Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Crise entra no auge

"Empresas caem como castelos de cartas"
                                                                                                   
O patrão da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, diz que o seu grupo perdeu 19 fornecedores importantes no primeiro trimestre e instiga os portugueses a pedirem responsabilidades aos governantes.
                                          
O presidente da Jerónimo Martins garante que as empresas portuguesas estão a cair "como castelos de cartas" por falta de crédito bancário. Num encontro promovido ontem pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), em Faro, um dos empresários mais bem-sucedidos do país pediu à sociedade civil que exigisse responsabilidades aos governantes. "Somos nós que lhes pagamos o ordenado", lembra Soares dos Santos
“O país tem que ser o resultado da nossa vontade. É isso que temos que dizer aos nossos governantes, porque eles estão lá para nos governar. Somos nós que lhes pagamos o ordenado. Eles têm que compreender isso - não têm o poder de destruir as nossas contribuições. É isto que a sociedade civil em Portugal tem que fazer”, defendeu Alexandre Soares Santos. E, entre confidências empresariais, o empresário revelou que o seu grupo está a financiar alguns produtores de vinhos, porque a banca cortou os empréstimos. “E como a banca cortou os empréstimos, as empresas estão a cair como castelos de cartas”, alertou. "As empresas estão a cair como castelos de cartas", alerta patrão da Jerónimo Martins. “Em fornecedores, no primeiro trimestre, o Pingo Doce perdeu 19 importantíssimos, todos por falta de fundo de maneio. E há produtores de vinho neste país a quem estamos a financiar as vindimas, porque não têm dinheiro”, sublinhou ainda, acrescentando que uma das situações que mais o ofende é ver e ouvir dizer que uma empresa fechou portas. A palestra organizada pela ACEGE decorreu ontem à noite e foi subordinada ao tema “Portugal tem futuro”.
                                                                                                  
Produtores de leite fecham portas devido à concorrência estrangeira
                                                                                                           
Nos últimos anos, encerraram mil explorações leiteiras. 90% do leite vendido pelas marcas brancas é importado. Está a aumentar o encerramento de explorações leiteiras no país. O alerta parte da Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite (FENELAC), cujo secretário-geral, Fernando Cardoso, explica que o problema é que “a grande distribuição enveredou por uma estratégia, nos últimos anos, de importação de produtos lácteos”, que chegam ao mercado português “a preços muito, muito baixos”. “Há pouco tempo, tivemos leite vendido nas grandes superfícies a 39 cêntimos por litro. Se o consumidor opta por essas importações, é evidente que há uma parte da produção nacional que não é comercializada ou é comercializada a um preço muito baixo”, acrescenta Fernando Cardoso. A produção nacional é suficiente para as necessidades do consumo interno, garante o secretário-geral da FENELAC. "O problema está nas importações, essencialmente promovidas pela grande distribuição para as suas marcas próprias e a preços muito baixos”. O futuro do sector está hoje em debate num seminário internacional em Santa Maria da Feira.
                                                                        
Presidente da CGD vai reunir com equipa da Moody’s
                                                                                                       
Apesar de criticar o recente comportamento das agências de “rating”, o banqueiro defende que a solução não passa por diabolizar estas empresas mas sim pela criação de uma agência de “rating” europeia. O presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, vai reunir-se nos próximos dias com uma equipa da Moody’s, a agência de notação financeira que cortou esta semana o “rating” de Portugal para “lixo”. Faria de Oliveira diz que o encontro já estava agendado e adianta que sobre a mesa vai estar uma eventual descida do “rating” da banca portuguesa mas também os resultados dos testes de stress. O banqueiro considera que “não devemos entrar numa diabolização das agências de ‘rating’. Neste momento há de facto muitas interrogações que se colocam, mas as respostas devem ser dadas de uma maneira construtiva e pela positiva. A criação de uma agência de ‘rating’ europeia independente é uma excelente resposta às dúvidas que possa haver”. “A eventual utilização doutras agências de ‘rating’ de outras paragens e que são aceites em exigentes mercados financeiros” também pode ser uma solução, defende Faria de Oliveira. O presidente da CGD falava esta manhã à margem da apresentação de um estudo sobre a competitividade das cidades europeias. Já o comissário europeu para os assuntos económicos e monetários, Olli Rhen, veio dizer esta manhã que Bruxelas está efectivamente a trabalhar na criação de uma agência de “rating” europeia, uma tarefa que deverá estar concluída no Outono.
                                                                                                            
Presidente do BCE elogia medidas de austeridade em Portugal
                                                                                                     
“Também notei que 80 % do Parlamento aprovou os ajustes ao programa e isso é algo que considero ser importante”, acrescentou ainda Trichet. O presidente do Banco Central Europeu elogiou hoje as medidas tomadas pelo Governo português que vão além do acordado com a troika. “No caso do Governo português, constatei muito positivamente que algumas das decisões foram tomadas além daquilo que estava no programa [de ajuda externa]”, disse Jean Claude Trichet, que elogiou a extensão da lista de privatizações e o novo imposto extraordinário. “Também notei que 80 % do Parlamento aprovou os ajustes ao programa e isso é algo que considero ser importante”, acrescentou ainda Trichet. No final da reunião do conselho de governadores de hoje, em Frankfurt, o BCE decidiu subir a taxa de juro de referência em 25 pontos base para 1,5%. O BCE anunciou também hoje que decidiu abdicar da opinião das agências de “rating” sobre a dívida portuguesa e que vai continuar a aceitar dívida portuguesa como garantia nas operações de financiamento.
                                                                    
Standard and Poor’s mantém “rating” de Portugal
                                                                                            
A maior agência de “rating” mundial diverge da sua parceira Moody’s, que decidiu colocar Portugal no “lixo”. As críticas não têm parado e está já marcada uma concentração para amanhã, em Lisboa. A agência de notação Standard and Poor’s decidiu manter o “rating” da dívida portuguesa. No entender da maior agência mundial do sector, Portugal deve conseguir baixar o défice público até 3% do PIB em 2013. A Standard and Poor’s acredita que o país sairá da recessão com um crescimento de 1%, um cenário assumido em Maio. Portugal está, assim, fora do "lixo", mas a agência avisa que os perigos e as dificuldades mantêm-se: os salários devem cair e as famílias e empresas podem enfrentar graves problemas. A percepção da Standard and Poor’s sobre a evolução do país contraria e leitura da Moody's, que colocou Portugal na categoria “lixo”. As críticas não têm parado e, ontem, o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, foi claro: "Esses senhores não entram mais aqui!". Para amanhã, está marcada uma concentração de protesto em Lisboa.
                                                                         
Instituto de Gestão da Tesouraria acusa Moody's de "arrogância"
                                                                                 
