Bernardino Soares diz que a situação é tão grave no país que não se pode excluir essa possibilidade. Socialistas desejam "refrescamento do Governo. PSD diz "nim"...O PCP não exclui a possibilidade de apresentar uma moção de censura ao Governo. Em declarações à comunicação social, o líder da bancada parlamentar dos comunistas justifica a hipótese com o que diz ser uma governação socialista contrária aos interesses nacionais. Bernardino Soares esclarece que não está definido qualquer prazo para apresentação de uma eventual moção de censura mas o PCP admite avançar com essa iniciativa. “É uma iniciativa que não se pode excluir. Nós estamos numa situação em que o país está a ser flagelado por uma política que é de direita, embora seja feita por um Governo socialista. Nós, perante esta política de direita, não podemos deixar de pôr em cima da mesa essa possibilidade e não pode deixar de equacionar a eventualidade dessa iniciativa.
PSD "será sempre solução e nunca problema", diz Relvas
Dirigente social-democrata garante que o partido assumirá as suas responsabilidades perante a eventual apresentação de uma moção de censura ao Governo. O secretário-geral do PSD garante que o partido "será sempre solução e nunca problema" se Portugal entrar num "impasse político" e defendeu que o país precisa de "reformas estruturais", mas o Governo "não quer" este caminho. "Se o nosso país for confrontado com uma situação de impasse político, o PSD saberá assumir as suas responsabilidades e será sempre solução e nunca problema", disse Miguel Relvas aos jornalistas, em Beja, quando confrontado com uma eventual moção de censura do PCP ao Governo. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse na passada sexta-feira que uma moção de censura do partido ao Governo "está em aberto" e "não é uma questão excluída", salientando, no entanto, que o Comité Central não discutiu nem decidiu sobre a matéria.
Questionado pelos jornalistas sobre se o caminho é apresentar uma moção de censura, Miguel Relvas respondeu que "não". "O caminho é o PSD, num momento de impasse político, ser solução e não problema", insistiu, defendendo que o que Portugal "necessita hoje" é de "reformas estruturais" em áreas como a saúde e a justiça. Segundo Miguel Relvas, "o PSD tem demonstrado a sua disponibilidade para, mesmo na oposição, viabilizar reformas", mas "a verdade é que (...) o Governo não quer seguir esse caminho das reformas estruturais".
“Continua a ser desejável refrescamento do Governo”, defende Vera Jardim
O socialista Vera Jardim admite que a “situação difícil” em que este governo tem exercido as suas funções tem provocado “um desgaste acrescido” e por isso continua a defender que “é desejável um refrescamento da equipa”. Em declarações no programa “Falar Claro”, o dirigente socialista ressalva, no entanto, que a remodelação deve ocorrer “quando o primeiro-ministro o entender, porque nós sabemos que a governação é uma tarefa muito desgastante e que ao fim de uns tempos as pessoas digamos têm o seu desgaste próprio mas este governo está a governar em situação muito difícil e, por isso, o desgaste é acrescido e, portanto, eu não me expresso contrariamente a que o refrescamento do governo, quando o primeiro-ministro o entender, será certamente positivo”, afirmou. Vera Jardim acrescentou que “continua a ser desejável que haja algum refrescamento da equipa” em resposta ao social-democrata Nuno Morais Sarmento para quem “o governo mostra evidentes sinais de cansaço, de inércia, de incapacidade de reacção e de iniciativa”, acrescentado que “já nem o país consegue puxar pelos ministros”. Apesar disso Nuno Morais Sarmento não acredita que Passos Coelho possa aprovar uma moção de censura com origem no PCP e defende que, dependendo da execução orçamental, pode haver condições para o PSD e o CDS não avançarem para esse tipo de iniciativa nos “tempos imediatos”.
“Passos Coelho tem andado bem quando tem dito precisamente isto. Depende da execução orçamental. Quer isto dizer que Passos Coelho não vai aprovar uma moção de censura porque ela é apresentada no calendário e com os motivos do PCP. Tenho a certeza por isso que, ao contrário do que os analistas estão a dizer e vão dizer nos próximos tempos, temos condições por parte do PSD e até, admito, do CDS, numa avaliação da execução orçamental que não é uma avaliação do calendário político do bloco de esquerda ou do PCP, não coincidirem numa avaliação política negativa do governo e de uma moção de censura nos tempos imediatos”, afirmou. Sobre a polémica à volta da redução do número de deputados proposta pelo ministro dos assuntos parlamentares, Jorge Lacão, quer Nuno Morais Sarmento quer Vera Jardim defenderam que essa seria uma proposta que a ser discutida o devia ser num quando mais amplo de uma reforma do estado e do sistema político.
