Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedofilia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedofilia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Caso Casa Pia

Pedofilia: "A rede existe!"
                                                                                                                                                        
Ex-casapiano e testemunha-chave do processo Casa Pia diz que "rede internacional de pedofilia" está ativa em Portugal. O livro, de Francisco Guerra aponta o dedo a "personalidades do mundo da política, do futebol, empresários e artistas".
                                              
Francisco Guerra, uma das testemunhas-chave do processo Casa Pia, garante que "está ativa em Portugal uma rede internacional de pedofilia que envolve as crianças e os adolescentes da instituição". A denúncia consta do livro "Uma dor silenciosa", que será lançado no dia 25 deste mês e apresentado pela antiga provedora da Casa Pia de Lisboa Catalina Pestana. No livro, editado pela Leya, Francisco Guerra aponta o dedo a "personalidades do mundo da política, do futebol, empresários e artistas, alguns ainda no ativo e outros não, que estão implicados na rede" de pedofilia que, alegadamente, envolve casapianos.
"A rede não foi desmantelada", escreve Francisco Guerra, garantindo que "em lugares-chave da Casa Pia estão funcionários que, dentro de um ou dois anos, ativarão mais uma vez este polvo medonho porque, cá fora, estão os pedófilos que nunca foram a tribunal e que continuarão a querer crianças por perversão". Francisco Guerra conta como foi violado pelo antigo motorista da instituição, Carlos Silvino, e por "muitos outros", alguns investigados no âmbito do processo Casa Pia e condenados em setembro, mas que têm os nomes alterados neste livro.
O antigo casapiano partilha com os leitores a desilusão que sentiu quando foi violado por Silvino: "O Bibi [Carlos Silvino] levou-me a casa dele e, quando lá chegámos, baixou as calças e mandou-me beijar-lhe o pénis. (...) Fiquei aterrorizado. Não sabia o que é que aquilo significava. Ali estava eu, um miúdo de 12 anos, a tremer de medo em frente de um homem que tinha mais do dobro do meu tamanho, com as calças em baixo e a mandar-me beijar-lhe o pénis". Francisco Guerra conta que, apesar das violações - provadas em tribunal - considera Silvino um amigo: "Também ele tinha sido abusado em criança, quando era casapiano, e era a peça mais fraca de uma grande máquina, muito poderosa".
Essa máquina envolvia o "vice-provedor da instituição", mas também "o homem do Ferrari Vermelho" e "Duarte Costa", um dos condenados que após a leitura do acórdão "deu uma conferência de imprensa para explicar o inexplicável" e "ameaçou, no site que mantém, divulgar mais de 200 nomes". As idas à "casa de Elvas" são igualmente relatadas. Francisco Guerra conta como nunca foi alvo de qualquer controlo pela instituição, de onde saía quando queria, sozinho ou com Silvino e outras crianças, algumas vezes em carrinhas da Casa Pia.
O antigo casapiano revela um especial ódio pelo "político" a quem chamou "Pedro Ramos": "É, de todos, aquele de quem tenho mais nojo e o que mais odeio. (...) Foi sempre o que mais me maltratou. Era muito mais violento do que os outros e batia-me enquanto me penetrava". Este político, conta, esteve preso, mas acabou por sair em liberdade sem qualquer acusação, o que levou Francisco Guerra a tentar o suicídio: "Senti que o mundo desabava. Eu, que ao longo do inquérito tinha aprendido a confiar na justiça, senti que me tinham enganado. Era uma injustiça sem tamanho que aquele homem, que me tinha violado e batido violentamente, que tanto me tinha maltratado, fosse sair da prisão".
Francisco Guerra conta ainda como foi estar dentro da "rede", uma vez que passou a "combinar os encontros com os outros miúdos", e como encontrou uma "verdadeira rede de pedofilia com ramificações internacionais". No livro lê-se ainda que Carlos Silvino soube que ia ser preso um dia antes de ser detido e que contava ser solto dali "a uns dias". Antes de ser preso, o motorista terá passado a Francisco Guerra "fotografias de alunos da Casa Pia a serem abusados por homens, uns que foram julgados e outros que nunca foram chamados à Judiciária". Carlos Silvino terá ainda entregue a Francisco Guerra "agendas com nomes e números de telefone e alguns papéis com contactos". O casapiano diz que destruiu tudo.