Algarve “reviveu” fim de semana Carnavalesco
Trânsito lento no regresso a casa e “engarrafamento na A 2.A “Operação Carnaval” tinha registado até ao meio da tarde de ontem cinco mortos e 16 feridos graves.Em dia de regresso à capital, depois do Carnaval, houve fila de seis quilómetros na auto-estrada de acesso a Lisboa. O trânsito na Auto-Estrada 2, no sentido sul-norte, próximo da ponte 25 de Abril, efectuava-se ontem ao fim do dia com alguma lentidão, e com uma fila de cerca de seis quilómetros, disse à agência Lusa fonte da GNR.
Em dia de regresso à capital, no final de um fim-de-semana prolongado, a A2 registava alguma lentidão cerca das 17:30, pouco depois da ponte do Feijó (Almada), com uma fila entre seis e sete quilómetros, referiu a mesma fonte.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou dez mortos e 30 feridos graves em acidentes de viação, após três dias da Operação Carnaval, disse esta terça-feira fonte do Comando daquela força de segurança, refere a Lusa.
Menos dois mortos e mais três feridos graves que em igual período do ano passado.
A GNR referiu que até às 00:00 de segunda-feira e desde as 00:00 de sexta-feira, altura em que começou o reforço de militares nas estradas portuguesas, registou menos dois mortos em comparação com o período homólogo de 2008, com dez vítimas mortais. Registaram-se 30 feridos graves nas estradas portuguesas, nas últimas 72 horas, mais três que em igual período de 2008.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) informa que 81 pessoas morreram nas estradas do continente, desde 01 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 2009.
Em relação a 2008, e no período homólogo de 01 de Janeiro a 15 de Fevereiro, morreram mais seis pessoas este ano. O distrito com mais mortos em acidentes de automóvel é Setúbal com 12 casos registados, ainda de acordo com a ANSR.
Duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas no domingo nas estradas portuguesas, no terceiro dia da operação Carnaval da GNR, em que ocorreram 212 acidentes de viação. Desde as 00:00 de sexta-feira que foram registados 660 acidentes, cinco mortos, seis feridos graves e 242 feridos ligeiros.
Comparativamente ao mesmo período de 2008 ocorreram este ano menos 147 acidentes, menos dois mortos, mais três feridos graves e menos 42 feridos ligeiros. A Operação Carnaval terminou às 24:00 de terça-feira.
Estrada «matou» 61 pessoas em JaneiroOs acidentes nas estradas portuguesas provocaram em Janeiro 61 mortos, mais 19,6 por cento que em igual período do ano passado, indicam dados esta quarta-feira divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), escreve a Lusa. Segundo a ANSR, no primeiro mês deste ano morreram mais 10 pessoas em acidentes rodoviários do que em Janeiro de 2008, quando se registaram 51 vítimas mortais.
Em contrapartida, o número de feridos graves diminuiu 15,6 por cento, tendo ficado feridas com gravidade menos 29 pessoas. Os dados da ANSR indicam que em Janeiro ficaram gravemente feridas 156 pessoas, número que no ano passado se situava nos 185.
Setúbal, com oito mortos, é o distrito com o maior número de vítimas mortais nas estradas, seguindo-se Lisboa (7), Beja (6) e Aveiro (5). Castelo Branco é o distrito que este ano ainda não registou qualquer morto em acidentes rodoviários.
Os acidentes nas estradas portuguesas provocaram no ano passado menos 82 mortos e 529 feridos graves do que em 2007, mas o número de acidentes com vítimas mortais dentro das localidades aumentou oito por cento.
Número de vítimas mortais aumentou em relação a 2008O director da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) desvalorizou o aumento do número de mortos em acidentes rodoviários em Janeiro, afirmando que «estatisticamente é um período curto para comparação» e lembrando que a «sinistralidade tem diminuído».
O director-geral da PRP, José Miguel Trigoso, entende que «não se podem tirar conclusões tendo por base o número de mortos em Janeiro», nas estradas, uma vez que o período de comparação é muito pequeno e os números «não são significativos, apesar de muito desagradáveis», referiu.
O responsável entende que «só se podem comparar períodos maiores, um ano, vários anos, para tirar conclusões», e que em termos gerais, analisando os últimos anos, a «sinistralidade rodoviária tem diminuído, bem como o número de feridos ligeiros e feridos graves», referiu.
«O período de análise é muito curto e basta um acidente que envolva várias pessoas numa viatura para os números subirem», referiu o director-geral.
José Miguel Trigoso referiu ainda que em relação a 2007, e no mesmo período de 1 a 31 de Janeiro, registaram-se 70 mortos o que em comparação a Janeiro de 2009 representa «uma diminuição absoluta».
Envolvimento de mulheres em acidentes aumentou 5,8 por centoA percentagem de mulheres envolvidas em acidentes rodoviários aumentou de 18,9 por cento em 2001 para 24,7 por cento em 2007, ou seja, cerca de 5,8 por cento, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), noticia a Lusa.
No relatório do estudo «Género no Ambiente e Território», apresentado esta quinta-feira pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), em Lisboa, concluiu-se, contudo, que esse facto tem de ser relacionado com «a evolução da participação da mulher como condutora». Para sustentar esse argumento, é dito no relatório que o número de cartas emitidas tituladas por mulheres também aumentou, entre 1999 e 2006, de acordo com a ANSR.
Em todas as faixas etárias a percentagem de cartas tituladas aumentou, sendo que entre os 45 e os 64 anos de idade a diferença é mais notória: quando em 1999 apenas 24,6 por cento das cartas emitidas pertenciam ao sexo feminino, em 2006 essa percentagem já era de 44,1 por cento.
Este estudo, «completamente inovador a nível nacional», segundo a vice-presidente da CIG, Paula Alves, teve como um dos seus objectivos perceber as diferenças de género no ambiente em Portugal, apesar dos poucos dados a nível nacional.
«Ainda há muito a fazer»Os dados dizem respeito aos últimos seis anos, mas nesse sentido, a equipa de geógrafos chegou à conclusão de que «ainda há muito a fazer nesta área». Os homens imperam na profissão de vigilante da natureza do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, segundo os dados do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional divulgados no relatório.
Em 2007, dos 149 funcionários, 124 eram homens e apenas 25 eram mulheres. Ao nível do perfil de género dos alunos inscritos em cursos superiores dos domínios ambientais, concluiu-se que, em 2007, as raparigas lideravam nos cursos com vocação ambiental, mas a sua presença era menor nos cursos com componentes mais tecnológicas e nas engenharias.
Na Região de Lisboa e Vale do Tejo, há mais alunos do sexo masculino nos cursos de Engenharia da Energia e do Ambiente, Engenharia Florestal e Engenharia Agronómica. Já nas Engenharias relacionadas com a Alimentação e o Ambiente, o sexo feminino predomina. No entanto, os investigadores esclarecem que, apesar de as mulheres estarem superiormente representadas nestas áreas, tal não garante uma posição cimeira das mesmas em cargos de chefia na área ambiental.
A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género funciona junto da Presidência do Conselho de Ministros.