Nos últimos 25 anos simplesmente nos recusamos a fazer trabalhos menores... Obrigado, ucranianos, brasileiros, russos, etc. para quem viveu na década de 70 e 80, deve dizer já vi isto em qualquer lado... portugueses imigrados em França a fazer o que mais ninguém queria fazer. lembram-se?), pedantes em Portugal, a viverem constantemente acima das nossas possibilidades, e pior ainda, nesta altura dificílima continuamos a exigir uma solução sem querer dar nada em troca nem trocar as regras do jogo mantendo jogadores viciados e sem ideias nos locais de decisão.Depois dos anos 500 e de Cabral, os portugueses voltaram a descobrir o Brasil na avalanche migratória proporcionada pela ditadura salazarista nos anos 30, 40 e 50. Agora, no início do novo milénio, em plena democracia, eis que os portugueses redescobrem (obrigatoriamente, mais uma vez) o Brasil em força pela terceira vez. No meu caso, aos 50 anos vi-me obrigado a emigrar para não acabar os meus dias recorrendo à esmola.
Depois de deixar o Algarve há um ano (nem esperei que me mandassem emigrar...), hoje - Domingo, resolvi dar notícias ao Magazine do Algarve, onde algumas vezes escrevi verdades que fizeram polémica. Estou em Fortaleza, 32 graus, 10h da manhã de frente para o mar, e lá longe minha mente se concentra num lugar chamado PORTUGAL, para muitos um jardim á beira-mar plantado, terra de grandes feitos, terra do FADO (ah grande MARCENEIRO), mas também, terra de tristeza, maledicência, padrasto e carrasco de sua massa cinzenta, a caminho da sua pobreza franciscana por conta de políticos e políticas incompetentes, hipotecando as gerações futuras correndo assim o risco de se transformar em TERRA DE NINGUEM, e a pergunta que não quer calar, e vale um milhão de euros: DE QUEM É EFETIVAMENTE A CULPA?
Inicialmente tudo aponta para os homens de cinzento e preto (se bem que ultimamente há uns mais “coloridos”) que se cruzam numa assembléia dita casa do povo, se movimentam em carros luxuosos e fazem uma dieta á base de uma boa picanha argentina ou de um bacalhau da Noruega, regado com um bom vinho chileno ou francês com um 12 anos a fazer companhia ao tradicional café, (nada de charutos... a malta está de olho, também era demais!) podendo assim mansamente contemplar a majestosa montanha de bosta que serviram aos portugueses com todo o amor e carinho, mas se olharmos com mais atenção e isenção, teremos que perguntar a bem da verdade qual foi o papel dos portugueses nesta crónica de uma falência anunciada, até porque isto tudo não aconteceu da noite para o dia, no mínimo podemos afirmar com toda a certeza que foram todos cúmplices, ou por omissão, comodismo ou também porque fizeram parte da falcatrua pegada que tomou conta do país desde a entrada no famoso mercado comum (futura União Europeia) por mão de MÁRIO SOARES, tornamo-nos num povo preguiçoso (nos últimos 25 anos simplesmente nos recusamos a fazer trabalhos menores... Obrigado, ucranianos, brasileiros, russos, etc. para quem viveu na década de 70 e 80, deve dizer já vi isto em qualquer lado... portugueses imigrados em França a fazer o que mais ninguém queria fazer. lembram-se?), pedantes em Portugal, a viverem constantemente acima das nossas possibilidades, e pior ainda, nesta altura dificílima continuamos a exigir uma solução sem querer dar nada em troca nem trocar as regras do jogo mantendo jogadores viciados e sem ideias nos locais de decisão.
É necessário elaborar uma lista de prioridades, é altura de botar a mão na massa, arregaçar as mangas e trabalhar arduamente que se faz tarde, temos efetivamente um problema de alucinação e acomodação coletiva, acreditando em HARRY PORTER e suas mágicas, há que fazer uma ruptura na vertical vamos ter que fraturar o sistema e para isso acontecer é necessário, aliás, indispensável formar um MSN- MOVIMENTO DE SALVAÇÃO NACIONAL- a hora é de união, cerrar fileiras, formar um governo de salvação nacional, ir buscar os melhores quadros a todos os partidos e ao setor privado, manter em funcionamento a assembléia da republica, mas suspender qualquer eleição nos próximos dez (10) anos, assim, evita-se perder o foco com disputas eleitorais e promessas demagógicas, privatizar as grandes empresas (EDP, PT, etc.) criar uma comissão fiscalizadora com participação popular para fiscalizar os bancos agregando um aumento nas taxas a cobrar aos mesmos. Ao povo português cabe, poupar em suas despesas e PARAR com o endividamento, trabalhar ao sábado (e porque não em certos domingos?) para aumentar a produção, diminuir os feriados, e agüentar heroicamente e patrioticamente o congelamento de salários, ser solidário, acreditar que o problema de um é de todos e que juntos fazemos acontecer, sem este tipo de atitudes infelizmente não há volta a dar a esta situação.
É ISTO, OU NADA... É PEGAR OU LARGAR (os filhos e netos agradecem)! A bola está na marca de grande penalidade... é só escolher o lado para onde chutar!
...UMA MÃO CHEIA DE VENTO E OUTRA CHEIA DE NADA... mas há algo que todos temos que ter e que é a coisa mais valiosa...VONTADE!
