Liberdade e o Direito de Expressão

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Avança a reforma administrativa

Governo quer reduzir vereadores nas Câmaras
                                                                                                                             
Ministro dos Assuntos Parlamentares entende que a redução da despesa passa por uma reorganização administrativa. Governo vai reduzir o número de trabalhadores na função pública. Executivo pode vir a agravar o escalão superior do IRS e do IRC.
                                              
O Governo quer reduzir o número de vereadores nas câmaras municipais. A revelação foi feita pelo ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, durante a sua intervenção na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide. Miguel Relvas explicou que o Executivo quer uma “nova lei eleitoral autárquica, alterando o método de eleição, reduzindo o número de vereadores e reforçando os poderes de fiscalização das assembleias municipais”. “Os municípios terão também de acompanhar este esforço de racionalização ao nível da sua organização interna”, acrescentou. As mudanças vão mais longe. Segundo Miguel Relvas, o Executivo pretende também “colocar limites aos dirigentes superiores e intermédios” nas autarquias, garantindo que essas decisões serão tomadas “em diálogo permanente com os autarcas”.
Fonte do Ministério das Finanças confirmou que a redução dos funcionários públicos vai ser reforçada. A medida consta do documento de Estratégia Orçamental apresentado hoje pelo ministro Vitor Gaspar. Lembrando que o memorando da Troika prevê uma redução de 2% na administração local e regional e de 1% na administração central, a fonte disse que o que o Executivo vai procurar reforçar o que está previsto, sendo que esses números são uma referência. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado considera que a situação crítica do país não serve de fundamento a uma diminuição mais acentuada do que o previsto. O sindicalista Bettencourt Picanço reage com preocupação e lembra que a situação de desemprego se está a acentuar no país. “Aquilo que todos nós esperamos em Portugal, apesar da situação crítica em termos orçamentais, é que continue a ter serviços públicos que respondam às necessidades dos portugueses. E quando aparecem medidas dizendo que vamos reduzir em ‘X’, mas não aparecem as razões que as fundamentam, nem as consequências sentidas ao nível dos diversos serviços – tudo isto nos preocupa", reafirma Bettencourt Picanço.
O Governo terá aprovado ontem um novo aumento de impostos para 2012. Os ministros deram "luz verde" ao agravamento do escalão superior do IRS e também do IRC, avança o site do "Sol". O escalão máximo de IRS é hoje de 46,5% e aplica-se aos rendimentos superiores a 153,3 mil euros, enquanto no IRC, a taxa máxima é de 25% para uma matéria colectável acima de 12,5 mil euros. O Governo esteve ontem reunido em conselho de ministros extraordinário e aprovou o documento de estratégia orçamental para os próximos quatros anos. O objectivo é um défice, em 2015, de zero por cento à conta do aperto de cinto e contenção nos gastos. Mas a distribuição do esforço também está definida: um terço é pelo lado da receita e dois terços pelo lado da despesa.
                                            
Macário Correia defende reforma do poder local acompanhada de redução do número de deputados na AR
                                                                                
O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, disse hoje que o esforço de reforma administrativa do país deve ser repartido entre os poderes local e central, sugerindo uma redução do número de deputados no Parlamento. "Se o Governo quer reduzir os eleitos a nível local, porque não reduz também o número de deputados na Assembleia da República, sendo que metade não fazem rigorosamente nada?", questionou, em declarações à Lusa. "Haverá toda a boa-vontade da nossa parte em reduzir os eleitos e, porventura, as chefias, mas essa boa medida deve ser articulada com os restantes setores, para que haja coerência e força moral nisto", afirmou Macário Correia, comentando a possibilidade de o Governo vir a reduzir o número de vereadores nas câmaras, avançada hoje pelo ministro-adjunto do primeiro-ministro, Miguel Relvas. O autarca lembrou ainda que o setor empresarial do Estado “tem gente que ganha dezenas de milhares por mês, à frente de empresas públicas com resultados desastrosos” a nível das contas públicas. “Não sei o que o pensa o Governo fazer acerca disto”, referiu, defendendo que “a crise deve ser paga por todos”. O atual executivo pretende executar, até julho de 2012, uma reorganização da administração local que visa colocar limites aos dirigentes superiores e intermédios nos municípios. Medidas como a redução do número de vereadores, reforço dos poderes de fiscalização das assembleias ou a alteração do método de eleição estão previstas na nova Lei Eleitoral Autárquica que o Governo quer ver aprovada.
                                                                                                             
Bruxelas confirma “deslize” de 500 milhões na Madeira
                                                                                                
Comissão Europeia reclama uma melhor monitorização para prevenir novas derrapagens. A Comissão Europeia confirmou hoje “deslizes” nas contas públicas da Madeira na ordem dos 500 milhões de euros, que agravam o défice português em 0,3% do PIB, e reclamou uma melhor monitorização para prevenir novas derrapagens. Em declarações à Lusa, o porta-voz da Comissão responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários, Amadeu Altafaj Tardio, confirmou a notícia hoje veiculada sobre a “duplicação” de dívidas e despesas do Governo Regional, inicialmente estimada em 223 milhões de euros, na avaliação da troika de meados de Agosto, mas que afinal atingem os 500 milhões. Os deslizes devem-se a “dívidas de uma empresa do Governo Regional com problemas financeiros” (Estradas da Madeira) e a “um acordo abortado de Parceria Público-Privada” (PPP). Segundo a Comissão, “estes deslizes exigem uma monitorização e gestão eficientes” por parte das autoridades regionais mas também locais, dada a necessidade de “conter riscos orçamentais, ao mesmo tempo que se procura melhorar as perspectivas de competitividade e crescimento, para toda a República Portuguesa”. O porta-voz remeteu quaisquer outros detalhes sobre a questão para a revisão do programa de ajustamento que será realizada na segunda quinzena de Setembro.
                                                                                                      
