Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sábado, 8 de agosto de 2009

Turismo do Algarve com nova presidência

António Pina renuncia por “impedimento legal”

Nuno Aires, 38 anos, foi ontem empossado presidente da direcção do Turismo do Algarve, na sequência do «impedimento permanente» do presidente cessante.

Licenciado em Ciências da Comunicação, ex-administrador de empresas, antigo dirigente da ANJE e vice-presidente do Turismo do Algarve desde 2007, Nuno Aires assume agora a presidência do órgão executivo do organismo até ao termo do actual mandato (2012). São vice-presidentes da direcção da entidade regional de turismo Helena Mak, Almeida Pires, Fernando Anastácio e Luís Tavares.
Depois de ter explicado detalhadamente os motivos do abandono, que se prenderam com a sua reforma antecipada e com a impossibilidade jurídica de exercer funções remuneradas na Administração Pública, António Pina, ex-presidente do Turismo do Algarve, mostrou confiança na nova equipa à passagem do testemunho: “Tive muito gosto no que fiz, em estar com esta equipa, ter construído um projecto”, disse, emocionado, na hora do abandono.
O mandato de António Pina foi aliás elogiado por vários dos membros da Assembleia presentes, bem como a forma como conduziu o processo de renúncia.

“Devo elogiar a clareza de António Pina, por não usar meios legais ou pseudo-legais como tantos outros têm feito por esse país fora, para tentar prolongar a situação”, afirmou o presidente da Mesa da Assembleia Geral, Elidérico Viegas, que esteve para concorrer directamente contra Pina nas últimas eleições ao órgão regional.
Pina explicou aliás após ter recebido indicação do gabinete do Primeiro-Ministro de que nada havia a fazer quanto ao impedimento legal (a Caixa de Aposentações admite situações de acumulação de reforma e ordenados na Administração Pública, por indicação expressa do PM, mas não em reformas antecipadas, caso de Pina) que poderia ter ‘arrastado’ o processo, solicitando pareceres ao Tribunal Constitucional ou à Procuradoria-Geral da República, mas preferiu evitar o terreno ‘desconfortável e pantanoso da dúvida’.
Questionado por António Goulart, da União dos Sindicatos do Algarve, sobre os eventuais efeitos da situação de impedimento sobre decisões já tomadas durante o seu mandato, Pina respondeu: “Espero que nenhuns”, uma vez que poderia vir a colocar-se a questão de os actos praticados durante o seu exercício serem questionados do ponto de vista da validade jurídica.
António Pina foi ‘forçado’ a renunciar ao mandato, após ter recebido uma carta em Maio deste ano da Caixa Geral de Aposentações, dando conta da incompatibilidade.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Listas para deputados viram PSD à direita

«Há nomes inenarráveis nas listas de Ferreira Leite»

O antigo secretário-geral do PSD crítica opções de Ferreira Leite. Pedro Silva Pereira, fala em «saneamento político» de Pedro Passos Coelho. Para o Algarve, foi enviado um ilustre desconhecido para cabeça de lista.
Bota é só número 2...

O antigo secretário-geral do PSD, Ribau Esteves, afirmou à TSF que «há nomes inenarráveis nas listas do PSD». No rescaldo da apresentação da lista para as eleições legislativas, Ribau Esteves critica as opções de Manuela Ferreira Leite. O antigo secretário-geral diz mesmo que existem nomes que não merecem estar entre os candidatos do PSD à Assembleia da República. «Há nomes inenarráveis. Considero que o Dr. Pacheco Pereira é dos sociais-democratas que mais mal tem feito ao partido nos últimos seis, sete anos e dar-lhe um prémio de ser cabeça-de-lista de um distrito tão importante como o de Santarém é um objectivo absurdo», explica.
Ribau Esteves diz ainda que «limparam um dos melhores deputados à Assembleia da República, o Dr. Luís Montenegro» e que espera que estes nomes não comprometam os resultados eleitorais do partido. «Devo dar nota da minha preocupação e do meu lamento porque acho que a direcção-geral do partido não usou as listas para fortalecer o PSD como instituição e equipa de trabalho», declarou à mesma rádio.

Ferreira Leite tem «espírito vingativo»

Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência e cabeça de lista pelo PS às legislativas, por Vila Real, comentou esta quarta-feira a ausência de Pedro Passos Coelho das listas do PSD. O socialista acusou Ferreira Leite de ter um «espírito vingativo» e ter «saneado politicamente» Passos Coelho.
Silva Pereira considerava que com Passos Coelho a cabeça de lista pelo PSD em Vila Real haveria «um confronto muito estimulante». Em declarações à Lusa o ainda governante defendeu: «Para além do sectarismo que é óbvio, esta decisão revela sobretudo o espírito vingativo com que a doutora Manuela Ferreira Leite exerce o poder que lhe dão». Em seguida acrescentou que «sem prejuízo naturalmente, e com o devido respeito, pelo doutor Montalvão Machado que será o cabeça-de-lista do PSD, por quem tenho toda a consideração, apesar de não recordar nada que possa ter feito pelo distrito de Vila Real».

Da Zezinha ao filho de Menezes, com Bota em segundo pelo Algarve

O PSD divulgou esta quarta-feira as listas completas às próximas eleições legislativas. Muitos dos nomes já eram conhecidos, mas não deixa de haver algumas surpresas.
Desde logo, fica esclarecido que Maria José Nogueira Pinto surge em quarto lugar (e não em segundo) por Lisboa, atrás de Ferreira Leite, Marques Guedes e José Matos Correia. Quem está em risco de deixar de ser deputada é Zita Seabra, uma vez que surge em 16º lugar. Se o PSD conseguir conquistar a capital, pode não haver risco, mas em 2005 conseguiu doze deputados e este ano Lisboa perde um mandato.
Percorrendo todos os círculos eleitores, surgem nomes que saltam à vista em lugares elegíveis. Desde logo, no Porto, surge Luís Filipe Valenzuela Menezes, filho do presidente da câmara de Gaia, num muito respeitável oitavo lugar, quando nas últimas eleições os sociais-democratas conseguiram doze. Mais abaixo, e em princípio fora da abrangência de eleição, em 16º, vem Tiago Vasconcelos, filho do presidente da câmara da Trofa. Por Braga, surge Fernando Fernandes Ribeiro, filho do presidente da câmara de Barcelos, num mais do que elegível quarto lugar (em 2005 o PSD conseguiu sete deputados).
No próximo Parlamento vão surgir caras tão diversas como o líder dos TSD, Arménio Santos, os controversos António Preto e Helena Lopes da Costa, assim como o ex-ministro da ciência Pedro Lynce. O líder da JSD, Pedro Rodrigues, surge na lista de Braga, que é liderada por João de Deus Pinheiro.
Para encabeçar a lista pelo Distrito de Faro, Ferreira Leite não encontrou nenhum algarvio com currículo... Socorreu-se de Bacelar Gouveia - um ilustre desconhecido para os algarvios, colocado no primeiro lugar, com Mendes Bota em segundo (?), enquanto que Pacheco Pereira é o destaque inspirador da sua lista para Santarém. A estrutura regional do PSD/Algarve não gostou da nomeação de um desconhecido para encabeçar as listas pela região. Diz que é "mau serviço ao Algarve" e uma oportunidade perdida.
A lista aprovada pela Comissão Nacional ratificou na totalidade a que já tinha sido apresentada pela Comissão Política Distrital, que tinha à cabeça Mendes Bota, seguido de Elidérico Viegas, Antonieta Guerreiro, Carlos Silva e Sousa, Alberto Almeida, Maria João Caetano, Fábio Bota (JSD), António Cabrita, Graça Pereira, Nuno Rio (JSD), Inês Cabrita, Mário Cintra e José Valentim Rosado. Só que por inerência às quotas femininas, Elidérico Viegas desce, e (a desconhecida) Antonieta Guerreiro passa para terceiro lugar, imediatamente a seguir ao líder, um lugar perfeitamente elegível.
Comentários para quê? É uma lista do PSD!

terça-feira, 21 de julho de 2009

PS/Algarve avança com nomes

Miguel Freitas cabeça de lista para deputados

A Federação do PS/Algarve aprovou este fim-de-semana a lista de candidatos algarvios às Eleições Legislativas. Freitas lidera mas há novidades.

