Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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segunda-feira, 19 de março de 2012

Crise, leva vacas a morrerem de "velhas"...

PORTUGUESES CONSOMEM MUITO MENOS CARNE E MUITO MAIS PRODUTOS BRANCOS
                                                                                                                                            
Menos vaca, mais porco e legumes da horta é a nova dieta da média das famílias lusas... A escrita, ou neste caso, a ausência dela, pode ser uma arma contra a Troika, usada pela PSP... militares de patentes inferiores da NATO de Oeiras já terão recebido guia de marcha para Abril... Os crimes económicos que vêm a público são meras gotas no oceano da corrupção, em Portugal !
                                                       
A crise está a obrigar as famílias portuguesas a mudar os hábitos de consumo. Compram cada vez mais marcas brancas nos super e hipermercados, optam pelos iogurtes, bolachas e cereais básicos e trocam a cerveja, o vinho e os refrigerantes pela água. No raio-X à sociedade em Portugal, os dados são arrebatadores. Na mesa dos portugueses há menos leite e bacalhau. O volume de leite caiu 4,5% nos últimos três meses de 2011, enquanto as despesas com o bacalhau baixaram para 1,4% o ano anterior, em relação ao mesmo período do ano de 2010. Mas é na carne que os números são surpreendentes. Os portugueses consomem menos carne de vaca e apostam mais nas menos dispendiosas, como o porco e as aves. Em 2010, o consumo de carne fresca aumentou 4,8%, com destaque para o porco com 9,1% e para as aves com 6,5%. A carne de bovino manteve os mesmos valores do último trimestre de 2010, ao subir apenas 0,8%. Segundo dados do INE (Instituto Nacional de Estatística), os portugueses cortaram nos gastos com a carne no terceiro e quarto trimestre de 2011, desde que há estudos do instituto sobre a matéria, ou seja, 1996. Os dados foram apresentados ontem no portal “Conhecer a Crise” pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Lisboa.
Os mais de 150 indicadores analisam à lupa temas variados como o apoio social, a balança de pagamentos ou as finanças públicas. Segundo o estudo liderado por António Barreto, a região do Algarve é a mais afectada pelo desemprego, com uma taxa de 17,5% no quarto trimestre de 2011. Por outro lado, é também nesta zona do país que o endividamento das empresas é maior. Só no Algarve há 11,4% instituições que não pagaram os empréstimos concedidos no último trimestre do ano passado. Para combater a crise, os portugueses gastaram menos dinheiro em roupa e calçado e nem as despesas com o carro em combustível escapam. Em Janeiro deste ano, 2,6% dos portugueses optaram por pagar com cartão o combustível em relação ao mesmo período do ano anterior. No mês seguinte, os gastos com o combustível caíram para 0,6% em relação ao período homólogo de 2010. Estes valores comprovam que há menos carros a circular nas estradas portuguesas. Retrato do país. O objectivo do portal é simplificar as informações e permitir aos utilizadores perceber melhor os verdadeiros efeitos da crise.
Apesar dos cortes anunciados pelo Ministério da Segurança Social, o número de beneficiários de abono de família cresceu e em Fevereiro de 2012 chegou a 1 156 526 pessoas. Os beneficiários do rendimento social de inserção aumentaram para 322 919, tendo o valor médio atingido os 91,2 euros. Quanto às aquisições de bens, os automóveis, computadores, máquinas fotográficas, televisores e outros electrodomésticos tiveram uma queda de 31,8% no quarto trimestre de 2011, relativamente a igual período de 2010. No caso do endividamento dos particulares, os empréstimos para consumo e outros fins lideram a tabela das pessoas em incumprimento. A situação agravou-se no quarto trimestre de 2011, com um aumento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado. É o exame a pente fino dos números da crise em Portugal.
                                                                                   
ESQUADRAS DA PSP SEM TINTEIROS DE IMPRESSORAS FICAM INOPERACIONAIS
                                                                                     
A escrita, ou neste caso, a ausência dela, pode ser uma arma contra a Troika, usada pela PSP... Depois de ter sido assaltada no último fim-de-semana no Cais do Sodré, C. telefonou para a 5.a esquadra da PSP de Lisboa, na Boavista, para saber que documentos deveria levar consigo no momento de apresentar queixa. Mas foi aconselhada, ontem, a dirigir-se à esquadra vizinha do Bairro Alto. A justificação do agente que atendeu a chamada é que ali as impressoras não trabalham há mais de um mês e a queixa não poderia ser formalizada. “Disseram-me que devido à falta de tinteiros o melhor seria ir à esquadra do Bairro Alto”, relata C. Ao i, um agente da esquadra da Boavista confirma que os queixosos estão a ser encaminhados para outras esquadras de Lisboa – nomeadamente a do Bairro Alto, por ser a mais próxima – há cerca de um mês, desde que se acabaram os tinteiros das impressoras: “É uma situação que tem gerado constrangimentos, porque as pessoas nem sempre compreendem e pensam que é má vontade da nossa parte”, acrescenta o agente, que prefere manter o anonimato. Fonte da polícia garante que a situação não é única no comando metropolitano de Lisboa, com “várias esquadras impedidas de registar queixas” devido à falta de tinteiros. No Porto, a inexistência de consumíveis também tem efeitos e já obrigou agentes da PSP a dar boleia a queixosos até às esquadras onde ainda há tinteiros. Segundo o “Correio da Manhã”, na Areosa e em Leça de Palmeira há mais de duas semanas que não é possível formalizar uma queixa.
O comando metropolitano do Porto diz estar à espera de verbas para a reposição dos tinteiros, sublinhado que se tratam de situações “pontuais”. Já a direcção nacional da PSP, contactada pelo i, garante que estes casos “nada têm que ver com falta de dinheiro”. O problema estará relacionado com os os prazos dos contratos de aquisição pública. Ainda na semana passada, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou estar para breve a conclusão de um concurso público internacional para a aquisição de viaturas para as polícias, cujo processo foi iniciado já em Janeiro. “A PSP só pode dar início a qualquer tipo de aquisição depois de, administrativamente, todas as fases dos concursos estarem terminadas”, justifica a direcção nacional. A “crise” na polícia não se resume às impressoras. Há esquadras, como a 83.a, em Carnaxide, sem gás há um mês. E existem outras, garante fonte da PSP, “em que oficiais já tiveram de pagar do seu bolso a mudança de óleo das viaturas policiais”. Além disso, segundo o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Rodrigues, existem “centenas de viaturas imobilizadas por causa de pequenas reparações, sobretudo em Lisboa, no Porto e em Setúbal”. Ontem, o próprio director-nacional da PSP, Valente Gomes, admitiu que a falta de meios na polícia pode ser um factor de “descontentamento” para os agentes. O superintendente garantiu que estão a ser estudados “mecanismos que permitam atalhar a resolução de situações mais prementes, sem pôr em causa os procedimentos da lei da contratação pública”. (in, Jornal i)
                                                                                 
