascista... As eleições internas de 2010 do PSD que levaram Passos Coelho ao Governo foram fraudulentas... Foram arremessados cenouras e ovos ao carro de Passos Coelho... A fórmula da Guerra para a reeleição foi usada por Clínton, pela família Bush e por Obama pode repetir-se.
                                                                         
A viúva de José Afonso mostrou-se, este domingo, indignada com o uso, por parte do PSD, de versos da autoria do cantor no congresso do partido, que decorreu este fim-de-semana. "Quero protestar contra o uso, pelo PSD, no seu Congresso deste fim de semana, de versos de José Afonso", refere Zélia Afonso numa nota escrita. A viúva do autor de temas como "O que faz falta" e "Grândola Vila Morena" refere que fica "satisfeita" quando vê "a obra musical do Zeca a ser estudada e até interpretada, por exemplo, por jovens que nem sequer o conheceram em vida" e considera que "isso significa que a sua mensagem artística e humana permanece viva e atual". "Penso também que a sua obra ultrapassa fronteiras, por exemplo partidárias. Mas a vida e as suas canções não só nunca se cruzaram com o PPD, ou com PSD que se lhe seguiu, como estiveram, no tempo histórico em que coincidiram, em lados opostos da barreira", refere. Zélia Afonso considera que, "se fosse vivo", José Afonso "estaria na primeira fila dos que hoje, em Portugal, combatem a política neoliberal do Governo de Passos Coelho". "Porque os responsáveis do PSD não podem ter dúvidas acerca disso, além de abusiva no plano legal, a utilização de versos seus na entronização do chefe deste partido e primeiro-ministro é também manipuladora e insultuosa. A memória de José Afonso não deve e não pode ser assim desvirtuada para efeitos de propaganda", conclui. Nascido a 2 de agosto de 1929, em Aveiro, José Afonso morreu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, aos 57 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica.
                                                                                                           
VOTOS FALSOS NA ELEIÇÃO INTERNA DE PASSOS COELHO NO PSD QUE O LEVOU AO GOVERNO
                                                                                                                    
As eleições internas de 2010 do PSD que levaram Passos Coelho ao Governo foram fraudulentas... As eleições internas do PSD poderão estar manchadas por fraude numa secção do partido, em Lisboa, com votos falsos de militantes-fantasma, uso do nome de pessoas que nunca votaram e a criação de cartões de militante falsificados. A reportagem da revista Sábado aponta estes procedimentos nas eleições que conduziram Passos Coelho à presidência do partido. Algumas testemunhas confessam que receberam instruções para votar em Passos. Nuno Firmo, ex-presidente da Comissão Política da JSD, é visado, mas desmente. Um caso de alegada corrupção recai sobre o PSD e sobre o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, cuja eleição para a liderança social-democrata pode estar manchada por ilegalidade. Uma reportagem da revista Sábado denuncia práticas fraudulentas numa secção do partido, e cita testemunhos de abstencionistas, cujo nome terá sido usado para votos que não poderiam ter sido contabilizados. Os diversos relatos de casos de alegada fraude numa secção de Lisboa dizem respeito às eleições internas de 2010, que conduziram Passos à liderança do PSD e, posteriormente, ao embate eleitoral com Sócrates, nas Legislativas.
Em causa estão também cartões de militantes falsos, usando nomes de pessoas que foram envolvidos nas práticas ilícitas e, agora, denunciam o caso. Este processo acarreta uso de identidade de terceiros, assinaturas falsificadas e utilização indevida de dados pessoais, para a criação de militantes-fantasma, tendo como objetivo a criação ilegítima de votos. “Participei em eleições da seção i sem ser militante e o cartão não era meu. Votei por outros. Pediram-me para votar em Pedro Passos Coelho”, revela um estudante do ISEG, Jorge Ferreira, que vem denunciar o caso. Outra testemunha aponta nomes de alguns autores da fraude. “Pediram-me para votar no lugar de antigos militantes que já não ligavam ao partido e que nunca participaram no processo eleitoral. Diziam-se que arranjava desculpas”, conta. Uma terceira testemunha, Gonçalo Almeida, conta que desconfiava de fraude nas eleições do PSD. Pediu para mudar de secção eleitoral, para a Figueira da Foz em outubro. Diz que ficou “boquiaberto” quando descobriu que já era militante desde o mês de abril. Gonçalo Almeida garante ainda que a sua ficha de militante estava mal preenchida e lembra o caso de um colega na universidade que era do Partido Comunista Português, mas cujo nome fazia parte da lista de militantes do PSD.
Os processos de criação de militantes falsos ocorriam, segundo os testemunhos, recorrendo a inscrições para torneios na faculdade. Desta forma, os responsáveis pelos processos fraudulentos conseguiam obter dados pessoais. Um dos visados nas acusações, o ex-dirigente da JSD, Nuno Firmo, responsável pela secção i, desmente todas as palavras das testemunhas. “Dizer que foi usada identificação falsa para ir votar e culpar-me de algo que desconheço é um crime. Não sei do que se trata”, revelou. Também o líder da JSD, Duarte Marques, diz desconhecer qualquer procedimento fraudulento em atos eleitorais de qualquer secção do partido. O processo está a ser investigado no interior do PSD.
                                                                                                                                
PASSOS COELHO VAIADO RUIDOSAMENTE NO PORTO
                                                                                                                                         
Foram arremessados cenouras e ovos ao carro de Passos Coelho... O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi ontem recebido na Reitoria da Universidade do Porto por centenas de manifestantes em protesto, embora protegido por um perímetro de segurança e um forte contingente policial. À chegada dos carros oficiais, os manifestantes, muitos deles com bandeiras da CGTP, entoaram palavras de ordem. "Contra o aumento do custo de vida" e "FMI fora de Portugal! Há outro caminho" são algumas das mensagens que se podem ler nos cartazes. No local estava também um autocarro da CGTP. O primeiro-ministro entrou diretamente nas instalações da Reitoria, sem contacto direito com a população.
Pedro Passos Coelho, em dia de greve geral, participou no encerramento do centenário da Universidade do Porto. Com a manifestação da CGTP na cidade do Porto, houve oportunidade para muitas pessoas efetuarem uma receção ruidosa a Passos Coelho. O primeiro-ministro foi hoje recebido na Reitoria da Universidade do Porto por centenas de manifestantes em protesto, embora protegido por um perímetro de segurança e um forte contingente policial. À chegada dos carros oficiais, os manifestantes, muitos deles com bandeiras da CGTP, entoaram palavras de ordem. O primeiro-ministro entrou diretamente nas instalações da Reitoria, sem contacto direito com a população. Pedro Passos Coelho, em dia de greve geral, participa hoje no encerramento do centenário da Universidade do Porto. Alguns indivíduos foram agredidos pela polícia, na Praça Carlos Alberto. Segundo o que a Lusa testemunhou, um indivíduo foi preso e, na sequência da detenção, outros manifestantes perseguiram o carro da polícia. Nesse momento, agentes da polícia desferiram várias bastonadas nas pessoas que se encontravam nas imediações.
                                                                                                                   
OBAMA QUER ATACAR IRÃO ANTES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS PARA SER REELEITO
                                                                                                                  
A fórmula da Guerra para a reeleição foi usada por Clínton, pela família Bush e por Obama pode repetir-se... O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exortou hoje o Irão a resolver pela via diplomática a disputa relativa ao seu programa nuclear, mas alertou que o “tempo se está a esgotar”. Num discurso proferido na Universidade de Hankuk, em Seul, antes do início da II Cimeira de Segurança Nuclear, Obama declarou que “é hora de se resolver isto de forma diplomática, mas que o tempo se está a esgotar”. “O Irão deve atuar com a seriedade e o sentido de urgência que este momento exige” e cumprir as suas obrigações internacionais, declarou o presidente norte-americano. De acordo com Obama, “na resposta global à intransigência do Irão e da Coreia do Norte surge uma nova norma internacional. Os tratados são vinculativos, as normas são para respeitar e as violações terão consequências”. Por isso, considerou, o Irão deve aproveitar a oportunidade que representam as próximas conversações previstas com o G5+1, o grupo que reúne os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Rússia, China, Reino Unido e França – e a Alemanha, que deverão ter lugar no próximo mês, possivelmente em Istambul, na Turquia. O Irão assegura que o seu programa atómico tem como fim a produção de eletricidade, mas vários países, liderados pelos EUA, consideram que aquele é destinado ao fabrico de bombas atómicas.
                                                                                                        