Direita não esquece "caso das presidenciais" e quer respostas amanhã
Muitos eleitores não puderam exercer o seu direito de voto, direita quer explicações detalhadas no Parlamento. O CDS-PP e o PSD prometem não deixar cair no esquecimento os problemas verificados nas últimas eleições presidenciais, que impediram vários eleitores de exercer o seu direito de voto. O caso é demasiado grave, diz o deputado Nuno Magalhães, na véspera do fim do prazo para a conclusão do inquérito aberto pelo ministro da Administração Interna. O CDS desafia por isso o Governo a cumprir a sua promessa, feita há duas semanas, de apresentar as conclusões de um inquérito. “O Sr. Ministro anunciou um inquérito rápido sobre o qual iria retirar todas as consequências, e cujo prazo termina amanhã. Fê-lo diante dos deputados eleitos pelos portugueses, na Assembleia da República. Na véspera desse prazo terminar, desafiamo-lo a cumprir com a palavra dada e apresentar publicamente as conclusões desse relatório, e que os deputados sejam os primeiros a conhecê-los, de forma integral” pediu o deputado centrista.
Do PSD chega a mesma exigência, pela voz de Fernando Negrão: "É uma obrigação, uma vez que o Ministro comprometeu-se em 15 dias a apresentar os resultados acerca do que se passou durante o dia das eleições presidenciais. O PSD não se esquece nem se esquecerá de pedir explicações sobre esta matéria, e portanto aguarda que amanhã sejam apresentados. Se não o forem, o PSD entrará imediatamente com um requerimento pedindo ao ministro que dê explicações precisas sobre aquilo que aconteceu, de muito grave, que nunca tinha acontecido desde o 25 de Abril de 1974.” Recorde-se que aquando das eleições presidenciais em Janeiro de 2011, várias pessoas não puderam votar por causa de dificuldades em apurar os seus números de eleitor, que não constam do cartão do cidadão, devido a um erro do sistema.
Portugal coloca no mercado sete mil milhões de euros em dívida
Barclays Capital, BNP Paribas, Caixa-Banco de Investimento, Deutsche Bank, HSBC e Morgan Stanley foram as instituições responsáveis pela emissão. O Estado Português voltou hoje ao mercado e colocou sete mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro a cinco anos. Este valor é mais do dobro do inicialmente previsto, que era de tês mil milhões de euros. Segundo Agência Lusa, a operação foi dividida por seis bancos internacionais, que colocaram a dívida portuguesa no mercado. Segundo o Ministério das Finanças, com esta operação Portugal executa assim já cerca de 30% do programa de financiamento de médio longo prazo para este ano. Para o Governo, esta operação demonstra que Portugal mantém o acesso ao mercado internacional e com bons níveis de procura. Barclays Capital, BNP Paribas, Caixa-Banco de Investimento, Deutsche Bank, HSBC e Morgan Stanley foram as instituições responsáveis pela emissão.
Executivo satisfeito com emissão de dívida pública
Portugal pagou um juro de 6,45% na emissão de 3,5 mil milhões de euros a cinco anos. A procura superou em 2,4 vezes a oferta. Governo mostra satisfação com nova emissão de dívida pública, segundo o secretário de Estado do Tesouro. O Estado Português pagou um juro de 6,45% na emissão de 3,5 mil milhões de euros a cinco anos. A procura superou em 2,4 vezes a oferta, mas o preço ficou ligeiramente acima do valor registado no mercado. Apesar da taxa elevada, o secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, considera a operação satisfatória. “Foi uma operação que foi colocada de um modo satisfatório face Àquilo que são as condições praticadas em mercado secundário de títulos da dívida pública. Sob esse ponto de vista foi uma operação que até foi colocada em linha com aquilo que foram as condições de colocação da emissão de dívida feita recentemente pelo reino de Espanha”, disse.
O governante acrescenta que, “com esta operação, já mais de um terço daquilo que é o nosso programa de refinanciamento de dívida de médio e longo prazo a levar a cabo no primeiro semestre desde ano está coberto. Esta percentagem passa mesmo para cerca de 50% se entrarmos em linha de conta com o leilão de dívida pública de obrigações do tesouro recentemente feito no mês de Janeiro”. Já na análise de Filipe Silva, gestor de do mercado de dívida do Banco Carregosa, a operação de hoje abre boas perspectivas para as próximas emissões de dívida da República Portuguesa. Até ao final do ano, o Instituto de Gestão de Crédito Público espera emitir 20 mil milhões de euros em obrigações do tesouro.