Segundo o Observatório do Algarve, e por esta ordem, Miguel Freitas (actual líder do PS/Algarve), Isilda Gomes (governadora civil), Jamila Madeira (ex-eurodeputada), Hugo Nunes (concelhia de Loulé), Fernando Anastácio (concelhia de Albufeira), Esmeralda Ramires (deputada) e Manuel Marreiros (ex-autarca de Aljezur) como independente, foram os principais nomes elegíveis e aprovados na reunião do órgão máximo distrital.

Notícia completa em: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?site_lang=pt&noticia=30624

terça-feira, 9 de junho de 2009

O ano de “corta-fitas”

Inauguração de Escola dá lugar a Comício

O Presidente da Câmara de Castro Marim aproveita a inauguração da Escola EB1 de Altura para fazer comício eleitoral do PSD.

A secção do PS de Castro Marim, denuncia a falta de ética política do presidente da Câmara Municipal, José Estevens, ao aproveitar a inauguração da Escola EB1 de Altura para promover um autêntico meeting eleitoral.
No comunicado emitido pelos socialistas de Castro Marim, durante a cerimónia solene, “o autarca comprometeu-se na construção de diversos equipamentos para servir a Freguesia de Altura, entre os quais, um Pavilhão Desportivo e uma Piscina, sem demonstrar o minimo pundonor político, tendo conhecimento que esses mesmos compromissos já tinha sido assumidos, anteriormente, pelo candidato do PS à edilidade castromarinense, e amplamente divulgados através dos outdoors instalados pela candidatura, na localidade”.
O PS condena igualmente “a forma deselegante, disparatada mesmo, como o presidente do município de Castro Marim reagiu à presença do candidato socialista, Almeida Martins, e de outros alturenses que quiseram participar na cerimónia de inauguração deste equipamento tão importante para a freguesia, ao insinuar que ali estavam sem terem sido previamente convidados.
A situação seria caricata se não fosse de extrema gravidade, uma vez que a presença da população num acto público destas característica está absolutamente justificada, independentemente de lhes ter sido endereçado um convite ou não. E ainda mais quando a construção do estabelecimento de ensino que estava a ser inaugurado se devia, em grande medida, ao altruísmo de três alturenses que cederam os seus terrenos gratuitamente, entre os quais se inclui o médico Almeida Martins, candidato do PS à câmara castromarinense”.
Por último, o comunicado do PS quer alertar a população do concelho de Castro Marim para “a prática claramente eleitoralista que está a ser adoptada pelo actual presidente do município e exorta a que não se deixem manipular por quem assume compromissos nos períodos eleitorais e não os esquece no momento em que sobe ao poder”.

terça-feira, 24 de março de 2009

Vitorino em pré-campanha

Vereador da Câmara de Faro acusa...

“José Apolinário e PSD aprovaram gastos ruinosos no Mercado Municipal superiores a 100 mil euros, que deveriam ser o governo a suportar”.

O comunicado enviado pelo actual vereador da Câmara de Faro, José Vitorino, é claro: “Com o apoio dos Vereadores do PSD, o esbanjamento, a politica financeira ruinosa e subordinação politico-partidária do Dr. José Apolinário ao Governo continua, agora no Mercado Municipal. Aliás, o PSD tem um representante seu no Conselho de Administração do Mercado. A situação financeira do Mercado Municipal é muito grave, podendo mesmo ser de ruptura ou pré-falência real”.
Sobre a matéria, Vitiorino diz que já fez vários requerimentos, “mas José Apolinário passados meses ainda não respondeu. As promessas do Mercado que estaria concluído no final de 2005 vão com um atraso superior a 3 anos e os actos de má gestão acumulam-se.Primeiro, foram os 8,7 milhões de euros de suprimentos (empréstimos) que numa operação ruinosa e apesar da grave situação financeira a Câmara queria fazer ao Mercado, votados pelo Dr. José Apolinário e pelo PSD. Por isso, fui contra os suprimentos, que vieram depois a ser chumbados pelo Tribunal de Contas”.
O vereados na oposição acrescenta que “na reunião de Câmara desta semana, estando a Loja do Cidadão a instalar-se e devendo ser o Governo a suportar os custos das obras de adaptação para instalação desses serviços, foi decidido pelo Dr. José Apolinário e pelo PSD que é o Mercado que vai suportar um custo que pode ultrapassar os 100.000euros.
Com estas práticas, muitas delas com o apoio do PSD como é o caso presente, os problemas financeiros vão-se agravando, com prejuízo para o Município e para os Munícipes, o que é inaceitável e tem de ser denunciado”, conclui José Vitorino.

... e Macário a pensar em Faro

Faro perde INATEL

Em comunicado, Macário Correia acusa que “prosseguindo a política deste Governo, com o consentimento dos actuais órgãos autárquicos de Faro, mais uma vez a capital algarvia volta a perder um serviço público”.

“Desta vez será o INATEL, cuja delegação a partir de Abril perde o formato de serviço desconcentrado em Faro, passando para Évora. O Instituto do Desporto foi para Portimão, o Tribunal Administrativo para Loulé, os serviços veterinários para Lisboa, entre outros que foram esvaziando Faro das suas funções de capital regional. É lamentável a passividade e o consentimento dos actuais órgãos políticos da cidade. Manifestamos a nossa firme contestação a estas atitudes, as quais não consentiríamos, nem consentiremos no futuro.
Também durante a tarde de sábado, no Museu Municipal de Faro, realizou-se um colóquio, do ciclo “Pensar Faro”, organizados por esta candidatura. Do debate realizado, resultaram algumas conclusões, das quais se destacam “a urgente necessidade de se realizar um Plano Estratégico para Faro, numa perspectiva de cidade capital, com uma forte inter relação com Loulé e com Olhão, definindo infraestruturas comuns e organizando uma rede de transportes adequada. Deve-se desenvolver uma filosofia de expansão de Faro, através de um Plano de Urbanização que ordene globalmente a evolução da cidade".
Macário acrescenta que "os Planos de Pormenor e de Urbanização, em elaboração há muitos anos, não se podem arrastar, sem a sua rápida conclusão, e têm de ser enquadrados num planeamento global da cidade, caso contrário são peças desgarradas e sem nexo de conjunto. Para Faro se afirmar como capital regional precisa de criar uma nova estação intermodal (ferroviária e rodoviária) e com boa relação com o Aeroporto. As actuais estações ferroviária e rodoviária não fazem sentido na actual localização. É preciso pensar mais alto e com visão de futuro.A Câmara Municipal tem que criar soluções urbanísticas com terrenos para equipamentos públicos essenciais para as funções de uma capital, evitando a saída sucessiva de instituições para outros Concelhos. O vasto património cultural de Faro, tem que se afirmar como uma vantagem competitiva, na afirmação de capitalidade de Faro. É preciso acentuar as relações de Faro com o mar, com a frente ribeirinha, e com as suas ilhas, criando ligações permanentes de Faro com a Culatra”.

“Silves em Perspectiva”

Chegou a hora de Isabel Soares prestar contas

Volta pelo Concelho permitiu ver desenvolvimento que o actual executivo imprimiu ao município.

