Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mensagem do PR de Ano Novo

Cavaco avisa: 'Situação social pode tornar-se insustentável'
                                                                                                                                            
O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou hoje que a resolução das dificuldades nacionais exige, além de rigor orçamental, uma agenda para o crescimento e emprego, sem a qual «a situação social poderá tornar-se insustentável».

                                              
Na sua mensagem de Ano Novo, transmitida pela RTP, Cavaco Silva apelou ao «diálogo construtivo entre o Governo e a oposição» e ao «aprofundamento da concertação social», alertando para a necessidade de preservação da «coesão nacional» e da «coesão social». «A resolução dos desafios que Portugal enfrenta exige, além do rigor orçamental, uma agenda orientada para o crescimento da economia e para o emprego. Sem isso, a situação social poderá tornar-se insustentável e não será possível recuperar a confiança e a credibilidade externa do país», afirmou o Presidente da República. Cavaco Silva argumentou que «a coesão social é da maior importância para o crescimento económico, para a contenção do desemprego e para atenuar os custos da resolução dos graves desequilíbrios que se verificam na economia portuguesa».
«Daí a insistência com que tenho sublinhado a importância da repartição equitativa dos sacrifícios exigidos aos portugueses, do combate às desigualdades, do apoio aos mais carenciados e desprotegidos, do diálogo construtivo entre o Governo e a oposição e do aprofundamento da concertação social», acrescentou. O Presidente da República referiu que a Comissão Europeia já «reconheceu» que além da disciplina orçamental «era necessário também crescimento económico e criação de emprego». Segundo o chefe de Estado, «a situação difícil» em que Portugal se encontra não deve ser impedimento para o país «ter uma voz activa na defesa de uma resposta à crise da zona euro que inclua uma estratégia europeia de crescimento económico e do emprego, visando em particular os jovens desempregados».
Nesta sua mensagem de Ano Novo, Cavaco Silva deixou uma palavra aos jovens portugueses no estrangeiro, dizendo-lhes que o país precisa deles: «Conheço a ansiedade de milhares de jovens para quem tardam os caminhos com que sonharam, muitos dos quais procuram a sua sorte longe da família e do seu País, quando tanto precisamos deles». O Presidente da República começou esta comunicação lembrando 2011 como um ano que «marcou profundamente a vida de muitos portugueses» no plano social. «No ano que agora começa, as dificuldades não irão ser menores. Esta é uma realidade que não pode ser iludida», acrescentou. Cavaco Silva anteviu 2012 como um ano em que «se irão exigir grandes sacrifícios ao comum dos portugueses», em que «as dificuldades se farão sentir de forma mais acentuada no dia a dia», mas manifestou-se confiante na resposta dos portugueses: «Será igualmente um ano em que a fibra do nosso povo virá ao de cima».
«Portugal é maior do que a crise que vivemos», afirmou o chefe de Estado, pedindo uma «união de esforços» para o país aproveitar esta «crise» para «mudar de vida e construir uma economia saudável». Nesta mensagem, Cavaco Silva pediu que, nesta conjuntura difícil, os agentes políticos «expliquem aos portugueses o fundamento das suas decisões e que sejam os primeiros a acarinhar as sementes de uma nova esperança, agindo com justiça, com ponderação e com sensibilidade social»... «Espero, do fundo do coração, que o ano de 2012 possa trazer a todas as famílias e a todos os Portugueses, onde quer que se encontrem, sinais de esperança de um futuro melhor. A todos renovo os meus votos de um Ano Novo de paz, saúde e felicidade», rematou
                                                                                                                                                    
