Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sexta-feira, 9 de março de 2012

A LUTA CONTRA AS PORTAGENS NA VIA DO INFANTE CONTINUA!

                                                                                                  
Mais um Buzinão e uma Marcha Lenta que se efectuou na EN 125, exigindo a suspensão das Portagens na Via do Infante. Foi ontem, dia 8 de março – um dia histórico (Dia Internacional da Mulher) e que também poderá fazer História no Algarve – com concentração em Fonte de Boliqueime e partida a caminho de Faro, passando pelo Aeroporto e terminando junto ao Fórum Algarve.
A comissão de utentes diz que "Não podemos baixar os braços e continuar a persistir na luta contra a injustiça e a arrogância do governo. O Algarve neste momento já deve ter cerca de 50 mil desempregados e as portagens estão a contribuir para o seu agravamento. Só nos resta lutar!"
Agora que a Comissão Europeia critica o governo pela introdução das portagens e quando os nossos vizinhos espanhóis de Andaluzia se estão a mobilizar cada vez mais contra as mesmas, devemos intensificar essa luta. Em Fevereiro passado já foi criada em Ayamonte, com a participação da Comissão de Utentes da Via do Infante, a Comissão Luso-Espanhola para a Supressão das Portagens na A22. No próximo dia 9 de março (HOJE), no Ayuntamiento de Ayamonte, também com a participação da Comissão de Utentes e de cerca de duas dezenas de associações sindicais, empresariais e outras, vai ser assinado um Manifesto de apoio à área transfronteiriça livre de portagens. Também vão ser discutidas novas formas de luta pela anulação das portagens na A22, podendo daqui sair uma ação envolvendo a Ponte Internacional do Guadiana.
Todos sabemos que esta luta é mais do que justa e que tem boas condições para triunfar. Então vamos em frente! O tempo é de acção e não de resignação! E quem tem medo compra um cão!
Todos à marchas pela suspenção das portagens na Via do Infante!
Pelo Algarve, pelo país – por todos nós!
                                                                            
A Comissão de Utentes da Via do Infante
                                                                    
                                                
                                                                                                           

sábado, 21 de janeiro de 2012

E esta, hem ?

Cavaco Silva diz que não ganha o suficiente para pagar as suas despesas
                                                                                                                                                  
"O que receberei quase de certeza que não vai chegar para as despesas"
"Felizmente, durante os meus 48 anos de casado, a minha mulher e eu fomos sempre muito poupados. Portanto, agora posso gastar parte das minhas poupanças", diz ainda o Presidente da República... Reformas “douradas” crescem na administração pública... O ministro da Segurança Social admitiu, recentemente, limitar o valor das pensões... Acordo da Concertação Social não durou 24 horas!
                                                    
Cavaco Silva foi questionado hoje no Porto sobre o facto de poder receber subsídio de férias e de Natal pelo Banco de Portugal (BdP), tendo explicado que, "tudo somado", o que vai receber do fundo de pensões do BdP e da Caixa Geral de Aposentações (CGA) "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as despesas. “Descontei durante quase 40 anos uma parte do meu salário para a CGA como professor universitário e também descontei alguns anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian. Irei receber 1.300 euros por mês”, começou por explicar o Presidente. “Quanto ao fundo de pensões do Banco de Portugal, para o qual descontei durante quase 30 anos parte do meu salário, eu ainda não sei quanto é que irei receber. Mas os senhores não terão dificuldade: eu fui um funcionário de nível 18, que exerceu funções de direcção”, prosseguiu Cavaco Silva. “Tudo somado, o que receberei do BdP e da CGA quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas”, concluiu. Cavaco Silva lembrou ainda que também não recebe vencimento como Presidente da República – mas diz que também não faz questão. "Felizmente, durante os meus 48 anos de casado, a minha mulher e eu fomos sempre muito poupados. Portanto, agora posso gastar parte das minhas poupanças e por isso é que não faço questão quanto a isso." Sexta-feira, o Banco de Portugal anunciou, em comunicado, que os seus membros do conselho de administração abdicaram de receber os subsídios de férias e de Natal, adiantando o mesmo documento que o processamento dos subsídios aos reformados "está em suspenso" - medida que afecta Cavaco Silva -, aguardando-se ainda pareceres solicitados.
                                                                                                                    
Reformas “douradas” crescem na administração pública
                                                                                                                                                                      
São 54 os aposentados da função pública que vão receber, em Fevereiro, uma reforma acima de quatro mil euros. E há 14 que até recebem mais de cinco mil. Os encargos da Caixa Geral de Aposentações continuam a aumentar cada vez mais. A partir de 1 de Fevereiro vai ter de pagar mais 2380 reformas. O mês de Fevereiro fica marcado também por um valor médio de aposentação relativamente alto e pela atribuição de mais de cinco dezenas de reformas douradas. São 54 os aposentados da função pública que vão receber o que se chama uma “reforma dourada”, ou seja, acima de quatro mil euros. E há 14 que até recebem mais de cinco mil. Nalguns casos porque atingiram o limite de idade, têm a carreira completa ou, simplesmente, porque querem sair antes que o Governo decida fazer mais cortes às pensões mais elevadas. Em Fevereiro, a pensão mais alta que vai ser atribuída é superior a 5.742 euros, à adjunta da secretária-geral do Parlamento, Maria do Rosário Paiva Boléo.
Mas este é um mês em que podemos encontrar valores de pensões relativamente elevados. No total, mais de 20%, ou seja, mais de quinhentas, superam os dois mil euros, entre estas há quase 90 que ultrapassam os três mil. Na atribuição das “reformas douradas” em Fevereiro, sobressaiam as do Ministério da Saúde, mas também as instituições militares e o Ministério da Justiça. Este último, é aliás um dos Ministérios que vê sair mais gente, daqui a dias são quase 400. Muitos são funcionários judiciais e guardas prisionais. Também o Ministério das Finanças regista um número considerável de saídas e neste caso, sobretudo ao nível de chefias, inspectores tributários e técnicos superiores. São números que podem engrossar nos próximos meses, uma vez que o Governo pretende limitar o valor máximo das pensões. No caso das reformas acima 5.030 euros, a proposta, que já deu entrada no Parlamento, sugere a aplicação de uma taxa de 25% no montante que exceda aquele limite.
                                                                                                                                   
As pensões mais altas devem mesmo ter um tecto?
                                                                                                                                                                           