COMANDO DA NATO DE OEIRAS PREPARA-SE PARA ENCERRAR
                                                                                                                                
Militares de patentes inferiores da NATO de Oeiras já terão recebido guia de marcha para Abril... A continuidade do comando regional da NATO em solo português passa por se transformar numa estrutura naval, deixando de existir praticamente em solo, o que reduz a sua importância militar mas corresponde à vitória político-diplomática possível para Lisboa. A Cimeira da NATO de Lisboa debateu-se por evitar o encerramento do comando da aliança em Oeiras. Em Outubro de 2010, fonte governamental tinha avançado ao jornal « i » que a decisão já estava tomada há algum tempo. "Se o Comando de Oeiras fechar, outro comando assumirá as suas funções, mas será um erro se a NATO deixar de ter este comando", afirmou o Almirante Vieira Matias ao «i». "Arrisco-me a dizer que será uma perda grande para a NATO, menor para Portugal." Os argumentos que Vieira Matias utiliza na defesa do não-encerramento são racionais: para além de Portugal ter "uma posição geográfica importante, porque faz a articulação entre Atlântico Norte, Atlântico Sul e Mediterrâneo", é um país "membro fundador da NATO, extremamente fiel, e será nocivo para a cultura NATO excluí-lo" no seu plano de reestruturação dos comandos transnacionais.
Para o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, o comando de Oeiras “tem fortes argumentos a seu favor, mas os critérios e parâmetros das decisões quanto à nova estrutura de comandos da Aliança não serão apenas esses”. “A minha posição é aquela que tem sido a posição portuguesa. É indispensável para a nossa perspectiva e para o nosso interesse nacional que haja uma bandeira NATO em território português e que essa bandeira flutue num comando”, disse à Lusa o general Valença Pinto sintetizando a sua posição pessoal e a posição portuguesa perante a questão do comando da NATO em Oeiras. Depois de vários anos a cumprir funções estritamente navais, o comando de Oeiras passou a comando conjunto, tornando-se um dos três deste tipo na NATO, que, nas palavras de Loureiro dos Santos, "organizam e comandam forças nos diversos ramos das Forças Armadas". O processo de revisão da estrutura de comandos da Aliança Atlântica coloca uma vez mais em questão, tal como em 1982, 1999 e 2004, o estatuto do comando de Oeiras, actual Joint Headquarter Lisbon desde a última revisão, em 2004.
                                                                                                                  
BURLA ECONÓMICA NA CGD LEVA À PRISÃO ALGUNS ADMINISTRADORES
                                                                                                                            
Os crimes económicos que vêm a público são meras gotas no oceano da corrupção, em Portugal... A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e alguns dos seus administradores foram acusados pelo Ministério Público de burla fiscal. Notícia que é avançada na sequência de o "Público" ter dado conta, em Julho de 2011, de que o banco público estava sob investigação. O jornal deu conta de que a fusão da Sumolis com a Compal estava a ser investigada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) por suspeitas de crimes fiscais. Em causa estaria um montante de vários milhões de euros relativo ao pagamento do Imposto Municipal de Transacções onerosas de imóveis (IMT). A Caixa Geral de Depósitos financiou a fusão entre as duas empresas em 2008 e detinha uma posição na Compal, adquirida em 2005 em parceria com a Sumolis. Na operação de fusão, a Compal teria assumido os encargos financeiros da operação, provocando um encargo na empresa que evitaria o pagamento de impostos. À data, a CGD respondeu que "se rege sempre pela preocupação do cumprimento estrito e rigoroso da legalidade transparência e integridade pelo acompanhará tranquilamente a conclusão", acrescentando que repudiava "a forma como o jornal 'Público' tratava o diferendo interpretativo entre a Sumol-Compal e a Administração Fiscal relativamente à operação de fusão" da sociedade. Hoje, o "Económico" cita fonte oficial do banco, que diz que "a Caixa Geral de Depósitos e os seus gestores no exercício das suas funções cumprem estritamente a lei". Jorge Tomé disse que "a lei foi cumprida religiosamente” e referiu estranhar ter sido acusado, uma vez "que não fazia parte dos órgãos sociais das sociedades [em causa]".
                                                                                           
                                                                                    
                                                                                                                   

sábado, 27 de novembro de 2010

NATO

Comando? - Nem sim, nem sopas...
                                                                                                                                            
O Comando-Geral da NATO “ainda não definiu” localização dos comandos. O presidente do comité militar da NATO não confirma nem desmente manutenção do comando em Oeiras.
                                         
Afinal Portugal mantém ou não um comando da NATO? Durante os dois dias de cimeira em Lisboa, o primeiro-ministro afirmou e reafirmou não ter dúvidas de que a Aliança Atlântica vai manter o comando de Oeiras. Uma semana depois, o presidente do comité militar da NATO, o almirante Gianpaolo di Paola garante que o assunto está ainda a ser discutido no seio dos Estados-membros da organização. Ficou definido que a reforma dos comandos vai reduzir de 11 para seis o número de estruturas, mas a sua localização não pode ser, para já, divulgada. “Até agora, a Aliança ainda não definiu esse ponto específico, por isso, não vou comentar. Primeiro, porque seria incorrecto e, depois, porque não sei. Ainda não nos debruçámos sobre esse ponto”, afirma o almirante Gianpaolo di Paola.
Nesta declaração, à margem de uma conferência, no Porto, sobre o futuro da Aliança Atlântica depois da cimeira de Lisboa, foi também abordado o futuro da missão no Afeganistão e a reaproximação histórica entre a NATO e a Rússia. O almirante Gianpaolo di Paola fala sobre esta nova etapa da relação com a Rússia e nega a tese de que Moscovo é o factor de divisão entre os países do NATO. “Não é verdade que a Rússia está a dividir a Aliança. Na verdade todos os membros concordaram na tentativa de iniciar esta parceria estratégica com a Rússia. Mas isso não significa que não haja sensibilidades diferentes. Não devemos ser ingénuos, fizemos a aproximação e fomos sinceros. E penso que a Rússia também, porque eles assinaram a declaração final da cimeira”, sustenta. Se Vladimir Putin regressar à presidência da Rússia nas eleições de 2012, o que poderá mudar nesta relação recém-reactada? “Todos os países, incluindo a Rússia, têm interesse em estabelecer este tipo de parceria, independentemente da liderança, mas vamos ver, vamos testá-los”, responde o almirante.
Quanto a uma futura adesão da Rússia à NATO, Di Paola considera que esse é um tema fora da ordem do dia, apesar de na cimeira de Lisboa o Presidente Dimitry Medvedev não ter excluído essa possibilidade no futuro. A parceria com Moscovo passa também pelo Afeganistão, a começar pelo acordo de transporte de equipamento da Aliança Atlântica através de solo russo. Moscovo abriu a porta à cooperação, mas manifestou reservas quanto ao calendário para a transferência de poder, até finais de 2014. “As condições no terreno vão determinar a nossa decisão. Até ao fim de 2014, com o trabalho feito até agora, julgo hoje que esse é um prazo razoável. O que não significa que toda a gente desapareça do Afeganistão depois dessa data. Teremos uma presença em moldes diferentes”, garante o presidente do comité militar da NATO.
                                                                                                   
