Liberdade e o Direito de Expressão

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Já chegou a prenda de Natal

PSD corta 50% do subsídio de Natal
                                                                                                                          
Na apresentação do Governo de coligação na AR, o primeiro ministro vai além da "troika", e anunciou "imposto extraordinário... CIP surpreendida com o novo imposto: “Tal como já dizíamos ao Governo anterior, falem-nos verdade e claro", apela António Saraiva.
                                  
O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva, mostra-se surpreendido com o anúncio do novo imposto extraordinário. António Saraiva espera agora que o Governo diga onde vai emagrecer o Estado. “Isto vale 800 milhões de euros. O Sr. primeiro-ministro denunciou que tem que encontrar receita no valor de dois mil milhões. Há aqui 1200 milhões que provavelmente são fatiados em novas apresentações que vão ser feitas”, diz o presidente da CIP. António Saraiva diz que é preciso encontrar soluções para a crise em sede de concertação social e apela ao Governo para que fale claro aos parceiros sociais e às famílias portuguesas. “Tal como já dizíamos ao Governo anterior, falem-nos verdade e claro, digam-nos o quadro que temos pela frente, digam-nos o que nos espera às empresas, aos particulares, às famílias, para sabendo o que temos pela frente, termos aderência às soluções que sabemos ser necessário encontrar em concertação social”, sublinha.
                                                  
“O roubo continua”, acusa a CGTP
                                                                                              
Carvalho da Silva afirma que o programa do Governo é um plano de “empobrecimento do povo de português” e de “injustiças”. O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, considera que o novo imposto, anunciado hoje pelo primeiro-ministro, é um “roubo”. Carvalho da Silva afirma que o programa do Governo é um programa de “empobrecimento do povo de português” e de “injustiças”. “As causas e as características desta dívida não são analisadas e colocam-se as vítimas destas políticas a serem sacrificadas. Digamos que o roubo continua”, acusa o líder sindical. “A dívida e o défice público que nós hoje temos não foi causado pelo excesso de contribuições sociais, nem pelo excesso de salários, pelo salário mínimo e outras prestações - foi causada pela apropriação indevida por parte de alguns de uma dimensão enorme de riqueza”, argumenta. Por sua vez, a UGT já considerou o novo imposto extraordinário “profundamente injusto”.
                                                       
Saiba quanto é que vai pagar com o novo imposto extraordinário
                                                                   
Quem tem um subsídio de Natal de 1.000 euros, por exemplo, vai pagar 257,5 euros de imposto extraordinário. Saiba como fazer as contas. O novo imposto que Pedro Passos Coelho anunciou hoje implica o recurso à máquina calculadora. As contas envolvem o salário mínimo nacional e o subsídio de Natal. Refira-se que o detalhe técnico da medida ainda está a ser preparado pelo Governo. Por exemplo, imagine que o seu subsídio de Natal é de 700 euros. Pegue neste valor e subtraia 485 euros, que é o salário mínimo. A conta dá 215 euros. Último passo: divida os 215 euros por dois. Contas feitas, quem tem um subsídio de Natal de 700 euros vai pagar um imposto extraordinário de 107,5 euros - equivale a 50% do valor do subsídio de Natal que fica acima do salário mínimo. Para um subsídio de Natal de 1.000 euros, mantém-se o cálculo. Subtrai-se 485 euros e a conta dá 515 euros. O imposto extraordinário vai equivaler a metade destes 515 euros, ou seja, 257,5 euros. No caso de quem tem um subsídio de 1.500 euros, subtrai-se 485 euros e a conta dá 1.015. Divida este valor por dois e chega a 507,5 euros, que é o valor do imposto extraordinário. Para calcular o seu caso específico, basta repetir a fórmula aplicada nos exemplos anteriores. A medida incide sobre todos os rendimentos que estão sujeitos a IRS. O imposto não é aplicado directamente sobre o subsídio de Natal: equivale é a 50% do valor do subsídio que fica acima do salário mínimo. Os detalhes técnicos da medida vão ser conhecidos nas próximas duas semanas, segundo disse hoje o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. As dúvidas que ainda existem podem então ser tiradas - uma das questões que se coloca é se o imposto extraordinário vai ser pago de uma só vez ou de forma faseada.
                                                        
Miguel Beleza admite que novo imposto pode não chegar
                                                                            
Ex-ministro das Finanças considera que os dados da execução orçamental do início do ano "foram maus". Miguel Beleza admite, em entrevista à Renascença, que a contribuição especial anunciada pelo Governo pode não ser suficiente para garantir um défice de 5,9% no final do ano. “Eu quero crer que com este aumento de impostos e a redução de despesa que vai ser anunciada em breve, nós conseguiremos chegar lá, mas oxalá eu não esteja enganado, porque se estiver não sei se é possível outras medidas”, afirma o ex-ministro das Finanças. “Mesmo com isso vamos a ver se não temos problemas mais para o fim do ano. Aquilo que tinha sido anunciado é que os números execução orçamental do início do ano eram bons, mas não foram, foram maus”, assinala. Miguel Beleza considera desagradável, mas inevitável o aumento de impostos anunciado esta quinta-feira pelo primeiro-ministro Passos Coelho. O défice do primeiro trimestre foi “muito mau”, o que significa que para cumprir este objectivo é preciso melhorar muito nos próximos trimestres”, sublinha.
                                                                           