O ministro da Segurança Social admitiu, recentemente, limitar o valor das pensões... O ministro da Segurança Social admitiu recentemente limitar o valor das pensões. Dois antigos ministros do sector divergem sobre a aplicação da medida. Vieira da Silva e Bagão Félix, dois recentes responsáveis governamentais pela área da Segurança Social, divergem sobre a possibilidade, recentemente admitida pelo ministro Mota Soares, de impor limites aos valores das pensões.
Bagão Félix, ministro do sector no anterior Governo de coligação PSD/CDS-PP, defende a imposição de um "tecto", lembrando que, inclusivamente, a medida chegou a estar inscrita no programa do Governo de que fez parte, embora deixe a advertência de que isso não garante a sustentabilidade do sistema: “Temos de ser intelectualmente muito honestos: esta medida, em si, não resolve o problema da sustentabilidade da Segurança Social”. Para o antigo ministro indicado pelo CDS-PP, "a grande reforma da Segurança Social" a fazer, na perspectiva da sua sustentabilidade, "é a pujança económica” do país. Bagão Félix defende sem hesitações a ideia dos limites. “Não faz sentido que o estado social, com as dificuldades que terá crescentemente, se deva preocupar com pensões acima de um determinado valor”, explica, acrescentando que a medida tem também um sentido pedagógico: “Nós temos que dizer, sobretudo às gerações mais novas, que devem preparar-se para diversificar as suas formas de protecção previdencial”. Sobre a forma como esta medida deve ser posta em prática, Bagão Félix concorda com o ministro Mota Soares: limitar as pensões a três ordenados mínimos parece-lhe pouco e sobe a fasquia para os 5/6 salários mínimos. A partir deste valor - e até aos 10 salários mínimos -, cada trabalhador poderia escolher para onde quer descontar parte do seu salário, de forma a continuar a incentivar a poupança. Acima dos 10 salários mínimos, os trabalhadores seriam livres de fazer o que entendessem com o seu dinheiro. Já sobre quem estaria abrangido por este sistema, Bagão Félix defende que seriam apenas os trabalhadores em inicio de carreira contributiva ou com menos de 30 anos.
"Proposta desadequada" - Contra estas teses está Vieira da Silva, antigo titular da pasta da Segurança Social no primeiro Governo de José Sócrates. “É uma proposta que não me parece adequada. Há muito que é discutida no nosso país e não é por acaso que não tem sido aplicada - é porque todos os estudos que foram feitos chegaram à conclusão de que seria extremamente difícil, para não dizer impossível, encontrar meios para financiar [a medida]”, refere o agora deputado socialista. Vieira da Silva explica que limitar o valor das pensões, por via do limite das contribuições, significaria uma perda de receitas que a Segurança Social não pode suportar. “Em termos internacionais, as próprias instituições que, durante vários anos, incentivaram a esse tipo de mudanças têm vindo, progressivamente, a considerá-las arriscadas e perigosas para a sustentabilidade desses sistemas e das próprias finanças públicas”, sustenta. O socialista vai mais longe e garante que, com a introdução, em 2008, do factor de sustentabilidade, a questão da sustentabilidade da Segurança Social deixou de ser urgente. “No dizer da Comissão Europeia, nós saímos do grupo dos países de alto risco relativamente à sustentabilidade do sistema de pensões”, garante, acrescentando que o Orçamento do Estado elaborado por este Governo reconhece que, nas próximas três décadas, está garantido o financiamento das pensões sem necessidade de recorrer ao fundo de estabilização financeira da Segurança Social. Ainda assim, Vieira da Silva reconhece que nenhum sistema de Segurança Social está a salvo de problemas, sobretudo num momento em que a saúde das contas públicas é muito duvidosa. “O que é cada vez mais necessário é que, tão depressa quanto possível, Portugal possa ultrapassar esta situação de baixo crescimento económico, ou até de recessão, que estamos a viver. A reforma de que precisamos na Segurança Social é mais a reforma da economia no seu todo, é mais a mudança dos níveis de crescimento e do tipo de crescimento que temos, do que, propriamente, a meu ver, mudanças que não conduzem a nenhuma melhoria no próprio sistema de Segurança Social”, conclui Vieira da Silva.
                                                                                                                                             
Concertação Social não durou 24 horas
                                                                                                                                                 
Sindicato dos Transportes diz que “mau acordo” motiva várias propostas para o repudiar, com Sérgio Monte a dizer que que entre as propostas está a saída da central de João Proença. Os diversos plenários que têm ocorrido, com vista à preparação da greve de 2 de Fevereiro, os trabalhadores filiados no SITRA têm-se manifestado frontalmente contra as medidas acordadas. O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes do (SITRA) confirma o descontentamento com a UGT após assinatura do Acordo de Concertação com medidas muito penalizadoras. Sérgio Monte diz que que entre as propostas recebidas está a saída da central de João Proença. Nos diversos plenários feitos, para preparar a greve de transportes de dia 2, o dirigente da SITRA diz ter sido confrontado com a insatisfação dos trabalhadores. “Estamos a fazer plenário, dando o corpo às balas, sobre o mau acordo que a UGT fez com o Governo. Daí têm vindo variadas propostas. Tem falado um bocado também o desespero e algum radicalismo, que tenho tomado nota e irei analisar na minha direcção."
Quanto à eventual saída da UGT, Sérgio Monte afirma que não é um problema que se coloque para já. A decisão terá que ser tomada em congresso, assim como outras medidas. O sindicalista revelou ainda que há muitos trabalhadores que se manifestaram junto do sindicato e da própria UGT. Por isso, admite que alguns deles deixem de ser sindicalizados ou que mudem de sindicato. “Este acordo veio desmobilizar um bocadinho a greve que está marcada para as empresas de transportes estatais”, considera ainda. Boa parte do vencimento mensal dos funcionários das empresas de transporte prende-se com a realização de trabalho extraordinário. Com a criação do banco de horas e redução para metade do trabalho suplementar, as perdas de rendimento destes trabalhadores podem rondar os 35 a 40%.
                                                                                                                       
Governo galego apela à intervenção de Madrid para travar portagens
                                                                                                                                                                      
Núnez Feijóo lamenta o que diz ser um modelo de pagamento discriminatório.. "Situação está a prejudicar muitíssimo a economia do Norte de Portugal e os governos centrais têm que saber que há 75 mil pessoas que diariamente cruzam a fronteira", diz dirigente espanhol. O presidente do Governo Regional da Galiza apelou hoje à intervenção do Executivo de Madrid junto do Governo de Lisboa para alertar sobre o efeito das portagens na economia da região. "Vou tentar que o Governo actual de Madrid faça chegar a Lisboa os problemas que estamos a ter em algo fundamental como é poder pagar", apontou Alberto Núnez Feijóo (PP), em entrevista a uma rádio galega, citada pela Lusa. A crítica mantém-se sobre a forma de pagamento dos cidadãos galegos que tentam percorrer as antigas SCUT do Norte do país, sistema considerado "discriminatório" entre utilizadores portugueses e estrangeiros. "O lógico era que os Governos de Espanha e de Portugal falassem dos temas que afectam os seus cidadãos. Nas portagens, com o Governo socialista [espanhol] anterior, o tema foi levantado pela Galiza e não por Madrid", afirmou Feijóo.
Alta velocidade deve ser repensada - O líder do Governo galego disse ainda que "Madrid e Lisboa estão longe da realidade da euro região" e garantiu que a solução para as actuais dificuldades até pode ser "tecnológica", através da convergência dos sistemas de pagamento electrónico dos dois países. "Espero que rapidamente se encontra uma saída. Esta situação está a prejudicar muitíssimo a economia do Norte de Portugal e os governos centrais têm que saber que há 75 mil pessoas que diariamente cruzam a fronteira, e isso necessita de uma reflexão", defendeu. Feijóo reconheceu ainda que a situação "muito delicada" da economia portuguesa tem vindo a concentrar a atenção do Governo liderado por Passos Coelho e admitiu que, face às dificuldades "também vividas em Espanha", a ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo deve ser "definitivamente" repensada.
                                                                                                                      
Saiba como pedir isenção das taxas moderadoras
                                                                                                                                      
Nome, morada, data de nascimento e números de contribuinte, de utente do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social ou outro regime de protecção social são alguns dados obrigatórios. Já está disponível o formulário para pedir a isenção das taxas moderadoras. Os utentes podem fazê-lo através da internet, com preenchimento directo na página ou imprimindo o formulário para depois entregar nos serviços. Nome, morada, data de nascimento e números de contribuinte, de utente do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social ou outro regime de protecção social. Estes são dados obrigatórios fornecer para vir a ficar isento de pagamento das taxas moderadoras. Além disso, é preciso identificar nos mesmos termos todos os elementos do agregado familiar e assinar a declaração segundo a qual o requerente tomou conhecimento dos critérios e condições de acesso. No acto de entrega, o formulário tem que ser acompanhado de originais ou fotocópias do Cartão do Cidadão, Bilhete de Identidade, boletim de nascimento ou passaporte e ainda dos cartões de utente, de contribuinte e da Segurança Social. Pode pedir a isenção de pagamento das taxas moderadoras na Saúde quem couber dentro do critério de insuficiência económica, ou seja, quem integrar um agregado familiar cujo rendimento médio mensal, dividido pelo número de pessoas a quem cabe a direcção da família, seja igual ou inferior a 628,83. As novas taxas moderadoras entraram em vigor no dia 1 de Janeiro, mas há um período de transição até 15 de Abril. Até lá presume-se isento de pagamento quem assim estava referido no Registo Nacional de Utentes no fim do ano passado. Para confirmar esta situação de isenção, a utente deve apresentar comprovativos até 31 de Março. Quem já estava isento de taxas moderadoras, será contactado pelo Ministério da Saúde até ao fim de Fevereiro para averiguar se a isenção se mantém.
                                                                                                                                            
                                                                                                                       
                                                                                                                          

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Semana dos presentes de um pobre Natal!