"Não é possível manter" RTP Madeira e RTP Açores, diz Miguel Relvas
                                                                                                         
Estado vai ainda ter de pagar 225 milhões de euros da dívida da RTP em 2012. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, declarou hoje que "não é possível" manter a RTP Madeira e a RTP Açores a funcionar "custando 24,7 milhões de euros por ano". São gastos 11,7 milhões de euros por ano na RTP Madeira e 13 milhões de euros na televisão açoriana, "valor que não se justifica", porque, diz o ministro, os habitantes locais têm acesso às outras antenas da RTP, tal "como os portugueses do continente". As declarações de Miguel Relvas foram proferidas hoje na comissão de ética, cidadania e comunicação, no Parlamento. O ministro dos Assuntos Parlamentares declarou ainda que o Estado vai pagar em antecipação cerca de 225 milhões de euros da dívida da RTP em 2012. A medida, segundo Miguel Relvas, resulta de renegociações de empréstimos e sucede depois das Finanças, já este ano, terem adquirido o arquivo da empresa por 150 milhões de euros. "Devemos ou não ter a responsabilidade de iniciar a reestruturação da empresa? Eu não tenho dúvidas", disse Miguel Relvas, frisando que não se deve estar "agarrado a visões do passado".
Qual a grande aposta? O ministro disse hoje que a RTP Internacional deve ser a "grande aposta" da empresa para o futuro mais imediato. "Queremos que a RTP Internacional seja a TV Portugal", revelou. Actualmente decorrem estudos para criar uma nova assinatura e imagem para o canal, que, sustentou Miguel Relvas, deve contar com o "envolvimento dos operadores privados" para mostrar um "Portugal afirmativo" ao estrangeiro. A suspensão da onda curta da RDP foi o tema que motivou a ida do ministro à comissão. A sessão abordou outras áreas da presença do Estado na comunicação social.
                                                                                                              
Executivo congela salários e corta funcionários públicos
                                                                                                                 
Até 2013, ninguém é aumentado no sector público. A redução de funcionários terá ser de 2%, entre 2012 e 2014. O Governo prevê não actualizar dos salários no sector público em 2012 e também em 2013, sendo que o corte médio de 5% vai manter-se no próximo ano. Na apresentação da estratégia orçamental para os próximos quatro anos, Vítor Gaspar anunciou também que o número de funcionários públicos será reduzido em 2% entre 2012 e 2014. Assim, a partir do próximo ano e durante três anos, a redução de efectivos na administração pública central terá de ser de 2% ao ano, em vez do 1% que estava inicialmente previsto para este período. No caso da Defesa (pessoal militar), esta redução terá de ser de, pelo menos, 10%, entre 2011 e 2014. Em relação ao congelamento, no documento de estratégia orçamental pode ler-se que “complementarmente ao controlo do número de funcionários públicos, para garantir que o peso das despesas com pessoal no PIB diminui efectivamente em 2012 e em 2013, preconiza-se o congelamento dos salários no sector público, em termos nominais, naqueles anos, bem como o impedimento, a qualquer título, de consequências financeiras associadas a promoções e progressões". Do lado da despesa, o Governo anunciou também cortes nos apoios sociais e o congelamento das pensões, a partir dos 1.500 euros.
                                                                                                                              
Ricos vão pagar taxa extra de 2,5%. Empresas também vão pagar mais IRC
                                                                                                   
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, apresentou hoje a estratégia orçamental para os próximos quatro anos. O ministro das Finanças anunciou hoje, durante a apresentação do documento de estratégia orçamental até 2015, que o Governo vai criar uma "taxa adicional de 2,5%" para os contribuintes com rendimentos mais elevados e uma taxa "de 3% para as empresas com lucros acima de 1,5 milhões de euros". Segundo Vítor Gaspar, "a taxa adicional de 2,5% incide sobre a parcela do rendimento colectável que exceda o limite que tem o último escalão de IRS", actualmente nos 46,5%. O ministro acrescentou também que "o Governo irá ainda propor a subida das mais-valias mobiliárias de 20% para 21,5%, fazendo esta taxa igual às restantes taxas liberatórias". Esta "taxa solidária" é temporária. Ainda segundo Vítor Gaspar, “os sujeitos dos últimos dois escalões de IRS vão deixar de fazer deduções à colecta em matéria de educação, saúde”.
Desemprego atinge os 13,2% para o ano. Quanto à taxa de desemprego, segundo as projecções do Governo apresentadas hoje, vai permanecer bastante elevada nos próximos anos. Atingirá os 12,5% este ano, 13,2% em 2012, e só em 2015 é que deve descer para valores à volta dos 12%.
Economia vai destruir riqueza nos próximos dois anos. Nos próximos dois anos, a economia portuguesa vai destruir riqueza, com o PIB a contrair 2,2% este ano e 1,8% em 2012, anunciou o ministro das Finanças. Vítor Gaspar diz que o crescimento só regressa em 2013, ano em que, segundo as novas previsões do Governo, o PIB vai progredir 1,2%. O crescimento acelera depois para 2,5% em 2014. No ano seguinte, 2015, a economia nacional crescerá 2,2%. Vítor Gaspar também divulgou as novas estimativas para o défice. Em 2014, o ministro conta com um défice de 1,8% e, no ano seguinte, com um saldo negativo de 0,5%.
Dívida pública acima dos 100% do PIB pelo menos até 2015. A dívida pública portuguesa pode ultrapassar os 100% do Produto Interno Bruto (PIB) já este ano, estima o Governo no documento de estratégia orçamental 2011-2015. O documento apresentado hoje pelo ministro das Finanças fala num saldo da dívida pública no final deste ano de 100,8% do PIB, ultrapassando assim pela primeira vez, pelo menos em democracia, o total da riqueza produzida pelo país. O Executivo espera que a dívida passe de 100,8% do PIB este ano para os 106,1% em 2012, subindo novamente para os 106,8%, passando então em 2014 a reduzir-se para os 105%. Vítor Gaspar espera ainda que o valor da dívida pública desça mais consideravelmente em 2015, para os 101,8%, ainda assim, superior ao valor já histórico a atingir já este ano.
                                                                                            