Agravamento do IRS inclui mais-valias
                                                                                          
"Um trabalhador português que ganhe o salário mínimo terá um agravamento de zero", explica o ministro das Finanças. O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, esclareceu hoje que as mais-valias serão sujeitas a tributação no âmbito das medidas de "agravamento do IRS" anunciadas pelo Governo. "A medida que foi anunciada relativamente ao agravamento do IRS não se limita ao rendimento dos trabalhadores, engloba todo o rendimento que é coberto e sujeito a englobamento no IRS (...) engloba as mais valias. As mais valias estão cobertas na base sujeita a englobamento no IRS", disse o ministro, no debate sobre o programa do Governo. Respondendo a uma pergunta formulada pelo líder da bancada do PCP, Bernardino Soares, Vítor Gaspar reforçou: "Os rendimentos que é possível englobar são os rendimentos sujeitos a englobamento em IRS". O titular da pasta das Finanças esclareceu ainda que a contribuição especial para o ajustamento orçamental pedido aos contribuintes este ano não se trata de "um corte de 50% no subsídio de Natal". "É um agravamento do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares que implicará um corte de 50% no subsídio de Natal acima do salário mínimo. O que quer dizer que um trabalhador português que ganhe o salário mínimo terá um agravamento de zero", reforçou. Nesse sentido, prosseguiu, "a população que tem um agravamento de zero é uma parte dos sujeitos passivos de IRS, cerca de um terço, e é uma parcela ainda maior dos portugueses que beneficiam de pensões, cerca de dois terços".
Em resposta a uma pergunta formulada pelo deputado do partido ecologista "Os Verdes" José Luís Fernandes, Vítor Gaspar admitiu que "poderá existir uma abertura parcial à participação privada" nas Águas de Portugal, no âmbito de uma intenção do executivo de consolidar o sector. "A intenção declarada deste governo é a consolidação do sector, a simplificação da multiplicidade infinda de entidades com actividade nesta área. De entre esse processo de consolidação poderá existir uma abertura parcial à participação privada", disse, no debate parlamentar sobre o programa do Governo. Vítor Gaspar salientou, porém, que uma eventual abertura à participação privada terá sempre em conta "claramente a importância central" do sector "como fornecedor de um bem essencial às populações". O ministro indicou ainda ser intenção do Governo disponibilizar "numa base regular" informação sobre a execução orçamental. "Para ter credibilidade é necessário ter uma política sistemática de verdade e transparência. Só assim é possível assegurar a responsabilização democrática (...) Procuraremos realizar estes princípios abstractos de forma bastante concreta. Por exemplo, trabalharemos o mais depressa possível para que numa base regular seja disponibilizada informação sobre a execução orçamental, numa base de caixa, e simultaneamente publicar uma estimativa de contas nacionais", afirmou.
                                                                   
Passos Coelho deixa em aberto futuro dos estaleiros de Viana
                                                                                                       
Primeiro-ministro diz que os estaleiros não têm tido nos últimos anos "encomendas a preços competitivos que possam representar uma receita sustentável para os próximos anos. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não foi taxativo sobre o futuro dos estaleiros de Viana do Castelo, quando questionado sobre o assunto no debate do Programa do Governo, no Parlamento. “Os estaleiros de Viana do Castelo não têm hoje, como não têm tido nos últimos anos, garantidas encomendas a preços competitivos que possam representar uma receita sustentável para os próximos anos”, afirma Passos Coelho. O chefe do Governo refere que, nos últimos anos, “os estaleiros transitaram para as indústrias de defesa porque foi essa a única forma que o Estado encontrou de criar uma responsabilidade pública no financiamento daquela empresa e garantir que durante mais alguns anos ela teria actividade sustentada pelo Estado”. Passos Coelho adverte que “não é esse o horizonte do programa que foi estudado ainda pelo anterior Governo e que está em execução”. O primeiro-ministro adianta que o Governo vai analisar esse programa “com detalhe e, tão rapidamente quanto possível”, para “dar uma resposta sobre a forma como vai conduzir o problema dali para a frente”. Neste debate do Programa do Governo, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, foi depois ainda mais vago, ao dizer que o Governo vai estudar o programa de recuperação dos estaleiros navais antes de tomar qualquer decisão.
                                                                                          
Candidatos à liderança do PS condenam novo imposto
                                                                                            
"A medida actua indiscriminadamente sobre rendimentos a partir de um valor muito baixo”, diz Francisco Assis. António José Seguro diz que, com ele, o PS vota contra o corte no subsídio de Natal. Os candidatos a líder do Partido Socialista, António José Seguro e Francisco Assis, criticam o novo imposto anunciado hoje pelo primeiro-ministro, no debate do Programa do Governo. Francisco Assis, antigo líder parlamentar do PS, condena “uma medida que actua indiscriminadamente sobre rendimentos a partir de um valor muito baixo”. “Isto contraria tudo aquilo que o PSD foi dizendo no passado”, acusa Francisco Assis, que assinala que a primeira medida conhecida é um aumento da receita fiscal e não no sentido da redução da despesa pública. O outro candidato à liderança do PS, António José Seguro, é mais duro e diz que, com ele, o PS vota contra o corte no subsídio de Natal. “Eu estou profundamente chocado com o anúncio deste imposto. Este imposto revela uma enorme sensibilidade social e, como disse o Sr. Presidente da República no dia em que tomou posse, há limites para os sacrifícios”, afirma António José Seguro.
                                                                       