Morreu um "querido líder"!
                                                                                                                                                          
Funeral realiza-se para a semana. Kim Jong-Un, filho mais novo, sucede na liderança da única dinastia comunista da História, num dos países mais isolados do mundo.... que ao contrário de Passos Coelho nunca mandou ninguém imigrar!
                                                 
Não era rei nem imperador, simplesmente um ditador comunista, que dividiu a Coreia depois de sangrenta guerra nos anos 50. Morreu agora (só?) o líder da Coreia do Norte, um dos mais isolados líderes mundiais, anunciou hoje de madrugada a televisão estatal de Pyongyang. Kim Jong-Il, de 69 anos, terá sofrido um ataque de coração numa viagem de comboio, no sábado. Kim Jong-il sofreria de problemas cardíacos e de diabetes. Conhecido como "Querido Líder", Kim Jong-Il chefiou o regime de Pyongyang durante 17 anos, durante os quais se empenhou em transformar o país numa potência nuclear. Após a sua morte, o regime norte-coreano deu início à transferência de poder para o filho mais novo do ditador, Kim Jong-Un. Na comunidade internacional, as primeiras reacções foram de cautela. As tropas da Coreia do Sul entraram de imediato em estado de alerta máximo e as autoridades de Tóquio convocaram uma reunião do gabinete de crise, dado que há mísseis de Pyongyang apontados ao Japão.
“Querido líder” não permitia dissidências. Kim Jong-il assumiu o poder em 1994, após a morte do seu pai, Kim-il-Sun. Seria designado Presidente eterno e, tal como o seu pai, prosseguiu a política do isolamento com o exterior, reprimindo de maneira dura e, muitas vezes, violenta qualquer tentativa de dissidência interna. O “Querido Líder”, como era chamado, foi responsável por centenas de detenções de cidadãos estrangeiros, planeou atentados terroristas e reforçou um sistema de vigilância apertada que tornou os cerca de 22 milhões de cidadãos em prisioneiros no seu próprio país. A Coreia do Norte continua na lista negra dos países que alegadamente promovem actos terroristas e na lista dos que prosseguem o fabrico de armamento nuclear. Tecnicamente, o regime comunista norte-coreano está ainda em guerra com a vizinha Coreia do Sul e permanece distante do mundo. O culto da imagem de Kim Jong-il está em todo o lado e em toda a gente. Cidades e populações eram obrigadas a usar a imagem de Kim-Jong-il, bem como do seu filho, que sucede agora ao pai. Kim Jong-il estava afastado da vida pública desde 2008, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Morreu no fim-de-semana, aos 69 anos, durante uma viagem de comboio. O funeral está marcado para o dia 28.
Agora, o momento "é de incerteza", o General Loureiro dos Santos considera que a sucessão de Kim Jong-il levanta questões quanto à sustentação do regime e à afirmação do sucessor, Kim Jong-un. "É preciso acompanhar com muita atenção as mudanças que podem surgir em Pyongyang", com a nova liderança na Coreia do Norte. É a opinião do general Loureiro dos Santos, especialista em questões geoestratégicas, para quem o momento é de, “basicamente, incerteza”. “Não sabemos se haverá instabilidade, quer por razões de sustentação do regime – porque muitas vezes é nestas alturas que forças divergentes aproveitam para actuar –, quer para afirmação do próprio herdeiro, que precisa de mostrar que comanda”, afirma. O general cosnsidera que a Coreia do Sul e o Japão vivem momentos de incerteza. Quanto à China, prevê que mantenha o seu papel, sempre importante em caso de mudança nas políticas do regime norte-coreano. “A ideia que muitas vezes se retira é que a China, aparentemente, está interessada em manter uma Coreia do Norte tipo ‘cão de Brega’, que monopoliza em qualquer momento para criar uma situação de instabilidade na zona quando lhe convém”, explica. Kim Jong-il era conhecido por “querido líder”. Durante 17 anos, comandou os destinos da Coreia do Norte, uma potência nuclear com um dos mais maiores exércitos do planeta. Morreu aos 69 anos, de ataque cardíaco, durante uma viagem de comboio. O seu filho mais novo, Kim Jong-un é agora chamado de “grande sucessor”. Tecnicamente, as duas Coreias continuam em estado de guerra: o armistício assinado em 1953 ainda não foi substituído por um tratado formal de paz.
                                                                                                                                               
Bastonário dos Médicos pede julgamento dos "maus políticos"
                                                                                                                         
José Manuel Silva é contra a subida das taxas moderadoras e dá alternativa, e diz que a má gestão do país impede a colocação de médicos em Portugal e lamenta que os novos profissionais tenhamque emigrar. O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, quer o julgamento dos políticos “da última década” que conduziram o país à “desgraça”. “Sobretudo na última década, Portugal foi conduzido à desgraça por um conjunto de maus políticos, que permitiu que Portugal fosse delapidado pela fraude, pela corrupção, pelas soluções despesistas e contra critérios técnicos”, afirmou José Manuel Silva, durante uma cerimónia de juramento de Hipócrates de cerca de 500 novos médicos, no Porto. “Temos que apontar caminhos. O primeiro: julgar os governantes da última década, para condenar os corruptos e ilibar os justos, mas, sobretudo, para transmitir a mensagem da responsabilidade e da responsabilização que tanto dizem à profissão médica. Não é tolerável que alguém conduza o país à bancarrota e não seja julgado, no mínimo, por crime económico”, defendeu o bastonário. José Manuel Silva diz que a má gestão do país impede a colocação de médicos em Portugal e lamenta que os novos profissionais tenham que emigrar. O bastonário compara mesmo o actual momento ao Estado Novo, “que não dava condições de vida aos seus cidadãos e obrigava a emigrar”. “É inacreditável que Portugal não tenha uma política de recursos humanos adequada às suas necessidades. É tempo de Portugal fazer planeamento e adaptar os 'numerus clausus' em Medicina às necessidades do país. Exportar médicos, técnicos com uma formação caríssima e altamente especializada é empobrecer Portugal e beneficiar as economias de outros países”, afirmou.
Contra o aumento das taxas moderadoras. José Manuel Silva referiu-se, na mesma ocasião, ao aumento do valor das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sublinhando que o combate à economia paralela poderia evitar custos acrescidos aos cidadãos e garantir a sustentabilidade económica do país e de sectores como o da saúde. “Nós achamos que há outras vias que não têm necessariamente que onerar os cidadãos mais do que já estão. Provavelmente, o melhor caminho seria colocar a pagar impostos a economia paralela que foge aos impostos. Talvez isso fosse suficiente para resolver muitos dos problemas económicos do país”, disse. O ministro da Saúde, Paulo Macedo, já confirmou que as taxas moderadoras vão subir e, em alguns casos, podem triplicar de preço. Também aumenta o número de pessoas isentas. José Manuel Silva considera que a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e do próprio país foi colocada em causa por más decisões dos últimos governos.
                                                                                                                                                         
Um sábio conselheiro...
                                                                                                                                                                     
Passos Coelho sugere emigração a professores desempregados, que devem olhar para o "mercado da língua portuguesa"... Questionado sobre se aconselharia os “professores excedentários que temos” a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, Passos Coelho respondeu: “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse numa entrevista ao Correio da Manhã, que foi publicada hoje. Passos Coelho deu esta resposta após ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”. “Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”, disse. “Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, explicou.
                                                                                                                                        
Marcelo critica Passos por ter sugerido emigração dos professores
                                                                                                                                        
Comentador diz que portugueses gostariam de ter um primeiro-ministro que resolvesse o problema do desemprego. Marcelo Rebelo de Sousa critica Pedro Passos Coelho, depois de o primeiro-ministro ter aconselhado os docentes desempregados a emigrar. “Os portugueses não querem um primeiro-ministro que seja comentador político e querem um primeiro-ministro que lhes diga: 'Eu vou governar de tal maneira que não será preciso emigrar para o estrangeiro'. Essa é a mensagem que esperam e não de um primeiro-ministro que diz 'Não consigo resolver o problema, emigrem para o estrangeiro'”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI. Em entrevista ao Correio da Manhã, o primeiro-ministro, quando confrontado com o alto desemprego de docentes, sugeriu que tentassem ir para o Brasil ou Angola, onde há falta de professores. Na sua habitual análise na TVI, o comentador aproveitou para elogiar aspectos positivos de Passos Coelho saídos das várias entrevistas: “A ideia de que em 2015 já podem baixar impostos, a ideia de que a partir de 2013 ou 2014 já pode haver crescimento a sério em Portugal”. Marcelo deixou ainda uma crítica ao ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, por este ter ido para a Mauritânia de avião “Falcon”, quando o primeiro-ministro já foi em “económica” para cimeiras europeias.
                                                                                                                           