A Câmara de Silves convidou a Comunicação Social para uma visita a diversas infraestruturas em desenvolvimento no concelho, numa abordagem a uma série de temas que se integram nas preocupações centrais da autarquia.
Neste momento, entendeu o executivo ser hora de ver em termos concretos, e permitindo que as obras ligadas a essas temáticas fossem vistas in loco, quer pela Presidente do Município e Vereadores, quer pelos Presidentes de Junta de Freguesia e membros da Comunicação Social.
Para Isabel Soares, “além de uma evidente vocação turística, o concelho de Silves apresenta condições únicas para que nele se possam desenvolver projectos de grandes dimensões, geradores de riqueza, promotores de emprego e potenciadores de um crescimento sustentado/sustentável, que estimule a criação de estruturas produtivas viáveis, a preservação dos recursos naturais/ambientais, a revitalização do tecido social e económico e a melhoria do bem-estar das populações e que, sobretudo, promova aquilo que a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas defende, ou seja, que se ponha em marcha um conjunto de processos e atitudes que atenda às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades”.
A autarca tem trabalhado no sentido de promover a imagem de prestígio do concelho e de incentivar as iniciativas de privados que se enquadrem nesta linha orientadora - promover a qualidade. Pretende que o Município de Silves seja visto como uma referência na implementação de estratégias e soluções aptas a reforçar a competitividade/atractividade do território que abrange.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Ensaios governativos...

Canal TV LepeVisión entrevista Isilda Gomes

Governadora Civil de Faro elogia executivo de José Sócrates pelas políticas de educação/formação e investimentos feitos na região.

A Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, considerou ontem, em entrevista à estação de televisão espanhola LepeVisión, que as políticas de educação/formação desenvolvidas pelo Executivo de José Sócrates constituem um dos mais importantes investimentos feitos nos últimos quatro anos, no nosso País.
Na entrevista ao jornalista António Suárez Candilejo, a ser emitida na íntegra no próximo dia 24 deste mês, pelas 19h30 (hora espanhola) durante o programa “Sin Frontera”, Isilda Gomes considerou que a intervenção do Governo na área da educação representa um grande esforço “no combate ao défice de qualificação” no nosso País, o qual está a ter resultados muito positivos.
Isilda Gomes, que a título de balanço dos quatro anos de Governação socialista destacou também os investimentos feitos na melhoria das vias de comunicação, frisou a atenção especial que o Governo tem dado ao Algarve, nomeadamente no que concerne à concretização de projectos importantes para a região, como a construção do Hospital Central, investimento que ascende aos 350 milhões de euros, bem como a requalificação da EN 125, cuja intervenção atingirá os 250 milhões de euros.
A concluir a entrevista ao canal espanhol, realizada na sequência de uma primeira presença no programa “Sin Frontera”, no dia 19 de Janeiro, a Governadora Civil de Faro anunciou ainda que está ser preparado um plano de prevenção da sinistralidade rodoviária e criminalidade em geral para a época da Páscoa no Algarve, período em que! se verifica um intenso movimento turístico na região, nomeadamente devido à forte procura deste destino de férias por parte dos espanhóis.

quinta-feira, 12 de março de 2009

EXCLUSIVO: Algarve Reporter / Jornal Avezinha

Ana Vidigal desmente boatos

“Não sou candidata pelo CDS/PP, e pugnarei por uma mudança”.

Na sequência dos boatos que circulam pelos meandros de Albufeira, com pequenas notícias que davam como certa a candidatura da ex-vereadora Ana Vidigal, à presidência da Câmara de Albufeira nas próximas eleições autárquicas, a actual presidente da FRAPAL desmente que “não encabeço qualquer projecto político neste momento, muito menos do CDS/PP com quem nunca tive qualquer contacto nem a nível regional nem nacional”, diz peremptoriamente.

Ana Vidigal, casada e mãe de três filhos, exerce advocacia, sendo mestranda no Curso de Administração e Desenvolvimento Regional pela Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, desenvolvendo intensa actividade como presidente da Federação Regional das Associações de Pais do Algarve, a par de outros cargos no movimento associativo algarvio.
A ex-vereadora na Câmara de Albufeira no mandato de 2002/2005 que teve a seu cargo os pelouros da Cultura, Acção Social, Juventude e Família, entre outros (num total de 13...), tem de momento “uma visão política exclusivamente e só como mera cidadã”, já que se desfiliou do PSD desde 2008. Contudo, Ana Vidigal não enjeita responsabilidades pela sua actividade no passado.
“É verdade que tenho sido abordada por muitas pessoas no sentido de me candidatar e ser mais interveniente, mas não é esse o meu objectivo prioritário".
E a ex-vereadora afirma que a sua "acção cívica não se esgota na política, contudo, estou disponível para fazer parte de grupos de reflexão que possam constituir uma mais valia para o Concelho, porque Albufeira não é só a cidade. Sei que tenho a confiança das pessoas e das instituições, reconhecida no trabalho realizado, mas em política é preciso muito mais. Respeito pelo próximo, lealdade e solidariedade, defesa da justiça, da dignidade e da igualdade de oportunidades, como foram as que nortearam as minhas acções, em função da comunidade que me elegeu. Confirmei o quanto é importante dar voz aos outros, a todos, respeitando as diferenças e as várias diversidades”.
Com o aproximar do acto eleitoral, e pelo facto do seu mediatismo junto da população ser um facto inquestionável, tem-se esboçado por Albufeira movimentos centrados no associativismo, no sentido de convencer a ex-vereadora a estar presente na disputa das próximas Eleições Autárquicas encabeçando uma lista como independente. Mas Ana Vidigal desmente essa possibilidade. “É um facto que eu tenho alguns apoios e algumas ideias para o futuro de Albufeira, numa perspectiva inovadora e de mudança, mas não devo avançar com isso já. Acho mesmo que é indispensável elaborar um Plano de Desenvolvimento Estratégico, eventualmente com recurso também à Universidade do Algarve, com visão profunda, ideais, objectivos e estratégias de Desenvolvimento a curto, médio e longo prazo, tendo em conta o aproveitamento da versatilidade e centralidade de Albufeira, do mar, do barrocal, da história, da luz, do clima, do sol. Uma Cidade ao Sul, uma cidade turística, entreposto de culturas, de saberes e de oportunidades, com estratégias definidas de desenvolvimento que assentassem em vários vectores: Identidade, Cidade Turística e Cultural; Mar e Barrocal; Albufeira no País e Internacional. Com melhor gestão do território e garantia de sustentabilidade ambiental, maior dinamização da economia criando emprego, melhor Ensino, melhor e mais Saúde com mobilidade de qualidade e garantia de sustentabilidade económica e social. Prevejo mesmo uma ‘Albufeira dos 5 A’s’, tal como as pontas da sua emblemática Estrela do Mar: Acolhedora, Ancestral, Altiva, Animada e Activa. Esta imagem deverá cada vez mais ser vincada no espírito de todos os munícipes como uma verdade sentida e vivida, e por isso seria conseguida a sua identificação e projecção”.