Dezenas de militares estão a pedir para passar à reserva
                                                                                                                                                             
Lima Coelho confirma que o número de pedidos está a aumentar e que isso pode ter a ver com as medidas de austeridade do Governo. Para evitar cortes maiores, há dezenas de militares a solicitarem passagem à reserva. É o que se passa em todos os ramos das forças armadas: Marinha, Exército e Força Aérea. Estes são dados confirmados por Lima Coelho, presidente da associação nacional de sargentos. “Várias dezenas de camaradas nossos, não apenas na Força Aérea, mas também no Exército e na Marinha têm estado a declarar o desejo de passar à situação de reserva até ao final deste ano”, disse. Lima Coelho considera que esta situação fica a dever-se às recentes medidas do Governo. “Isto indicia não apenas algum desencanto com aquilo que tem que ser servir o povo português nas Forças Armadas, mas também indicia a decepção com determinado tipo de notícias que cegamente vêm sendo aplicadas”. Ontem mesmo os Ministérios das Finanças e da Defesa assinaram um despacho que determina a regressão salarial a valores de 2009. A Associação Nacional de Sargentos vai analisar o assunto no encontro marcado para dia 4 e promete contestar de todas as formas possíveis.
O chefe das Forças Armadas rejeita que haja relação entre o despacho conjunto que repõe os salários de 2009 e a saída de oficiais, afirmando que os militares com mais de 36 anos de serviço têm esse direito. Numa declaração à Lusa, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Luís Araújo, reconheceu que a instituição militar fica "mais pobre" com a saída de oficiais "com valor", mas manifestou confiança na resolução dos problemas e considerou que o Governo tem sido "sensível" à especificidade da condição militar. O vice-comandante Aéreo, major-general Vítor Francisco, requereu, nos últimos dias, a passagem à reserva de forma inesperada e há dezenas de oficiais da Força Aérea Portuguesa a pedir para abandonar o ramo antes do fim do ano. "Estamos numa situação difícil, as pessoas têm direitos, fazem as suas contas e decidem, mas não há relação nenhuma com este despacho de ontem [sexta-feira], até porque os pedidos foram feitos antes dele ser publicado", referiu Luís Araújo. O principal chefe militar disse ter lido o despacho conjunto - do ministro da Defesa e das Finanças - "na diagonal", mas que tem a garantia de que o princípio de "que um militar mais antigo não pode ganhar menos do que um militar mais moderno" lhe foi assegurado, e que os militares a partir dos 36 anos de serviço são apenas obrigados a "comunicar" a passagem à reserva, tendo o ramo de fechar o processo em cinco dias úteis.
                                                                                                                         
Se pedir hoje a reforma, já fica com menos quase 4%
                                                                                                               
Entra hoje em vigor o Orçamento do Estado para 2012, que traz consigo fortes medidas de austeridade. Novo ano, novo Orçamento do Estado em vigor e novas regras para o cálculo das pensões. Quem pedir a reforma a partir de hoje, terá de contar com um corte de 3,92%. São os efeitos do factor de sustentabilidade, que liga o valor das pensões à esperança média de vida. A alternativa é trabalhar mais quatro ou 12 meses além dos 65 anos, conforme o tempo de descontos que tiver. Entre os que já são pensionistas, só os que têm pensões mínimas inferiores a 247 euros é que têm direito um aumento equivalente à inflação: 3,1%, ou seja, entre seis e sete euros a mais no bolso por mês.
São contempladas cerca de um milhão de pessoas. Todos os que recebem mais de 247 euros perdem. Se recebe até 600 euros, perde porque tem a pensão congelada há dois anos e acumula uma perda real de rendimento na ordem dos 6%. Acima de 600 euros, há um corte nominal progressivo, que vai reflectir-se em perdas nos subsídios de férias e de Natal, ao ponto de quem recebe mais de 1100 euros ficar sem os dois subsídios. São 300 mil os aposentados da Função Pública e outros tantos reformados da Segurança Social que se encontram neste pacote. Estes cortes nas pensões devem render ao Estado mais de 1,2 mil milhões de euros. Mas este ano os portugueses vão sentir os efeitos de outras medidas de austeridade, que lhe tem sido dado a saber, e vai continuar a ter a conhecer. No caso dos funcionários públicos, podem contar com um corte médio de 5% no salário. Ficam ainda sem, pelo menos, um dos subsídios (férias ou Natal).
                                                                                                         
                                                                                                                               
                                                                                                                                          
                                                                                         

domingo, 2 de janeiro de 2011

Mensagem de Ano Novo

Cavaco apela a combate ao desemprego e à pobreza
                                                                                                                        
Na tradicional mensagem de Ano Novo, o Presidente da República disse que as dificuldades que o país atravessa não "irão desaparecer no ano que agora começa”. Cavaco acrescenta que "o recrudescimento da pobreza chegou a níveis que são intoleráveis".
                            
