SUBIDA DE DESEMPREGO PARA NÍVEIS RECORDE ASSEMELHA-SE MAIS AO CASO DA GRÉCIA
A tragédia social portuguesa está bastante mais perto da tragédia grega do que muitos pensam... Passos Coelho é o típico político frio, calculista, economicista, indiferente ao sofrimento dos mais pobres e diz-se católico...
Taxa do desemprego em Fevereiro atingiu 15%. Desde que a ‘troika’ foi chamada, o ritmo de subida aproxima-se mais da Grécia do que da Irlanda. Portugal está a copiar o caminho grego em matéria de desemprego. Em Fevereiro, dez meses volvidos desde o pedido de ajuda internacional, a taxa de desemprego atingiu os 15% da população activa - um resultado bem mais próximo do panorama grego, do que do irlandês. Os números foram revelados ontem pelo Eurostat. Em menos de um ano, desde que as medidas de austeridade da ‘troika' começaram a chegar ao terreno, a taxa de desemprego em Portugal saltou dos 12,6% para 15%. Um valor que, em números redondos, aponta para mais de 800 mil desempregados no País, assumindo o valor da população activa apurado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no final do ano passado. O ritmo de degradação do mercado de trabalho aproxima mais a economia nacional do trajecto dos gregos, do que dos irlandeses, olhando para os outros dois países da zona euro que estão sob um programa de ajustamento assinado pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu. Desde o pedido de ajuda português, a taxa agravou-se 2,4 pontos percentuais (cerca de 130 mil desempregados a mais). No caso grego, dez meses de programa da ‘troika' resultaram numa subida de 3,2 pontos, de 11,7% para 14,9%. Já na Irlanda, a subida foi mais ligeira, tendo aumentado 0,8 pontos desde Novembro de 2010 (quando o resgate foi oficializado) em Setembro de 2011 (dez meses depois).
MÁRIO SOARES: "GOVERNO ESTÁ CADA VEZ A ISOLAR-SE MAIS DO POVO"
Passos Coelho é o típico político frio, calculista, economicista, indiferente ao sofrimento dos mais pobres e diz-se católico... Mário Soares alerta para o perigo do caminho seguido pelo Governo de “não dialogar nem explicar as medidas difíceis” aos portugueses. O ex-presidente da República defende que o Executivo, liderado por Pedro Passos Coelho, está a "isolar-se cada vez mais do povo". Mário Soares diz que a culpa não é apenas das medidas "impopularíssimas que tem vindo a tomar", mas também do facto de não dialogar e explicar aos portugueses essas medidas. O histórico socialista conclui assim que "as pessoas não compreendem qual a estratégia do Governo para combater a crise". "O nosso Governo, legítimo, porque resultou do voto popular, está a isolar-se cada vez mais do povo. Não só por causa da crise e das medidas impopularíssimas que tem vindo a tomar - dos cortes que quase só atingem os trabalhadores mais pobres, os desempregados, os precários e boa parte da classe média -, mas porque não dialoga com os portugueses, não explica as medidas que toma, avança e recua em silêncio sobre medidas tomadas, e as pessoas não compreendem, por mais que o desejem, qual é a estratégia do Governo para vencer a crise.
A austeridade, por si só, não leva com certeza a nenhum lugar", defende Mário Soares num artigo de opinião publicado hoje no Diário de Notícias. Mário Soares dá o exemplo da manifestação das freguesias para ilustrar o facto de o Governo estar de costas voltadas para os portugueses. "No sábado passado, a "leizinha", como lhe chamou António José Seguro, quando foi anunciada pelo ministro Relvas, sem ouvir, como seria natural, os principais interessados, teve uma reacção unânime das freguesias portuguesas. De norte a sul, desfilaram, em sinal de protesto, pelo centro de Lisboa". "Como é que o Governo não compreendeu a impopularidade da lei que anunciou, depois de ter recuado, por razões políticas que estavam à vista, da ideia peregrina de unir os municípios, para que as Finanças reunissem mais fundos?", questiona o histórico socialista. Soares acusa mesmo o Governo de não defender a identidade e coesão do país. "É caso para dizer que a obsessão dos cortes ordenados pela troika faz esquecer ao Governo a necessidade de defender a nossa identidade nacional e a coesão entre os portugueses. Num momento de crise - em que o desemprego e a criminalidade crescem -, é particularmente importante evitar o mal-estar e o pessimismo profundo que invadem os portugueses: assim não vamos longe, infelizmente". No mesmo artigo de opinião o ex-presidente da República acrescenta que os portugueses "começam a ter a sensação de que quem manda é a troika e que Portugal". "É um verdadeiro protectorado comandado, não pelo Governo legítimo mas pelo exterior. Não há patriotismo que resista a uma tal situação".
Liberdade e o Direito de Expressão
Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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terça-feira, 17 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Sociedades Secretas: A nova "PIDE"
FISCO VAI PASSAR A TER ACESSO A MOVIMENTOS DOS CARTÕES VISA E MULTIBANCO DE TODOS OS PORTUGUESES
É a nova PIDE: o Fisco continua a concentrar em si excessivos poderes de controlo sobre a vida dos cidadãos... O Facebook continuará a ser a invenção mais polémica do séc. XXI... Passos Coelho é o típico político frio, calculista, economicista, indiferente ao sofrimento dos mais pobres e diz-se católico... Com ordens do Governo, PSP prepara técnicas para atacar manifestantes como se fossem criminosos!
Primeiro condicionam os cidadãos e retiram-lhes o pouco que têm. Depois começam as prisões. E finalmente o Estado entra em ditadura. Sempre foi assim no passado, por que haveria de ser diferente agora?
O governo quer que a Administração Tributária possa exigir aos bancos, “a qualquer momento”, os dados sobre os pagamentos com cartões de débito e crédito, alargando assim os poderes do fisco. A intenção do executivo é concretizada através de uma alteração à Lei Geral Tributária (LGT) e faz parte da proposta de lei de Orçamento Rectificativo para 2012. Desde 1 de Janeiro de 2011 que a LGT já prevê que “as instituições de crédito e sociedades financeiras têm a obrigação de fornecer à administração tributária, até ao final do mês de Julho de cada ano, o valor dos fluxos de pagamentos com cartões de crédito e de débito, efectuados por seu intermédio, a sujeitos passivos que aufiram rendimentos da categoria B de IRS [empresários em nome individual] e de IRC [empresas]”. Na prática, a lei obriga os bancos a comunicarem ao fisco qual o montante que cada empresário em nome individual ou cada empresa que tenha terminais de pagamento automático nos seus estabelecimentos receberam através de pagamentos feitos pelos seus clientes com cartões de débito e crédito.
Com essa informação, o fisco poderá verificar se esses montantes são consentâneos com os rendimentos declarados. Apesar de a lei prever essa obrigação desde 1 de Janeiro de 2011, apenas este ano a norma se tornou efectiva, uma vez que só em 2012 é que foi publicado o modelo oficial através do qual as instituições de crédito e as sociedades financeiras teriam de entregar os dados exigidos. Agora, o governo vem apertar mais o controlo ao pretender que esta comunicação deixe de ser feita apenas uma vez por ano [em Julho] e passe a ser feita sempre que o fisco o exija. A lei diz que “as instituições de crédito e sociedades financeiras têm ainda a obrigação de fornecer, a qualquer momento” todas as informações sobre pagamentos de um determinado sujeito desde que o pedido venha “do director-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira ou do seu substituto legal, ou do conselho directivo do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social”. Serão vigiadas as “operações de pagamentos com cartões de crédito e de débito, efectuados por seu intermédio aos sujeitos passivos que sejam identificados no pedido de informação”. A proposta de alteração à Lei Geral Tributária garante que “isso será feito sem identificar os titulares dos referidos cartões”.
EMPRESAS PEDEM PASSWORD DO FACEBOOK DE CANDIDATOS A EMPREGO
O Facebook continuará a ser a invenção mais polémica do séc. XXI... Nos EUA, existem empresas e organizações que, durante as entrevistas de emprego, pedem a password do Facebook aos candidatos. O fenómeno começa a ser mais comum e está a preocupar políticos e o próprio Facebook. Que certas empresas pesquisam a presença nas redes sociais dos seus potenciais empregados já não é novidade. Mas algumas organizações norte-americanas estão a levar a "investigação" para outro nível e obrigam os candidatos a fornecerem a password da sua conta no Facebook durante a entrevista de emprego. A nova tendência foi denunciada pela Associated Press recentemente, com o depoimento de um estudante de enfermagem de Maryland, EUA, que trabalha numa empresa de segurança. Depois de um período de ausência, a entidade empregadora pediu a Robert Collins para voltar a passar pelo processo de recrutamento e foi aí que, depois de se assegurarem de que não tinha antecedentes criminais e examinarem o seu percurso académico, lhe pediram acesso à conta do Facebook para inspeccionar mensagens e fotografias publicadas. O caso foi parar à União Americana de Direitos Civis, que começou a pressionar o estado de Maryland e conseguiu fazer com que os empregadores mudassem de "tática": agora, em vez de pedirem os dados de acesso, pedem para que o candidato aceda à sua conta durante a entrevista e mostre o seu conteúdo.
Tanto a AP, como o El Mundo e o site Mashable denunciaram, nos últimos dias, casos similares. O Illinois já quem exija ver os perfis de Twitter e Facebook dos potenciais novos empregados. Só depois de feita a "inspecção" da conduta online é que é assinado qualquer contrato de trabalho com o "sheriff" de McLean, naquele estado. Procedimento semelhante tem o "sheriff" de Spotsylvania, na Virgínia, que pede aos candidatos para se tornarem "amigos" do entrevistador no Facebook. Também uma ex-educadora do Michigan foi despedida depois de se recusar a dar acesso à sua password de login no Facebook aos seus supervisores. Do Maryland para Washington seguiu um projeto de lei para proibir as empresas de pedir dados de acesso às redes sociais utilizadas pelos candidatos a emprego. No entanto, a emenda acabaria por ser rejeitada por alguns membros do partido republicano que, apesar de considerarem o projeto de lei pouco necessário, não rejeitaram a possibilidade de apoiarem alguma proposta semelhante no futuro. A emenda dizia que "não é permitido obrigar, como condição de emprego, alguém a revelar a sua password confidencial de acesso ao Facebook, Flickr, Twitter ou outra conta qualquer". Já o Facebook reagiu às notícias recentes, dizendo que vai iniciar ações legais contra as empresas que violem a intimidade das contas individuais dos seus empregados.
MÁRIO SOARES: "GOVERNO ESTÁ CADA VEZ A ISOLAR-SE MAIS DO POVO"
Passos Coelho é o típico político frio, calculista, economicista, indiferente ao sofrimento dos mais pobres e diz-se católico... Mário Soares alerta para o perigo do caminho seguido pelo Governo de “não dialogar nem explicar as medidas difíceis” aos portugueses. O ex-presidente da República defende que o Executivo, liderado por Pedro Passos Coelho, está a "isolar-se cada vez mais do povo". Mário Soares diz que a culpa não é apenas das medidas "impopularíssimas que tem vindo a tomar", mas também do facto de não dialogar e explicar aos portugueses essas medidas. O histórico socialista conclui assim que "as pessoas não compreendem qual a estratégia do Governo para combater a crise". "O nosso Governo, legítimo, porque resultou do voto popular, está a isolar-se cada vez mais do povo. Não só por causa da crise e das medidas impopularíssimas que tem vindo a tomar - dos cortes que quase só atingem os trabalhadores mais pobres, os desempregados, os precários e boa parte da classe média -, mas porque não dialoga com os portugueses, não explica as medidas que toma, avança e recua em silêncio sobre medidas tomadas, e as pessoas não compreendem, por mais que o desejem, qual é a estratégia do Governo para vencer a crise.
