Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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domingo, 19 de dezembro de 2010

Fim de Semana

Globos de Ouro: para quem vai a bola este ano?
                                                                                                                                      
Final do ano é igual a resoluções, listas e tops, balanços e Globos de Ouro. "King''s Speech", com Colin Firth e Helena Bonham Carter, tem sete nomeações.
                                          
Desde ontem que já se conhecem os nomeados daquela que é uma espécie de antevisão dos Óscares. A grande aposta deste ano da Associação de Imprensa Internacional de Hollywood vai para um filme britânico: "King''s Speech", com sete nomeações [ver coluna da esquerda]. Colin Firth é George VI, rei da Grã Bretanha, e Helena Bonham Carter é Elizabeth. Geoffrey Rush é Lionel Logue, terapeuta da fala e responsável pela cura da gaguez do rei George VI.
O filme retrata toda a história da inesperada subida ao trono de George VI - pai da actual rainha Elizabeth (o seu irmão mais velho, Edward VIII foi obrigado a renunciar à coroa aquando do seu casamento com uma socialite americana e divorciada por duas vezes, Wallis Simpson) e da sua dificuldade em fazer discursos à nação devido à sua profunda gaguez. Frustrado, decide aceitar a ajuda de Logue. O argumento é de David Seidler, um guionista que sofre do mesmo mal do rei George VI. A realização é do britânico Tom Hooper, que normalmente se dedica a séries e filmes de televisão como "John Adams", com Paul Giamatti.
Outras nomeações: Robert De Niro será o feliz contemplado com o prémio Cecil B. DeMille pela sua contribuição para o mundo do espectáculo e entretenimento. Uma espécie de prémio de carreira já atribuído a nomes de peso como Harrison Ford, Warren Beatty, Al Pacino ou Martin Scorsese.
                                                                                        
E o que é, afinal, a Associação de Imprensa Internacional de Hollywood?
                                                                                                               
Nasceu nos anos 40, em plena II Guerra Mundial e partiu de um grupo de jornalistas que queriam cobrir e transmitir aos cidadãos todos os detalhes do mundo do entretenimento. No início, as reuniões eram feitas nas próprias casas de alguns jornalistas, mudando-se mais tarde para o Hotel Hollywood Roosevelt. Em 1947 foi entregue a primeira distinção da Associação a Harry M. Warner, presidente dos estúdios Warner Bros., como reconhecimento pelo seu trabalho humanitário. Os vencedores serão conhecidos durante a cerimónia de entrega dos Globos de ouro, domingo, 16 de Janeiro, em directo no canal americano NBC.
                                                                                                         
Robert de Niro vai receber Globo de Ouro de carreira
                                                                                                                                            
O ator norte-americano Robert de Niro vai receber em janeiro o Globo de Ouro de carreira pelo contributo para a indústria cinematográfica, anunciou a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywwod. O ator receberá o prémio Cecil B. deMille na cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, a 16 de janeiro em Los Angeles, Califórnia. Robert de Niro, de 67 anos, já esteve oito vezes nomeado para os Globos de Ouro, mas só venceu numa ocasião, por conta da interpretação em "Touro enraivecido" (1980). Com o prémio Cecil B. deMille, De Niro juntar-se-á a uma galeria de atores e realizadore já distinguidos, como Martin Scorsese, Al Pacino, Steven Spielberg, Anthony Hopkins e Harrison Ford.
No anúncio do galardoado, quarta-feira em Los Angeles, o ator Kevin Spacey elogiou Robert de Niro por ter sido responsável por alguns dos "momentos mais inesquecíveis do cinema". Para a organização dos Globos de Ouro, Robert de Niro é premiado não só pelo contributo como ator, mas também como realizador, produtor e cofundador do Tribeca Film Festival, em Nova Iorque. Robert de Niro foi por duas vezes premiado com Óscares pelos filmes "Padrinho II" e "Touro enraivecido".
                                                                                                                