Anúncio do Governo foi "desastre político"
                                                                                                                         
“Já é a terceira vez que o Governo vai apresentar medidas de redução da despesa e aquilo que acontece é um aumento de impostos", diz João Vieira Pereira, director-adjunto do semanário “Expresso”. A apresentação do documento de estratégia orçamental traduz um “desastre” do ponto de vista da gestão política, na análise de João Vieira Pereira. “Já é a terceira vez que o Governo vai apresentar medidas de redução da despesa e aquilo que acontece é um aumento de impostos. Em termos políticos é um desastre autêntico”, afirma o director-adjunto do semanário “Expresso”. “Existe um sentimento quase de fraude, porque nós todos estávamos à espera que o Governo apresentasse hoje medidas efectivas de corte de despesa”, refere João Vieira Pereira. O director-adjunto do semanário “Expresso” diz ainda ser surpreendente a introdução de uma taxa adicional de IRC, medida que afasta o investimento externo. “Um aumento da taxa de imposto do lucro sobre as empresas vai ter um efeito imediato,
                                    
PS acusa o Governo de ter abandonado "cortes nas gorduras do Estado"
                                                                                                                                  
Já o PCP, pela voz do deputado Honório Novo, considera que "não vai ser possível sair tão cedo deste circulo vicioso" com a estratégia orçamental apresentada pelo Governo. O deputado do PS Eduardo Cabrita considerou hoje que o Governo abandonou os "famosos cortes" nas "gorduras do Estado", afirmando que a estratégia orçamental até 2015 é uma "decepção colossal". Em declarações aos jornalistas no Parlamento, Eduardo Cabrita considerou que as medidas anunciadas pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, na apresentação da estratégia orçamental 2011-2015 constituem "o momento da decepção colossal" e a "prova da impreparação do Governo". "As tão anunciadas medidas de corte nas gorduras do Estado e nos famosos consumos intermédios que ouvimos ao longo de meses afinal em 2011 absolutamente não vão existir", criticou Eduardo Cabrita. Honório Novo, do Partido Comunista, considera que com esta estratégia orçamental não vai ser possível sair tão cedo deste circulo vicioso. O deputado do PCP diz que é um “descaramento” o Governo falar num crescimento do PIB de 1,2% em 2013. “É evidente que não há nenhumas condições, num contexto de possível estagnação ou recessão internacional, para que o país tenha com este programa de austeridade qualquer hipótese de crescer até 2013 e, não havendo, entramos de facto naquilo que é o ciclo vicioso que o senhor ministro diz recusar, mas que é evidentemente aquilo em que Portugal vai entrar”, sublinha Honório Novo.
                                                                                                                  
Sindicatos da função pública apreensivos com mais austeridade
                                                                                                                                   
FESAP e STE deixam críticas às novas medidas de austeridade que vão ter como alvo os funcionários públicos. A Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) estão preocupados com as novas medidas de austeridade anunciadas hoje pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar. José Abraão, da FESAP, está apreensivo com a perda de rendimentos dos trabalhadores da administração pública e com o desemprego que os pode atingir. “O Governo vai manter o corte salarial de 5% para 2012, mantém tudo o que seja cancelamento salarial e progressões para 2013, além disso propõe-se a uma redução mais significativa do que estava previsto no plano da troika da redução do número de trabalhadores, duplicando-a, colocando desde já a possibilidade de mais de 10 mil trabalhadores poderem vir a perder os seus postos de trabalho”, adverte o sindicalista. José Abraão espera que o Governo esteja disponível para negociar com os parceiros e para explicar estas medidas. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), pela voz de Bettencourt Picanço, está preocupado com a redução do número de trabalhadores e a consequente “desertificação” de serviços. “Estamos preocupados porque as medidas surgem do pé para a mão, sem qualquer fundamentação que lhes dê razoabilidade e que nos permita compreender para onde vamos”, critica o sindicalista. Bettencourt Picanço considera que taxa de solidariedade que vai agora ser aplicada aos rendimentos mais altos é injusta, porque vai penalizar ainda mais os trabalhadores da Administração Pública.
                                                                                                              