                                                                                         
                                                                                                                   

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Manifesto de Mikis Theodorakis

"Se os povos da Europa não se levantarem, os bancos trarão o fascismo de volta."
por Mikis Theodorakis
                                                                                                                                      
No momento em que a Grécia é colocada sob a tutela da Troika, que o Estado reprime as manifestações para tranquilizar os mercados e que a Europa prossegue nos salvamentos financeiros, o compositor Mikis Theodorakis apela aos gregos a combater e alerta os povos da Europa para que, ao ritmo a que as coisas vão, os bancos voltarão a implantar o fascismo no continente.
                                     
Entrevistado durante um programa político popular na Grécia, Theodorakis advertiu que, se a Grécia se submeter às exigências dos chamados ".parceiros europeus" será ".o nosso fim quer como povo quer como nação". Acusou o governo de ser apenas uma "formiga" diante desses "parceiros", enquanto o povo o considera "brutal e ofensivo". Se esta política continuar, "não poderemos sobreviver … a única solução é levantarmo-nos e combatermos".
                                     
Resistente desde a primeira hora contra a ocupação nazi e fascista, combatente republicano desde a guerra civil e torturado durante o regime dos coronéis, Theodorakis também enviou uma carta aberta aos povos da Europa , publicada em numerosos jornais… gregos. Excertos:
"O nosso combate não é apenas o da Grécia, mas aspira a uma Europa livre, independente e democrática. Não acreditem nos vossos governos quando eles alegam que o vosso dinheiro serve para ajudar a Grécia. (…) Os programas de "salvamento da Grécia" apenas ajudam os bancos estrangeiros, precisamente aqueles que, por intermédio dos políticos e dos governos a seu soldo, impuseram o modelo político que conduziu à actual crise.
                                                                         
Não há outra solução senão substituir o actual modelo económico europeu, concebido para gerar dívidas, e voltar a uma política de estímulo da procura e do desenvolvimento, a um proteccionismo dotado de um controlo drástico das Finanças. Se os Estados não se impuserem aos mercados, estes acabarão por engoli-los, juntamente com a democracia e todas as conquistas da civilização europeia. A democracia nasceu em Atenas, quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. Não podemos autorizar hoje os bancos a destruir a democracia europeia, a extorquir as somas gigantescas que eles próprios geraram sob a forma de dívidas.
                                                                   
Não vos pedimos para apoiar a nossa luta por solidariedade, nem porque o nosso território foi o berço de Platão e de Aristóteles, de Péricles e de Protágoras, dos conceitos de democracia, de liberdade e da Europa. (…)
                                                                 
Pedimos-vos que o façam no vosso próprio interesse. Se autorizarem hoje o sacrifício das sociedades grega, irlandesa, portuguesa e espanhola no altar da dívida e dos bancos, em breve chegará a vossa vez. Não podeis prosperar no meio das ruínas das sociedades europeias. Quanto a nós, acordámos tarde mas acordámos. Construamos juntos uma Europa nova, uma Europa democrática, próspera, pacífica, digna da sua história, das suas lutas e do seu espírito. Resistamos ao totalitarismo dos mercados que ameaça desmantelar a Europa transformando-a em Terceiro Mundo, que vira os povos europeus uns contra os outros, que destrói o nosso continente, provocando o regresso do fascismo".
Míkis Theodorákis
                                                           
A versão em francês encontra-se em:
 www.centpapiers.com/... e em http://www.silviacattori.net/article2301.html
Tradução de Margarida Ferreira.
                                                                 
Este apelo encontra-se em http://resistir.info/ .
                                                                             
Míkis Theodorákis, em grego Μίκης Θεοδωράκης, (Chios, 29 de julho de 1925) é um compositor e político grego mundialmente conhecido pela banda sonora dos filmes hollywoodescos, como Zorba, o Grego (1964) e Serpico(1973). Em 1980-1982 foi-lhe atribuído o Prémio Lénin da Paz.
Theodorákis é também conhecido pelas suas posições políticas de esquerda, as quais expressa abertamente (incluindo durante o governo da junta militar que comandou a ditadura grega). Militou em diversas campanhas de direitos humanos, como o conflito do Chipre, as tensões entre a Turquia e a Grécia, os ataques da NATO contra a Sérvia, o sequestro de Abdullah Öcalan ou o conflito israelo-palestiniano. Recentemente, as suas declarações contra George W. Bush e Ariel Sharon suscitaram diversas críticas.
                                                                                        
Vídeo histórico
                                                                                                                   

                                                                                     
                                                                                                                                   
Comentário do AR
                                                                            
O rastilho iniciou-se na Grécia e está na nossa mão evitar que aqui, em Portugal, se repita tal situação que só beneficiará a quem interessa o caos para impor uma nova ordem.
Hoje não tens trabalho, amanhã podes não ter que comer e não ter casa para morar.
Deixem-se de guerras mesquinhas, deixem de discutir se é melhor o clube A ou B, não se deixem embalar pelas novelas ou noticias mais ou menos sensacionalistas que só servem para desviar as atenções, deixem de ser enganados de uma vez por todas!.
Exijam o cumprimento do programa de Governo que foi anunciado durante a campanha eleitoral.
Se estes políticos não sabiam em que condições o País e a Europa se encontravam, era porque são incompetentes e foram má oposição!

ACORDEM!

                                                                                       
                                                                                             
                                                             

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Semana dos presentes de um pobre Natal!

Morreu um "querido líder"!
                                                                                                                                                          
Funeral realiza-se para a semana. Kim Jong-Un, filho mais novo, sucede na liderança da única dinastia comunista da História, num dos países mais isolados do mundo.... que ao contrário de Passos Coelho nunca mandou ninguém imigrar!
                                                 