Diretora do Palácio da Ajuda quer trasladar Rainha Maria Pia para Portugal
                                                                                                                   
A diretora do Palácio Nacional da Ajuda, Isabel Silveira Godinho, quer que o corpo da Rainha Maria Pia venha para Portugal "e seja sepultado junto da sua família, o marido e os filhos", afirmou em entrevista à Lusa. "Maria Pia é a única Rainha que está sepultada no estrangeiro. Ela era uma grande patriota, uma grande portuguesa por isso é que a quero trazer para Portugal", disse a responsável que já em 2005 encetou contactos para a trasladação. A Rainha Maria Pia, falecida 05 de julho de 1911 em Stupinigi (arredores da cidade italiana de Turim), encontra-se sepultada no panteão dos Sabóia na Basílica de Superga, em Itália. "Gostaria muito que o Governo me ajudasse, pois só o Governo pode fazer um funeral de Estado que é devido a uma Rainha por protocolo", esclareceu.
"Gostava - prosseguiu - que o Governo se sensibilizasse para o centenário da morte de uma grande portuguesa que está enterrada em Soperga e que pediu que a enterrassem com a cabeça virada para Portugal, isto quer dizer alguma coisa, os seu estão cá". Para a diretora do Palácio, "Maria Pia preferia morrer ou sofrer na pele a República do que ir para o exílio. Se lhe tivessem dito isso, teria recusado. A Rainha embarcou na Ericeira convencida que ia para o Porto". A data de julho seria a ideal, "gostaria que o corpo da Rainha chegasse e pudesse ir para São Vicente de Fora, fosse rezada uma missa bonita com Te Deum, e com tudo a que ela tem direito".
Esta não é a primeira vez que Isabel Silveira Godinho faz esforços para trazer o corpo da soberana, mas em janeiro irá reunir-se com a Presidência da República para que se reiniciem as diligências. Em 2005 foi tentado e "tudo ia nesse sentido, o chefe da Casa Real portuguesa, D. Duarte de Bragança escreveu as cartas necessárias, a família Sabóia autorizou a trasladação, estava tudo tratado, havia até um orçamento que não era nada exagerado", contou. "Gostava que pudesse vir de barco pois foi de barco que viajou de Itália para casar em Portugal com o Rei D. Luís", acrescentou. Para Isabel Silveira Godinho não se justifica quaisquer fantasmas à centenária República.
"Já passou tempo suficiente para a República estar bem consolidada e não haver qualquer medo, [não há receio] pelo facto da Rainha vir para Portugal poder abalar o quer que for na sociedade portuguesa", sublinhou. Um sentimento bem diverso daquele que a Rainha suscitou quando chegou a Portugal em 1862. "Ela chegou e marcou logo uma posição. Qualquer pessoa que sai da normalidade ou se gosta muito ou se detesta", disse. Maria Pia de Sabóia chegou a Portugal com 14 anos, "vinda de uma corte onde se vivia a glória da vitória, pois o seu pai [Victor Manuel II] foi o unificador da Itália". A jovem princesa "vinha com uma alegria e maneira de viver que contrastava com a corte portuguesa que estava enlutada pela morte de D. Pedro V no ano anterior".
                                                                                                              
Há 50.500 casas à venda no Algarve
                                                                                                                             
No final de 2010, Portimão está no topo das cidades com mais oferta disponível. Os preços continuam a valorizar, apesar da crise. Os dados são do Confidencial Imobiliário/Lardocelar.com e indicam que há mais de 50.500 imóveis à venda na região algarvia, no final de 2010. A seguir a Portimão, que alberga 23% das casas disponíveis, as zonas de Albufeira e de Loulé são as que apresentam maior oferta. Os mesmos dados indicam que a crise não afectou a valorização dos imóveis, com os preços médios por metro quadrado a fixarem-se nos 1.756 euros no quarto trimestre de 2010.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Construir para habitar

Debate sobre construção sustentável

No próximo dia 10 de Julho, a partir das 09h00, o Auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve recebe o seminário «A Sustentabilidade da Construção».

