Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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domingo, 19 de dezembro de 2010

Fim de Semana

Globos de Ouro: para quem vai a bola este ano?
                                                                                                                                      
Final do ano é igual a resoluções, listas e tops, balanços e Globos de Ouro. "King''s Speech", com Colin Firth e Helena Bonham Carter, tem sete nomeações.
                                          
Desde ontem que já se conhecem os nomeados daquela que é uma espécie de antevisão dos Óscares. A grande aposta deste ano da Associação de Imprensa Internacional de Hollywood vai para um filme britânico: "King''s Speech", com sete nomeações [ver coluna da esquerda]. Colin Firth é George VI, rei da Grã Bretanha, e Helena Bonham Carter é Elizabeth. Geoffrey Rush é Lionel Logue, terapeuta da fala e responsável pela cura da gaguez do rei George VI.
O filme retrata toda a história da inesperada subida ao trono de George VI - pai da actual rainha Elizabeth (o seu irmão mais velho, Edward VIII foi obrigado a renunciar à coroa aquando do seu casamento com uma socialite americana e divorciada por duas vezes, Wallis Simpson) e da sua dificuldade em fazer discursos à nação devido à sua profunda gaguez. Frustrado, decide aceitar a ajuda de Logue. O argumento é de David Seidler, um guionista que sofre do mesmo mal do rei George VI. A realização é do britânico Tom Hooper, que normalmente se dedica a séries e filmes de televisão como "John Adams", com Paul Giamatti.
Outras nomeações: Robert De Niro será o feliz contemplado com o prémio Cecil B. DeMille pela sua contribuição para o mundo do espectáculo e entretenimento. Uma espécie de prémio de carreira já atribuído a nomes de peso como Harrison Ford, Warren Beatty, Al Pacino ou Martin Scorsese.
                                                                                        
E o que é, afinal, a Associação de Imprensa Internacional de Hollywood?
                                                                                                               
Nasceu nos anos 40, em plena II Guerra Mundial e partiu de um grupo de jornalistas que queriam cobrir e transmitir aos cidadãos todos os detalhes do mundo do entretenimento. No início, as reuniões eram feitas nas próprias casas de alguns jornalistas, mudando-se mais tarde para o Hotel Hollywood Roosevelt. Em 1947 foi entregue a primeira distinção da Associação a Harry M. Warner, presidente dos estúdios Warner Bros., como reconhecimento pelo seu trabalho humanitário. Os vencedores serão conhecidos durante a cerimónia de entrega dos Globos de ouro, domingo, 16 de Janeiro, em directo no canal americano NBC.
                                                                                                         
Robert de Niro vai receber Globo de Ouro de carreira
                                                                                                                                            
O ator norte-americano Robert de Niro vai receber em janeiro o Globo de Ouro de carreira pelo contributo para a indústria cinematográfica, anunciou a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywwod. O ator receberá o prémio Cecil B. deMille na cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, a 16 de janeiro em Los Angeles, Califórnia. Robert de Niro, de 67 anos, já esteve oito vezes nomeado para os Globos de Ouro, mas só venceu numa ocasião, por conta da interpretação em "Touro enraivecido" (1980). Com o prémio Cecil B. deMille, De Niro juntar-se-á a uma galeria de atores e realizadore já distinguidos, como Martin Scorsese, Al Pacino, Steven Spielberg, Anthony Hopkins e Harrison Ford.
No anúncio do galardoado, quarta-feira em Los Angeles, o ator Kevin Spacey elogiou Robert de Niro por ter sido responsável por alguns dos "momentos mais inesquecíveis do cinema". Para a organização dos Globos de Ouro, Robert de Niro é premiado não só pelo contributo como ator, mas também como realizador, produtor e cofundador do Tribeca Film Festival, em Nova Iorque. Robert de Niro foi por duas vezes premiado com Óscares pelos filmes "Padrinho II" e "Touro enraivecido".
                                                                                                                