A austeridade, por si só, não leva com certeza a nenhum lugar", defende Mário Soares num artigo de opinião publicado hoje no Diário de Notícias. Mário Soares dá o exemplo da manifestação das freguesias para ilustrar o facto de o Governo estar de costas voltadas para os portugueses. "No sábado passado, a "leizinha", como lhe chamou António José Seguro, quando foi anunciada pelo ministro Relvas, sem ouvir, como seria natural, os principais interessados, teve uma reacção unânime das freguesias portuguesas. De norte a sul, desfilaram, em sinal de protesto, pelo centro de Lisboa". "Como é que o Governo não compreendeu a impopularidade da lei que anunciou, depois de ter recuado, por razões políticas que estavam à vista, da ideia peregrina de unir os municípios, para que as Finanças reunissem mais fundos?", questiona o histórico socialista. Soares acusa mesmo o Governo de não defender a identidade e coesão do país. "É caso para dizer que a obsessão dos cortes ordenados pela troika faz esquecer ao Governo a necessidade de defender a nossa identidade nacional e a coesão entre os portugueses. Num momento de crise - em que o desemprego e a criminalidade crescem -, é particularmente importante evitar o mal-estar e o pessimismo profundo que invadem os portugueses: assim não vamos longe, infelizmente". No mesmo artigo de opinião o ex-presidente da República acrescenta que os portugueses "começam a ter a sensação de que quem manda é a troika e que Portugal". "É um verdadeiro protectorado comandado, não pelo Governo legítimo mas pelo exterior. Não há patriotismo que resista a uma tal situação".
PSP PREPARA 2012 COM ESPECIAL ATENÇÃO EM MANIFESTAÇÕES E COMBATE À CRIMINALIDADE VIOLENTA
Com ordens do Governo, PSP prepara técnicas para atacar manifestantes como se fossem criminosos... No plano de actividades para este ano, a PSP escreve que “2012 perspectiva-se como um ano extremamente difícil para Portugal, o que se traduzirá num desafio acrescido para a Polícia de Segurança Pública, quer ao nível do combate à criminalidade, quer ao nível da determinação, competência técnica e bom senso na actuação em situações decorrentes do direito de reunião e manifestação, quer ainda na assertividade e rigor de gestão e empenhamento dos seus próprios recursos”. O documento, assinado ainda pelo superintendente-chefe Guedes da Silva, anterior director nacional da PSP, mas só agora tornado público, perspectiva que este ano será "extremamente exigente para as forças de segurança”. Segundo a PSP, a grave crise económica “condiciona todas as opções políticas do Governo e requer da PSP uma resposta de elevada qualidade e eficácia, em especial no combate à criminalidade e na garantia de manutenção da ordem pública e do regular funcionamento das instituições democráticas”. No documento, a PSP faz também um diagnóstico dos pontos fortes e fracos ao nível interno, além de traçar as oportunidades e ameaças externas. Sistema remuneratório e horários de trabalho “complexos”, envelhecimento do quadro de pessoal, “elevada mobilidade ao nível dos comandos de esquadra” e “menor mobilidade inter-comandos dos quadros de pessoal, designadamente ao nível da carreira de chefe e agente” são alguns dos pontos fracos apontados pela polícia.
É a nova PIDE: o Fisco continua a concentrar em si excessivos poderes de controlo sobre a vida dos cidadãos... O Facebook continuará a ser a invenção mais polémica do séc. XXI... Passos Coelho é o típico político frio, calculista, economicista, indiferente ao sofrimento dos mais pobres e diz-se católico... Com ordens do Governo, PSP prepara técnicas para atacar manifestantes como se fossem criminosos!Primeiro condicionam os cidadãos e retiram-lhes o pouco que têm. Depois começam as prisões. E finalmente o Estado entra em ditadura. Sempre foi assim no passado, por que haveria de ser diferente agora?
O governo quer que a Administração Tributária possa exigir aos bancos, “a qualquer momento”, os dados sobre os pagamentos com cartões de débito e crédito, alargando assim os poderes do fisco. A intenção do executivo é concretizada através de uma alteração à Lei Geral Tributária (LGT) e faz parte da proposta de lei de Orçamento Rectificativo para 2012. Desde 1 de Janeiro de 2011 que a LGT já prevê que “as instituições de crédito e sociedades financeiras têm a obrigação de fornecer à administração tributária, até ao final do mês de Julho de cada ano, o valor dos fluxos de pagamentos com cartões de crédito e de débito, efectuados por seu intermédio, a sujeitos passivos que aufiram rendimentos da categoria B de IRS [empresários em nome individual] e de IRC [empresas]”. Na prática, a lei obriga os bancos a comunicarem ao fisco qual o montante que cada empresário em nome individual ou cada empresa que tenha terminais de pagamento automático nos seus estabelecimentos receberam através de pagamentos feitos pelos seus clientes com cartões de débito e crédito.
Com essa informação, o fisco poderá verificar se esses montantes são consentâneos com os rendimentos declarados. Apesar de a lei prever essa obrigação desde 1 de Janeiro de 2011, apenas este ano a norma se tornou efectiva, uma vez que só em 2012 é que foi publicado o modelo oficial através do qual as instituições de crédito e as sociedades financeiras teriam de entregar os dados exigidos. Agora, o governo vem apertar mais o controlo ao pretender que esta comunicação deixe de ser feita apenas uma vez por ano [em Julho] e passe a ser feita sempre que o fisco o exija. A lei diz que “as instituições de crédito e sociedades financeiras têm ainda a obrigação de fornecer, a qualquer momento” todas as informações sobre pagamentos de um determinado sujeito desde que o pedido venha “do director-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira ou do seu substituto legal, ou do conselho directivo do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social”. Serão vigiadas as “operações de pagamentos com cartões de crédito e de débito, efectuados por seu intermédio aos sujeitos passivos que sejam identificados no pedido de informação”. A proposta de alteração à Lei Geral Tributária garante que “isso será feito sem identificar os titulares dos referidos cartões”.
EMPRESAS PEDEM PASSWORD DO FACEBOOK DE CANDIDATOS A EMPREGO
O Facebook continuará a ser a invenção mais polémica do séc. XXI... Nos EUA, existem empresas e organizações que, durante as entrevistas de emprego, pedem a password do Facebook aos candidatos. O fenómeno começa a ser mais comum e está a preocupar políticos e o próprio Facebook. Que certas empresas pesquisam a presença nas redes sociais dos seus potenciais empregados já não é novidade. Mas algumas organizações norte-americanas estão a levar a "investigação" para outro nível e obrigam os candidatos a fornecerem a password da sua conta no Facebook durante a entrevista de emprego. A nova tendência foi denunciada pela Associated Press recentemente, com o depoimento de um estudante de enfermagem de Maryland, EUA, que trabalha numa empresa de segurança. Depois de um período de ausência, a entidade empregadora pediu a Robert Collins para voltar a passar pelo processo de recrutamento e foi aí que, depois de se assegurarem de que não tinha antecedentes criminais e examinarem o seu percurso académico, lhe pediram acesso à conta do Facebook para inspeccionar mensagens e fotografias publicadas. O caso foi parar à União Americana de Direitos Civis, que começou a pressionar o estado de Maryland e conseguiu fazer com que os empregadores mudassem de "tática": agora, em vez de pedirem os dados de acesso, pedem para que o candidato aceda à sua conta durante a entrevista e mostre o seu conteúdo.
Tanto a AP, como o El Mundo e o site Mashable denunciaram, nos últimos dias, casos similares. O Illinois já quem exija ver os perfis de Twitter e Facebook dos potenciais novos empregados. Só depois de feita a "inspecção" da conduta online é que é assinado qualquer contrato de trabalho com o "sheriff" de McLean, naquele estado. Procedimento semelhante tem o "sheriff" de Spotsylvania, na Virgínia, que pede aos candidatos para se tornarem "amigos" do entrevistador no Facebook. Também uma ex-educadora do Michigan foi despedida depois de se recusar a dar acesso à sua password de login no Facebook aos seus supervisores. Do Maryland para Washington seguiu um projeto de lei para proibir as empresas de pedir dados de acesso às redes sociais utilizadas pelos candidatos a emprego. No entanto, a emenda acabaria por ser rejeitada por alguns membros do partido republicano que, apesar de considerarem o projeto de lei pouco necessário, não rejeitaram a possibilidade de apoiarem alguma proposta semelhante no futuro. A emenda dizia que "não é permitido obrigar, como condição de emprego, alguém a revelar a sua password confidencial de acesso ao Facebook, Flickr, Twitter ou outra conta qualquer". Já o Facebook reagiu às notícias recentes, dizendo que vai iniciar ações legais contra as empresas que violem a intimidade das contas individuais dos seus empregados.
MÁRIO SOARES: "GOVERNO ESTÁ CADA VEZ A ISOLAR-SE MAIS DO POVO"
Passos Coelho é o típico político frio, calculista, economicista, indiferente ao sofrimento dos mais pobres e diz-se católico... Mário Soares alerta para o perigo do caminho seguido pelo Governo de “não dialogar nem explicar as medidas difíceis” aos portugueses. O ex-presidente da República defende que o Executivo, liderado por Pedro Passos Coelho, está a "isolar-se cada vez mais do povo". Mário Soares diz que a culpa não é apenas das medidas "impopularíssimas que tem vindo a tomar", mas também do facto de não dialogar e explicar aos portugueses essas medidas. O histórico socialista conclui assim que "as pessoas não compreendem qual a estratégia do Governo para combater a crise". "O nosso Governo, legítimo, porque resultou do voto popular, está a isolar-se cada vez mais do povo. Não só por causa da crise e das medidas impopularíssimas que tem vindo a tomar - dos cortes que quase só atingem os trabalhadores mais pobres, os desempregados, os precários e boa parte da classe média -, mas porque não dialoga com os portugueses, não explica as medidas que toma, avança e recua em silêncio sobre medidas tomadas, e as pessoas não compreendem, por mais que o desejem, qual é a estratégia do Governo para vencer a crise.
A austeridade, por si só, não leva com certeza a nenhum lugar", defende Mário Soares num artigo de opinião publicado hoje no Diário de Notícias. Mário Soares dá o exemplo da manifestação das freguesias para ilustrar o facto de o Governo estar de costas voltadas para os portugueses. "No sábado passado, a "leizinha", como lhe chamou António José Seguro, quando foi anunciada pelo ministro Relvas, sem ouvir, como seria natural, os principais interessados, teve uma reacção unânime das freguesias portuguesas. De norte a sul, desfilaram, em sinal de protesto, pelo centro de Lisboa". "Como é que o Governo não compreendeu a impopularidade da lei que anunciou, depois de ter recuado, por razões políticas que estavam à vista, da ideia peregrina de unir os municípios, para que as Finanças reunissem mais fundos?", questiona o histórico socialista. Soares acusa mesmo o Governo de não defender a identidade e coesão do país. "É caso para dizer que a obsessão dos cortes ordenados pela troika faz esquecer ao Governo a necessidade de defender a nossa identidade nacional e a coesão entre os portugueses. Num momento de crise - em que o desemprego e a criminalidade crescem -, é particularmente importante evitar o mal-estar e o pessimismo profundo que invadem os portugueses: assim não vamos longe, infelizmente". No mesmo artigo de opinião o ex-presidente da República acrescenta que os portugueses "começam a ter a sensação de que quem manda é a troika e que Portugal". "É um verdadeiro protectorado comandado, não pelo Governo legítimo mas pelo exterior. Não há patriotismo que resista a uma tal situação".
PSP PREPARA 2012 COM ESPECIAL ATENÇÃO EM MANIFESTAÇÕES E COMBATE À CRIMINALIDADE VIOLENTA
Com ordens do Governo, PSP prepara técnicas para atacar manifestantes como se fossem criminosos... No plano de actividades para este ano, a PSP escreve que “2012 perspectiva-se como um ano extremamente difícil para Portugal, o que se traduzirá num desafio acrescido para a Polícia de Segurança Pública, quer ao nível do combate à criminalidade, quer ao nível da determinação, competência técnica e bom senso na actuação em situações decorrentes do direito de reunião e manifestação, quer ainda na assertividade e rigor de gestão e empenhamento dos seus próprios recursos”. O documento, assinado ainda pelo superintendente-chefe Guedes da Silva, anterior director nacional da PSP, mas só agora tornado público, perspectiva que este ano será "extremamente exigente para as forças de segurança”. Segundo a PSP, a grave crise económica “condiciona todas as opções políticas do Governo e requer da PSP uma resposta de elevada qualidade e eficácia, em especial no combate à criminalidade e na garantia de manutenção da ordem pública e do regular funcionamento das instituições democráticas”. No documento, a PSP faz também um diagnóstico dos pontos fortes e fracos ao nível interno, além de traçar as oportunidades e ameaças externas. Sistema remuneratório e horários de trabalho “complexos”, envelhecimento do quadro de pessoal, “elevada mobilidade ao nível dos comandos de esquadra” e “menor mobilidade inter-comandos dos quadros de pessoal, designadamente ao nível da carreira de chefe e agente” são alguns dos pontos fracos apontados pela polícia.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Crise, leva vacas a morrerem de "velhas"...