Sócrates com "total confiança de que Portugal manterá comando da NATO"
                                                                                                                
Governante português garantiu ainda que reforço de tropas no Afeganistão não implica mais dinheiro gasto. O primeiro-ministro está confiante que Portugal vai manter o comando da NATO em Oeiras. “Se isso acontecer, vai ser muito positivo para o nosso país”, disse José Sócrates. O chefe de Governo repetiu que, com a reestruturação da Aliança Atlântica, a NATO vai ter apenas três comandos, mas tem a maior confiança que um desses fique em Oeiras. "Não tenho nenhum motivo para deixar de pensar que Portugal manterá um comando da NATO". Sobre o reforço do contingente militar português no Afeganistão, Sócrates confirma esse reforço, mas garante que não se vai gastar mais dinheiro, porque se diminuem os contingentes em outros teatros de guerra.
Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro reafirmou os três pontos que se alcançaram: o novo conceito estratégico da NATO, que moderniza e reforma a organização e a transforma num parceiro cooperativo; a nova era para o Afeganistão; e a nova era de relacionamento com a Rússia, em que se virou uma página e se terminou definitivamente com a “guerra fria”. José Sòcrates elogiou a organização da cimeira de Lisboa, “que decorreu sem incidentes”, um verdadeiro “marco na história da NATO”. Sobre o futuro, Sócrates deixou claro que conta estar presente na próxima cimeira, que vai decorrer em 2012, nos Estados Unidos. Precisamente sobre os Estados Unidos, o primeiro-ministro português lembrou duas das prioridades conseguidas: cooperação científica e a cooperação ao nível das energias renováveis.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sábado - Dia Oficial das Manifestações

Cimeira da NATO

Ativistas anti-NATO estrangeiros barrados na fronteira
                                                                                                                       
O presidente norte-americano, Barack Obama, vai encontrar-se com os seus homólogos da Geórgia e do Afeganistão no sábado, em Lisboa, à margem da cimeira da NATO, anunciou hoje a Casa Branca. Cortiça de São Brás de Alportel serve de presente na Cimeira.
                                 
Um autocarro finlandês com 35 pessoas e um automóvel com cinco ativistas anti-NATO franceses, que tinham Lisboa como destino, foram impedidos de entrar em Portugal pela fronteira de Vilar Formoso, disse à Lusa fonte policial. Os dois veículos foram intercetados na principal fronteira terrestre portuguesa, onde o controlo de fronteiras foi reposto desde as 00:00 de segunda-feira, devido à realização da cimeira da NATO em Lisboa na sexta-feira e no sábado. Cerca das 00:00 de hoje, um autocarro com 35 jovens, proveniente da Finlândia, foi intercetado em Vilar Formoso pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e impedido de entrar em território nacional, indicou à Lusa fonte do Comando Territorial da GNR da Guarda.
A fonte referiu que os jovens, 33 finlandeses, um estónio e um alemão, pertenciam a um grupo anti-militarista finlandês e tencionavam seguir para Lisboa, trazendo consigo "material com mensagens anti-NATO". O autocarro chegou a Vilar Formoso pelas 00:00 e após ter sido revistado pelos inspetores do SEF, regressou a Espanha cerca das 04:25, escoltado pela Guardia Civil daquele país, indicou. Outra fonte policial referiu que pelas 20:00 de quarta-feira, o SEF intercetou na mesma fonteira uma viatura ligeira que transportava cinco pró-ativistas palestianos, de nacionalidade francesa, quatro homens e uma mulher, que também se dirigiam para Lisboa. Os ativistas também foram impedidos de entrar em território nacional, regressando a Espanha cerca das 00:00 de hoje.
A fronteira de Vilar Formoso é uma das principais entradas terrestres do país e o ponto de passagem de maior número de veículos de passageiros e de mercadorias, com uma média de tráfego diária de cerca de 10 mil veículos. A medida de exceção de controlo documental até às 00:00 de domingo foi estabelecida pelo Governo português e significa a suspensão temporária do acordo de Schengen. O acordo Schengen entre Portugal e Espanha foi assinado em 25 de junho de 1991 e a abolição das fronteiras entrou em vigor no dia 01 de janeiro de 1993. Em Portugal, desde 1993, apenas uma vez se tinha procedido à reposição dos controlos fronteiriços, durante 39 dias, no decorrer do Europeu de Futebol e do festival de música Rock in Rio realizados em 2004.
                                                                                             
Novo conceito estratégico da NATO "significará enterrar de vez as sequelas da Guerra Fria" - Santos Silva
                                                                                                                         
O ministro da Defesa afirmou que o novo conceito estratégico da NATO "enterra" definitivamente "as sequelas da Guerra Fria", apontando a Rússia como um parceiro e atualizando a resposta da organização às novas ameaças. Em declarações à agência Lusa no final de um encontro com a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Santos Silva disse que o novo documento terá 11 ou 12 páginas, sendo "perfeitamente legível" e "conciso".
O governante referiu que a revisão do conceito molda "a visão da NATO para a próxima década num duplo plano": Ao nível da defesa coletiva e da segurança cooperativa. Como ameaças a que a NATO deve responder, Santos Silva apontou vários exemplos, como "o terrorismo, o ciberterrorismo, a pirataria, a proliferação de mísseis balísticos e as ligações cada vez mais evidentes entre a grande criminalidade organizada e o próprio terrorismo. Os Estados falhados representam ameaças à segurança da Europa", considerou, acrescentando que é necessário também "garantir a segurança da nossa rede de abastecimento energético".
O novo conceito estratégico, que substituirá o de Washington, assinado em 1999, fará também "a afirmação da NATO como um parceiro", disse o ministro. "Eu acho que o novo conceito estratégico de Lisboa significará enterrar de vez as sequelas da Guerra Fria, o conceito de 1991 ainda estava na ressaca da queda do Muro de Berlim, o de 1999 é um pouco o conceito dos vencedores da Guerra Fria, hoje já não se trata de saber quem venceu a Guerra Fria, isso é claro para todos, hoje trata-se de dizer, 'nós não temos adversários, a Rússia não é adversária da NATO nem sequer é rival, a NATO não é adversária da Rússia nem sequer é rival, são parceiros", advogou. Augusto Santos Silva frisou que "a NATO não pode ser o polícia do mundo, mas uma organização regional que como tal pode contribuir para a segurança do mundo, cooperando com outras entidades e organizações".
                                                                                                                      
Cimeira da NATO dará passos importantes no processo de transição do Afeganistão - Sócrates
                                                                                                                                    