A posição foi manifestada através de um e-mail enviado a todos os colocadores de dívida pública portuguesa, nomeadamente, internacionais. O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) acusa a agência de notação financeira Moody’s de “arrogância” e de ter desvalorizado trabalho da “troika”. A posição foi manifestada através de um e-mail enviado a todos os colocadores de dívida pública portuguesa, nomeadamente, internacionais. De acordo com o “Jornal de Negócios”, o IGCP considera que "a análise da Moody’s é superficial baseada mais em opiniões do que em provas concretas, e mostra alguma arrogância em ignorar algumas das conclusões tiradas pela troika depois de um trabalho intensivo e contactos muito mais vastos". O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público adianta que os responsáveis da agência de notação “nem sequer se encontram com qualquer membro do novo Governo antes de avaliar os riscos relativos à execução orçamental". "A Moody’s não deu o benefício da dúvida a um novo Governo eleito com um mandato claro de implementar um ajustamento orçamental ainda mais duro do que o acordado com a troika", sublinha o instituto liderado por Alberto Soares.
                                                                                
Câmara de Lisboa apela a concertação contra a Moody's
                                                                                             
Depois de ter ontem cortado o 'rating' a três dos principais bancos portufgueses, a agência de notação americana Moody's continua na sua "senda destruidora" contra Portugal, e anunciou hoje que baixou o 'rating' das cidades de Lisboa e Sintra, bem como das regiões autónomas dos Açores e Madeira, para "lixo". A Câmara de Lisboa considerou hoje "incompreensível" o corte do "rating" da cidade para "lixo", decidido pela agência de notação norte-americana Moody's. A autarquia apela a uma "actuação concertada" com os restantes visados pelo corte: Sintra, Açores e Madeira. "É incompreensível a actuação da Moody's pelo 'downgrading' [quebra na notação] atribuído à Câmara de Lisboa. E estranho o momento", disse a vereadora das finanças da Câmara de Lisboa, Maria João Mendes (PS). A vereadora lamentou ainda que "a Europa não saiba defender-se a si própria" e apelou a "uma actuação concertada de todos os visados". Já o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara (PSD), disse à Lusa que considera a classificação "natural", dado que "segue as regras da Moody's na sequência da desclassificação da República portuguesa". Fernando Seara recusou prestar mais comentários. A agência justificou a quebra na notação dos quatro locais pela descida dos 'ratings' atribuídos a Portugal na terça-feira, o que teve "implicações para os 'ratings' dos governos locais e regionais dentro do país, dadas as suas estreitas ligações financeiras com o governo central". A agência de notação Moody's anunciou hoje que baixou o 'rating' das cidades de Lisboa e Sintra, bem como das regiões autónomas dos Açores e Madeira, para "lixo". A Moody's cortou o nível de Lisboa e Sintra em quatro degraus, de Baa1 para Ba2, com 'outlook' negativo, enquanto os Açores passaram de Baa2 para Ba3 e a Madeira de Baa3 para B1.
                                                                                                     
É oficial. Ponte 25 de Abril vai ter portagens em Agosto
                                                                                                               
A isenção de portagens em Agosto durou 15 anos e foi acordada no âmbito da renegociação do contrato de concessão entre o Estado e a Lusoponte. Este ano, as regras mudam. O Ministério da Economia confirma que, em Agosto, a ponte 25 de Abril vai ter portagens a pagamento. Num comunicado, o Ministério de Álvaro Santos Pereira justifica a decisão com as dificuldades financeiras que o país atravessa e os compromissos de redução de despesa pública assumidos pelo Estado Português. O Governo decidiu assim manter a medida já inscrita no orçamento para este ano e que vai permitir um ganho de 4,4 milhões de euros em 2011. Até 2019, a poupança será na ordem dos 48 milhões de euros.
                                                                                                          
Maior “jackpot” de sempre, hoje no Euromilhões
                                                                                                      
Sorteio de hoje vai ter um primeiro prémio no valor de 185 milhões de euros. Nenhum apostador voltou hoje a acertar na semana passada, pela sétima semana consecutiva, na chave completa do Euromilhões, pelo que haverá um “jackpot” de 185 milhões de euros, o maior de sempre, na sexta-feira, anunciou a Santa Casa Misericórdia de Lisboa. O segundo prémio, de 330.571,23 euros, foi atribuído a nove jogadores, um dos quais com aposta registada em Portugal. Já o terceiro prémio, no valor de 70.836,69 euros, coube a 14 apostadores, todos fora de Portugal, de acordo com os resultados do escrutínio divulgados pelo departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A última vez que houve um totalista no Euromilhões foi a 20 de Maio. O primeiro prémio valia 27,6 milhões de euros. Superados os 185 milhões de euros, valor máximo do primeiro prémio, o remanescente de receitas associadas passa para o segundo prémio, o que poderá acontecer a partir de sexta-feira caso não volte a haver totalista. Em Fevereiro, um 'jackpot' de 183 milhões de euros, o maior até à data e acumulado durante quase três meses, foi distribuído por três apostadores, um dos quais português.
                                                                                     
Sabia que maioria dos vencedores perde tudo em dois anos?
                                                                                            
Um especialista em finanças pessoais deixa-lhe alguns conselhos para que tal não aconteça, no caso de ser um dos felizardos desta sexta-feira. Cinco números e duas estrelas podem mudar a vida a muita gente. Mas essa mudança pode não durar para sempre. Estudos desenvolvidos por economistas e neuro-economistas revelam que as pessoas que ganham elevados montantes de dinheiro de repente gastam tudo em dois anos.
Não embarque em investimentos ou negócios oferecidos, aconselha Susana Albuquerque. Uma maneira de evitar que tal aconteça é não emprestar dinheiro “para investimentos que nos são oferecidos”, refere Susana Albuquerque, especialista em finanças pessoais, alertando para as várias “propostas de negócios e investimentos” que surgem quando alguém é premiado. “O meu conselho é que sejam o mais conservadores possível, se querem garantir a manutenção da sua riqueza”, refere Susana Albuquerque, em declarações à imprensa. A especialista em finanças pessoais considera que a melhor maneira de manter - e também aumentar - a fortuna é investir uma larga fatia do prémio num dos produtos mais conservadores que existe: depósitos a prazo. Os depósitos a prazo são local seguro para guardar o seu dinheiro. “Primeiro, colocar a maior fatia, 90%, do dinheiro, em investimento seguro, de depósitos a prazo. Depois, os outros 10%, é ter bom aconselhamento profissional e compreender esse aconselhamento, pedindo que mostrem os resultados do seu trabalho nos últimos dois, três anos, ou seja, quanto dinheiro já deram a ganhar a outras pessoas”, aconselha Susana Albuquerque.
Hoje, há jackpot do Euromilhões. Os apostadores concorrem ao maior prémio de sempre deste concurso: estão em jogo 185 milhões de euros. É normal, por isso, que por estes dias os apostadores façam contas e sonhem com o que podiam fazer com tanto dinheiro. Antes do jogo desta sexta-feira, o maior valor – de 183 milhões de euros – foi sorteado em Fevereiro, com três apostadores portugueses a arrecadarem o prémio. Se o concurso de hoje voltar a não ter qualquer vencedor, os 185 milhões de euros vão manter-se como primeiro prémio, passando o remanescente para o segundo. O último sorteio em que o primeiro prémio foi atribuído já ocorreu há mais de um mês, a 20 de Maio, dia em que a chave vencedora rendeu 27,6 milhões de euros. Desde então, o primeiro prémio tem crescido todas as semanas.
                                                                                                            
