Onda de calor na Rússia continua a fazer vítimas
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Clima
O efeito estufa
Catástrofes deste Verão alertam para efeitos das mudanças climáticas. São acontecimentos que se reproduzem e se intensificam num clima perturbado pela poluição dos gases com efeito de estufa.
Entre canícula, seca e inundações, os acontecimentos excecionais que se desenrolam este verão, da Rússia ao Paquistão, remetem para as perspetivas sombrias dos efeitos futuros das mudanças climáticas. Os climatólogos interrogados hoje pela agência noticiosa AFP recusam correlacionar as catástrofes que atingem a Federação Russa, o Paquistão, a China ou a Europa de Leste, argumentando com a falta de histórico. Mas todos as consideram “coerentes” com as conclusões do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre as Mudanças Climáticas (GIEC).
“São acontecimentos que se reproduzem e se intensificam num clima perturbado pela poluição dos gases com efeito de estufa”, adianta Jean-Pascal Van Ypersele, vice-presidente do GIEC. “Os acontecimentos extremos são uma das maneiras pelas quais as mudanças climáticas se tornam dramaticamente percetíveis”, acrescentou. A Agência dos Estados Unidos para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) assegura que o planeta nunca esteve tão quente como no primeiro semestre de 2010. Ora, segundo o GIEC, num clima que está a aquecer, as secas e as vagas de calor, como a que ocorre na Federação Russa e em 18 Estados norte-americanos, tornar-se-ão mais intensas e mais longas.
“Que se trate de frequência ou de intensidade, praticamente em cada ano batem-se recordes, às vezes até na mesma semana: na Rússia, o recorde absoluto observado em Moscovo, nunca visto desde o início dos registos meteorológicos há 130 anos (38,2 graus Celsius no fim de julho), foi batido no início de agosto. No Paquistão, as inundações nunca conheceram uma tal amplitude geográfica”, sublinha Omar Baddour, encarregado de acompanhar a evolução do clima mundial na Organização Meteorológica Mundial. “Encontramo-nos, nos dois casos, numa situação sem precedentes”, assegurou.
“A sucessão de extremos e a aceleração dos registos são conformes às projeções do GIEC. Mas é preciso observar estes extremos ao longo de vários anos para tirar conclusões em termos de clima”, relativizou. Tanto assim que as inundações no Paquistão poderão ser imputáveis ao fenómeno La Niña que – ao contrário do El Niño, ao qual sucede normalmente – é provocado por um arrefecimento acentuado da temperatura na superfície do Oceano Pacífico Central. “De maneira geral, o El Niño provoca uma seca no subcontinente indiano e no Sahel. Com o La Niña é o contrário”, adiantou Baddour.
O climatólogo britânico Andrew Watson justificou o calor atual com o El Niño do ano passado. “Sabemos que depois do El Niño segue-se um ano particularmente quente, e é o que se está a passar”, apontou. O especialista adiantou que os extremos observados este ano são “totalmente coerentes com os relatórios do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre as Mudanças Climáticas e com as previsões de 99 por cento dos cientistas”.
Catástrofes deste Verão alertam para efeitos das mudanças climáticas. São acontecimentos que se reproduzem e se intensificam num clima perturbado pela poluição dos gases com efeito de estufa.Entre canícula, seca e inundações, os acontecimentos excecionais que se desenrolam este verão, da Rússia ao Paquistão, remetem para as perspetivas sombrias dos efeitos futuros das mudanças climáticas. Os climatólogos interrogados hoje pela agência noticiosa AFP recusam correlacionar as catástrofes que atingem a Federação Russa, o Paquistão, a China ou a Europa de Leste, argumentando com a falta de histórico. Mas todos as consideram “coerentes” com as conclusões do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre as Mudanças Climáticas (GIEC).
“São acontecimentos que se reproduzem e se intensificam num clima perturbado pela poluição dos gases com efeito de estufa”, adianta Jean-Pascal Van Ypersele, vice-presidente do GIEC. “Os acontecimentos extremos são uma das maneiras pelas quais as mudanças climáticas se tornam dramaticamente percetíveis”, acrescentou. A Agência dos Estados Unidos para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) assegura que o planeta nunca esteve tão quente como no primeiro semestre de 2010. Ora, segundo o GIEC, num clima que está a aquecer, as secas e as vagas de calor, como a que ocorre na Federação Russa e em 18 Estados norte-americanos, tornar-se-ão mais intensas e mais longas.