Não era rei nem imperador, simplesmente um ditador comunista, que dividiu a Coreia depois de sangrenta guerra nos anos 50. Morreu agora (só?) o líder da Coreia do Norte, um dos mais isolados líderes mundiais, anunciou hoje de madrugada a televisão estatal de Pyongyang. Kim Jong-Il, de 69 anos, terá sofrido um ataque de coração numa viagem de comboio, no sábado. Kim Jong-il sofreria de problemas cardíacos e de diabetes. Conhecido como "Querido Líder", Kim Jong-Il chefiou o regime de Pyongyang durante 17 anos, durante os quais se empenhou em transformar o país numa potência nuclear. Após a sua morte, o regime norte-coreano deu início à transferência de poder para o filho mais novo do ditador, Kim Jong-Un. Na comunidade internacional, as primeiras reacções foram de cautela. As tropas da Coreia do Sul entraram de imediato em estado de alerta máximo e as autoridades de Tóquio convocaram uma reunião do gabinete de crise, dado que há mísseis de Pyongyang apontados ao Japão.
“Querido líder” não permitia dissidências. Kim Jong-il assumiu o poder em 1994, após a morte do seu pai, Kim-il-Sun. Seria designado Presidente eterno e, tal como o seu pai, prosseguiu a política do isolamento com o exterior, reprimindo de maneira dura e, muitas vezes, violenta qualquer tentativa de dissidência interna. O “Querido Líder”, como era chamado, foi responsável por centenas de detenções de cidadãos estrangeiros, planeou atentados terroristas e reforçou um sistema de vigilância apertada que tornou os cerca de 22 milhões de cidadãos em prisioneiros no seu próprio país. A Coreia do Norte continua na lista negra dos países que alegadamente promovem actos terroristas e na lista dos que prosseguem o fabrico de armamento nuclear. Tecnicamente, o regime comunista norte-coreano está ainda em guerra com a vizinha Coreia do Sul e permanece distante do mundo. O culto da imagem de Kim Jong-il está em todo o lado e em toda a gente. Cidades e populações eram obrigadas a usar a imagem de Kim-Jong-il, bem como do seu filho, que sucede agora ao pai. Kim Jong-il estava afastado da vida pública desde 2008, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Morreu no fim-de-semana, aos 69 anos, durante uma viagem de comboio. O funeral está marcado para o dia 28.
Agora, o momento "é de incerteza", o General Loureiro dos Santos considera que a sucessão de Kim Jong-il levanta questões quanto à sustentação do regime e à afirmação do sucessor, Kim Jong-un. "É preciso acompanhar com muita atenção as mudanças que podem surgir em Pyongyang", com a nova liderança na Coreia do Norte. É a opinião do general Loureiro dos Santos, especialista em questões geoestratégicas, para quem o momento é de, “basicamente, incerteza”. “Não sabemos se haverá instabilidade, quer por razões de sustentação do regime – porque muitas vezes é nestas alturas que forças divergentes aproveitam para actuar –, quer para afirmação do próprio herdeiro, que precisa de mostrar que comanda”, afirma. O general cosnsidera que a Coreia do Sul e o Japão vivem momentos de incerteza. Quanto à China, prevê que mantenha o seu papel, sempre importante em caso de mudança nas políticas do regime norte-coreano. “A ideia que muitas vezes se retira é que a China, aparentemente, está interessada em manter uma Coreia do Norte tipo ‘cão de Brega’, que monopoliza em qualquer momento para criar uma situação de instabilidade na zona quando lhe convém”, explica. Kim Jong-il era conhecido por “querido líder”. Durante 17 anos, comandou os destinos da Coreia do Norte, uma potência nuclear com um dos mais maiores exércitos do planeta. Morreu aos 69 anos, de ataque cardíaco, durante uma viagem de comboio. O seu filho mais novo, Kim Jong-un é agora chamado de “grande sucessor”. Tecnicamente, as duas Coreias continuam em estado de guerra: o armistício assinado em 1953 ainda não foi substituído por um tratado formal de paz.
                                                                                                                                               
Bastonário dos Médicos pede julgamento dos "maus políticos"
                                                                                                                         
José Manuel Silva é contra a subida das taxas moderadoras e dá alternativa, e diz que a má gestão do país impede a colocação de médicos em Portugal e lamenta que os novos profissionais tenhamque emigrar. O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, quer o julgamento dos políticos “da última década” que conduziram o país à “desgraça”. “Sobretudo na última década, Portugal foi conduzido à desgraça por um conjunto de maus políticos, que permitiu que Portugal fosse delapidado pela fraude, pela corrupção, pelas soluções despesistas e contra critérios técnicos”, afirmou José Manuel Silva, durante uma cerimónia de juramento de Hipócrates de cerca de 500 novos médicos, no Porto. “Temos que apontar caminhos. O primeiro: julgar os governantes da última década, para condenar os corruptos e ilibar os justos, mas, sobretudo, para transmitir a mensagem da responsabilidade e da responsabilização que tanto dizem à profissão médica. Não é tolerável que alguém conduza o país à bancarrota e não seja julgado, no mínimo, por crime económico”, defendeu o bastonário. José Manuel Silva diz que a má gestão do país impede a colocação de médicos em Portugal e lamenta que os novos profissionais tenham que emigrar. O bastonário compara mesmo o actual momento ao Estado Novo, “que não dava condições de vida aos seus cidadãos e obrigava a emigrar”. “É inacreditável que Portugal não tenha uma política de recursos humanos adequada às suas necessidades. É tempo de Portugal fazer planeamento e adaptar os 'numerus clausus' em Medicina às necessidades do país. Exportar médicos, técnicos com uma formação caríssima e altamente especializada é empobrecer Portugal e beneficiar as economias de outros países”, afirmou.
Contra o aumento das taxas moderadoras. José Manuel Silva referiu-se, na mesma ocasião, ao aumento do valor das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sublinhando que o combate à economia paralela poderia evitar custos acrescidos aos cidadãos e garantir a sustentabilidade económica do país e de sectores como o da saúde. “Nós achamos que há outras vias que não têm necessariamente que onerar os cidadãos mais do que já estão. Provavelmente, o melhor caminho seria colocar a pagar impostos a economia paralela que foge aos impostos. Talvez isso fosse suficiente para resolver muitos dos problemas económicos do país”, disse. O ministro da Saúde, Paulo Macedo, já confirmou que as taxas moderadoras vão subir e, em alguns casos, podem triplicar de preço. Também aumenta o número de pessoas isentas. José Manuel Silva considera que a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e do próprio país foi colocada em causa por más decisões dos últimos governos.
                                                                                                                                                         
Um sábio conselheiro...
                                                                                                                                                                     
Passos Coelho sugere emigração a professores desempregados, que devem olhar para o "mercado da língua portuguesa"... Questionado sobre se aconselharia os “professores excedentários que temos” a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, Passos Coelho respondeu: “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse numa entrevista ao Correio da Manhã, que foi publicada hoje. Passos Coelho deu esta resposta após ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”. “Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”, disse. “Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, explicou.
                                                                                                                                        
Marcelo critica Passos por ter sugerido emigração dos professores
                                                                                                                                        
Comentador diz que portugueses gostariam de ter um primeiro-ministro que resolvesse o problema do desemprego. Marcelo Rebelo de Sousa critica Pedro Passos Coelho, depois de o primeiro-ministro ter aconselhado os docentes desempregados a emigrar. “Os portugueses não querem um primeiro-ministro que seja comentador político e querem um primeiro-ministro que lhes diga: 'Eu vou governar de tal maneira que não será preciso emigrar para o estrangeiro'. Essa é a mensagem que esperam e não de um primeiro-ministro que diz 'Não consigo resolver o problema, emigrem para o estrangeiro'”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI. Em entrevista ao Correio da Manhã, o primeiro-ministro, quando confrontado com o alto desemprego de docentes, sugeriu que tentassem ir para o Brasil ou Angola, onde há falta de professores. Na sua habitual análise na TVI, o comentador aproveitou para elogiar aspectos positivos de Passos Coelho saídos das várias entrevistas: “A ideia de que em 2015 já podem baixar impostos, a ideia de que a partir de 2013 ou 2014 já pode haver crescimento a sério em Portugal”. Marcelo deixou ainda uma crítica ao ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, por este ter ido para a Mauritânia de avião “Falcon”, quando o primeiro-ministro já foi em “económica” para cimeiras europeias.
                                                                                                                           
Listas de espera para cirurgia estão a aumentar
                                                                                                                                   
Informação avançada pelo “Diário de Notícias” refere que entre Setembro e Outubro realizaram-se menos 20 mil operações. As listas de espera para cirurgia estão a aumentar. Segundo uma notícia avançada na edição de hoje do “Diário de Notícias” (DN), a produção dos hospitais está a cair de mês para mês. Em Setembro e Outubro realizaram-se menos 26 mil operações no total. Segundo o DN, um dos motivos que está na origem do fenómeno é o desinvestimento no programa de cirurgias adicionais, que são pagas por acto a toda a equipa que as faz, e que, apesar de custarem menos do que as horas extras, fizeram subir os custos dos hospitais. Ainda de acordo com o jornal, o Ministério da Saúde admite que o decréscimo das cirurgias é uma "opção das instituições face aos constrangimentos orçamentais".
                                                                                                                                                                 