Aí está mais uma rede social. E esta leva mesmo "mais" no nome
                                                                                                                                   
Para quem está insatisfeito (e não só) com a rede social mais popular do mundo - o Facebook -, a Google acaba de lançar uma alternativa. A Google não desiste das redes sociais e avança agora com o Google +. "Será um Facebook mais simples", com "potencialidades para poder ser uma alternativa interessante a quem não estiver satisfeito" com os serviços do Facebook e do Twitter, descreve Carlos Martins, autor do blogue "Aberto até de Madrugada". Depois dos fracassos do Orkut e do Buzz, "parece que finalmente a Google tem uma ferramenta que tem um potencial bastante interessante", salienta ainda Carlos Martins, em entrevista à Renascença. Além de ser de "compreensão mais simples", "mais versátil" e ter "uma interface mais bem pensada", Carlos Martins salienta que a maior vantagem desta nova rede social é mesmo o facto de estar integrada com os restantes serviços da Google. A nova rede social já é vista como uma ameaça "mais para o Facebook do que para o Twitter", na opinião de Pedro Anastácio, do blogue "Revolução Digital". "Se o serviço começar a pegar, a expansão poderá ser muito rápida", observa Pedro Anastácio. Ainda assim, o autor do "Revolução Digital" faz um alerta: "Uma rede social pode ser muito bem desenhada, mas não funciona se não tiver pessoas. Se não funcionar, a Google fica em maus lençóis, porque já é a terceira tentativa e a empresa poderá não ter muita margem de manobra para depois voltar a tentar", salienta Pedro Anastácio.
Mais uma ferramenta ao dispor dos media: - Uma nova rede social significa também mais um instrumento ao dispor dos órgãos de comunicação social. Pedro Anastácio considera que será uma mais-valia, sobretudo "se ganhar a dimensão que o Facebook tem". Por sua vez, Paulo Frias, docente e investigador de ciências da comunicação na Universidade do Porto, considera que ainda é cedo para prever o comportamento dos "media" nesta nova rede social. Relembra, aliás, que "o próprio Facebook começou por ser inicialmente uma rede de carácter muito conversacional" e hoje já apresenta uma forte componente informativa.
O que difere do Facebook: - Carlos Martins, do "Aberto até de Madrugada", já experimentou o Google +. Destaca os "google circles", que permitem agregar as pessoas por círculos de conhecimento. Por exemplo, o utilizador pode ter um círculo só de amigos e outro de colegas de trabalho - uma vez estabelecidos os "círculos", pode partilhar conteúdos exclusivamente com essas pessoas ou com todas ao mesmo tempo. Carlos Martins distingue também a função "stream", que permitir partilhar fotografias automaticamente, e a opção "hangouts", que possibilita fazer videoconferências entre um grupo de amigos. Considera, aliás, que esta é uma funcionalidade "muito interessante", dado que "podem estar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo, cada uma em sua casa, mas estão todos juntos no computador a verem-se uns aos outros". Outra das novidades consiste num motor de recomendações, denominado "Sparks", que organiza conteúdos de acordo com interesses do utilizador, obtendo informação através do motor de busca da Google. Para já, o Google + ainda funciona a meio gás, sendo apenas possível aderir através de convite, o que, na opinião de Pedro Anastácio, acarreta alguns riscos. Se, por um lado, "pode levar a que as pessoas tenham vontade de experimentar e haver aquela noção de fruto proibido", por outro lado "também pode levar a que as pessoas possam olhar para aquilo e pensar 'não me posso registar' e depois não voltam lá", diz.
Redes sociais a mais? - "A Internet está repleta de redes sociais", constata Carlos Martins. "Entretanto, não sabemos bem onde é que havemos de publicar o quê", acrescenta Pedro Anastácio. Para ambos, a questão é saber qual das redes sociais será a mais aglutinadora dos milhões de pessoas, agregando todas as funcionalidades num só serviço. Já Paulo Frias discorda dos dois "bloggers". Para o investigador, o que acontece é que as redes se vão sucedendo umas às outras, num ciclo de vida muito peculiar. "Em determinados momentos, há determinadas formas de comunicar que perdem espaço, porque há outras propostas diferentes e que atraem mais pessoas", argumenta Paulo Frias. "Não podemos ver isto como um somatório de redes gigantescas, porque isso nunca vai acontecer", conclui.
                                                                                  
Uma em cada três crianças portuguesas tem peso a mais
                                                                                                                    
OMS considera que obesidade está a atingir níveis epidémicos: em todo o mundo, 45 milhões são afectadas por esta doença. Portugal apresenta dos piores indicadores na Europa. Um terço das crianças portuguesas tem excesso de peso e Portugal é um dos países da Europa com piores indicadores na obesidade infantil. Os dados são revelados por um estudo da Associação Internacional do Estudo da Obesidade (IASO), que vai ser apresentado esta semana numa conferência internacional, em Oeiras. A análise foi feita em 13 países europeus e Portugal é dos que tem maior prevalência de peso a mais em crianças, com a Itália a surgir em primeiro lugar. "Temos 14% de crianças com obesidade e 32% com excesso de peso", afirma a nutricionista Ana Rito, do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, à agência Lusa. Bulgária, Irlanda, Lituânia, Noruega, Portugal, Suécia, Bélgica, Chipre, República Checa, Itália, Malta, Eslovénia e Letónia foram os países considerados. Dentro de dois anos, o sistema de vigilância nutricional infantil da Europa, conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conta ter novos dados, já com países como Espanha e Grécia. Apesar do leque de países estudados ainda não ser muito extenso, Ana Rito considera "muito preocupantes" os dados relativos a Portugal. Em Portugal, o estudo envolveu as cinco Administrações Regionais de Saúde e as regiões autónomas da Madeira e Açores – neste arquipélago, verificou-se maior prevalência de excesso de peso e obesidade. O Algarve foi a região que obteve melhores resultados. Os peritos nacionais e internacionais vão debater, em Oeiras, a problemática da obesidade infantil. Trata-se da Conferência Internacional de Obesidade Infantil – CIOI 2011, que conta com o apoio institucional do Instituto Nacional da Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e decorre no âmbito da Estratégia Internacional de Abordagem de Obesidade Infantil. Em todo o mundo, 45 milhões de crianças são afectadas por esta doença, que a OMS já considerou estar a atingir níveis epidémicos.
                                                                                                      
Crianças portuguesas comem pizzas e batatas fritas 4 vezes por semana
                                                                                                                       
Apenas 0,1% das crianças é que bebem água diariamente, segundo um estudo sobre obesidade infantil divulgado hoje. Mais de 90% das crianças portuguesas comem pizzas ou batatas fritas de pacote e bebem refrigerantes pelo menos quatro vezes por semana. Apenas 0,1% das crianças é que bebem água diariamente. Os resultados são de um inquérito feito a mais de três mil pais de crianças do 1º ciclo, apresentados hoje pela nutricionista Ana Rito, durante a conferência internacional sobre obesidade infantil, que decorre em Oeiras. Outros dados deste estudo, avançado pela agência Lusa, indicam que hambúrgueres e salsichas são consumidos por 93% das crianças pelos menos quatro vezes em cada sete dias. O mesmo acontece com rebuçados, gomas ou chocolates em 88% dos menores. Sabe-se ainda que apenas 2% é que comem fruta fresca diariamente e só 3,5% incluem os legumes nas refeições. O estudo revela que um terço das crianças portuguesas tem excesso de peso, sendo Portugal considerado um dos países da Europa com piores indicadores na obesidade infantil.
                                                                                              