Diretora do Palácio da Ajuda quer trasladar Rainha Maria Pia para Portugal
                                                                                                                   
A diretora do Palácio Nacional da Ajuda, Isabel Silveira Godinho, quer que o corpo da Rainha Maria Pia venha para Portugal "e seja sepultado junto da sua família, o marido e os filhos", afirmou em entrevista à Lusa. "Maria Pia é a única Rainha que está sepultada no estrangeiro. Ela era uma grande patriota, uma grande portuguesa por isso é que a quero trazer para Portugal", disse a responsável que já em 2005 encetou contactos para a trasladação. A Rainha Maria Pia, falecida 05 de julho de 1911 em Stupinigi (arredores da cidade italiana de Turim), encontra-se sepultada no panteão dos Sabóia na Basílica de Superga, em Itália. "Gostaria muito que o Governo me ajudasse, pois só o Governo pode fazer um funeral de Estado que é devido a uma Rainha por protocolo", esclareceu.
"Gostava - prosseguiu - que o Governo se sensibilizasse para o centenário da morte de uma grande portuguesa que está enterrada em Soperga e que pediu que a enterrassem com a cabeça virada para Portugal, isto quer dizer alguma coisa, os seu estão cá". Para a diretora do Palácio, "Maria Pia preferia morrer ou sofrer na pele a República do que ir para o exílio. Se lhe tivessem dito isso, teria recusado. A Rainha embarcou na Ericeira convencida que ia para o Porto". A data de julho seria a ideal, "gostaria que o corpo da Rainha chegasse e pudesse ir para São Vicente de Fora, fosse rezada uma missa bonita com Te Deum, e com tudo a que ela tem direito".
Esta não é a primeira vez que Isabel Silveira Godinho faz esforços para trazer o corpo da soberana, mas em janeiro irá reunir-se com a Presidência da República para que se reiniciem as diligências. Em 2005 foi tentado e "tudo ia nesse sentido, o chefe da Casa Real portuguesa, D. Duarte de Bragança escreveu as cartas necessárias, a família Sabóia autorizou a trasladação, estava tudo tratado, havia até um orçamento que não era nada exagerado", contou. "Gostava que pudesse vir de barco pois foi de barco que viajou de Itália para casar em Portugal com o Rei D. Luís", acrescentou. Para Isabel Silveira Godinho não se justifica quaisquer fantasmas à centenária República.
"Já passou tempo suficiente para a República estar bem consolidada e não haver qualquer medo, [não há receio] pelo facto da Rainha vir para Portugal poder abalar o quer que for na sociedade portuguesa", sublinhou. Um sentimento bem diverso daquele que a Rainha suscitou quando chegou a Portugal em 1862. "Ela chegou e marcou logo uma posição. Qualquer pessoa que sai da normalidade ou se gosta muito ou se detesta", disse. Maria Pia de Sabóia chegou a Portugal com 14 anos, "vinda de uma corte onde se vivia a glória da vitória, pois o seu pai [Victor Manuel II] foi o unificador da Itália". A jovem princesa "vinha com uma alegria e maneira de viver que contrastava com a corte portuguesa que estava enlutada pela morte de D. Pedro V no ano anterior".
                                                                                                              
Há 50.500 casas à venda no Algarve
                                                                                                                             
No final de 2010, Portimão está no topo das cidades com mais oferta disponível. Os preços continuam a valorizar, apesar da crise. Os dados são do Confidencial Imobiliário/Lardocelar.com e indicam que há mais de 50.500 imóveis à venda na região algarvia, no final de 2010. A seguir a Portimão, que alberga 23% das casas disponíveis, as zonas de Albufeira e de Loulé são as que apresentam maior oferta. Os mesmos dados indicam que a crise não afectou a valorização dos imóveis, com os preços médios por metro quadrado a fixarem-se nos 1.756 euros no quarto trimestre de 2010.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

“Salir do Tempo”

Viagem ao passado em Salir

Recriação histórica da tomada do Algarve aos mouros anima interior, com iniciativa inédita. O evento de três dias integra também recriação de Mercado Medieval.

O núcleo urbano da vila de Salir vai recuar até meados do século XIII e vivenciar um dos momentos mais importantes da história de Portugal: a Conquista do Algarve aos Mouros. Durante três dias (12, 13 e 14 de Setembro), a Câmara Municipal de Loulé propõe uma viagem no tempo naquela que será a primeira edição do “Salir do Tempo”.
De um lado os mandamentos do Islão, as mouras encantadas, os dromedários, as tendas de chá e o cheiro a especiarias. Do outro, as leis da Cristandade, os valentes cavaleiros, a música medieval, os monges copistas, os alquimistas. São estes dois mundos tão díspares que se irão recriar neste cenário rural de Salir, nomeadamente o Castelo, que há 760 anos atrás fez parte da rota da Reconquista do “Gharb” por D. Afonso III.
O conceito desta iniciativa baseia-se na ideia de transformar todo este espaço e nele projectar elementos vivos dessa época longínqua, onde a caracterização de actores e performers e a decoração do recinto ajudarão também a apresentar factos históricos e o quotidiano de então.
Pretende-se que os visitantes sejam igualmente actores nesta(s) recriação(ões) e, nesse sentido, o público terá a oportunidade de alugar fatos da época, executados de acordo com os materiais e os modelos utilizados na Idade Média, servindo este como um convite a entrar no espírito da festa.