Neste evento, serão discutidos os aspectos mais relevantes na matéria, bem como apresentados exemplos de boas práticas. A sessão de abertura terá lugar às 09h30, contando com a presença do presidente da CCDR Algarve, Dr. João Faria, e do Reitor da UAlg, Prof. João Guerreiro.
Dividido em quatro sessões com um total de 13 apresentações, a primeira sessão do seminário «A Sustentabilidade da Construção» tem início às 10h00. Com moderação da Eng.ª Catarina Cruz, da CCDR Algarve, o Prof. Victor Ferreira falará sobre a Plataforma para a Construção Sustentável - rede para o cluster Habitat, seguindo-se a intervenção do Prof. Manuel Pinheiro, do Instituto Superior Técnico, sobre avaliação da sustentabilidade da construção e o sistema Lidera.
Na segunda sessão da manhã, com moderação a cargo do Prof. Victor Ferreira, da Plataforma Construção Sustentável da Universidade de Aveiro, os assuntos em cima da mesa serão a certificação energética de edifícios em Portugal, um tema apresentado pelo Eng.º Paulo Santos, da ADENE, e a certificação hídrica em território nacional, numa comunicação do Prof. Armando Silva Afonso, da ANQIP. A ecoinovação será outro dos temas em foco, nomeadamente as oportunidades nesta matéria no espaço europeu, um tópico abordado pela Eng.ª Clara Lopes, da APA.
A Prof.ª Fátima Farinha, do Instituto Superior de Engenharia da UAlg, será a moderadora da primeira sessão da tarde, com início às 14h15, no contexto da qual o Eng.º Valdemar Cabrita, da Câmara Municipal de Albufeira, apresentará casos concretos de construções sustentáveis de taipa e adobe em duas escolas, o Arq. Vítor Ribeiro, da GTAA Sotavento, falará do contributo da sua organização para fomentar a construção sustentável, e o Dr. António Martins, da Câmara Municipal de Moura, falará sobre a rede ECOS. O último interveniente desta sessão será o Arq. José Alegria, da Darquiterra, que enquadrará a insustentabilidade das modas no caso da(s) arquitectura(s) de terra.
A última sessão do seminário «A Sustentabilidade da Construção» terá como moderador o Dr. Mendonça Pinto, da CCDR Algarve, e, como palestrantes, o Dr. José Seabra (Geberit), que enunciará os contributos da instituição para a sustentabilidade, o Dr. Jorge Antunes (Biohabitat), que falará sobre materiais ecológicos para a construção, a Eng.ª Patrícia Carias (Ceifa-Ambiente), sobre gestão de resíduos de construção e demolição e a Dr.ª Isabel Santos (Ecochoice) sobre o papel do ambiente urbano na sustentabilidade da construção.
A entrada é livre mas tendo em atenção a limitação do auditório solicita-se a inscrição para centrohabitat@centrohabitat.net

terça-feira, 28 de abril de 2009

Obras nas arribas de S. Rafael penalizadas

A intervenção de empresa será sancionada

Ministério das Obras Públicas notificou «Multivolume» pela ilegalidade da intervenção, enquanto a Autarquia continua em silêncio.

O Governo informou esta segunda-feira que a empresa que colocou blocos de pedra nos acessos públicos às arribas da praia de São Rafael, em Albufeira, foi notificada da ilegalidade da intervenção e será sancionada em processo de contra-ordenação, avança a Lusa.
A garantia foi dada pelo ministro das Obras Públicas, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional (MOPOTDR), Mário Lino, em resposta a um requerimento do Bloco de Esquerda (BE), assinado pela deputada Alda Macedo, que dava conta de este ser o terceiro crime ambiental cometido pela empresa promotora da obra.
O BE considerou serem «necessárias medidas urgentes para evitar que estes atentados continuem a ser cometidos» e questionou o ministério das Obras Públicas com três perguntas: «Como justifica que se continue a deixar construir em zonas de arribas?», «que sanções vão ser aplicadas ao promotor da obra em virtude dos crimes ambientais praticados?» e «que medidas vai o Ministério adoptar para evitar que estes atentados sejam cometidos?».