O Presidente da República pediu ontem firmeza no combate ao desemprego e à pobreza em 2011, ano em que "as dificuldades não irão desaparecer", e apelou à união, porque os sacrifícios têm de ser repartidos "sem excepções ou privilégios". "Considero essencial que 2011 fique marcado pela firmeza no combate ao desemprego e à pobreza", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo, transmitida esta noite. Sublinhando que seria "faltar à verdade" afirmar que as dificuldades que o país atravessa "irão desaparecer no ano que agora começa", Cavaco Silva voltou a repetir o apelo à união dos portugueses. "A coesão social é um elemento-chave da coesão nacional. É imprescindível que estejamos unidos para enfrentar as dificuldades que atravessamos e que, repito, não irão desaparecer em 2011", declarou, considerando que "é sobretudo nos tempos mais adversos que os sacrifícios têm de ser repartidos de uma forma justa por todos sem excepções ou privilégios". 
  Pois, acrescentou, com mais de 600 mil desempregados, o "recrudescimento da pobreza a níveis que são intoleráveis" e a exclusão com que somos confrontados, "pretender fugir aos sacrifícios é uma atitude que não se coaduna nem com os mais elementares princípios da ética republicana, nem com o valor fundamental da coesão social". Na mensagem de Ano Novo, o Presidente da República fez ainda um breve balanço de 2010, ano em que Portugal "foi confrontado com uma realidade que há muito se desenhava no horizonte", sublinhando que a partir do segundo semestre do ano já ninguém pôde negar a situação de grave crise económica e financeira. "Aquilo que para alguns era já uma evidência, para a qual na devida altura alertaram os portugueses, foi finalmente reconhecida por todos, a começar pelos decisores políticos", disse, considerando que "não iludir a realidade é um sinal positivo e uma atitude responsável, pois representa o primeiro passo para mudar de rumo e corrigir a trajectória". O chefe de Estado recordou ainda que 2010 foi o ano em que se comemorou o centenário da República, frisando que "é em democracia que todos aspiramos viver e que ninguém deseja o regresso aos tempos da ditadura". Além disso, continuou, 2010 foi também o ano em que se comemoraram os 25 anos de adesão às Comunidades Europeias, sustentando que "nenhuma pessoa de bom senso pode questionar" o acerto da opção que foi tomada ao participar no projecto europeu e na moeda única. 
Deixando uma nota de optimismo ao frisar estar certo que Portugal poderá "vencer", Cavaco Silva não deixou de lembrar ainda a forma como os portugueses mostraram em 2010 que reconhecem o valor da coesão e da solidariedade, nomeadamente pela forma como apoiaram quem foi afectado os intempéries ou o "exemplar modo" como participaram nas campanhas de recolha de alimentos. "Um povo com tamanha generosidade dá-nos todas as razões para termos esperança e confiança", referiu, insistindo que os que mais precisam não podem ser deixados para trás. "A luta para que estes portugueses não sejam abandonados não é monopólio de ninguém, pois constitui responsabilidade de todos", disse, reiterando que caminho do futuro tem de assentar "muito claramente" no aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira, no reforço da competitividade e na redução do endividamento do país. A terminar a sua mensagem, Cavaco Silva fez votos de um ano de 2011 "feito de trabalho e de paz, um ano feito de esperança". 
                                                           
                                                     

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Apesar do roubo do nosso domínio privado no Google (há 1 ano aprox.), o Algarve Reporter passou hoje a faixa dos 460 mil leitores. Aqui continuaremos até que o teclado "nos doa..."!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O prematuro optimismo

«Um bom ano para o Presidente será um bom ano para o país»