"Nem sempre estive de acordo com o executivo de que fiz parte, mas entendi que deveria trabalhar em equipe enquanto lá estivesse"

A acção da ex-vereadora como autarca deu-lhe um visão global e politizada das questões, mas o seu afastamento permitiu-lhe novas experiências no terreno, onde Ana Vidigal foi confrontada com a realidade fora dos gabinetes. É ela quem diz, “a população sente que a cidade se descaracterizou, na sua parte histórica, na sua Frente de Mar. Existe actualmente um sentimento de perda muito grande que é urgente reparar e recuperar. Há que recuperar a sua identidade, revalorizá-la. Tudo isto se faz com as forças vivas da cidade, o Movimento Associativo e as organizações, instituições e em grande parte com os agentes económicos e com o tecido empresarial e investidores privados, pois todos devem ser envolvidos, cooperando e participando co-responsávelmente, na construção de um Concelho melhor, potenciador também de uma Região Melhor e de um País desenvolvido. Por outro lado a identidade de Albufeira, passa por reconhecer o mérito do movimento associativo e o extraordinário papel desenvolvido pelos voluntários, na sua função de solidariedade, e missão de bem fazer ao próximo, e pela comunidade, sendo também agentes de desenvolvimento. Os políticos não podem nem devem usar o movimento associativo como suas ‘correias de transmissão’. Foi também por proposta minha, que foi realizada a primeira homenagem aos jovens voluntários do Município cujo lema foi “Ser voluntário é ser Maior”, como reconhecimento e orgulho dos pais, Famílias e da Comunidade, e ainda como incentivo a todos os voluntários que trabalham exaustivamente por uma sociedade melhor”.
Para Ana Vidigal uma coisa é certa, “não há executivos ideais, isso faz parte da utopia política. Há sim quem consiga fazer uma gestão integrada e potenciadora das suas virtualidades. E no caso de Albufeira que se reinvente a cidade e estabeleçam efectivas redes com outras, que potenciem o seu desenvolvimento e afirmem definitivamente o papel que tem na Região. Nem sempre estive de acordo com o executivo de que fiz parte, mas entendi que deveria trabalhar em equipe enquanto lá estivesse. Por isso, o projecto do Museu do Turismo foi proposta minha, assim como a ideia de um museu em Paderne se transformar no Museu do Barrocal vem do tempo em que fui vereadora, sem contudo a terem conseguido ainda concretizar. Hoje, Albufeira precisa realmente de mudança, de competitividade, de inovação, de Juventude formada e competente, para puxar por este Concelho e aqui fixar os jovens. A Marca Albufeira, capital do Turismo tem tido pouca atenção, ficando-se por meras acções promocionais em feiras de turismo. São importantes, mas devia de haver maior investimento nesta área dirigido a vários segmentos de mercado, o que não tem sido feito. No entanto é preciso reconhecer o mérito de quem trabalha, os empresários e as Associações ligadas ao sector que têm feito um vasto trabalho. Existe em Albufeira a necessidade urgente de uma escola Superior de Hotelaria e Turismo, uma Escola ou Instituto, um Pólo Universitário, ligado às ciências da terra e do Mar, ao Ambiente, um Pólo de Investigação. Tanta coisa que está por fazer... Uma cidade animada com um pólo superior de conhecimento, gera riqueza e potencia mais desenvolvimento. Albufeira tem todas as condições para ser um pólo turístico de qualidade com acções bem organizadas e estruturadas”.

"Albufeira precisa de uma mudança forte que potencie a juventude."

Apesar dos compromissos da sua vida profissional e familiar, a ex-vereadora tenta corresponder àquilo que dela esperam, e ser interveniente na solidariedade que muitos munícipes lhe exigem. Por isso, Ana Vidigal diz que “está na altura de efectuar algumas mudanças e de se inovar apostando na juventude. Noto Albufeira uma cidade apreensiva, pelas queixas das pessoas. Esmorecida, cansada de viver ‘a Prazo’, com empregos a prazo, precários e sazonais, prazos para pagamentos, prazos para as empresas manterem os empregados, à espera de mais prazo para pagamento de dívidas. Daí que fosse tão importante actualmente o gabinete de Apoio á Família que em tempos propus, e no qual se deram passos firmes na sua concretização mas que nunca mais aparece. Lamento profundamente que a nossa cidade, na sua essência, fosse dissecada na sua identidade e na sua memória, também revelado por tantas queixas das pessoas. Acho que descaracterizar uma cidade é atroz e as gerações perderam o património, uma parte importante da identidade desta terra. Modernizar e requalificar não significa destruir, e o nosso belo cartão de visita, a Praia dos Pescadores, não mais será o mesmo, pela atitude de quem não soube dar ouvidos ao clamor da população e não soube parar, para ver e escutar, quem aqui nasceu e desde sempre viveu”.
Ana Vidigal reafirma que “está disposta, e continuará a dar o seu contributo como cidadã, activa, interessada e livre, a lutar, por uma sociedade, mais justa, mais tolerante, mais humana, onde se nasça com igualdade de oportunidades, onde todos têm lugar e onde todos deverão ser ouvidos e escutados, merecendo respeito pela opinião. Mas... candidata a presidente, não!”.

Entrevista de C. Ferreira

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Líder do PS/Algarve defende referendo

Regionalização em simultâneo com Autárquicas

O presidente da Federação do PS/Algarve anunciou ontem que vai apresentar sexta-feira ao Congresso Nacional do PS a moção "Regionalização - Porque Portugal precisa", propondo que seja concretizado em 2013.

Em conferência de imprensa em Faro, Miguel Freitas defendeu que há um processo a percorrer até à regionalização e que deve ser concretizado em simultâneo com as autárquicas de 2013. "O processo deve ser concretizado em simultâneo com as eleições autárquicas de 2013, porque obedece a um conjunto de regras e necessita de um conjunto de decisões políticas que consideramos importante que haja um consenso partidário amplo em torno deste processo", explicou Miguel Freitas. A um dia do XVI Congresso Nacional dos socialistas, o líder do PS/Algarve sustenta que a votação da regionalização (com base em cinco regiões), deve ser antecedida por um referendo e que o resultado daquela consulta popular deve ser lido com o total dos votos e não deve ter cinco leituras regionais. "A leitura deve ser global e nacional. Nós faremos tudo para que todos os partidos se mobilizem à volta desta ideia. Se assim não for os partidos devem assumir as suas responsabilidades", argumenta Miguel Freitas. Miguel Freitas, Carlos Zorrinho (coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico PS), Joaquim Morão (autarca de Castelo Branco), Maria da Luz Rosinha (presidente da Câmara de Vila Franca de Xira) e Renato Sampaio (presidente da Federação do PS/Porto) são os primeiros subscritores da moção que vai ser apresentada pelo próprio Miguel Freitas na sexta-feira à noite, em Espinho. Para Miguel Freitas, a regionalização com base em cinco regiões plano é "um processo político"."A regionalização não se deve fazer por via intermunicipal. A regionalização não é um processo associativo. A regionalização é um processo político, as regiões devem ser órgãos dirigidos pela administração central", sustenta o líder do PS/Algarve. O objectivo da moção "Regionalização - porque Portugal precisa" é lançar a "discussão da regionalização.
Miguel Freitas refere que a ideia-chave da moção é explicar que a regionalização é "boa tanto para as regiões, como para o país" e que essa desconcentração com base nas cinco regiões vai permitir ao Estado português "fazer melhor com menos recursos". A regionalização, segundo Miguel Freitas, vai permitir "reduzir o número de organismos regionais", tal como "racionalizar os recursos financeiros e humanos", mas também trazer uma "ideia de estabilização para o país"."A regionalização é um factor de credibilização da governação do país no seu todo por aproximar as decisões dos seus cidadãos", acrescentou, referindo que só com a regionalização é possível "um desenvolvimento do país em convergência com a União Europeia". A moção da regionalização conta já com cerca de 50 subscrições de militantes e dirigentes do PS, nomeadamente a deputada Jamila Madeira, Duarte Caldeira (líder da JS) e Capoula Santos (deputado no PE).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

À procura da paridade

Reunião com Jantar das Mulheres PSD

As mulheres social democratas querem “sair da casca”, e enquanto não detêm “movimento” de registo, promovem tertúlia sobre a Lei da Paridade

