Vergonhoso... Pensões vitalícias de antigos políticos poupadas à austeridade
Ex-ministros vão continuar a receber as suas pensões, apenas tributadas em sede de IRS. “Tem que haver uma moralização da classe política”, defende o fiscalista. "Aqueles que decidiram a situação do país têm ainda mais responsabilidade de dar o exemplo", defende Tiago Caiado Guerreiro.
Tudo indica que os antigos titulares de cargos políticos vão escapar ao esforço adicional de austeridade que está a ser exigido aos funcionários públicos e pensionistas que ganhem mais de 485 euros. Segundo o “Diário de Notícias”, as pensões vitalícias de ex-políticos são poupadas aos cortes, uma vez que o Orçamento do Estado para 2012 prevê que sejam apenas tributadas em sede de IRS. Uma das explicações poderá estar no facto de as subvenções vitalícias serem pagas em 12 prestações mensais, pelo que não há oportunidade de cortar nos subsídios de férias e de Natal. O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro refere, contudo, que basta vontade política para que os cortes sejam efectuados e que correspondam ao que é retirado aos funcionários públicos.
“O facto de estas terem sido desenhadas para serem pagas em 12 meses não altera a situação. Mais: estão ligados a cargos políticos, aqueles que decidiram a situação do país, por isso, ainda mais responsabilidade têm de dar o exemplo. Devia ter sido criado um mecanismo específico para cortar aquilo que é cortado correspondentemente aos funcionários públicos e até devia rever-se, com toda a atenção, se essas pessoas estão a acumular pensões de vários tipos e a acumulá-las como exercício de funções privadas”, defende, em declarações à imprensa.
Tiago Caiado Guerreiro lamenta ainda que os políticos sejam sistematicamente excluídos do esforço de austeridade e condena o facto de a classe ganhar “pensões ao fim de pouquíssimos anos, enquanto as pessoas normais têm de trabalhar 40 anos”. Deixa, por isso, um apelo: “Tem que haver uma moralização da classe política, para que as pessoas aceitem a austeridade com legitimidade e essa equidade”. Aguarda-se que o Ministério das Finanças esclareça sobre a notícia avançada pelo “DN”.
"Horrível." "Desumano." "Vergonha." As palavras dos portugueses para o Orçamento
"Com que palavra é que classifica o Orçamento do Estado (OE)?" A Lusa foi saber como é que os portugueses classificam o Orçamento do Estado para 2012. As palavras não são simpáticas e o receio é imenso. "Falso." "Horrível." "Desumano." "Assustador." "Inacreditável." "Brutalidade." "Desgraça." "Ridículo." "Vergonha." A lista prossegue e resulta de uma pergunta que a Lusa foi colocar aos portugueses numa jornada pelas ruas de Lisboa: com que palavra é que classifica o Orçamento do Estado (OE) do próximo ano?
À listagem de cima juntam-se ainda termos como “inadmissível”, “péssimo”, “terrível” ou “desastre”. “Acabei de ouvir o ministro das Finanças e vão mexer mesmo nos ordenados. Sou professora e vai-me tocar directamente. Não sei o que ele quer mais - já me retirou o subsídio de férias e o 13º mês, o senhor Sócrates fez-me o favor de retirar quase 300 euros e não sei onde é que isto vai parar”, diz à Lusa Maria Silva, de 53 anos.
“É inacreditável”, diz Anabela Simões, de 47 anos. “Tenho muito medo, principalmente por causa dos meus filhos”, afirma ainda. Rui Cavaleiro, um técnico oficial de contas de 44 anos, considera que o OE é “uma vergonha”. “Como qualquer outro português, tenho muito medo. Acho que as coisas não estão para brincar e hoje em dia as pessoas têm que ter muito cuidado nas decisões que tomam a nível financeiro, tanto os particulares como as empresas”, considera Rui Cavaleiro. “É inadmissível”, considera Luís Lousada, de 27 anos. “Já estou a contar com o pior”, acrescenta.
“É do do pior e é muito mau”, diz, por sua vez, Miguel Rodrigues, de 47 anos, que também receia o que aí vem. “Tenho muito medo, até porque trabalho na banca e tenho bem a noção do que vai acontecer a seguir. Não vai ser fácil.”
Entre os ecos de uma rua situada bem no centro de Lisboa, não há um adjectivo positivo para descrever o Orçamento do Estado para 2012. Ainda assim, há quem fale em inevitabilidade das medidas, ainda que mantenha o tom na adjectivação. “É [um orçamento] necessário, mas é uma barbaridade”, afirmou um dos transeuntes à Lusa.
Referendo grego cria "insegurança e imprevisibilidade"
Ministro português dos Negócios Estrangeiros apreensivo com decisão do Governo de Atenas. O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, manifestou hoje a sua "apreensão" perante o anúncio do primeiro-ministro grego de fazer um referendo sobre o plano de resgate europeu, considerando que cria "um factor de insegurança e imprevisibilidade". "É uma situação que evidentemente vejo com apreensão. No preciso momento em que a Europa mais precisa de sinais de confiança, obviamente este é um factor de insegurança e de imprevisibilidade", declarou hoje o chefe da diplomacia portuguesa, em Caracas, onde se encontra a cumprir uma visita oficial de três dias à Venezuela. Em declarações aos jornalistas, o governante aproveitou para endereçar um recado aos portugueses para valorizarem a "estabilidade e o consenso" que existem em Portugal relativamente às medidas para combater a crise e as metas estabelecidas pela "troika". "Permitam-me que diga aos nossos compatriotas que, quanto mais virem noutros países sinais de instabilidade e de divisão, mais os portugueses devem valorizar a estabilidade e o consenso em Portugal, porque é isso que faz de Portugal um país diferente, um caso singular, sermos vistos como um país estável e cumpridor", declarou. O anúncio de referendo feito segunda-feira pelo primeiro-ministro grego de referendar as medidas da União Europeia para reduzir a dívida helénica está a agitar os meios políticos e financeiros europeus, tendo já o governo alemão manifestado a sua surpresa com a decisão e anunciando esperar "informações oficiais" de Atenas para tomar posição.
O primeiro-ministro, George Papandreou, anunciou segunda-feira no parlamento que o voto "será vinculativo" e que se o povo grego disser "não" ao acordo feito com os parceiros europeus, este não será promulgado. Se o 'não' vencer, isso poderá levar à queda da moeda europeia e à impossibilidade da Grécia em pagar a sua dívida, o que deixará o sistema bancário europeu e as economias regionais em risco de uma nova crise, de acordo com opiniões publicadas na Imprensa estrangeira. O anúncio de um referendo caiu como um balde de água fria nos parceiros da Zona Euro, que temem agora um quebra incontrolada dos compromissos por parte da Grécia, com consequências nefastas para outros países da UE. Desde Bruxelas, Paris e Berlim sucederam-se os apelos insistentes a Atenas para manter o plano de aplicação do resgate europeu. Os receios de que o referendo na Grécia afunde o plano contra a crise na Europa abalou também hoje os mercados, com o índice Dow Jones a cair mais de 175 pontos e os índices bolsistas europeus a seguirem a mesma tendência. Entretanto, a Alemanha e a França mostraram-se decididas a aplicar inteiramente" as decisões da cimeira europeia da semana passada, em Bruxelas, considerando-as "mais necessárias do que nunca" perante a situação na Grécia.
