Publicação obrigou a um investimento inicial de 23 milhões de euros. O lançamento do "tablet" da Apple decorreu numa superfície comercial de Lisboa. Preços são ligeiramente mais altos do que na vizinha Espanha.“The Daily”, é o primeiro jornal feito exclusivamente para Ipad, foi apresentado ontem no Museu Guggenheim, em Nova Iorque. O lançamento da publicação, que pertence ao grupo News Corp, tinha estado agendada para dia 19 de Janeiro, mas foi adiada de modo a que a Apple concluísse um novo sistema de subscrição para implementar o jornal. A apresentação foi feita por Robert Murdoch, presidente da News Corp., e por Eddy Cue, vice-presidente da Apple para a área da internet. O título é diário e obrigou a um investimento inicial de cerca de 23 milhões de euros.
iPad em Portugal com preços entre os 499 e 799 euros
O lançamento do "tablet" da Apple decorreu numa superfície comercial de Lisboa. Preços são ligeiramente mais altos do que na vizinha Espanha. O iPad está à venda em Portugal com preços entre os 499 euros (versão de 16 gigas só com wi-fi) e os 799 euros (versão de 64 gigas com 3G e wi-fi). O "tablet" da Apple foi alvo de um lançamento especial numa superfície comercial de Lisboa, ainda que o evento tenha sido marcado inicialmente para a meia-noite. As versões do iPad sem 3G e só com wi-fi vão custar 499 euros (16 gigas), 599 euros (32 gigas) e 699 euros (64 gigas). Já as versões com 3G custam mais 100 euros em cada um dos modelos: a versão 3G com 16 gigas vai custar 599 euros, a de 32 gigas com 3G vai situar-se nos 699 euros e a versão mais cara - 64 gigas com 3G - vai custar 799 euros.
O lançamento oficial do iPad na loja da Worten, no Colombo (Lisboa), foi adiado. Inicialmente marcado para as 00h00, o evento passou para as 9h00 de amanhã, dia 30. O iPad foi apresentado nos Estados Unidos em Janeiro deste ano, mas só chega ao mercado português nas vésperas de Dezembro. Actualmente, já circulam na Net rumores sobre a próxima geração do iPad, cuja apresentação deve ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2011.
O Galaxy Tab, da Samsung, foi o primeiro "tablet" lançado em Portugal. A nível internacional, está previsto o lançamento do Playbook no próximo ano, "tablet" que vai ser colocado no mercado pela RIM, empresa responsável pela marca "Blackberry". Os portugueses vão pagar mais pelo iPad do que os vizinhos espanhóis, embora a diferença não seja substancial. Na versão mais barata, o iPad de 16 gigas só com wi-fi custa 488 euros em Espanha, menos 11 euros que em Portugal. Esta é a maior diferença de preços, sendo que a menor é de apenas seis euros e regista-se na versão mais cara - a de 64 gigas com 3G -, que em Espanha custa 793 euros, por oposição aos 799 euros praticados em Portugal.
Violência laboral está a aumentar na União Europeia
Portugueses são dos mais preocupados com o problema, conclui estudo internacional. A violência laboral está a aumentar na União Europeia (UE). A conclusão é de um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, agora divulgado. Há sectores mais afectados, mas a situação varia conforme os países e os portugueses são dos mais preocupados com a intimidação, bullying e assédio no trabalho. O estudo europeu revela que a violência nos locais de trabalho está a aumentar e em muitos casos, concretizada por terceiros: entre 5% e 20% dos trabalhadores sentem-se afectados pelos utentes, sobretudo nos sectores da saúde, assistência social, educação e serviços públicos.
O Relatório da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho reúne vários estudos europeus e nacionais. O último é do ano passado e nele os portugueses mostram-se dos mais preocupados com o aumento da violência e do assédio, logo atrás dos turcos. Os nórdicos são os que menos razões têm para se preocupar. Os métodos usados são diferentes, mas as conclusões são muito próximas. E revelam que as mulheres, os mais jovens e os que têm contratos precários são alvos preferenciais da violência ou ameaças de terceiros. E também, de ameaças e de assédio sexual. O estudo revela também que há factores que favorecem a violência de terceiros, nomeadamente ter dinheiro ou valores à guarda, trabalhar em contacto com o público, prestar cuidados na área da saúde, educação, serviços prisionais ou de inspecção, trabalhar sozinho, sem local definido, à noite e de manhã cedo ou em locais perigosos.
