Olhão Livre: J.M. Júdice Poluidor! 
O empreendimento turístico hoteleiro mais conhecido por Quinta do Adolfo, agora Hotel Vilamonte é propriedade de J.M.Júdice, figura publica deste País, o que não o impede de cometer crimes ambientais graves desde que lhe convenham, já que isso significa redução de custos nas despesas das suas empresas.
O Hotel Vilamonte situa-se no sitio dos Caliços-Moncarapacho, e na planta síntese do P.D. M. de Olhão localiza-se em Espaço Agrícola Condicionado I. Nesta planta e naquele lugar está também e mal, sinalizado um Elemento do Património Construído a que foi atribuído o nº21 a que equivale uma Etar que não existe. Já a planta de condicionamentos especiais localiza o lugar como em Zona de Protecção Remota de Captação Publica de Águas. Seja como fôr o que os habitantes do concelho de Olhão em geral e os de Moncarapacho em particular, não querem nem vão permitir é que continuem a contaminar os lençóis freáticos da região como têm feito até aqui. Em tempos jogavam os despejos para dentro de uma nora agora é para a Ribeira, que acaba por desaguar na Ria Formosa. São décadas de poluição que todas as autoridades sabem mas "ignoram" empurrando de um lado para o outro. É o costume; a impunidade dos poderosos com a cumplicidade pela omissão dos agentes do Poder, neste caso local, já que Francisco Leal, infelizmente ainda presidente da C.M.Olhão, finge ignorar o assunto, sacudindo as mãos como Pilatos. Será por ali ter celebrado o casamento da sua filha?
Também a CCDR sacode a agua do capote endossando para a recem criada ARH; é o tradicional joga de empurra. Certo é que esta situação há anos que vem sendo denunciada pelos agricultores da região por terem os lençóis freáticos contaminados.
Muitos me vêem, poucos me conhecem!
Hoje, o bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Marinho Pinto denunciou “práticas de ilegalidades gravíssimas” de uma “minoria” de advogados que andam por aí a propalar valores e a falar como se fossem a reserva moral da advocacia, quando afinal andam a contas com a justiça por suspeitas de práticas de ilegalidades gravíssimas.
Será que Marinho Pinto também se estaria a referir à Quinta do Adolfo, agora chamado de Hotel Vilamonte Resort Relais & Chateaux, devido à poluição ambiental que este empreendimento turístico representa e cujo proprietário parece ser um conhecido advogado?
Era João Bonança Presidente da Câmara Municipal de Olhão e Francisco leal o vereador das obras quando este complexo turístico nasceu. Como foi então passada a licença de funcionamento desta unidade hoteleira sabendo de antemão que os dejectos iriam todos parar ao subsolo e que contribuiriam para conspurcar não só o meio ambiente envolvente mas principalmente os lençóis freáticos subterrâneos, o que rapidamente se veio a verificar com a indignação de muitos agricultores da freguesia de Moncarapacho que viram as suas águas destinadas à rega agrícola completamente sujas e alteradas devido a esta leviandade?
E os outros organismos que deram o seu parecer? Como é possível que se permita o funcionamento de uma unidade hoteleira desta dimensão e não se acautele o meio ambiente e de quem dele necessita para o seu sustento, neste caso os agricultores? Mas esta situação é tão grave que não são apenas os lençóis freáticos que são afectados, também as ribeiras e, em último caso a própria Ria Formosa que recebe, em último lugar, toda esta porcaria que vem escorrendo e que, finalmente, se deposita nos viveiros, no marisco, nos bivalves, afecta os peixes, as aves, isto é, em toda a cadeia alimentar que nos serve de base alimentar e manutenção de muitos postos de trabalho. Todo este prejuízo em nome de quê ou de quem?
E o que fez até hoje a Câmara Municipal de Olhão? Será que Francisco Leal quando lá casou lá a sua filha, não sabia dos protestos dos agricultores sobre o escoamento dos resíduos sólidos para o meio ambiente? Sabia concerteza. Mandou elaborar algum auto? Alguém foi multado? Quer pela CMO ou pelo Ministério do Ambiente? Alguém sabe? Ou as multas são só para os pequeninos que não declararem os poços, as noras, alguns com centenas de anos, bem como as fossas domésticas? Então os grandes não pagam multas? Para onde caminha esta sociedade dita democrática em que, cada vez mais, se diz que somos todos iguais, mas em que vê que uns são mais iguais do que outros?
A chamada Quinta do Adolfo, cujo nome provém do artista alemão Adolfo que em 1979 comprou 87.000 m2 no Monte dos Caliços, em Moncarapacho, agora denominada Hotel Vilamonte tem, no seu roteiro turístico publicidade ao seu miradouro como um lugar ideal para usufruir do sol algarvio. Pena é que, desse miradouro não se veja nem se cheire o crime ambiental que está diariamente a ser cometido debaixo dos seus pés. Prometo voltar brevemente com mais uma denúncia de um outro crime ambiental, também este na freguesia de Moncarapacho, mas derivado de uma exploração agrícola de gente graúda e com conhecimentos e ligações à Universidade do Algarve e à Direcção Regional de Agricultura.