Na ausência de militantes com currículo, o Secretariado Distrital do Movimento das Mulheres Social Democratas do Algarve (SDMMSDA), realizará a sua 3ª Reunião bimensal, em Tavira.
No final da reunião as mulheres membros daquele recem criado secretariado de apoio à liderança do PSD algarvio, arregimentadas que foram nos oito municípios do Algarve de bandeira laranja, terão oportunidade de participar na Inauguração da Exposição “Tavira Património do Mar”, seguida de visita guiada ao Palácio da Galeria.
O dia terminará com um jantar convívio no restaurante do empreendimento Pedras del Rey, onde participarão – excepcionalmente homens, os presidentes das Comissões Políticas Distrital e de Secção, bem como o presidente daquela autarquia, respectivamente, José Mendes Bota, Rui Horta e Macário Correia.
No final do jantar o Grupo de Apoio Jurídico do SDMMSDA, irá promover uma pequena tertúlia subordinada ao tema: “A Lei da Paridade e os desafios eleitorais”.
Por motivos de organização a participação na Tertúlia feminima carece de marcação prévia, pelo que o secretariado procura voluntárias para aderir ao movimento de modo a que o grupo deixe de ser considerado “o chá das oito”.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Formar cidadania

Alertar para saber votar no Poder Local

O início da acção de Formação Autárquica em VRSA, organizado pelos socialistas locais, iniciou-se com sucesso absoluto de participação cívica

O PS de Vila Real de Santo António (VRSA) deu inicio ao Ciclo de Formação Autárquica, subordinado ao tema «Poder Local no Século XXI», com a prelecção do deputado Luís Pita Ameixa sobre «Atribuições e Competências do Poder Local». Perante uma sala repleta de público (inscritas 85 pessoas para frequentar a acção de formação) Pita Ameixa, membro da Comissão Parlamentar de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território, ex-presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo e antigo presidente da Assembleia Distrital de Beja, dissecou sobre a essência e natureza do Poder Local, realçando a sua importância para o desenvolvimento concertado do País.
Pita Ameixa fez também uma exposição alargada do quadro de competências e do regime jurídico de funcionamento dos órgãos dos municípios e das freguesias, assim como dos instrumento de financiamento. E aproveitou ainda para sublinhar o facto das autarquias locais existirem por “direito próprio”, sendo que a sua criação data de uma época anterior à criação do próprio Estado.

No final da sessão, que terminou com um conjunto alargado de perguntas ao prelector, sobre as temáticas abordadas, Pita Ameixa revelava-se verdadeiramente satisfeito pelo elevado nível de participação nesta acção de formação, designadamente por estar a decorrer num concelho onde os socialistas não estão no poder. “Isto demonstra o elevado interesse dos cidadãos por estas matérias e a capacidade do PS em mobilizá-los, através deste tipo de iniciativas de carácter formativo”, disse o deputado. Por seu turno, Jovita Ladeira, líder local do PS, e principal impulsionadora da iniciativa, no final desta primeira jornada considerou que tinha valido a pena fazer esta aposta numa acção de formação relacionada com o Poder Local, visto que a resposta dada pelos vila-realenses foi “imensa e plena de vontade de adquirir conhecimentos para participar na construção de um futuro melhor para todos e no desenvolvimento sustentado do concelho de VRSA”.
O Ciclo de Formação Autárquica prossegue, no próximo dia 7 de Fevereiro, com a prelecção do deputado Pedro Farmhouse, membro da Comissão Parlamentar de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do território, que se debruçará sobre os «Órgãos Deliberativos».

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Cooperação Algarve Andaluzia

Desenvolvimento, segurança e... castanholas

Em entrevista à LepeVisión, a Governadora Civil de Faro precisou ir a Ilha Cristina para realçar a cooperação entre autoridades do Algarve e da Andaluzia

É um tema em que se fala muito - a cooperação entre o Algarve e a Andaluzia, mas na prática sente-se pouco, e a visibilidade não é nenhuma. Mesmo assim, a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, defendeu ontem, em entrevista ao programa ‘Sin Frontera’ do canal espanhol de televisão LepeVisión, a importância da colaboração entre as autoridades do Algarve e da Andaluzia nas áreas da Segurança e da Protecção Civil, no que se refere, respectivamente, ao controlo de circulação de pessoas e veículos entre os dois países e à realização de exercícios de prevenção de catástrofes naturais.
Durante a entrevista realizada na Ilha Cristina, na província andaluza, Isilda Gomes, revelou que, no âmbito da Protecção Civil, o primeiro simulacro para testar o plano de emergência de risco sísmico e de prevenção de tsunamis na região, será realizado após a conclusão do estudo que está a ser executado por peritos da Universidade do Algarve e destacou ainda os “resultados positivos” em matéria de segurança, obtidos no âmbito da cooperação entre as autoridades das duas regiões através do posto misto de fronteira, que permite manter uma maior eficácia no combate a actividades ilícitas nos dois territórios vizinhos.

Entrevistada pelo jornalista da LepeVisión, António Suárez Candilejo, numa conversa informal em que participaram também o ex-vereador espanhol Jesus Llanes e o jornalista português Rogério Barroso, Isilda Gomes traçou um breve cenário da região algarvia, tendo salientado o contributo fundamental das políticas do Governo socialista para o progresso do Algarve, nomeadamente com a aprovação de investimentos públicos e privados nas áreas da saúde e do turismo, de que são exemplo a construção do Hospital Central e os 12 Projectos de Interesse Nacional (PIN) que permitirão criar uma bolsa de emprego equivalente a cerca de 5 mil postos de trabalho.
Isilda Gomes adiantou ainda haver, por parte do executivo de José Sócrates, o desejo de avançar com a dragagem da barra do Guadiana, intervenção reivindicada pelos profissionais da pesca de ambos os países. Reconhecendo que, a exemplo da Andaluzia, o Algarve reúne todas as condições para se tornar uma região autónoma, Isilda Gomes admitiu esperar que a resposta ao próximo referendo à regionalização seja positiva. “O Algarve dará uma resposta positiva porque é uma região claramente definida”, referiu Isilda Gomes, sublinhando que este é um projecto comum à maioria dos algarvios, já que se trata de um “grande passo rumo ao progresso” pois “é muito importante que as decisões sejam tomadas na região”.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Orçamento e Plano de Albufeira

“Só impostos directos, são mais 20%!”

PS/Albufeira denuncia aquilo que diz ser "falta de seriedade" no Orçamento para 2009 e Grandes Opções do Plano 2008-2012

O PS Albufeira considera que as propostas de Orçamento para 2009 e Grandes Opções do Plano 2008-2012, “correspondem a uma estratégia profundamente demagógica e eleitoralista da maioria PSD na Câmara Municipal de Albufeira, cujo executivo liderado por Desidério Silva confirma, mais uma vez, pretender fugir aos compromissos assumidos nas eleições de 2005”
O documento distribuído pelo presidente da Concelhia do PS, deputado David Martins, faz denuncias em vários pontos, dos quais destaca, “só impostos directos, são mais 20%!”
Segundo a proposta de Orçamento “da actual maioria PSD, a previsão das receitas no que concerne aos impostos directos será de cerca de mais 20%.
Prevê ainda este orçamento uma verba de 30 milhões euros de receitas que deverá ter origem no saldo de gerência do ano em curso. Ou seja, este executivo, hoje, já sabe que não vai cumprir o seu orçamento do ano em curso em cerca de 1/3!
Então, perguntarão os munícipes, porque não baixam os impostos directos e indirectos, as taxas da água ou as taxas sobre o comércio?
O afastamento da defesa dos interesses da população não se esgota, no entanto, numa única rubrica pois por cumprir ficam muitos compromissos e projectos de relevante importância para a qualidade de vida no concelho. Vejamos então:
Na educação: A escola EB 1,2,3 da Guia: a actual proposta contempla a compra do terreno para a sua implantação em 2008, mas relega a sua execução para 2010. Uma promessa não cumprida! No Ensino Pré-Escolar, apesar das previstas novas 8 salas, o facto é que cerca de 500 crianças do concelho, no final deste mandato, não terão acesso a jardim-de-infância! Mais uma promessa não cumprida! Na área da formação profissional, a prometida Escola de Hotelaria e Turismo, caiu, desapareceu, sumiu-se.
Na acção social: A promessa de construção de um centro de dia, creche e lar de 3ª Idade, nos Olhos de Água, arrasta-se há 8 anos e foi remetida para 2011, enquanto o projecto da Aldeia da Solidariedade nas Ferreiras, continua a marcar passo. O orçamento contempla os mesmos 500.000 euros de sempre.
Na habitação social: Onde estão as centenas de fogos de habitação social anunciados ao longo destes 8 anos de gestão? Até agora não fizeram 1 que fosse. E este orçamento esquece mais uma vez uma das maiores lacunas deste concelho, o que manifesta uma insensibilidade social chocante por parte do executivo de Desidério Silva. É não reconhecer as dificuldades que muitas famílias jovens têm no acesso à habitação, É não reconhecer o papel que a habitação social tem no combate à especulação imobiliária, ou não querer.