PORTUGUESES CONSOMEM MUITO MENOS CARNE E MUITO MAIS PRODUTOS BRANCOS
Menos vaca, mais porco e legumes da horta é a nova dieta da média das famílias lusas... A escrita, ou neste caso, a ausência dela, pode ser uma arma contra a Troika, usada pela PSP... militares de patentes inferiores da NATO de Oeiras já terão recebido guia de marcha para Abril... Os crimes económicos que vêm a público são meras gotas no oceano da corrupção, em Portugal !
A crise está a obrigar as famílias portuguesas a mudar os hábitos de consumo. Compram cada vez mais marcas brancas nos super e hipermercados, optam pelos iogurtes, bolachas e cereais básicos e trocam a cerveja, o vinho e os refrigerantes pela água. No raio-X à sociedade em Portugal, os dados são arrebatadores. Na mesa dos portugueses há menos leite e bacalhau. O volume de leite caiu 4,5% nos últimos três meses de 2011, enquanto as despesas com o bacalhau baixaram para 1,4% o ano anterior, em relação ao mesmo período do ano de 2010. Mas é na carne que os números são surpreendentes. Os portugueses consomem menos carne de vaca e apostam mais nas menos dispendiosas, como o porco e as aves. Em 2010, o consumo de carne fresca aumentou 4,8%, com destaque para o porco com 9,1% e para as aves com 6,5%. A carne de bovino manteve os mesmos valores do último trimestre de 2010, ao subir apenas 0,8%. Segundo dados do INE (Instituto Nacional de Estatística), os portugueses cortaram nos gastos com a carne no terceiro e quarto trimestre de 2011, desde que há estudos do instituto sobre a matéria, ou seja, 1996. Os dados foram apresentados ontem no portal “Conhecer a Crise” pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Lisboa.
Os mais de 150 indicadores analisam à lupa temas variados como o apoio social, a balança de pagamentos ou as finanças públicas. Segundo o estudo liderado por António Barreto, a região do Algarve é a mais afectada pelo desemprego, com uma taxa de 17,5% no quarto trimestre de 2011. Por outro lado, é também nesta zona do país que o endividamento das empresas é maior. Só no Algarve há 11,4% instituições que não pagaram os empréstimos concedidos no último trimestre do ano passado. Para combater a crise, os portugueses gastaram menos dinheiro em roupa e calçado e nem as despesas com o carro em combustível escapam. Em Janeiro deste ano, 2,6% dos portugueses optaram por pagar com cartão o combustível em relação ao mesmo período do ano anterior. No mês seguinte, os gastos com o combustível caíram para 0,6% em relação ao período homólogo de 2010. Estes valores comprovam que há menos carros a circular nas estradas portuguesas. Retrato do país. O objectivo do portal é simplificar as informações e permitir aos utilizadores perceber melhor os verdadeiros efeitos da crise.
Apesar dos cortes anunciados pelo Ministério da Segurança Social, o número de beneficiários de abono de família cresceu e em Fevereiro de 2012 chegou a 1 156 526 pessoas. Os beneficiários do rendimento social de inserção aumentaram para 322 919, tendo o valor médio atingido os 91,2 euros. Quanto às aquisições de bens, os automóveis, computadores, máquinas fotográficas, televisores e outros electrodomésticos tiveram uma queda de 31,8% no quarto trimestre de 2011, relativamente a igual período de 2010. No caso do endividamento dos particulares, os empréstimos para consumo e outros fins lideram a tabela das pessoas em incumprimento. A situação agravou-se no quarto trimestre de 2011, com um aumento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado. É o exame a pente fino dos números da crise em Portugal.
ESQUADRAS DA PSP SEM TINTEIROS DE IMPRESSORAS FICAM INOPERACIONAIS
A escrita, ou neste caso, a ausência dela, pode ser uma arma contra a Troika, usada pela PSP... Depois de ter sido assaltada no último fim-de-semana no Cais do Sodré, C. telefonou para a 5.a esquadra da PSP de Lisboa, na Boavista, para saber que documentos deveria levar consigo no momento de apresentar queixa. Mas foi aconselhada, ontem, a dirigir-se à esquadra vizinha do Bairro Alto. A justificação do agente que atendeu a chamada é que ali as impressoras não trabalham há mais de um mês e a queixa não poderia ser formalizada. “Disseram-me que devido à falta de tinteiros o melhor seria ir à esquadra do Bairro Alto”, relata C. Ao i, um agente da esquadra da Boavista confirma que os queixosos estão a ser encaminhados para outras esquadras de Lisboa – nomeadamente a do Bairro Alto, por ser a mais próxima – há cerca de um mês, desde que se acabaram os tinteiros das impressoras: “É uma situação que tem gerado constrangimentos, porque as pessoas nem sempre compreendem e pensam que é má vontade da nossa parte”, acrescenta o agente, que prefere manter o anonimato. Fonte da polícia garante que a situação não é única no comando metropolitano de Lisboa, com “várias esquadras impedidas de registar queixas” devido à falta de tinteiros. No Porto, a inexistência de consumíveis também tem efeitos e já obrigou agentes da PSP a dar boleia a queixosos até às esquadras onde ainda há tinteiros. Segundo o “Correio da Manhã”, na Areosa e em Leça de Palmeira há mais de duas semanas que não é possível formalizar uma queixa.
O comando metropolitano do Porto diz estar à espera de verbas para a reposição dos tinteiros, sublinhado que se tratam de situações “pontuais”. Já a direcção nacional da PSP, contactada pelo i, garante que estes casos “nada têm que ver com falta de dinheiro”. O problema estará relacionado com os os prazos dos contratos de aquisição pública. Ainda na semana passada, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou estar para breve a conclusão de um concurso público internacional para a aquisição de viaturas para as polícias, cujo processo foi iniciado já em Janeiro. “A PSP só pode dar início a qualquer tipo de aquisição depois de, administrativamente, todas as fases dos concursos estarem terminadas”, justifica a direcção nacional. A “crise” na polícia não se resume às impressoras. Há esquadras, como a 83.a, em Carnaxide, sem gás há um mês. E existem outras, garante fonte da PSP, “em que oficiais já tiveram de pagar do seu bolso a mudança de óleo das viaturas policiais”. Além disso, segundo o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Rodrigues, existem “centenas de viaturas imobilizadas por causa de pequenas reparações, sobretudo em Lisboa, no Porto e em Setúbal”. Ontem, o próprio director-nacional da PSP, Valente Gomes, admitiu que a falta de meios na polícia pode ser um factor de “descontentamento” para os agentes. O superintendente garantiu que estão a ser estudados “mecanismos que permitam atalhar a resolução de situações mais prementes, sem pôr em causa os procedimentos da lei da contratação pública”. (in, Jornal i)
COMANDO DA NATO DE OEIRAS PREPARA-SE PARA ENCERRAR
Militares de patentes inferiores da NATO de Oeiras já terão recebido guia de marcha para Abril... A continuidade do comando regional da NATO em solo português passa por se transformar numa estrutura naval, deixando de existir praticamente em solo, o que reduz a sua importância militar mas corresponde à vitória político-diplomática possível para Lisboa. A Cimeira da NATO de Lisboa debateu-se por evitar o encerramento do comando da aliança em Oeiras. Em Outubro de 2010, fonte governamental tinha avançado ao jornal « i » que a decisão já estava tomada há algum tempo. "Se o Comando de Oeiras fechar, outro comando assumirá as suas funções, mas será um erro se a NATO deixar de ter este comando", afirmou o Almirante Vieira Matias ao «i». "Arrisco-me a dizer que será uma perda grande para a NATO, menor para Portugal." Os argumentos que Vieira Matias utiliza na defesa do não-encerramento são racionais: para além de Portugal ter "uma posição geográfica importante, porque faz a articulação entre Atlântico Norte, Atlântico Sul e Mediterrâneo", é um país "membro fundador da NATO, extremamente fiel, e será nocivo para a cultura NATO excluí-lo" no seu plano de reestruturação dos comandos transnacionais.
Para o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, o comando de Oeiras “tem fortes argumentos a seu favor, mas os critérios e parâmetros das decisões quanto à nova estrutura de comandos da Aliança não serão apenas esses”. “A minha posição é aquela que tem sido a posição portuguesa. É indispensável para a nossa perspectiva e para o nosso interesse nacional que haja uma bandeira NATO em território português e que essa bandeira flutue num comando”, disse à Lusa o general Valença Pinto sintetizando a sua posição pessoal e a posição portuguesa perante a questão do comando da NATO em Oeiras. Depois de vários anos a cumprir funções estritamente navais, o comando de Oeiras passou a comando conjunto, tornando-se um dos três deste tipo na NATO, que, nas palavras de Loureiro dos Santos, "organizam e comandam forças nos diversos ramos das Forças Armadas". O processo de revisão da estrutura de comandos da Aliança Atlântica coloca uma vez mais em questão, tal como em 1982, 1999 e 2004, o estatuto do comando de Oeiras, actual Joint Headquarter Lisbon desde a última revisão, em 2004.
BURLA ECONÓMICA NA CGD LEVA À PRISÃO ALGUNS ADMINISTRADORES
Os crimes económicos que vêm a público são meras gotas no oceano da corrupção, em Portugal... A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e alguns dos seus administradores foram acusados pelo Ministério Público de burla fiscal. Notícia que é avançada na sequência de o "Público" ter dado conta, em Julho de 2011, de que o banco público estava sob investigação. O jornal deu conta de que a fusão da Sumolis com a Compal estava a ser investigada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) por suspeitas de crimes fiscais. Em causa estaria um montante de vários milhões de euros relativo ao pagamento do Imposto Municipal de Transacções onerosas de imóveis (IMT). A Caixa Geral de Depósitos financiou a fusão entre as duas empresas em 2008 e detinha uma posição na Compal, adquirida em 2005 em parceria com a Sumolis. Na operação de fusão, a Compal teria assumido os encargos financeiros da operação, provocando um encargo na empresa que evitaria o pagamento de impostos. À data, a CGD respondeu que "se rege sempre pela preocupação do cumprimento estrito e rigoroso da legalidade transparência e integridade pelo acompanhará tranquilamente a conclusão", acrescentando que repudiava "a forma como o jornal 'Público' tratava o diferendo interpretativo entre a Sumol-Compal e a Administração Fiscal relativamente à operação de fusão" da sociedade. Hoje, o "Económico" cita fonte oficial do banco, que diz que "a Caixa Geral de Depósitos e os seus gestores no exercício das suas funções cumprem estritamente a lei". Jorge Tomé disse que "a lei foi cumprida religiosamente” e referiu estranhar ter sido acusado, uma vez "que não fazia parte dos órgãos sociais das sociedades [em causa]".
Menos vaca, mais porco e legumes da horta é a nova dieta da média das famílias lusas... A escrita, ou neste caso, a ausência dela, pode ser uma arma contra a Troika, usada pela PSP... militares de patentes inferiores da NATO de Oeiras já terão recebido guia de marcha para Abril... Os crimes económicos que vêm a público são meras gotas no oceano da corrupção, em Portugal !
A crise está a obrigar as famílias portuguesas a mudar os hábitos de consumo. Compram cada vez mais marcas brancas nos super e hipermercados, optam pelos iogurtes, bolachas e cereais básicos e trocam a cerveja, o vinho e os refrigerantes pela água. No raio-X à sociedade em Portugal, os dados são arrebatadores. Na mesa dos portugueses há menos leite e bacalhau. O volume de leite caiu 4,5% nos últimos três meses de 2011, enquanto as despesas com o bacalhau baixaram para 1,4% o ano anterior, em relação ao mesmo período do ano de 2010. Mas é na carne que os números são surpreendentes. Os portugueses consomem menos carne de vaca e apostam mais nas menos dispendiosas, como o porco e as aves. Em 2010, o consumo de carne fresca aumentou 4,8%, com destaque para o porco com 9,1% e para as aves com 6,5%. A carne de bovino manteve os mesmos valores do último trimestre de 2010, ao subir apenas 0,8%. Segundo dados do INE (Instituto Nacional de Estatística), os portugueses cortaram nos gastos com a carne no terceiro e quarto trimestre de 2011, desde que há estudos do instituto sobre a matéria, ou seja, 1996. Os dados foram apresentados ontem no portal “Conhecer a Crise” pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Lisboa.