Redução da área urbanizável

Apesar de o Bloco de Esquerda falar de terraplanagens, além das colocações dos blocos, em domínio público marítimo, o Ministério afirma que «a intervenção efectuada pela Multivolume - Investimentos Imobiliários SA, empresa promotora do Hotel de São Rafael, para além da remoção de infra-estruturas atrás referidas, consistiu apenas na colocação de blocos de pedra para a construção de um muro».
Segundo o ministério, a remoção das infra-estruturas referidas foi feita ao abrigo de um aditamento ao alvará de loteamento da urbanização São Rafael, no qual a câmara de Albufeira reduziu a área urbanizável em 40 por cento.
No âmbito desse alvará, a empresa deve, de acordo com o ministério de Mário Lino, «executar as infra-estruturas de acesso ao estacionamento automóvel de apoio à praia e respectivo enquadramento paisagístico nos termos que vierem a ser definidos pela Direcção Regional do Ambiente e Ordenamento do Território do Algarve, na sequência do estudo em elaboração».

Aplicação de sanções

«A intervenção não está a decorrer em Domínio Público Marítimo», assegurou ainda a tutela, adiantando que «não tendo a Multivolume submetido o projecto de enquadramento paisagístico à aprovação da entidade competente, foi, assim, notificada da ilegalidade da intervenção». O Ministério sublinha que «as sanções a ser aplicadas serão decididas em sede de processo de contra-ordenação».
«Entretanto, as obras estão paradas enquanto se analisam as soluções propostas. Estas soluções devem submeter-se à legislação vigente, nomeadamente ao Plano de Ordenamento da Orla Costeira Burgau - Vilamoura, sendo avaliados os aspectos relativos ao livre acesso ao litoral, bem como a virtude de um ordenamento desse acesso, interditando a circulação e o estacionamento de viaturas nas arribas, com vista à sua preservação».
Durante todo o processo, denunciado em devido tempo pelo Algarve Reporter, e desencadeado pela deputada Alda Macedo do BE, desconhece-se a posição tomada pela Câmara Municipal de Albufeira sobre a colocação dos blocos de pedra nos acessos públicos às arribas da praia de São Rafael.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Melhorar o ambiente

Certificação energética de grandes edifícios

Sociedade Portuguesa de Certificação de Edifícios cria subsidiária para o mercado algarvio.

A Sociedade Portuguesa de Certificação de Edifícios (SPCE) iniciou operações na região do Algarve, através de uma empresa participada, com sede em Faro. O mercado algarvio conta agora com uma equipa de especialistas em certificação energética de imóveis, com capacidade para intervir em grandes edifícios, nas vertentes de avaliação da qualidade do ar interior, manutenção e certificação energética.
A SPCE, uma empresa de capitais exclusivamente nacionais, recentemente constituída tem duas grandes áreas de intervenção, em termos de segmentação de mercado. Por um lado actua na área de grandes edifícios, na qual se incluem os grandes imóveis e edifícios de serviços, e por outro lado actua também no segmento do mercado residencial. Neste momento, a operação da SPCE está principalmente focada no segmento de grandes edifícios de serviços, tendo em conta a maior complexidade de intervenção que esta tipologia de imóveis necessita.
O responsável da SPCE Algarve, Pedro Casa Nova, comenta: “O mercado do Algarve apresenta necessidades específicas ao nível da certificação energética de grandes edifícios. Tendo em conta que o primeiro produto do PIB da região é o turismo, os principais imóveis que necessitam desta tipologia de intervenção são os edifícios de escritórios, hotéis, resorts e grandes espaços comerciais.
A eficiência energética é um factor fundamental para diminuir os consumos de energia, enquanto se aumenta a qualidade de vida dos utilizadores dos edifícios. A actuação da SPCE permite optimizar os recursos energéticos dos imóveis, efectuar poupanças de custos de exploração e tornar mais competitivos os custos de manutenção de grandes edifícios”. A SPCE opera actualmente, a nível nacional, com uma equipa de cerca de 40 técnicos especializados e a empresa assegura já intervenção em quatro grandes áreas geográficas: Lisboa, Porto, Coimbra, Setúbal e Algarve.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Mercado do mobiliário

Algarve em recessão mas optimista

Segundo o estudo, em 2008, o consumo das famílias no mercado do mobiliário rondou os 777 milhões de euros, registando uma quebra de 25% face ao ano anterior.