Novo imposto preocupa comércio, hotelaria e restauração
                                                                                              
Nuno Fernandes Thomás, vice-presidente da Associação Comercial de Lisboa, diz que esta medida “poderá ser fatal” para muitas lojas que já estão a atravessar momentos muito difíceis. Nuno Fernandes Thomás, vice-presidente da Associação Comercial de Lisboa, diz que esta medida “poderá ser fatal” para muitas lojas que já estão a atravessar momentos muito difíceis. As associações dos sectores do comércio, hotelaria e restauração prevêem uma quebra importante no consumo devido ao novo imposto anunciado hoje pelo Governo. Nuno Fernandes Thomás, vice-presidente da Associação Comercial de Lisboa, diz que esta medida “poderá ser fatal” para muitas lojas que já estão a atravessar momentos muito difíceis. “As consequências, mais uma vez, vão ser ao nível do consumo e, sobretudo, numa altura do ano que para os comerciantes e para todo o sector do retalho, porque é uma altura em que tradicionalmente os portugueses fazem as compras de Natal”, Nuno Fernandes Thomás. José Manuel Esteves, secretário-geral da Associação de Hotelaria e Restauração, diz que esta é uma má notícia para o sector. Uma forma de minimizar o efeito na hotelaria é no Natal os portugueses passarem férias em Portugal.
António Sampaio Matos, da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, afirma que as vendas nos centros comerciais deverão cair metade nos meses de Novembro e Dezembro. O novo imposto que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje, no Parlamento, implica o recurso à máquina calculadora. As contas não são difíceis e envolvem o salário mínimo nacional. Refira-se que o detalhe técnico da medida ainda está a ser preparado pelo Governo. Por exemplo, imagine que o seu subsídio de Natal é de 700 euros. Pegue neste valor e subtraia 485 euros, que é o salário mínimo. A conta dá 215 euros. Último passo: divida os 215 euros por dois. Contas feitas, quem tem um subsídio de Natal de 700 euros vai pagar um imposto extraordinário de 107,5 euros - equivale a 50% do valor do subsídio de Natal que fica acima do salário mínimo. Este montante acresce aos impostos que o trabalhador já paga actualmente. Para um subsídio de Natal de 1.000 euros, mantém-se o cálculo. Subtrai-se 485 euros e a conta dá 515 euros. O imposto extraordinário vai equivaler a metade destes 515 euros, ou seja, 257,5 euros.
                                                                        
Novo imposto vai penalizar a classe média, alerta Cáritas
                                                                                                  
Presidente da Cáritas Portuguesa ficou satisfeito com as medidas anunciadas no programa de emergência social, que vai entrar em vigor mais cedo do que o previsto. A Cáritas Portuguesa considera que o novo imposto extraordinário, anunciado hoje pelo primeiro-ministro, vai penalizar sobretudo a classe média. “A essa classe [média] fará muita diferença a contribuição pedida, todavia, se for para Portugal se liberte da situação difícil em que se encontra, todos aqueles que têm consciência que depende também de si a solução destes problemas, mesmo que não tivessem contribuído decisivamente para eles, com certeza que darão o seu contributo, apesar do esforço que isso representa”, afirma Eugénio Fonseca, em declarações à imprensa. O presidente da Cáritas Portuguesa ficou satisfeito com as medidas anunciadas no programa de emergência social, que vai entrar em vigor mais cedo do que o previsto, tudo indica no início de Outubro. “Entendemos que este fundo não pode ser apenas para resolver os problemas de ordem financeira , mas também para criar dinamismos na sociedade que levem à envolvência de todos os actores sociais”, sublinha Eugénio Fonseca.
                                                                                               
Fiscalista defende aplicação do novo imposto extraordinário
                                                                                                                 
“Esta medida faz mais sentido do que agravar ainda mais os impostos, porque incide mais sobre quem tem mais rendimentos, de mais categorias. Por isso, é mais justa”, afirma Tiago Caiado Guerreiro. O novo imposto anunciado hoje pelo primeiro-ministro Passos Coelho é uma solução melhor do que aumentar impostos, como o IVA, defende o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro. “Esta medida faz mais sentido do que agravar ainda mais os impostos, porque incide mais sobre quem tem mais rendimentos, de mais categorias. Por isso, é mais justa”, afirma Tiago Caiado Guerreiro, em declarações à imprensa. “ O efeito económico, por seu lado, é relativamente neutral em termos das empresas. Não gerará, em princípio, mais desemprego”, sublinha.
Ainda falta conhecer os detalhes do novo imposto que o primeiro-ministro anunciou hoje, no Parlamento. As dúvidas ainda são muitas sobre esta nova medida de consolidação orçamental. Desde logo, como é que vai ser feita a tributação dos rendimentos do trabalho e das pensões? O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro aponta algumas direcções. “Aos rendimentos de trabalho dependente e aos rendimentos de pensões, poderá ser feito por retenção na fonte de identidades que pagam esses rendimentos: empresas ou o Estado ficam com 50% do rendimento, por exemplo, do 14% mês ou agravam a retenção na fonte várias vezes – isso é uma decisão política – e entregam esse dinheiro ao Estado.” Mas nesta contribuição entram também os rendimentos de capitais, como juros e mais-valias de acções. Tiago Caiado Guerreiro diz que, nestes casos, o imposto pode ser cobrado através de um pagamento por conta, feito com base em estimativas, ou então é feito através do “apuramento do imposto do próximo ano quando a pessoa sabe qual foi o rendimento que teve em termos de trabalho dependente, rendas, juros ou mais valias”.
                                                                               