Listas de espera para cirurgia estão a aumentar
                                                                                                                                   
Informação avançada pelo “Diário de Notícias” refere que entre Setembro e Outubro realizaram-se menos 20 mil operações. As listas de espera para cirurgia estão a aumentar. Segundo uma notícia avançada na edição de hoje do “Diário de Notícias” (DN), a produção dos hospitais está a cair de mês para mês. Em Setembro e Outubro realizaram-se menos 26 mil operações no total. Segundo o DN, um dos motivos que está na origem do fenómeno é o desinvestimento no programa de cirurgias adicionais, que são pagas por acto a toda a equipa que as faz, e que, apesar de custarem menos do que as horas extras, fizeram subir os custos dos hospitais. Ainda de acordo com o jornal, o Ministério da Saúde admite que o decréscimo das cirurgias é uma "opção das instituições face aos constrangimentos orçamentais".
                                                                                                                                                                 
Sabotagem na A22 - VIA DO INFANTE - não destruíram dados
                                                                                                                                        
Estradas de Portugal asseguram que todas as viagens efectuadas desde a entrada em vigor das portagens na Via do Infante, dia 8 de Dezembro, foram debitadas ou terão que ser pagas depois. As três sabotagens na A22 não afectaram os registos e todos os condutores terão que pagar a passagem, garantiu hoje a empresa Estradas de Portugal (EP) em declarações à Lusa. A EP assegura que todas as viagens efectuadas desde a entrada em vigor das portagens na A22, dia 8 de Dezembro, foram debitadas ou terão que ser pagas posteriormente, uma vez que os actos de sabotagem não danificaram os registos das viaturas. Uma fonte da empresa disse ainda que os dez pórticos instalados nos 133 quilómetros da A22, sempre estiveram a funcionar, ainda que tenham ocorrido alguns danos na transmissão de dados. "Uma coisa é a recolha de dados, que nunca foi afectada, outra muito diferente é a transmissão desses dados para os CTT e outras entidades", explicou, sublinhando que existem formas alternativas de transmissão da informação recolhida desde que a gravação subsista na origem, o que de facto ocorreu. A mesma fonte afirma que já terminaram os trabalhos de reparação causados pelo vandalismo detectado no Sábado junto ao nó de ligação da Via do Infante a Boliqueime, onde se encontrava uma caixa de passagem de cabos de fibra óptica entre o sistema electrónico dos pórticos e o exterior da via. Uma fonte policial disse ainda em declarações à agência Lusa que as sabotagens têm sido feitas “a partir do exterior da via”, para dificultar a identificação das viaturas utilizadas pelos protagonistas das mesmas através das câmaras instaladas na auto-estrada. Este é o terceiro acto de vandalismo contra as portagens No dia 13, alguns indivíduos incendiaram e dispararam tiros de caçadeira contra o pórtico instalado entre Algoz e Guia, provocando ferimentos ligeiros a um funcionário da concessionária Euroscut. O incidente ocorreu dias depois de um outro, contra um pórtico de cobrança, junto ao nó de Boliqueime, que danificou uma estrutura de apoio com meios informáticos.
                                                                                                                                                                
Trânsito triplicou na “estrada da morte”
                                                                                                                                                   
Com a introdução de portagens na Via do Infante (A22), o trânsito da estrada nacional 125 (EN125) triplicou na última semana. Se antes o trânsito era praticamente nulo, agora os moradores queixam-se das filas de carros que se acumulam nos 273 quilómetros da estrada nacional 125 (EN125). A razão terá sido a introdução de portagens electrónicas na Via do Infante (A22) na quinta-feira passada, dia 8. Facto é que, na última semana, o trânsito triplicou na estrada nacional, vulgarmente conhecida como a “estrada da morte” devido aos elevados níveis de sinistralidade ali registados. Os múltiplos cruzamentos de nível, semáforos, rotundas, áreas comerciais rentes à estrada e até passadeiras sem sinalização luminosa, não ajudam nem automobilistas nem ciclistas e peões que ali precisam de passar. "Agora chego a estar 15 minutos para a atravessar, quando dantes atravessava em menos de um minuto, até tenho medo", disse à Lusa Vítor Quintado, de 50 anos, proprietário de uma churrasqueira à berma da velha via longitudinal do Algarve, em Fonte de Boliqueime. Este problema parece não afectar da mesma maneira Leonilde Grosso, de 60 anos, proprietária de uma pensão e de uma pastelaria que, à Lusa, garantiu que as vendas subiram, ainda que apenas 10%, desde que o trânsito voltou.
Atrasadas três anos em relação ao que fora prometido pelo ex-primeiro-ministro, José Sócrates, as obras de requalificação consistem também na introdução de vias de serviço e de variantes. Enquanto não estiverem concluídas as variantes até Lagos, Odiáxere, São Lourenço/Troto, Faro, Olhão e Luz de Tavira, circular na EN125 significa, em muitos casos, atravessar cidades, o que provoca um excessivo aumento de trânsito e leva ao congestionamento das vias. Mesmo assim, Vítor Rodrigues, 39 anos, motorista de profissão, que percorre diariamente o Algarve, considera compensador não voltar a usar a A22 e circular pela velha via. "Nunca mais andei na Via do Infante, desde dia 8, há uma semana que só uso a 125", diz o distribuidor por conta própria de Loulé, calculando que na última semana já poupou "muito mais de 100 euros", ao recusar passar na A22. Já Analídeo Neves, de 50 anos, concorda com os cálculos que apontam para o triplicar do movimento à porta da sua pastelaria, na Maritenda. Teme, porém, a chegada do Verão, quando os visitantes da região chegarem em força. Celestino Prata, de 78 anos, só lamenta que os carros não parem mais junto ao seu tractor, já que partilha da opinião que o trânsito também aumentou “para mais do dobro”. "Ao sábado e domingo ainda vão parando, mas aos dias de semana continua a ser igual ao que era", lamenta o agricultor e comerciante, criticando os aumentos das portagens mas sobretudo a dimensão desses aumentos. “As portagens se calhar justificavam-se, mas não a este custo, que é um exagero”, acrescenta.
                                                                                                                                      
Crise afasta portugueses dos jogos da Santa Casa
                                                                                                                                         
A crise já está a ter efeitos nos jogos de sorte. Joga-se menos e as apostas são mais baixas. Apenas a raspadinha foge à tendência. A situação de aperto financeiro no país está a motivar uma redução das apostas nos jogos sociais da Santa Casa. O Euromilhões e a lotaria ressentem-se. A expectativa de ganhar é superada pela crise. Está a diminuir o número de apostadores nos jogos sociais e baixa o valor das apostas. Sem querer avançar números, o director de "marketing" dos Jogos Santa Casa, João Gonçalves, indica que a tendência acentuou-se a partir da segunda metade do ano. “As apostas estão em linha com aquilo que é a crise do país, ou seja, notamos um ligeiro decréscimo das apostas - isso foi notório no início da segunda metade do ano - e um decréscimo de receitas”, indicam fontes da Santa Casa. Mas há uma excepção: a Raspadinha não sofre tanto com as quebras. Talvez pelo preço, talvez pelo imediato do jogo. João Gonçalves diz que "a raspadinha talvez seja o jogo onde nem se faz notar o efeito de crise". "Isso tem que ver com o próprio jogo, que tem preços relativamente acessíveis e em que as pessoas adquirem o bilhete e sabem imediatamente se têm prémio ou não." Com a crise, os responsáveis dos Jogos Santa Casa apostam na criatividade e lançam novas iniciativas. As receitas dos jogos revertem na totalidade para instituições sociais, cultura ou desporto escolar.
                                                                                                                                                    
Tempo seco até ao Natal
                                                                                                                                                 
Instituto de Meteorologia prevê semana de tempo seco. Previsões indicam que não vai chover. Frio vai fazer-se sentir sobretudo até esta terça-feira. Depois, as temperaturas sobem um pouco.s temperaturas mínimas vão ser baixas entre segunda e terça, mas começam depois a subir um pouco. Chuva não há, mas as neblinas e nevoeiros matinais podem surgir nas zonas mais baixas. São as previsões do Instituto de Meteorologia para os próximos dias. “Estamos a prever uma pequena subida da temperatura mínima nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto Estrela, mais significativa no Minho e Douro Litoral. O céu estará pouco nublado ou limpo, mas pode apresentar períodos de maior nebulosidade a norte do sistema montanhoso Montejunto Estrela e pode mesmo ocorrer período de chuva fraca ou chuvisco no Minho e Douro Litoral. Haverá ainda formação de geada nas regiões do interior e neblina ou nevoeiros matinais em alguns vales e terras baixas”, refere à Renascença a meteorologista Maria João Frada. A partir de quarta-feira, a semana "vai ser de tempo seco". "As neblinas e nevoeiros tenderão a persistir um pouco mais nos vales durante a manhã e haverá uma pequena subida da temperatura mínima, mais generalizada”, diz Maria João Frada.
                                                                                                                                        
                                                                                                                            
                                                                                                                                

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

NÃO MORRER NA 125 !