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, foi optimista na cerimónia de recepção aos embaixadores em que Cavaco fez votos de um «ano melhor» do que 2009.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, fez esta segunda-feira votos que 2010 seja «um ano melhor» do que o anterior para Portugal, manifestando o desejo que o país consiga «agarrar de forma forte» as oportunidades de recuperação económica, refere a Lusa. «Que 2010 seja para Portugal um ano melhor do que foi aquele de 2009, que se vão esbatendo os efeitos da crise económica e financeira internacional e que Portugal consiga agarrar de forma forte, se possível, as oportunidades de recuperação económica», afirmou Cavaco Silva.
Falando perante os cerca de 120 embaixadores e chefes de missão que recebeu hoje no Palácio de Belém para uma recepção realizada no âmbito do seminário diplomático que decorre em Lisboa, o chefe de Estado transmitiu também de «forma inequívoca» a sua «total confiança» na diplomacia portuguesa e prometeu «total colaboração» ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. «Quero dizer ao senhor ministro dos Negócios Estrangeiros que pode contar com a minha total colaboração naquilo que são as competências do Presidente da República no plano externo», sublinhou.
Antes, Luís Amado tinha já transmitido a Cavaco Silva as suas saudações de bom ano, considerando que um bom ano para o chefe de Estado será um bom ano para o país.
«Em nome de todos os diplomatas, queria transmitir as saudações de bom ano, na certeza de que um bom ano para o senhor Presidente da República do ponto de vista pessoal e profissional será seguramente um bom ano para o nosso país», referiu, já depois de ter manifestado a certeza de que o corpo diplomático português contará com a «colaboração leal e fraterna com o Presidente da República».

domingo, 3 de janeiro de 2010

Mensagem de Ano Novo do PR

Explosivo? Normal, é só o começo do ano!

Na sua mensagem de Ano Novo, Cavaco Silva deixou recados ao Governo e à oposição. O Presidente recusa intervir na governação ou fazer o papel dos partidos que não estão no poder, e avisa para uma «situação explosiva» com o elevado desemprego.

O Presidente da República aproveitou a mensagem de Ano Novo para deixar claro que não tenciona substituir-se ao Governo e à oposição, por o seu cargo estar «acima do combate político». Cavaco Silva apelou a que sejam encontrados entendimentos para resolver os problemas que afectam o país. E realçou que quando se dirige aos portugueses o faz quando acha que o interesse de Portugal assim o justifica, sem «nunca vender ilusões nem esconder a realidade». Deixou ainda um alerta para a «situação explosiva» que o desemprego e outros problemas podem gerar.
«Na lógica do nosso sistema constitucional, não compete ao Presidente da República intervir naquilo que é o domínio exclusivo do Governo ou naquilo que é a actividade própria da oposição», disse o chefe de Estado na habitual mensagem que dirige ao país no primeiro dia de cada ano. O Presidente salientou ainda que «Portugal dispõe de um Governo com todas as condições de legitimidade para governar, um Governo assente numa maioria relativa conquistada em eleições ainda há pouco realizadas».
Para Cavaco Silva, a actual conjuntura exige uma atitude proactiva para enfrentar as dificuldades. «Não devemos esperar que sejam os outros a impor a resolução dos nossos problemas», disse, acrescentando: «O novo quadro parlamentar, aliado à grave situação económica e social que o País vive, exige especial capacidade para promover entendimentos. Os portugueses compreenderiam mal que os diversos líderes políticos não se concentrassem na resolução dos problemas das pessoas e que não empenhassem o máximo do seu esforço na realização de entendimentos interpartidários», frisou o Presidente.
Sobre os problemas do país em concreto, o chefe de Estado não quis esquecer as finanças portuguesas, salientando que uma das prioridades dos partidos deveria centrar-se no desenvolvimento de «um entendimento sobre um plano credível para o médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade». Para Cavaco Silva, o momento certo para que aconteça esta «concertação política» é «Orçamento do Estado para 2010», que deverá ser assumido com «responsabilidade de todas as partes» e servir «o interesse nacional».
O chefe de Estado mostrou-se muito preocupado com os efeitos da dívida externa e do desemprego. «Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva», avisou, deixando uma pallavra de alento para os desempregados, que no final de 2009 eram 548 mil. Para o chefe de Estado o empenho da recuperação da economia deve fazer-se com uma aposta na produtividade, competitividade e também na credibilidade das instituições, mas sem deixar de lado «o apoio social aos mais vulneráveis e desprotegidos e às vítimas da crise».
Cavaco Silva fez ainda um apelo à valorização da «ética republicana». «A ética nos negócios, nos mercados e na vida empresarial, mas também na vida pública, tem de ser um princípio de conduta para todos», disse, realçando também a importância de salvaguardar o papel da família na sociedade.

domingo, 24 de maio de 2009

Bandeira verde à navegação

P'ró menino, e p'rá a menina...