“Que se trate de frequência ou de intensidade, praticamente em cada ano batem-se recordes, às vezes até na mesma semana: na Rússia, o recorde absoluto observado em Moscovo, nunca visto desde o início dos registos meteorológicos há 130 anos (38,2 graus Celsius no fim de julho), foi batido no início de agosto. No Paquistão, as inundações nunca conheceram uma tal amplitude geográfica”, sublinha Omar Baddour, encarregado de acompanhar a evolução do clima mundial na Organização Meteorológica Mundial. “Encontramo-nos, nos dois casos, numa situação sem precedentes”, assegurou.
“A sucessão de extremos e a aceleração dos registos são conformes às projeções do GIEC. Mas é preciso observar estes extremos ao longo de vários anos para tirar conclusões em termos de clima”, relativizou. Tanto assim que as inundações no Paquistão poderão ser imputáveis ao fenómeno La Niña que – ao contrário do El Niño, ao qual sucede normalmente – é provocado por um arrefecimento acentuado da temperatura na superfície do Oceano Pacífico Central. “De maneira geral, o El Niño provoca uma seca no subcontinente indiano e no Sahel. Com o La Niña é o contrário”, adiantou Baddour.
O climatólogo britânico Andrew Watson justificou o calor atual com o El Niño do ano passado. “Sabemos que depois do El Niño segue-se um ano particularmente quente, e é o que se está a passar”, apontou. O especialista adiantou que os extremos observados este ano são “totalmente coerentes com os relatórios do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre as Mudanças Climáticas e com as previsões de 99 por cento dos cientistas”.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Efeito estufa?
Ilha que desaparece
De acordo com cientistas e oceanógrafos da Universidade de Calcutá, a região tem registado uma subida violenta dos níveis da água do mar – um dos efeitos do aquecimento global.Fotos de satélite recentemente divulgadas revelam que uma pequena ilha do Oceano Índico – alvo de disputa entre a Índia e o Bangladesh – terá desaparecido do mapa. A Ilha New Moore (para os indianos) ou Talpatti (para os bangaleses) estava situada no Golfo de Bengala, a sul do Rio Hariabhanga.
A explicação para tal desaparecimento é simples: subida do nível das águas. De acordo com uma equipa de cientistas e oceanógrafos da Universidade de Calcutá, a região tem registado uma subida violenta dos níveis da água do mar – um dos efeitos do aquecimento global.
Segundo o professor Sugata Hazra, os estudos recentes do instituto oceanográfico concluíram que, nos últimos 15 anos, a água tem subido a uma “velocidade alucinante, muito mais depressa do que se previa”. A ilha, com uma área de cerca de 10 km2 nunca foi habitada.
Segundo o professor Sugata Hazra, os estudos recentes do instituto oceanográfico concluíram que, nos últimos 15 anos, a água tem subido a uma “velocidade alucinante, muito mais depressa do que se previa”. A ilha, com uma área de cerca de 10 km2 nunca foi habitada.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Alterações climatéricas
Seca pode estar a caminho
O Verão encerrou com 96 por cento do território em situação de seca meteorológica, mas o Instituto de Meteorologia ressalva que é preciso aguardar pelas chuvas de Outono e Inverno para concluir se o futuro vai ser "difícil"."Não é ainda uma situação que podemos antecipar como muito difícil, pois tudo depende agora da precipitação do Outono e Inverno", afirmou à Lusa o presidente do Instituto de Meteorologia, Adérito Serrão, comentando a "Análise Climatológica do Verão de 2009" da autoria do instituto, que revela ter havido um agravamento da situação de seca.
O Verão climatológico, que inclui os meses de Junho, Julho e Agosto (excluindo o Setembro), encerrou com 96 por cento do território continental em situação de seca, sendo que 34 por cento estava em seca severa, 37 por cento em seca moderada e 25 por cento em seca fraca.
Para Adérito Serrão, estes dados são o resultado de uma Primavera quente e com menos chuva do que o habitual e também de um Verão quente que, embora chuvoso em algumas zonas do país, não trouxe os níveis de chuva que permitissem tirar o país da situação de seca.
"Tudo depende agora da precipitação, mas para já não é uma situação meteorológica preocupante", adiantou, explicando que a seca meteorológica pode implicar situações de seca hidrológica (falta de água nas barragens), mas que pode ser evitada se a mãe natureza for generosa com as chuvas de Outono e Inverno.