Sabotagem na A22 - VIA DO INFANTE - não destruíram dados
                                                                                                                                        
Estradas de Portugal asseguram que todas as viagens efectuadas desde a entrada em vigor das portagens na Via do Infante, dia 8 de Dezembro, foram debitadas ou terão que ser pagas depois. As três sabotagens na A22 não afectaram os registos e todos os condutores terão que pagar a passagem, garantiu hoje a empresa Estradas de Portugal (EP) em declarações à Lusa. A EP assegura que todas as viagens efectuadas desde a entrada em vigor das portagens na A22, dia 8 de Dezembro, foram debitadas ou terão que ser pagas posteriormente, uma vez que os actos de sabotagem não danificaram os registos das viaturas. Uma fonte da empresa disse ainda que os dez pórticos instalados nos 133 quilómetros da A22, sempre estiveram a funcionar, ainda que tenham ocorrido alguns danos na transmissão de dados. "Uma coisa é a recolha de dados, que nunca foi afectada, outra muito diferente é a transmissão desses dados para os CTT e outras entidades", explicou, sublinhando que existem formas alternativas de transmissão da informação recolhida desde que a gravação subsista na origem, o que de facto ocorreu. A mesma fonte afirma que já terminaram os trabalhos de reparação causados pelo vandalismo detectado no Sábado junto ao nó de ligação da Via do Infante a Boliqueime, onde se encontrava uma caixa de passagem de cabos de fibra óptica entre o sistema electrónico dos pórticos e o exterior da via. Uma fonte policial disse ainda em declarações à agência Lusa que as sabotagens têm sido feitas “a partir do exterior da via”, para dificultar a identificação das viaturas utilizadas pelos protagonistas das mesmas através das câmaras instaladas na auto-estrada. Este é o terceiro acto de vandalismo contra as portagens No dia 13, alguns indivíduos incendiaram e dispararam tiros de caçadeira contra o pórtico instalado entre Algoz e Guia, provocando ferimentos ligeiros a um funcionário da concessionária Euroscut. O incidente ocorreu dias depois de um outro, contra um pórtico de cobrança, junto ao nó de Boliqueime, que danificou uma estrutura de apoio com meios informáticos.
                                                                                                                                                                
Trânsito triplicou na “estrada da morte”
                                                                                                                                                   
Com a introdução de portagens na Via do Infante (A22), o trânsito da estrada nacional 125 (EN125) triplicou na última semana. Se antes o trânsito era praticamente nulo, agora os moradores queixam-se das filas de carros que se acumulam nos 273 quilómetros da estrada nacional 125 (EN125). A razão terá sido a introdução de portagens electrónicas na Via do Infante (A22) na quinta-feira passada, dia 8. Facto é que, na última semana, o trânsito triplicou na estrada nacional, vulgarmente conhecida como a “estrada da morte” devido aos elevados níveis de sinistralidade ali registados. Os múltiplos cruzamentos de nível, semáforos, rotundas, áreas comerciais rentes à estrada e até passadeiras sem sinalização luminosa, não ajudam nem automobilistas nem ciclistas e peões que ali precisam de passar. "Agora chego a estar 15 minutos para a atravessar, quando dantes atravessava em menos de um minuto, até tenho medo", disse à Lusa Vítor Quintado, de 50 anos, proprietário de uma churrasqueira à berma da velha via longitudinal do Algarve, em Fonte de Boliqueime. Este problema parece não afectar da mesma maneira Leonilde Grosso, de 60 anos, proprietária de uma pensão e de uma pastelaria que, à Lusa, garantiu que as vendas subiram, ainda que apenas 10%, desde que o trânsito voltou.
Atrasadas três anos em relação ao que fora prometido pelo ex-primeiro-ministro, José Sócrates, as obras de requalificação consistem também na introdução de vias de serviço e de variantes. Enquanto não estiverem concluídas as variantes até Lagos, Odiáxere, São Lourenço/Troto, Faro, Olhão e Luz de Tavira, circular na EN125 significa, em muitos casos, atravessar cidades, o que provoca um excessivo aumento de trânsito e leva ao congestionamento das vias. Mesmo assim, Vítor Rodrigues, 39 anos, motorista de profissão, que percorre diariamente o Algarve, considera compensador não voltar a usar a A22 e circular pela velha via. "Nunca mais andei na Via do Infante, desde dia 8, há uma semana que só uso a 125", diz o distribuidor por conta própria de Loulé, calculando que na última semana já poupou "muito mais de 100 euros", ao recusar passar na A22. Já Analídeo Neves, de 50 anos, concorda com os cálculos que apontam para o triplicar do movimento à porta da sua pastelaria, na Maritenda. Teme, porém, a chegada do Verão, quando os visitantes da região chegarem em força. Celestino Prata, de 78 anos, só lamenta que os carros não parem mais junto ao seu tractor, já que partilha da opinião que o trânsito também aumentou “para mais do dobro”. "Ao sábado e domingo ainda vão parando, mas aos dias de semana continua a ser igual ao que era", lamenta o agricultor e comerciante, criticando os aumentos das portagens mas sobretudo a dimensão desses aumentos. “As portagens se calhar justificavam-se, mas não a este custo, que é um exagero”, acrescenta.
                                                                                                                                      
Crise afasta portugueses dos jogos da Santa Casa
                                                                                                                                         
A crise já está a ter efeitos nos jogos de sorte. Joga-se menos e as apostas são mais baixas. Apenas a raspadinha foge à tendência. A situação de aperto financeiro no país está a motivar uma redução das apostas nos jogos sociais da Santa Casa. O Euromilhões e a lotaria ressentem-se. A expectativa de ganhar é superada pela crise. Está a diminuir o número de apostadores nos jogos sociais e baixa o valor das apostas. Sem querer avançar números, o director de "marketing" dos Jogos Santa Casa, João Gonçalves, indica que a tendência acentuou-se a partir da segunda metade do ano. “As apostas estão em linha com aquilo que é a crise do país, ou seja, notamos um ligeiro decréscimo das apostas - isso foi notório no início da segunda metade do ano - e um decréscimo de receitas”, indicam fontes da Santa Casa. Mas há uma excepção: a Raspadinha não sofre tanto com as quebras. Talvez pelo preço, talvez pelo imediato do jogo. João Gonçalves diz que "a raspadinha talvez seja o jogo onde nem se faz notar o efeito de crise". "Isso tem que ver com o próprio jogo, que tem preços relativamente acessíveis e em que as pessoas adquirem o bilhete e sabem imediatamente se têm prémio ou não." Com a crise, os responsáveis dos Jogos Santa Casa apostam na criatividade e lançam novas iniciativas. As receitas dos jogos revertem na totalidade para instituições sociais, cultura ou desporto escolar.
                                                                                                                                                    
Tempo seco até ao Natal
                                                                                                                                                 
Instituto de Meteorologia prevê semana de tempo seco. Previsões indicam que não vai chover. Frio vai fazer-se sentir sobretudo até esta terça-feira. Depois, as temperaturas sobem um pouco.s temperaturas mínimas vão ser baixas entre segunda e terça, mas começam depois a subir um pouco. Chuva não há, mas as neblinas e nevoeiros matinais podem surgir nas zonas mais baixas. São as previsões do Instituto de Meteorologia para os próximos dias. “Estamos a prever uma pequena subida da temperatura mínima nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto Estrela, mais significativa no Minho e Douro Litoral. O céu estará pouco nublado ou limpo, mas pode apresentar períodos de maior nebulosidade a norte do sistema montanhoso Montejunto Estrela e pode mesmo ocorrer período de chuva fraca ou chuvisco no Minho e Douro Litoral. Haverá ainda formação de geada nas regiões do interior e neblina ou nevoeiros matinais em alguns vales e terras baixas”, refere à Renascença a meteorologista Maria João Frada. A partir de quarta-feira, a semana "vai ser de tempo seco". "As neblinas e nevoeiros tenderão a persistir um pouco mais nos vales durante a manhã e haverá uma pequena subida da temperatura mínima, mais generalizada”, diz Maria João Frada.
                                                                                                                                        