Sindicatos das polícias entregam reinvindicações ao Governo
                                                                                               
A comissão coordenadora da PSP, GNR, SEF, Guarda Prisional, Policia Marítima e ASAE pede também uma audiência a Pedro Passos Coelho. A comissão que junta sindicatos e associações da PSP, GNR, SEF, Guarda Prisional, Policia Marítima e da ASAE vai enviar a cada um dos quatro Ministérios que os tutelam um caderno reivindicativo. Para além disso, a comissão coordenadora vai também pedir uma audiência ao primeiro-ministro. Estas forças e serviços de segurança querem deixar claras as questões que querem ver resolvidas pelo novo Governo, logo de início. Paulo Rodrigues, o porta-voz da estrutura, sintetiza as contendas em cinco pontos principais.
Gestão de frotas e equipamentos: “Nós consideramos que é importante rever a má política de aquisição e gestão da frota automóvel e de equipamento, bem como uma política que consideramos errada na gestão das instalações policiais”, explicou Paulo Rodrigues.
Menos instalações, mais qualidade: A comissão considera “importante que exista uma reorganização do dispositivo das instalações policiais – preferimos ter menos instalações, mas com muito mais qualidade e de acordo com aquilo que são também as necessidades da população”.
Investigação criminal: “É necessário rever a lei de organização e de investigação criminal e é importante definir fronteiras muito mais concretas”, reivindicam as polícias.
SIRESPE: “É importante também que se avalie o sistema SIRESPE [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal] – nomeadamente no que diz respeito à relação custo/benefício”.
Lei de função pública especializada: “É preciso criar uma lei específica, alternativa à lei de vínculos, carreiras e remunerações da função pública mas específica para as várias polícias”, finalizou Paulo Rodrigues. Os dirigentes dos seis sindicatos e associações estiveram reunidos esta tarde em Lisboa. Amanhã seguem os cadernos reivindicativos para os Ministérios da Administração Interna, Justiça, Defesa, e Economia, bem como o pedido de audiência com Pedro Passos Coelho.
                                                   
PCP quer converter falsos recibos verdes em contratos de trabalho
                                                                                                               
Projecto comunista defende que seja o patrão a ter que provar que não está a empregar falsos recibos verdes. O Partido Comunista quer converter automaticamente os falsos recibos verdes em contratos de trabalho. A bancada parlamentar do PCP não perdeu tempo e já apresentou um projecto de lei no Parlamento. O PCP pretende que, caso um trabalhador esteja há mais de seis meses a passar recibos verdes ao mesmo patrão, e caso dali obtenha mais de 70% do seu rendimento, o seu vínculo passe automaticamente a um contrato de trabalho sem termo. “Entendemos que num momento em que se pretende alterar, para pior, a legislação do trabalho, tem que existir um travão, nomeadamente na situação dos falsos recibos verdes, e repor a legalidade”, afirma a deputada comunista Rita Rato. No último dia da anterior legislatura, um projecto de lei idêntico do PCP foi chumbado na Assembleia da República. Desta vez, os comunistas introduzem uma alteração: será o patrão que tem de provar que não está a empregar falsos recibos verdes. “A novidade, do ponto de vista do projecto, é que o ónus da prova caiba à entidade patronal”, explica a deputada Rita Rato.
                                                                                                         
Plano de verão do Algarve arranca hoje com 32 postos de saúde de praia
                                                                                                  
O plano vai vigorar até 15 de Setembro e visa dar resposta a situações clínicas que possam surgir aos veraneantes. Os postos de saúde vão funcionar 10 horas por dia. O "Plano de Verão 2011" no Algarve arranca esta sexta-feira, primeiro dia de Julho, com 32 postos de saúde de praia. O objectivo é responder a situações clínicas que possam surgir aos veraneantes. "O elevado número de pessoas que se encontram na região algarvia durante esta época do ano faz com que a prestação de cuidados de saúde assuma particular relevância, uma vez que, além de responder às necessidades dos que residem permanentemente na região, torna-se necessário responder às necessidades de todos aqueles que a visitam", refere a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve no seu site. Os 32 postos de saúde de praia vão estar abertos até 15 de Setembro, em colaboração com a Cruz Vermelha, e a funcionar 10 horas diárias, entre as 10h00 e as 20h00. O Algarve é uma das principais regiões turísticas do país e recebe, todos os anos, mais de 5,5 milhões de turistas, sendo que, só em Agosto, recebe dois milhões de turistas. Pequenos acidentes, como traumatismos por quedas, escoriações, equimoses, picadas de peixe-aranha, golpes de calor, queimaduras solares, bem como indisposições resultantes de abusos de exposição ao sol são algumas das principais ocorrências registadas todos os anos nos postos.
                                                                                
