Liberdade e o Direito de Expressão

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

30ª Fatacil em Lagoa

Ministro inaugura hoje a maior feira algarvia

A maior feira a Sul do Tejo será hoje inaugurada no Parque de Feiras e Exposições de Lagoa, com a assinatura do protocolo que define as novas instalações da Adega do Algarve.

O Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, inaugura hoje, pelas 19H00, a 30ª edição da FATACIL – Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria do município algarvio de Lagoa.
Evento único no Verão algarvio, visitado anualmente por largos milhares de pessoas, o certame tem nesta 30ª edição um atractivo especial, que é a realização de uma grande mostra de vinhos do Algarve.
Num espaço de 500m2, onde estarão presentes os principais produtores da região algarvia, haverá lugar a provas de vinhos e a acções de promoção da viticultura. Nesta FATACIL, decorrerá ainda a 2ª edição do Concurso "O Melhor Vinho do Algarve".
A 30ª edição da FATACIL reúne no Parque de Feiras e Exposições de Lagoa cerca de 800 expositores, onde se incluem cerca de 200 artesãos e 120 empresas de agro-pecuária.

Futuras instalações da Adega do Algarve

Com a presença do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, será assinado hoje, pelas 17H30, um acordo de cedência de instalações localizadas em Canada, concelho de Lagoa, entre a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAP Algarve) e a Única – Adega Cooperativa do Algarve, resultado da fusão das Cooperativas de Lagoa e Lagos.
Este acordo preliminar vai viabilizar a construção em instalações afectas à DRAP Algarve, da adega e serviços de apoio da Única – Adega Cooperativa do Algarve, obra que representa um investimento da ordem dos 6 milhões de euros e para a qual já foi apresentada candidatura ao PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural).
A cedência das instalações, que será posteriormente avaliada pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, constitui um passo fundamental para a Única – Adega Cooperativa do Algarve, que resultou da fusão em 2008 das Cooperativas de Lagoa e Lagos, visando criar uma estrutura com gestão profissionalizada, maior influência nos mercados e capaz de potenciar os vinhos algarvios.

Novo Regime de Arrendamento Rural

Ao abrigo de uma autorização legislativa da Assembleia da República, o Conselho de Ministros aprovou hoje a versão final do Decreto-Lei que estabelece o novo Regime de Arrendamento Rural (RAR), instrumento crucial para combater o abandono das terras agrícolas e que vai facilitar, melhorar e dinamizar o mercado de arrendamento, beneficiando rendeiros e proprietários.
Este Decreto-Lei, que potencia o aumento da dimensão física e económica das explorações agrícolas e da sua capacidade de criação de riqueza, prevê que o valor das rendas seja fixado entre as partes, sem limites máximos, podendo ser acordado o coeficiente de actualização anual.
Com o novo RAR, a duração do contrato de arrendamento pode ir de um ano (arrendamento de campanha) até aos 70 anos (arrendamento florestal), sendo que o mesmo tem de ser obrigatoriamente redigido, ficando claras, por exemplo, as formas de cessação e os modos de resolução por incumprimento.
Para os arrendatários rurais, o RAR permitir-lhes-á ter contratos que incluam actividades agrícolas, pecuárias, florestais e associadas, podendo abranger os bens imóveis e móveis que as partes entendam e ainda os direitos de produção e de apoios financeiros no âmbito da política agrícola comum. É dada a possibilidade de alteração do valor da renda por ocorrência de circunstâncias imprevisíveis e anormais e, no caso do arrendamento florestal, é mesmo possibilitado que uma parte da renda fique dependente da produtividade do terreno.
Os proprietários também vão usufruir de uma maior flexibilidade, já que a renda deixará de ser sujeita a limites máximos, e poderá, também por acordo entre as partes, haver lugar a antecipação das prestações. Por outro lado, em situação de mora, o arrendatário é obrigado a pagar uma indemnização pelas rendas devidas, sendo agilizado o processo de acção de despejo.