                                                                                                                            
                                                                                                                                

sábado, 10 de dezembro de 2011

Revista da Semana

DE GREVE EM GREVE ATÉ O COLAPSO FATAL
                                                                                                                      
Depois dos pilotos da TAP, trabalhadores da CP convocam greve para Natal e Ano Novo. A administração da CP ameaça com o não pagamento dos salários dos trabalhadores que fizerem greve... Todas as elites portuguesas sonham com o tempo de Salazar; voltaremos ao fascismo totalitário?... Inglaterra está contra intenções abusivas de Merkel... Novo tratado trará a divisão da Europa... E se o Euro acabar?... Já há quem se prepare para uma III Guerra Mundial.
                                              
Os maquinistas da CP vão fazer greve nos dias 23, 24 e 25 deste mês, no dia 1 de janeiro e nas horas extraordinárias até final do próximo mês, alegando que a administração está realizar processos disciplinares ilegais. Sindicato de Maquinistas declarou greve para os dias 23, 24, aos dias de feriado e ao trabalho extraordinário até 31 de janeiro, disse hoje o presidente António Medeiros em declarações à agência Lusa. O sindicato decidiu marcar esta greve porque a administração da CP "ao arrepio do acordo assinado, em que sanava todo o conflito e criava as condições para a paz social na empresa, desencadeou de forma absurda, sem justificação e de forma ilegal procedimentos disciplinares", disse hoje à Lusa o presidente do sindicato, António Medeiros. Estes processos disciplinares, que António Medeiros classificou como uma "ofensa e um confronto declarado aos maquinistas e ao sindicato nunca antes vistos", "ascendem a 620 dias". Os maquinistas estão a ser "perseguidos e alvo de processos disciplinares inventados e forjados", reforçou o responsável. O sindicato decidiu que a greve é a única forma de a empresa cumprir o que assinou em abril e em julho e "trazer de volta a paz social na empresa", acrescentou. A Lusa tentou contactar com a responsável pela comunicação da CP, mas até agora não foi possível resposta.
                                                                                                                      
PIDE REGRESSA A LISBOA: CÂMARA VASCULHA LIXO PARA MULTAR MUNÍCIPES
                                                                                                                
Todas as elites portuguesas sonham com o tempo de Salazar; voltaremos ao fascismo totalitário? A Câmara de Lisboa anda a vasculhar lixo colocado fora dos contentores para descobrir o proprietário e multá-lo, uma medida que especialistas dizem poder ser ilegal por não fazer prova da infração e violar a esfera privada. Em menos de um ano foram instaurados em Lisboa 112 processos de contraordenação por colocação de lixo na via pública. Alguns dos multados pagam sem questionar, embora se sintam indignados e duvidem do método utilizado pela autarquia, mas há também quem conteste a decisão. No total, a autarquia já recebeu pelo menos 921,5 euros de multas que poderão ser ilegais.
                                                                                                                                 
A MÁFIA BILDERBERG EM PORTUGAL
                                                                                                                              
A Sociedade Bilderberg, é um grupo americano que existe há longos anos, pouco ou nada se tem falado desta 'sociedade secreta', e muitos desconhecem a sua existência ou os seus objectivos. Este grupo sionista leva a cabo uma conspiração antidemocrática, um plano oculto de dominação mundial. Este grupo conta nas suas fileiras, Presidentes, Famílias Reais, ministros, industriais e executivos de sucesso, jornalistas, directores de estações de TV, jornais etc.  Alguns Portugueses da Bilderberg  A primeira conferência da Bilderberg realizou-se em Maio de 1954, desde então esta organização secreta realiza todos os anos em diversas cidades europeias e norte americanas, conferências. A Bilderberg todos os anos preocupa-se em convidar as figuras mais poderosas ou futuros aliados, na execução da estratégia de dominação, para as suas conferências. No início de Junho de 1999, realizou-se na Penha Longa, Sintra, uma conferência da Bilderberg. Entre os participantes desta 47ª conferência estavam dez portugueses, sendo Francisco Pinto Balsemão, Jorge Sampaio, Artur Santos Silva, Ricardo Salgado, Nicolau Santos, Murteira Nabo, Vasco de Melo, Marçal Grilo, João Cravinho e Joaquim Ferreira do Amaral. De acordo com algumas fontes, a Bilderberg pagou milhões de dólares ao governo Português para este disponibilizar forças militares, policiais e helicópteros para localizar intrusos, de modo a “protegerem o seu secretismo”, pois a segurança nos encontros da Bilderberg é algo que nunca falta. De acordo com o Jornal de Notícias havia ordens para abater qualquer “intruso” que fosse apanhado ou oferecesse resistência. A Bilderberg também exigiu que o hotel no qual se ia realizar a conferência fosse fechado 48 horas antes desta começar. De acordo com um jornalista do The News, que se encontrava nas imediações do hotel, foi-lhe dito que teria de abandonar o local, mas alguns minutos depois foi detido por dois polícias e esteve sob custódia durante 8 horas sendo tratado como um criminoso, o seu crime terá sido andar na via pública. António Guterres, que participou na conferência de 1994, na Finlândia, foi, curiosamente, eleito primeiro-ministro em 95. Guterres não constou na lista de convidados da 47ª Conferência e em nenhuma outra depois da de 94.
Veja todo o artigo em: 
http://revoltatotalglobal.blogspot.com/2011/05/mafia-bilderberg-portugal-governo.html.
                                                                                                                             
CHINA E RÚSSIA PREPARAM-SE PARA III GUERRA MUNDIAL CONTRA A NWO
                                                                                                                                  
A China já sabe que a única forma dos EUA arrasarem a economia chinesa será através de uma guerra. Um preocupante despacho do Ministério da Defesa chinês dirigido ao Primeiro-ministro Putin e ao Presidente Medvedev ontem, refere que o Presidente Hu da China considera colocar em curso de forma iminente uma acção directa militar contra a agressão do Ocidente, encabeçada pelos EUA. O líder chinês já terá ordenado as suas forças navais prepararem-se e tomarem posições estratégicas, na defesa do Irão, parceiro militar da China. Também o General russo Nikolai Makarov declarou na passada semana que não descarta a hipótese de alguns conflitos regionais desencadearem uma guerra mundial a grande escala, com recurso inclusivamente a armas nucleares, num resultado absolutamente imprevisível. O aumento das tensões globais cresceu depois do embaixador russo Vladimir Totorenko e dois dos seus secretários terem sido atacados violentamente quando regressavam da Síria. Foram socorridos pela CIA e pelo MI5 que os encaminharam ao Qatar, mas que ao mesmo tempo, tentaram abrir as suas pastas que continham documentos confidenciais. Esta violação da confidencialidade russa parece ter sido o objectivo principal desse ataque pessoal ao embaixador, numa missão secreta da NATO, o que desencadeou suspeitas junto dos Serviços Secretos russos. Nas malas haveria informação secreta sobre o facto dos EUA e da Inglaterra estarem a enviar soldados da Al-Qaeda para a Síria, repetindo assim a estratégia seguida na Líbia. Segundo esses documentos secretos, os EUA podem estar a prreparar uma "solução final" (ao estilo nazi) para acabarem com o conflito na Síria, usando armas biológicas de destruição massiva. Um especialista virulogista holandês Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmus da Holanda, que chefia uma equipa de cientistas que descobriram 5 mutações do vírus da gripe das aves naquela zona do Oriente, mais facilmente dispersáveis pelo ar.
Mais informações em: 
http://lahoradedespertar.wordpress.com/2011/12/08/china-se-une-a-rusia-ordena-al-ejercito-prepararse-para-la-tercera-guerra-mundial/
http://www.prisonplanet.com/why-world-war-iii-destroy-the-global-economy-create-a-greater-israel-and-establish-a-global-authoritarian-government.html
                                                                                                         