Os mais de 150 indicadores analisam à lupa temas variados como o apoio social, a balança de pagamentos ou as finanças públicas. Segundo o estudo liderado por António Barreto, a região do Algarve é a mais afectada pelo desemprego, com uma taxa de 17,5% no quarto trimestre de 2011. Por outro lado, é também nesta zona do país que o endividamento das empresas é maior. Só no Algarve há 11,4% instituições que não pagaram os empréstimos concedidos no último trimestre do ano passado. Para combater a crise, os portugueses gastaram menos dinheiro em roupa e calçado e nem as despesas com o carro em combustível escapam. Em Janeiro deste ano, 2,6% dos portugueses optaram por pagar com cartão o combustível em relação ao mesmo período do ano anterior. No mês seguinte, os gastos com o combustível caíram para 0,6% em relação ao período homólogo de 2010. Estes valores comprovam que há menos carros a circular nas estradas portuguesas. Retrato do país. O objectivo do portal é simplificar as informações e permitir aos utilizadores perceber melhor os verdadeiros efeitos da crise.
Apesar dos cortes anunciados pelo Ministério da Segurança Social, o número de beneficiários de abono de família cresceu e em Fevereiro de 2012 chegou a 1 156 526 pessoas. Os beneficiários do rendimento social de inserção aumentaram para 322 919, tendo o valor médio atingido os 91,2 euros. Quanto às aquisições de bens, os automóveis, computadores, máquinas fotográficas, televisores e outros electrodomésticos tiveram uma queda de 31,8% no quarto trimestre de 2011, relativamente a igual período de 2010. No caso do endividamento dos particulares, os empréstimos para consumo e outros fins lideram a tabela das pessoas em incumprimento. A situação agravou-se no quarto trimestre de 2011, com um aumento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado. É o exame a pente fino dos números da crise em Portugal.
ESQUADRAS DA PSP SEM TINTEIROS DE IMPRESSORAS FICAM INOPERACIONAIS
A escrita, ou neste caso, a ausência dela, pode ser uma arma contra a Troika, usada pela PSP... Depois de ter sido assaltada no último fim-de-semana no Cais do Sodré, C. telefonou para a 5.a esquadra da PSP de Lisboa, na Boavista, para saber que documentos deveria levar consigo no momento de apresentar queixa. Mas foi aconselhada, ontem, a dirigir-se à esquadra vizinha do Bairro Alto. A justificação do agente que atendeu a chamada é que ali as impressoras não trabalham há mais de um mês e a queixa não poderia ser formalizada. “Disseram-me que devido à falta de tinteiros o melhor seria ir à esquadra do Bairro Alto”, relata C. Ao i, um agente da esquadra da Boavista confirma que os queixosos estão a ser encaminhados para outras esquadras de Lisboa – nomeadamente a do Bairro Alto, por ser a mais próxima – há cerca de um mês, desde que se acabaram os tinteiros das impressoras: “É uma situação que tem gerado constrangimentos, porque as pessoas nem sempre compreendem e pensam que é má vontade da nossa parte”, acrescenta o agente, que prefere manter o anonimato. Fonte da polícia garante que a situação não é única no comando metropolitano de Lisboa, com “várias esquadras impedidas de registar queixas” devido à falta de tinteiros. No Porto, a inexistência de consumíveis também tem efeitos e já obrigou agentes da PSP a dar boleia a queixosos até às esquadras onde ainda há tinteiros. Segundo o “Correio da Manhã”, na Areosa e em Leça de Palmeira há mais de duas semanas que não é possível formalizar uma queixa.
O comando metropolitano do Porto diz estar à espera de verbas para a reposição dos tinteiros, sublinhado que se tratam de situações “pontuais”. Já a direcção nacional da PSP, contactada pelo i, garante que estes casos “nada têm que ver com falta de dinheiro”. O problema estará relacionado com os os prazos dos contratos de aquisição pública. Ainda na semana passada, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou estar para breve a conclusão de um concurso público internacional para a aquisição de viaturas para as polícias, cujo processo foi iniciado já em Janeiro. “A PSP só pode dar início a qualquer tipo de aquisição depois de, administrativamente, todas as fases dos concursos estarem terminadas”, justifica a direcção nacional. A “crise” na polícia não se resume às impressoras. Há esquadras, como a 83.a, em Carnaxide, sem gás há um mês. E existem outras, garante fonte da PSP, “em que oficiais já tiveram de pagar do seu bolso a mudança de óleo das viaturas policiais”. Além disso, segundo o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Rodrigues, existem “centenas de viaturas imobilizadas por causa de pequenas reparações, sobretudo em Lisboa, no Porto e em Setúbal”. Ontem, o próprio director-nacional da PSP, Valente Gomes, admitiu que a falta de meios na polícia pode ser um factor de “descontentamento” para os agentes. O superintendente garantiu que estão a ser estudados “mecanismos que permitam atalhar a resolução de situações mais prementes, sem pôr em causa os procedimentos da lei da contratação pública”. (in, Jornal i)
COMANDO DA NATO DE OEIRAS PREPARA-SE PARA ENCERRAR
Militares de patentes inferiores da NATO de Oeiras já terão recebido guia de marcha para Abril... A continuidade do comando regional da NATO em solo português passa por se transformar numa estrutura naval, deixando de existir praticamente em solo, o que reduz a sua importância militar mas corresponde à vitória político-diplomática possível para Lisboa. A Cimeira da NATO de Lisboa debateu-se por evitar o encerramento do comando da aliança em Oeiras. Em Outubro de 2010, fonte governamental tinha avançado ao jornal « i » que a decisão já estava tomada há algum tempo. "Se o Comando de Oeiras fechar, outro comando assumirá as suas funções, mas será um erro se a NATO deixar de ter este comando", afirmou o Almirante Vieira Matias ao «i». "Arrisco-me a dizer que será uma perda grande para a NATO, menor para Portugal." Os argumentos que Vieira Matias utiliza na defesa do não-encerramento são racionais: para além de Portugal ter "uma posição geográfica importante, porque faz a articulação entre Atlântico Norte, Atlântico Sul e Mediterrâneo", é um país "membro fundador da NATO, extremamente fiel, e será nocivo para a cultura NATO excluí-lo" no seu plano de reestruturação dos comandos transnacionais.
Para o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, o comando de Oeiras “tem fortes argumentos a seu favor, mas os critérios e parâmetros das decisões quanto à nova estrutura de comandos da Aliança não serão apenas esses”. “A minha posição é aquela que tem sido a posição portuguesa. É indispensável para a nossa perspectiva e para o nosso interesse nacional que haja uma bandeira NATO em território português e que essa bandeira flutue num comando”, disse à Lusa o general Valença Pinto sintetizando a sua posição pessoal e a posição portuguesa perante a questão do comando da NATO em Oeiras. Depois de vários anos a cumprir funções estritamente navais, o comando de Oeiras passou a comando conjunto, tornando-se um dos três deste tipo na NATO, que, nas palavras de Loureiro dos Santos, "organizam e comandam forças nos diversos ramos das Forças Armadas". O processo de revisão da estrutura de comandos da Aliança Atlântica coloca uma vez mais em questão, tal como em 1982, 1999 e 2004, o estatuto do comando de Oeiras, actual Joint Headquarter Lisbon desde a última revisão, em 2004.
BURLA ECONÓMICA NA CGD LEVA À PRISÃO ALGUNS ADMINISTRADORES
Os crimes económicos que vêm a público são meras gotas no oceano da corrupção, em Portugal... A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e alguns dos seus administradores foram acusados pelo Ministério Público de burla fiscal. Notícia que é avançada na sequência de o "Público" ter dado conta, em Julho de 2011, de que o banco público estava sob investigação. O jornal deu conta de que a fusão da Sumolis com a Compal estava a ser investigada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) por suspeitas de crimes fiscais. Em causa estaria um montante de vários milhões de euros relativo ao pagamento do Imposto Municipal de Transacções onerosas de imóveis (IMT). A Caixa Geral de Depósitos financiou a fusão entre as duas empresas em 2008 e detinha uma posição na Compal, adquirida em 2005 em parceria com a Sumolis. Na operação de fusão, a Compal teria assumido os encargos financeiros da operação, provocando um encargo na empresa que evitaria o pagamento de impostos. À data, a CGD respondeu que "se rege sempre pela preocupação do cumprimento estrito e rigoroso da legalidade transparência e integridade pelo acompanhará tranquilamente a conclusão", acrescentando que repudiava "a forma como o jornal 'Público' tratava o diferendo interpretativo entre a Sumol-Compal e a Administração Fiscal relativamente à operação de fusão" da sociedade. Hoje, o "Económico" cita fonte oficial do banco, que diz que "a Caixa Geral de Depósitos e os seus gestores no exercício das suas funções cumprem estritamente a lei". Jorge Tomé disse que "a lei foi cumprida religiosamente” e referiu estranhar ter sido acusado, uma vez "que não fazia parte dos órgãos sociais das sociedades [em causa]".
sexta-feira, 9 de março de 2012
O País que seus filhos herdaram !
CÁRITAS ALERTA PARA AUMENTO EXPONENCIAL DA POBREZA
As penhoras do Governo e a nova lei das rendas ("lei dos despejos") está a deixar a classe média de rastos, e milhares sem condições de vida!
A Cáritas Portuguesa alertou hoje para o “exponencial” aumento do número de casos de exclusão social em Portugal, anunciando que recebeu mais de 90 mil pedidos de ajuda em 2011. Em comunicado, a instituição oficial da Conferência Episcopal alerta mais uma vez para “o flagelo da crise económica”, que se reflete num “crescimento considerável da pobreza em Portugal”. Dados da Cáritas relativos a 2011, que apenas referem números de 13 das 20 Dioceses, revelam que mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição e, a nível individual, foram declarados mais de 93 mil pedidos. “Só no primeiro trimestre do ano passado, e de acordo com os dados divulgados no comunicado do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, a instituição registava um aumento das situações de emergência social na ordem dos 40 por cento, número que aumentou consideravelmente nos últimos meses de 2011”, refere no comunicado. Os registos da Cáritas apontam ainda para uma alteração do perfil dos mais carenciados em Portugal. A população em risco económico e social apresenta, atualmente, características mais abrangentes, incluindo não só os mais jovens e a população em idade de reforma mas, cada vez mais, a população adulta e ativa, que foi empurrada para “o limiar da pobreza e para a exclusão social”, devido a situações de desemprego, salários em atraso, custos excessivos com a habitação, falência de negócios familiares ou de doença. A instituição reitera que irá dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver, em colaboração com as várias paróquias, no sentido de “alimentar a esperança dos portugueses e proporcionar-lhes condições de dignidade que permitam a todos acreditarem que serão capazes de ultrapassar estes tempos difíceis”. O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, defende, no comunicado, a necessidade de serem criados novos postos de trabalho e condições favoráveis à manutenção de pequenas e médias empresas. “O Governo tem de criar incentivos para o aparecimento de novas empresas, dando condições fiscais favoráveis, agilizando os procedimentos e ajudando as empresas a serem competitivas para que os portugueses consigam ultrapassar esta conjuntura”, acrescenta.
Mendigar online? Sim já é possível!
O mundo cibernético é uma imagem da vida real reflectida por espelhos tecnológicos. Existem regras, leis, deveres e mendigos… sim esta estranha forma de vida onde indivíduos perambulam de um local para outro, vida vagabunda, errante e agora cyberbeg!
Chama-se Cyberbeg o local na Internet onde os pedintes podem pedir esmola e angariar dinheiro para os seus gastos básicos… muitas vezes de sobrevivência. São pedidos de esmola, de ajuda monetária que os ajudam a combater a fome, as doenças e a solidão… que os ajuda muitas das vezes a manter a vida.
Claro que a ideia tem origem norte-americana e já foi notícia nos mais badalados canais de televisão onde conseguiram recolher, desde 2007, mais de 23 mil dólares em esmolas e donativos. Mas claro, o mendigo tem de ter alguma instrução pois este mundo da tecnologia tem regras: Antes de mais terá de se registar. Receberá no email a confirmação que a sua conta foi criada com um desejo incentivador “Best of luck to you!”.