Os principais alvos do assédio sexual são as mulheres, sobretudo, entre os 15 e 29 anos. O sector da saúde também é dos mais problemáticos e a situação piora em ambientes de trabalho dominados por homens. A intimidação, o bullying e o assédio têm consequências para as vítimas, mas também para as empresas e a sociedade. A violência física geralmente faz crescer o absentismo, as baixas por doença, os trabalhadores estão menos motivados e produzem menos. Isso aumenta os custos nacionais com saúde, reduz a produtividade, favorece as reformas antecipadas e tem prejuízos para a economia dos respectivos países. E no caso do assédio – sexual e moral – a pressão e a humilhação crescentes podem levar a reacções extremas, como o suicídio.
PS não quer reduzir os "tachos"...
O PS e PSD estão de candeias às avessas por causa da redução de deputados. O tema voltou ontem de tarde a ser discutido na Assembleia da República com os sociais-democratas a criticarem as diferentes posições dos socialistas. Afinal, o PS parece não estar interessado na redução do número de deputados, tal como defendeu, a título pessoal, o ministro Jorge Lacão numa entrevista que deu esta semana ao "Diário Económico". Ontem, no Parlamento, o líder parlamentar Francisco Assis afirmou que não vê vantagens nessa redução e nem sequer irá analisar qualquer proposta nesse sentido, o que provocou de imediato críticas na bancada social-democrata.
"Não tencionamos apresentar, nem tencionamos viabilizar qualquer iniciativa que vise pôr em causa o número de deputados actualmente existentes no Parlamento", disse Assis. É que – ontem mesmo – o PSD tinha manifestado disponibilidade para discutir o assunto através de Miguel Macedo, líder parlamentar social-democrata. "Na sequência que o ministro Jorge Lacão fez no sentido de podermos reduzir o número de deputados na Assembleia da República, damos conta da inteira disponibilidade do PSD para encetarmos de imediato esse trabalho". Sobre esta eventual futura discussão sobre a redução de deputados, CDS-PP e PCP já disseram que não concordam. A proposta seria passar de 230 para 180 deputados.
Dívida: CDS compara Governo a “bombeiro pirómano”
"A dívida pública era de 82 mil milhões de euros em 2004 e no prazo de cinco anos passou para 150 mil milhões de euros", acusa Paulo Portas. O líder do CDS-PP responsabiliza o Governo pelo estado a que chegou a dívida pública. Paulo Portas acusa o Executivo de má gestão e de aumentar a dependência externa do país. O Governo comporta-se como um "bombeiro pirómano" ao aumentar de forma exponencial a dívida nacional perante o exterior, cuja consequência é o pagamento de juros "proibitivos", disse Paulo Portas aos jornalistas.
Falando no final de um encontro com o primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a agenda da próxima cimeira europeia, Paulo Portas não comentou directamente os resultados do leilão de dívida pública portuguesa nos mercados internacionais. Mas, nesta matéria, o presidente do CDS deixou várias críticas ao executivo socialista. "O Governo português, infelizmente - e foi avisado disso - comportou-se em relação à dívida pública como um bombeiro pirómano. A dívida pública era de 82 mil milhões de euros em 2004 e no prazo de cinco anos passou para 150 mil milhões de euros", apontou Paulo Portas. Segundo o líder democrata-cristão, foi precisamente essa via do Executivo socialista "que colocou Portugal neste estado de dependência externa, pagando juros que são proibitivos. Esses juros repercutem no contribuinte e na liberdade de escolha dos jovens que amanhã são o futuro do país. Penso que o Governo tem pouca margem para dizer seja o que for sobre dívida ou ajuda externa, porque foi este executivo que nos conduziu até aqui", acusou.