                                                                                             
                                                                          

quarta-feira, 4 de maio de 2011

FMI tem plano de empréstimo pronto

“Troika” mostra plano para Portugal amanhã de manhã
                                                                                                               
Está marcada para as 11 horas de amanhã, quinta-feira, a conferência de imprensa da “troika” internacional para dar conta do plano de auxílio a Portugal. O plano vai ser apresentado em Lisboa na representação da Comissão Europeia em Portugal. O acordo entre a “troika” (FMI, BCE e Comissão Europeia) e o Governo implica um “cheque” de 78 mil milhões de euros, a pagar em três anos.
                                            
Bancos ficam com 12 mil milhões de euros, mas dinheiro pode não ser utilizado
                                                                              
Os lucros dos bancos rondam os 2,8 milhões de euros por dia... Mesmo assim, o acordo alcançado com a “troika internacional” agrada ao Banco de Portugal. Dos 78 mil milhões que vão ser emprestados a Portugal, 12 mil destinam-se à banca, mas isso não implica que sejam utilizados. Segundo fonte próxima do Banco de Portugal, este dinheiro fica à disposição dos bancos portugueses para caso de necessidade. Ao que a Lusa apurou, o reforço de capital que é agora exigido, de 9% até ao final deste ano e 10% até ao final de 2012, é visto pelo banco central como algo excessivo – não seria necessário ir tão longe – mas canja e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém… A mesma fonte recorda que a necessidade de reforço já tinha sido antecipada pela instituição liderada por Carlos Costa, que há pouco tempo até recomendou aos bancos que não distribuíssem dividendos. E a banca tem estado a tratar desta matéria. O reforço das garantias do Estado à banca, para 35 mil milhões, é, sabe a Renascença, entendido pelo Banco de Portugal como mais um instrumento de gestão e uma possibilidade de financiamento. É bom que existam opções, mas é preferível que ninguém precise de recorrer a elas. Sobre o crédito mal parado, matéria que mereceu a atenção da “troika” com a imposição de um novo indicador de medição, fonte do banco central minimiza a questão, lembrando que temos um nível de incumprimento bastante baixo.
                                                                   
Estado vai vender BPN sem colocar um preço mínimo
                                                                                                              
RR/Pedro CaeiroJá o grupo CGD será simplificado para aumentar a base de capital do seu ramo bancário". O Estado vai acelerar os prazos para vender o BPN, sem um preço mínimo, esperando encontrar um comprador até ao final de Julho. "Estamos a acelerar esforços para fechar o caso do BPN. Na sequência da privatização mal sucedida em 2010, e tendo em conta a recente deterioração das condições económicas, estamos agora a lançar um processo para vender o banco com prazos acelerados e sem um preço mínimo", indica o memorando de entendimento entre o Governo e a “troika”. Vai ser submetido à Comissão Europeia um novo plano para aprovação no que toca às regras da concorrência. “O nosso objectivos é encontrar um comprador até ao final de Julho de 2011, o mais tardar", acrescenta ainda. Para facilitar a compra, especifica o acordo entre o Governo e a equipa tripartida (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), os três veículos que detêm os "ativos não-'core' foram separados do BPN" e "mais activos poderão ser transferidos para estes veículos como parte das negociações com os potenciais compradores". Uma vez encontrada uma solução, sublinha o texto, as posições da Caixa Geral de Depósitos no BPN e todos os veículos especiais relacionados serão assumidas pelo Estado, "de acordo com um quadro temporal a ser definido". Já sobre a Caixa Geral de Depósitos, banco público sobre o qual o primeiro-ministro adiantou terça-feira que não seria privatizado no âmbito deste acordo, o texto refere que "o grupo CGD será simplificado para aumentar a base de capital do seu ramo bancário".
                                                                     
Subsídio de desemprego reduzido para 18 meses
                                                                                                            
Quem recebe apoios sociais ou subsídios vai ter de declará-los e pagar IRS. O subsídio de desemprego vai passar a ter uma duração de um ano e meio e um tecto máximo de 1.048 euros. Esta é uma das principais alterações previstas no memorando de entendimento alcançado entre a “troika” e o Governo, onde também está previsto que as indemnizações compensatórias por despedimento para os futuros contratados passarão a ser idênticas tanto para contratos sem termo, como para contratos a prazo. Já o período mínimo de contribuições necessário para ter direito ao subsídio de desemprego será reduzido de 15 para 12 meses. As novas regras só vão afectar os futuros desempregados e aproximam a legislação portuguesa ao verificado em países como a Alemanha. Segundo o documento, quem recebe apoios sociais - subsídio de desemprego ou o rendimento social de inserção - vai ter de declarar estes rendimentos para efeitos e IRS e vai passar a ser tributado.
                                                                    
Previstos cortes de trabalhadores na Administração Central e autarquias
                                                                                                                        
Documento inclui também a redução de 15% dos cargos dirigentes da administração central e organismos públicos. Pelo menos 1% dos trabalhadores da administração central e 2% da administração local e regional vão ter de ser reduzidos anualmente. O memorando de entendimento entre o Governo e a “troika” prevê que até ao final do ano seja implementada uma segunda fase do Programa de Reestruturação da Administração Central (PRACE) e estabelece que até Abril de 2012 será igualmente criado um programa idêntico na administração local, com o objectivo de "aumentar a eficiência e reduzir a dimensão da administração pública em todos os níveis" do Estado. O texto inclui também a redução de 15% dos cargos dirigentes da administração central e organismos públicos e da administração local, no primeiro caso até ao final do ano e no segundo até Junho de 2012.
                                                                                                                        
Reforma implica fecho de uma em cada cinco repartições fiscais
                                                                                                              
Redução do número de autarquias e freguesias a partir de Julho de 2012 é outras da medidas previstas. O acordo entre o Governo e a “troika” prevê o fecho de uma em cada cinco repartições locais de finanças e que a administração fiscal será constituída por 30% de auditores até ao final de 2012. O texto também indica que "será fortalecida a informação de terceiros para apoiar as auditorias" aos contribuintes. Na vertente organizacional, o acordo prevê a modernização da administração fiscal, com a unificação dos vários serviços de impostos (Direcção Geral de Contribuições e Impostos), alfândegas (Direcção Geral de Alfândegas) e serviços informáticos (Direcção Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiro). No que toca à fraude e evasão fiscal, as partes assumem que até final de Outubro vão preparar um novo plano estratégico para 2012-2014 para a administração fiscal, que inclui "medidas concretas para combater a fraude e evasão fiscais" que não especifica. No campo da justiça, será criada até ao final de 2012 uma "task force de juízes para despachar processos [fiscais] acima de um milhão de euros".
                                                                             