Coincidindo com a Feira Anual de Salir, que decorre na segunda-feira, dia 14 de Setembro, o “Salir do Tempo” integra, igualmente, como uma das suas principais actividades, um mercado medieval ao ar livre, baseado em produtos e ofícios deste período histórico. Contando com dezenas de artesãos da região, mas também vindos de outras partes do país e mesmo internacionais, o mercado estará dividido em duas grandes áreas: artesanato muçulmano e artesanato de base local.
De entre o artesanato de origem muçulmana será possível encontrar diversas tendas com bijutaria e acessórios, as djellabas, os cabedais, os espelhos, os cachimbos de água, as pratas, os candeeiros, as especiarias, o chá de menta. A Tenda de Caligrafia e a Tatuadora de Henna, bem como a grande Tenda dos Camelos ou ainda a Tenda de Kebab e de Chá dão a oportunidade de conhecer a cultura e os hábitos do mundo muçulmano.
A gastronomia que constitui quase sempre um atractivo para eventos desta índole, para além de oferecer a possibilidade aos visitantes de contactarem com a mais tradicional gastronomia da região (doces típicos, licores, mesinhas e chás, fumados, vinho, pão, sopas, grelhados, etc.), esta área oferecerá pratos do Norte de África, afirmando o carácter intercultural da iniciativa. Todos os alimentos serão servidos em pratos de barro, e as bebidas em copos do mesmo material, tal como acontecia no período histórico da Conquista do Algarve. As portas do recinto abrem às 18h30. A entrada é livre.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Palestras de Verão

À Descoberta do Património de Lagos

História e património são os temas que vão ilustrar palestras que fazem renascer o passado.

A Câmara de Lagos promove, nos meses de Julho, Agosto e Setembro, a iniciativa “À Descoberta do Património de Lagos”, com a realização das Palestras de Verão “Pela História de Lagos Com…”, onde, em cada sessão, falará um especialista nos temas históricos escolhidos.
Para amanhã, está já prevista a palestra subordinada ao tema «Fortificações da Praça de Lagos», com a presença do arqueólogo Rui Parreira.
“Pela História de Lagos Com…”, tem um vasto programa do qual fazem parte, no dia 6 Agosto, a Palestra subordinada ao tema “Lagos Medieval” por José António Martins. Dia 20 Agosto, a Palestra subordinada ao tema “Lagos e Marrocos no Séc. XV” por Valdemar Coutinho. Finalmente, no dia 3 Setembro, e sempre pelas 21h00, a Palestra subordinada ao tema “Lagos nos finais do Antigo Regime” por Glória de Santana Paula.
As Palestras são de entrada livre e realizam-se no Armazém do Espingardeiro.

domingo, 17 de maio de 2009

Fim de Semana

Repor a história - Uma rainha de verdade

Uma nova biografia analisa o governo de dona Maria I em Portugal e mostra que ela não foi só "a louca".

Dona Maria I (1734-1816) é uma personagem pouco estudada e muito folclorizada, tanto em Portugal como no Brasil. Aqui, é vista como uma rainha insignificante, doente e medíocre que, um belo dia, depois de quinze anos de governo, elouqueceu e deixou o trono. No Brasil, é vista como "Dona Maria, a Louca", mãe de dom João VI, que chegou ao outro lado do Atlântico em 1808, acompanhando a família real portuguesa, e gritava com os escravos dizendo que o diabo estava no topo do Pão de Açúcar. Essas duas partes da história da soberana são normalmente contadas de forma estanque, separadas pela loucura que a acometeu em 1792 e acabou por afastá-la definitivamente do poder. D. Maria I, a Rainha Louca, biografia lançada em Portugal pela editora Esfera dos Livros, traça um retrato de corpo inteiro da rainha. A autora, a historiadora Maria Luísa de Paiva Boléo, reavalia o reinado de dona Maria – trabalho que a historiografia moderna já se encarregara de fazer por seu filho, dom João VI, dissipando a caricatura de rei cobarde e preguiçoso, que carregava coxinhas de galinha nos bolsos do casaco. "Existe nos meios académicos um movimento de revisão da importância desse período. Foi um momento de alinhamento intelectual e cultural de Portugal com outros países da Europa", diz o professor Paulo de Assunção, especialista em história ibérica. No caso da rainha D. Maria I, fica demonstrado que os quinze anos do seu reinado não foram usados apenas para desfazer as realizações do Marquês de Pombal, ministro todo-poderoso do governo do seu pai, o Rei dom José I.