O relatório do Instituto de Meteorologia revela ainda que o Verão se caracterizou em Portugal Continental por temperaturas médias superiores ao valor médio de 1971-2000. "Desde 1989 que se vêm registando no Verão quase sempre valores da temperatura média do ar acima do valor médio do período de referência (1971-2000) e, apesar de em 2007 e 2008 se ter verificado o inverso, 2009 volta novamente a ter valores acima da média, enquadrando-se esta situação na variabilidade climática que caracteriza o continente de Portugal", lê-se no documento.
Em termos de precipitação, os meses de Junho, Julho e Agosto apresentaram valores ligeiramente superiores ao valor normal de 1971-2000, classificando-se este período como chuvoso nas regiões do Norte e Centro, com particular realce no Litoral e normal a seco nas restantes regiões.
O Verão climatológico, que inclui os meses de Junho, Julho e Agosto (excluindo o Setembro), encerrou com 96 por cento do território continental em situação de seca, sendo que 34 por cento estava em seca severa, 37 por cento em seca moderada e 25 por cento em seca fraca.
Para Adérito Serrão, estes dados são o resultado de uma Primavera quente e com menos chuva do que o habitual e também de um Verão quente que, embora chuvoso em algumas zonas do país, não trouxe os níveis de chuva que permitissem tirar o país da situação de seca.
"Tudo depende agora da precipitação, mas para já não é uma situação meteorológica preocupante", adiantou, explicando que a seca meteorológica pode implicar situações de seca hidrológica (falta de água nas barragens), mas que pode ser evitada se a mãe natureza for generosa com as chuvas de Outono e Inverno.
O relatório do Instituto de Meteorologia revela ainda que o Verão se caracterizou em Portugal Continental por temperaturas médias superiores ao valor médio de 1971-2000. "Desde 1989 que se vêm registando no Verão quase sempre valores da temperatura média do ar acima do valor médio do período de referência (1971-2000) e, apesar de em 2007 e 2008 se ter verificado o inverso, 2009 volta novamente a ter valores acima da média, enquadrando-se esta situação na variabilidade climática que caracteriza o continente de Portugal", lê-se no documento.
Em termos de precipitação, os meses de Junho, Julho e Agosto apresentaram valores ligeiramente superiores ao valor normal de 1971-2000, classificando-se este período como chuvoso nas regiões do Norte e Centro, com particular realce no Litoral e normal a seco nas restantes regiões.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Vem aí ainda mais frio
Temperaturas vão descer até quarta-feira
Muito frio e vento forte, com temperaturas a chegar aos 8 graus. Prevê-se vento com rajadas entre os 70 e os 90 quilómetros/hora
O aviso veio dos vizinhos espanhóis: a partir deste domingo, vai ficar ainda mais frio na Península Ibérica. Segundo o El País, as temperaturas vão descer de tal forma que poderão bater o recorde mínimo do mês de Novembro, principalmente no sul.
Em Portugal, o Instituto de Meteorologia confirma as previsões de Espanha. As temperaturas máximas e mínimas vão começar a descer na segunda-feira até pelo menos quarta-feira.
Para esta quinta-feira espera-se céu limpo e provável descida da temperatura máxima enquanto para sexta-feira se prevê um acentuado arrefecimento nocturno no interior de Portugal continental.
Estão previstos aguaceiros fracos nas Regiões do Norte e Centro, que serão de neve acima dos mil metros, e ainda formação de geada. Bragança irá mesmo registar temperaturas negativas.
As temperaturas mínimas chegarão aos 4 graus no Porto, 9 em Lisboa e 8 em Faro.
Muito frio e vento forte, com temperaturas a chegar aos 8 graus. Prevê-se vento com rajadas entre os 70 e os 90 quilómetros/horaO aviso veio dos vizinhos espanhóis: a partir deste domingo, vai ficar ainda mais frio na Península Ibérica. Segundo o El País, as temperaturas vão descer de tal forma que poderão bater o recorde mínimo do mês de Novembro, principalmente no sul.
Em Portugal, o Instituto de Meteorologia confirma as previsões de Espanha. As temperaturas máximas e mínimas vão começar a descer na segunda-feira até pelo menos quarta-feira.
Para esta quinta-feira espera-se céu limpo e provável descida da temperatura máxima enquanto para sexta-feira se prevê um acentuado arrefecimento nocturno no interior de Portugal continental.
Estão previstos aguaceiros fracos nas Regiões do Norte e Centro, que serão de neve acima dos mil metros, e ainda formação de geada. Bragança irá mesmo registar temperaturas negativas.
As temperaturas mínimas chegarão aos 4 graus no Porto, 9 em Lisboa e 8 em Faro.
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