Nos espaços verdes, estacionamentos e requalificação urbana: Os prometidos 100 hectares de jardins e novos espaços verdes ficaram-se pelo Parque Urbano da Alfarrobeira, 3,5 hectares. Quanto á requalificação urbana, a da Rua 5 de Outubro, só tem conclusão prevista para 2011 e a prometida intervenção na Rua do MFA, caiu. E onde está a nova variante à Cidade prometida para o mandato 2005/2009? Pois querem os senhores munícipes saber? Continuam em promessa para 2010/2012. E os parques de estacionamento? Ficamo-nos com um paliativo na Av. 25 de Abril.
Na cultura e desporto: O prometido Museu do Barrocal deslizou para 2010 e o mesmo para a prometida requalificação do Estádio João Campos, assim como quanto à conclusão da rede de equipamentos desportivos (campos de jogos e pavilhões) em todas as freguesias do concelho, só verá luz em 2010.
A tudo isto acresce que o proposto Fundo Municipal, para fazer face aos prejuízos causados por intempéries e outros fenómenos naturais, encontra-se previsto para 2009, mas fiquem desde já os Senhores comerciantes que sofreram com as cheias de Setembro a saber, que o seu cabimento é tão só de 200.000 euros. Por estes factos, os eleitos pelo PS, na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, não podiam ter outra posição que não a de votar contra o Orçamento e o Plano. O PS Albufeira considera pertinente manifestar a sua preocupação, por uma gestão que satisfaz apenas interesses eleitoralistas.
No momento de crise que atravessamos impunham-se medidas no apoio às famílias e às pequenas e médias empresas, como fossem, a isenção da taxa aos comerciantes nos anos 2009 e 2010, um apoio directo à recuperação de edifícios de habitação degradados, incluindo a redução do IMI, assim como, a redução do IMI para a freguesia de Paderne, zona interiorizada e desfavorecida. Medidas que já propusemos e foram reprovadas pela maioria do PSD. Mas também, um investimento sério na habitação social, na formação profissional, na construção de creches e jardins-de-infância apoiando deste modo as famílias mais jovens”, conclui o documento.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Eleições Autárquicas

Candidaturas já mexem: Mulheres ao poder!


Embora nada esteja decidido, nem anunciado pelos partidos nomes de candidatos às Eleições Autárquicas, "os Deuses estão com elas" e algumas há que virtualmente já o são; VRSA, Albufeira e Silves podem ser animados por elas

A partir de Janeiro, as próximas eleições autárquicas vão começar agitar as águas algarvias, especialmente na blogosfera, área fértil para o lançamento de “bocas”, ora credíveis ou não, já que é necessário ler nas entre-linhas, e indispensável fazer o cruzamento de informação. Nas autarquias onde os actuais presidentes se recandidatam, são os partidos da oposição que começam a delinear estratégias.
É o caso de Vila Real de Santo António, onde a deputada Jovita Ladeira deverá ser a eventual cabeça de lista como candidata pelo PS á Cãmara local. A líder socialista do Concelho diz que tem feito o “trabalho de casa” e está atenta às necessidades da população, acusando o PSD, que governara sozinho a autarquia, como o grande responsáveis pela gravidade da situação que o Concelho atravessa, na falta de infraestruturas, pouca formação na área da juventude e em questões não menos importantes como “um despezismo absurdo de futilidades, e a falta de um saneamento básico de raíz” na cidade do Guadiana.
Sobre este último tema, Jovita Ladeira considera “insustentável a manutenção do estado actual em que se encontra a rede de águas pluviais no concelho, repetindo-se, ano após ano, o que se passou com as chuvadas que ocorreram em Setembro. Numa proposta apresentada à votação na reunião semanal da câmara, que foi chumbada pelo executivo PSD, os vereadores do PS pediam que o município de VRSA avance rapidamente com o concurso para a ampliação da rede de águas pluviais e deixe de ser “o município sempre em festa e passe a optar por investir em obras que realmente sejam imprescindíveis para melhorar a qualidade de vida da população do concelho”.
No mesmo texto os edis socialistas exigem ainda que o “actual presidente da câmara de VRSA assuma as suas responsabilidades e resolva de vez os problemas, dado que na sua gestão, já com mais de três anos, pouco ou nada se fez para resolver estes problemas”.
Jovita Ladeira quer também alertar a população do concelho de VRSA para o facto de no actual plano de investimentos da autarquia não estar prevista nenhuma intervenção estruturante para a melhoria e ampliação das infra-estruturas de recolha das águas pluviais, contrariamente àquilo que o executivo camarário do PSD quer fazer trespassar para a opinião pública.
Além de um programa político elaborado e adquado às realidades dos vilarealenses, Jovita Ladeira vai ter ainda que lutar contra os apaniguados e trauliteiros apoiantes de Luis Gomes, que uma vez sentado na cadeira do poder manobra certa Comunicação Social e com isso, tem o caminho facilitado na sua recandidatura. Basta-lhe apenas distribuir “rebuçados às rádios locais” e retocar a equipa com algumas caras igualmente fracas e obedientes. Vila Real de Santo António é hoje a cidade “sempre em festa” com menor índice de investimentos públicos, e com música e foguetes a política contabiliza ainda alguns votos.

Em Albufeira, uma vez mais será candidato o actual presidente Desidério Silva pelo PSD, vitorioso que foi nas últimas eleições com maioria absoluta dada pelo desastre eleitoral “Anastácio” de má memória para o Partido Socialista. Este é outro concelho “sempre em festa” mas as próximas eleições prometem ser das mais animadas dos últimos vinte anos. O PS ainda não avançou com um candidato visível, o que se prevê faça em Janeiro próximo, anunciando o nome do deputado David Martins como cabeça de lista por este Concelho. David Martins, um jovem de 34 anos, proveniente de uma família de Paderne, tem pouca visibilidade no Concelho embora com um currículo político e profissional invejável, aliado a uma capacidade de trabalho acima da média, pelo que o eleitorado de Albufeira terá de ter em conta o seu nome.
Mas também se tem notado um certo e surdo movimento de cidadãos que, na falta da visibilidade do CDS/PP e do BE locais, pretendem colocar no terreno uma candidatura independente, promovida por alguns destacados empresários do sector da hotelaria a par de movimentos associativos que estão no terreno recolhendo assinaturas. Não é preciso ser adivinho para se calcular quem pretendem que dê corpo a este projecto independentista: Ana Vidigal, a ex-vereadora que apresentou recentemente a sua desfiliação do PSD seria a eleita. A questão está em que a “desejada” não está “disponível para declarações”, nem quer “ouvir falar em política nem Partidos tão depressa”, segundo os seus apoiantes mais próximos. No comunicado que emitiu anunciando a sua decisão de abandonar o PSD, Ana Vidigal transmite de forma inequívoca um real descontentamento com a classe política algarvia do seu ex-Partido quando afirma que “a forma de fazer política e a postura de alguns dirigentes locais e distritais, a desiludiram e fizeram-na perceber que os valores mais altos da democracia, da solidariedade, da justiça, do respeito, da igualdade, as mais das vezes são apregoados, mas na sua essência não são exercidos".
Independentemente desse pretenso movimento que alguns apoiantes de Ana Vidigal pretendem ver colocado no terreno como “vaga de fundo”, também outras correntes políticas de relativa visibilidade “têm piscado o olho” à ex-vereadora. Mesmo que Ana Vidigal não seja sensível aos apelos partidários, resta-lhe o trabalho que desenvolve na área associativa, nomeadamente na Igualdade de Oprtunidades, uma associação de que é presidente e a qual assinou recentemente alguns protocolos que lhe deram inesperado protagonismo nos corredores do governo.
Com PSD e PS tradicionalmente no terreno, e as surpresas que entretanto possam chegar, tudo se conjuga assim para que a campanha eleitoral em Albufeira seja no próximo ano, no mínimo bastante alegre e movimentada. A bem da democracia e de um eleitorado saudávelmente dividido.