Segundo um estudo que analisou o mercado mobiliário em Portugal, o consumo das famílias portuguesas diminuiu 25% em 2008. O decréscimo no consumo é ainda mais notório no Algarve, sendo em Faro onde a média anual de consumo das famílias neste sector é de apenas 143 €, um valor muito inferior ao da média nacional.
Esta é uma tendência negativa verificada a nível nacional e a qual é mais acentuada em Faro, onde se verificou a maior quebra do volume de compras, com um decréscimo de 40 milhões de euros. Se em 2007 este era um mercado que possuía um volume de compras de 62 milhões de euros, em 2008 o mercado do mobiliário em Faro acusou falta de dinamismo tendo o volume de compras rondado apenas os 22 milhões de euros.
Em termos de despesas médias por família, este é um distrito onde o orçamento familiar destinado ao consumo de mobiliário é bastante reduzido (143€) em relação à média que é de 213€.
No entanto, para 2009 as famílias revelam-se optimistas no que se refere ao consumo. As intenções de compra de artigos de mobiliário na região do Algarve são superiores à média nacional, com 13% de indivíduos dispostos a adquirir artigos deste sector.
Em termos gerais, as compras de artigos de mobiliário não são as mais afectadas perante um cenário de aumento ou de diminuição do poder de compra. Apenas 5% dos portugueses encara a possibilidade de vir a diminuir as suas despesas em artigos de mobiliário e decoração, caso o seu poder de compra baixe em 2009.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mercado Mobiliário

Portugal é um dos países mais afectados

Segundo o estudo elaborado, os mercados europeus do mobiliário recuaram em 2008, marcando uma ruptura com a tendência registada nos últimos anos.

Apesar do mercado do mobiliário estar em progressão no que se refere às intenções de compra dos portugueses para 2009, o mercado do mobiliário diminuiu em 2008. Neste sector, Portugal e Espanha foram os países mais afectados por esta diminuição. Esta é uma conclusão sustentada pela análise do mercado em ambos os países, onde se verificou um recuo de cerca de 24% e 20%, respectivamente.
Do lado dos países da Europa Central, a tendência continua positiva na Eslováquia, na República Checa, na Sérvia e na Rússia onde foram observados crescimentos. Em termos gerais, 2009 será marcado por um ligeiro retrocesso, o qual não será muito significativo com excepção para a Espanha que cairá para um nível historicamente baixo.
Analisando as despesas médias por família, em 2008, poder-se-á dizer que a Alemanha, o Reino Unido e a Itália foram os países onde as famílias mais despenderam em artigos de mobiliário. Em termos de orçamento médio anual por família, os alemães gastaram 679€, os ingleses 662 € e os italianos 559€. Em contrapartida, as famílias portuguesas investiram apenas cerca de um terço do valor verificado nestes países - 213€, uma valor muito inferior à despesa média europeia que é de 401€.
Para 2009, apesar do cenário pouco optimista, os portugueses são os únicos que revelam intenção de aumentar as despesas em dois pontos percentuais, comparativamente a 2008. Já as restantes famílias europeias declaram que irão reduzir as despesas no sector do mobiliário, com excepção da Rússia que prevê manter o mesmo nível de compras.
O Observador Cetelem apresenta dados de inquéritos realizados em 13 países europeus a mais de 10.000 pessoas. O estudo apresenta dados de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, República Checa, Eslováquia, Hungria, Itália, Sérvia, Polónia e Rússia. As análises e previsões foram efectuadas em Dezembro de 2008 em colaboração com a sociedade de estudos e de consultadoria BIPE (www.bipe.com).

terça-feira, 10 de março de 2009

Imobiliária: “Villas” com 50% de desconto

Casas de luxo a metade do preço de avaliação

Crise atinge sector em cheio no Algarve, e obriga a baixar radicalmente preços das habitações. Dezenas de agências imobiliárias já fecharam.