Acções dos bancos caem a pique. Bolsa fecha no "vermelho"
Títulos dos bancos nacionais perderam entre 9,4% e 13,5%. O índice PSI-20 da Bolsa de Lisboa fechou hoje com uma queda de 3,7%, arrastada pelo desempenho dos bancos. Foi uma “terça-feira negra” nas praças europeias. O Banco Comercial Português (BCP) liderou as perdas, ao cair 13,55%. Cada acção vale agora 13 cêntimos. O Bancos Espírito Santo (BES) derrapou 9,5%, o BPI tombou 10% e o Banif perdeu hoje 9,4%. Pode falar-se num autêntico “crash” no sector da banca à escala europeia, com quedas entre 10 e os 16% para os principais bancos franceses e alemães. A Bolsa de Paris caiu 5,4%, a de Frankfurt desceu 5% e, em Nova Iorque, o Dow Jones continua a cair 2,1%.
"Se não acontecer nada, a população portuguesa fica pobre, velhinha e trôpega"
No dia em que o mundo ultrapassou os sete mil milhões de habitantes, a Renascença olhou para o futuro demográfico de Portugal. O sociólogo Manuel Villaverde Cabral admite que o cenário pode ser “horripilante”. A demógrafa Maria Filomena Mendes alerta para o futuro da Segurança Social. É uma dupla perspectiva: somos mais, mas vamos ser menos. A primeira análise é válida quando se perspectiva o mundo inteiro: a população mundial ultrapassou hoje os sete mil milhões de habitantes - somos mais. Por outro lado, e segundo as previsões da ONU, Portugal vai registar a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo, com 1,3 filhos por mulher - vamos ser menos. Para onde caminha Portugal? “Se não acontecesse nada daqui até ao final do século XXI, a população portuguesa ficava reduzida a 15% ou 20%, ainda por cima pobre, velhinha e trôpega. Esse cenário é de tal maneira horripilante que eu penso que vai acontecer alguma coisa”, argumenta Manuel Villaverde Cabral, director do Instituto do Envelhecimento. O sociólogo acusa os políticos de ignorarem o problema da baixa fertilidade e do envelhecimento e alerta para as consequências das “políticas liberais” que estão a ser implementadas para baixar o défice e o endividamento do país. “As medidas que são tomadas são medidas desfavoráveis à natalidade. Acho que se devia ir buscar onde fosse necessário e não possível para, de facto, começarmos a promover medidas favoráveis às mulheres jovens e às crianças pequenas, porque é por aí que se pode rectificar.” Manuel Villaverde Cabral sustenta ainda que é preciso criar condições para que as mulheres possam conciliar a maternidade com a carreira profissional, o que passa pela criação de equipamentos, como creches, e por uma maior flexibilidade laboral, preconiza.
O problema da Segurança Social: A presidente da Associação Portuguesa de Demografia (APD), Maria Filomena Mendes, adianta que a diminuição da imigração e o aumento da emigração são outros factores “duplamente penalizadores para Portugal em termos de envelhecimento”. E como vai ser então o país dentro de algumas décadas, se nada mudar? Um aumento significativo da proporção de idosos, lembra a presidente da Associação Portuguesa de Demografia, traz consequências para o sistema de Segurança Social, de Saúde e ao nível do mercado de trabalho. "Adaptação a uma nova realidade" deve ser a mensagem de ordem, sublinha Maria Filomena Mendes. Para compensar o aumento de encargos da Segurança Social, Manuel Villaverde Cabral defende que já devia ter sido introduzido um “tecto” mais baixo para as pensões e considera que o factor de sustentabilidade introduzido em Portugal é um corte cego. “Ninguém quis fazer nada e por isso é que estamos onde estamos. Não é por causa da crise financeira internacional. A crise é um revelador dos erros que cometemos.” Portugal, refere o director do Instituto do Envelhecimento, “tem muito pouca confiança em si próprio e isso, de alguma maneira, é trágico e esperemos que, ao batermos no fundo, haja um sobressalto e que as coisas se alterem, embora seja mais um voto do que uma perspectiva, porque a perspectiva é muito, muito, muito problemática”.
"Passos Coelho insiste em infernizar a vida aos portugueses"
Ângelo Alves, da comissão política do PCP, critica o facto de o Governo pretender renegociar com a "troika". Pedro Passos Coelho teima em “infernizar a vida aos portugueses”. É desta forma que o PCP reage às declarações do primeiro-ministro deste fim-de-semana, no Paraguai, sobre a necessidade de um ajustamento ao programa de assistência financeira. Ângelo Alves, da comissão política do PCP, insiste que o que o Governo tem a fazer é renegociar a dívida. “Quando a realidade impunha uma verdadeira renegociação da dívida portuguesa - porque nós não estamos perante qualquer ideia de renegociação –, quando impunha a necessidade de rejeição do pacto de agressão, o que o primeiro-ministro tem a dizer ao povo é a insistência no caminho que claramente está a empurrar o país para o abismo e a infernizar a vida dos portugueses”, declarou Ângelo Alves. "Quando se trata a ir de encontro às exigências do grande capital, tudo que figura no pacto de agressão é alterável. Já quando se trata de dar resposta aos anseios dos trabalhadores e do povo, o tal conteúdo é intocável”, lamentou o dirigente comunista. Em conferência de imprensa esta tarde, em Lisboa, os comunistas apelaram a uma participação expressiva na greve geral de 24 de Novembro.
Justiça brasileira decreta prisão preventiva de Duarte Lima
Juiz entende que o antigo deputado do PSD tem demonstrado pouca vontade de colaborar com as autoridades. A justiça brasileira decretou a prisão preventiva do antigo deputado do PSD, Duarte Lima, suspeito da morte de Rosalina Ribeiro. O juiz da 2ª vara criminal de Rio Bonito, no estado de Rio de Janeiro, confirmou o pedido feito pelo Ministério Público que alega que a companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira foi assassinada por Duarte Lima. No despacho hoje publicado, o juiz Ricardo Machado considera que as provas apresentadas demonstram, sem margem para dúvidas, a existência de homicídio. O magistrado considera que a liberdade de Duarte Lima coloca em perigo a instrução criminal e a aplicação da lei penal, dado que é um estrangeiro não residente no Brasil. Para o juiz, este factor obriga a maiores cuidados. Neste documento, o juiz sublinha que Duarte Lima em nada colaborou com as investigações desde a instauração do Inquérito Penal, criando dificuldades para o apuramento dos factos, demonstrando que o antigo deputado não quer sujeitar-se à aplicação da lei. Assim, o Juiz decretou o mandado de prisão, com carta rogatória, com Duarte Lima a ter 10 dias para apresentar defesa prévia por escrito.
Eça escreveu sobre os dias de hoje... Já lá vão mais de 100 anos
Conhecido pelo realismo da palavra, Eça de Queirós versou sobre um país só comparável à Grécia, nas "Farpas" de 1872. Mais de 100 anos depois, encontram-se "queirosianos" num espaço que o próprio escritor frequentou e foi tentar perceber, com Eça como mote, o que mudou em Portugal. Há um "cliché" que versa sobre as palavras e que diz que "há frases sempre actuais". Quando se espreita as páginas escritas por Eça de Queirós há mais de 100 anos, percebe-se que a actualidade é um tempo que se estende por vários séculos. "Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito", escreveu Eça nas "Farpas", em 1872. Fora do contexto, até pode parecer que foi pensado para os dias de hoje. “Se lermos o Eça neste momento, verificamos que algumas páginas parecem completamente actuais. Uma crítica muito grande às elites e à sua debilidade, uma incapacidade total de sermos respeitados internacionalmente, um desprestígio internacional que só perde para a Grécia", diz à Renascença o advogado Pedro Rebelo de Sousa, que frequenta regularmente jantares "queirosianos" no Grémio Literário de Lisboa. Curiosamente, o mesmo Grémio que Eça costumava frequentar. Além da ponte que estabeleceu com a Grécia, que é mais actual que nunca, Eça também escreveu sobre o receio de uma crise perene. “De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura”, lê-se numa correspondência do escritor, datada de 1891. O actual embaixador de Portugal em Paris, que também frequenta os encontros no Grémio, não tem dúvidas. “Há muitas coisas que ele dizia da sociedade portuguesa do seu tempo que aplicaria à sociedade hoje”, refere Francisco Seixas da Costa. “O Eça era um homem hipercrítico em relação a Portugal e esse hipercriticismo traduzia muito do que era o seu amor a um certo Portugal”, prossegue o embaixador. “O Portugal em crise era um pouco um Portugal que ele sofria...Se fosse vivo hoje, Eça teria alguns adjectivos que ficariam famosos na nossa imprensa”, observa o Francisco Seixas da Costa.