O primeiro-ministro, José Sócrates, manifestou-se ontem confiante que a Cimeira da NATO, que começa sexta-feira em Lisboa, representará um "passo importante" no processo de transição gradual de responsabilidades para as autoridades afegãs. A posição de José Sócrates foi assumida no Parque das Nações, na sessão de abertura da Conferência de Jovens Atlantistas. Para o líder do executivo português, a Cimeira da NATO, em Lisboa, além de ficar marcada pela aprovação de um novo conceito estratégico e por um aprofundamento na parceira entre a Aliança Atlântica e a Rússia, caracterizar-se-á por um conjunto de "decisões relevantes" em relação ao futuro do Afeganistão. Na perspetiva do primeiro-ministro, a operação em curso no Afeganistão constitui, "sem dúvida, a mais complexa e delicada das operações em que a NATO esteve até agora envolvida". "Daremos, em Lisboa, um passo muito importante para o desenvolvimento da fase de transição - isto é, para a transferência gradual de responsabilidades para as autoridades afegãs, as responsabilidades que lhes competem, em termos de segurança e estabilidade", sustentou.
"É preciso apoiar a formação de capacidades próprias, em funções de soberania, incluindo as forças armadas e de segurança. Este é o sentido da reorientação estratégica da força internacional, em que Portugal participa, valorizando as componentes de formação e treino da polícia e do exército afegão", afirmou. De acordo com Sócrates, na cimeira da capital portuguesa, não só serão tomadas decisões sobre o desenvolvimento da transição no Afeganistão, como se lançarão "as bases de uma parceria de longo prazo entre a NATO e o Afeganistão, como instrumento de apoio à estabilidade e prosperidade daquela região. O êxito da NATO depende também da mobilização da opinião pública em torno dos seus valores. Ninguém melhor do que os jovens pode compreender os valores da liberdade e da segurança que animam os aliados", acrescentou o primeiro ministro.
José Sócrates, afirmou ainda que a próxima cimeira da NATO será um "marco histórico" para a aliança, porque aprovará o "conceito estratégico de Lisboa". José Sócrates falava na abertura do Encontro de Jovens Atlantistas, no Parque das Nações, num discurso feito em português. Para o líder do executivo português, a Cimeira da NATO, que na sexta feira começa em Lisboa, representa a "centralidade do prestígio que Portugal tem na cena internacional. Esta cimeira vai ser sem dúvida um marco na história da NATO, porque, em primeiro lugar, aprovará um novo conceito estratégico da aliança e, depois, porque incluirá um conselho NATO/Rússia, consagrando uma relação de parceria", afirmou. Ainda de acordo com o primeiro ministro, esta cimeira será ainda histórica "porque será palco de decisões muito importantes no desenvolvimento da operação em curso no Afeganistão".
                                                                                                       
Situação económica portuguesa será discutida com Obama
                                                                                                                            
A difícil situação económica portuguesa será discutida nos encontros entre o presidente norte-americano e as autoridades portuguesas, afirmou hoje a diretora da Casa Branca para os Assuntos Europeus. "Apoiamos totalmente os esforços do Governo português para melhorar a situação económica do país", disse ontem Liz Sherwood-Randall, em conferência de imprensa, em Washington. "Claro que isso será assunto de discussão" nos primeiros encontros de Barack Obama em Lisboa, na sexta feira, afirmou. O chefe de Estado norte-americano, que sai de Washington na quinta feira à noite, inicia a sua estadia de dois dias em Lisboa, que acolhe a Cimeira da NATO, com um encontro com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e depois com o primeiro ministro, José Sócrates.
A conferência de imprensa de ontem em Washington contou com a presença do conselheiro de segurança nacional adjunto para as comunicações estratégicas, Ben Rhodes, que sublinhou que "Portugal é uma aliado e amigo próximo" dos EUA. As reuniões bilaterais "serão uma oportunidade importante para sublinhar a proximidade da nossa relação com os portugueses", disse. A viagem à Europa permite sublinhar o "empenho" dos EUA para com as "alianças chave" no mundo. "A nossa relação com os nossos parceiros europeus é uma pedra basilar do nosso envolvimento com o mundo", adiantou. Na sexta feira, o presidente norte-americano participa na abertura e em encontros de trabalho na Cimeira da NATO, que prossegue no sábado com uma sessão focada no Afeganistão e depois com a reunião do Conselho NATO-Rússia.
Rhodes apontou como objetivos essenciais para esta cimeira "revigorar a Aliança para desafios do século XXI" e alinhar a abordagem dos aliados no Afeganistão, num "momento crítico" deste conflito. Na reunião com os homólogos europeus na Cimeira União Europeia-Estados Unidos, no sábado, estarão em destaque as relações económicas bilaterais, além de assuntos de segurança e a agenda internacional conjunta. "Cooperamos diretamente com a Europa num leque vasto de assuntos e em assuntos globais, entre eles a NATO, a nossa principal aliança de segurança no mundo e parte fundamental dos nossos esforços, por exemplo no Afeganistão", sublinhou Rhodes. "Vamos estar a fazer muitas negociações num período curto de tempo", antecipou o responsável da Casa Branca. Rhodes adiantou ser possível que Barack Obama tenha outras reuniões bilaterais à margem das cimeiras, mas que estas deverão ser curtas, pois "a agenda já está muito cheia".
                                                                                                                                     
Ministro Administração Interna garante que "está tudo seguro e tudo preparado"
                                                                                                                   
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, disse à Lusa que estão reunidas todas as condições de segurança para o arranque dos trabalhos da Cimeira da NATO. "Está tudo seguro e tudo preparado", garantiu o ministro, na altura em que visitava as instalações da Feira Internacional de Lisboa (FIL), onde decorrerá a Cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) nos dias 19 e 20 de novembro. Rui Pereira não quis prestar mais declarações, tendo deixado o local onde se reunirão alguns dos mais influentes líderes políticos do mundo a partir de sexta feira.
                                                                                                                           
Ministro da Justiça garante que tribunais estão preparados para acréscimo de serviço durante a Cimeira da NATO
                                                                                                                                 
O ministro da Justiça, Alberto Martins, garantiu em Évora, que os tribunais estão preparados para um eventual acréscimo de serviço durante a Cimeira da NATO, que decorre na sexta-feira e no sábado, em Lisboa. "Estão garantidas as condições essenciais para que os serviços da Justiça possam ser assegurados", afirmou Alberto Martins, à margem de uma reunião de trabalho com o juiz presidente do Tribunal da Relação de Évora, Manuel Cipriano Nabais. O governante assegurou que "nenhum cidadão que esteja numa situação de iminência de resposta urgente da Justiça, seja em termos da sua liberdade, seja em termos da ação por preclusão de prazos, deixe de ter a Justiça atempada".
De acordo com o titular da pasta da Justiça, as medidas especiais de segurança do país foram asseguradas por responsáveis do Tribunal da Relação de Lisboa, do Conselho Superior da Magistratura e da Direção-Geral da Administração da Justiça. "Estamos convictos que as coisas vão decorrer com toda a normalidade, sem prejuízo da situação de excecionalidade em que estamos", acrescentou. Mais de 40 chefes de Estado e de Governo, a que se somam setenta ministros dos Negócios Estrangeiros e Defesa e os responsáveis máximos das Nações Unidas e da União Europeia, participam na Cimeira da NATO em Lisboa, segundo a lista mais atualizada de presenças, obtida pela Agência Lusa.
                                                                                                        