Depois clica no site no menu Beg e insere o seu username (mail) e password. Poderá criar agora um “site” com os elementos básicos como a sua mensagem, onde irão destacar na página principal do site e título do pedido. Este acesso será para quem quiser doar dinheiro. Poderá dentro desse título ver a mensagem completa que o necessitado criou quando iniciou a sua conta. Esta mensagem é acompanhada com alguns dados que tem de responder. Dentro das categorias que podem justificar este pedido de ajuda estão objectivos interessantes, como salvar ou começar um negócio, pagamento de dívidas, problemas familiares, estudos, problemas de saúde ou mesmo viajar.
Agora, para começar o indíviduo terá de pagar uma inscrição, terá de desembolsar 15 dólares e cada acção, como passar o seu pedido para cima são mais 3 dólares. Terá de ter uma conta no Paypal, entre outros requisitos… já não será para um desgraçado iletrado de certeza!
Mas, dando uma volta por lá encontra-se um pouco de tudo e a cada 3 meses os anúncios são rodados, aparecendo outros e outros e muitos outros pedidos.
As penhoras do Governo e a nova lei das rendas ("lei dos despejos") está a deixar a classe média de rastos, e milhares sem condições de vida!
A Cáritas Portuguesa alertou hoje para o “exponencial” aumento do número de casos de exclusão social em Portugal, anunciando que recebeu mais de 90 mil pedidos de ajuda em 2011. Em comunicado, a instituição oficial da Conferência Episcopal alerta mais uma vez para “o flagelo da crise económica”, que se reflete num “crescimento considerável da pobreza em Portugal”. Dados da Cáritas relativos a 2011, que apenas referem números de 13 das 20 Dioceses, revelam que mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição e, a nível individual, foram declarados mais de 93 mil pedidos. “Só no primeiro trimestre do ano passado, e de acordo com os dados divulgados no comunicado do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, a instituição registava um aumento das situações de emergência social na ordem dos 40 por cento, número que aumentou consideravelmente nos últimos meses de 2011”, refere no comunicado. Os registos da Cáritas apontam ainda para uma alteração do perfil dos mais carenciados em Portugal. A população em risco económico e social apresenta, atualmente, características mais abrangentes, incluindo não só os mais jovens e a população em idade de reforma mas, cada vez mais, a população adulta e ativa, que foi empurrada para “o limiar da pobreza e para a exclusão social”, devido a situações de desemprego, salários em atraso, custos excessivos com a habitação, falência de negócios familiares ou de doença. A instituição reitera que irá dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver, em colaboração com as várias paróquias, no sentido de “alimentar a esperança dos portugueses e proporcionar-lhes condições de dignidade que permitam a todos acreditarem que serão capazes de ultrapassar estes tempos difíceis”. O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, defende, no comunicado, a necessidade de serem criados novos postos de trabalho e condições favoráveis à manutenção de pequenas e médias empresas. “O Governo tem de criar incentivos para o aparecimento de novas empresas, dando condições fiscais favoráveis, agilizando os procedimentos e ajudando as empresas a serem competitivas para que os portugueses consigam ultrapassar esta conjuntura”, acrescenta.
Mendigar online? Sim já é possível!
O mundo cibernético é uma imagem da vida real reflectida por espelhos tecnológicos. Existem regras, leis, deveres e mendigos… sim esta estranha forma de vida onde indivíduos perambulam de um local para outro, vida vagabunda, errante e agora cyberbeg!Chama-se Cyberbeg o local na Internet onde os pedintes podem pedir esmola e angariar dinheiro para os seus gastos básicos… muitas vezes de sobrevivência. São pedidos de esmola, de ajuda monetária que os ajudam a combater a fome, as doenças e a solidão… que os ajuda muitas das vezes a manter a vida.
Claro que a ideia tem origem norte-americana e já foi notícia nos mais badalados canais de televisão onde conseguiram recolher, desde 2007, mais de 23 mil dólares em esmolas e donativos. Mas claro, o mendigo tem de ter alguma instrução pois este mundo da tecnologia tem regras: Antes de mais terá de se registar. Receberá no email a confirmação que a sua conta foi criada com um desejo incentivador “Best of luck to you!”.
Depois clica no site no menu Beg e insere o seu username (mail) e password. Poderá criar agora um “site” com os elementos básicos como a sua mensagem, onde irão destacar na página principal do site e título do pedido. Este acesso será para quem quiser doar dinheiro. Poderá dentro desse título ver a mensagem completa que o necessitado criou quando iniciou a sua conta. Esta mensagem é acompanhada com alguns dados que tem de responder. Dentro das categorias que podem justificar este pedido de ajuda estão objectivos interessantes, como salvar ou começar um negócio, pagamento de dívidas, problemas familiares, estudos, problemas de saúde ou mesmo viajar.
Agora, para começar o indíviduo terá de pagar uma inscrição, terá de desembolsar 15 dólares e cada acção, como passar o seu pedido para cima são mais 3 dólares. Terá de ter uma conta no Paypal, entre outros requisitos… já não será para um desgraçado iletrado de certeza!
Mas, dando uma volta por lá encontra-se um pouco de tudo e a cada 3 meses os anúncios são rodados, aparecendo outros e outros e muitos outros pedidos.
domingo, 4 de março de 2012
O exemplo da Islândia
Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros
A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa “Primavera Árabe”. Nem sequer teve eco nos média, pois os meios de comunicação passaram por cima na ponta dos pés.
A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Puniu os responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita pelo povo e para o povo. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida. É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa pelo temor de que muitos a percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação, o que começou sendo crise se converteu em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos ao redor do planeta observaram com atenção e estabeleceram como um modelo realista a seguir.
Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos tempos atuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa segue mostrando sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza segue presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.
Este pequeno país do periférico ártico recusou salvar os bancos. Os deixou cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandes financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco foi falado do esforço que este povo realizou. Dos limites que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver.
Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar à mercê do que se decida em despachos distantes da realidade do povo. A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa “Primavera Árabe”. Nem sequer teve eco nos média, pois os meios de comunicação passaram por cima na ponta dos pés. Mesmo assim, conseguiram seus objetivos de forma limpa e exemplar. Hoje, seu caso bem pode ser um caminho ilustrativo para os indignados espanhóis, o movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigem justiça social e justiça econômica em todo o mundo.
A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa “Primavera Árabe”. Nem sequer teve eco nos média, pois os meios de comunicação passaram por cima na ponta dos pés.
A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Puniu os responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita pelo povo e para o povo. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida. É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa pelo temor de que muitos a percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação, o que começou sendo crise se converteu em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos ao redor do planeta observaram com atenção e estabeleceram como um modelo realista a seguir.
Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos tempos atuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa segue mostrando sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza segue presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.
Este pequeno país do periférico ártico recusou salvar os bancos. Os deixou cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandes financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco foi falado do esforço que este povo realizou. Dos limites que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver.
Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar à mercê do que se decida em despachos distantes da realidade do povo. A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa “Primavera Árabe”. Nem sequer teve eco nos média, pois os meios de comunicação passaram por cima na ponta dos pés. Mesmo assim, conseguiram seus objetivos de forma limpa e exemplar. Hoje, seu caso bem pode ser um caminho ilustrativo para os indignados espanhóis, o movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigem justiça social e justiça econômica em todo o mundo.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Depoimento - Portugal redescobre o Brasil
PORTUGAL NA MARCA DO PENALTY
Nos últimos 25 anos simplesmente nos recusamos a fazer trabalhos menores... Obrigado, ucranianos, brasileiros, russos, etc. para quem viveu na década de 70 e 80, deve dizer já vi isto em qualquer lado... portugueses imigrados em França a fazer o que mais ninguém queria fazer. lembram-se?), pedantes em Portugal, a viverem constantemente acima das nossas possibilidades, e pior ainda, nesta altura dificílima continuamos a exigir uma solução sem querer dar nada em troca nem trocar as regras do jogo mantendo jogadores viciados e sem ideias nos locais de decisão.
Depois dos anos 500 e de Cabral, os portugueses voltaram a descobrir o Brasil na avalanche migratória proporcionada pela ditadura salazarista nos anos 30, 40 e 50. Agora, no início do novo milénio, em plena democracia, eis que os portugueses redescobrem (obrigatoriamente, mais uma vez) o Brasil em força pela terceira vez. No meu caso, aos 50 anos vi-me obrigado a emigrar para não acabar os meus dias recorrendo à esmola.
Depois de deixar o Algarve há um ano (nem esperei que me mandassem emigrar...), hoje - Domingo, resolvi dar notícias ao Magazine do Algarve, onde algumas vezes escrevi verdades que fizeram polémica. Estou em Fortaleza, 32 graus, 10h da manhã de frente para o mar, e lá longe minha mente se concentra num lugar chamado PORTUGAL, para muitos um jardim á beira-mar plantado, terra de grandes feitos, terra do FADO (ah grande MARCENEIRO), mas também, terra de tristeza, maledicência, padrasto e carrasco de sua massa cinzenta, a caminho da sua pobreza franciscana por conta de políticos e políticas incompetentes, hipotecando as gerações futuras correndo assim o risco de se transformar em TERRA DE NINGUEM, e a pergunta que não quer calar, e vale um milhão de euros: DE QUEM É EFETIVAMENTE A CULPA?
Inicialmente tudo aponta para os homens de cinzento e preto (se bem que ultimamente há uns mais “coloridos”) que se cruzam numa assembléia dita casa do povo, se movimentam em carros luxuosos e fazem uma dieta á base de uma boa picanha argentina ou de um bacalhau da Noruega, regado com um bom vinho chileno ou francês com um 12 anos a fazer companhia ao tradicional café, (nada de charutos... a malta está de olho, também era demais!) podendo assim mansamente contemplar a majestosa montanha de bosta que serviram aos portugueses com todo o amor e carinho, mas se olharmos com mais atenção e isenção, teremos que perguntar a bem da verdade qual foi o papel dos portugueses nesta crónica de uma falência anunciada, até porque isto tudo não aconteceu da noite para o dia, no mínimo podemos afirmar com toda a certeza que foram todos cúmplices, ou por omissão, comodismo ou também porque fizeram parte da falcatrua pegada que tomou conta do país desde a entrada no famoso mercado comum (futura União Europeia) por mão de MÁRIO SOARES, tornamo-nos num povo preguiçoso (nos últimos 25 anos simplesmente nos recusamos a fazer trabalhos menores... Obrigado, ucranianos, brasileiros, russos, etc. para quem viveu na década de 70 e 80, deve dizer já vi isto em qualquer lado... portugueses imigrados em França a fazer o que mais ninguém queria fazer. lembram-se?), pedantes em Portugal, a viverem constantemente acima das nossas possibilidades, e pior ainda, nesta altura dificílima continuamos a exigir uma solução sem querer dar nada em troca nem trocar as regras do jogo mantendo jogadores viciados e sem ideias nos locais de decisão.
É necessário elaborar uma lista de prioridades, é altura de botar a mão na massa, arregaçar as mangas e trabalhar arduamente que se faz tarde, temos efetivamente um problema de alucinação e acomodação coletiva, acreditando em HARRY PORTER e suas mágicas, há que fazer uma ruptura na vertical vamos ter que fraturar o sistema e para isso acontecer é necessário, aliás, indispensável formar um MSN- MOVIMENTO DE SALVAÇÃO NACIONAL- a hora é de união, cerrar fileiras, formar um governo de salvação nacional, ir buscar os melhores quadros a todos os partidos e ao setor privado, manter em funcionamento a assembléia da republica, mas suspender qualquer eleição nos próximos dez (10) anos, assim, evita-se perder o foco com disputas eleitorais e promessas demagógicas, privatizar as grandes empresas (EDP, PT, etc.) criar uma comissão fiscalizadora com participação popular para fiscalizar os bancos agregando um aumento nas taxas a cobrar aos mesmos. Ao povo português cabe, poupar em suas despesas e PARAR com o endividamento, trabalhar ao sábado (e porque não em certos domingos?) para aumentar a produção, diminuir os feriados, e agüentar heroicamente e patrioticamente o congelamento de salários, ser solidário, acreditar que o problema de um é de todos e que juntos fazemos acontecer, sem este tipo de atitudes infelizmente não há volta a dar a esta situação.
É ISTO, OU NADA... É PEGAR OU LARGAR (os filhos e netos agradecem)! A bola está na marca de grande penalidade... é só escolher o lado para onde chutar!
...UMA MÃO CHEIA DE VENTO E OUTRA CHEIA DE NADA... mas há algo que todos temos que ter e que é a coisa mais valiosa...VONTADE!
