Liberdade e o Direito de Expressão

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

PSD rejeita Gonçalo Amaral

“Guerra” entre Mendes Bota e Ferreira Leite

PSD aprova Macário Correia para Faro, mas decide contrariar a Distrital de Faro e “vetar” o nome de Gonçalo do Amaral para Olhão.

A guerra estalou entre a Comissão Política Distrital do PSD de Faro, liderada por Mendes Bota, e a Direcção Nacional, a propósito da aprovação de nomes dos candidatos para as Eleições Autárquicas. Fonte do PSD revelou que a Comissão Política Nacional deu “luz verde” à candidatura de Macário Correia para Faro, enquanto decidiu recusar o nome de Gonçalo Amaral à autarquia de Olhão. A Comissão Política Nacional reuniu na terça-feira e acabou por seguir o conselho da Comissão Coordenadora Autárquica.
Recorde-se que o nome do ex-inspector da Polícia Judiciária era uma "aposta" da concelhia de Olhão, e aprovado pela distrital liderada por Mendes Bota, embora a líder nacional, Manuela Ferreira Leite se tenha mostrado contra.
Apesar do bom perfil profissional do candidato num concelho que é "um deserto de ideias", desde o início Manuela Ferreira Leite tinha recusado o nome de Gonçalo Amaral para candidato à Câmara de Olhão, mas a Comissão Política Distrital do Algarve insistiu, e não teve dúvidas em escolher o ex-inspector da Polícia Judiciária, depois do PSD de Olhão já ter indicado o seu nome a 6 de Janeiro.
Neste sentido, o processo de candidatura de Gonçalo Amaral foi remetido à Comissão Política Nacional, para efeitos da homologação prevista nos Estatutos do partido, que agora recusou.
Contrariamente aos argumentos do líder algarvio Mendes Bota, que enumerava entre os muitos atributos do candidato “o facto de se tratar de um militante desde 1 de Maio de 2002, de onde não desertou mesmo nos momentos menos bons do Partido», os argumentos não convenceram a Direcção Nacional. E não convenceu, talvez porque tenham chegado à conclusão que aqueles que “bateram com a porta” ao PSD algarvio foram precisamente os militantes que tinham currículo académico, recusando o mediatismo preferencial da "máquina" do PSD Algarve.
A comissão Política Distrital, liderada por Mendes Bota, vai esclarecer as suas posições, numa Conferência de Imprensa convocada para 2º. feira, dia 2 de Fevereiro.
É caso para perguntar como é que o Mendes vai descalçar a “Bota”?...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Lições a tirar da crise

“Monumental hipocrisia política”

Aviso de Carvalho da Silva, que espera uma viragem no «modelo de sociedade» com propostas para melhorar situação actual

O secretário-geral da CGTP afirmou ontem, que a actual crise financeira revela hipocrisia política e deverá ser um ponto de viragem no modelo social de Portugal, escreve a Lusa. «Assistimos a um monumental exercício de hipocrisia política», disse Manuel Carvalho da Silva em conferência de imprensa, considerando que, nas últimas décadas, os responsáveis políticos promoveram o sector financeiro em detrimento da economia real e deixaram desenvolver políticas que aprofundaram os desequilíbrios e as desigualdades.
«Agora, face a uma situação de crise que poderá, de um modo mais intenso, propagar-se à economia real, utiliza-se o Estado, antes tão vilipendiado, para salvar o sistema, e sacodem-se responsabilidades», afirmou. Para a CGTP, a crise financeira deverá constituir «um ponto de viragem sobre o modelo de sociedade em que vivemos», dado que se está a desenrolar «num contexto de forte regressão social».
O secretário-geral da CGTP lembrou ainda que diversas organizações, nomeadamente sindicais, vinham a alertar para a subordinação da economia real à esfera financeira. «A crise financeira não era imprevisível, muitos já tinham chamado a atenção para os perigos da globalização neo-liberal», disse, referindo posições assumidas pela Confederação Europeia de Sindicatos e pela Organização Internacional do Trabalho.
A CGTP considera que «é preciso retirar lições da crise em curso» e repensar o papel do Estado na actividade económica e financeira. «É preciso agir, no plano nacional, para responder ao impacto da crise, para que esta não tenha mais consequências na economia portuguesa», avisou. A central sindical propõe, neste âmbito, a melhoria do poder de compra dos portugueses para dinamizar a procura interna, a redução do apoio do Governo ao Programa de Estabilidade e Crescimento, a aposta na economia real e que se diga a verdade sobre a crise financeira e sobre a situação económica para evitar o perigo da especulação.