Secretário geral da Nato já está em Lisboa
                                                                                                                  
O secretário geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, já chegou ontem à capital portuguesa, onde decorrerá a cimeira da organização, tendo sido recebido pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho. O avião que transportou Rasmussen aterrou em Lisboa poucos minutos antes das 21:00 e a comitiva que acompanha o secretário geral da NATO já deixou o local. A cimeira de Lisboa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) decorrerá na sexta feira e no sábado, nas instalações da Feira Internacional de Lisboa (FIL).
                                                                                               
Hamid Karzai, do Afeganistão aterra em Lisboa
                                                                                                            
O presidente do Afeganistão, Harmid Karzai, aterrou ontem em Lisboa às 18:45 num voo oficial dos Estados Unidos. Karzai viajou para Lisboa num Boeing num avião com a 'bandeira' dos Estados Unidos e tornou-se assim no primeiro chefe de Estado que participa na cimeira a aterrar em território português. O chefe de Estado faz parte do grupo de 40 presidentes e primeiros ministros que participam na cimeira da NATO, que decorre sexta feira e sábado na zona do Parque das Nações em Lisboa. Antes do avião que transportava Karzai, às 17:08, aterrou em Lisboa um avião da força aérea norte-americana, inaugurando o intenso trânsito aéreo de chegadas de delegações estrangeiras que participam na cimeira da NATO, em Lisboa.
                                                                                                            
Primeiro ministro do Canadá aterrou em Lisboa
                                                                                                                
O primeiro ministro canadiano, Stephen Harper, acabou de chegar à capital portuguesa, onde decorrerá a cimeira da NATO, tendo sido recebido pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho. O avião que transportou Harper aterrou em Lisboa pelas 21:30 e a comitiva que acompanha o governante canadiano já seguiu para um hotel da cidade. O secretário geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, chegou a Lisboa poucos minutos antes das 21:00 e, anteriormente, já tinham também aterrado na capital portuguesa o presidente da Geórgia, Mikhail Ssaakashvili, e o presidente do Afeganistão, Harmid Karzai.
                                                                                                           
Cavaco oferece decantador de Siza Vieira a Obama, que retribui com cópia de tratado de 1840
                                                                                                                                
O Presidente da República vai oferecer ao chefe de Estado norte-americano um decantador em cristal desenhado por Siza Vieira, enquanto Obama irá oferecer ao seu homólogo uma cópia do primeiro tratado firmado entre Portugal e os EUA, em 1840. Na habitual troca de presentes que irá ocorrer por ocasião da visita de trabalho que o Presidente norte-americano realiza na sexta-feira a Lisboa, antes do início da Cimeira da NATO, o chefe de Estado português irá dar a Barack Obama um decantador em cristal desenhado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira.
Juntamente com o decantador serão também oferecidos ao Presidente norte-americano cálices oficiais de Vinho do Porto igualmente concebidos por Siza Vieira, juntamente com uma garrafa de Porto Vintage "Quinta do Noval" de 2008, ano em que Obama foi eleito. Barack Obama receberá ainda uma pequena escultura em bronze representando o cão de água português, da autoria do escultor Luís Valadares e que integra uma coleção lançada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Há quase dois anos, quando se instalou na Casa Branca, o Presidente norte-americano ofereceu às filhas Malia e Sasha um cão de água português, o "Bo".
Por seu lado, Obama irá oferecer ao seu homólogo português uma cópia emoldurada do primeiro tratado firmado entre os Estados Unidos e Portugal, o Tratado de Comércio e Navegação, assinado em 26 de agosto de 1840. O acordo, que estabelecia os termos em que decorriam as trocas comerciais, baseado nos princípios da liberdade de comércio e de reciprocidade, bem como da livre navegação entre os dois países, foi negociado por parte de Portugal e em nome da Rainha D. Maria II, pelo diplomata, escritor e dramaturgo Almeida Garrett. O Tratado, cujo original está depositado nos Arquivos Nacionais dos EUA, foi assinado em Washington, do lado norte-americano, pelo Secretário de Estado Daniel Webster, e, do lado português, pelo Embaixador de Portugal em Washington, Conselheiro Joaquim César de Figanière e Morão. A troca de presentes entre Cavaco Silva e Barack Obama não será feita presencialmente entre os dois Presidentes, durante o seu encontro no Palácio de Belém ao final da manhã de sexta-feira, mas serão entregues por via protocolar.
                                                                                                           
Demissão do diretor do SIED em nada afectará a segurança da Cimeira da NATO
                                                                                                                                                  
O Governo considerou que a demissão do diretor dos Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) "em nada perturbará" a segurança da cimeira da NATO em Lisboa e não afectará a imagem externa do país. A posição do executivo foi transmitida aos jornalistas pelos ministros da Defesa, Augusto Santos Silva, e da Presidência, Pedro Silva Pereira, no final do Conselho de Ministros. Na conferência de imprensa, Augusto Santos Silva foi interrogado sobre em que medida a demissão Jorge Silva Carvalho do cargo de diretor do SIED afectará a cimeira da NATO, e o ministro da Defesa respondeu de forma pronta: "em nada".
"Em nada afectará as questões de segurança nas diferentes dimensões, seja dos pontos de vista de segurança interna ou dos sistemas de inteligência. Essas questões estão totalmente tratadas e esse acontecimento em nada perturbará a Cimeira da NATO", sustentou o ministro da Defesa. Logo a seguir, perante nova questão, o ministro da Presidência recusou que a demissão do diretor do SIED cause danos na imagem externa do país. "O Governo entende que o mais importante é assegurar a plena operacionalidade dos nossos serviços de informações - e isso está assegurado, quer do ponto de vista estrutural, quer, que do ponto de vista da preparação específica desta Cimeira da NATO", sustentou Pedro Silva Pereira. O ministro da Presidência frisou também que o diretor do SIED manter-se-á "na plenitude das suas funções até à sua substituição. Por isso, manter-se-á em plena operacionalidade durante a realização da cimeira. Não há qualquer problema nesta matéria", acrescentou.
                                                                                                                            