São dezenas de novas habitações de luxo que foram avaliadas em mais de 600 mil euros. Estão agora à venda a 350 mil, quase metade do preço, porque o investidor não as consegue negociar. O caso está a acontecer numa urbanização de luxo na zona de Portimão e é o reflexo da elevada quebra das vendas imobiliárias, que está a obrigar a saldos de quase 50% por cento em habitações de alta gama, um pouco por todo o Algarve.
O promotor precisa de vender as casas para facturar e está disposto a perder algum do lucro que iria ter com a venda das casas, explicou Pascoal Santos, director da Remax Sun, na praia da Rocha. O responsável diz não ter dúvidas de que «esta é a melhor altura para investir para quem tem dinheiro disponível».
Também em Albufeira está acontecer o mesmo. Uma casa avaliada num milhão de euros na zona dos Salgados, foi recentemente vendida por 500 mil euros, tudo porque a crise chegou de repente e a venda de casas regista o valor mais baixo desde 2004.
Dados das imobiliárias revelam que a maior queda foi nas casas em segunda mão, que baixaram 45,6 por cento. Nas habitações novas, a descida foi na ordem de 35,2 por cento. No quatro trimestre do ano passado, venderam-se menos 34,7 por cento do que em igual período de 2007.
Os dados confirmam a paralisação no sector imobiliário, responsável pelo fecho de dezenas de agências imobiliárias e pelo aumento significativo do desemprego no sector da construção. A redução nas vendas levou a reduções dos preços que, em alguns casos, chegam a ultrapassar os 40 por cento.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Nova polémica em Albufeira

Obras no domínio público marítimo nas falésias de São Rafael

Grupo de moradores tornou público comunicado onde, pela segunda vez, alerta para obras que estão a ser efectuadas no domínio público marítimo, na praia de S. Rafael, em Albufeira, em frente a um novo hotel em construção

No teor do comunicado, pode lêr-se que “Já tínhamos reparado que a cerca do hotel se tinha expandido para junto do miradouro. Durante os anos iniciais da construção do novo hotel existia um limite de obra ao sul, junto ao domínio público marítimo de São Rafael, que, como se pode ver nas fotos, agora foi alargado perto da rotunda que dá acesso ao parque público de estacionamento.
O que nos espantou foi ver hoje as extensas terraplanagens e o bloqueio por pedras dos caminhos de circulação junto à falésia. A nossa preocupação é ver subir muros nesses locais, como é tão do gosto arquitectónico do Grupo Carlos Saraiva, e o espaço público reduzido e devassado”.


O comunicado continua, expondo que, “existe já o esboço de um paredão de grandes blocos de pedra junto dos famosos pinheiros de São Rafael e, neste momento, não conseguimos entender qual vai ser a ordenação da falésia, mas as fotos mostram as extensas terraplanagens que começaram após o feriado. Não dá para entender a extensão e orientação destas obras no domínio público marítimo frente ao novo hotel em construção, mas cremos que seria oportuna uma imediata fiscalização, por quem de direito, ao local e às obras.
Estes trabalhos ultrapassam já o limite da nova moradia em construção e parecem-nos claramente no domínio público marítimo. Dado que estas falésias já foram objecto de «ataques» desta empresa, situação que chegou a motivar uma interpelação ao Governo, na Assembleia da República, na pessoa do Senhor Ministro do Ambiente, receamos que a impunidade continue a imperar e que a vontade e a fúria construtora desta gente consigam, através de estratagemas conhecidos, como aconteceu com a construção do Hotel, ultrapassar as imposições legais!”

O comunicado foi enviado igualmente para o IGAL, para todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e Câmara Municipal de Albufeira.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Novo projecto imobiliário para Alvor


QUINTA DA PRAIA

Um investimento de 150 milhões de euros

Grupo empresarial do Porto, vai investir 150 milhões de euros num resort em Alvor, o qual representa a sua entrada no sector do turismo residencial e o início da sua expansão a nível nacional

A empresa HN, grupo que até agora exerceu a sua actividade no grande Porto, e cujo core-business assenta na construção e promoção de empreendimentos imobiliários, pretende alargar o potencial cliente-alvo e conquistar uma abrangência internacional, através da criação de uma marca no turismo. ”O projecto Quinta da Praia representa a entrada numa nova área de negócio e, como tal, pretende firmar-se como um cartão de visita do grupo, posicionando-se como uma marca distinta face à concorrência”, perspectiva Rakesh Kanabar, CEO do grupo HN.