- ÁS ARMAS ÁS ARMAS CONTRA A FALÊNCIA... TRABALHAR, TRABALHAR!
(Leitor identificado)
Os portugueses mais uma vez “descobrem o Brasil”.
A crise econômica que afeta Portugal desde 2008 está levando portugueses a emigrar em busca de melhores condições de vida. Um dos principais destinos desta nova onda é o Brasil, por causa do crescimento da economia brasileira. Ao contrário do que acontecia no século passado, quando portugueses com destino ao Brasil não tinham formação acadêmica – muitos eram semianalfabetos ou analfabetos –, a maior parte dos lusitanos que formam a onda atual têm curso superior. “São pessoas cada vez mais especializadas. Constitui uma de fuga de cérebros, mas desta vez o destino é o Brasil. Não é uma migração dos países menos desenvolvidos para os países ricos, como se dizia nos anos 60″, afirma o cônsul do Brasil em Lisboa, Renan Paes Barreto.
Segundo o serviço consular da representação, o número de pessoas que têm o Brasil como destino vem aumentando. “No ano passado foram cerca de 1,5 mil vistos de trabalho, praticamente o mesmo número de 2009. Este ano, nos primeiros três meses foram 500″, conta o funcionário do consulado responsável pela seção de vistos, José Luiz Neves. Segundo Neves, o número do consulado não é o definitivo. Além da representação de Lisboa, há também a do Porto. E há outras formas de obter o visto de trabalho, através de casamento, por exemplo. “As pessoas normalmente não começam o processo aqui. Aqui é concluído. Começa no Ministério do Trabalho e do Emprego, com o pedido por parte da empresa.” Sobre o perfil do português que busca o visto para trabalhar no Brasil, Neves relata que “são predominantemente engenheiros e técnicos de plataformas de petróleo. Mas há outras profissões, como arquitectos”.
O oficial de náutica Bruno Pereira, de 26 anos, é um dos que fizeram fila no consulado para receber o visto de trabalho. Ele trabalha em navios que fornecem a logística para plataformas de petróleo. “Lá (no Brasil) o negócio do petróleo está muito forte. Em Portugal, não teria chance de conseguir trabalho nessa área”, conta. Pereira, que trabalha para uma empresa alemã, afirma que os salários estão aquecidos no Brasil. “Eu recebo salário europeu. Nas empresas brasileiras, os oficiais de náutica recebem perto de R$ 10 mil por mês, mais previdência privada e seguro de saúde. Nas empresas europeias recebemos um pouco menos do que isso e sem seguro de saúde nem previdência privada”.
Para o arquiteto Pedro Ribeiro, de 40 anos, o Brasil vai ser o caminho para fugir da crise. Especializado em remodelação de interiores, com mais de 15 anos de profissão, ele escolheu o Recife como destino por conta dos contatos profissionais que tem na cidade, muitos dos quais trabalharam em Portugal. O governo propõe investimentos que só uma engenharia de qualidade pode suportar. A engenharia que o Brasil precisa é muito voltada par a construção civil, para a indústria do petróleo e para a energia. Na fila do consulado, ele explicou sua decisão por três razões. “Primeiro, porque é um país que tem forte crescimento econômico; segundo, pela familiaridade da língua; (terceiro) por questões familiares, porque eu sou casado com uma brasileira.” Ribeiro comparou a situação portuguesa atual com a de 2007, de antes da crise internacional. “Estamos agora com metade da quantidade de trabalho e metade das margens de lucro”.
Apesar da alta demanda por engenheiros no Brasil, o presidente da Ordem dos Engenheiros de Portugal, Carlos Matias Ramos, diz que é difícil ter dados exatos sobre o número de profissionais lusos que atravessaram o Atlântico. A única forma de conhecer esse número é através dos pedidos de inscrição no sistema Confea/CREA, os conselhos de engenharia e arquitetura brasileiros. No final do ano passado havia pelo menos 1,2 mil engenheiros portugueses praticando engenharia no Brasil, diz Matias Ramos. O chefe da Ordem acredita que o número de engenheiros portugueses no Brasil vai aumentar. “O PAC 2 propõe investimentos que só uma engenharia de qualidade pode suportar.” Por outro lado, ele diz que muitos engenheiros portugueses enfrentam problemas para ter seus títulos reconhecidos no Brasil e que, em alguns casos, se forem cumpridas todas as exigências, “o reconhecimento do título de engenheiro pode levar 24 meses”.
Em outros casos, como o da mestranda Graça Rodrigues, que está se especializando em museologia, os planos de quem deixa Portugal “não têm a ver com a falta de emprego”, e isso com a oportunidade de ampliar os horizontes. Com uma bolsa de estudos para estudar três meses na Bahia, ela diz quer ver como está o mercado profissional brasileiro em sua área, a de produtora de exposições. “Isso não tem a ver com falta de emprego. Eu trabalho numa galeria de arte em Lisboa”, afirma. A escolha da Bahia se deve à sua formação em História da Arte com especialização no barroco. “O Brasil tem um trabalho muito forte sobre o barroco. Gostaria de estabelecer uma relação entre as universidades de lá com equipes portuguesas de universidades portuguesas para trabalharem em conjunto.”
Fonte - BBC / Brasil