Previstos cortes de trabalhadores na Administração Central e autarquias
                                                                                                                         
Documento inclui também a redução de 15% dos cargos dirigentes da administração central e organismos públicos. Pelo menos 1% dos trabalhadores da administração central e 2% da administração local e regional, vão ter de ser reduzidos anualmente. O memorando de entendimento entre o Governo e a “troika” prevê que até ao final do ano seja implementada uma segunda fase do Programa de Reestruturação da Administração Central (PRACE) e estabelece que até Abril de 2012 será igualmente criado um programa idêntico na administração local, com o objectivo de "aumentar a eficiência e reduzir a dimensão da administração pública em todos os níveis" do Estado. O texto inclui também a redução de 15% dos cargos dirigentes da administração central e organismos públicos e da administração local, no primeiro caso até ao final do ano e no segundo até Junho de 2012.
                                                                                   
Militares proibidos de gerar despesa
                                                                                                                             
Em 2010, o Estado inscreveu na sua despesa cerca de mil milhões de euros na compra de dois submarinos. O Governo e a “troika” irão apresentar até ao final do ano uma revisão da Lei da Programação Militar com a intenção de impor tectos de despesa. Segundo o memorando de entendimento, uma das medidas de austeridade pelo lado da despesa é que exista um compromisso para que não se crie nova despesa nas forças militares portuguesas. Até 2014, o acordo prevê também que a área da Defesa reduza o seu pessoal em 10%. Em 2010, o Estado inscreveu na sua despesa cerca de mil milhões de euros na compra de dois submarinos. Na terça-feira, o primeiro-ministro afirmou na sua comunicação ao país que Portugal conseguiu um "bom acordo" e que o empréstimo da “troika” será de 78 mil milhões de euros durante três anos, incluindo a recapitalização da banca, caso seja necessária.
                                                        
IVA e IMI aumentam, mas IMT desce
                                                                                                                      
Os impostos sobre os veículos e o tabaco vão também aumentar. Os proprietários de habitações vão pagar mais IMI a partir de Julho, agravamento compensado por uma baixa do IMT na compra da casa, segundo o acordo entre Governo e a “troika” que impõe também um aumento do IVA. “Os efeitos da subida do IVA, segundo o memorando assinado, IRS e IRC em 2011 vão prolongar-se em 2013”, lê-se no memorando. O agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), antiga contribuição autárquica, vai ser concretizado através da reavaliação do valor patrimonial tributário, que vai começar no segundo semestre deste ano, e do aumento das taxas a partir de 2012. Mas, esta subida vai ser compensada com uma diminuição do imposto sobre as transacções onerosas sobre imóveis (IMT), antiga sisa, pago pelos contribuintes no ato de compra da casa. O acordo prevê também que a lista de bens e serviços sujeitos a taxas reduzidas de IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) seja revista este ano, adiando para o próximo Governo a forma como vai implementar este agravamento. Os portugueses vão sentir as facturas mais pesadas a começar pelas da casa.
A “troika” exige agora o aumento do IVA sobre a electricidade e o gás, actualmente estes bens tem uma taxa de 6%. Ainda no IVA haverá alterações nas tabelas dos bens e serviços com taxas reduzida e intermédia, as categorias serão substancialmente alteradas. Para quem tem casa o IMI sobe acabando muitas das isenções neste imposto. Mas também a saúde vai sair mais cara: as taxas moderadoras serão pagas através da condição de recurso, ou seja, paga mais que mais ganha. O reembolso de IRS também vai ser mais pequeno, o corte nas deduções e benefícios fiscais será maior. Na saúde há um corte de 2/3 nas deduções fiscais, mas serão impostos também limites na educação e habitação. Será progressivo por escalão de IRS, mas há as alterações fiscais directas no consumo com aumento do imposto automóvel e sobre o tabaco.
Para as empresas há boas e más notícias. As empresas exportadoras estarão isentas de IVA e terão um programa especial, o "Simplex Export", e todas vão descontar menos para a Segurança Social. A ideia é aumentar a competitividade da economia. Esta redução será compensada pelo aumento do IVA para não pôr em risco o sistema nacional de pensões.
                                                                                     
Estado vai sair da EDP e da REN até final do ano
                                                                                                                             
Memorando de entendimento refere estar planeada "uma aceleração do programa de privatizações". O Estado vai sair do capital da EDP e da REN até ao final do ano, indica o memorando de entendimento entre o Governo e a “troika”, que diz que se houver condições espera privatizar também a TAP até final de 2011. No documento, o Governo e a equipa tripartida (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) referem que está planeada "uma aceleração do programa de privatizações". O plano existente, que vai até 2013, refere o texto, "cobre os transportes (ANA, Aeroportos de Portugal, TAP e a CP Carga), sector da energia (Galp, EDP e REN), comunicações (CTT) e Seguros (Caixa Seguros), bem como várias pequenas empresas", que não especifica. Até agora, o plano visava obter receitas de 5,3 mil milhões de euros até 2013 "com desinvestimento apenas parcial em todas as grandes companhias", indica ainda o texto acrescentando que o que está agora acordado visa "ir ainda mais longe, com um rápido desinvestimento das participações públicas na EDP [eléctrica] e na REN", que gere as redes de transporte de electricidade e gás em Portugal. "Estamos esperançados de que as condições de mercado vão permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final do ano", pode ler-se no texto. Um novo plano de privatizações será preparado até Março de 2012.
                                                                                
Taxas moderadoras aumentam até Setembro
                                                                                                                      
"Troika" e Governo impõem medidas para poupar cerca de 8,8 mil milhões em 2012/13. O acordo entre o Governo e a “troika” prevê um aumento das taxas moderadoras na área da saúde a partir de Setembro, indexando-as à inflação. O memorando de entendimento refere que "serão feitas reformas que aumentarão a eficiência e a efectividade no sector da saúde". Entre outras reformas, "as taxas moderadas serão aumentadas até Setembro de 2011, indexadas à inflação, e a isenções substancialmente reduzidas", refere o documento, acrescentando que, "de forma a proteger os mais vulneráveis", serão colocados no terreno mecanismos de compensação.
O programa de resgate financeiro a Portugal prevê que o orçamento total dos subsistemas de saúde dos trabalhadores do estado sofra um corte de 30% em 2012, seguido de uma redução de 20% em 2013 sendo que devem atingir a autonomia financeira em 2016. A medida abrange a ADSE mas também os subsistemas dos militares e da polícia. Os cortes serão feitos através da redução da contribuição do empregador para a ADSE e do leque dos benefícios. O programa da “troika” prevê ainda uma redução na margem de lucros das farmácias sob os medicamentos e recomenda a prescrição de genéricos, o que deverá ter um contributo de 50 milhões de euros na redução da despesa pública. O programa de resgate financeiro prevê também a introdução de incentivos à mobilidade do pessoal de saúde, incluindo médicos. Por outro lado, o documento refere a necessidade de flexibilizar as horas extraordinárias de forma a permitir reduzir os custos com o trabalho extra em 10% em 2012 e mais 10% em 2013.
Finalmente a “troika” quer obrigar os hospitais públicos a cumprir um plano de pagamento de dívidas e reduzir os custos operacionais em 200 milhões de euros até 2012. Na terça-feira, o primeiro-ministro José Sócrates afirmou na sua comunicação ao país que Portugal conseguiu um "bom acordo". O empréstimo da “troika” será de 78 mil milhões de euros durante três anos, incluindo a recapitalização da banca, caso seja necessária. Vão ainda ser imposta mais medidas de austeridade entre 2012 e 2013 que permitirão poupar 5,1% do PIB, ou seja, cerca de 8,8 mil milhões de euros. Segundo o texto , dentro das novas medidas de austeridade para este período temporal, o maior esforço de consolidação será feito pelo lado da despesa, já que "3,4% serão pelo lado da despesa e 1,7%pelo lado das receitas".