Em Silves, o PS, tarda em renascer das cinzas, com o “ciclone” que Isabel Soares fez varrer no Concelho há dois mandatos com algumas polémicas à mistura. A actual presidente eleita pelo PSD, será de novo candidata mostrando obra feita e preparando a sua sucessão. Sabe-se que Partido Socialistas deu “luz verde” ao militante Carneiro Jacinto para avançar no terreno preparando a sua candidatura. O pré-candidato apresentou publicamente em conferência de imprensa a 4 de Dezembro de 2006, a sua vontade e disponibilidade em se candidatar à Presidência da Câmara Municipal de Silves, tendo na altura criado o blog "Servir Silves".
Carnero Jacinto correu um risco ao anunciar a sua disponibilidade com tanta antecedência. Embora militante do Partido Socialista há 30 anos, Carneiro Jacinto entendia que se quisesse derrotar Isabel Soares teria de ser capaz de ir muito mais longe do que simplesmente contar com o eleitorado do PS, abrindo a candidatura a independentes e simpatizantes de todos os quadrantes políticos.
Porém além de Carneiro Jacinto, perfilava-se na sombra como potencial candidata Lisete Romão, que nas últimas eleições defrontou pelo PS a actual presidente da Câmara, disputa da qual saiu derrotada. Inesperadamente, e confrontado com dois candidatos a candidato, Miguel Freitas, Presidente da Federação do PS/Algarve, encomendou uma sondagem para que indicasse, quem estaria em melhor posição para derrotar Isabel Soares, sondagem essa que deu indicadores positivos, pelo que o PS/Algarve decidiu “puxar o tapete” a Carneiro Jacinto e recandidatar Lisete Romão às próximas eleições autárquicas.
O candidato a canditado respeitando a decisão do Partido, diz não querer ser acusado “de ser co-responsável por uma nova vitória eleitoral de Isabel Soares”, o que na prática se poderá facilmente concretizar.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Jovens sem actividades em VRSA

Inexistente um Conselho Municipal da Juventude

A estrutura local dos jovens socialistas denuncia a falta de um Conselho Municipal da Juventude que possa lançar iniciativas e prestar apoio às entidades que desenvolvem actividades em prol dos jovens residentes no concelho

O secretário-geral da JS, Duarte Cordeiro reuniu-se com jovens de VRSA para abordar precisamente a temática dos conselhos municipais da juventude e a sua utilidade numa sociedade em que os jovens se sentem particularmente desapoiados pelos seus representantes políticos, tendo aproveitado a ocasião para visitar o Núcleo Juvenil «Tiro com Arco & Boxe», um exemplo de colectividade com vasta actividade e participação juvenil, mas com uma enorme falta de apoio por parte das entidades municipais.
Na visita, o líder da JS, acompanhado da coordenadora local dos jovens socialistas, Susana Castro, dos vereadores do PS, Álvaro Araújo, Luísa Currito e Ricardo Cipriano, assim como da directora do Instituto Português da Juventude, Sara Brito, puderam observar o intenso historial do «Tiro com Arco & Boxe» e falar com o seu presidente, Hugo Silva que lhes falou das dificuldades que sente em gerir uma instituição com tão poucos apoios institucionais, apesar de manter mais de 50 jovens atletas em actividade. Hugo Silva, à frente deste núcleo vila-realense há cinco anos, lembrou que o local que estavam a visitar era já a quarta sede em que estavam instalados provisoriamente, sem espaço suficiente para guardarem o seu próprio material desportivo.
O dirigente desportivo queixou-se ainda da falta de um espaço apropriado para os atletas treinarem, lembrando que estão a pagar o espaço onde treinam, bem como da falta de recursos financeiros para levar os seus atletas aos campeonatos nacionais e mundiais, de onde já trouxeram vários títulos importantes para o concelho. Nesta visita os jovens socialistas e as autoridades que os acompanharam aperceberam-se de que VRSA tem falta de um órgão que atenda e se preocupe com as problemáticas da juventude e que possa apoiar e acompanhar convenientemente as iniciativas promovidas pelas colectividades que estão envolvidas neste esforço.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Bomba no PSD Albufeira

Ana Vidigal abandona o PSD

A ex-vereadora da CMA entregou o seu pedido de desfiliação partidária a Manuela Ferreira Leite

Cansada das injustiças de que tem sido alvo nos tempos recentes após a sua saída da autarquia, e da perseguição política que lhe tem sido movida na área do associativismo onde tem grande influência no Concelho, Ana Vidigal amadureceu ideias e entendeu chegada a hora de se considerar livre de compromissos ideológicos e ficar "disponível" para dar o seu contributo onde for necessário e útil, "contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária" dentro dos seus parâmetros, e que são conhecidos de todos: seriedade, frontalidade e sinceridade.

O comunicado da ex-vereadora não pode ser mais claro. Foi enviado hoje à Impensa, e começa por afirmar que é "em nome de um dever de satisfação pública aos cidadãos, e a todos quantos me têm apoiado e acompanhado na minha vida de participação política e cívica na sociedade, pelo reconhecimento e admiração que muitas personalidades regionais e nacionais do PSD e de outras forças partidárias me merecem, bem como à Comunicação Social com quem sempre tive uma relação franca, aberta e cordial, venho comunicar que, no dia 24 de Novembro de 2008, aquando da visita ao Algarve da Senhora Presidente do PSD, Dra. Manuela Ferreira Leite, lhe entreguei, pessoalmente, o meu pedido de desfiliação partidária. A forma de fazer política e a postura interna essencialmente de alguns dirigentes locais e distritais, desiludiram-me e fizeram-me perceber que os valores mais altos da democracia, da solidariedade, da justiça, do respeito e da igualdade, as mais das vezes são apregoados, mas na sua essência não são exercidos".
Ana Vidigal diz entender que "a vida partidária deveria ser mais partilhada com os militantes e com a sociedade em geral, para encontrar mais e melhores formas de servir a comunidade, escolhendo-se os mais aptos e com provas dadas para exercer cargos de responsabilidade política. Infelizmente assim não tem acontecido na estrutura local e distrital do partido.
Todos sabem que, enquanto vereadora da Câmara Municipal de Albufeira no mandato 2001-2005, sempre pugnei, intransigentemente, pela qualidade de vida dos munícipes. Antes e após esta responsabilidade, tenho tido uma vida activa dedicada à causa pública, através de acções ligadas a inúmeras associações e instituições de âmbito local e nacional, da qual me orgulho".