Hoje gostaria de me dirigir muito especialmente a todos aqueles que - em geral - passam os olhos por este site.

Quando decidi empenhar-me nesta tarefa de cidadania não remunerada que é manter um blog, justifiquei perante mim próprio com a vantagem de poder publicar tudo o que entendesse sem qualquer tipo de pressão que não fosse a minha ética e consciência, embora nunca alinhando na aventura fácil nem na denúncia gratuita.

Falhado que estava um projécto editorial escrito por asfixia económica, no boicote que lhe foi lançado por certa classe política (que tão bem conheço), através do não pagamento de facturação de publicidade que eram devidas à empresa jornalística onde trabalhava - e que somam alguns milhares de euros (por não saber-mos dobrar a espinha), só me restava trabalhar de borla sim, mas a meu gosto. Nasceu então o reporter freelancer que hoje existe, apoiado em now how pessoal de algumas décadas, agora num espaço sem interesses comerciais.

Se já antes não tinha medo de exprimir as minhas convicções e opiniões - livres e apartidárias, publicando textos em que a verdade flutuava como espuma branca ao vento, hoje o medo é palavra vã, porque não existem ordenados nem empresas a defender.
De facto, posso deixar claro que hoje, não me preocupa absolutamente nada os emails anónimos, de remetentes fantasmas, com ameaças ou insultos de variadíssima índole e espécie. Para não falar nos comentários a alguns dos posts, que mesmo assim raramente são apagados, a não ser que possam ferir a legítima dignidade ou a honra a quem são dirigidos.
Tudo isso, porque os cidadãos algarvios estão a perder o medo. E denunciam as situações, prepotencia e preversões do poder político e económico, exercendo como lhes é devido o seu direito de livre cidadania que tão apregoado é, mas que certa classe política tão mal convive com ele, tentando "tapar-nos o Sol com a peneira" e obstruir a liberdade de informação, ou impedir uma opinião livre, para que tudo continue na mesma.
Todos sabem que não alinho nem comungo do gosto pela mafiosa e bajulativa Comunicação Social existente - sobretudo a algarvia - pelo simples facto da falta de ética ou independência nela existente, e nalguns casos até uma escandalosa subserviência aos poderes instalados. Reconheço que alguns o fazem por sobrevivência pessoal, e porque têm ginástica específica na espinha dorsal. Vantagem ou problema, esse não é o meu.
Pelo facto de não me incomodar minimamente com insultos, pressões, ou ameaças anónimas - que acabo por classificar de estímulo - embarquei neste projecto, do qual não me arrependo de nada - bem pelo contrário, sinto algum orgulho contido - porque vejo que os cidadãos estão a corresponder em força ao nosso trabalho, ao nosso apelo de participar na vida politica desta Região, quer com textos, opiniões, denúncias ou simplesmente as suas visitas.

Não é por simples acaso que o Algarve Reporter ultrapassou ontem a barreira das 160.000 visitas em apenas 18 meses.

Por esse facto, tenho que agradecer a quem nos visita regularmente!

É sinal que o Algarve Reporter tem cumprido o papel para que foi criado, com a ajuda de alguns amigos e cidadãos que graciosamento com ele colaboram, informando e opinando. Por esse facto, a minha gratidão continua a colocar este site à vossa disposição.
Pessoalmente, por motivos de ordem familiar e profissional, deixo de ter a partir desta data o tempo livre de que precisava para dar ao Algarve Reporter a administração diária que vinha mantendo, pelo que é natural que os posts de actualidade regional escasseiem na regularidade e diminuindo a qualidade diária. Contudo, as crónicas de opinião, os textos enviados e as notícias mais cadentes continuaram a ser publicados diariamente, sempre que nos cheguem.
Será possivelmente temporária esta indisponibilidade, com o excesso de ocupação profissional que me impedirá de continuar no ritmo que vinha exercendo.
Mesmo assim, "estaremos no ar" diariamente, e vou continuar - atento, por aí...