                                                       

Passos Coelho: Portugal vai ter de ir aos mercados financiar-se já em 2012

                       

O presidente do PSD afirmou hoje que Portugal vai ter de ir aos mercados financiar-se já em 2012 porque a ajuda externa acordada só cobre 80 por cento das necessidades financeiras para esse ano.Numa entrevista à RTP1, Pedro Passos Coelho acrescentou que o empréstimo a Portugal de 78 mil milhões para três anos cobre apenas 40 por cento das necessidades de financiamento em 2013 e que só as necessidades para este ano são cobertas na totalidade. "O que significa que Portugal precisa de cumprir religiosamente este acordo de modo a que possa estar em condições de ir ao mercado financiar-se a partir do segundo ano", considerou. De acordo com o presidente do PSD, esta ajuda externa "é rigorosamente a fatura ou o preço do endividamento dos últimos seis anos em Portugal" resultante dos governos do PS liderados por José Sócrates.

Desde 2005, a dívida pública passou de 80 mil milhões para 160 mil milhões de euros, referiu. Passos Coelho voltou a alegar que, se o PS voltar a ganhar as eleições, não será preciso "mais do que de meio ano para se estar falar da reestruturação da dívida portuguesa, como se fez no caso da Grécia". Nesta entrevista à RTP1, o presidente do PSD acusou o primeiro-ministro de ter lançado a dúvida na opinião pública sobre se o 13.º e o 14.º se iam ou não manter caso o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) fosse chumbado, para agora anunciar que isso não faz parte do programa de ajuda externa acordado pelo Governo. "Foi o primeiro-ministro que veio ameaçar publicamente que podia estar em causa o 13.º e o 14.º mês caso o PEC fosse chumbado e tivesse de se recorrer à ajuda externa. Não se disse por aí, foi o primeiro-ministro que ameaçou", afirmou Passos Coelho.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eleições Legislativas

Debates Legislativas
                                                                                              
Dia 6 - Paulo Portas-Jerónimo de Sousa RTP
" 9 - José Sócrates-Paulo Portas TVI
" 10 - Passos Coelho-Jerónimo de Sousa TVI
" 11 - José Sócrates-Francisco Louçã SIC
" 12 - Francisco Louçã-Jerónimo de Sousa RTP
" 13 - Passos Coelho-Paulo Portas SIC
" 16 - José Sócrates-Jerónimo de Sousa SIC
" 17 - Passos Coelho-Francisco Louçã TVI
" 19 - Paulo Portas-Francisco Louçã SIC
" 20 - José Sócrates-Passos Coelho RTP
                                                      
                                                                                         
Morais Sarmento "parte a loiça" no PSD
                                                                                    
PSD não devia ter posto em causa o PEC 4, e Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento, defende Morais Sarmento.
                                        
Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento, defende Morais Sarmento
O social-democrata Nuno Morais Sarmento diz que tem “dificuldade” em rever-se em Fernando Nobre como segunda figura do Estado e acrescenta mesmo que o antigo candidato presidencial não tem perfil para o cargo. As críticas ao convite de Pedro Passos Coelho foram feitas pelo antigo ministro de Durão Barroso no programa “Falar Claro” da Renascença. “Fernando Nobre, alcandorado a segunda figura do Estado, estamos a falar do Fernando Nobre que foi mandatário de Francisco Louçã há poucos anos e, portanto, se me perguntar se me revejo nele como segunda figura do Estado, respondo com dificuldade. Por outro lado, como presidente da Assembleia da República arriscamo-nos a ter um menos bom presidente e a perder aquilo que poderia ser um óptimo protagonista político na linha da frente, entenda-se, com responsabilidades governativas ou executivas”, afirmou.
Nuno Morais Sarmento explicou depois porque é que considera que Fernando Nobre não tem perfil para o cargo. “O lugar de presidente da Assembleia da República é um lugar de intervenção passiva, (...) ora Fernando Nobre é, contrariamente ao perfil para presidente da Assembleia da República, alguém que tem um percurso de acção activa, no terreno, de trabalho, de execução, mais do que de conceptualização política”, acrescentou.
O antigo dirigente do PSD defendeu ainda que Fernando Nobre seria mais útil noutras funções. “Se nós pudéssemos contar com Fernando Nobre no Governo, num qualquer lugar executivo da primeira linha de combate. Fernando Nobre poderia aí ajudar com a capacidade que tem de consensualizar, de dialogar, de envolver sectores que não são normalmente sectores que trabalhem correntemente com o PSD. Envolver até muitos daqueles que com ele fizeram o percurso da candidatura presidencial, o que não acontece nem é possível no lugar de presidente da Assembleia da República”, concluiu. Já sobre o congresso do PS, Nuno Morais Sarmento classificou-o como “uma liturgia pagã ao deus Sócrates” acrescentando que a unidade em torno do líder foi “vazia”. “Eu acho que é muito típico dos momentos imediatamente antes dos fins de ciclo que todos estejam para que não possam nenhum deles ser acusado de terem sido responsáveis pelo que vai acontecer e, portanto, é mesmo na véspera da morte de César que os senadores se juntam. Foi o que aconteceu”, concluiu.
O social-democrata Nuno Morais Sarmento defende que o PSD não devia ter posto em causa o chamado PEC 4 negociado em Bruxelas pelo primeiro-ministro José Sócrates. Em declarações no programa “Falar Claro” da Renascença, o antigo ministro de Durão Barroso acrescenta que “esse foi o maior erro” do seu partido, porque o que foi negociado em Bruxelas não “tinha volta atrás”. “Aquilo que foi negociado em Bruxelas, e eu penso que esse é o erro maior do PSD, não tinha já volta atrás, portanto o erro do PSD é o de não ter dito e tão só: a palavra que o primeiro-ministro dá em Bruxelas é a palavra de Portugal. A maneira de reconstruir confiança é não a pôr em causa. Ela está dada. Não vamos discutir o PEC 4”, afirma.
                                                                                                     