As principais inovações do novo RAR

1 – Nos contratos de arrendamento rural, obrigados necessariamente à forma escrita no acto da sua celebração, sob pena de nulidade, são flexibilizados os prazos de duração, reduzindo-se o prazo de duração mínima. Os contratos passam a poder ser celebrados por prazos de um ano (no caso do arrendamento de campanha) e até 70 anos (arrendamento florestal).
2 - O contrato de arrendamento passa a gozar de uma maior flexibilidade, no sentido de poder incluir actividades agrícolas, pecuárias, florestais e associadas, podendo as partes acordar o tipo de arrendamento no caso de actividades mistas, e podendo abranger também no âmbito do contrato, os bens imóveis e móveis que as partes entenderem.
3 – A renda passa a ser estipulada e paga apenas em valor pecuniário, sendo admitidas as diversas formas de pagamento - numerário, cheque, ou transferências bancárias.
4 – O montante e a actualização das rendas passam a ser estabelecidos livremente pelas partes.
5 – Por vontade das partes, pode ser consagrada a possibilidade de transferência de direitos de produção e direitos a apoios financeiros no âmbito da PAC.
6 – Clarificam-se as normas aplicáveis às diversas formas de cessação do contrato, assegurando uma maior segurança jurídica do regime.
7 – Possibilita-se a celebração do contrato de “arrendamento de campanha”, sem necessidade de autorização prévia por portaria do Ministro da Agricultura e sem fixação por este do valor máximo das rendas.
8 – É criada a possibilidade de se convencionar a antecipação de rendas e, no caso específico do arrendamento florestal, pode ser convencionada uma parte da renda em função da produtividade do prédio.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Vinhos algarvios para ler e provar

Turismo do Algarve lança novo guia promocional

Os tintos, brancos e rosés algarvios estão em destaque num guia agora editado pelo Turismo do Algarve para promover a produção vinícola regional.

São 130 páginas inéditas e 76 vinhos com personalidade, notas florais, toques de café e fragrâncias complexas para ler e depois provar. O «Guia de Vinhos do Algarve» começa com história: da presença árabe no território até aos dias de hoje, mostra-se que o vinho esteve sempre ligado à região. Nas páginas seguintes há espaço para explicar como se faz a prova sensorial. A visão, o olfacto e o paladar contribuem para perceber a riqueza do vinho e o leitor «poderá começar a experimentá-lo com os sentidos mais apurados», refere o presidente do Turismo do Algarve, António Pina.
Chega-se às quatro sub-regiões de Denominação de Origem Controlada do Algarve - Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira - e às quintas e adegas de cada uma. Na publicação estão reunidos os 16 produtores regionais e os seus principais vinhos, acompanhados de uma ficha técnica da responsabilidade do escanção-mor Hermínio Rebelo.
As castas utilizadas, o volume alcoólico, a temperatura ideal para servir, o visual, o aroma, o sabor e os pratos mais aconselhados para o vinho são os elementos que constam nas fichas que acompanham os 76 néctares do livro.
O «Guia de Vinhos do Algarve» é editado em parceria com a Direcção Regional de Agricultura do Algarve e tem uma tiragem inicial de 5500 exemplares, três mil dos quais para venda nos postos de turismo já a partir deste Verão, com uma versão em português e outra em inglês.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vinhos algarvios fazem sucesso

«Wine Masters Challenge» distingue vinhos da região

Os vinhos algarvios já são sonantes e já arrecadam distinções em concursos internacionais.

É o caso de sete rótulos produzidos na região que saíram do «Wine Masters Challenge 2009» com medalhas de ouro, prata e bronze.
O Paxá Tinto 2007 (Paxá Wines Lda.) e o Tapada da Torre Reserva Tinto 2007 (Quinta do Morgado da Torre) receberam a Gold Vine Leaf daquele importante concurso mundial da especialidade, que decorreu no Estoril no final de Março.
O Alvor Reserva Tinto 2007 (Quinta do Morgado da Torre), o João Clara Tinto 2007 (Quinta João Clara – Edite Alves) e o Cabrita Tinto 2007 (Quinta da Vinha) conquistaram a medalha de prata, enquanto a de bronze foi partilhada pelo Fuzeta Tinto 2007 (Quinta dos Correias) e pelo Quinta do Francês Tinto 2006 (Patrick Agostini, Lda.).
«Termos sete vinhos premiados é extraordinário e significa apenas que no Algarve começamos a ter novos vinhos de qualidade, associados a novos produtores. O património cultural vinícola da região saiu vencedor», afirma o presidente do Turismo do Algarve, António Pina.