Carlos Ferreira

sexta-feira, 10 de abril de 2009


P Á S C O A F E L I Z !




A todos os amigos, colaboradores e leitores do Algarve Reporter

os votos de uma Páscoa Feliz, com muita inspiração,

optimismo e... boas leituras!


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

11 de Fevereiro

Assinale o Dia Mundial do Doente

A comemoração do «Dia Mundial do Doente» ocorre a 11 de Fevereiro

Segundo o seu instituidor, o Papa João Paulo II, esta data surgiu «ante a necessidade de assegurar a melhor assistência possível aos doentes», pelo que, toca-nos, sensivelmente e de um modo afectivo muito especial ante o carinho, a compreensão e o apoio de quantos se debatem com problemas de saúde.
Assinalando a data, a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes decidiu tornar pública uma mensagem de estímulo e esperança: “Neles e por eles temos prosseguido a via humanista de uma fraterna solidariedade, expressando a quantos, no Algarve, se encontram doentes, a nossa reiterada estima e a mais profunda admiração, saudando-os com uma admiração sem limites e desejando-lhes as esperançadas melhoras e o alívio para os seus males.
Nesta saudação quero, envolver, num testemunho de muito apreço e grande amizade, todos os profissionais da área da saúde e quantos com eles, muitas vezes voluntariamente, colaboram, assim como as famílias dos doentes, companheiras do sofrimento e da esperança.
Quer pelas funções que desempenho, representando o XVII Governo Constitucional no Algarve, como pelas minhas próprias convicções pessoais, reafirmo que, se todos os dias, penso e procuro trabalhar por uma saúde melhor, estou, de modo significativamente especial, convosco, queridos doentes, na vivência deste «Dia Mundial do Doente».

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Mensagem de Ano Novo do PR

2009 será um ano «muito difícil»

O Presidente da República avisa o Governo que «a verdade é essencial». Pede «responsabilidades» das forças políticas e avisa contra «ilusões» fáceis que se pagam caro

O Presidente Cavaco Silva admitiu esta quinta-feira que 2009 «vai ser um ano muito difícil» e avisou o Governo que «a verdade é essencial», considerando que «as ilusões pagam-se caras». Na sua mensagem de Ano Novo, a terceira desde que foi eleito, Cavaco Silva afirmou não poder esconder a «verdade da situação difícil em que o país se encontra» e que o caminho para «Portugal sair da quase estagnação económica» é «estreito, mas existe», cita a agência Lusa.
E explica qual é: «O reforço da capacidade competitiva das nossas empresas a nível internacional e o investimento nos sectores vocacionados para a exportação têm de ser uma prioridade estratégica da política nacional». Sem isso, afirmou, «é pura ilusão imaginar que haverá verdadeiro progresso económico e social, criação duradoura de emprego e melhoria do poder de compra dos salários». Sem isso, concluiu, o país não conseguirá «pôr fim ao crescimento explosivo da dívida externa». «As ilusões pagam-se caras», avisou.
O antigo primeiro-ministro faz outros alertas como a necessidade de «reduzir a ineficiência e a dependência do exterior em matéria de energia» ou de «rigor e eficiência» na utilização dos dinheiros públicos têm de ser utilizados com «rigor e eficiência». Além «de alterar a estrutura da produção nacional», para lhe dar «mais qualidade, inovação e conteúdo tecnológico», o Presidente insiste que os «dinheiros públicos têm de ser utilizados com rigor e eficiência» e faz um alerta quanto os investimentos públicos, em que o Governo aposta no seu plano anti-crise. «Há que prestar uma atenção acrescida à relação custo-benefício dos serviços e investimentos públicos», acrescentou.
Na sua mensagem, Cavaco Silva confessou não dever esconder que 2009 «vai ser um ano muito difícil», afirma recear o «agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social» e admitiu que «a crise financeira internacional apanhou a economia portuguesa com algumas vulnerabilidades sérias. A verdade é essencial para a existência de um clima de confiança entre os cidadãos e os governantes. É sabendo a verdade, e não com ilusões, que os portugueses podem ser mobilizados para enfrentar as exigências que o futuro lhes coloca», afirmou.
Numa mensagem muito centrada nos problemas da crise, Cavaco Silva afirmou que as forças políticas tem «especiais responsabilidades» e fez um apelo para que se evitem «divisões inúteis». E lembrou que «os portugueses gostariam de perceber que a agenda da classe política está, de facto, centrada no combate à crise».
«As dificuldades que o país enfrenta exigem que os agentes políticos deixem de lado as querelas que em nada contribuem para melhorar a vida dos que perderam o emprego, dos que não conseguem suportar os encargos da prestação das suas casas ou da educação do seus filhos, daqueles que são obrigados a pedir ajuda para as necessidades básicas da família», disse.
Na mensagem, o Presidente nunca aborda directamente as contas nacionais nem o Orçamento do Estado de 2009, mas deixa uma advertência quanto ao risco de o país continuar a endividar-se e dá um conselho. «Há uma verdade que deve ser dita: Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz. Não pode continuar, durante muito mais tempo, a endividar-se no estrangeiro ao ritmo dos últimos anos», afirmou.
O Presidente termina a mensagem com uma palavra de esperança e com um apelo a que os portugueses não se resignem. «Já passámos por outras situações bem difíceis. Não nos resignámos e fomos capazes de vencer. O mesmo vai acontecer agora. Tenho esperança e digo-o com sinceridade», concluiu, afirmando que «o futuro é mais do que o ano que temos pela frente».