Portugal contrata bancos para emitir obrigações a cinco anos
Estão envolvidos na operação o Barclays Capital, o BNP Paribas, a Caixa Banco de Investimento, o Deutsche Bank, o HSBC e o Morgan Stanley. O Estado português contratou seis bancos para colocarem dívida soberana no mercado. A notícia é avançada pela agência Bloomberg, segundo a qual o Executivo terá mandatado as instituições bancárias para realizar a colocação de uma linha de Obrigações do Tesouro a cinco anos. Segundo aquela agência, que cita fontes próximas da transacção, estão envolvidos o Barclays Capital, o BNP Paribas, a Caixa Banco de Investimento, o Deutsche Bank, o HSBC e o Morgan Stanley. Será a primeira emissão de divida sindicada desde Fevereiro do ano passado. Este tipo de operação, que normalmente serve para abrir uma nova linha de financiamento de longo prazo, distingue-se dos habituais leilões, pois nestas são os bancos contratados que colocam a dívida junto dos investidores. Hoje os juros sobre a dívida soberana a dez anos estão a aliviar: seguem nos 6,5 %.
92 mil trabalhadores alemães a prazo recebem rendimento de inserção
Já 70% dos trabalhadores a tempo inteiro e com contratos fixos têm um salário bruto mensal superior a dois mil euros. Um em cada oito trabalhadores a prazo na Alemanha - cerca de 92 mil pessoas - recebe o rendimento mínimo de inserção do Estado, por terem salários muito baixos. O risco de empobrecimento entre os trabalhadores a prazo é assim quatro a cinco vezes maior do que os trabalhadores com contratos fixos, revela um estudo publicado hoje pela Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB). Os trabalhadores com contratos a prazo, mas a cumprir horário pleno, ganham, em média, apenas metade dos que têm contratos permanentes.
Enquanto o rendimento médio bruto mensal dos trabalhadores alemães era de 2.805 euros, em 2009, o dos trabalhadores a prazo atingia apenas 1.456 euros, menos 48,1%, afirmou Wilhelm Adamy, o autor do estudo. A nível nacional, 10,5% dos contratados a prazo ganham menos de mil euros brutos por mês, e só 19,1% ganham mais de dois mil euros mensais, segundo o mesmo levantamento. No conjunto da economia alemã, mas de 70% dos trabalhadores a tempo inteiro e com contratos fixos têm um salário bruto mensal superior a dois mil euros, de acordo com os dados recolhidos pela DGB.
Vêm aí as 7 Maravilhas Gastronómicas portuguesas
Primeiro foram as Maravilhas Arquitectónicas, depois as Maravilhas Naturais e agora é a vez das Maravilhas da Gastronomia Nacional. O presunto transmontano é um dos candidatos. Primeiro foram as Maravilhas Arquitectónicas, depois as Maravilhas Naturais e agora é a vez das Maravilhas da Gastronomia Nacional. O presunto transmontano é um dos candidatos. A iniciativa foi hoje apresentada pelo ministro da Agricultura, António Serrano, na Casa do Campino em Santarém. São 7 as categorias em que os portugueses vão poder votar ao longo dos próximos meses: entradas, sopas, marisco, peixe, carne, caça e doces. O objectivo é eleger as Maravilhas da Gastronomia Nacional.
Um dos principais candidatos à vitória é o presunto transmontano. Produzido em Chaves, é considerado por muitos especialistas como o melhor a nível nacional. A sua produção continua a ser, na maior parte das vezes, artesanal e passa por diversas etapas. “Primeiro mata-se o porco, depois de seco vai a salgar e depois de estar 25 dias no sal a curar, põe-se ao ar e ao fumo”, explicou à Renascença Luísa Carvalho, produtora desta iguaria tradicional portuguesa. Todas as etapas devem ser respeitadas com o máximo rigor, mas o mais importante acaba por ser a origem do porco. “São todos criados por mim. Os porcos criados em casa são completamente diferentes dos comprados no talho”, assegura. O presunto de Chaves custa cerca de 10 euros o quilo e é um dos produtos mais procurados daquela região transmontana. As 7 Maravilhas da Gastronomia Nacional é uma iniciativa criada pela empresa “New 7 Wonders Portugal” que no passado já havia desenvolvido as “Sete Maravilhas de Portugal”(2007); “As Sete Maravilhas de origem portuguesa no Mundo” (2009) e “As Sete Maravilhas Naturais de Portugal” (2010).
Federação das Confrarias Gastronómicas deixa críticas ao Executivo
Apesar de estar satisfeita com esta iniciativa patrocinada pelo Ministério da Agricultura, a Federação das Confrarias Gastronómicas considera que a cozinha tradicional portuguesa não tem recebido a devida atenção. Madalena Garrido, presidente da organização, fala numa “desigualdade” em relação a vários países europeus que “conseguem a certificação dos seus produtos e nós continuamos a não apresentar candidaturas. Desde 2006 que estes registos estão parados no nosso país.” A Federação é a maior do sector e representa 69 das cerca de 90 organizações portuguesas.