O elemento trágico: Portugal mudou significativamente desde que Eça esreveu "As Farpas"? O embaixador de Portugal em Paris divide o seu raciocínio em duas metades: há elemento trágico e um vislumbre optimista. “O Eça nasceu há 165 anos e Portugal é um país que manifestamente, em nível de vida, melhorou bastante”, começa por dizer Francisco Seixas da Costa. “Acontece que Portugal ainda não se libertou de um elemento que é quase endémico nos seus ciclos - a emigração”, constata o embaixador. “A emigração é um elemento trágico para um país”, acrescenta Francisco Seixas da Costa. “É a prova provada de que um país não conseguiu encontrar para os seus cidadãos soluções de vida dentro da sociedade”, argumenta.
Continuar a ser Portugal: Homem dos dias de hoje, o escritor Miguel Sousa Tavares cruzou-se com a Renascença no encontro do Grémio. Quando recorda o que Eça escreveu sobre a sociedade portuguesa de hoje, conclui que afinal parece que não se estava assim tão mal. “O Eça seria talvez mais cáustico do que nós ainda somos e isto é um factor de optimismo - para Eça, Portugal há 100 anos não tinha futuro e nós ainda aqui estamos. Portanto, talvez continuemos”, diz Miguel Sousa Tavares. Para o embaixador do Brasil em Portugal, Eça faz parte da estirpe de escritores que são autores de todos os tempos, de todas as eras. Mário Vilalva fez parte do painel que debateu há dias, no Grémio Literário de Lisboa, o escritor português. "Eça e a sua obra são absolutamente intemporais, ou seja, podem ser vistos em qualquer um dos tempos e podem ser comparados com os tempos em que estamos vivendo no dia de hoje”, sustenta Mário Vilalva. O embaixador brasileiro em Portugal sublinha ainda que Eça escreveu também sobre o que se encontra no lado de lá do Atlântico. "Os 'tipos' [sobre os quais] Eça de Queirós [escreveu] também poderiam ser encontrados no Brasil com muita facilidade, talvez até em mais quantidade - é muito actual."
As notícias exageradas da morte de Portugal: E hoje, como seria a análise do escritor de “Os Maias” e de “A Cidade e as Serras” a Portugal? Mariana Eça de Queirós olha para o busto do seu bisavô no bar do Grémio e responde convictamente que “veria da mesma maneira que via antigamente”. “De uma forma crítica, uma crítica construtiva, porque não era propriamente fazer troça dos portugueses, nem falar mal”, assegura. “Era no sentido de irritação, pelo facto de os portugueses não serem mais evoluídos do que eram e do que são”. Para Pedro Rebelo de Sousa, não é bem assim. “O mundo do Eça era o de um país com profundos atrasos e hoje Portugal, numa crise financeira, é um país diferente”, diz. Miguel Sousa Tavares mantém a tónica optimista. "Mudou muita coisa, as situações não são comparáveis. Só espero que hoje, como então, as notícias da morte de Portugal sejam exageradas." E sobre a crise financeira, o que teria Eça de Queirós a dizer? Pelo menos sabe-se o que pensava em 1867, num artigo publicado no "Distrito de Évora": "Hoje, que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades? É disso que há-de vir a dissolução". Mas Eça também era um optimista. "Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico."
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terça-feira, 1 de novembro de 2011
É urgente moralizar a classe política
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
E não se pode extreminá-los ?
Agências financeiras americanas querem "rebentar" com o Euro
Moody’s baixa "rating" de Portugal para "lixo". Agência desceu quatro níveis, porque teme que o país necessite de um segundo pacote de ajuda financeira. A agência Moody’s cortou o "rating" da dívida portuguesa para "Ba2", uma notação que corresponde a "investimento de alto risco", ou seja, "lixo". A Moody’s baixou em quatro níveis o "rating" de Portugal (de "Baa1" para "Ba2"), mas admite voltar a descer ainda mais. A agência norte-americana diz que há o risco crescente de Portugal precisar de uma segunda ajuda financeira, teme que o país não seja capaz de cumprir os objectivos de redução do défice e duvida que o Estado consiga financiar-se a partir de 2013. Foi a 5 de Abril que a Moody’s fez o último corte a Portugal, nessa altura em um nível, para “Baa1”. Já nessa altura admitia novas baixas.
Corte no “rating” arrasta bolsa para o vermelho
Em dia de leilão, os juros sobre a dívida portuguesa estão de novo a subir. O corte do “rating” da dívida de Portugal para “lixo” pela agência Moody’s arrastou hoje os 20 títulos cotados no principal índice português para o “vermelho”, com PSI 20 a cair 1,83%. O PSI 20 segue a cair para os 7213,88 pontos. O sector da banda está a ser o mais penalizado. Em dia de leilão, os juros sobre a dívida portuguesa estão de novo a subir. No mercado secundário, a dívida a dois anos aproxima-se dos 15%, a cinco anos ultrapassa os 14%, e a dez anos está acima de 11,7%. A Moody’s cortou na terça-feira em quatro níveis o “rating” de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de “lixo” (junk). A agência de notação financeira justifica a descida com o risco de Portugal precisar de um segundo empréstimo internacional, a possibilidade da participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição e receios de que a totalidade das metas não sejam cumpridas. Na resposta, o Ministério das Finanças já fez saber que esta decisão não tem em conta o imposto extraordinário sobre o décimo terceiro mês, nem a intenção do Executivo de ir para além do programa acordado com a troika, por exemplo, ao acelerar o programa de privatizações.
Governo critica corte do "rating" de Portugal para "lixo"
A decisão da Moody's "ignora" o novo imposto extraordinário, afirma o Ministério das Finanças. O Governo critica a Moody’s por não ter tido em conta o novo imposto extraordinário na sua decisão de cortar o rating de Portugal para "lixo". O gabinete do ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, diz, em comunicado, que "a decisão da Moodys ignora os efeitos da sobretaxa extraordinária em sede de IRS anunciada pelo Governo durante o debate do Programa de Governo no final da passada semana". A Moody’s tornou-se na primeira agência de “rating” internacional a atribuir uma notação financeira abaixo da linha que separa “grau de investimento” de “investimento de alto risco”. A notação de risco caiu em quatro níveis, de Baa1 para Ba2. José Reis, da Faculdade de Economia de Coimbra e um dos subscritores de uma queixa entregue na Procuradoria-Geral da República contra as agências de rating, não fica surpreendido com esta decisão. José Reis diz que “nada irá satisfazer as agências de notação financeira, provavelmente elas ficarão satisfeitas quando a economia acabar”. “Tudo o que está aqui em causa são processos que não têm em conta a economia e o seu funcionamento, não toma em conta as pessoas, não toma em conta as próprias deliberações dos governos”, acusa. Para o professor da Universidade de Coimbra, é necessário encontrar uma alternativa à especulação dos mercados.