“Sacrifícios momentâneos passam a definitivos”, acusa CGTP
                                                                                                                          
As novas medidas de austeridade para Função Pública, são mais um “ataque cego ao Estado Social”, diz Carvalho da Silva. Os sacrifícios temporários vão tornar-se definitivos, afirma o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, em reacção à estratégia orçamental para os próximos quatro anos apresentada hoje pelo ministro das Finanças. Carvalho da Silva mostra-se preocupado com o aumento do desemprego que, de acordo com as previsões do Governo, deverá atingir os 13,2% no próximo. “Os sacrifícios, que eram anunciados como momentâneos e que iam resolver os problemas da crise, passam a definitivos, desde já até 2013, designadamente cortes na protecção social, redução de salários, mais impostos, mais precariedade e continua de fora, por exemplo, a taxação da riqueza patrimonial”, afirma o líder da CGTP. Sobre a Função Pública, onde o Estado vai congelar os salários, promoções e progressões nos próximos dois anos, Carvalho da Silva fala em mais um “ataque cego ao Estado Social”. “Não existe qualquer confirmação de que há trabalhadores em excesso na administração pública, central ou local, ou no sector empresarial do Estado, o que existe é um objectivo de cortar na despesa e, para atingir esse objectivo, despedem-se pessoas e reduzem-se os salários”, acusa o secretário-geral da Inter Sindical. O congelamento salarial será uma medida complementar à redução de efectivos na função pública de modo a garantir a redução efectiva da despesa com pessoal do Estado em termos de percentagem do Produto Interno Bruto. A UGT promete um comentário amanhã.
                                                                                                 
Miguel Beleza "ansioso" por conhecer cortes na despesa do Estado
                                                                                                            
Sobre o agravamento fiscal das famílias e das empresas com rendimentos mais elevados, Miguel Beleza considera que “a receita que se vai obter é, certamente, pequena”. O ex-ministro das Finanças, Miguel Beleza, confessa estar “ansioso” por conhecer os “cortes históricos” na despesa prometidos pelo Governo. “Confesso que estou um pouco ansioso à espera do anúncio de algum detalhe para os cortes na despesa”, afirma Miguel Beleza, no dia em que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou novas medidas de austeridade. Miguel Beleza diz que é preciso conhecer em detalhe o plano do Governo para cortar na gordura do Estado, o que até aqui ainda não aconteceu. O ex-ministro das Finanças lembra que já faltam poucos meses para o final do ano. “Nós temos de esperar, por um lado, pelos cortes na despesa a realizar em 2012. Nesse caso é razoável que sejam incluídos no Orçamento de Estado que vai ser apresentado daqui a relativamente pouco tempo – mês e meio, salvo erro – e aqueles que se pretende que ainda sejam efectuados este ano”. Sobre o agravamento fiscal das famílias e das empresas com rendimentos mais elevados, Miguel Beleza considera que “a receita que se vai obter é, certamente, pequena”. No caso do IRS, o antigo ministro admite que a medida “poderá ter importância no sentido de transmitir uma ideia de que os sacrifícios são partilhados de uma forma justa”, mas não prevê que o Estado vá arrecadar uma receita importante.
                                                                                 
Setembro chega com chuva e vento
                                                                                                    
A Protecção Civil deixa conselhos de auto-protecção: limpeza de sarjetas e algerozes, fixação de estruturas que possam ser arrastadas pelo vento. O Instituto de Meteorologia prevê para amanhã a queda de chuva com maior intensidade. Em causa uma massa de ar oriunda do Atlântico que já ao início da próxima madrugada vai entrar em território nacional evoluindo do Litoral para o Interior provocando chuva pontualmente forte, trovoada, e também vento forte em todo o país e durante todo o dia. Uma instabilidade que começará a desaparecer na manhã de sexta-feira, sendo que só no Domingo voltará o Sol e o calor. Face a estas previsões, a Protecção Civil lançou ao início da tarde alguns conselhos de auto-protecção como por exemplo a limpeza de sarjetas e algerozes, a fixação de estruturas que possam ser arrastadas pelo vento e também a adopção de uma condução defensiva com cuidados redobrados aos lençóis de água nas estradas.´
                                                                                                     
                                                                                                   
                                                                                              

sábado, 27 de agosto de 2011

Custo de vida sobe, sobe, sobe...

Combustíveis vão voltar a subir
                                                                                                                          
Depois de uma descida entre três e quatro cêntimos na semana passada, os preços vão voltar a subir por causa do furacão.
A gasolina deve ficar mais cara em Portugal a partir da próxima semana reflectindo a subida dos preços do petróleo nos últimos dias.
Os mercados estão preocupados quanto ao impacto do furacão “Irene” sobre as refinarias da costa Oeste dos Estados Unidos.
Fonte da Galp deixou no ar esta possibilidade já que a petrolífera "reflecte a evolução das cotações médias da gasolina e do gasóleo no mercado europeu". 
                                                                                                       