Vá de férias tranquilo: PSP e GNR vigiam a sua casa e as estradas
                                                                                     
No ano passado PSP e GNR vigiaram 8.240 residências durante as férias. Registaram um assalto. Com o inicio do mês de Julho, PSP e GNR desdobram-se em operações para garantir a segurança dos portugueses que vão de férias. Esta sexta-feira tem início, por um lado, a vigilância nas estradas, devido ao previsível aumento de tráfego para Sul, este fim-de-semana. Por outro lado, arranca também o programa Chave Directa, de vigilância às casas dos proprietários ausentes. Qualquer pessoa pode aceder ao programa Chave Directa: basta comunicar às autoridades qual o período durante o qual vai estar ausente de casa, com pelo menos 48 horas de antecedência.
GNR explica como vigiam as casas durante a ausência dos proprietários. “É feita uma vigilância, nomeadamente, em períodos de maior risco, como seja o período nocturno. É feito esse contacto com a residência que está desabitada, no sentido de verificar se as portas continuam encerradas, se as janelas não foram violadas”, explica o Major Rogério Copeto, da GNR. A inscrição neste programa, que se prolonga até 15 de Setembro, pode ser feita na esquadra da PSP ou no posto da GNR mais próximo de sua casa ou através da Internet. Operação Férias Seguras na estrada nos próximos três dias. Este fim-de-semana é para muitos portugueses o início de férias. Por isso, a GNR vai reforçar a fiscalização do fluxo de trânsito nos próximos três dias, em especial nos itinerários a caminho do Sul ou a caminho da costa litoral ocidental. GNR revela que comportamentos vão fiscalizar nas estradas. A operação Férias Seguras vai envolver 1.500 militares da GNR, que vão estar particularmente atentos à “prática de velocidades inadequadas, não utilização de cintos de segurança e a ingestão de bebidas alcoólicas antes ou durante a condução”, explica o Tenente-coronel Lourenço da Silva.
                                                                                        
Procura um palácio? Os governos civis estão à venda
                                                                                                              
Para Pedro Passos Coelho, os governos civis deixaram de ter razão de ser. O primeiro-ministro deu ordem ao ministro da Administração Interna para proceder à liquidação do património dos extintos governos civis. A resolução foi hoje publicada em Diário da República e determina também que os diplomas legais, a serem apresentados ao Conselho de Ministros, devem ser aprovados para “produzirem os seus efeitos” a partir de 15 de Outubro. Na mesma resolução em que dispensa os 18 governadores civis, Pedro Passos Coelho dá também instruções a Miguel Macedo para apresentar “com urgência” os diplomas necessários à “ transferência das competências dos governos civis para outras entidades da Administração Pública; à liquidação do património dos governos civis; e à definição do regime legal aplicável aos funcionários” destas entidades, segundo o Público. O primeiro-ministro salientou na resolução que “há anos que os governos civis deixaram de ser estruturas com sentido, utilidade e razão de ser”.
                                                                     
Governadores civis exonerados. Diploma fala de “estruturas inúteis”
                                                                                                                      
Cabe agora ao ministro da Administração Interna transferir actuais competências para outras entidades. Já estão desde hoje exonerados os 18 governadores civis que exerciam funções em Portugal continental. As suas funções ficam para já a cargo dos respectivos secretários. O diploma assinado pelo primeiro-ministro está no Diário da República. Numa linguagem pouco habitual em diplomas jurídicos, a resolução diz que se “pretende assim acabar com estruturas inúteis, desperdício de recursos e uma forma de dar guarida a clientelas políticas dos partidos no Governo”. Até dia 15 de Outubro cabe ao ministro da Administração Interna não só transferir as actuais competências dos governos civis para outras entidades, mas também alienar o património destes organismos e decidir o futuro dos seus actuais funcionários. A extinção dos governos civis será mais tarde proposta em sede de revisão constitucional.
                                                                                               
                                                                                            
                                                                                 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Derrota mal digerida...

Governadores civis demitem-se em bloco
                                                                                                                                              
É a resposta à medida avançada por Passos Coelho, que disse que o novo Governo não vai nomear governadores civis.
                                         
Os 18 governadores civis do país, representantes do Governo nas capitais de distrito, demitiram-se. A confirmação foi dada por fonte do gabinete do Ministério da Administração Interna. É a resposta à medida avançada por Passos Coelho, que disse que o novo Governo não vai nomear governadores civis. Ainda assim, os governadores civis não podem abandonar o cargo de imediato. Luís Fábrica, professor de Direito Administrativo da Universidade Católica Portuguesa, explica que vão ter de esperar por uma substituição ou pela extinção do cargo. “Mesmo que um ou outro governador civil opte por se demitir, terá de assegurar, nos termos gerais, o cargo até à sua substituição e se a sua substituição demorar muito tempo, pois bem, terá de exercer as suas funções enquanto se justificar, porque há aqui um princípio de continuidade que impede que cada titular do cargo pura e simplesmente deixe de o exercer quando quer. Pelo contrário, vai ter de assegurar até ser substituído ou até o cargo ser extinto. Vamos ver o que vai acontecer”, afirma Luís Fábrica. “Não está nas mãos do primeiro-ministro e não está nas mãos do Governo a extinção do cargo de governador civil”, sublinha ainda Luís Fábrica, explicando que isso está dependente de uma revisão constitucional.
                                                                                                              
Bacelar Gouveia fala em “revisão constitucional encapotada”.
                                                                                                                         
