Liberdade e o Direito de Expressão

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Avião da TAAG aterrou de emergência em Lisboa
                                                                                                                                       
Avião da TAAG aterrou de emergência na Portela, de onde tinha saído. Minutos antes, caíram peças de um avião em Almada. TAAG não confirma perda de peças do avião, mas Bruxelas já "está a par do sucedido".
                                               
Um avião que sobrevoou a região de Lisboa perdeu algumas peças durante o voo, que acabaram por cair sobre a cidade de Almada. O incidente não causou feridos, mas provocou danos em veículos. O avião em causa é um Boeing 777 pertencente à empresa angolana TAAG. O aparelho acabou por aterrar de emergência na Portela, de onde tinha saído. Ainda durante o dia de ontem, a TAAG não confirmou qualquer perda de peças do avião que aterrou de emergência.
A companhia aérea angolana não confirma que as peças de avião que hoje caíram em Almada sejam do Boeing 777 da TAAG que, ao início da tarde, aterrou de emergência em Lisboa. No entanto, a empresa garante em comunicado que, caso se confirme, assumirá as responsabilidades pelos danos causados. A TAAG confirma que este avião das Linhas Aéreas de Angola, com 125 passageiros a bordo, regressou de emergência ao aeroporto da Portela, em Lisboa, cerca de 40 minutos depois de ter descolado. O comandante da aeronave sentiu uma vibração no reactor direito do aparelho e optou por aterrar.
O responsável da TAAG em Lisboa acrescenta que o Boeing 777 tem três anos de idade.
Sabe-se também que os peritos do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) estão a analisar o avião e que a companhia aérea está reunida com as autoridades aeronáuticas portuguesas. Em Almada, fonte oficial da PSP diz que as peças de avião que caíram causaram danos em duas viaturas e na clarabóia de um prédio. Não foram registados feridos. De recordar que a TAAG esteve na “lista negra” da União Europeia entre 2007 e Março de 2010, impedida de voar para o espaço aéreo dos “27”. Desde essa data, a companhia angolana tem autorização para voar de e para Lisboa, mas com fortes restrições e apenas com aviões específicos
                                                                                                  
Peças que caíram de avião atingiram veículos em Almada
                                                                                                  
Um avião que sobrevoou a região de Lisboa perdeu algumas peças durante o voo, que acabaram por cair sobre a cidade de Almada. O incidente não causou feridos, mas provocou danos em veículos. Ao que a Renascença apurou, trata-se de um Boeing 777-2M2ER, de matrícula D2-TEF, pertencente à empresa angolana TAAG. O aparelho da companhia aérea angolana descolou de Lisboa às 11h11, mas foi obrigado a voltar à Portela, onde aterrou às 11h32, alegadamente com problemas no trem do nariz, apurou ainda a Renascença. Contactado pela Lusa, o porta-voz da ANA - Aeroportos de Portugal, Rui Oliveira, adiantou que esta manhã um avião da TAAG - Linhas Aéreas de Angola - com destino a Luanda efectuou uma aterragem de emergência no aeroporto da Portela, em Lisboa, de onde tinha saído. Em causa estiveram "problemas técnicos".
Rui Oliveira diz que, por enquanto, "não se pode fazer a associação entre este aparelho e as peças caídas em Almada", dado que, "perante a avaria, está agora a decorrer uma investigação para detectar o problema". Este avião da companhia aérea angolana já está a ser examinado pelos peritos do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC). No aeroporto, os peritos estão a retirar os gravadores do avião e a obter as primeiras informações sobre o acidente. Ainda não se sabe qual o motivo concreto que obrigou o Boeing 777 a uma aterragem de emergência. Poderá ter sido a falha de um motor ou de qualquer outro sistema vital para o aparelho. Os destroços que caíram em Almada serão recolhidos logo que possível, diz fonte do INAC. Amanhã é mesmo o mais provável, uma vez que os destroços estão em segurança à guarda da PSP.
                                                                                                            
Danos em viaturas
                                                                                                               
Fonte da PSP referiu que terão ocorrido danos em duas viaturas e na clarabóia de um edifício, mas acrescentou que o processo de recolha dos pedaços ainda está a decorrer, pelo que não era possível fazer um balanço definitivo do incidente. O Comando Distrital Operacional de Socorro (CDOS) informou que uma das peças do avião caiu no parque de estacionamento dos bombeiros de Cacilhas. O comandante dos bombeiros voluntários de Almada, Vítor Espírito Santo, disse à agência Lusa que "pequenos destroços metálicos pertencentes a um avião, com cerca de cinco por 15 centímetros, [caíram] pelo menos em quatro pontos da cidade de Almada". Os bombeiros não têm registo de feridos. O comando de operações da PSP de Almada e o CDOS de Setúbal também confirmaram não haver registos de quaisquer feridos.
                                                                                
Bruxelas "a par" do incidente que envolveu avião da TAAG
                                                                                                  
A Comissão Europeia revelou ontem que está "perfeitamente a par" e a acompanhar "de muito perto" a investigação sobre o incidente de segunda-feira em Lisboa com um avião da TAAG, que aterrou de emergência na Portela. Bruxelas está a acompanhar "de muito perto" a investigação sobre o incidente e já contactou as autoridades competentes portuguesas, com as quais iniciou um processo de consultas "para determinar o que se deve fazer em seguida". Um Boeing 777 da TAAG, com 125 passageiros a bordo, aterrou na segunda-feira de emergência no Aeroporto de Lisboa, pouco depois de ter descolado, devido a uma avaria técnica. Durante a manhã do mesmo dia, várias pequenas peças de um avião caíram em quatro pontos de Almada, provocando danos materiais. A TAAG não confirma a perda de peças so vião que aterrou de emergência. "As partes metálicas foram aparentemente perdidas pela aeronave e teriam causado prejuízos no solo", afirmou a fonte comunitária, acrescentando que "a ocorrência pode ser classificada como um incidente ou um acidente pelas autoridades portuguesas encarregadas do inquérito".
A Comissão Europeia autorizou em Março a companhia aérea angolana TAAG a voltar a voar para todos os destinos da União Europeia, "sob determinadas condições estritas e com aeronaves específicas". O único destino europeu autorizado até essa altura à TAAG era Lisboa, "apenas com certos aparelhos e segundo condições muito estritas". Todas as transportadoras angolanas continuam na lista negra europeia de companhias proibidas de voar nos céus dos 27, mas as restrições impostas à TAAG foram "parcialmente levantadas sob determinadas condições". A 4 de Julho de 2007, Bruxelas tinha anunciado a inclusão da TAAG na lista negra das empresas interditas de operar na Europa, por motivos de falta de segurança, depois de o Comité de Segurança Aéreo europeu ter aprovado por unanimidade uma decisão nesse sentido. A "lista negra" da União Europeia inclui cerca de uma centena de companhias aéreas proibidas de voar no espaço europeu por não aplicarem as normas de segurança e constituírem um perigo para os passageiros.