Livro analisa perigos que correm forças de segurança
                                                                           
“Polícia à portuguesa, take 2” analisa também as elevadas taxas de suicídio. Numa altura em que as condições de trabalho nas forças de segurança voltaram a ter destaque mediático, sobretudo por causa dos protestos já agendados para Setembro, chega às bancas mais um livro sobre a vida dos polícias portugueses. Chama-se “Polícia à portuguesa, take 2”, e repete a fórmula de um outro livro lançado em 2008 pelos mesmos autores, ou seja, tem como base entrevistas realizadas a vários profissionais, de várias polícias. Há três anos, no livro “Policia à portuguesa, um retrato dramático”, descrevia-se uma PSP mal preparada, desmotivada e sem condições de trabalho. Agora alarga-se o olhar à GNR e à Polícia Judiciária e incide-se o foco no risco que estes profissionais correm, seja no dia-a-dia nacional, seja nas missões internacionais.
Uma nova abordagem que conduz o leitor para os perigos da profissão mas, igualmente, para o peso significativo que o suicídio tem nas estatísticas das forças de segurança: quase meia centena de suicídios registados na PSP nos últimos 18 anos e quase o dobro na GNR. Fernando Contumélias, um dos autores, diz que essa é, aliás, uma das grandes reflexões propostas por este livro. E mesmo que a relação causa efeito seja meramente estatística, Fernando Contumélias não hesita em aplicá-la nas forças de segurança. De resto, com base uma vez mais no método de recolha de testemunhos aleatórios dentro dos dispositivos, os autores concluem que é impensável cortar ainda mais, num sector que nunca teve o orçamento necessário, que quanto mais cortes forem feitos mais complicada será a vida dentro das polícias mas também que, apesar de tudo, o sentido profissional será sempre mais forte do que a vontade de protestar. O livro de Fernando e Mário Contumélias é lançado pela editora Babel.
                                                                                          
Associação de municípios concorda com extinção de empresas municipais
                                                                                              
O Governo decidiu ontem alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria. A Associação de Municípios Portugueses (AMP) dá um parecer positivo à decisão do Governo de proibir a criação de mais empresas municipais e concorda que as que não cumprirem os objectivos devem ser encerradas. Fernando Ruas diz que não quer criar um campo de batalha com o Governo na questão das empresas municipais, por isso, para o presidente AMP, a resposta à troika pode já ser dada: “a partir de agora, não há possibilidade de criar mais empresas municipais”. Fernando Ruas diz ainda que concorda com a extinção de as empresas que não se justifiquem estarem abertas.
“A associação a que presido estará inteiramente de acordo com todas as empresas municipais que não se justifiquem sejam extintas de imediato. Todas as que não se justifiquem. Queremos também salvaguardar as empresas municipais que são um óptimo auxiliar de gestão, que cumprem muito bem a sua função, e que não se generalize no sentido de as anular todas”, defende Fernando Ruas. O presidente da Associação de Municípios Portugueses a demonstrar apoio ao Governo, mas quanto ao número de empresas a encerrar, prefere aguardar pelas conclusões do estudo sobre as empresas municipais. O Governo decidiu ontem em Conselho de Ministros alterar o regime jurídico das empresas municipais. Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, afirmava que era necessário extinguir todas as que não conseguissem pelos menos 50% de receita própria.
                                                                                                                  
Passos Coelho vai fazer périplo pela Europa
                                                                                                                  
Na próxima semana, o primeiro-ministro português tem encontros marcados com Merkel, Sarkosy e Zapatero. O primeiro-ministro realiza na próxima semana um périplo europeu que inclui encontros com a Chanceler alemã, o chefe do Governo espanhol e o Presidente francês, disse à Lusa fonte do gabinete Pedro Passos Coelho. Na quarta-feira, tem uma reunião em Madrid com o chefe do Governo espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, com quem deve passar em revista, os últimos desenvolvimentos na Europa e na Zona Euro, bem como o plano de reformas estruturais e de ajustamento económico em Portugal, na sequência do Conselho Europeu de 23 de Junho e da Cimeira da Zona Euro de 21 de Julho. Da agenda do encontro fazem ainda parte as relações bilaterais entre os dois países e outros temas de actualidade internacional. Na quinta-feira, 1 de Setembro, Passos Coelho vai encontrar-se em Berlim com a Chanceler alemã, Ângela Merkel, com uma agenda de trabalho semelhante à de Madrid. No regresso de Berlim, o primeiro-ministro passa ainda por Paris, onde participa numa reunião internacional promovida pelo Presidente francês, Nicholas Sarkozy.
                                                                                                                  
Jardim lança novas obras, e dívida madeirense sobe 11,5%...
                                                                                               
Dados do Tribunal de Contas revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros. O líder da Madeira lança novas obras públicas, mesmo depois de admitir ruptura financeira e ter pedido ajuda a Passos Coelho para sanear as contas. Com as eleições à porta, Alberto João Jardim continua a lançar novos concursos e adjudicar obras públicas, escreve o “Diário Económico”. O conselho do Executivo regional reuniu ontem e das sete resoluções, divulgadas publicamente, cinco são para dar “luz verde” a obras na Madeira. De acordo com fonte oficial do gabinete da presidência do governo regional o problema da dívida da região não foi debatido. Mas em clima de pré-campanha eleitoral (as eleições estão marcadas para 9 de Outubro), Alberto João Jardim deu prioridade à construção de um pavilhão gimnodesportivo, uma piscina e a construção de um centro paroquial entre outras obras. Em apenas cinco anos a dívida da Madeira subiu 101,5%. Em 2005 a dívida estava nos 478 milhões de euros, e em 2010, segundo uma auditoria apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chegava a 963 milhões de euros, ou seja, mais que duplicou. Os dados da entidade liderada por Guilherme d' Oliveira Martins revelam que entre 2009 e 2010 a dívida subiu 11,5%, ou seja, 99,4 milhões de euros.
                                                                                                                       