O constitucionalista Bacelar Gouveia considera que a decisão do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de não nomear novos governadores civis é imprudente e revela uma espécie de revisão constitucional encapotada.
Bacelar Gouveia critica decisão de Passos Coelho. “Não nomear governadores civis é começar a fazer uma revisão constitucional antecipada, sem a maioria necessária e através de um órgão que não é competente, que é o Governo.” Bacelar Gouveia admite a extinção do cargo, mas, primeiro, aconselha a proceder-se à revisão constitucional. E assinala as suas dúvidas: “Pode haver casos em que não haja ninguém para exercer essas competências”. Uma questão que não é nova: o constitucionalista lembra que, já em 2002, o Governo Barroso/Portas teve o mesmo problema, mas que, “perante a força dos factos, chegou-se à conclusão de que tal não era possível”. Bacelar Gouveia aconselha a que fique tudo como está até à extinção do cargo de governador civil.
                                                                                                                                         
Políticos estão otimistas
                                                                                                                                     
PSD, PS e CDS acreditam que Portugal vai sair da crise, só o PCP insiste na necessidade renegociar a dívida pública. O PSD, PS e CDS estão optimistas e defendem que Portugal vai ser um bom exemplo no que toca ao combate à crise. Paulo Portas, o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, recebeu esta manhã os partidos com assento parlamentar, no âmbito da preparação do Conselho Europeu que começa amanhã em Bruxelas. Luis Queiró, que chefiou a delegação do CDS, diz ainda ser cedo para fazer comparações entre o Governo que saiu e o que entrou. A grande diferença que existe entre um e outro primeiro-ministro, sublinha o centrista, “é que um vai ter que lidar com um acordo e um conjunto de medidas que foram estabelecidas ainda pelo anterior Governo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional e vamos ter que governar no âmbito desse acordo”. Também à saída do Palácio das Necessidades, o PCP insiste na necessidade renegociar a dívida pública. Vasco Cardoso defendeu que Portugal devia apresentar um plano já amanhã, na reunião do Conselho Europeu. “A atitude patriótica que o Governo devia ter”, defende Vasco Cardoso, “seria a de apresentação de uma proposta da renegociação da dívida pública portuguesa”. O comunista acrescenta que deveria ser “uma renegociação que permitisse o crescimento económico e permitisse libertar o país do quadro de juros a que está submetido”. À tarde, Paulo Portas recebe os parceiros sociais no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Habitualmente, estas audiências são com o primeiro-ministro, mas Passos Coelho segue já hoje para Bruxelas para participar na reunião do Partido Popular Europeu. Amanhã será a sua estreia num Conselho Europeu.
                                                                                                           
Auditoria detecta pagamento de 165 mil euros a magistrados já falecidos
                                                                                                                                        
Documento aponta vários "pontos fracos" ao sistema de controlo interno, designadamente por não dispor de informação actualizada sobre os trabalhadores a quem processou remunerações e sobre a sua assiduidade. Uma auditoria da Inspecção-Geral das Finanças (IGF) às despesas da Justiça detectou o pagamento de 165 mil euros de subsídio de compensação a magistrados jubilados já falecidos, por inexistência de comunicação do óbito pelo Instituto de Registo e Notariado. O subsídio de compensação é o suplemento remuneratório mais expressivo - 39 milhões de euros em 2009, num universo acima de quatro mil magistrados. Segundo o relatório da IGF, apesar de ser contrário à lei, a entidade auditada - Ministério da Justiça - efectuou também pagamentos em excesso de 28,8 mil euros (de 2008 a Março de 2010) do suplemento remuneratório para compensação do trabalho para recuperação dos atrasos processuais a oficiais de justiça cuja classificação foi inferior a bom. "Dada a ausência de despacho conjunto dos ministros das Finanças e da Justiça, afigura-se questionável a atribuição de abonos para falhas a um número variável entre 337 e 346 secretários de Justiça (ou substitutos) após 1 de Janeiro de 2009, num total pago de 349 mil euros", lê-se no relatório.
A auditoria conclui que o subsídio de fixação atribuído aos magistrados judiciais e do Ministério Público e do suplemento de fixação dos funcionários judiciais que prestam serviço em comarcas periféricas deviam ter sido tributadas em sede de IRS como trabalho dependente e que o imposto em falta que deixou de ser arrecadado ascende a um valor que se estima em 4,9 milhões de euros (ano de 2009). A auditoria refere ainda que, em finais de 2009, o Ministério da Justiça foi condenado a pagar 40,5 mil euros de juros de mora a três magistrados (aqueles que reclamaram) pelo atraso no pagamento da remuneração por acumulações de funções, em resultado do conhecimento tardio dos pareceres dos Conselhos das Magistraturas e da decisão da tutela, despesa que deveria ter sido evitada. O documento aponta vários "pontos fracos" ao sistema de controlo interno, designadamente por não dispor de informação actualizada sobre os trabalhadores a quem processou remunerações e suplementos e sobre a sua assiduidade. Diz ainda não ser realizado um controlo prévio das folhas de vencimento e comparações frequentes entre os valores pagos e as retenções na fonte e encontrou ainda erros de cálculo de ajudas de custo, entre outros aspectos. A auditoria detectou ainda a aplicação inadequada da despesa com ajudas de custo e transporte, suplemento de fixação e trabalho extraordinário, que impediu a obtenção de poupanças orçamentais de 745 mil euros. A agência Lusa contactou o ex-ministro da Justiça, Alberto Martins, que se escusou a comentar, alegando desconhecer o relatório.
                                                                                                                       