DIVISÃO DA EUROPA ESTÁ IMINENTE
                                                                                                                                            
O comissário não tem dúvidas: o novo tratado trará a divisão da Europa. O comissário europeu para a energia, Günther Oettinger, afirmou hoje que as decisões tomadas esta madrugada pelo Conselho Europeu, em Bruxelas, "encerram o risco de divisão da Europa", em declarações à emissora pública alemã Deutschlandfunk. "Seria melhor ter havido uma mudança dos tratados europeus com os 27 países, porque a recusa da Grã-Bretanha e de outros três países encerra o risco de os Estados se distanciarem em questões económicas e orçamentais", disse o político alemão. Na opinião de Oettinger, a decisão de avançar com 23 países para uma união orçamental, e celebrar um acordo separado que inclua um travão à dívida e sanções automáticas para quem não respeitar os critérios de estabilidade "foi a segunda melhor solução". Segundo defendeu, a chanceler alemã Angela Merkel falhou um "resultado muito, muito, importante" para a estabilidade da moeda única, com base nas propostas apresentadas por Berlim e Paris na cimeira europeia. Os títulos das edições electrónicas dos jornais alemães desta manhã, porém, falam num relativo fracasso das negociações, após a recusa de Londres em aderir ao novo tratado ou aceitar alterações ao Tratado de Lisboa, invocando os interesses financeiros britânicos. "Cameron Divide A União Europeia", afirma a edição on-line do semanário Focus. "Negociações sobre Tratado Falharam, Eurogrupo Torna-se União Fiscal", titula o Sueddeutsche Zeitung. O Die Welt afirma praticamente o mesmo na sua página da internet: "Mudanças no Tratado com os 27 Falharam", diz o matutino conservador. O Frankfurter Algemeine, por sua vez, titula "Merkel Impôs-se em quase Toda A Linha", e a página electrónica da televisão pública ARD afirma, no rescaldo da cimeira, que haverá "Mais Disciplina Nos Orçamentos sem Londres".
                                                                                                                                         
INGLATERRA RECUSA CONDIÇÕES IMPOSTAS PARA NOVO TRATADO EUROPEU
                                                                                                                   
Inglaterra não aceita as condições abusivas de Merkel da perda de soberania dos países incumpridores. O primeiro-ministro britânico disse hoje, em Bruxelas, que a recusa da Grã-Bretanha em participar na revisão do tratado europeu para reforçar a disciplina orçamental da zona euro foi uma "decisão difícil mas boa", justificando-a com os interesses do seu país. "Se não podemos obter garantias no âmbito do tratado, o melhor é ficar de fora", disse o primeiro-ministro britânico, David Cameron, durante uma conferência de imprensa após o primeiro dia de trabalhos da cimeira em Bruxelas. Cameron reforçou: "O que foi definido não é do interesse da Grã-Bretanha, por isso não aceitei. (...) Eu não podia apresentar este novo tratado perante o nosso Parlamento". O primeiro-ministro indicou que "os interesses britânicos no seio da União Europeia, como a liberdade das trocas e abertura dos mercados deviam ser protegidos".
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, classificou hoje de "inaceitáveis" as condições pedidas pelo Reino Unido para integrar um novo tratado europeu para estancar a crise da dívida soberana. "Teríamos preferido um acordo a 27 [Estados-membros], mas não foi possível dada a posição dos nossos amigos britânicos", disse Sarkozy em Bruxelas, no final de um "jantar de trabalho" que assinalou, na quinta-feira à noite, o arranque do Conselho Europeu, e findou pelas 05:00 de sexta-feira (menos uma hora em Lisboa). Pelo menos 23 países irão fazer parte de um novo tratado intergovernamental para reforçar o euro, anunciou hoje o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy. No final do primeiro dia de trabalhos de uma cimeira considerada decisiva para o futuro do euro, vários líderes europeus deram conta de um acordo, ao cabo de nove horas de negociações, sobre as alterações aos tratados para reforçar a disciplina orçamental, que não colheu a unanimidade, mas abrangerá muito mais que os 17 membros da zona euro. Nicolas Sarkozy precisou que apenas o Reino Unido e Hungria ficarão de fora, enquanto a Suécia e República Checa terão de consultar os seus parlamentos. O novo acordou, indicou ainda o presidente francês, deve estar pronto em março de 2012.
                                                                          
MOODY'S BAIXA RATING DE 3 GRANDES BANCOS FRANCESES
                                                                                                                                    
Um dos alvos da Moody's foi o gigante Societé Générale. A agência americana de notação financeira Moody's baixou hoje a nota do BNP Paribas, Crédit Agricole e Societé Générale. A agência reduziu a nota da dívida a longo prazo do BNP Paribas e Crédit Agricole para o nível "Aa3", e a da Société Générale para "A1". A decisão da Moody's vem na sequência de um processo de revisão iniciado em junho, indicou a agência, que baseou a sua decisão nas condições de financiamento e nos indicadores macroeconómicos, no contexto do deteriorado cenário da zona euro. A Moody's alertou ainda para o risco "muito elevado" de o Estado ter de intervir para apoiar os três bancos, perante uma possível degradação dos activos nas entidades visadas. A redução da nota das três entidades financeiras acontece um dia depois da Associação da Banca Europeia (AEA) ter avançado que estes bancos e o BPCE necessitam de 7.300 milhões de euros adicionais de fundos próprios para satisfazer as novas exigências da União Europeia. Além da Moody's, a agência de notação financeira Standard & Poor's já tinha alertado que o Estado francês poderá ter de 'socorrer' o sector bancário gaulês caso se continuem a acentuar os problemas de financiamento.
                                                                                                                                         
WALL STREET EM QUEDA DEVIDO À CIMEIRA DO EURO
                                                                                                                                         
As incertezas do futuro do Euro acabarão por ser muito negativas nas bolsas mundiais. A Bolsa de Nova Iorque fechou em terreno negativo pressionado por mais um dia de notícias negativas que chegam da Europa. Os índices industriais Dow Jones e S&P 500 fecharam a perder 1,63% e 2,11%, respectivamente. Já o Nasdaq caiu 1,99%. As notícias vindas da Europa pressionaram as bolsas nos Estados Unidos, que negociram todo o dia em terreno negativo. Os investidores não gostaram de ouvir o governador do Banco Central Europeu a dizer que não está disponível para reforçar o programa de dívida soberana e a defender que o cenário de recessão na Europa é provável. O dados revelados hoje, pela Autoridade Bancária Europeia, que dão conta de que os bancos europeus precisam de 114,7 mil milhões de euros para responder à crise da dívida soberana na zona euro e a tensão em torno da cimeira europeia que começou esta noite e vai ditar o futuro da moeda única também penalizaram os mercados norte-americanos. Nem mesmo o facto de número de pedidos de desemprego nos EUA ter caído para o valor mais baixo desde Setembro de 2008, foi suficiente para animar os investidores. O Departamento de Trabalho norte-americano revelou hoje que na semana que terminou a 26 de Novembro, o número de pessoas que recebia subsídio caiu em 174 mil, situando-se em 3,58 milhões. Na Europa o dia também foi de perdas. A bolsa que registou mais perdas foi Milão que fechou a recuar 4,29%, seguida de Lisboa e Paris que cairam (2,57%) e Madrid (2,53%).
                                                                                                                 
E SE O EURO ACABAR?
                                                                                                                                           