- ÁS ARMAS ÁS ARMAS CONTRA A FALÊNCIA... TRABALHAR, TRABALHAR!
Os portugueses mais uma vez “descobrem o Brasil”.
A crise econômica que afeta Portugal desde 2008 está levando portugueses a emigrar em busca de melhores condições de vida. Um dos principais destinos desta nova onda é o Brasil, por causa do crescimento da economia brasileira. Ao contrário do que acontecia no século passado, quando portugueses com destino ao Brasil não tinham formação acadêmica – muitos eram semianalfabetos ou analfabetos –, a maior parte dos lusitanos que formam a onda atual têm curso superior. “São pessoas cada vez mais especializadas. Constitui uma de fuga de cérebros, mas desta vez o destino é o Brasil. Não é uma migração dos países menos desenvolvidos para os países ricos, como se dizia nos anos 60″, afirma o cônsul do Brasil em Lisboa, Renan Paes Barreto.
Segundo o serviço consular da representação, o número de pessoas que têm o Brasil como destino vem aumentando. “No ano passado foram cerca de 1,5 mil vistos de trabalho, praticamente o mesmo número de 2009. Este ano, nos primeiros três meses foram 500″, conta o funcionário do consulado responsável pela seção de vistos, José Luiz Neves. Segundo Neves, o número do consulado não é o definitivo. Além da representação de Lisboa, há também a do Porto. E há outras formas de obter o visto de trabalho, através de casamento, por exemplo. “As pessoas normalmente não começam o processo aqui. Aqui é concluído. Começa no Ministério do Trabalho e do Emprego, com o pedido por parte da empresa.” Sobre o perfil do português que busca o visto para trabalhar no Brasil, Neves relata que “são predominantemente engenheiros e técnicos de plataformas de petróleo. Mas há outras profissões, como arquitectos”.
O oficial de náutica Bruno Pereira, de 26 anos, é um dos que fizeram fila no consulado para receber o visto de trabalho. Ele trabalha em navios que fornecem a logística para plataformas de petróleo. “Lá (no Brasil) o negócio do petróleo está muito forte. Em Portugal, não teria chance de conseguir trabalho nessa área”, conta. Pereira, que trabalha para uma empresa alemã, afirma que os salários estão aquecidos no Brasil. “Eu recebo salário europeu. Nas empresas brasileiras, os oficiais de náutica recebem perto de R$ 10 mil por mês, mais previdência privada e seguro de saúde. Nas empresas europeias recebemos um pouco menos do que isso e sem seguro de saúde nem previdência privada”.
Para o arquiteto Pedro Ribeiro, de 40 anos, o Brasil vai ser o caminho para fugir da crise. Especializado em remodelação de interiores, com mais de 15 anos de profissão, ele escolheu o Recife como destino por conta dos contatos profissionais que tem na cidade, muitos dos quais trabalharam em Portugal. O governo propõe investimentos que só uma engenharia de qualidade pode suportar. A engenharia que o Brasil precisa é muito voltada par a construção civil, para a indústria do petróleo e para a energia. Na fila do consulado, ele explicou sua decisão por três razões. “Primeiro, porque é um país que tem forte crescimento econômico; segundo, pela familiaridade da língua; (terceiro) por questões familiares, porque eu sou casado com uma brasileira.” Ribeiro comparou a situação portuguesa atual com a de 2007, de antes da crise internacional. “Estamos agora com metade da quantidade de trabalho e metade das margens de lucro”.
Apesar da alta demanda por engenheiros no Brasil, o presidente da Ordem dos Engenheiros de Portugal, Carlos Matias Ramos, diz que é difícil ter dados exatos sobre o número de profissionais lusos que atravessaram o Atlântico. A única forma de conhecer esse número é através dos pedidos de inscrição no sistema Confea/CREA, os conselhos de engenharia e arquitetura brasileiros. No final do ano passado havia pelo menos 1,2 mil engenheiros portugueses praticando engenharia no Brasil, diz Matias Ramos. O chefe da Ordem acredita que o número de engenheiros portugueses no Brasil vai aumentar. “O PAC 2 propõe investimentos que só uma engenharia de qualidade pode suportar.” Por outro lado, ele diz que muitos engenheiros portugueses enfrentam problemas para ter seus títulos reconhecidos no Brasil e que, em alguns casos, se forem cumpridas todas as exigências, “o reconhecimento do título de engenheiro pode levar 24 meses”.
Em outros casos, como o da mestranda Graça Rodrigues, que está se especializando em museologia, os planos de quem deixa Portugal “não têm a ver com a falta de emprego”, e isso com a oportunidade de ampliar os horizontes. Com uma bolsa de estudos para estudar três meses na Bahia, ela diz quer ver como está o mercado profissional brasileiro em sua área, a de produtora de exposições. “Isso não tem a ver com falta de emprego. Eu trabalho numa galeria de arte em Lisboa”, afirma. A escolha da Bahia se deve à sua formação em História da Arte com especialização no barroco. “O Brasil tem um trabalho muito forte sobre o barroco. Gostaria de estabelecer uma relação entre as universidades de lá com equipes portuguesas de universidades portuguesas para trabalharem em conjunto.”
Fonte - BBC / Brasil
Nos últimos 25 anos simplesmente nos recusamos a fazer trabalhos menores... Obrigado, ucranianos, brasileiros, russos, etc. para quem viveu na década de 70 e 80, deve dizer já vi isto em qualquer lado... portugueses imigrados em França a fazer o que mais ninguém queria fazer. lembram-se?), pedantes em Portugal, a viverem constantemente acima das nossas possibilidades, e pior ainda, nesta altura dificílima continuamos a exigir uma solução sem querer dar nada em troca nem trocar as regras do jogo mantendo jogadores viciados e sem ideias nos locais de decisão.Depois dos anos 500 e de Cabral, os portugueses voltaram a descobrir o Brasil na avalanche migratória proporcionada pela ditadura salazarista nos anos 30, 40 e 50. Agora, no início do novo milénio, em plena democracia, eis que os portugueses redescobrem (obrigatoriamente, mais uma vez) o Brasil em força pela terceira vez. No meu caso, aos 50 anos vi-me obrigado a emigrar para não acabar os meus dias recorrendo à esmola.
Depois de deixar o Algarve há um ano (nem esperei que me mandassem emigrar...), hoje - Domingo, resolvi dar notícias ao Magazine do Algarve, onde algumas vezes escrevi verdades que fizeram polémica. Estou em Fortaleza, 32 graus, 10h da manhã de frente para o mar, e lá longe minha mente se concentra num lugar chamado PORTUGAL, para muitos um jardim á beira-mar plantado, terra de grandes feitos, terra do FADO (ah grande MARCENEIRO), mas também, terra de tristeza, maledicência, padrasto e carrasco de sua massa cinzenta, a caminho da sua pobreza franciscana por conta de políticos e políticas incompetentes, hipotecando as gerações futuras correndo assim o risco de se transformar em TERRA DE NINGUEM, e a pergunta que não quer calar, e vale um milhão de euros: DE QUEM É EFETIVAMENTE A CULPA?
Inicialmente tudo aponta para os homens de cinzento e preto (se bem que ultimamente há uns mais “coloridos”) que se cruzam numa assembléia dita casa do povo, se movimentam em carros luxuosos e fazem uma dieta á base de uma boa picanha argentina ou de um bacalhau da Noruega, regado com um bom vinho chileno ou francês com um 12 anos a fazer companhia ao tradicional café, (nada de charutos... a malta está de olho, também era demais!) podendo assim mansamente contemplar a majestosa montanha de bosta que serviram aos portugueses com todo o amor e carinho, mas se olharmos com mais atenção e isenção, teremos que perguntar a bem da verdade qual foi o papel dos portugueses nesta crónica de uma falência anunciada, até porque isto tudo não aconteceu da noite para o dia, no mínimo podemos afirmar com toda a certeza que foram todos cúmplices, ou por omissão, comodismo ou também porque fizeram parte da falcatrua pegada que tomou conta do país desde a entrada no famoso mercado comum (futura União Europeia) por mão de MÁRIO SOARES, tornamo-nos num povo preguiçoso (nos últimos 25 anos simplesmente nos recusamos a fazer trabalhos menores... Obrigado, ucranianos, brasileiros, russos, etc. para quem viveu na década de 70 e 80, deve dizer já vi isto em qualquer lado... portugueses imigrados em França a fazer o que mais ninguém queria fazer. lembram-se?), pedantes em Portugal, a viverem constantemente acima das nossas possibilidades, e pior ainda, nesta altura dificílima continuamos a exigir uma solução sem querer dar nada em troca nem trocar as regras do jogo mantendo jogadores viciados e sem ideias nos locais de decisão.
É necessário elaborar uma lista de prioridades, é altura de botar a mão na massa, arregaçar as mangas e trabalhar arduamente que se faz tarde, temos efetivamente um problema de alucinação e acomodação coletiva, acreditando em HARRY PORTER e suas mágicas, há que fazer uma ruptura na vertical vamos ter que fraturar o sistema e para isso acontecer é necessário, aliás, indispensável formar um MSN- MOVIMENTO DE SALVAÇÃO NACIONAL- a hora é de união, cerrar fileiras, formar um governo de salvação nacional, ir buscar os melhores quadros a todos os partidos e ao setor privado, manter em funcionamento a assembléia da republica, mas suspender qualquer eleição nos próximos dez (10) anos, assim, evita-se perder o foco com disputas eleitorais e promessas demagógicas, privatizar as grandes empresas (EDP, PT, etc.) criar uma comissão fiscalizadora com participação popular para fiscalizar os bancos agregando um aumento nas taxas a cobrar aos mesmos. Ao povo português cabe, poupar em suas despesas e PARAR com o endividamento, trabalhar ao sábado (e porque não em certos domingos?) para aumentar a produção, diminuir os feriados, e agüentar heroicamente e patrioticamente o congelamento de salários, ser solidário, acreditar que o problema de um é de todos e que juntos fazemos acontecer, sem este tipo de atitudes infelizmente não há volta a dar a esta situação.
É ISTO, OU NADA... É PEGAR OU LARGAR (os filhos e netos agradecem)! A bola está na marca de grande penalidade... é só escolher o lado para onde chutar!
...UMA MÃO CHEIA DE VENTO E OUTRA CHEIA DE NADA... mas há algo que todos temos que ter e que é a coisa mais valiosa...VONTADE!
- ÁS ARMAS ÁS ARMAS CONTRA A FALÊNCIA... TRABALHAR, TRABALHAR!
(Leitor identificado)
Os portugueses mais uma vez “descobrem o Brasil”.
A crise econômica que afeta Portugal desde 2008 está levando portugueses a emigrar em busca de melhores condições de vida. Um dos principais destinos desta nova onda é o Brasil, por causa do crescimento da economia brasileira. Ao contrário do que acontecia no século passado, quando portugueses com destino ao Brasil não tinham formação acadêmica – muitos eram semianalfabetos ou analfabetos –, a maior parte dos lusitanos que formam a onda atual têm curso superior. “São pessoas cada vez mais especializadas. Constitui uma de fuga de cérebros, mas desta vez o destino é o Brasil. Não é uma migração dos países menos desenvolvidos para os países ricos, como se dizia nos anos 60″, afirma o cônsul do Brasil em Lisboa, Renan Paes Barreto.
Segundo o serviço consular da representação, o número de pessoas que têm o Brasil como destino vem aumentando. “No ano passado foram cerca de 1,5 mil vistos de trabalho, praticamente o mesmo número de 2009. Este ano, nos primeiros três meses foram 500″, conta o funcionário do consulado responsável pela seção de vistos, José Luiz Neves. Segundo Neves, o número do consulado não é o definitivo. Além da representação de Lisboa, há também a do Porto. E há outras formas de obter o visto de trabalho, através de casamento, por exemplo. “As pessoas normalmente não começam o processo aqui. Aqui é concluído. Começa no Ministério do Trabalho e do Emprego, com o pedido por parte da empresa.” Sobre o perfil do português que busca o visto para trabalhar no Brasil, Neves relata que “são predominantemente engenheiros e técnicos de plataformas de petróleo. Mas há outras profissões, como arquitectos”.