Crédito malparado volta a subir
                                                                                                                                 
No crédito ao consumo, uma em cada seis pessoas não consegue pagar. O crédito malparado aumentou entre empresas e famílias, de acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, hoje divulgado. No primeiro trimestre deste ano, mais de 14% das grandes empresas portuguesas tinham dificuldades no pagamento dos créditos. Outro dado divulgado pelo Banco de Portugal revela que as Pequenas e Médias Empresas (PME) também mostram dificuldades no pagamento dos empréstimos - com 22% das PME com crédito vencido. As famílias estão igualmente a revelar dificuldades: 5,5% tinham, nos primeiros três meses do ano, crédito malparado na habitação. Um aumento de três décimas face ao final de 2010. No crédito ao consumo, o malparado subiu para quase 16%, ou seja, uma em cada seis pessoas não consegue pagar. Mesmo assim, a concessão de empréstimos aumentou para compra de casa, mas diminuiu bastante para o consumo e outros fins. Os empréstimos às empresas também subiram três décimas em Abril face a Março. Ainda assim, os particulares estão a poupar mais. Em Abril, os depósitos cresceram duas décimas face a Março, sendo que a opção dos portugueses vai para os depósitos a prazo.
                                                                                                               
Responsáveis da ERC falharam entrega da declarações de rendimentos
                                                                                                               
Presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social garante que foi um esquecimento. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) está em falta. Ao contrário do que está previsto na lei, quatro elementos do Conselho Regulador da ERC não entregaram as respectivas declarações de rendimentos no Tribunal Constitucional. Falta de declarações foi esquecimento, garante Azeredo Lopes. A notícia é avançada na edição de hoje do Correio da Manhã. Em declarações à Renascença, Azeredo Lopes, presidente da ERC, admite a falha: “Eu, de facto, esqueci-me de entregar as declarações no Tribunal Constitucional”. Azeredo Lopes garante que vai resolver o assunto e lança críticas ao jornal que noticiou o esquecimento. “Isto trata-se, evidentemente, de uma forma muito baixa, na minha perspectiva, de tentar intimidar uma entidade pública no exercício das suas funções”, acusa.
                                                                                                          
Taxas moderadoras? Saiba tudo o que precisa
                                                                                                          
Qual o valor das taxas em vigor? Em que momento devem as taxas ser exigidas? Quais as consequências do não pagamento?
O aumento das taxas moderadoras e a revisão da tabela de isenções são medidas previstas no memorando de entendimento assinado com a troika internacional. Os principais partidos já se comprometeram a aplicar estas medidas, assim como outras, nomeadamente o corte na despesa com medicamentos e uma redução de mais 100 milhões de euros no financiamento dos hospitais em 2012. Face às dezenas de exposições recebidas pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), com dúvidas dos utentes sobre as taxas moderadoras, a ERS elaborou um documento de esclarecimento onde se destaca algumas questões e respectivas respostas:
                                                                                                                    
A quem é exigível o pagamento de taxas moderadoras?
As taxas moderadoras devem ser pagas por todos os utentes. Estão excluídos dessa obrigação os utentes que se encontrem numa das situações previstas de isenção de taxas moderadoras, estabelecidas no n.º 1 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto, tal como republicado pelo Decreto-Lei n.º 79/2008, de 8 de Maio, e com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 38/2010, de 20 de Abril). A isenção tem de ser comprovadaatravés de documentos comprovativos. No caso de isenções que dependam da existência de um diagnóstico de determinada doença ou situação de saúde (doentes portadores de doenças crónicas e grávidas e parturientes), apenas são aplicáveis após o referido diagnóstico e através de documento comprovativo do diagnóstico (§ 7.º da Portaria n.º 395-A/2007, de 30 de Março); No caso de dadores benévolos de sangue (alínea o) do n.º 1 e n.º 7 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto, tal como republicado pelo Decreto-Lei n.º 79/2008, de 8 de Maio) está dependente da apresentação de uma declaração dos serviços oficiais competentes (cartão nacional de dador de sangue), da qual conste:
a) a menção de duas dádivas nos 365 dias anteriores à data do acesso à prestação de saúde; ou
b) que tenham feito, anteriormente, cinco dádivas válidas, nos casos em que estejam temporariamente impedidos, por razões clínicas comprovadas, de doar sangue; ou
c) que tenham feito, anteriormente, dez dádivas válidas, nos casos em que estejam impedidos definitivamente, por razões clínicas comprovadas ou limite de idade, de doar sangue (Despacho n.º 6961/2004, de 6 de Abril);
A lista de doenças crónicas que, por critério médico, obrigam a consultas, exames e tratamentos frequentes e são potencial causa de invalidez precoce ou de significativa redução de esperança de vida, e que constituem motivo de isenção do pagamento de taxa moderadora, são aprovadas por portaria do ministro da Saúde (Portaria n.º 349/96, de 8 de Agosto); Encontram-se fixadas em portaria as regras sobre o cálculo do rendimento dos pensionistas e desempregados, para efeitos de isenção de pagamento de taxas moderadoras (artigo 3.º da Portaria 1319/2010, de 28 de Dezembro).
                                                                                                                       
Em que momento as taxas devem ser exigidas aos utentes?
a) no momento da admissão, no caso de cuidados prestados em serviço de urgência; e
b) no momento imediatamente anterior à prestação do cuidados, no caso de consultas e de meios complementares de diagnóstico; ou
c) após a sua realização, quando o exame ou análise seja efectuado no decurso de um acto para o qual já correspondeu o pagamento de uma taxa moderadora (§ 2.º e 3.º da Portaria n.º 395-A/2007, de 30 de Março).
                                                                   