                                                                                                               
A INCENSIBILIDADE DOS POLÍTICOS PROVOCA A REVOLTA!
                                                              
As portagens na A22, para além de serem nitidamente ilegais (a Via do Infante foi paga com fundos europeus...) vão fazer com que a sinistralidade na EN125 aumente de forma imprevisível. Para perceber isto basta saber um pouco de estatística ou matemática. Todos sabem que a EN125 não é alternativa à Via do Infante... nunca foi e nunca há-de ser enquanto não for devidamente reestruturada. De forma patética e meramente calculista, as portagens vão entupir a velha "estrada da morte" de novo...
                                                                                      
PERGUNTAS: 
Onde andam José Mendes Bota (PSD) para defender os interesses dos algarvios, como tanto apregoam? Escondeu-se? E o Macário Correia, entretido para passar o tempo? Meteram o rabinho entre pernas p'ra não perderem os tachos? Onde está as suas "almas algarvias" antes tão apregoadas em comícios e festanças? Esgotou-se?... E os socialistas?  Evaporaram-se? Estão comprometidos ou imigraram para Paris?...
Politicagem canalha!!!
                                                                                                       
                                                                 
                                                                     

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uma pergunta simples...

                                                                                                                     
Havia algum agente da PSP à paisana no grupo de valentes que destruiu à caçadeira uma portagem no Algarve?
                                                                                                                                
                                                                                     
Funcionário da Euroscut ferido a tiro junto a pórticos a arder
                                        
Incidente ocorreu na Via do Infante, no Algarve. Um funcionário da Euroscut Algarve foi esta noite atingido por um tiro, depois de se deslocar ao pórtico da zona da Guia que estava a arder, mas ficou ferido sem gravidade. O funcionário da empresa que gere e explora a Via Infante de Sagres (A22) deslocou-se ao local dos pórticos que começaram a arder esta noite, ao quilómetro 43, no sentido Algoz-Guia (Albufeira), e foi atingido "por um tiro de caçadeira", especificou a fonte da GNR. Os pórticos de cobrança de portagens na Via do Infante (A22), no sentido Algoz-Guia, começaram a arder esta noite. As câmaras de filmar detectaram movimentações na zona e um funcionário da Euroscut deslocou-se ao local numa viatura, tendo sido recebido a tiros de caçadeira. Em resultado dos disparos, o condutor ficou ligeiramente ferido mas não precisou de ser transportado ao hospital pela equipa do INEM. Alertado às 20h09, o Comando Distrital de Operações de Socorros enviou para o local do incidente seis elementos e uma viatura. Na madrugada de segunda-feira um outro pórtico de cobrança de portagens na A22, junto ao nó de Boliqueime, foi baleado e uma estrutura de apoio com meios informáticos incendiada. O incidente ocorreu cerca das 2h40, quando várias câmaras de leitura instaladas no pórtico foram destruídas com recurso a arma de fogo, adiantou a mesma fonte, que disse desconhecer se os pórticos ficaram inutilizados e qual a dimensão dos estragos na estrutura de apoio.
                                                                                     
Utentes e minicípios algarvios lamentam ataque a funcionário das portagens, e apelam recuo do Governo
                                                                                                                          
A Comissão de Utentes da Via do Infante repudia e lamenta o disparo que provocou ferimentos num funcionário da auto-estrada do Algarve (A22) que se tinha deslocado a um pórtico que tinha sido incendiado, nas proximidades de Albufeira. Já o presidente da Associação de Municípios do Algarve, Macário Correia, pede a rápida intervenção das autoridades depois deste novo incidente. “É lamentável que essas atitudes seja praticadas, as coisas não se resolvem com vandalismo, com ameaças ou com danos físicos sobre quem quer que seja. Não é essa a solução”, afirma o também autarca de Faro. O Ministério da Administração Interna não comenta para já o sucedido. Já o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) admite que estes episódios podem ter reflexos negativos na imagem da região. Elidérico Viegas diz que o Governo vai ter de recuar na decisão de cobrar portagens na Via do Infante. Um funcionário da Euroscut Algarve ficou ferido sem gravidade, esta noite, quando se deslocava ao local dos pórticos que tinham começado a arder, nas proximidades de Albufeira. Desde a entrada em vigor da portaria para a cobrança de portagens, na quinta-feira, este é o segundo incidente na A22. Na madrugada de segunda-feira um outro pórtico de cobrança de portagens na Via do Infante, junto ao nó de Boliqueime, foi baleado e uma estrutura de apoio com meios informáticos incendiada.
                                                                     
Conforto não lhes falta – Passos já fala grego
                                                                                          
Vamos lá a saber. Como interpretará a grande maioria da população do nosso país as seguintes palavras do primeiro-ministro, ontem proferidas para as televisões: ”o Governo está absolutamente confortado com a proposta” (feita pelo ministro da Saúde)?
Contexto: aumento das taxas moderadoras e “plafond” ainda não atingido.
«Questionado se os aumentos das taxas moderadoras que estão previstos não poderão deixar portugueses sem acesso à saúde, o primeiro-ministro respondeu que “não” e que “o Governo está absolutamente confortado com a proposta” feita pelo ministro da Saúde." (ler no DN)
                                                                                          
                                                                                    
                                                                                                     

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Polémica no Parlamento

PSD "brinca" às experiências, faz chamada falsa para o “112”... e negou!
                                                                                                                                 
PS lembrou que fazer chamadas falsas de emergência pode ser considerado um crime. Para Vítor Almeida, da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência, havia outras formas de aferir os tempos de espera. E o "escândalo" das secretas?...
                                
Para testar os dados avançados pelo presidente do INEM sobre os tempos de atendimento nas centrais do serviço - 5 segundos em 62% das chamadas -, o PSD resolveu fazer a prova ligando para o “112”. “O grupo parlamentar do PSD fez, já durante esta audição, uma chamada para o serviço 112. Desde o primeiro toque até serem atendidos, decorreram 14 segundos. Evidentemente que este é um exemplo, mas nove segundos de diferença entre os 5 segundos e os 14 segundos desde o primeiro toque até ao atendimento efectivo podem, de facto, fazer a diferença na vida ou na morte de um cidadão que contacte o INEM”, diz Joana Barata Lopes, deputada do PSD. A bancada socialista lembrou que fazer chamadas falsas para o INEM é crime e o próprio presidente do instituto não deixou de o frisar também: "Foi aqui dito – quem sou eu para julgar – que chamadas falsas para o 112 constituem eventualmente um ilícito e eventualmente um crime”, disse Miguel Soares de Oliveira, presidente do INEM, que esteve hoje no Parlamento. A deputada social-democrata Joana Barata Lopes lembrou ainda que a auditoria do Tribunal de Contas apontava para um tempo médio de espera no atendimento entre 12 e 13 segundos.
Miguel Soares de Oliveira aproveitou para esclarecer "um erro habitual": ligar para o 112 não é o mesmo que ligar para o INEM. “Só depois de triada a chamada, [feita] muito rapidamente pela central 112 da PSP, é que a chamada é transferida para o INEM e é a partir daí que começa a nossa quota-parte de responsabilidade – que é grande e que estamos a melhorar. Agora, não podemos confundir o 112 com o INEM - é um erro clássico, habitual, enraizado na cultura do povo e que temos de alterar. O 112 não é o INEM”. O PSD insistiu numa interpelação: “No documento que acabaram de distribuir, o tempo começa desde que ligamos para o 112. Qual é o tempo de espera efectivo?”. “O INEM não recebe, não tutela as chamadas do 112. As chamadas 112 entram na central da PSP”, respondeu Miguel Soares de Oliveira
                                                                                            
Chamada do PSD para o 112 "não foi a metodologia correcta"
                                                                           
O presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME), Vítor Almeida, considera que a chamada feita por deputados do PSD para o 112 "não foi a metodologia correcta" para aferir os tempos de espera. Havia, no entender de Vítor Almeida, outras formas de proceder: "Os deputados podiam criar uma comissão de inquérito, podiam visitar as centrais de emergência, estar presentes um dia inteiro, verificando as dificuldades que os profissionais sentem na pele". Sobre a iniciativa da chamada para o 112, Vítor Almeida prefere não "crucificar" a deputada do PSD, Joana Barata Lopes, que deu nota da existência do telefonema. "Não se pode exigir a um deputado jovem, que nem é especialista na matéria, que tenha conhecimento pormenorizado dos factos". "É indiscutível que a deputada avançou para esta forma de confirmar ou clarificar o tempo de espera do INEM por boa fé, não tenho dúvidas disso", afirma o técnico de emergência médica. O presidente da APME reafirma, ainda assim, que "fazer uma chamada não foi a metodologia correcta". No fundo, explica, a chamada "não tem qualquer validade científica". "Para aferir a realidade teria de fazer centenas de chamadas".
Em relação ao prejuízo que o telefonema possa ter tido na operacionalidade do sistema, o médico desvaloriza: "Uma chamada que não chegou a ser atendida não tem peso no sistema, não tem consequências para ninguém. Não toma tempo ao operador". Por outro lado, Vítor Almeida refere que a chamada tinha um propósito positivo, porque os deputados do PSD procuravam "demonstrar ao presidente do INEM que tinham alguns motivos de discordância quanto aos factos que apresentou no Parlamento" e admite que há razões para isso. "É indiscutível que continuam a existir graves atrasos no atendimento das chamadas: por um lado, nas centrais da PSP, no 112, e depois no encaminhamento" para o INEM, admite Vítor Almeida, clarificando que "esta chamada de atenção é real é verdadeira e os profissionais continuam a verificá-lo no dia-a-dia". O responsável afirma-se satisfeito por saber que afinal o telefonema feito pelo PSD para o 112, para testar o tempo de espera, não foi uma chamada falsa. Refere que o propósito era "positivo", mas "a forma não foi a mais correcta".
PSD nega chamada falsa: O grupo parlamentar do PSD negou hoje, em comunicado, ter feito uma chamada falsa para o 112, reconhecendo que foi feito um telefonema para testar o tempo de espera, mas que não chegou a ocupar qualquer operador. Na base do comunicado está a polémica de ontem, durante a audição do presidente do INEM na comissão de saúde, no Parlamento. A deputada do PSD Joana Barata Lemos afirmou ter sido testado o tempo de atendimento das chamadas do INEM através de uma chamada para o 112, o que levou a deputada socialista Luísa Salgueiro a condenar o grupo parlamentar do PSD por ter feito um telefonema falso para o 112, salientando que se trata de um ilícito. O número de chamadas para o INEM aumentou 5,2% no primeiro semestre de 2011, comparativamente ao período homólogo de 2010, enquanto as chamadas desligadas antes de serem atendidas baixaram 17,5%, anunciou quarta-feira na comissão parlamentar de Saúde o presidente do INEM, Miguel Soares Oliveira.
                                                                                                                
Passos Coelho pede "procedimento interno" sobre fugas de informação nas "secretas"
                                                                                                
Primeiro-ministro tomou a decisão depois de ter recebido um relatório do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP). O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pediu hoje ao secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) para "dar seguimento" a um "procedimento interno" na sequência do caso das alegadas fugas dos serviços. Fonte do gabinete de Pedro Passos Coelho afirmou à Agência Lusa que o chefe do Governo recebeu hoje o inquérito que tinha pedido a 23 de Julho ao secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira, na sequência das notícias do semanário "Expresso" sobre alegadas fugas de informação do ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho. Esse relatório, segundo a mesma fonte, é classificado e foi enviado ao presidente do Conselho de Fiscalização do SIRP, Marques Júnior, que hoje foi ouvido na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais sobre o caso das alegadas fugas. Maques Júnior confirmou a existência de fugas de informação e uso indevido de meios afectos ao Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). "O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa verificou que se registou uma utilização indevida de meios afectos ao SIED e o envio indevido de informação, com desrespeito pessoal de procedimentos de segurança, a qual poderá justificar procedimento interno", revelou Marques Júnior. Apesar das fugas de informação, o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos garante que a "segurança interna e a defesa dos interesses nacionais" não foram "postos em causa".
                                                                                                 
Conselho de Fiscalização confirma fugas de informação nas "secretas"
                                                                                                                      
Marques Júnior, presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos, foi hoje ouvido na comissão parlamentar de assuntos constitucionais sobre as alegadas fugas de informação no Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). O presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos, Marques Júnior, confirma a existência de fugas de informação e uso indevido de meios afectos ao Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). "O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa verificou que se registou uma utilização indevida de meios afectos ao SIED e o envio indevido de informação, com desrespeito pessoal de procedimentos de segurança, a qual poderá justificar procedimento interno", revelou Marques Júnior. Apesar das fugas de informação, o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços Secretos garante que a "segurança interna e a defesa dos interesses nacionais" não foram postos "em causa". Marques Júnior falava hoje aos jornalistas no final da comissão parlamentar de assuntos constitucionais sobre as alegadas fugas de informação nas "secretas". A reunião decorreu à porta fechada e os deputados estão obrigados a "sigilo e confidencialidade". Em causa está o funcionamento dos serviços de informação depois de o semanário "Expresso" ter avançado nas últimas semanas que o ex-diretor do SIED, Silva Carvalho, terá passado informações para a empresa Ongoing, antes de abandonar a chefia dos serviços, em Novembro de 2010. Silva Carvalho afirmou, entretanto, que "não enviou informação do serviço de informações para a Ongoing, nem nunca tal afirmou" e pediu para ser ouvido pelos deputados da comissão.
                                                                                                                   
Ex-director do SIED exige urgente conhecimento integral de relatório
                                                                                                          
Presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República, Marques Júnior, diz que houve "utilização indevida de meios afectos ao SIED" e "envio indevido de informação". O ex-director do Serviço de Informações Estratégicas e Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, exige o "urgente conhecimento integral" das conclusões do relatório do Conselho de Fiscalização sobre fugas de informação. Numa declaração escrita enviada na quinta-feira à Agência Lusa, o advogado de Jorge Silva Carvalho, Nuno Morais Sarmento, refere que "as declarações hoje [quinta-feira] proferidas à saída da audiência [parlamentar] não clarificam, de forma inequívoca", que o ex-director do SIED "não está envolvido, por qualquer forma, neste processo". Assim sendo, "é necessário e urgente o conhecimento integral das conclusões que foram transmitidas à comissão parlamentar, o que se aguarda aconteça amanhã [hoje, sexta-feira]", adianta a nota. Na quinta-feira, no final de uma reunião, à porta fechada, com a comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, sobre alegadas fugas de informação por parte de Jorge Silva Carvalho, o presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República, Marques Júnior, afirmou que houve "utilização indevida de meios afectos ao SIED" e "envio indevido de informação", o que, contudo, não é susceptível de "colocar em causa a segurança interna e a defesa dos interesses nacionais". O caso foi iniciado pelo semanário “Expresso”, que recentemente noticiou que o ex-director do SIED passou à empresa privada Ongoing, onde trabalha actualmente, informações relacionadas com dois empresários russos e metais estratégicos, antes de abandonar a chefia do organismo, em Novembro de 2010.
                                                                                                             
PS diz que é prematuro falar em comissão de inquérito às secretas...
                                                                                                                                       
O Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da Assembleia da Republica confirmou hoje a existência de fugas de informação e o uso indevido de meios do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). O Partido Socialista considera prematuro falar-se numa comissão de inquérito às fugas de informação nas secretas portuguesas. O deputado socialista Ricardo Rodrigues disse que está em curso a fase de recolha de informação e que só mais tarde será possível formular um juízo de valor sobre os acontecimentos. “Nós pedimos mais elementos, achamos que ainda havia outros elementos que eram possíveis de ser esclarecidos e, com base nesses elementos, vamos continuar a saber se existe alguma outra necessidade ou não”, adianta o deputado. “Neste momento, é prematura falar seja em comissão de inquérito seja em qualquer outro grau de fiscalização, porque ainda não temos todas as informações que precisamos para formular um juízo sobre os factos e os acontecimentos”, sublinha Ricardo Rodrigues. O Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da Assembleia da Republica confirmou hoje a existência de fugas de informação e o uso indevido de meios do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).
                                                                                                                             