EUA pediram informações sobre comunidade muçulmana em Portugal
                                                                                                                       
A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. Os Estados Unidos pediram à sua diplomacia em Lisboa informações sobre a comunidade muçulmana em Portugal, refere um telegrama de Janeiro de 2010 divulgado pela WikiLeaks. Em resposta ao pedido, a embaixada norte-americana em Lisboa disse que "a comunidade muçulmana em Portugal é de cerca de 50 mil membros (menos de 1% da população), a maioria são descendentes indo-paquistaneses, bem como imigrantes das antigas colónias de Portugal de Moçambique e Guiné-Bissau". No telegrama, de 14 de Janeiro de 2010 e com referência “10LISBON20”, a embaixada norte-americana diz ainda que a mesquita principal é localizada em Lisboa, existindo "muitas salas de oração em todo o país", destacando que "os muçulmanos em Portugal não são politicamente activos enquanto muçulmanos e mantêm um perfil relativamente discreto".
A diplomacia norte-americana reportou, no mesmo telegrama, que "mantém contacto com a comunidade muçulmana" e com vários líderes religiosos, acrescentando que "tem o mesmo envolvimento com a comunidade muçulmana em Portugal que com outras comunidades religiosas em Portugal". A WikiLeaks anunciou na quinta-feira a divulgação de mais de cem mil novos telegramas da diplomacia norte-americana em todo o mundo. A organização começou na quarta-feira a publicar telegramas até agora desconhecidos, incluindo relatórios diplomáticos confidenciais. Além de Portugal, foram divulgados documentos relativos a Angola, Moçambique e Timor-Leste, entre outros.
                                                                                                                    
Instituições de Solidariedade estão com a corda na garganta
                                                                                                                           
Falta dinheiro para cumprir compromissos, por exemplo, pagar obras. Apoios às instituições de solidariedade tem faltado, diz Pe. Lino Maia. Grande parte das Instituições de Solidariedade Social está com dificuldades económicas. A denúncia é feita por António Figueiredo, da União Distrital de Setúbal, que aponta as instituições de Setúbal, Braga e Aveiro como as mais endividadas. O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), garante que estes são apenas exemplos da realidade nacional. “Por um lado, são as famílias que não podem suportar as suas comparticipações, por causa do endividamento, desemprego, crise. Também não tem havido aumentos de apoios por parte do Estado”, explica. A falta de verbas é visível, assegura o presidente da CNIS. “Algumas [instituições estão] com obras em curso e com dificuldade em pagar”.
                                                                                                                             
                                                                                                                              
                                                                                                                                      

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Várias

Autoeuropa pára hoje por falta de componentes
                                                                                                                            
Autoeuropa vai parar produção por um dia. A paragem prende-se com o facto de grande parte dos fornecedores estrangeiros só ontem terem retomado a produção depois da época natalícia.
                                          
A Autoeuropa vai fazer hopje uma paragem forçada por falta de componentes. No entanto, a porta-voz da fábrica portuguesa da Volkswagen já garantiu à Renascença que a produção vai ser recuperada ainda no mês de Janeiro. Os mecanismos de flexibilização laboral que existem na Autoeuropa permitem o recurso a este tipo de paragens de produção – os chamados “down days”. Neste caso, a paragem prende-se com o facto de grande parte dos fornecedores estrangeiros só ontem terem retomado a produção depois da época natalícia. Por isso, a Comissão de Trabalhadores deu o seu acordo à proposta da administração da fábrica de Palmela.
Os rabalhadores concordaram com “day down” geral, depois de a administração ter garantido que, com esta paragem, a situação ficaria resolvida. A comissão de trabalhadores da Autoeuropa foi informada pela administração da falta de componentes para produzir durante o dia de hoje, quarta-feira. Segundo um comunicado, a administração terá solicitado a concordância da comissão de trabalhadores para, face a esta inesperada ocorrência, ser declarado um “down day” geral. Depois de um esclarecimento sobre a situação e da verificação da impossibilidade de se conseguirem os componentes em falta, bem como da garantia de que parando amanhã a solução ficará resolvida, a comissão de trabalhadores concordou com a marcação extraordinária de um dia de paragem na produção para os dois turnos.
                                                                                      
PS deve assumir responsabilidades até ao fim, diz Fernado Ruas
                                                                                               
O presidente da Associação Nacional de Municípios defende, em entrevista ao programa “Terça à Noite”, que caso o FMI venha a intervir em Portugal, o PS deve manter-se no Governo e assumir as suas responsabilidades até ao fim. Fernando Ruas diz temer que a entrada do FMI venha a ser inevitável se o Governo “não tomar as medidas que tem que tomar”. Ruas recusa a ideia de que as autarquias têm uma quota-parte importante de responsabilidades na situação do país e diz mesmo que acha um erro os cortes que têm sido impostos aos municípios.
“Quando nos cortaram 100 milhões tinha esperança de que ao menos a dívida decrescesse nessa proporção, mas não foi isso que se verificou. O que aconteceu é que outros gastaram o que nós não gastámos e posso garantir que terá sido pior”, afirmou. Nesta entrevista, o autarca de Viseu disse ainda que se o governo não tomar medidas, as verbas do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional ) serão devolvidas a Bruxelas, porque as autarquias não estão a conseguir financiar-se nos bancos. A crise é já bem visível nas Câmaras que passam agora grande parte do tempo a resolver problemas, como o pagamento de rendas de casa e contas dos munícipes.
                                                                                                                 