O oficial de náutica Bruno Pereira, de 26 anos, é um dos que fizeram fila no consulado para receber o visto de trabalho. Ele trabalha em navios que fornecem a logística para plataformas de petróleo. “Lá (no Brasil) o negócio do petróleo está muito forte. Em Portugal, não teria chance de conseguir trabalho nessa área”, conta. Pereira, que trabalha para uma empresa alemã, afirma que os salários estão aquecidos no Brasil. “Eu recebo salário europeu. Nas empresas brasileiras, os oficiais de náutica recebem perto de R$ 10 mil por mês, mais previdência privada e seguro de saúde. Nas empresas europeias recebemos um pouco menos do que isso e sem seguro de saúde nem previdência privada”.
Para o arquiteto Pedro Ribeiro, de 40 anos, o Brasil vai ser o caminho para fugir da crise. Especializado em remodelação de interiores, com mais de 15 anos de profissão, ele escolheu o Recife como destino por conta dos contatos profissionais que tem na cidade, muitos dos quais trabalharam em Portugal. O governo propõe investimentos que só uma engenharia de qualidade pode suportar. A engenharia que o Brasil precisa é muito voltada par a construção civil, para a indústria do petróleo e para a energia. Na fila do consulado, ele explicou sua decisão por três razões. “Primeiro, porque é um país que tem forte crescimento econômico; segundo, pela familiaridade da língua; (terceiro) por questões familiares, porque eu sou casado com uma brasileira.” Ribeiro comparou a situação portuguesa atual com a de 2007, de antes da crise internacional. “Estamos agora com metade da quantidade de trabalho e metade das margens de lucro”.
Apesar da alta demanda por engenheiros no Brasil, o presidente da Ordem dos Engenheiros de Portugal, Carlos Matias Ramos, diz que é difícil ter dados exatos sobre o número de profissionais lusos que atravessaram o Atlântico. A única forma de conhecer esse número é através dos pedidos de inscrição no sistema Confea/CREA, os conselhos de engenharia e arquitetura brasileiros. No final do ano passado havia pelo menos 1,2 mil engenheiros portugueses praticando engenharia no Brasil, diz Matias Ramos. O chefe da Ordem acredita que o número de engenheiros portugueses no Brasil vai aumentar. “O PAC 2 propõe investimentos que só uma engenharia de qualidade pode suportar.” Por outro lado, ele diz que muitos engenheiros portugueses enfrentam problemas para ter seus títulos reconhecidos no Brasil e que, em alguns casos, se forem cumpridas todas as exigências, “o reconhecimento do título de engenheiro pode levar 24 meses”.
Em outros casos, como o da mestranda Graça Rodrigues, que está se especializando em museologia, os planos de quem deixa Portugal “não têm a ver com a falta de emprego”, e isso com a oportunidade de ampliar os horizontes. Com uma bolsa de estudos para estudar três meses na Bahia, ela diz quer ver como está o mercado profissional brasileiro em sua área, a de produtora de exposições. “Isso não tem a ver com falta de emprego. Eu trabalho numa galeria de arte em Lisboa”, afirma. A escolha da Bahia se deve à sua formação em História da Arte com especialização no barroco. “O Brasil tem um trabalho muito forte sobre o barroco. Gostaria de estabelecer uma relação entre as universidades de lá com equipes portuguesas de universidades portuguesas para trabalharem em conjunto.”
Fonte - BBC / Brasil
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Valores que se viram ao contrário !
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
"New York Times" sabe mais que nós!
"PORTUGAL LITERALMENTE JÁ NÃO TEM NADA A PERDER"
Portugal perdeu tudo o que havia para perder, está no fundo; resta-nos agora a agonia de uma economia moribunda... Só ficam a elite de um lado com todos os poderes e do outro uma população global de pobres escravizados... Grécia, o berço de civilização na Antiguidade está a ser atacada pelos neonazis europeus!
O New York Times descreve as expectativas dos investidores para a evolução da crise da dívida soberana em Portugal... Os mercados financeiros estão "preocupados com Portugal", e os investidores acreditam que a dívida portuguesa será reestruturada como a da Grécia, escreve o New York Times. O artigo, escrito pelo correspondente do diário nova-iorquino para a Península Ibérica, descreve as expetativas dos investidores para a evolução da crise da dívida soberana em Portugal. Segundo o Times, quando a Grécia concluir um acordo para a reestruturação da sua dívida, é provável que Portugal "venha a seguir". O Governo grego está atualmente a negociar com os credores a dimensão e formato do 'haircut' (redução) da dívida. O economista Edward Hugh, citado pelo Times, afirma que "o mais provável é que Portugal diga que também quer um acordo desses", até porque "literalmente já não tem nada a perder". O artigo nota que o Governo português tem reiterado a sua intenção de cumprir o acordo de assistência financeira assinado com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e que até agora não contemplou a hipótese de reestruturação. O Times cita ainda Albert Jaeger, chefe da delegação do FMI em Lisboa, segundo o qual "a vantagem mais importante que Portugal tem [sobre a Grécia] é provavelmente o seu consenso político e social interno".
ELÍSIO ESTANQUE: A CLASSE MÉDIA EM EXTINÇÃO RÁPIDA
Só ficam a elite de um lado com todos os poderes e do outro uma população global de pobres escravizados... O sociólogo Elísio Estanque concluiu que a classe média portuguesa corre sérios riscos de desaparecer como consequência da grave crise económica que o país atravessa. Esta é uma das conclusões a que o sociólogo chegou e um dos temas abordados num livro que vai lançar esta semana. Segundo a obra, a classe média «está em risco de um empobrecimento muito rápido» que pode levar a um «descontentamento mais amplo na sociedade portuguesa». Os resultados desta condição podem levar ao «enfraquecimento do sistema socioeconómico» e fragilização do sistema democrático, defende o autor. No livro «Classe Média: Ascensão e Declínio», o sociólogo defende que muitos jovens que têm formação superior e pertencem à classe média experienciam uma «condição de precariedade e insatisfação relativamente às instituições e à classe política», sendo mesmo esta faixa da sociedade que «alimenta os movimentos de protesto».
GRÉCIA RECUSA CEDER SOBERANIA ORÇAMENTAL À UE
Grécia, o berço de civilização na Antiguidade está a ser atacada pelos neonazis europeus... Atenas teria de abdicar da sua soberania orçamental, aceitando a colocação permanente das finanças gregas sob o controlo de um comissário e ainda de tornar lei a prioridade do pagamento da sua dívida aos credores. Sem estas condições, a entrega de 130 mil milhões de euros previstos na segunda tranche de ajuda à Grécia, poderá estar em risco. Mas Atenas já recusou discuti-las. "Está fora de causa que nós aceitemos, essas são competências que pertencem à soberania nacional", reagiram fontes governamentais gregas. "Há efetivamente uma nota informal que foi apresentada ao Eurogrupo” para colocar sob controlo europeu o orçamento grego, "mas a Grécia não discute uma tal eventualidade", sublinhou a mesma fonte, confirmando a notícia, avançada pelo Financial Times. Segundo a proposta, alegadamente colocada pela Alemanha, as finanças gregas ficariam subordinadas ao parecer de um comissário, designado pelos ministros das Finanças da zona euro. Este comissário do Orçamento teria o poder de vetar as decisões orçamentais decididas pelo governo grego.
A segunda condição, avançada igualmente no documento, seria a aceitação de que os rendimentos do estado grego dariam total prioridade ao pagamento futuro da dívida contraída por Atenas junto da Comissão Europeia, do FMI e do Banco Central Europeu (troika) e de investidores privados. O objetivo seria impedir ameaças políticas de incumprimento por parte do próprio governo grego e ainda a "eliminação de facto da possibilidade de incumprimento". "Só o remanescente poderá ser usado para financiar os gastos primários", considera a proposta. Esta segunda medida terá ainda de se tornar lei, "de preferência através de uma emenda constitucional", conclui a nota que sublinha ainda cumprimento "dececionante até agora" da Grécia, que a obriga a aceitar a "transferência da soberania orçamental para um nível europeu, por um certo tempo." O documento conclui pela necessidade de colocar "a consolidação orçamental sob orientação e sistema de controlo rigorosos". No documento, ambas as condições são consideradas essenciais para o Eurogrupo aprovar um Memorando de Entendimento que desbloqueie o segundo pacote de resgate à Grécia. A Grécia arrisca entrar em bancarrota se não receber uma nova tranche de 130 mil milhões de euros. As condições para o desbloqueamento da verba têm estado a ser negociadas há duas semanas, incluindo um perdão da dívida grega por parte dos bancos credores.
Portugal perdeu tudo o que havia para perder, está no fundo; resta-nos agora a agonia de uma economia moribunda... Só ficam a elite de um lado com todos os poderes e do outro uma população global de pobres escravizados... Grécia, o berço de civilização na Antiguidade está a ser atacada pelos neonazis europeus!O New York Times descreve as expectativas dos investidores para a evolução da crise da dívida soberana em Portugal... Os mercados financeiros estão "preocupados com Portugal", e os investidores acreditam que a dívida portuguesa será reestruturada como a da Grécia, escreve o New York Times. O artigo, escrito pelo correspondente do diário nova-iorquino para a Península Ibérica, descreve as expetativas dos investidores para a evolução da crise da dívida soberana em Portugal. Segundo o Times, quando a Grécia concluir um acordo para a reestruturação da sua dívida, é provável que Portugal "venha a seguir". O Governo grego está atualmente a negociar com os credores a dimensão e formato do 'haircut' (redução) da dívida. O economista Edward Hugh, citado pelo Times, afirma que "o mais provável é que Portugal diga que também quer um acordo desses", até porque "literalmente já não tem nada a perder". O artigo nota que o Governo português tem reiterado a sua intenção de cumprir o acordo de assistência financeira assinado com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e que até agora não contemplou a hipótese de reestruturação. O Times cita ainda Albert Jaeger, chefe da delegação do FMI em Lisboa, segundo o qual "a vantagem mais importante que Portugal tem [sobre a Grécia] é provavelmente o seu consenso político e social interno".
ELÍSIO ESTANQUE: A CLASSE MÉDIA EM EXTINÇÃO RÁPIDA
Só ficam a elite de um lado com todos os poderes e do outro uma população global de pobres escravizados... O sociólogo Elísio Estanque concluiu que a classe média portuguesa corre sérios riscos de desaparecer como consequência da grave crise económica que o país atravessa. Esta é uma das conclusões a que o sociólogo chegou e um dos temas abordados num livro que vai lançar esta semana. Segundo a obra, a classe média «está em risco de um empobrecimento muito rápido» que pode levar a um «descontentamento mais amplo na sociedade portuguesa». Os resultados desta condição podem levar ao «enfraquecimento do sistema socioeconómico» e fragilização do sistema democrático, defende o autor. No livro «Classe Média: Ascensão e Declínio», o sociólogo defende que muitos jovens que têm formação superior e pertencem à classe média experienciam uma «condição de precariedade e insatisfação relativamente às instituições e à classe política», sendo mesmo esta faixa da sociedade que «alimenta os movimentos de protesto».
GRÉCIA RECUSA CEDER SOBERANIA ORÇAMENTAL À UE
Grécia, o berço de civilização na Antiguidade está a ser atacada pelos neonazis europeus... Atenas teria de abdicar da sua soberania orçamental, aceitando a colocação permanente das finanças gregas sob o controlo de um comissário e ainda de tornar lei a prioridade do pagamento da sua dívida aos credores. Sem estas condições, a entrega de 130 mil milhões de euros previstos na segunda tranche de ajuda à Grécia, poderá estar em risco. Mas Atenas já recusou discuti-las. "Está fora de causa que nós aceitemos, essas são competências que pertencem à soberania nacional", reagiram fontes governamentais gregas. "Há efetivamente uma nota informal que foi apresentada ao Eurogrupo” para colocar sob controlo europeu o orçamento grego, "mas a Grécia não discute uma tal eventualidade", sublinhou a mesma fonte, confirmando a notícia, avançada pelo Financial Times. Segundo a proposta, alegadamente colocada pela Alemanha, as finanças gregas ficariam subordinadas ao parecer de um comissário, designado pelos ministros das Finanças da zona euro. Este comissário do Orçamento teria o poder de vetar as decisões orçamentais decididas pelo governo grego.