D. MARIA I COM SEU TIO-MARIDO, D. PEDRO III

A viuvez contribuiu para a loucura dela. (D. João VI, no detalhe)

Dona Maria foi a primeira mulher a assumir o trono em Portugal. Isso aconteceu em 1777, um período conturbado para o reino. Duas décadas antes, o terremoto de 1755 havia devastado Lisboa. Em seguida, ascendeu ao cargo de primeiro-ministro o Marquês de Pombal, que deu início à reconstrução da capital e promoveu um conjunto de reformas modernizadoras em Portugal e nas suas colónias, além de ter expulsado os jesuítas e “iniciado guerra” com boa parte da nobreza lusitana. Na sequência de um governo com tamanha voltagem, o reinado conciliador de dona Maria certamente não teve brilho. "Mas isso não deve ser lido como retrocesso", sustenta a autora. A sua principal contribuição foi à cultura. No seu governo foram criadas a primeira biblioteca pública do país, a Escola de Belas-Artes e a Academia de Ciência de Lisboa, um centro de intelectuais cujo objectivo era divulgar o conhecimento produzido em diversas áreas. Além disso, a rainha libertou 800 presos políticos perseguidos por Pombal, prosseguiu na reconstrução de Lisboa e avançou no campo diplomático, arquitectando um acordo de paz com Espanha, que disputava terras ao sul do Brasil. Foi um período de fortalecimento da economia. Criou-se um canal de comércio forte com a Rússia e reverteu-se o saldo negativo na balança comercial com a Inglaterra. O seu esforço para equilibrar as finanças do reino, aliás, teve reflexo directo no Brasil. No seu governo, foi proibido o funcionamento de teares e manufacturas na colónia e reprimida com mão de ferro a revolta contra os impostos que resultou na Inconfidência Mineira.

UMA SOMBRA PERMANENTE

A força do Marquês de Pombal no reinado anterior empalideceu os feitos de dona Maria I

A biografia reconstitui em detalhes a história da loucura da rainha, que tinha raízes na sua família. Felipe V, seu avô, era dado a acessos de fúria e costumava agredir a mulher. O seu tio Fernando VI, também doente, trocava o dia pela noite e obrigava toda a corte a fazer o mesmo, e chegou a ficar sem mudar de roupa durante um ano. Mas a vida de dona Maria foi pontuada por tragédias que provavelmente contribuíram para a sua doença. Como seu pai não teve filhos homens e isso punha em risco a continuidade da dinastia de Bragança, ela teve de se casar com um tio, dom Pedro III. Provavelmente por causa do parentesco tão próximo, perdeu cinco dos seus seis filhos, três deles ainda crianças. Num breve intervalo de apenas dois anos, ela viu morrer o marido, o filho primogénito e uma filha. Em 1789, a eclosão da Revolução Francesa espalhou o terror entre as cabeças coroadas da Europa e perturbou profundamente a rainha portuguesa.
Em fevereiro de 1792, quando voltava do teatro, dona Maria teve um acesso de delírio furioso em público. Tinha 57 anos. Ela gritava, pedia ajuda divina e dizia ter visões do inferno, delírio que passaria a atormentá-la daí em diante. Existem ocumentos que mostram que isso já acontecia antes: há pelo menos cinco meses que a rainha vinha alternando momentos de melancolia e agitação. Dona Maria foi examinada por 21 especialistas, que tentaram banhos frios, sangrias e evacuações forçadas. Entre esses médicos estava o inglês Francis Willis, que obtivera algum sucesso no tratamento do rei George III, o monarca louco de Inglaterra. Em julho, Willis diagnosticou que o caso da rainha estava perdido, levando Portugal a um período de luto, em que foram suspensos os espetáculos públicos, com a família real a fechar-se no palácio.

RUMO AO BRASIL

A família real embarca no Porto de Lisboa

Dona Maria passou então a viver reclusa no Palácio de Queluz, e dom João assumiu o trono. Ela só voltou a aparecer em público quando a corte se mudou para o Brasil. Consta, que foi embarcada à força. Chegada ao Brasil, depois de breve passagem por Salvador, no estado da Bahía, então capital do Brasil, por causa do excessivo calor a corte muda-se para o Rio de Janeiro. Chegada ali, fazia passeios de carruagem pelas ruas do Rio, e a população acostumou-se a vê-la esconder o rosto atrás do leque ao ser saudada pelos súbditos. Mas a rainha tinha momentos de lucidez, o que é outro facto pouco conhecido. "Nesse período, ela teve muitos momentos de serenidade. Tanto que dom João VI a visitava quase diariamente, e passava mais de duas horas na sua companhia, coisa que dificilmente faria se dona Maria estivesse o tempo todo fora de si", diz a autora.
Morreu em 1816, aos 81 anos. Hoje, uma placa de mármore no centro do Rio de Janeiro, no prédio do antigo Convento das Carmelitas, faz um resumo melancólico dos seus oito anos no Brasil: "Pelas janelas deste prédio faziam-se ouvir as manifestações de demência da rainha-mãe", pode lêr-se na pedra que assinala os últimos dias da “Rainha louca” de Portugal.