Francisco Lopes (PCP) apela à participação "em força" na manifestação anti-NATO
                                                                                                             
O candidato presidencial Francisco Lopes (PCP) apelou ontem à participação "em força"na manifestação, no sábado, contra a realização da cimeira da NATO em Lisboa, como forma de garantir a afirmação de defesa dos direitos nacionais. "O acolhimento da cimeira da Nato em Portugal, é contrário à aspiração do povo português de criar uma relação de paz, amizade e cooperação com todos os povos", disse Francisco Lopes, durante a sua visita à Rua do Comércio, em Portimão. Além do apelo à participação na manifestação anti-NATO, o candidato às eleições presidenciais de janeiro apelou ainda à presença dos trabalhadores na manifestação do dia 24 de novembro, "pela defesa dos seus direitos laborais".
Para Francisco Lopes "será uma greve geral pelo futuro de Portugal, e um momento para a afirmação da voz do trabalho" e dos trabalhadores. "Entendo que um candidato à Presidência da República deve estimular os cidadãos a gozarem dos direitos que estão na Constituição Portuguesa. Mas são também deveres que cada um de nós tem para o futuro do país", sublinhou Francisco Lopes. "A minha candidatura dá aos trabalhadores e ao povo a oportunidade de gozarem do seu voto para manifestarem o descontentamento e a sua exigência de mudança", destacou o candidato.
Francisco Lopes criticou ainda as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo para combater a crise económica, como a redução dos salários. "São medidas que vão levar à recessão económica, à destruição da produção e a mais desemprego" observou o candidato. Francisco Lopes considera "inadmissível" que se reduza os salários e o congelamento das pensões de reforma, "apenas com o objetivo de favorecer" a acumulação dos lucros dos grandes grupos económicos. "Se a redução dos salários vier a ser declarada inconstitucional tanto melhor, mas independentemente disso, é injusta e inaceitável do ponto de vista social e do desenvolvimento do país", concluiu.
                                                                                                                                        
Cortiça de São Brás de Alportel serve de presente na Cimeira da NATO
                                                                                                                                  
Sessenta gravatas em pele de cortiça, matéria prima extraída dos sobreiros algarvios, vão ser distribuídas pelos chefes de Estado e de Governo que visitam Portugal no âmbito da Cimeira da NATO, que decorre na próxima sexta-feira e sábado. "Os presentes são uma oferta Pelcor e é uma forma de promover a marca portuguesa e a cortiça algarvia a nível internacional", declarou Sandra Correia, proprietária da empresa Pelcor, que tem sede em São Brás de Alportel, garantindo que "o Governo não teve custos com as lembranças". Em declarações à agência Lusa, Sandra Correia explicou que "todos os chefes de Estado e de Governo vão receber gravatas em pele de cortiça, dentro de um copo concebido para o efeito e gravado com o escudo português".
As chefes de Estado, como Angela Merkel (Alemanha), e outras responsáveis políticas vão receber, por seu lado, a "Summit Bag", malas da Pelcor em forma de baú, "concebidas exclusivamente para as líderes mundiais, numa edição limitada de oito unidades", sendo o interior forrado com as cores da bandeira portuguesa e marcado com o escudo português", adiantou Sandra Correia. O presidente dos EUA, Barack Obama, vai receber, além da gravata, um guarda-chuva de cortiça e uma coleira para o seu cão d'água, uma raça portuguesa. Uma coleira e uma trela com brilhantes swarosky foram concebidas especialmente para o "Bo", que terá o escudo português, um "P" de Pelcor e o nome gravados, explicou a mentora da ideia. Com estas ofertas, a proprietária da Pelcor pretende demonstrar que é possível fazer quase tudo em cortiça, contribuindo para a "sustentabilidade do sector industrial português, para a floresta portuguesa e para a notoriedade do país".
Produtos de design luxuosos concebidos a partir da casca de sobreiro como chapéus de chuva, bolsas de cosmética, relógios de pulso, aventais, malas a tiracolo, sacos de compras, bolsas para moedas, carteiras para homem e para cartões de visita são alguns dos objetos amigos do ambiente que estiveram expostos recentemente no Museu de Arte Moderna (MoMA) em Nova Iorque e em Tóquio. O negócio corticeiro da família Correia começou em 1935, no centro do Algarve, região considerada o berço da melhor cortiça do mundo. A NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foi fundada em 4 de abril de 1949 na sequência da assinatura em Washington do Tratado do Atlântico Norte. A aliança militar dos países ocidentais, numa Europa dividida por diferenças políticas e ideológicas, pretendia contrariar o "perigo do expansionismo" da então União Soviética.



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cimeira da NATO

PSP alarga perímetro de segurança a partir de hoje
                                                                                                                                     
Diplomata Allan Katz, embaixador dos Estados Unidos em Portugal, elogia organização portuguesa a nível da segurança no âmbito da Cimeira da Aliança Atlântica decorre em Lisboa entre 19 e 20 de Novembro.
                                           
Em contagem decrescente para a realização da cimeira da NATO, que arranca sexta-feira em Lisboa, a PSP avança esta noite com a activação do segundo perímetro de segurança na cidade. A partir das zero horas de quinta-feira, o perímetro de controlo junto ao Parque das Nações é alargado e passa a cobrir uma área de mais de três quilómetros condicionando o acesso de todas as pessoas e veículos ao local.
                                                   
Aeroportos preparados
                                                                      
Os aeroportos do Porto e Faro estão preparados para "qualquer eventualidade que seja necessária" na sequência das restrições impostas no espaço aéreo no aeroporto de Lisboa, precisamente a partir de amanhã garantiu à Lusa fonte da ANA. As medidas restritivas impostas afectarão as áreas de aproximação e de solo no aeroporto de Lisboa, por onde passam diariamente cerca de 400 voos.
                                                                 
Três hospitais em alerta
                                                                                  
Os hospitais Santa Maria, São José e São Francisco Xavier, em Lisboa, são as unidades de referência para receber participantes da cimeira, incluindo Chefes de Estado e Governo, tendo já elaborado planos para responder a eventuais ocorrências. No caso de ser necessário, o hospital de Santa Maria está referenciado para acolher Presidentes, primeiros-ministros e ministros. O hospital São Francisco Xavier será a instituição de referência para acolher outros participantes na cimeira, enquanto o de São José está preparado para responder aos manifestantes.
                                                                                              
11 pessoas detidas até agora
                                                                                                                                                 
Entretanto, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve hoje 11 pessoas e recusou a entrada a 47 cidadãos estrangeiros, entre as 00h00 e as 10h00 no controlo das fronteiras terrestres. Em comunicado, o SEF indica que no total foram controlados, nas fronteiras internas de Portugal, 35745 cidadãos. Na Cimeira da NATO em Lisboa participam os 28 Estados-membros, mais elementos das Nações Unidas,da União Europeia, Banco Mundial, Rússia, Austrália e Japão.
                                                                                                                           