PSD não devia ter posto em causa o PEC 4
                                                                                                                       
Num comentário à entrevista de José Sócrates à RTP, o antigo dirigente social-democrata acusa o primeiro-ministro de não ter feito o balanço dos seis anos de governação que é o que vai estar em causa nas eleições do dia 5 de Junho. “Eu acho que aquilo que importa e, curiosamente, não é referido na entrevista do primeiro-ministro é o balanço dos seus seis anos de governação. É isso que os portugueses vão ser chamados a fazer é a avaliação de um Governo que foi Governo de Portugal durante seis anos e avaliar, nos pratos da balança a vantagem relativa desse governo ou das propostas que o partido líder da oposição, em alternativa, nos venha a apresentar até 5 de Junho”, acrescenta. O antigo ministro social-democrata salienta ainda que as recentes descidas do “rating”, pelo menos no que respeita às empresas de transportes, não tem a ver com as eleições antecipadas. “Eu estava aqui a ver as notas que foram dadas pelas agências de rating no momento em que desceram os ratings e em relação à REFER não tem a ver com as eleições. Tem a ver com o facto de a companhia ter um empréstimo de 300 milhões de euros que vence em Abril não sendo previsível que a empresa tenha essa folga financeira. Na CP também não tem a ver com irmos para eleições. Tem a ver com o facto de ter 200 milhões de euros em empréstimos bancários que se vão vencer ou se venceram já. O Metro por ter mais de 100 milhões de euros que em Junho de 2011 vão ser pagos, portanto eu acho que é altura de deixarmos o politiques”, conclui.
                                                                        
“Programas eleitorais devem ser concretos”, defende Vera Jardim
                                                                                                                 
Já o socialista Vera Jardim defende que o clima de crise financeira pede que os programas eleitorais não sejam vagos, mas contenham medidas concretas para sair da crise. “As eleições vão passar-se num clima um pouco diferente doutras eleições. Vão passar-se neste clima de crise financeira, crise das dividas soberanas e em especial da divida soberana portuguesa, que é o que nos interessa, a pedir uma coisa que não são programas vagos e promessas vagas e chavões e frases bonitas. É um programa muito concreto, medido, contabilizado e calculado das medidas para nos fazer sair da crise e também, naturalmente, para o relançamento da economia”, afirma. O actual vice-presidente da Assembleia da República acusa ainda o PSD de ter provocado a crise política por questões internas e para obrigar o PS, num governo de gestão, a pedir ajuda externa. “Era preciso provocar eleições o mais depressa possível para defesa da actual direcção do PSD. Essa é a minha interpretação mas também posso ter outra. É que o PSD provocou isto tudo para obrigar o PS, num governo de gestão, a pedir ajuda externa”, conclui.
                                               
Sarmento critica listas do PSD
                                                                                         
O social-democrata Nuno Morais Sarmento critica as listas apresentadas pelo PSD de candidatos a deputados que não corresponde aquilo que esperávamos e “não reflectem uma grande abertura dentro e fora do partido”. Uma posição assumida pelo antigo ministro de Durão Barro no no programa Falar Claro da Renascença. “Se me perguntar se eu acho, e digo as coisas de forma clara. Aprovadas que foram por unanimidade, se eu acho que estas listas reflectem uma grande abertura dentro do partido, eu respondo-lhe não”, afirmou. Nuno Morais Sarmento esclarece que não se trata de uma questão da presença ou não de barrosistas nas listas apresentadas por Pedro Passos Coelho. “Aquilo que me parece importante é ir buscar quem na sociedade civil tem um percurso, uma actividade, conseguiu resultados nas suas áreas de actuação, que revela uma particular capacidade e sentido do colectivo e, portanto, envolvido na política poderia ser um contributo útil. É nesse sentido e não no sentido de barrosistas ou não barrosistas, sinceramente, não é nessa leitur é nesta leitura de abertura que eu acho que o PSD poderia e deveria ter ido mais longe”, acrescentou.
De acordo com o antigo presidente do conselho de jurisdição nacional do PSD a única excepção é o escritor Francisco José Viegas. “O único caso que destaco positivamente. O resto acho que, francamente, não corresponde aquilo que contávamos fosse a possibilidade de o PSD ir à sociedade civil encontrar parceiros de entre as pessoas mais preparadas e, portanto, mais capazes de ajudar num momento díficil que pudesse acrescentar. Não é pictóricos, lá está, porque muitas vezes vão-se buscar umas estrelinhas”, concluiu. Já, o deputado e dirigente socialista, Vera jardim que não se candidata a deputado nas próximas eleições “desconfia” dos que dos que vêm da sociedade civil para purificar a política, referindo-se ao cabeça de lista do PSD em Lisboa, Fernando Nobre.
“Nós temos a sociedade civil que tem os defeitos que, naturalmente, o aparelho e o sistema político também têm ou melhor os actores o sistema político porque eles vêm da sociedade civil também. Não vêm do céu, não são catapultados por uma máquina, digamos, que cria políticos e carreiras políticas, coisa que eu não gosto muito. Quando aparecem estas pessoas que vêm fazer uma espécie de um acto salvífico da sociedade civil em relação em relação à política e que vão, digamos, purificar a política eu fico sempre muito desconfiado”, afirmou. Vera Jardim considerou ainda lamentável o que se está a passar à volta da candidatura de Fernando Nobre a presidente da Assembleia da República. “Lamentável a vários títulos porque, efectivamente, não me parece grande escolha desde logo, e, sobretudo, não me parece que escolher uma pessoa para ser presidente da Assembleia da República, é algo de insólito e até, de certo modo, como tem sido sublinhado por várias pessoas, depreciativo para não dizer insultuoso para a própria Assembleia da República que escolhe o seu presidente livremente depois de todos os deputados eleitos”, concluiu.
                                                                                                      
Cavaco acompanha situação, garante que sabe quando deve falar
                                                                                                  
Chefe de Estado reafirma que o mais importante é a defesa do superior interesse nacional e que se deve aguardar as negociações políticas, até porque ainda não se conhece o plano financeiro. O Presidente da República garante estar a acompanhar a situação portuguesa depois do pedido de ajuda externa, mas escusou-se a fazer comentários, alegando que há alturas em que "o protagonismo mediático é contra a defesa do interesse nacional". "Eu sei muito bem quando é que devo falar em público e quando devo falar em privado. Para mim o mais importante é a defesa do superior interesse nacional, não é o protagonismo mediático, e há várias situações em que o protagonismo mediático é contra a defesa do interesse nacional", afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas à saída da cerimónia de entrega do Prémio Pessoa, que decorreu em Lisboa. Admitindo que está "a acompanhar a situação portuguesa", Cavaco Silva lembrou, contudo, que por enquanto está a decorrer "uma análise e uma discussão técnica feita por representantes de organizações internacionais, tendo em vista a preparação de negociações políticas". Essas negociações políticas, acrescentou, ainda não começaram e, por isso, há que aguardar pelo seu início."Temos ainda que aguardar, porque tudo o que se possa dizer neste momento, quanto sei, é pura especulação", frisou.
                                                                              
A austeridade chegou para ficar. Saiba como poupar e dar a volta à crise
                                                                                                      
Com o dinheiro a encolher e as despesas a aumentar, é a altura certa para a poupança entrar na vida dos portugueses - ainda para mais com o FMI à porta. A Renascença foi ouvir Rita Pinho Rodrigues, da DECO, que deixa algumas dicas para engordar o mealheiro. Com o dinheiro a encolher e as despesas a aumentar, é a altura certa para a poupança entrar na vida dos portugueses. Rita Pinho Rodrigues, da DECO, deixa algumas dicas para engordar o mealheiro.
                                                                             