Para lá caminhamos, numa morte lenta mas inevitável... Imagine este cenário. Após extenuantes horas de discussão numa das 27 capitais europeias a reunião do Conselho Europeu chega, finalmente, ao fim. Os jornalistas que resistiram até à conferência de imprensa são surpreendidos pela entrada na sala dos primeiros ministros português e grego. Seguem-nos os presidentes do Eurogrupo, do BCE e da Comissão. São três da manhã de sexta para sábado, a maioria dos portugueses está a dormir. Quando acordarem, o euro já não será a moeda do seu país. Os levantamentos de dinheiro terão de ser feitos já em “novos-escudos” directamente nos balcões dos bancos. As fronteiras estarão temporariamente fechadas e as entradas e saídas de capital proibidas. É decretado o estado de emergência. Os bancos fechavam as portas, as fronteiras seriam controladas. Este seria o primeiro acto da saída do euro. A moeda desvalorizaria, disparava a inflação e o desemprego. E chegaria mais austeridade. As potenciais vantagens só viriam depois. (in, Jornal de Negócios).
                                                                                                                 
                                                                                                                   
                                                                                                                                                           

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A caminho do caos

GOVERNO PREPARA-SE PARA O PIOR: A SUA QUEDA DEPOIS DA PRIMAVERA
                                                                                                                             
PS prepara-se para "assaltar" o poder, aproveitando os abusos troikistas e autoritários do Governo... Seguro foi "traído" pelos seus companheiros de bancada pois pretendia votar a favor... Soares, com a sua experiência de vida política não duvida: uma revolução social na UE está para breve... Roubos e assaltos a ourivesarias e super-mercados triplicaram!
                                                           
Depois de um fim-de-semana de conversas com o PS, a maioria recuou e introduziu uma alteração ao Orçamento do Estado que sobe de 485 para 600 euros o limite a partir do qual os subsídios de Natal e férias começam a ser cortados a funcionários públicos e pensionistas. Mas a alteração não evitou que o Governo levasse uma profunda facada nas costas da bancada do Partido Socialista. Até ao último momento, José Seguro dava a entender que votaria a favor, mas o resultado foi surpreendente para a bancada do PSD e do CDS. A proposta apresentada pelo PSD e CDS, mesmo depois de adaptada e suavizada, foi considerada “decepcionante” pelos socialistas que se aliaram assim à esquerda para enfrentar as medidas autoritárias abusivas e anti-constitucionais do Governo. Os socialistas fizeram as contas e concluíram que havia margem para só cortar os subsídios de férias e de Natal a partir dos 750 euros – o valor a partir do qual o corte é progressivo – e para aumentar o tecto do corte dos dois subsídios para os 1250 euros. A intenção não foi acolhida pelo governo, que preferiu avançar com uma “cedência muito curta”, no entender dos socialistas, e levou o PS a demarcar-se da possibilidade de os dois partidos fazerem uma proposta conjunta. Com mais medidas autoritárias a caminho, justificadas pelo Governo como sendo necessárias para que a economia portuguesa cumpra os critérios exigidos pela UE, FMI e Troika, só resta Passos Coelho preparar-se para a rápida queda do seu Governo, talvez logo após a Primavera, como aconteceu com o de Sócrates.
                                                                                       
DISPARAM ASSALTOS A SUPERMERCADOS, GASOLINEIRAS E OURIVESARIAS
                                                                                                             
Os roubos a supermercados, ourivesarias e gasolineiras foram os que mais subiram, mas os assaltos a viaturas lideraram os crimes registados pela PSP, segundo um relatório da Polícia sobre a zona metropolitana de Lisboa. O relatório do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (COMETLIS) de Outubro sobre a criminalidade violenta no que toca aos roubos a estabelecimentos e viaturas, a que agência Lusa teve acesso, refere que no mês passado foram registados 43 crimes, representando os assaltos a viaturas 30 por cento, ourivesarias 19, supermercados 16 e bombas de gasolina sete por cento. O documento refere que a divisão com maior número de roubos foi Loures, com 10, seguindo-se Cascais e Benfica (terceira divisão), com sete cada, e Sintra, com seis. Segundo o relatório, em Outubro confirmou-se a «tendência de subida dos roubos em supermercados, atingindo níveis dos meses de Janeiro e Abril» em que se registaram também sete assaltos. A PSP indica que a maioria dos roubos a supermercados na região da capital foi efectuada com recurso a armas de fogo, tendo todos os suspeitos fugido a pé. Os assaltos a bombas de gasolina também aumentaram em Outubro face ao mês anterior, passando de dois para três, roubos que foram praticados com armas de fogo e usadas viaturas para a fuga. No mês passado verificou-se ainda «um aumento significativo dos roubos a ourivesarias», quase o triplo de Setembro e atingindo o máximo do ano com oito, ocorridos maioritariamente nas divisões de Loures e Sintra, com três assaltos em cada.
                                                                                                
COM MEDO DA ESQUERDA GOVERNO ADMITE REPENSAR MEDIDA DA MEIA HORA EXTRA PARA OS TRABALHADORES
                                                                                                           
Os parceiros sociais recusaram a proposta que é altamente ilegal e inconstitucional. Os sindicatos recusaram ontem, na reunião mensal com o Governo, o aumento de horários proposto pelo Exevcutivo Social Democrata. Do lado dos patrões, o Comércio volta a insistir em mexidas nas férias. O Governo garante que continua empenhado no diálogo social e ontem mesmo admitiu que está disposto a ouvir alternativas ao aumento dos horários no sector privado. Por outro lado, patrões e sindicatos vão avançar para reuniões entre si, antes de insistir num acordo tripartido sobre competitividade. "Se existirem alternativas, se os parceiros entenderem que têm alternativas, o Governo está perfeitamente disposto a ouvir exactamente essas alternativas", disse o ministro da Economia no final da reunião de concertação social. Álvaro Santos Pereira indica assim que está disposto a negociar uma medida que devia vigorar nos próximos dois anos, anunciada pelo primeiro-ministro como forma de compensar mexidas na Taxa Social Única. O Diário Económico sabe que o aumento do tempo de trabalho continua a ser a medida considerada pelo Governo como mais indicada para os objectivos.
                                                                                                                
JOSÉ SEGURO MENOS SEGURO NA LIDERANÇA DA BANCADA DO PS APÓS VOTAÇÃO CONTRA MEDIDAS DO PSD
                                                                                          
Seguro foi "traído" pelos seus companheiros de bancada pois pretendia votar a favor. Um 'mail' entre deputados não permitiu voto a favor no atenuar do corte de subsídios. Direcção do PS queria votar a favor da proposta que ontem o Governo apresentou para diminuir o impacto dos cortes nos subsídios em 2012. A bancada socialista revoltou-se e, depois de um debate entre vários deputados via e-mail, Seguro e Zorrinho viram-se obrigados a um volte-face: o PS absteve-se. Entre os vários contestatários surgiram deputados como Eduardo Cabrita (presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças), José Lello, Filipe Neto Brandão, Isabel Moreira (que violou a disciplina de voto, decisão que agora a direcção da bancada diz estar a "avaliar"), Idália Serrão e Sérgio Sousa Pinto. Apesar de ter garantido que votaria a favor de qualquer proposta que tornasse o orçamento menos injusto, Seguro recuou. O PS votou contra a subida dos 1.000 para 1100 euros do limite mínimo a partir do qual funcionários públicos e pensionistas perdiam dois subsídios. E absteve-se no número que definia a modulação dos cortes para trabalhadores e pensionistas que subia o limite dos 485 para os 600 euros. Horas antes, António José Seguro, havia garantido estar disponível para votar a “favor qualquer proposta que torne o Orçamento menos injusto”. A proposta de alteração foi, contudo, aprovada com os votos do PSD e CDS. O BE, PCP e Verdes votaram contra. Esta proposta significa que mais 120 mil pensionistas e mais 40 mil funcionários públicos não vão sofrer reduções nos subsídios de Natal e de Férias em 2012.
                                                                                                      
MÁRIO SOARES: "SE A EUROPA NÃO MUDA, TERÁ DE HAVER UMA REVOLUÇÃO"
                                                                                                                         