Sindicatos prometem batalha judicial contra cortes salariais
                                                                                                               
Nos próximos dois dias, várias estruturas sindicais da CGTP avançam para a justiça para contestar as medidas de austeridade do Governo. Os sindicatos da CGTP tentam, através de providências cautelares "antecipatórias", evitar o corte salarial decretado na lei de Orçamento para 2011. Nos próximos dois dias, várias estruturas sindicais avançam para a justiça para contestar as medidas de austeridade do Governo. Sindicatos da Função Pública e da Administração Local, Inspectores, enfermeiros, Médicos são apenas alguns dos que vão entregar providências cautelares para tentar suspender os cortes salariais entre 3,5 e 10%, que abrangem os trabalhadores do Estado com vencimentos superiores a 1500 euros.
À margem da conferência de imprensa da CGTP, o coordenador da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, explicou que providências são estas e o objectivo concreto. “O que iremos fazer amanhã é entregar providências cautelares antecipatórias. Procuramos neste caso anteciparmo-nos ao processamento dos salários que, no nosso caso dos professores, vai até ao dia 8 ou 10”, adianta o sindicalista. Há especialistas que consideram que estas providências cautelares antecipatórias têm poucas hipóteses de vingar, mas os sindicatos já estão a preparar os passos seguintes. Mário Nogueira revelou que as organizações e os trabalhadores vão avançar, também, com providências conservatórias e impugnações de salários.
As providências vão ser entregues nos tribunais administrativos das cidades em que os diversos sindicatos têm sede. Basta que um se pronuncie a favor da pretensão sindical para que a medida que determina o corte salarial seja suspensa. Ainda assim os sindicatos da Administração Pública tentaram sensibilizar os grupos parlamentares para apresentarem ao Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade destes artigos da Lei de Orçamento. Para vingar é necessário que tenha o apoio de pelo menos um décimo dos 230 deputados do Parlamento, ou seja, 23. Mas como os eleitos do Bloco de Esquerda, PCP e Verdes já manifestaram disponibilidade, o número mínimo já foi ultrapassado e o pedido deverá seguir para o Palácio Ratton.
                                                                                                                  
Governo tenta travar compensações a cortes nos salários
                                                                                                            
Os sindicatos avançam amanhã para os tribunais, para tentar evitar os cortes salariais. Na resolução do Conselho de Ministros hoje publicada em “Diário da República”, o Governo tenta travar qualquer tipo de compensações pelos cortes de 5% nos salários da função pública. O Executivo introduziu no diploma que define os cortes nos salários das empresas públicas uma proibição de implementar qualquer medida compensatória, incluindo benefícios ao agregado familiar. A redução nos salários dos trabalhadores das empresas de capital exclusiva ou maioritariamente público e nas entidades públicas empresariais (EPE), refere a resolução, incide sobre a remuneração ilíquida superior a 1.500 euros e deve ser efectuada “de forma idêntica à da administração pública”. Deve ainda ser feita “sem prejuízo das adaptações que sejam autorizadas pelos membros do Governo competentes”. O diploma sublinha que as adaptações “não podem gerar qualquer excepção à redução remuneratória fixada na lei do Orçamento do Estado para 2011, devendo todas as empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público e as entidades empresariais reduzir efectivamente em 5% os custos globais com as remunerações totais ilíquidas considerado o universo comparável dos efectivos”.
O documento determina ainda que não serão autorizadas quaisquer adaptações que coloquem em causa a isenção do corte nos salários iguais ou inferiores a 1.500 euros, a redução efectiva das remunerações para todos os trabalhadores cuja remuneração seja superior a 1.500 euros mensais e que a dimensão dos cortes seja progressiva. No último ponto, o Governo proíbe ainda estas empresas de atribuírem aos trabalhadores ou aos seus cônjuges, unidos de facto, ascendentes, descendentes ou pessoas que vivam em economia comum “quaisquer benefícios geradores de encargos”, como “subsídios, ajudas de custo ou quais outros suplementos pecuniários com a finalidade de compensar, directa ou indirectamente, as reduções remuneratórias”. Amanhã, os sindicatos avançam para os tribunais, para tentar travar, através de providências cautelares, os cortes salariais. De recordar ainda que o Governo Regional dos Açores prometeu pagar compensações aos funcionários públicos regionais e que o Governo afirmou nada poder fazer.
                                                                                               