NATO pode ser o próximo inquilino das Lajes, admite embaixador dos EUA
                                                                                                                             
O embaixador dos Estados Unidos em Portugal admite, em entrevista à Renascença, que a Base das Lajes, nos Açores, pode um dia passar de mãos norte-americanas para a NATO. A poucos dias da Cimeira da Aliança Atlântica de 19 e 20 de Novembro, em Lisboa, Allan Katz garante que, para já, fica tudo na mesma em relação ao complexo militar situado na Ilha Terceira. “Não, na verdade, não há qualquer plano para mudar a configuração das Lajes. Houve algumas conversas sobre um possível aumento em termos de treino, mas o número de aviões que os Estados Unidos estavam a planear fabricar diminuiu devido a cortes orçamentais, por isso, as necessidades de treino deixaram de existir. Nós encorajamos os portugueses a olhar para a NATO como um potencial inquilino”, sublinha.
A Cimeira da NATO tem dois grandes temas: a adopção de um novo conceito estratégico, que vai projectar os novos objectivos da Aliança, e a discussão de um tema difícil e nada teórico, o que fazer em relação ao Afeganistão. Questionado sobre a possibilidade de aprovação de um novo calendário de retirada do Afeganistão, o embaixador norte-americano espera um compromisso para lidar com o problema de “de uma maneira abrangente”. “É claro, pelo menos para mim, que a retirada do Afeganistão e o caminho para essa retirada passa por haver formadores suficientes que treinem as forças de segurança afegãs, para que possam proteger os civis, e que treinem os militares para que possam existir tropas de confiança. Isso irá levar-nos a uma transição para a saída todas as forças de combate, que esperamos que aconteça em vários anos”, sustenta.
A aposta passa por enviar mais formadores em vez de soldados da força internacional no Afeganistão. Allan Katz diz que os aliados europeus podem treinar melhor as forças afegãs. Relativamente ao papel de Portugal na missão, o embaixador norte-americano diz que o mundo vive um período de restrições financeiras, mas todos os países podem dar o seu contributo, com dinheiro ou formadores. “O nosso aliado Portugal tem estado numa grande variedade de teatros de guerra um pouco por todo o Mundo, providenciando formadores e soldados. Enviou soldados para o Afeganistão que estão a voltar de forma a serem substituídos por formadores. Aquilo que esperamos é que Portugal nos ajude na parte de treino de uma forma mais significativa”, refere. Quando Barack Obama acabar de tratar destes assuntos em Lisboa, já terá também participado no Conselho NATO-Russia. No sábado, dia 20, segue-se uma Cimeira União Europeia-Estados Unidos. “Considero que ao trabalharmos juntos, com todas estas oportunidades, mostramos que temos muito mais hipóteses de sair desta crise económica ao trabalharmos juntos do que ao desenvolvermos medidas em sentido contrário”, defende Allan Katz.
Para Obama, serão 48 horas de cimeiras sucessivas em Lisboa, sem que se apresente em visita oficial a Portugal. Não foi possível "abusar" da agenda do Presidente, explica o embaixador. Questionado se os Estados Unidos vão apoiar a manutenção do comando da NATO em Oeiras, Allan Katz diz apenas que o assunto foi adiado e que não são esperadas decisões na Cimeira de Lisboa. O embaixador diz que é preciso abanar a relação entre os dois países. Fica, às vezes, com a impressão de que Portugal e os Estados Unidos são amigos há tanto tempo que dão a sua aliança como adquirida. De Janeiro em diante em Nova Iorque, na ONU, os americanos contam com os amigos portugueses para as votações magnas nas Nações Unidas. Este apoiante de Obama na Florida durante a sua campanha presidencial, advogado de profissão, tem na Cimeira da NATO do próximo fim-de-semana o seu primeiro teste como embaixador, pouco mais de seis meses depois de chegar a Lisboa.
                                                                                                                              
Secretário-geral da NATO admite que Afeganistão "foi um erro"
                                                                                                                                   
Anders Fogh Rasmussen antecipa a cimeira de Lisboa, onde espera que se inicie um novo começo das relações com a Rússia. O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, considera que a intervenção no Afeganistão foi um erro, na medida em que a Aliança Atlântica subestimou o desafio e não disponibilizou os recursos necessários. “Em retrospectiva, penso que subestimámos o desafio e a nossa operação no Afeganistão não dispunha de recursos suficientes, nesse sentido a minha resposta é que sim, que foi um erro”, admite o responsável.
“Agora mudámos de estratégia, deslocámos mais tropas e iniciámos as missões de treino e esta é uma das lições aprendidas no Afeganistão quando olhamos para o futuro. Devíamos ter estabelecido essa missão mais cedo, ela leva apenas um ano mas alcançámos resultados significativos. E a lição aprendida é que devemos ter uma capacidade permanente para treinar e educar forças de segurança locais, penso que isso será uma parte integrante de gestão de crises no futuro. Iniciámos esse exercício muito tarde, mas mais vale tarde do que nunca. Estamos agora no caminho certo e é por essa razão que estou bastante optimista em relação à nossa operação no Afeganistão e vamos fazer esse anúncio positivo em Lisboa, de que a transição está prestes a iniciar”, afirma o secretário-geral da NATO.
Não obstante este reconhecimento, Anders Fogh Rasmussen diz-se agora optimista e considera que a Cimeira de Lisboa vai poder assinalar o princípio do fim do envolvimento da Aliança no conflito. Na capital portuguesa será confirmado o início da retirada no próximo ano, mas o desenrolar da mesma dependerá da capacidade das forças afegãs. “A segurança militar é muito importante e é um pré-requisito para o desenvolvimento civil. Mas o desenvolvimento civil é outro pilar muito importante se quisermos garantir paz e estabilidade de longo prazo no Afeganistão”, defende.
                                                                                                                                        
Novo começo com a Rússia
                                                                                                                                   
Para o ex-primeiro-ministro dinamarquês, o encontro na capital portuguesa vai igualmente assinalar um recomeço nas relações entre a NATO e a Rússia. Vinte anos depois do fim da União Soviética, o secretário-geral da organização considera que está na altura de enterrar o machado de guerra da Guerra Fria. “Sim, efectivamente, considero que se trata de começar de novo, penso que vamos entrar numa nova fase de cooperação entre a NATO e a Rússia. Não consideramos a Rússia uma ameaça e acredito que os russos não consideram a NATO uma ameaça. Com base nisso devemos desenvolver uma verdadeira parceria bem sucedida ao longo dos próximos anos.”. Afeganistão, luta contra o terrorismo e a pirataria e a defesa anti-míssil são algumas áreas em que Anders Fogh Rasmussen espera mais cooperação.
Em entrevista à Renascença, Rasmussen diz compreender as desconfianças que persistem, sobretudo entre alguns dos Estados-membros da Aliança do Leste da Europa. Mas reitera que estes são precisamente estes países que mais têm a ganhar com o normalizar das relações com a Rússia. “Uma verdadeira parceria estratégica entre a NATO e a Rússia vai melhorar o ambiente de segurança estratégica na área euro-atlântica e isso será claramente em benefício dos países do Centro e Leste da Europa”, sustenta. Um dos testes à nova relação será o sistema de defesa anti-míssil que a NATO adoptará em Lisboa. O secretário-geral da organização garante que a proposta que será aprovada não vai identificar nenhum país como ameaça específica e manifesta abertura para cooperar com Moscovo, admitindo mesmo a co-existência articulada dos sistemas anti-míssil dos ex-inimigos da Guerra Fria.
“O que faremos na reunião NATO-Rússia é iniciar uma análise conjunta sobre como podemos implementar uma cooperação prática sobre defesa anti-míssil. Mas para ser claro, o que eu prevejo é dois sistemas separados, da NATO e da Rússia, que cooperam e um elemento dessa cooperação é a troca de dados e informações. E é através dessa troca que podemos tornar todo o sistema mais eficiente e com melhor cobertura”, afirma o responsável. Austeridade também chega à NATO Em Lisboa, os países da Aliança vão igualmente aprovar o modelo da nova estrutura de comando, com o objectivo de reduzir recursos e despesas, embora a decisão sobre a localização geográfica das novas estruturas deva acontecer apenas em 2011. Rasmussen explica os objectivos desta reforma, mas evita comprometer-se com quaisquer garantias quanto à manutenção do actual comando de Oeiras, tal como pretende o Governo português.
Apesar da austeridade que Portugal e muitos outros países enfrentam e que afecta igualmente os orçamentos da defesa, Rasmussen acredita que isso não prejudicará o empenho destes países na Aliança e a capacidade de intervenção da mesma. E recusa terminantemente pronunciar-se sobre a aquisição dos submarinos decidida por Portugal. “Não vou interferir com decisões nacionais sobre investimentos de Defesa. Mas estou confiante que Portugal pode e vai estar à altura dos seus compromissos no seio da nossa Aliança”, refere o secretário-geral da NATO. Anders Fogh Rasmussen considera ainda que a Cimeira de Lisboa vai dotar a NATO de um conceito estratégico válido para os próximos dez ou 12 anos e estima ainda que, face às novas ameaças identificadas pela organização, a Aliança Atlântica continua a fazer hoje tanta falta como quando foi fundada em 1949.
                                                                                                                                      