A finalizar a sua declaração pública, Ana Vidigal afirma que "a minha desfiliação partidária não significa o abandono da minha participação cívica, antes pelo contrário. Considero que deste modo estarei ainda mais disponível para dar o meu contributo, onde for necessário e útil, defendendo sempre os valores da justiça, da solidariedade, a igualdade de oportunidades, combatendo a exclusão social e a pobreza, contribuindo para uma sociedade mais justa e mais igualitária, sempre dentro dos parâmetros que são conhecidos de todos: seriedade, frontalidade, objectividade, solidariedade e sinceridade. A todos afirmo a continuação da minha disponibilidade, como mulher ideologicamente identificada com os valores da democracia, para poder sentir-me livre de actuar na sociedade civil como muito bem entender ao serviço da comunidade e das pessoas".

sábado, 6 de dezembro de 2008

Quem dá e tira, vai p’ró Inferno

“Desidério dá com uma mão o que tira com a outra”

Os socialistas de Albufeira acusam a Câmara de aprovar uma taxa enganosa para manter cobrança do aluguer de contadores

O líder do PS/Albufeira, David Martins, considera que a recente aprovação em Assembleia Municipal, da proposta de aplicação de uma taxa de disponibilidade em substituição da tarifa do aluguer dos contadores, a ser aplicada pela Câmara Municipal de Albufeira no âmbito do Regulamento Municipal de Abastecimento de Água, “constitui um forte ataque contra todos os munícipes”, acrescentando que “numa altura em que a situação económica é exigente para as famílias, a proposta agora aprovada pela maioria do PSD, demonstra não só uma total ausência de sensibilidade social por parte do executivo presidido por Desidério Silva, como revela a manobra estratégica da autarquia ao prescindir dos 5 por cento da taxa de IRS”.

David Martins, diz que “apesar de concordar com a redução da carga fiscal suportada pelos munícipes, já que este é o concelho do País onde mais impostos se pagam por habitante, o PS/Albufeira não pode no entanto deixar de alertar para o facto de o executivo se preparar para retirar com uma mão o que deu com a outra. Na verdade, para além de ludibriar os albufeirenses com uma alegada redução da carga fiscal, a Câmara Municipal adopta um procedimento já considerado ilegal pelo próprio Secretário de Estado do Comércio, tendo em conta que mantém a cobrança dos valores referentes ao aluguer dos contadores de água, através da recentemente criada taxa de disponibilidade. É que, apesar da diferença de designação do imposto, os respectivos valores a pagar pelos utentes são equivalentes”.
O líder do PS/Albufeira acrescenta que “ao concretizar esta medida, contra a qual os membros da Assembleia Municipal de Albufeira eleitos pelo PS votaram, o executivo fará com que os munícipes continuem a suportar os mesmos custos e encargos, como os mais desfavorecidos, já isentos de IRS, serão obrigados a pagar a tarifa do aluguer de contador, sendo assim os mais penalizados. Depois das recentes declarações do presidente do executivo à Comunicação Social, segundo o qual a autarquia apresenta condições financeiras para sustentar a descida dos impostos, o PS/Albufeira considera que a cobrança desta taxa à generalidade dos munícipes, traduz uma verdadeira irresponsabilidade social por parte da Câmara Municipal, bem como uma profunda falta de solidariedade para com a população, especialmente para com as famílias mais carenciadas”.
Recorde-se que a Lei nº 12/2008, de 26 de Fevereiro, que alterou a Lei nº 23/96, de 26 de Julho, relativa aos serviços públicos essenciais e que produziu efeitos a partir de 26 de Maio de 2008, implicou alterações às tarifas cobradas aos munícipes, nomeadamente a abolição do aluguer dos contadores.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Estratégia laranja

PSD Algarve a pensar nas Autárquicas

Candidatos são conhecidos até Março 2009, com objectivos de manter a liderança da Comunidade Intermunicipal do Algarve, reforçar o número de presidências e de mandatos na região

A uma semana da visita de trabalho de Manuela Ferreira Leite com a comissão Política Distrital, o PSD/Algarve já apresentou o “Documento Estratégico Autárquicas 2009”, na reunião da Assembleia Distrital. O documento traça as linhas de orientação do PSD Algarve, e a calendarização das diferentes acções, começando por fazer o balanço da sua força autárquica na Região.
Foram definidas as estratégias de actuação nas autarquias onde o PSD é poder, mas também, onde é oposição, bem como o enquadramento dos independentes, das mulheres e dos jovens nas listas de candidatura. Sobre os independentes de filiação partidária, serão bem-vindos, sempre que constituam uma mais-valia política, e que valorizem a composição das listas. Será formada uma Comissão de Coordenação Autárquica, a nível regional, bem como um Conselho Consultivo Autárquico, e Direcções de Campanha em todas as Secções, que agirão em estreita colaboração.
Foram definidas as acções concretas que se multiplicarão a partir de Janeiro próximo, bem como uma grelha de calendário. Assim, as recandidaturas dos actuais presidentes de Câmara, deverão estar confirmadas até Março de 2009, sendo que as candidaturas às Câmaras onde o PSD é oposição deverão estar definidas até ao final de Janeiro de 2009.
No final de Junho, o PSD/Algarve realizará a sua Convenção Regional Autárquica, e a tradicional Festa do Pontal, a realizar em 14 de Agosto de 2009, no Calçadão de Quarteira, será o palco de apresentação dos 116 cabeças de lista que o Partido apresentará a todas as autarquias do Algarve.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Projecto comunitário em risco

Algarve pode perder fundos para construção da Ecovia

Autarquias têm de concluir as obras até ao final do ano. Projecto-piloto liga Sagres a Vila Real de Santo António

A «Ecovia», projecto-piloto em Portugal que ligará Sagres a Vila Real de Santo António numa extensão de 214 quilómetros, está em risco de perder financiamentos comunitários se as autarquias envolvidas não terminarem as obras até final deste ano, refere a Lusa. «Está a ser uma corrida contra o tempo», disse um dos responsáveis do projecto.
Vila do Bispo, Lagos, Portimão, Silves, Faro e Olhão são as autarquias que ainda não terminaram as obras de ligação da via ecológica.
Caso a ligação não seja feita até fim de 2008, as seis autarquias perdem o acesso ao financiamento da União Europeia e terão de pagar com verbas próprias ou esperar pelo próximo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para se tornarem a candidatar, o que iria atrasar ainda mais um projecto que já esteve para ser inaugurado em Novembro de 2007.
A pé, de bicicleta ou de burro
Em Fevereiro de 2007, os coordenadores do projecto disseram que a obra estaria pronta para inaugurar em Novembro desse ano, altura em que haveria «menos eventos, sol e praia, e em que a comunicação social estaria mais disponível para divulgar o projecto pioneiro», explicaram.
Mas os atrasos das obras levaram a AMAL a pedir à União Europeia a prorrogação do prazo das candidaturas até final de 2008, adiamento que lhes foi concedido.
O caminho ecológico, propício às bicicletas e aos caminhantes, mas também a passeios de burro ou cavalo, terá em quase toda a extensão cerca de um 1,80 metros de largura, mas nalguns sítios vai estreitar e ter piso íngreme e sinuoso.
O quilómetro 1 da Ecovia fica marcado no Forte do Farol, em São Vicente (Sagres) e Vila Real de Santo António será a localidade onde termina a via, assinalada no marco com o quilómetro 214. Orçada em três milhões de euros, a empreitada é co-financiada por fundos nacionais e comunitários, como o Programa Operacional para o Algarve, o Programa Transfronteiriço Interreg e o Programa Investimentos Públicos de Interesse Turístico para o Algarve (PIPITAL).