Faria de Oliveira: Descida do "rating" é “imoral e insultuosa”
Presidente do banco público defende que as autoridades europeias devem reagir a este “ataque”. O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera “imoral e insultuosa” a descida do “rating” de Portugal anunciada terça-feira pela agência de notação financeira Moody’s. Fernando Faria de Oliveira, em declarações à Agência Lusa, disse que a decisão é “imoral em relação aos argumentos e fundamentos; insultuosa para Portugal, que com um novo Governo maioritário e o apoio de 80% dos eleitores, está a aplicar rápida e determinadamente o acordo com a troika”. O presidente do banco público defende que esta decisão da Moody’s ofende igualmente a “União Europeia, a Comissão Europeia e os Estados Membros, e também o Fundo Monetário Internacional (FMI), que deram o seu aval ao acordo que agora começou a ser implementado”. No entender de Faria de Oliveira, estas autoridades “não são irresponsáveis”, pelo que defendeu que “a Zona Euro devia reagir perante este ataque e esta ofensa”.
Imprensa europeia destaca corte
O espanhol “El Mundo” diz que “Portugal enfrenta os mercados após descida da qualificação da sua dívida” e o “El País” relembra que “A agência Moody's baixa a divida de Portugal ao nível lixo”. Em França, o assunto também merece a atenção dos principais jornais, com o “Le Monde” a sublinhar que a “Moody´s baixou a nota de Portugal em quatro níveis” e o “Le Fígaro” a considerar que “Portugal se tornou num investimento arriscado para a agência Moody´s”. O "Le Monde" relembra que, segundo a agência, existe um risco crescente de que Portugal necessite de um segundo plano de assistência financeira antes de se conseguir financiar nos mercados internacionais. Em Inglaterra, o tema não passa despercebido mas o destaque dado ao assunto é menor, com o “The Times” a dizer que “Portugal está agora no nível lixo”, o “Financial Times” a referir que a “Moody´s alerta para segundo resgate a Portugal” e o “The Telegraph” a indicar que “O rating da dívida de Portugal foi desvalorizado”. A Moody’s cortou em quatro níveis o “rating” de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de lixo (“junk”). Em comunicado, a agência de notação financeira apresenta três razões que justificam esta revisão em baixa.
Portugal paga mais no leilão da dívida
Estado coloca 848 milhões de euros, abaixo do máximo previsto. Com o nível da dívida no “lixo”, Portugal volta a pagar juros recorde para se financiar. Esta manhã, o Estado colocou 848 milhões de euros, em dívida a três meses, com juros a 4,9%. Os juros aumentaram uma décima face ao último leilão comparével. O valor ficou aquém do montante máximo esperado pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), que era de mil milhões em bilhetes de tesouro. A procura foi de duas vezes a oferta, o que compara com as 2,4 vezes de Junho. O gestor de dívida do Banco Carregosa, Filipe Silva, confirma estes números e diz que a taxa de hoje acabou por ser penalizada pelo corte de’ rating’ da Moody’s. Com o leilão de hoje, a linha de Bilhetes de Tesouro que vence a 21 de Outubro deste ano fica agora com um saldo vivo (montante a amortizar pelo Estado quando a linha atingir a maturidade) de 2.975 milhões de euros. O leilão de hoje, o quinto desde que Portugal pediu assistência financeira externa, acontece um dia depois da agência de notação financeira Moody’s ter cortado em quatro níveis o 'rating' de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de 'lixo' (junk).
Mira Amaral: Corte “rating” é uma decisão “infeliz e terrorista”
Antigo ministro da Indústria fala numa decisão "precipitada e exagerada" quando o novo Governo tem maioria absoluta e disse que vai cumprir escrupulosamente as medidas da troika. Luís Mira Amaral considera a decisão da Moody's de descer o “rating” da dívida portuguesa "infeliz" e "terrorista" até porque acabou de tomar posse um novo Governo. "É evidente que o país não está em boa situação, mas acho manifestamente infeliz e até terrorista fazer esta descida de 'rating' neste momento, quando entrou um novo Governo que teve a maioria absoluta", disse à Lusa o também presidente do Banco BIC. Para Mira Amaral, a decisão é ainda mais "precipitada e exagerada" quando o novo Governo tem maioria absoluta e "já disse que vai cumprir escrupulosamente as medidas da troika e ainda vai mais além". A decisão, sublinhou, tem "consequências negativas no sentido em que aumenta os custos de capital e, portanto, os encargos financeiros não só do Estado português como também dos bancos e grandes empresas".
Estamos todos cada vez mais pobres
Graça Franco analisa consequências do corte de rating para lixo
A directora de Informação da Renascença diz que, desde ontem, “estamos todos mais pobres: as nossas empresas valem menos e, sobretudo, os nossos bancos vão ver dificultada a vida, que já não era fácil. Situação que se vai repercutir nos consumidores, pois nesta altura “há pouco crédito na economia e agora vai ser ainda mais escasso e mais difícil”. O que aconteceu, de ontem para hoje, para estarmos todos mais pobres? “Houve uma empresa, que avalia o risco, que disse aos investidores internacionais para não apostarem em Portugal: fujam porque isso são investimento de alto risco. Isto acontece, diz Graça Franco, exactamente na altura que gostaríamos de dizer ao exterior “venham para Portugal , ajudem-nos a sair desta crise, invistam e confiem em nós”.
Corte do ‘rating’ português coloca Espanha em maior risco
Bolsa de Madrid em queda. Imprensa espanhola considera que Espanha está mais vulnerável à instabilidade portuguesa do que à grega. O risco da dívida espanhola disparou esta manhã, influenciada pela decisão da Moody’s de baixar o ‘rating’ da divida portuguesa. A imprensa do país vizinho considera que a decisão da agência de ‘rating’ reactiva outro foco de incerteza no mercado que tinha estabilizado depois do impacto da situação na Grécia. O jornal “Expansion” recorda que Espanha está mais exposta à situação de Portugal do que da Grécia pelo que o efeito contágio é, neste caso, maior. Assim, o risco da dívida espanhola subiu dos 247 pontos base do fecho de terça-feira para os 260 na abertura de hoje. O impacto nota-se também ao nível da bolsa com o principal indicador, o Ibex 35, a abrir em queda impulsionado, especialmente pelas descidas do sector bancário.
Agência da ONU exige extinção das agências de "rating"
O alemão Heiner Flassbeck defende que, pelo menos, deviam limitar-se a avaliar empresas e não os Estados - uma matéria muito complexa. O director da Agência das Nações Unidas para o Comércio Mundial , o alemão Heiner Flassbeck, exigiu hoje a extinção das agências de "rating". Em declarações à televisão pública alemã, o ex-secretário de Estado das Finanças defendeu que, pelo menos, deviam limitar-se a avaliar empresas e não os Estados, que são uma matéria muito complexa, em que elas ignoram frequentemente muitos aspectos positivos". Graça Franco analisa consequências do corte de rating para lixo. O papel das agências de "rating" está a ser cada vez mais contestado na Europa, segundo um artigo publicado hoje no matutino “Berliner Zeitung”. O jornal lembra que, na terça-feira, a chanceler Angela Merkel pôs em causa a importância da maior agência deste género, a Standard & Poor 's, depois de esta ter afirmado que considerava o modelo de participação voluntária de bancos e seguradoras num novo pacote de ajuda à Grécia um "incumprimento parcial" do pagamento da dívida por parte de Atenas. "É importante que a troika não permita que lhe retirem a sua capacidade de avaliação", advertiu a chanceler, referindo-se à estratégia definida pelo Banco Central Europeu, pela Comissão Europeia e pelo FMI para os resgates de países em dificuldades financeiras, caso da Grécia, mas também de Portugal. Thomas Straubhaar, presidente do Instituto de Economia Mundial, de Hamburgo, exigiu também, em declarações ao jornal “Rhein-Neckar-Zeitung”, a limitação do poder das agências de "rating" e o regresso a outros critérios de avaliação.