A segunda condição, avançada igualmente no documento, seria a aceitação de que os rendimentos do estado grego dariam total prioridade ao pagamento futuro da dívida contraída por Atenas junto da Comissão Europeia, do FMI e do Banco Central Europeu (troika) e de investidores privados. O objetivo seria impedir ameaças políticas de incumprimento por parte do próprio governo grego e ainda a "eliminação de facto da possibilidade de incumprimento". "Só o remanescente poderá ser usado para financiar os gastos primários", considera a proposta. Esta segunda medida terá ainda de se tornar lei, "de preferência através de uma emenda constitucional", conclui a nota que sublinha ainda cumprimento "dececionante até agora" da Grécia, que a obriga a aceitar a "transferência da soberania orçamental para um nível europeu, por um certo tempo." O documento conclui pela necessidade de colocar "a consolidação orçamental sob orientação e sistema de controlo rigorosos". No documento, ambas as condições são consideradas essenciais para o Eurogrupo aprovar um Memorando de Entendimento que desbloqueie o segundo pacote de resgate à Grécia. A Grécia arrisca entrar em bancarrota se não receber uma nova tranche de 130 mil milhões de euros. As condições para o desbloqueamento da verba têm estado a ser negociadas há duas semanas, incluindo um perdão da dívida grega por parte dos bancos credores.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Muitas ditaduras começam assim...
"QUEM NÃO PAGAR AS SCUT VERÁ O SEU VEÍCULO PENHORADO PELAS FINANÇAS"
Passos Coelho arrasa a economia das famílias e instaura um Estado inflexível e de medo, com punho de ferro? Penhoras são diárias... PIDE regressa a Lisboa... Por um lado pedimos, por outro damos: alguém percebe esta economia europeia?
As Finanças preparam-se para penhorar o carro de quem não pagar portagens, avançou o semanário Expresso ontem. Esta é uma das medidas mais duras a ser aplicada em 2012, a quem resistir ao pagamento das SCUT. Os infractores ficarão ao abrigo da nova lei do Orçamento do Estado para o próximo ano. As coimas (10 vezes superiores ao valor da portagem...!!!) serão passadas a partir do próximo mês, e quem não pagar poderá ter um processo instaurado. A DGCI (Direcção Geral dos Impostos) acaba de implementar uma inovação adicional no seu sistema de penhoras.
Este novo sistema resulta da celebração de um protocolo entre a DGCI e a PSP, ao qual se associa a GNR. A apreensão e remoção dos veículos passarão a ser efectuadas na via pública e têm carácter imediato, logo que o veículo a apreender seja detectado. Porém, aos devedores será sempre conferida a possibilidade de efectuarem o pagamento dos montantes em dívida, caso em que o veículo apreendido será libertado, logo que tal acto seja confirmado pelas entidades competentes.
Todas as elites portuguesas sonham com o tempo de Salazar; voltaremos ao fascismo totalitário? Estamos lá perto... À boa maneira da PIDE, a Câmara de Lisboa anda a vasculhar lixo colocado fora dos contentores para descobrir o proprietário e multá-lo, uma medida que especialistas dizem poder ser ilegal por não fazer prova da infração e violar a esfera privada. Em menos de um ano foram instaurados em Lisboa 112 processos de contraordenação por colocação de lixo na via pública. Alguns dos multados pagam sem questionar, embora se sintam indignados e duvidem do método utilizado pela autarquia, mas há também quem conteste a decisão. No total, a autarquia já recebeu pelo menos 921,5 euros de multas que poderão ser ilegais.
GANG ASSALTA DIRECTOR DA RTP, E GOVERNO ALARGA PRAZO PARA DOIS ANOS PARA EVITAR NACIONALIZAÇÕES DA BANCA
A bancarrota e a nacionalização são já inevitáveis face ao desinvestimento generalizado da economia. Gaspar acabou de anunciar que vai alargar em dois anos o prazo para que os bancos ajudados pelo Estado evitem a nacionalização. Poucas semanas depois de ter aprovado em Conselho de Ministros a proposta de lei de recapitalização da banca que define que se o Estado não recuperar o montante injectado nos bancos que recorrerem à linha de capitalização pública, de 12 mil milhões de euros, no prazo de três anos, o Estado poderá nacionalizar estas instituições, o ministro das Finanças anunciou esta manhã que o Governo decidiu alargar este prazo para cinco anos. Esta era uma das reivindicações da banca para "melhorar" a lei de recapitalização da banca. "O Governo desde já demonstra abertura para alargar a duração da primeira fase a cinco anos, conforme exposto pelo Banco de Portugal e Associação Portuguesa de Bancos", disse Vítor Gaspar no Parlamento, acrescentando que o Executivo tem abertura para "melhoramentos" na proposta de lei, que a tornem mais eficaz e eficiente. O ministro das Finanças garantiu ainda que a remuneração do Estado com o capital injectado nos bancos será sempre superior à paga pelo empréstimo internacional. "Esta [remuneração do Estado] será sempre superior à aplicada a Portugal" no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira, assegurou Vítor Gaspar, no Parlamento.
Serão estes já os prenúncios de uma revolta popular contra a austeridade neo-nazi? Depois do sequestro do vice.presidente da Caixa Geral de Depósitos, este será o segundo alvo do gang. Depois do 1.º sequestro, o site da CGD foi atacado por hackers. Desta vez o gang, que será o mesmo, sequestraou o director da RTP Fernando Alexandre que foi obrigado a fazer três levantamentos no Multibanco. Também ficou sem carro, mas a PSP recuperou-o posteriormente. Será de esperar um novo ataque de hackers à RTP?
PORTUGAL EM PLENA MISÉRIA AVANÇA COM 1.000 MILHÕES DE EUROS PARA FUNDO DE RESGATE EUROPEU
Por um lado pedimos, por outro damos: alguém percebe esta economia europeia? A decisão de antecipar a entrada em vigor do novo fundo de resgate obriga o Governo de Passos Coelho a desembolsar mil milhões. A decisão dos líderes europeus de antecipar em um ano a entrada em vigor do fundo de resgate permanente - o MEE, mecanismo europeu de estabilidade - para Junho de 2012 vai implicar que Portugal encontre, até essa data, cerca de mil milhões de euros nos mercados, que é a sua fatia para constituir o capital inicial desse fundo. Além disso, Portugal vai ser chamado a contribuir para o pacote de 200 mil milhões que os europeus acordaram emprestar ao FMI para que este reforce o seu papel no combate à crise do euro. Esta contribuição será no entanto opcional. Caso Portugal queira fazê-lo, a sua fatia de créditos ao FMI - através do Banco de Portugal - ascenderia a mais 3,5 mil milhões. A Irlanda, que também está sob programa de ajustamento, já decidiu ficar de fora, e - tendo em conta o acordo da cimeira - Portugal tem até ao final desta semana para escolher. O facto de Portugal estar ligado à máquina em termos de financiamento do Estado permite-lhe não contribuir para as tranches de empréstimos do actual fundo de resgate (FEEF) à Irlanda por exemplo, mas para a constituição do novo fundo de socorro está previsto que todos os países contribuam, em função da quota de capital no Banco Central Europeu. Esse montante não vai contar para os critérios de défice mas pesará, de qualquer forma, no endividamento do país, com os juros pesados a que o mercado agora empresta.
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| Um dos armazéns de carros penhorados |
As Finanças preparam-se para penhorar o carro de quem não pagar portagens, avançou o semanário Expresso ontem. Esta é uma das medidas mais duras a ser aplicada em 2012, a quem resistir ao pagamento das SCUT. Os infractores ficarão ao abrigo da nova lei do Orçamento do Estado para o próximo ano. As coimas (10 vezes superiores ao valor da portagem...!!!) serão passadas a partir do próximo mês, e quem não pagar poderá ter um processo instaurado. A DGCI (Direcção Geral dos Impostos) acaba de implementar uma inovação adicional no seu sistema de penhoras.
Este novo sistema resulta da celebração de um protocolo entre a DGCI e a PSP, ao qual se associa a GNR. A apreensão e remoção dos veículos passarão a ser efectuadas na via pública e têm carácter imediato, logo que o veículo a apreender seja detectado. Porém, aos devedores será sempre conferida a possibilidade de efectuarem o pagamento dos montantes em dívida, caso em que o veículo apreendido será libertado, logo que tal acto seja confirmado pelas entidades competentes.
Todas as elites portuguesas sonham com o tempo de Salazar; voltaremos ao fascismo totalitário? Estamos lá perto... À boa maneira da PIDE, a Câmara de Lisboa anda a vasculhar lixo colocado fora dos contentores para descobrir o proprietário e multá-lo, uma medida que especialistas dizem poder ser ilegal por não fazer prova da infração e violar a esfera privada. Em menos de um ano foram instaurados em Lisboa 112 processos de contraordenação por colocação de lixo na via pública. Alguns dos multados pagam sem questionar, embora se sintam indignados e duvidem do método utilizado pela autarquia, mas há também quem conteste a decisão. No total, a autarquia já recebeu pelo menos 921,5 euros de multas que poderão ser ilegais.
GANG ASSALTA DIRECTOR DA RTP, E GOVERNO ALARGA PRAZO PARA DOIS ANOS PARA EVITAR NACIONALIZAÇÕES DA BANCA
A bancarrota e a nacionalização são já inevitáveis face ao desinvestimento generalizado da economia. Gaspar acabou de anunciar que vai alargar em dois anos o prazo para que os bancos ajudados pelo Estado evitem a nacionalização. Poucas semanas depois de ter aprovado em Conselho de Ministros a proposta de lei de recapitalização da banca que define que se o Estado não recuperar o montante injectado nos bancos que recorrerem à linha de capitalização pública, de 12 mil milhões de euros, no prazo de três anos, o Estado poderá nacionalizar estas instituições, o ministro das Finanças anunciou esta manhã que o Governo decidiu alargar este prazo para cinco anos. Esta era uma das reivindicações da banca para "melhorar" a lei de recapitalização da banca. "O Governo desde já demonstra abertura para alargar a duração da primeira fase a cinco anos, conforme exposto pelo Banco de Portugal e Associação Portuguesa de Bancos", disse Vítor Gaspar no Parlamento, acrescentando que o Executivo tem abertura para "melhoramentos" na proposta de lei, que a tornem mais eficaz e eficiente. O ministro das Finanças garantiu ainda que a remuneração do Estado com o capital injectado nos bancos será sempre superior à paga pelo empréstimo internacional. "Esta [remuneração do Estado] será sempre superior à aplicada a Portugal" no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira, assegurou Vítor Gaspar, no Parlamento.
Serão estes já os prenúncios de uma revolta popular contra a austeridade neo-nazi? Depois do sequestro do vice.presidente da Caixa Geral de Depósitos, este será o segundo alvo do gang. Depois do 1.º sequestro, o site da CGD foi atacado por hackers. Desta vez o gang, que será o mesmo, sequestraou o director da RTP Fernando Alexandre que foi obrigado a fazer três levantamentos no Multibanco. Também ficou sem carro, mas a PSP recuperou-o posteriormente. Será de esperar um novo ataque de hackers à RTP?
PORTUGAL EM PLENA MISÉRIA AVANÇA COM 1.000 MILHÕES DE EUROS PARA FUNDO DE RESGATE EUROPEU
Por um lado pedimos, por outro damos: alguém percebe esta economia europeia? A decisão de antecipar a entrada em vigor do novo fundo de resgate obriga o Governo de Passos Coelho a desembolsar mil milhões. A decisão dos líderes europeus de antecipar em um ano a entrada em vigor do fundo de resgate permanente - o MEE, mecanismo europeu de estabilidade - para Junho de 2012 vai implicar que Portugal encontre, até essa data, cerca de mil milhões de euros nos mercados, que é a sua fatia para constituir o capital inicial desse fundo. Além disso, Portugal vai ser chamado a contribuir para o pacote de 200 mil milhões que os europeus acordaram emprestar ao FMI para que este reforce o seu papel no combate à crise do euro. Esta contribuição será no entanto opcional. Caso Portugal queira fazê-lo, a sua fatia de créditos ao FMI - através do Banco de Portugal - ascenderia a mais 3,5 mil milhões. A Irlanda, que também está sob programa de ajustamento, já decidiu ficar de fora, e - tendo em conta o acordo da cimeira - Portugal tem até ao final desta semana para escolher. O facto de Portugal estar ligado à máquina em termos de financiamento do Estado permite-lhe não contribuir para as tranches de empréstimos do actual fundo de resgate (FEEF) à Irlanda por exemplo, mas para a constituição do novo fundo de socorro está previsto que todos os países contribuam, em função da quota de capital no Banco Central Europeu. Esse montante não vai contar para os critérios de défice mas pesará, de qualquer forma, no endividamento do país, com os juros pesados a que o mercado agora empresta.
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