Em que situações o utente pode beneficiar de redução no valor das taxas moderadoras?
Os utentes com idade igual ou superior a 65 anos beneficiam de uma redução de 50%, sendo certo que a prova deve ser feita através da apresentação de documento de identificação civil (n.º 2 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto, na versão do Decreto-Lei n.º 79/2008, de 8 de Maio);
                                                                                                 
O que acontece se não for paga a taxa moderadora quando devida?
O não pagamento de taxa moderadora legalmente devida decorridos dez dias da data da notificação implica o seu pagamento num valor cinco vezes superior ao inicialmente estipulado, e nunca inferior a €100 (n.º 3 do artigo 158.º do Orçamento do Estado para 2011, aprovado pela Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro). O referido princípio legal apenas poderá ser aplicável a cuidados de saúde prestados a partir do dia 1 de Janeiro de 2011, data de entrada em vigor do referido diploma.
                                                                                                        
Qual o prazo para as instituições do SNS solicitarem aos utentes o pagamento de taxas moderadoras?
Aplica-se, portanto, às taxas moderadoras o prazo de prescrição previsto no artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 218/99, de 15 de Junho, ou seja, de três anos, contados a partir da data da cessação da prestação dos serviços que lhes deram origem. Decorridos os três anos após a data da cessação da prestação dos serviços, e embora a obrigação não seja já exigível coercivamente (v.g. mediante recurso aos tribunais), não deixa a mesma de dever considerar-se uma obrigação natural, a qual, segundo a noção definida no nosso ordenamento jurídico (artigo 402.º do Código Civil) é aquela que se “funda num mero dever de ordem moral e social, cujo cumprimento não é judicialmente exigível mas corresponda a um dever de justiça”. Os utentes, caso entendam justificado e fundamentado, poderão, a todo o momento, proceder ao pagamento das taxas moderadoras em dívida. Estas e outras respostas encontram-se no documento emitido pela ERS, que pode consultar aqui.
                                                                                                      
ONU diz que recessão está a provocar "crise social” em todo o mundo
                                                                                                 
As Nações Unidas advertem que as políticas de austeridade adoptadas em vários países ameaçam o emprego e põem em risco o relançamento das economias. O mundo enfrenta uma “crise social global” emergente provocada pelo desemprego generalizado, o elevado preço dos alimentos e combustíveis e outros efeitos da recessão económica de 2008-2009, alertou hoje a ONU num relatório divulgado em Genebra. No documento, a ONU adverte, por outro lado, que as políticas de austeridade adoptadas em vários países, designadamente em Espanha e na Grécia, ameaçam o emprego e põem em risco o relançamento das economias, potenciando um agravamento da referida crise social. O secretário-geral adjunto da ONU para o desenvolvimento económico, o malaio Jomo Kwame Sundaram, afirmou hoje que os Governos mundiais não estão a conseguir ajudar as 200 milhões de pessoas desempregadas em 2010 e que têm dificuldade em obter alimentos devido ao elevado preço destes.
Segundo Sundaram, a acentuada subida dos preços dos alimentos e dos combustíveis que precedeu a crise financeira mundial fez aumentar o número de pessoas com fome no mundo para mais de mil milhões em 2009, o mais alto de sempre. E a situação pode ser agravada pelas políticas de austeridade, alerta o relatório 2011 do Conselho Económico e Social da ONU, aconselhando prudência aos governos. O relatório frisa que este problema não diz apenas respeito às economias mais desenvolvidas, uma vez que “muitos países em desenvolvimento, nomeadamente os que beneficiam de programas do FMI, também sofrem pressões para reduzir a despesa pública e adoptar medidas de austeridade”. Uma das conclusões do relatório é que os Governos devem poder aplicar, de maneira sistemática, políticas contra-cíclicas. Para isso, prossegue, é “indispensável” rever “a natureza e os objectivos de base das condições” impostas pelas organizações internacionais para dar ajuda aos países em dificuldade.
                                                                                                      
Embaixador de Portugal em Atenas diz que instabilidade vai continuar
                                                                                                         
Na próxima semana, o Parlamento grego vai discutir e aprovar um novo pacote de austeridade. O embaixador de Portugal em Atenas manifesta grande preocupação com a tensão social que se vive na Grécia. Alfredo Duarte Costa diz que a situação nas ruas é hoje calma, depois da aprovação da moção de confiança ao Governo. Mas o embaixador não tem dúvidas de que a instabilidade vai regressar quando o Parlamento discutir, na próxima semana, o novo pacote de austeridade. “Este fim-de-semana poderá ser calmo, mas para a semana seguramente que vai haver mais manifestações. O novo pacote de medidas de austeridade vai ser discutido e votado no Parlamento”, explica o embaixador. Alfredo Duarte Costa considera que a contestação social às medidas do Governo é grande e antevê mais dificuldades. “A situação é extremamente grave. É de aguardar novas dificuldades e novos problemas porque a maioria dos trabalhadores perdeu o 13.º e o 14.º mês, muitos sofreram reduções significativas nos seus rendimentos que, nalguns casos vão até 30%”, sublinha o diplomata. E mesmo "a remodelação e o voto de confiança” ao Governo “não será suficiente para solucionar os principais problemas”, por isso, acrescenta, “é de aguardar que esse movimento de protesto prossiga”.