Autarquias já gastaram "mais de 200 milhões" em apoios sociais
                                                                                                                          
Fernando Ruas espera que o plano de emergência social, que vai ser apresentado hoje pelo ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, corresponda às preocupações sentidas pelas autarquias. O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) revela que os municípios já gastaram mais 200 milhões de euros no apoio aos mais carenciados. “Nós fizemos as contas – tenho o número com alguma incerteza – mas penso que mais de 200 milhões de euros que nós temos gasto com o apoio social”, afirma Fernando Ruas. O responsável explica que “os municípios vão implementando programas no seu âmbito municipal e depois eles passam [para outros municípios]”. “Foram-se generalizando por esta cópia de boas práticas”, sublinha. Fernando Ruas espera que o plano de emergência social, que vai ser apresentado hoje pelo ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, corresponda às preocupações sentidas pelas autarquias. “Nós achamos que o plano é importante, agora não sei se este plano terá lá as preocupações que nós manifestámos”, refere. O presidente da Associação Nacional de Municípios avisa que “não se pode esperar que se faça mais apoio social com um nível de apoio financeiro mais pequeno”. Fernando Ruas falava esta noite à margem da reunião da Câmara de Viseu, onde enquanto autarca manifestou preocupação perante o número de pedidos de ajuda no
                                                                                                                
Governo pode vir a taxar entrada de carros nas grandes cidades
                                                                                                                   
Na Europa quase 40 cidades já seguem o "sistema do cordão". O Governo vai analisar a possibilidade de criar uma taxa à entrada de carros nos grandes centros urbanos. A hipótese foi admitida pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, seguindo o que já acontece em várias cidades da Europa, como Londres ou Estocolmo, revela o "Diário de Notícias". A medida que afectaria os automobilistas que circulam diariamente entre Lisboa e Porto agrada à Comissão Europeia e àqueles que defendem a redução do trânsito nas grandes cidades. De acordo com a Galp, Lisboa recebe uma média de 450 mil carros por dia (cerca de 630 mil pessoas), enquanto no Porto a média ronda os 300 mil carros (420 mil pessoas).
                                                                                     
Novas portagens à vista?
                                                                                                            
IC19, CRIL e IP podem vir a ser portajadas, mas a última palavra é do Governo. A Estradas de Portugal (EP) quer mais vias a pagar portagens. IC19, CRIL e Itinerários Principais (IP) e Complementares (IC) de todo o país podem vir a ser abrangidos por esta intenção. A decisão final é do Governo. A empresa, segundo a edição de hoje do “Jornal de Negócios”, defende que “todos os troços com características de auto-estrada podem ser portajados”. O objectivo é reforçar o princípio do utilizador-pagador e sustentar o seu modelo de financiamento. Para a empresa, esta solução devia ser adoptada em todo os troços que estejam classificados como auto-estrada e tenham características de auto-estrada, com duas ou mais vias em cada sentido. Neste perfil encaixam vias como o IC19 e a CRIL. No país existem ainda vários IP e IC com perfil de auto-estrada, mas não são portajados. Em declarações , a porta-voz da extinta comissão de utentes do IC19 rejeita qualquer tipo de cobrança nesta via que liga Lisboa a Sintra. Adelina Machado lembra que o IC19 não tem percurso alternativo e espera que a introdução de portagens nesta via não passe de uma "brincadeira". A aplicação de portagens depende de um aval do Governo, que, por agora, não quer fazer comentários à notícia. A EP, contactada pela imprensa, remete esclarecimentos para mais tarde.
                                                                                                                    
Escolas abrem portas entre 8 e 15 de Setembro
                                                                                                           
Estabelecimentos de ensino fecham para férias a 16 de Dezembro. Já o Carnaval obriga a uma interrupção das actividades lectivas entre 20 e 22 de Fevereiro. O arranque do novo ano lectivo para o ensino pré-escolar, básico e secundário está marcado para a semana de 8 a 15 de Setembro, com excepção dos estabelecimentos particulares de ensino especial, que devem reiniciar as actividades no dia 2. De acordo com o despacho ministerial publicado hoje em Diário da República, o calendário escolar definido para o ano lectivo 2011/2012 marca o arranque do primeiro período para a semana de 8 a 15 de Setembro e com o fim a 16 de Dezembro, para férias de Natal. O segundo período escolar decorre entre 3 de Janeiro e 23 de Março de 2012. O terceiro período ficou definido entre 10 de Abril e 8 de Junho para os 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos, entre 10 de Abril e 15 de Junho para os 1.º, 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 7.º, 8.º e 10.º anos e entre 10 de Abril e 06 de Julho para a educação pré-escolar. “As interrupções das actividades educativas, nos períodos do Natal e da Páscoa, devem corresponder a um período de cinco dias úteis, seguidos ou interpolados, a ocorrer, respectivamente, entre os dias 19 e 30 de Dezembro de 2011 e entre os dias 26 de Março e 9 de Abril de 2012, inclusive”, lê-se no despacho. Já o Carnaval obriga a uma interrupção das actividades lectivas entre 20 e 22 de Fevereiro. Para os estabelecimentos particulares de ensino especial dependentes de cooperativas e associações de pais que tenham acordo com o Ministério da Educação, o calendário é diferente e obriga a que o arranque das aulas seja feito a 2 de Setembro e termine a 15 de Julho. Aqui, o primeiro período vai de 2 de Setembro de 2011 a 6 de Janeiro de 2012 e o segundo período de 11 de Janeiro a 15 de Junho de 2012, com três interrupções previstas para entre 20 e 23 de Dezembro, inclusive; 20 e 22 de Fevereiro de 2012, inclusive; e 5 e 9 de Abril de 2012, inclusive. De acordo com o despacho, a avaliação dos alunos realiza-se em duas fases, primeiro entre 9 e 10 de Janeiro de 2012 e depois entre 18 e 21 de Junho de 2012.
                                                                                      