Cada vez tenho mais despesas e o dinheiro não estica. Como posso poupar?
O primeiro passo que a família deve tomar é fazer uma avaliação daquilo que são as despesas. Depois, vendo se existe folga ou não, a família deve começar a poupar. Se já tem folga, deve colocar todos os meses um montante certo de poupança. Seria o ideal se pudesse rondar cerca de 20% do que são os seus rendimentos, mas não vamos fazer disso um objectivo inalcançável. Vamos tomar a decisão de colocar qualquer coisa de lado, em função daquilo que foi a minha avaliação e que me permite dizer que todos os meses consigo por ‘x’ de lado.
                                                                                      
Qual deve ser o valor do meu fundo de emergência?
As boas práticas dizem que, se a família tiver um orçamento equilibrado e conseguir colocar de parte 20% do seu rendimento todos os meses, à cabeça, não vai ser surpreendida com despesas inesperadas e tem a tal almofadinha de conforto. Contudo, com as dificuldades que os consumidores atravessam, o lema é: não esmoreça. Se não consegue colocar os 50 euros de parte, mas 20 ou 10, já é um bom princípio.
                                                                                               
Comprei casa e estou a pagar empréstimo. Há forma de poupar uns trocos?
Neste momento, para quem vai contratar um empréstimo, a primeira dica é a comparação entre as várias instituições financeiras. Há alguma margem de negociação que permite gerar poupança. Quem já tem crédito deve olhar bem para as suas condições contratuais, ver se está a usufruir de todos os benefícios.
                                                                                            
Além da casa, também estou a pagar crédito do carro. Há forma de poupar?
Neste caso, mesmo assim é possível ter crédito mais vantajoso e gerar poupança. Na maioria das vezes, o que acontece é que vou ao ‘stand’, compro o carro e é lá que me propõem também o crédito. Não se deixe ficar apenas com essa possibilidade. Vá ao banco com quem tem uma relação diária e veja se não tem condições mais vantajosas. Algumas das vezes, percebemos que o credito no ‘stand’ não é o mais vantajoso. A dica é a de sempre: compare.
                                                                                                 
Nesta altura estou a pagar mais de dois créditos ao banco. Que posso fazer?
O primeiro raciocínio que deve fazer é a consolidação de crédito, ou seja, quando os créditos são muitos e começa a haver dificuldade em suportá-los, deve ser aferida a hipótese de congregar todos os créditos num só. Mas nem sempre é vantajoso. Por isso, veja bem quais são as condições de cada um dos seus empréstimos, qual a taxa de juro em cada um deles e faça uma simulação para ver se compensa ou não. Tome isso como uma possibilidade, mas não como a única solução.
                                                                                                                     
Como podemos poupar nos gastos diários em casa?
A família poupa fazendo um ataque ao desperdício. Sem perder conforto, é preciso reequilibrar alguns dos hábitos e rotinas. Por exemplo, verificar se a tarifa que tem na electricidade é a correcta. Ver se os seus hábitos de consumo não permitem uma tarifa bio-horária ou tri-horária. Fazer um ataque ao desperdício no que diz respeito a luzes acesas em zona de passagem, desligar os aparelhos em 'stand by', porque são devoradores de energia para nada. E porque não distribuir pela casa lâmpadas economizadoras. Na água, a aplicação de redutores de caudal nas torneiras é um utensílio barato que ajuda controlar a quantidade de água que vai para aquela torneira. Assim, poupa sem perder conforto, poupa na água e, no caso da água quente, também no esquentador que a aquece.
                                                                                                                                      
Como podemos poupar no supermercado?
Poupa-se fazendo uma escolha adequada do hiper ou supermercado onde vamos comprar os nossos produtos e estarmos atentos às cadeias que têm o cabaz tendencialmente mais barato. Organizar a ida ao supermercado, fazer uma lista. Comprar o que preciso e não aquilo que me é oferecido pela publicidade como apelativo e que na maioria das vezes não preciso. Não ir para supermercado com fome. Ser fiel à minha lista, fazer a comparação dos preços pela unidade de medida. Não me deixar levar pela promoção do “pague 2 e leve 3”, mas comparar por quilo e por litro, porque aí é que fico a perceber se é ou não vantajoso.
                                                                                    
Os meus filhos andam na escola. Como posso poupar no material escolar?
Aproveitando desde logo, no início das aulas, as grandes promoções do material. Se me organizar e comprar logo aquilo que é mais ou menos a quantidade que sei que o meu filho vai precisar, estou a aproveitar preços de promoção e depois não vou ter de os comprar a preços normais.
                                                                                                   
O Verão está a chegar e preciso renovar o guarda-roupa. Como posso poupar no vestuário?
A melhor forma de remodelar o guarda-roupa é perder algum tempo a olhar para aquilo que temos, ver o que pode ser aproveitado e alterado. Se tem mesmo de comprar, não o faça na primeira loja que encontra. Faça uma comparação. Veja se, de facto, precisa daquela peça de roupa. Questionar antes de entrar: será que preciso, ser-me-á útil, será uma boa compra? São três perguntas que ajudam muito nesta lógica de poupança. Fazer uma comparação loja a loja das vantagens de um determinado produto em detrimento do outro, tendo o preço como grande elemento de comparação. E, no final destes percursos de compras, vai perceber que poupou alguns euros.
                                                                                                           
Moro longe do trabalho. O que posso fazer para gastar menos em deslocações?
Estes tempos de crise levam a que se repense os hábitos interiorizados. Podemos deixar de trazer o carro e passar a vir de transportes ou podemos deixar de vir em determinado transporte público e vir noutro, porque é mais barato, ou escolher ainda um passe combinado, que também fica mais barato. Quando a única opção é vir de carro, a partilha, organizando com colegas ou vizinhos, é uma boa alternativa, mas que nem sempre é viável. Se tem mesmo de ir de carro e tem que o abastecer, existe a alternativa de combustível mais barato para que possa gerar mais alguma poupança nesse abastecimento.
                                                                    
Trabalho o ano todo e preciso de descansar. Como fazer férias sem gastar muito?
Não se deixar levar pelos destinos paradisíacos e que estão fora das nossas possibilidades. É uma tentação que deve ser colocada de parte. Se a disponibilidade para gastar nas férias não é a maior, primeiro deve tentar planear com a máxima antecedência essas férias, porque, quanto mais cedo as marcar, melhores condições poderá usufruir. Por outro lado, desenvolver criatividade. Existem férias muito interessantes em contacto com a natureza, que não são menos apelativas do que os destinos paradisíacos. Privilegie o facto de estar em família, privilegie os piqueniques às refeições fora de casa, em restaurantes.
                                                                                                     
Ainda vale a pena investir as poupanças em produtos financeiros?
Neste momento não. De facto, os PPR foram uma óptima solução, na medida em que a poupança era gerada através dos benefícios fiscais, que neste momento não existem. Se tem um pé-de-meia que quer investir, esteja atento ao mercado e veja soluções como fundos de investimento e veja a melhor taxa que se adequa ao tempo em que prevê imobilizar esse dinheiro. Mas quer os PPR, quer os Certificados de Aforro, deixaram de ser uma boa solução.