Durão Barroso lamenta corte do "rating" de Portugal
É mais uma manifestação de apoio a Lisboa, após a Moody’s ter colocado a dívida do país na categoria de “lixo” (junk). O presidente da Comissão Europeia lamentou hoje a decisão da Moody’s de cortar o ‘rating’ de Portugal e incentivou Lisboa a prosseguir no rumo das reformas. “Lamento a decisão de uma agência de notação de cortar no ‘rating’ de Portugal", disse José Manuel Durão Barroso, acrescentando que “encoraja Portugal a prosseguir no rumo definido pela Comissão Europeia, BCE e FMI. A Moody’s cortou na terça-feira em quatro níveis o “rating” de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de “lixo” (junk). A agência de notação financeira justifica a descida com o risco de Portugal precisar de um segundo empréstimo internacional, a possibilidade da participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição e receios de que a totalidade das metas não sejam cumpridas.
Governo francês confia na capacidade de Lisboa
O novo ministro das Finanças francês manifestou hoje confiança na capacidade de Portugal para ultrapassar as dificuldades e afirmou que não é a opinião de uma agência de notação que vai "resolver a questão da dívida soberana". "Confiamos em Portugal", frisou François Baroin à rádio Europe 1, ao ser interrogado sobre a decisão da agência de notação financeira Moody’s. Na entrevista à Europe 1, citada pela Agência France-Press, Baroin disse também que o novo plano de resgate da Grécia deverá estar pronto em Setembro, referindo que a Zona Euro tem ainda algumas semanas para definir as modalidades de uma participação dos bancos na ajuda a Atenas. Responsáveis por bancos franceses e alemãs reúnem-se hoje, em Paris, para discutir a participação numa ajuda à economia grega.
Ministro "salva" militares da GNR das limpezas
Miguel Macedo diz que resolveu o problema em seis dias, quando o anterior Governo não o fez em seis meses. Os militares da GNR já não vão ter de assegurar os serviços de limpeza nos quartéis. A garantia foi deixada hoje pelo ministro da Administração Interna. À margem de uma vista ao Comando-Geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), no Largo do Carmo, em Lisboa, Miguel Macedo lamentou o caso, mas confirmou que está desbloqueado o problema com a renovação do contrato com a empresa que assegurava os serviços de limpeza. O ministro diz que resolveu o problema em seis dias, quando o anterior Governo não o fez em seis meses. "A situação está resolvida. Em termos práticos, era absolutamente impossível ter resolvido em menos tempo." Em causa estavam os contratos com oito empresas, num total nacional de 741 horários, que expiraram a 1 de Julho, como revelou a Renascença no início da semana. As consequências sentem-se sobretudo nos centros de formação da Figueira da Foz e de Portalegre, no centro clínico em Lisboa, no próprio comando-geral do Quartel do Carmo e em todos os comandos territoriais dos 18 distritos.
Polémica continua em Leiria. PSD quer impugnar venda do estádio
Assembleia municipal de Leiria autorizou ontem à noite, por maioria, a Câmara a vender o estádio Magalhães Pessoa, um dos palcos do Campeonato Europeu de Futebol 2004, pelo valor de 63 milhões de euros. O PSD vai impugnar judicialmente as deliberações da Câmara e da assembleia municipal de Leiria que permitem concretizar a hasta pública do estádio Magalhães Pessoa, utilizado para o Euro 2004. Os sociais-democratas falam em situações que "ultrapassam a legalidade". "Penso que há aqui vários aspectos que ultrapassam a legalidade. Teremos naturalmente que estudar o assunto, ver quais são as consequências das decisões tomadas e, depois, partir daí para fazermos valer aquilo que consideramos serem os direitos dos cidadãos de Leiria", disse aos jornalistas Manuel Antunes, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal. A decisão do PSD foi anunciada após a deliberação deste órgão, na terça-feira à noite, que autoriza a autarquia a alienar três de quatro fracções da infra-estrutura desportiva: parte do topo norte (área inacabada do estádio), o estacionamento, de 450 lugares, (estes dois espaços avaliados em 24 milhões de euros), e o campo de futebol e respectivas bancadas. Para a autarquia fica reservada a quarta fracção, um espaço de cerca de 2.000 metros quadrados no topo norte para reinstalar o centro associativo. Confrontado com a decisão do PSD de impugnar no Tribunal Administrativo e Fiscal as decisões, o presidente da Câmara de Leiria declarou: "(...) Penso que estamos seguros em termos do cumprimento da Lei". Raul Castro, independente eleito pelo PS, adiantou que o município vai preparar o caderno de encargos para realizar a hasta pública, insistindo que esta operação resulta dos custos que o estádio comporta, o que "inviabiliza a possibilidade de fazer investimentos fundamentais para as populações". Já Carlos Guerra, da CDU, lembrou que dado que a propriedade do estádio e do topo norte pertencem à Leirisport - empresa municipal que gere as infra-estruturas desportivas e de lazer do município - a assembleia está "legalmente" impedida de "poder decidir sobre este assunto deste modo".
Avião da TAP aterra em Faro devido a desacatos. Um passageiro detido
O avião, com cerca de uma centena de passageiros a bordo, seguiu posteriormente a sua rota rumo ao Gana. Um voo da TAP entre Lisboa e Acra, no Gana, teve de aterrar hoje em Faro para largar um passageiro que estava a causar distúrbios a bordo, informou a empresa. O voo, proveniente do aeroporto da Portela, aterrou em Faro por volta das 18h00 horas, para desembarcar o passageiro, que foi entregue à polícia, segundo o assessor da TAP, André Serpa Soares. De acordo com a mesma fonte à agência Lusa, o avião, com cerca de uma centena de passageiros a bordo, seguiu posteriormente a sua rota. André Serpa Soares adiantou que, uma vez que o avião estava cheio de combustível, foram accionados, por precaução, como é habitual nestas circunstâncias, os meios de segurança e socorro.
Alzheimer: Cientista portuguesa descobre mecanismo que pode ajudar a perceber doença
Estudo de Cláudia Almeida, de 35 anos, investigadora no Instituto Curie, foi publicado na revista “Nature Cell Biology”. Uma cientista portuguesa descobriu um novo mecanismo de regulação do tráfego de proteínas dentro das células do corpo humano que poderá ajudar no tratamento do cancro ou da doença de Alzheimer. O estudo de Cláudia Almeida, de 35 anos, investigadora no Instituto Curie, em Paris, foi publicado na revista “Nature Cell Biology”. O que está em causa é perceber as razões por que algumas proteínas deixam de chegar aos seus destinos dentro das células, originando as doenças, de modo a conseguir depois agir de modo a tratar e corrigir essas alterações. O que Cláudia Almeida agora descobriu foi que há uma proteína que contribui para deformar as paredes do Golgi, a estrutura onde se formam as novas moléculas e que as encaminha para os seus destinos. Em declarações à Lusa, Cláudia Almeida salientou a importância destas investigações, que vão permitir perceber as alterações nos mecanismos celulares que vão originar as doenças. Sem avançar prognósticos, a cientista diz que se trata de um processo demorado de investigação, que não exclui que de um momento para outro sejam feitas descobertas relevantes que abreviem o tratamento.