A caminho de “Making of” Magis: contagem decrescente para a grande abertura
                                                                                                                        
As Jornadas Mundiais da Juventude realizam-se em Madrid, de 16 a 21 de Agosto. Os preparativos para as Jornadas Mundiais de Juventude (JMJ) avançam a bom ritmo. Até à capital de Espanha, no dia 16, está previsto que chegue mais de um milhão de peregrinos. Entre este milhão, três mil são peregrinos Magis, que vêm de todo o mundo e que vão a Madrid depois de terem vivido uma intensa experiência pela Península Ibérica. Este programa dos jesuítas para as JMJ, que dura os dez dias anteriores a Madrid, tem abertura oficial marcada para esta sexta-feira, dia 5, em Loyola. Hoje, nesta terra de Santo Inácio, refundida num vale perto de San Sebastián, estão já dezenas de jovens do “staff” do Magis a acelerar os últimos preparativos para a grande festa, depois de meses de planeamento nos seus países de origem. Hospedados no Centro de Espiritualidade, em Loyola, estes voluntários vêm em equipas, cada uma com a sua missão. Há o coro, o teatro, os animadores, os encarregados da comunicação, da Feira Magis. Estando cada equipa a trabalhar em paralelo, há ainda algum mistério sobre o que cada um está a preparar para o fim-de-semana. As refeições são escalonadas para a cantina conseguir albergar todos. A servir a comida, um simpático jesuíta americano, de Nova Orleães, um rapaz polaco, um noviço italiano e ainda uma basca chamada Amaya, que orienta o pessoal todo, já dão ideia do cariz internacional do evento. Nos corredores do centro cada vez aparece mais gente e o pequeno-almoço é marcado pela quantidade de tons de pele e línguas faladas diferentes.
Acertar pormenores: Estes dias são de ensaios, como o afinar de instrumentos que se ouve nos corredores, ou mesmo de montagem de infra-estruturas – como é o caso do grupo de portugueses que chegou ontem de Lisboa depois de uma viagem de 15 horas que atravessou Espanha. Estes portugueses, cerca de 10 jovens acompanhados do mesmo número de noviços jesuítas e ainda um padre, estão encarregues da grande cerimónia de abertura. Os pormenores da cerimónia são para já confidenciais - alguns portugueses conseguiram apenas espreitar uns adereços de guarda-roupa e algumas caixas de fogo-de-artifício na parte de trás de uma carrinha. O grupo está concentrado em tentar levantar uma estrutura alta, composta por cubos, nas traseiras da Basílica de St. Inácio. Helena, de 25 anos, estudante de artes do espectáculo, explica o que a fez aceitar o convite de ser voluntária Magis, dizendo que quer, “através de um espectáculo visual, contagiar os participantes logo no momento de abertura, com a alegria e a convicção de ser cristã”. Para a sua vivência pessoal, espera “recarregar energias ‘espirituais’ e crescer na fé, na medida em que conheço novas formas de viver e ouço testemunhos de outras culturas. A dimensão máxima de comunidade vive-se aqui”, diz. Também neste grupo de portugueses está Vasco, um estudante de filosofia de 19 anos para quem a decisão foi simples -convidaram-no e veio. Mais tarde, vai animar a “caravana” que vai levar jovens dos colégios dos jesuítas de todo o país até Madrid. Quando questionado sobre o que espera encontrar, a reposta sai com algum humor: “O Papa”. Mais a sério, responde que lhe interessa a oportunidade de “ter contacto com uma Igreja enorme, mundial”. “Espero que as JMJ sejam uma forma de mostrar que a Igreja não é uma coisa de ‘velhos’, que já acabou”, diz. Madalena, também de 25 anos, educadora de infância, defende que esta mensagem do Magis pode ser vivida por qualquer pessoa. “Porque Magis é ser 'mais', viver o mais possível e melhor, conseguir a excelência de si próprio”. Madalena espera encontrar quem lhe mostre “formas diferentes de viver a mesma coisa e como ser um jovem católico no dia-a-dia”. Este tipo de experiências, explica Madalena, “acrescenta sempre". Depois, atrai-a a ideia de universalidade e perceber que esta escolha de vida cristã “é vivida no mundo todo - é completamente além-fronteiras”. Helena diz ainda que “isto é como se respondêssemos ao apelo do Papa para festejarmos a fé, mesmo antes de irmos ter com ele”. A motivação dos voluntários parece também passar pela actualidade da proposta dos jesuítas. Helena explica que “a forma de viver que propõem é aberta, criativa e heterogénea”. Na chegada, os participantes do Magis vão receber um guia de bolso, o “Manual do Peregrino”, com algumas informações práticas e também algumas pistas orientadoras para tirarem o melhor partido destes dias. A ideia de “viagem e caminho” domina. João, de 23 anos, inscrito numa “experiência” em Marrocos, confessa que procura “uma aventura” que o ajude a quebrar “a barreira da língua”. Mais não diz. O Manual do Peregrino descreve que esta é uma oportunidade de “começar uma nova aventura pessoal, em que não se estará sem companheiros de outras terras, que chegam também a Loyola com o desejo de procurar este Deus que muda vidas e que pede sempre mais”.
                                                                           
"De que serve ganhares o mundo inteiro se vieres a perder a tua alma?"
                                                                                                              
Experiência Magis arranca amanhã em Espanha e procura ensinar os jovens a serem peregrinos também para a vida. Viajamos pelas memórias de Santo Inácio, o homem responsável, há mais de 500 anos, pelo lançamento da semente deste encontro. A grande abertura do Magis, uma experiência pastoral que antecede as Jornadas Mundiais da Juventude, foi hoje. Os trabalhos em Loyola, localidade espanhola que vai receber mais de três mil peregrinos do mundo inteiro, aceleram e multiplicam-se. Ouvem-se notícias dos grupos que se aproximam, desde os 18 peregrinos indonésios que aterraram esta tarde em Madrid aos oito argentinos "en route", até aos 99 portugueses que saíram cedo de Coimbra, Lisboa e Algarve. Na noite de ontem, os voluntários e visitantes de Loyola tiveram a oportunidade de assistir a um ensaio ao ar livre da orquestra Magis, frente à Basílica de Santo Inácio. O grupo musical do Magis tem um nome que suscita muitas piadas, especialmente entre os voluntários portugueses e espanhóis. O “Magis Music and Liturgy Organizing Comittee” é o “Mamaloco”, o que entre os portugueses cansados ao final do dia resulta em provocações como: “Estás mamaloco?!”. Brincadeiras à parte, hoje foi dia de ir às origens desta proposta Magis e, estando em Loyola, conhecer um pouco melhor o homem responsável, há mais de 500 anos, pelo lançamento da semente deste encontro.
Inácio, o homem e o santo. O dia de hoje em Loyola fica marcado pela história do próprio Santo Inácio. De manhã, num passeio nas redondezas do Centro de Espiritualidade, surgiu um convite para visitar a casa onde nasceu Iñigo Lopez em 1491, uma torre feudal agora envolvida na majestosa basílica. Iñigo era um fidalgo, filho de nobres, que ansiava ganhar honra, glória e fama através das armas e batalhas. Foi o mais novo de 13 irmãos e cresceu a ouvir histórias dos feitos dos irmãos pelo mundo fora. Como guerreiro, apaixonado e bravo, quis conquistar as mais altas honras. No famoso cerco de Pamplona, Iñigo é ferido por um tiro de canhão na perna e é levado de volta a casa, em Loyola, para convalescer. Durante a longa e dolorosa recuperação, aborrecido, tinha apenas um livro da vida de Cristo e outro das vidas dos santos para ler. Da identificação com os santos começa a conversão e os primeiros pensamentos que o levariam a escrever os “Exercícios Espirituais” - nascia assim o desejo de conhecer melhor Deus. Na casa da sua família, a Renascença viu os locais onde Santo Inácio jantava, dormia e convivia, os mapas de Espanha medieval, os livros que leu e até uma primeira edição dos exercícios espirituais – curiosamente, uma edição impressa em Coimbra. Depois da recuperação, Inácio deixou a sua casa e vida de guerreiro e partiu para Jerusalém, procurando nada mais que seguir Jesus e descobrir-se a si próprio pelo caminho. Foram longos anos de busca. Mais tarde, decidiu avançar os seus estudos em Paris, onde conheceu Francisco Xavier e o provocou com a célebre frase: “De que serve ganhares o mundo inteiro se vieres a perder a tua alma?”. Juntos, fundaram a Companhia de Jesus, que rapidamente acumulou membros, numa altura de reformas na Igreja, e que se foi espalhando pelo mundo com a missão de levar Jesus a todos os cantos da terra.
O que procuras? O legado de Inácio de Loyola, para leigos hoje, é definitivamente o guia que deixou com os seus exercícios. Pensados para desafiar e ajudar a avaliar a vida diária, são uma bússola para o conhecimento interior e para o encontro do caminho. René, um alemão de 31 anos, no momento ainda em estudos antes de ser ordenado padre na Companhia de Jesus, salienta que o objectivo de toda esta experiência Magis é aprofundar as ligações com pessoas de outras nações. É aprender a ser peregrino também para a vida. A espiritualidade inaciana também passa por aprender a viver o momento presente, a avaliar o momento presente, a procurar Deus no quotidiano e o programa Magis está pensado também para guiar neste sentido. O local de nascimento de Santo Inácio, para René, como membro da sua Companhia, é importante, mas salienta sobretudo o facto de este ser um primeiro sítio, onde foi dado um primeiro passo depois para o mundo. Aqui em Loyola, o Magis vai tentar aproximar dos jovens que peregrinam até Madrid esta consciência de si próprios e da avaliação do seu caminho, para que as Jornadas Mundiais de Juventude tenham uma existência duradoura e para que abram lugar a mais perguntas, mais conhecimento e ainda mais crescimento.
                                                                                       
Investigadores acreditam que Terra já teve duas Luas
                                                                                                                                             
Teoria publicada na revista "Nature" defende que as duas Luas chocaram há quatro biliões de anos, muito antes da formação da vida na Terra. A Terra teve duas Luas, antes de uma delas, a mais pequena, ter chocado com a outra, a sua "irmã mais velha", demonstra uma teoria publicada hoje na revista científica "Nature". Em resultado desta colisão, o planeta azul ficou com uma Lua mais volumosa, ligeiramente assimétrica e mais acidentada num dos lados, o mais distante da Terra. Segundo a teoria, desenvolvida por uma equipa de astrónomos norte-americanos, a colisão entre as duas Luas ocorreu há quatro biliões de anos, muito antes da formação da vida na Terra. As duas Luas, jovens, orbitavam a Terra, com a mais pequena a poucos passos da maior e mais rápida. Só que gravidade da Lua maior era tão forte que a mais pequena não resistiu. "Estavam destinadas a colidir. Não havia saída", sustenta Erik Asphaug, co-autor da investigação, citado pela agência noticiosa AP.