A Quinta da Praia terá como público-alvo o mercado da segunda residência, de investimento e de férias, prevendo-se que a procura seja maioritariamente internacional e proveniente dos seguintes países: Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Holanda, Espanha e Suécia. “Os mais de 20 empreendimentos edificados pelo grupo HN são uma referência em termos de qualidade, design e inovação, sendo nosso objectivo aplicar todo este know-how resultante de mais de 20 anos de actividade a uma área de negócio com um papel fundamental para a economia portuguesa”, destaca o mesmo responsável.
O empreendimento ocupará uma área total de 22,5 hectares, sendo composto por um hotel de 5 estrelas, villas, apartamentos e townhouses de luxo e um Spa com healthclub, entre outros espaços de lazer. Importa referir que este empreendimento abre caminho ao objectivo de internacionalização do grupo que no mercado de turismo e segunda habitação pretende apostar em países lusófonos como Angola, Cabo Verde e Brasil.
A inauguração da Quinta da Praia está prevista para o primeiro semestre de 2011, estando a gestão da unidade hoteleira a ser negociada com uma cadeia internacional.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pinhal destruído em Castro Marim


Verdelago arrasa área de pinhal na Praia Verde

A Associação Ambientalista do Concelho de Vila Real de Santo António (AMA), denuncia aquilo que considera "um crime ambiental", para implantação de um projecto PIN na zona do pinhal da Praia Verde, o qual vai permitir a construção da Urbanização Verdelago


Em Agosto de 2008

As imagens são claras como a água do Atlântico: a cor verde das árvores centenárias foi substituída recentemente pela cor castanha do solo pronto a receber o betão de mais umas centenas de casas de segunda habitação.São os chamados PIN, os projectos que governo e autarquias gostam de apelidar de estruturantes, porque dizem criar emprego e riqueza.

Em Outubro de 2008

O resultado é outro e bem visível: mais uma fatia da área florestal de pinheiro-manso da Praia Verde foi devastada para dar lugar à construção de moradias, apartamentos e, eventualmente, algum hotel.É uma filosofia de “desenvolvimento” que sacrifica as áreas naturais a troco de cimento, golfes e a perspectiva inevitável de um consumo de água obsceno. Trata-se de uma política que já hoje é condenada na maior parte dos países que começam a despertar para as questões ambientais e para a desertificação decorrente do aquecimento global.Neste caso da Verdelago, pouco há a salvar. O mal está feito. Mas a denúncia pública, apoiada em imagens indesmentíveis, deve ser feita para que a sociedade civil tome consciência do que está em jogo – o bem-estar e a qualidade de vida das comunidades locais ou o lucro e os privilégios de uns quantos.

Cidadania - Direito à informação

A AMA solicitou recentemente à Câmara Municipal um conjunto de informações relativas ao loteamento “Aurora Rio”, confinante com as Ruas da Armada, Padre José Leiria, São Gonçalo de Lagos e Jornal do Algarve, em Vila Real de Santo António. A elevada densidade de construção em antigo solo industrial, a dificuldade de estacionamento à volta do loteamento e a falta de ligação entre as ruas São Gonçalo de Lagos e da Indústria constituem um problema que contribui para agravar a qualidade de vida dos moradores do loteamento e das zonas confinantes. O pedido de informações refere-se a aspectos como a área do prédio e planta do loteamento; a área bruta de construção aprovada; o índice de construção aprovado; o índice de construção previsto no Plano Director Municipal; o número total de fogos; o número de estacionamentos públicos; a área de cedências para arruamentos e passeios; as áreas de cedências para equipamentos colectivos; as áreas de cedências para zonas verdes; o valor das taxas de compensação, se as houve e a data de emissão do alvará de loteamento.

Informação em:

http://www.ama-vrsa.com/