O país não está em boa situação, mas é manifestamente infeliz e até terrorista fazer esta descida de 'rating' neste momento, quando entrou um novo Governo que trabalha com maioria absoluta. Se os americanos fossem impedidos de fabricar armamento, outro galo cantaria...
Moody’s baixa "rating" de Portugal para "lixo". Agência desceu quatro níveis, porque teme que o país necessite de um segundo pacote de ajuda financeira. A agência Moody’s cortou o "rating" da dívida portuguesa para "Ba2", uma notação que corresponde a "investimento de alto risco", ou seja, "lixo". A Moody’s baixou em quatro níveis o "rating" de Portugal (de "Baa1" para "Ba2"), mas admite voltar a descer ainda mais. A agência norte-americana diz que há o risco crescente de Portugal precisar de uma segunda ajuda financeira, teme que o país não seja capaz de cumprir os objectivos de redução do défice e duvida que o Estado consiga financiar-se a partir de 2013. Foi a 5 de Abril que a Moody’s fez o último corte a Portugal, nessa altura em um nível, para “Baa1”. Já nessa altura admitia novas baixas.
Corte no “rating” arrasta bolsa para o vermelho
Em dia de leilão, os juros sobre a dívida portuguesa estão de novo a subir. O corte do “rating” da dívida de Portugal para “lixo” pela agência Moody’s arrastou hoje os 20 títulos cotados no principal índice português para o “vermelho”, com PSI 20 a cair 1,83%. O PSI 20 segue a cair para os 7213,88 pontos. O sector da banda está a ser o mais penalizado. Em dia de leilão, os juros sobre a dívida portuguesa estão de novo a subir. No mercado secundário, a dívida a dois anos aproxima-se dos 15%, a cinco anos ultrapassa os 14%, e a dez anos está acima de 11,7%. A Moody’s cortou na terça-feira em quatro níveis o “rating” de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de “lixo” (junk). A agência de notação financeira justifica a descida com o risco de Portugal precisar de um segundo empréstimo internacional, a possibilidade da participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição e receios de que a totalidade das metas não sejam cumpridas. Na resposta, o Ministério das Finanças já fez saber que esta decisão não tem em conta o imposto extraordinário sobre o décimo terceiro mês, nem a intenção do Executivo de ir para além do programa acordado com a troika, por exemplo, ao acelerar o programa de privatizações.
Governo critica corte do "rating" de Portugal para "lixo"
A decisão da Moody's "ignora" o novo imposto extraordinário, afirma o Ministério das Finanças. O Governo critica a Moody’s por não ter tido em conta o novo imposto extraordinário na sua decisão de cortar o rating de Portugal para "lixo". O gabinete do ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, diz, em comunicado, que "a decisão da Moodys ignora os efeitos da sobretaxa extraordinária em sede de IRS anunciada pelo Governo durante o debate do Programa de Governo no final da passada semana". A Moody’s tornou-se na primeira agência de “rating” internacional a atribuir uma notação financeira abaixo da linha que separa “grau de investimento” de “investimento de alto risco”. A notação de risco caiu em quatro níveis, de Baa1 para Ba2. José Reis, da Faculdade de Economia de Coimbra e um dos subscritores de uma queixa entregue na Procuradoria-Geral da República contra as agências de rating, não fica surpreendido com esta decisão. José Reis diz que “nada irá satisfazer as agências de notação financeira, provavelmente elas ficarão satisfeitas quando a economia acabar”. “Tudo o que está aqui em causa são processos que não têm em conta a economia e o seu funcionamento, não toma em conta as pessoas, não toma em conta as próprias deliberações dos governos”, acusa. Para o professor da Universidade de Coimbra, é necessário encontrar uma alternativa à especulação dos mercados.
Faria de Oliveira: Descida do "rating" é “imoral e insultuosa”
Presidente do banco público defende que as autoridades europeias devem reagir a este “ataque”. O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera “imoral e insultuosa” a descida do “rating” de Portugal anunciada terça-feira pela agência de notação financeira Moody’s. Fernando Faria de Oliveira, em declarações à Agência Lusa, disse que a decisão é “imoral em relação aos argumentos e fundamentos; insultuosa para Portugal, que com um novo Governo maioritário e o apoio de 80% dos eleitores, está a aplicar rápida e determinadamente o acordo com a troika”. O presidente do banco público defende que esta decisão da Moody’s ofende igualmente a “União Europeia, a Comissão Europeia e os Estados Membros, e também o Fundo Monetário Internacional (FMI), que deram o seu aval ao acordo que agora começou a ser implementado”. No entender de Faria de Oliveira, estas autoridades “não são irresponsáveis”, pelo que defendeu que “a Zona Euro devia reagir perante este ataque e esta ofensa”.
Imprensa europeia destaca corte
O espanhol “El Mundo” diz que “Portugal enfrenta os mercados após descida da qualificação da sua dívida” e o “El País” relembra que “A agência Moody's baixa a divida de Portugal ao nível lixo”. Em França, o assunto também merece a atenção dos principais jornais, com o “Le Monde” a sublinhar que a “Moody´s baixou a nota de Portugal em quatro níveis” e o “Le Fígaro” a considerar que “Portugal se tornou num investimento arriscado para a agência Moody´s”. O "Le Monde" relembra que, segundo a agência, existe um risco crescente de que Portugal necessite de um segundo plano de assistência financeira antes de se conseguir financiar nos mercados internacionais. Em Inglaterra, o tema não passa despercebido mas o destaque dado ao assunto é menor, com o “The Times” a dizer que “Portugal está agora no nível lixo”, o “Financial Times” a referir que a “Moody´s alerta para segundo resgate a Portugal” e o “The Telegraph” a indicar que “O rating da dívida de Portugal foi desvalorizado”. A Moody’s cortou em quatro níveis o “rating” de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de lixo (“junk”). Em comunicado, a agência de notação financeira apresenta três razões que justificam esta revisão em baixa.
Portugal paga mais no leilão da dívida
Estado coloca 848 milhões de euros, abaixo do máximo previsto. Com o nível da dívida no “lixo”, Portugal volta a pagar juros recorde para se financiar. Esta manhã, o Estado colocou 848 milhões de euros, em dívida a três meses, com juros a 4,9%. Os juros aumentaram uma décima face ao último leilão comparével. O valor ficou aquém do montante máximo esperado pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), que era de mil milhões em bilhetes de tesouro. A procura foi de duas vezes a oferta, o que compara com as 2,4 vezes de Junho. O gestor de dívida do Banco Carregosa, Filipe Silva, confirma estes números e diz que a taxa de hoje acabou por ser penalizada pelo corte de’ rating’ da Moody’s. Com o leilão de hoje, a linha de Bilhetes de Tesouro que vence a 21 de Outubro deste ano fica agora com um saldo vivo (montante a amortizar pelo Estado quando a linha atingir a maturidade) de 2.975 milhões de euros. O leilão de hoje, o quinto desde que Portugal pediu assistência financeira externa, acontece um dia depois da agência de notação financeira Moody’s ter cortado em quatro níveis o 'rating' de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de 'lixo' (junk).