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009, Ano Novo

DIA MUNDIAL DA PAZ

No início de cada novo ano assinala-se o «Dia Mundial da Paz», significativa efeméride, que impõe uma sensibilização universal, para a necessidade urgente de se construir definitivamente a paz no Mundo, um ensejo de milénios e caminho aberto para a justiça, a concórdia e a fraternidade pondo fim aos dramas que continuam a afligir a Humanidade.
A verdade dramática é que os chamados «conflitos regionais» têm continuado a assolar, um pouco por todos os Continentes, com o seu cortejo de horrores e mortes, de desalojados, de famintos, de tragédia, de destruição e de miséria.

Mesmo neste tempo natalício, todo ele vocacionado para «a paz entre os homens», sucedem-se os teatros de guerra em tantos locais da terra, onde a terrível voz das mortíferas armas não se cala.
Esperança, uma esperança, não obstante todas as contrariedades, sempre renovada, é o reacender das nossas perspectivas e dos nossos anseios para este «Dia Mundial da Paz - 2009», formulando os votos de que, pelo diálogo e pela compreensão, pela justiça e pela solidariedade, pela necessidade de viver em autenticidade a vida pela fraternidade entre os povos, que aqui, em nome das pacíficas e hospitaleiras gentes algarvias e do Algarve, enviamos a todo o Mundo!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO!!


Amigos e leitores, que em 2009 todos nós tenhamos a serenidade
que se deseja para lidar com todas as situações.
Força para enfrentar aquelas que são as mais difíceis,
nobreza para sabermos parar e reorganizar quando perdemos
uma jogada, agilidade para chegar rapidamente às soluções,
clareza para distinguir o que é realmente importante do supérfluo,
saúde e ânimo para encarar tanto as tristezas como as derrotas, exactamente com o mesmo empenho com que se recebem as vitórias
e as maiores alegrias,
boa vontade para colocar em movimento cada novo ciclo,
tenha ele tido o resultado que tiver.
Algumas coisas vêm com o tempo; outras, nós devemos agarralas quando temos a oportunidade. Em 2009, viva o ano com muita calma;
deixe que a sua alma tenha a mesma idade do céu...
A poucas horas das tradicionais doze badaladas, estejam onde estiverem,
a todos os amigos e desconhecidos, aos especiais leitores deste espaço,
que ao longo do ano conviveram com as nossas notícias
e as nossas prosas,
que trocaram aqui também as suas opiniões e preocupações,
desejamos com toda a esperança numa vida melhor...

Votos de um muito feliz Ano Novo!!