Final do ano é igual a resoluções, listas e tops, balanços e Globos de Ouro. "King''s Speech", com Colin Firth e Helena Bonham Carter, tem sete nomeações.
Desde ontem que já se conhecem os nomeados daquela que é uma espécie de antevisão dos Óscares. A grande aposta deste ano da Associação de Imprensa Internacional de Hollywood vai para um filme britânico: "King''s Speech", com sete nomeações [ver coluna da esquerda]. Colin Firth é George VI, rei da Grã Bretanha, e Helena Bonham Carter é Elizabeth. Geoffrey Rush é Lionel Logue, terapeuta da fala e responsável pela cura da gaguez do rei George VI.
O filme retrata toda a história da inesperada subida ao trono de George VI - pai da actual rainha Elizabeth (o seu irmão mais velho, Edward VIII foi obrigado a renunciar à coroa aquando do seu casamento com uma socialite americana e divorciada por duas vezes, Wallis Simpson) e da sua dificuldade em fazer discursos à nação devido à sua profunda gaguez. Frustrado, decide aceitar a ajuda de Logue. O argumento é de David Seidler, um guionista que sofre do mesmo mal do rei George VI. A realização é do britânico Tom Hooper, que normalmente se dedica a séries e filmes de televisão como "John Adams", com Paul Giamatti.
Outras nomeações: Robert De Niro será o feliz contemplado com o prémio Cecil B. DeMille pela sua contribuição para o mundo do espectáculo e entretenimento. Uma espécie de prémio de carreira já atribuído a nomes de peso como Harrison Ford, Warren Beatty, Al Pacino ou Martin Scorsese.
E o que é, afinal, a Associação de Imprensa Internacional de Hollywood?
Nasceu nos anos 40, em plena II Guerra Mundial e partiu de um grupo de jornalistas que queriam cobrir e transmitir aos cidadãos todos os detalhes do mundo do entretenimento. No início, as reuniões eram feitas nas próprias casas de alguns jornalistas, mudando-se mais tarde para o Hotel Hollywood Roosevelt. Em 1947 foi entregue a primeira distinção da Associação a Harry M. Warner, presidente dos estúdios Warner Bros., como reconhecimento pelo seu trabalho humanitário. Os vencedores serão conhecidos durante a cerimónia de entrega dos Globos de ouro, domingo, 16 de Janeiro, em directo no canal americano NBC.
Robert de Niro vai receber Globo de Ouro de carreira
O ator norte-americano Robert de Niro vai receber em janeiro o Globo de Ouro de carreira pelo contributo para a indústria cinematográfica, anunciou a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywwod. O ator receberá o prémio Cecil B. deMille na cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, a 16 de janeiro em Los Angeles, Califórnia. Robert de Niro, de 67 anos, já esteve oito vezes nomeado para os Globos de Ouro, mas só venceu numa ocasião, por conta da interpretação em "Touro enraivecido" (1980). Com o prémio Cecil B. deMille, De Niro juntar-se-á a uma galeria de atores e realizadore já distinguidos, como Martin Scorsese, Al Pacino, Steven Spielberg, Anthony Hopkins e Harrison Ford.
No anúncio do galardoado, quarta-feira em Los Angeles, o ator Kevin Spacey elogiou Robert de Niro por ter sido responsável por alguns dos "momentos mais inesquecíveis do cinema". Para a organização dos Globos de Ouro, Robert de Niro é premiado não só pelo contributo como ator, mas também como realizador, produtor e cofundador do Tribeca Film Festival, em Nova Iorque. Robert de Niro foi por duas vezes premiado com Óscares pelos filmes "Padrinho II" e "Touro enraivecido".
Diretora do Palácio da Ajuda quer trasladar Rainha Maria Pia para Portugal
A diretora do Palácio Nacional da Ajuda, Isabel Silveira Godinho, quer que o corpo da Rainha Maria Pia venha para Portugal "e seja sepultado junto da sua família, o marido e os filhos", afirmou em entrevista à Lusa. "Maria Pia é a única Rainha que está sepultada no estrangeiro. Ela era uma grande patriota, uma grande portuguesa por isso é que a quero trazer para Portugal", disse a responsável que já em 2005 encetou contactos para a trasladação. A Rainha Maria Pia, falecida 05 de julho de 1911 em Stupinigi (arredores da cidade italiana de Turim), encontra-se sepultada no panteão dos Sabóia na Basílica de Superga, em Itália. "Gostaria muito que o Governo me ajudasse, pois só o Governo pode fazer um funeral de Estado que é devido a uma Rainha por protocolo", esclareceu.
"Gostava - prosseguiu - que o Governo se sensibilizasse para o centenário da morte de uma grande portuguesa que está enterrada em Soperga e que pediu que a enterrassem com a cabeça virada para Portugal, isto quer dizer alguma coisa, os seu estão cá". Para a diretora do Palácio, "Maria Pia preferia morrer ou sofrer na pele a República do que ir para o exílio. Se lhe tivessem dito isso, teria recusado. A Rainha embarcou na Ericeira convencida que ia para o Porto". A data de julho seria a ideal, "gostaria que o corpo da Rainha chegasse e pudesse ir para São Vicente de Fora, fosse rezada uma missa bonita com Te Deum, e com tudo a que ela tem direito".
Esta não é a primeira vez que Isabel Silveira Godinho faz esforços para trazer o corpo da soberana, mas em janeiro irá reunir-se com a Presidência da República para que se reiniciem as diligências. Em 2005 foi tentado e "tudo ia nesse sentido, o chefe da Casa Real portuguesa, D. Duarte de Bragança escreveu as cartas necessárias, a família Sabóia autorizou a trasladação, estava tudo tratado, havia até um orçamento que não era nada exagerado", contou. "Gostava que pudesse vir de barco pois foi de barco que viajou de Itália para casar em Portugal com o Rei D. Luís", acrescentou. Para Isabel Silveira Godinho não se justifica quaisquer fantasmas à centenária República.
"Já passou tempo suficiente para a República estar bem consolidada e não haver qualquer medo, [não há receio] pelo facto da Rainha vir para Portugal poder abalar o quer que for na sociedade portuguesa", sublinhou. Um sentimento bem diverso daquele que a Rainha suscitou quando chegou a Portugal em 1862. "Ela chegou e marcou logo uma posição. Qualquer pessoa que sai da normalidade ou se gosta muito ou se detesta", disse. Maria Pia de Sabóia chegou a Portugal com 14 anos, "vinda de uma corte onde se vivia a glória da vitória, pois o seu pai [Victor Manuel II] foi o unificador da Itália". A jovem princesa "vinha com uma alegria e maneira de viver que contrastava com a corte portuguesa que estava enlutada pela morte de D. Pedro V no ano anterior".
Há 50.500 casas à venda no Algarve
No final de 2010, Portimão está no topo das cidades com mais oferta disponível. Os preços continuam a valorizar, apesar da crise. Os dados são do Confidencial Imobiliário/Lardocelar.com e indicam que há mais de 50.500 imóveis à venda na região algarvia, no final de 2010. A seguir a Portimão, que alberga 23% das casas disponíveis, as zonas de Albufeira e de Loulé são as que apresentam maior oferta. Os mesmos dados indicam que a crise não afectou a valorização dos imóveis, com os preços médios por metro quadrado a fixarem-se nos 1.756 euros no quarto trimestre de 2010.



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