Mira Amaral: Corte “rating” é uma decisão “infeliz e terrorista”
Antigo ministro da Indústria fala numa decisão "precipitada e exagerada" quando o novo Governo tem maioria absoluta e disse que vai cumprir escrupulosamente as medidas da troika. Luís Mira Amaral considera a decisão da Moody's de descer o “rating” da dívida portuguesa "infeliz" e "terrorista" até porque acabou de tomar posse um novo Governo. "É evidente que o país não está em boa situação, mas acho manifestamente infeliz e até terrorista fazer esta descida de 'rating' neste momento, quando entrou um novo Governo que teve a maioria absoluta", disse à Lusa o também presidente do Banco BIC. Para Mira Amaral, a decisão é ainda mais "precipitada e exagerada" quando o novo Governo tem maioria absoluta e "já disse que vai cumprir escrupulosamente as medidas da troika e ainda vai mais além". A decisão, sublinhou, tem "consequências negativas no sentido em que aumenta os custos de capital e, portanto, os encargos financeiros não só do Estado português como também dos bancos e grandes empresas".
Estamos todos cada vez mais pobres
Graça Franco analisa consequências do corte de rating para lixo
A directora de Informação da Renascença diz que, desde ontem, “estamos todos mais pobres: as nossas empresas valem menos e, sobretudo, os nossos bancos vão ver dificultada a vida, que já não era fácil. Situação que se vai repercutir nos consumidores, pois nesta altura “há pouco crédito na economia e agora vai ser ainda mais escasso e mais difícil”. O que aconteceu, de ontem para hoje, para estarmos todos mais pobres? “Houve uma empresa, que avalia o risco, que disse aos investidores internacionais para não apostarem em Portugal: fujam porque isso são investimento de alto risco. Isto acontece, diz Graça Franco, exactamente na altura que gostaríamos de dizer ao exterior “venham para Portugal , ajudem-nos a sair desta crise, invistam e confiem em nós”.
Corte do ‘rating’ português coloca Espanha em maior risco
Bolsa de Madrid em queda. Imprensa espanhola considera que Espanha está mais vulnerável à instabilidade portuguesa do que à grega. O risco da dívida espanhola disparou esta manhã, influenciada pela decisão da Moody’s de baixar o ‘rating’ da divida portuguesa. A imprensa do país vizinho considera que a decisão da agência de ‘rating’ reactiva outro foco de incerteza no mercado que tinha estabilizado depois do impacto da situação na Grécia. O jornal “Expansion” recorda que Espanha está mais exposta à situação de Portugal do que da Grécia pelo que o efeito contágio é, neste caso, maior. Assim, o risco da dívida espanhola subiu dos 247 pontos base do fecho de terça-feira para os 260 na abertura de hoje. O impacto nota-se também ao nível da bolsa com o principal indicador, o Ibex 35, a abrir em queda impulsionado, especialmente pelas descidas do sector bancário.
Agência da ONU exige extinção das agências de "rating"
O alemão Heiner Flassbeck defende que, pelo menos, deviam limitar-se a avaliar empresas e não os Estados - uma matéria muito complexa. O director da Agência das Nações Unidas para o Comércio Mundial , o alemão Heiner Flassbeck, exigiu hoje a extinção das agências de "rating". Em declarações à televisão pública alemã, o ex-secretário de Estado das Finanças defendeu que, pelo menos, deviam limitar-se a avaliar empresas e não os Estados, que são uma matéria muito complexa, em que elas ignoram frequentemente muitos aspectos positivos". Graça Franco analisa consequências do corte de rating para lixo. O papel das agências de "rating" está a ser cada vez mais contestado na Europa, segundo um artigo publicado hoje no matutino “Berliner Zeitung”. O jornal lembra que, na terça-feira, a chanceler Angela Merkel pôs em causa a importância da maior agência deste género, a Standard & Poor 's, depois de esta ter afirmado que considerava o modelo de participação voluntária de bancos e seguradoras num novo pacote de ajuda à Grécia um "incumprimento parcial" do pagamento da dívida por parte de Atenas. "É importante que a troika não permita que lhe retirem a sua capacidade de avaliação", advertiu a chanceler, referindo-se à estratégia definida pelo Banco Central Europeu, pela Comissão Europeia e pelo FMI para os resgates de países em dificuldades financeiras, caso da Grécia, mas também de Portugal. Thomas Straubhaar, presidente do Instituto de Economia Mundial, de Hamburgo, exigiu também, em declarações ao jornal “Rhein-Neckar-Zeitung”, a limitação do poder das agências de "rating" e o regresso a outros critérios de avaliação.
Durão Barroso lamenta corte do "rating" de Portugal
É mais uma manifestação de apoio a Lisboa, após a Moody’s ter colocado a dívida do país na categoria de “lixo” (junk). O presidente da Comissão Europeia lamentou hoje a decisão da Moody’s de cortar o ‘rating’ de Portugal e incentivou Lisboa a prosseguir no rumo das reformas. “Lamento a decisão de uma agência de notação de cortar no ‘rating’ de Portugal", disse José Manuel Durão Barroso, acrescentando que “encoraja Portugal a prosseguir no rumo definido pela Comissão Europeia, BCE e FMI. A Moody’s cortou na terça-feira em quatro níveis o “rating” de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de “lixo” (junk). A agência de notação financeira justifica a descida com o risco de Portugal precisar de um segundo empréstimo internacional, a possibilidade da participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição e receios de que a totalidade das metas não sejam cumpridas.
Governo francês confia na capacidade de Lisboa
O novo ministro das Finanças francês manifestou hoje confiança na capacidade de Portugal para ultrapassar as dificuldades e afirmou que não é a opinião de uma agência de notação que vai "resolver a questão da dívida soberana". "Confiamos em Portugal", frisou François Baroin à rádio Europe 1, ao ser interrogado sobre a decisão da agência de notação financeira Moody’s. Na entrevista à Europe 1, citada pela Agência France-Press, Baroin disse também que o novo plano de resgate da Grécia deverá estar pronto em Setembro, referindo que a Zona Euro tem ainda algumas semanas para definir as modalidades de uma participação dos bancos na ajuda a Atenas. Responsáveis por bancos franceses e alemãs reúnem-se hoje, em Paris, para discutir a participação numa ajuda à economia grega.
Ministro "salva" militares da GNR das limpezas
Miguel Macedo diz que resolveu o problema em seis dias, quando o anterior Governo não o fez em seis meses. Os militares da GNR já não vão ter de assegurar os serviços de limpeza nos quartéis. A garantia foi deixada hoje pelo ministro da Administração Interna. À margem de uma vista ao Comando-Geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), no Largo do Carmo, em Lisboa, Miguel Macedo lamentou o caso, mas confirmou que está desbloqueado o problema com a renovação do contrato com a empresa que assegurava os serviços de limpeza. O ministro diz que resolveu o problema em seis dias, quando o anterior Governo não o fez em seis meses. "A situação está resolvida. Em termos práticos, era absolutamente impossível ter resolvido em menos tempo." Em causa estavam os contratos com oito empresas, num total nacional de 741 horários, que expiraram a 1 de Julho, como revelou a Renascença no início da semana. As consequências sentem-se sobretudo nos centros de formação da Figueira da Foz e de Portalegre, no centro clínico em Lisboa, no próprio comando-geral do Quartel do Carmo e em todos os comandos territoriais dos 18 distritos.