Soares, com a sua experiência de vida política não duvida: uma revolução social na UE está para breve. Mário Soares diz estar preocupadíssimo com a situação na Europa e admite que podemos estar em vésperas de “uma revolução”. Em entrevista ao jornal 'i', Mário Soares diz que "a Europa está numa crise profundíssima, está à beira do abismo" e "a União Europeia está desorientada", lembrando que "dantes era constituída por duas grandes famílias políticas: os socialistas e os democratas-cristãos, que seguiam a doutrina social da Igreja. Hoje não há democratas-cristãos, ou quase não há, porque já não seguem a doutrina social da Igreja, seguem o neoliberalismo, tendo o dinheiro como principal valor. Estas duas famílias políticas foram colonizadas pelo neoliberalismo". E aponta um dos culpados pela actual situação da Europa: "O senhor Blair teve uma importância maléfica nisto tudo, porque convenceu bastantes partidos socialistas europeus a converterem-se à 'terceira via'".
Considerando "grave" a nomeação de primeiros-ministros não eleitos, como aconteceu em Itália, na Irlanda e na Grécia, o histórico socialista defende que para subsistir a Europa "não pode deixar de ser uma federação democrática". E se o actual estado de coisas no Velho Continente não mudar "vai ser terrível. Não só para nós, europeus, mas para o resto do mundo. E não sabemos onde podemos parar". E concluiu: "Se for assim, terá de haver uma revolução. As revoluções às vezes são rupturas e resolvem os problemas. Tenho alguma esperança numa revolução pacífica, não violenta, mas na ruptura profunda. Não gostaria de uma revolução violenta no meu País. Seria terrível para todos". Na mesma entrevista, O ex-Presidente da República criticou ainda o comportamento da 'troika'. "A troika, como diz, bem, o presidente do BPI, é um conjunto de tecnocratas de quinta ou sétima linha, que julgam poder governar por nós. Alguém aceitará que tecnocratas estrangeiros, de várias procedências, governem o nosso País? Mas por que carga de água?", disse. E o "mal", frisou Mário Soares, é os conselhos da troika estarem a ser "acolhidos pelo governo. Como se fossem ordens. Ora nós estamos a cortar tudo e não estamos a construir nada para obter maior crescimento económico e para reduzir o desemprego. Se assim continuar, daqui a um ano vamos estar pior do que estamos hoje. (in, Económico).
                                                                                                        
MERKEL SÓ SALVA O EURO SE ASSUMIR SOBERANIA ECONÓMICA SOBRE TODOS OS PAÍSES
                                                                                                                             
Tal como Hitler, Merkel assume finalmente que quer TODO o poder económico da UE nas suas mãos. A Alemanha quer uma união orçamental com sanções e poder de decisão das autoridades europeias nas contas dos países do euro. Enquanto os ministros das Finanças se reúnem hoje em Bruxelas para decidir se poupam a Grécia à falência técnica nos próximos 20 dias, em Berlim o governo alemão anuncia a estratégia para salvar o euro do colapso, numa altura em que o gigante italiano já se financia a mais de 8%. O objectivo é obter, o mais rapidamente possível, uma revisão do Tratado de Lisboa, criando uma união orçamental, a que Berlim chama ‘união de estabilidade", com sanções, sistemas de controlo e poderes intrusivos das autoridades europeias nas contas dos países do euro. E só depois considerar soluções solidárias, como sejam ‘eurobonds' ou uma participação mais robusta do Banco Central Europeu. O plano alemão será debatido pelos líderes europeus a 9 de Dezembro em Bruxelas, antecipando-se algumas resistências. Até ao novo Tratado estar em vigor, cabe ao BCE e à sua compra avulsa de dívida soberana a tarefa de acalmar os mercados. Em alternativa discute-se activar a nova linha de crédito do FMI com os recursos que sobram no Fundo de Resgate.
Berlim ganha tempo para ver até onde estão dispostos a ir os periféricos com as suas reformas. "Primeiro, temos de ter uma união de estabilidade e depois veremos como isso funciona", disse o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, citado pela Bloomberg. BCE e ‘eurobonds' "são debates que teremos depois, não agora", de momento "qualquer discussão sobre ‘eurobonds' reduz a probabilidade de termos o enfoque necessário" nas mudanças ao Tratado. Esta integração orçamental, acrescenta Michael Meister - deputado porta-voz do partido de Angela Merkel -, é a pré-condição para que a Alemanha rever no futuro a sua posição sobre soluções de risco partilhado. E mesmo assim, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, deixa o aviso para os que falam em "mostrar a Bazooka": "Na Europa não podemos fingir uma força financeira que não temos". A Alemanha explora a posição de maior país e maior contribuinte da UE, fixando os termos dos acordos futuros. O discurso de Merkel no Parlamento a 2 de Dezembro vai determinar os contornos do acordo político de revisão do Tratado a fixar entre os líderes na semana seguinte. Estas mudanças, explica Seibert, "devem poder ser adoptadas num prazo de tempo que será surpreendentemente curto para alguns". Trata-se de um "calendário ambicioso porque acreditamos que a Europa não pode esperar para sempre".
                                                                                                               
"ISTO É O PRINCÍPIO DO FIM DO EURO"
                                                                                                                              
Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI considera que o Euro já iniciou o seu fim irremediável. Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, escreve que está lançado o mote para a dissolução da união monetária. "Os investidores enviaram aos políticos europeus uma mensagem dolorosa na semana passada quando a Alemanha teve uma emissão de dívida seriamente decepcionante", escreve Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI, num artigo publicado hoje no blogue "The Baseline Scenario", e assinado em conjunto com Peter Boone, da London School of Economics. Recorde-se que nessa emissão, da última quarta-feira, a Alemanha não conseguiu vender a totalidade das obrigações a 10 anos, no leilão com a procura mais baixa desde a criação do euro, pelo menos. O juro desses títulos de dívida também subiu face à última emissão comparável. Para Simon Johnson - um dos primeiros economistas estrangeiros a antecipar um resgate a Portugal, e que na altura até mereceu resposta de Teixeira dos Santos -, a mensagem deste falhanço é clara: "a Alemanha já não é um porto seguro". No artigo, os dois autores indicam que desde a crise financeira global de 2008, os investidores se têm focado no risco do crédito e têm recompensado o país liderado por Angela Merkel com baixos juros. "Mas agora os mercados vão focar-se no risco da moeda", antecipam, o que terá como consequência o aumento da inflação e "o euro pode entrar em colapso de uma forma que coloca em risco todas as obrigações em euros".
Por tudo isto, Simon Johnson e Peter Boone consideram que "isto é o princípio do fim da zona euro". Os dois autores referem que Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e agora Itália têm grandes quantias de dívida de curto prazo que não conseguem refinanciar a baixo custo e que os maiores bancos europeus estão na mesma situação. "Mais realisticamente, nenhum destes países vai conseguir financiar-se nos mercados financeiros no curto prazo", e o ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, está fora da realidade quando defende que o país vai voltar ao mercado em 2013, argumentam. Mais ainda, Simon Jonhson e Peter Boone consideram que mesmo com uma "bazuca" financeira, o BCE não iria conseguir restaurar a competitividade nos países periféricos, e que, por isso, os países mais problemáticos do euro, onde se incluirá Portugal, iriam precisar de muitos mais anos de "dura austeridade e reformas orçamentais para estabilizar a dívida". Para os dois autores, o rumo da zona euro está a tornar-se claro. "À medida que as condições na Europa se agravam, vai haver cada vez menos activos em euros que os investidores podem comprar com segurança". "Aguarda-nos uma tragédia". É a triste previsão dos dois autores, que terminam o artigo referindo que nos resta apenas a esperança de que os políticos europeus estejam a planear discretamente uma acção concertada para "evitar que a desordem se transforme em caos".