Director das secretas demitiu-se
                                                                                                                                           
Notícia da demissão do director do Serviço de Informações Estratégicas e Defesa (SIED) surge a dois dias do início da Cimeira da Nato, que vai decorrer em Lisboa. Jorge Silva Carvalho demitiu-se na semana passada das funções de director do Serviço de Informações Estratégicas e Defesa (SIED), confirmou o gabinete do secretário-geral do Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira. A decisão estará relacionada com os cortes orçamentais a que o SIED vai ser sujeito em 2011, no valor de cerca de um milhão de euros. A demissão do director do SIED foi apresentada ao secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira, e ao primeiro-ministro, José Sócrates. A ideia era tornar a notícia pública só depois da cimeira da NATO, mas acabou por ser conhecida a dois dias do arranque da do encontro, que decorre em Lisboa entre 19 e 20 de Novembro. No dia 1 de Dezembro já estará a trabalhar um novo director do Serviço de Informações Estratégicas e Defesa, se bem que a escolha do sucessor de Jorge Silva Carvalho não está ainda totalmente formalizada.
Oposição preocupada quer explicações: Para Nuno Magalhães, deputado do CDS-PP, esta é uma situação preocupante na semana da cimeira da NATO. “Desejamos, obviamente, que tudo decorra dentro da normalidade”, disse. E para Helena Pinto, deputada do Bloco de Esquerda, esta demissão mostra a “crise instalada no próprio Governo”. O Bloco de Esquerda fica à espera de “esclarecimentos” do ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, sobre a demissão do director do SIED, a organização que tutela os espiões portugueses no estrangeiro.
                                                                                                                                      
Embaixador dos EUA diz que relações com Portugal vão sair reforçadas
                                                                                                                                    
As relações bilaterais Portugal/Estados Unidos sairão reforçadas depois da passagem por Lisboa do Presidente Barack Obama. A garantia foi deixada, ontem á tarde, pelo embaixador norte-americano em Lisboa. A dois dias da Cimeira da NATO, Allan Katz acredita que as reuniões bilaterais vão também trazer novidades para a economia nacional. Revitalizar é a palavra que o embaixador usa para falar das relações entre Portugal e Estados Unidos. A cimeira da NATO e os encontros bilaterais que vai proporcionar com a passagem de Barack Obama por Lisboa terão efeitos secundários na aproximação entre os dois países em diversas áreas, segundo Allan Katz.
“O que vocês vão ver sair daqui é uma série de encontros mais comprometedores e oportunidades entre os Estados Unidos e Portugal nas áreas da ciência e economia. Creio que há muitas oportunidades que não foram ainda bem exploradas e esperamos que possamos fazer isso o mais depressa possível em especial na área do turismo para trazer mais americanos a Portugal”, sublinhou. Sem revelar detalhes sobre a chegada de Obama, Allan Katz confirma que o Presidente ficará num hotel de Lisboa e que deverá dar uma conferência no âmbito da cimeira da NATO.
Tudo o resto é segredo, devido à segurança, que o embaixador elogia: “Estamos muito satisfeitos com a forma como tudo está a correr. Isto é um processo muito complicado. Não sou especialista em segurança, mas pelo que me diz o nosso pessoal de segurança, os portugueses estavam muito bem preparados. Verificaram que estavam mais preparados do que em qualquer outro lugar onde estiveram”. Na cimeira da NATO serão debatidos temas como a defesa anti-míssil e a fase de transição no Afeganistão. De fora ficará o eventual fim do comando da NATO em Oeiras. “As questões de geografia não serão determinadas nesta cimeira. A questão será analisada de outra forma, ou seja, quais são as coisas que a NATO está a fazer agora que podem vir a ser eliminadas ou consolidadas para que os países não gastem tanto dinheiro”, explicou.
                                                                                                                                    
Jardim critica gastos com a cimeira da NATO
                                                                                                                                             
"Fazer uma cimeira deste volume no centro de uma cidade, isto é mais uma loucura à portuguesa", afirma o líder madeirense. A cimeira da NATO de sexta-feira e sábado em Lisboa é "um momento importante e mais gasto de dinheiro para o país", acusa o presidente do Governo Regional da Madeira. Alberto João Jardim comentou a cimeira da Aliança Atlântica, no final da reunião que manteve com o secretário-geral da UGT, João Proença. De acordo com o líder do PSD-Madeira, a cimeira é um "momento importante para a afirmação [do país] e mais gasto de dinheiro para o país". Jardim não se alongou muito no comentário mas, ainda assim, deixou um "reparo" à organização portuguesa: “Estas cimeiras, normalmente, organizam-se em sítios onde não afecta a vida das pessoas, onde há uma facilidade logística".
Para o presidente do Governo Regional da Madeira, "fazer uma cimeira deste volume no centro de uma cidade, isto é mais uma loucura à portuguesa, é mais um sinal de incompetência". Jardim garantiu ainda que a não integração da Madeira, na comitiva liderada pelo primeiro-ministro José Sócrates, que se encontra sexta-feira com o Presidente norte-americano, Barack Obama, "não é discriminação". "Antes que haja interpretações erradas, o chefe de gabinete do primeiro-ministro teve a amabilidade de telefonar ao meu chefe de gabinete [...] explicando que a presença de Carlos César nessa reunião tem a ver com as Lajes e como tal deve estar lá o Presidente do Governo Regional dos Açores", afirmou