Polémica continua em Leiria. PSD quer impugnar venda do estádio
Assembleia municipal de Leiria autorizou ontem à noite, por maioria, a Câmara a vender o estádio Magalhães Pessoa, um dos palcos do Campeonato Europeu de Futebol 2004, pelo valor de 63 milhões de euros. O PSD vai impugnar judicialmente as deliberações da Câmara e da assembleia municipal de Leiria que permitem concretizar a hasta pública do estádio Magalhães Pessoa, utilizado para o Euro 2004. Os sociais-democratas falam em situações que "ultrapassam a legalidade". "Penso que há aqui vários aspectos que ultrapassam a legalidade. Teremos naturalmente que estudar o assunto, ver quais são as consequências das decisões tomadas e, depois, partir daí para fazermos valer aquilo que consideramos serem os direitos dos cidadãos de Leiria", disse aos jornalistas Manuel Antunes, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal. A decisão do PSD foi anunciada após a deliberação deste órgão, na terça-feira à noite, que autoriza a autarquia a alienar três de quatro fracções da infra-estrutura desportiva: parte do topo norte (área inacabada do estádio), o estacionamento, de 450 lugares, (estes dois espaços avaliados em 24 milhões de euros), e o campo de futebol e respectivas bancadas. Para a autarquia fica reservada a quarta fracção, um espaço de cerca de 2.000 metros quadrados no topo norte para reinstalar o centro associativo. Confrontado com a decisão do PSD de impugnar no Tribunal Administrativo e Fiscal as decisões, o presidente da Câmara de Leiria declarou: "(...) Penso que estamos seguros em termos do cumprimento da Lei". Raul Castro, independente eleito pelo PS, adiantou que o município vai preparar o caderno de encargos para realizar a hasta pública, insistindo que esta operação resulta dos custos que o estádio comporta, o que "inviabiliza a possibilidade de fazer investimentos fundamentais para as populações". Já Carlos Guerra, da CDU, lembrou que dado que a propriedade do estádio e do topo norte pertencem à Leirisport - empresa municipal que gere as infra-estruturas desportivas e de lazer do município - a assembleia está "legalmente" impedida de "poder decidir sobre este assunto deste modo".
Avião da TAP aterra em Faro devido a desacatos. Um passageiro detido
O avião, com cerca de uma centena de passageiros a bordo, seguiu posteriormente a sua rota rumo ao Gana. Um voo da TAP entre Lisboa e Acra, no Gana, teve de aterrar hoje em Faro para largar um passageiro que estava a causar distúrbios a bordo, informou a empresa. O voo, proveniente do aeroporto da Portela, aterrou em Faro por volta das 18h00 horas, para desembarcar o passageiro, que foi entregue à polícia, segundo o assessor da TAP, André Serpa Soares. De acordo com a mesma fonte à agência Lusa, o avião, com cerca de uma centena de passageiros a bordo, seguiu posteriormente a sua rota. André Serpa Soares adiantou que, uma vez que o avião estava cheio de combustível, foram accionados, por precaução, como é habitual nestas circunstâncias, os meios de segurança e socorro.
Alzheimer: Cientista portuguesa descobre mecanismo que pode ajudar a perceber doença
Estudo de Cláudia Almeida, de 35 anos, investigadora no Instituto Curie, foi publicado na revista “Nature Cell Biology”. Uma cientista portuguesa descobriu um novo mecanismo de regulação do tráfego de proteínas dentro das células do corpo humano que poderá ajudar no tratamento do cancro ou da doença de Alzheimer. O estudo de Cláudia Almeida, de 35 anos, investigadora no Instituto Curie, em Paris, foi publicado na revista “Nature Cell Biology”. O que está em causa é perceber as razões por que algumas proteínas deixam de chegar aos seus destinos dentro das células, originando as doenças, de modo a conseguir depois agir de modo a tratar e corrigir essas alterações. O que Cláudia Almeida agora descobriu foi que há uma proteína que contribui para deformar as paredes do Golgi, a estrutura onde se formam as novas moléculas e que as encaminha para os seus destinos. Em declarações à Lusa, Cláudia Almeida salientou a importância destas investigações, que vão permitir perceber as alterações nos mecanismos celulares que vão originar as doenças. Sem avançar prognósticos, a cientista diz que se trata de um processo demorado de investigação, que não exclui que de um momento para outro sejam feitas descobertas relevantes que abreviem o tratamento.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Partidas da Bolsa
Carnaval prega partida à banca e faz cair PSI20
Tradição do Carnaval não faltou nas bolsas europeias. O índice de Lisboa derrapa 1,80% para abaixo dos 6 mil pontos. E os correctores vestiram-se a preceito...
O Carnaval pregou uma partida às bolsas europeias que fecharam a sessão desta terça-feira em forte queda. As praças europeias encerraram com perdas entre os 0,7 e os 1 por cento, ainda assim abaixo dos valores do PSI20, que tombou 1,80%.
Já abaixo dos 6 mil pontos, nos 5.094,22 pontos, e com apenas seis títulos no verde, a praça de Lisboa foi fortemente penalizada pelo BCP, que esteve a cair 10% e renovou mínimos na sequência de uma série de recomendações negativas, apesar da animação visual dos correctores. Ainda assim, durante a tarde as perdas foram atenuadas e fecharam com uma desvalorização de 3,07% para os 60 cêntimos e com um total de 18 milhões de acções transaccionadas.
Pior ficaram a Brisa e a Cimpor, que tombaram 4,06 e 4,12%, respectivamente, e o BES, que recuou 4,67% para os 4,70 euros, em mais um sinal de que este foi um dia não para o sector da banca. O BPI ficou nos 1,40 euros, ou seja com menos 2,78%. Entre os pesos pesados, a EDP perdeu 2,19% para 2,50 euros, enquanto a PT contou com uma desvalorização de 1,66% para 6,34 euros.
Em alta, o destaque vai para a REN. As suas acções escaparam à maré negativa e escalaram 2,70% para 3,04 euros. A impulsionar os títulos da empresa de José Penedos está o facto de os analistas apontarem para uma quebra de apenas 12% nos lucros, até aos 128 milhões, em 2008.
Nos Estados Unidos, os mercados prosseguem em alta: o Dow Jones segue a valorizar 0,71% e o Nasdaq 1,00%.
Tradição do Carnaval não faltou nas bolsas europeias. O índice de Lisboa derrapa 1,80% para abaixo dos 6 mil pontos. E os correctores vestiram-se a preceito...O Carnaval pregou uma partida às bolsas europeias que fecharam a sessão desta terça-feira em forte queda. As praças europeias encerraram com perdas entre os 0,7 e os 1 por cento, ainda assim abaixo dos valores do PSI20, que tombou 1,80%.
Já abaixo dos 6 mil pontos, nos 5.094,22 pontos, e com apenas seis títulos no verde, a praça de Lisboa foi fortemente penalizada pelo BCP, que esteve a cair 10% e renovou mínimos na sequência de uma série de recomendações negativas, apesar da animação visual dos correctores. Ainda assim, durante a tarde as perdas foram atenuadas e fecharam com uma desvalorização de 3,07% para os 60 cêntimos e com um total de 18 milhões de acções transaccionadas.
Pior ficaram a Brisa e a Cimpor, que tombaram 4,06 e 4,12%, respectivamente, e o BES, que recuou 4,67% para os 4,70 euros, em mais um sinal de que este foi um dia não para o sector da banca. O BPI ficou nos 1,40 euros, ou seja com menos 2,78%. Entre os pesos pesados, a EDP perdeu 2,19% para 2,50 euros, enquanto a PT contou com uma desvalorização de 1,66% para 6,34 euros.
Em alta, o destaque vai para a REN. As suas acções escaparam à maré negativa e escalaram 2,70% para 3,04 euros. A impulsionar os títulos da empresa de José Penedos está o facto de os analistas apontarem para uma quebra de apenas 12% nos lucros, até aos 128 milhões, em 2008.
Nos Estados Unidos, os mercados prosseguem em alta: o Dow Jones segue a valorizar 0,71% e o Nasdaq 1,00%.
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