Todos ao ataque: Cavaco, um alvo abater
                                                                                                         
Nobre e Alegre defendem que Cavaco Silva deve explicar venda de acções do BPN. Em entrevista à RTP, o candidato presidencial lamentou hoje que a campanha a Belém tenha entrado “num lodaçal esquisito”. Fernando Nobre considera que Cavaco Silva deve explicar a quem comprou e a quem vendeu as acções na Sociedade Lusa de Negócios, a dona do BPN. "Se algo tem que ser esclarecido, que se esclareça. Acho que nós temos serviços competentes no país - nomeadamente judiciais -, embora haja responsabilidade política e a responsabilidade cível. Chegado a este ponto, o professor Cavaco Silva terá que explicar algo. Explicar a quem comprou e a quem vendeu as acções. Se as acções deram o lucro que deram, isso é um assunto interno do banco e o banco que se explique", disse.
Em entrevista à RTP, o candidato presidencial lamentou hoje que a campanha a Belém tenha entrado “num lodaçal esquisito”. O BPN – recorda Nobre – é um “buraco tremendo” em que já se meteram “cinco mil milhões de euros, mais do que o Estado vai cortar”. Questionado sobre as estratégias de outros candidatos presidenciais, que estão a usar o caso BPN para atacar o actual Chefe de Estado e recandidato Cavaco Silva, Fernando Nobre disse que “há candidatos com telhados de vidro”, esclarecendo depois que “todos temos telhados de vidro, porque ninguém é santo”. Fernando Nobre acrescenta que se candidatou para ajudar a “credibilizar o sector da política”, sendo que a sua “candidatura é um imperativo de consciência para com o país”. Já em campanha, o médico Fernando Nobre “preferia discutir ideias, projectos, ideias e valores” e teme que este caso BPN impeça os candidatos de discutir os assuntos que interessam.
“Não ouvi uma ideia para o país dos outros candidatos, tirando a de Defensor Moura sobre a regionalização”, referiu. Sobre um alegado “empurrão” de Mário Soares à sua candidatura, Nobre reage repetindo que “nunca ninguém toma as decisões por mim, não sou pessoa para ser empurrada”. Fernando Nobre reafirma que está na corrida para ganhar e acredita que vai à segunda volta discutir a vitória contra Cavaco Silva. O líder da AMI disse mesmo, nesta entrevista à RTP, que é “o único que pode ganhar na segunda volta”. A sua campanha está avaliada em 800 mil euros. Nobre admite ir até às últimas consequências para pagar e nada ficar a dever. A este propósito, Nobre diz que os partidos políticos e os candidatos por eles apoiados são beneficiados em relação a candidatos independentes. Aconteça o que acontecer – esclarece o médico –, esta está a ser uma “experiência enriquecedora, extremamente marcante”.
                                                                                                        
Alegre pede a Cavaco esclarecimentos sobre venda de acções do BPN
                                                                                                                   
O candidato presidencial apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda diz que Cavaco Silva, quanto Presidente da República, não é um cidadão qualquer e deve, por isso, esclarecer a opinião pública sobre este negócio. O candidato presidencial apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda desafia Cavaco Silva a revelar publicamente o contrato de venda das suas acções no Banco Português de Negócios (BPN). Manuel Alegre ressalva que tem o candidato Cavaco Silva como uma pessoa séria, mas lançou o repto, esta tarde, na Madeira. “Acho que chegou a altura de ele [Cavaco Silva] tornar público o contrato de venda das acções dele, da Sociedade Lusa de Negócios (SLN). Saber a quem as vendeu, saber como, em tão pouco tempo, aquelas acções valorizaram cerca de 40% e se isso é verdade. Se por acaso ele as vendeu ao presidente do BPN - se por acaso isso aconteceu -, então é um caso político, senão está tudo bem”, diz Alegre.
O candidato presidencial, apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda, recorda que Cavaco Silva disse que o seu “compromisso era a verdade”. “Quem tem um compromisso com a verdade, é dizer a verdade”, sublinha, acrescentando, porém, que não está a pôr em causa Cavaco Silva, nem a fazer insinuações. “É um facto político. Ele é Presidente da República, não é um cidadão qualquer”, refere Alegre. Também esta tarde, o candidato presidencial afimrou que Cavaco Silva nunca “disse nada” sobre a gestão “danosa e criminosa” da antiga administração do BPN, pelo que o desafiou a pronunciar-se sobre este assunto.
                                                                                                                                       
Cavaco Silva recusa fazer mais comentários à venda de acções do BPN
                                                                                                                                    
Candidato presidencial rejeita campanhas "sujas e desonestas". O candidato presidencial Cavaco Silva recusou fazer mais comentários sobre a venda das suas acções no Banco Português de Negócios (BPN), alegando ter "respondido uma vez e estar tudo por escrito". "Depois de responder uma vez, não respondo mais nenhuma. Contratos há zero", declarou hoje Cavaco Silva, interrogado pelos jornalistas à chegada a Ponta Delgada para uma visita de pré-campanha de dois dias aos Açores. No Funchal, o candidato presidencial Manuel Alegre desafiou hoje Cavaco Silva a revelar pormenores sobre a venda das suas acções do BPN, designadamente se as vendeu ao presidente do banco e porque razão elas se valorizaram em 40% em pouco tempo, insistindo que considera ter "chegado a altura de Cavaco Silva tornar público o contrato de venda das suas ações" no BPN. Em resposta a este desafio de Alegre, o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP acrescentou não vir aos Açores "para alimentar campanhas sujas e desonestas". "Vim aos Açores para falar da crise grave em que Portugal está metido", sublinhou.
                                                                                                             
"Não é um tempo para aventuras", alerta Cavaco Silva
                                                                                                                       
Candidato presidencial inaugurou sede de campanha no Funchal. O candidato presidencial Cavaco Silva voltou ontem a alertar que Portugal não deve “fazer experiências” nas eleições de 23 de Janeiro. “Este não é um tempo para aventuras, para fazer experiências e o nosso país não pode ser um país aberto a qualquer experimentalismo”, declarou o candidato apoiado por PSD e CDS-PP. Cavaco Silva falava na inauguração da sua sede de campanha no Funchal, na Madeira, onde se encontra desde ontem. Na corrida à reeleição para o Palácio de Belém, Cavaco Silva chega ainda esta tarde a Ponta Delgada, nos Açores, para mais acções de pré-campanha.
                                                                                                
Carlos César critica "falta de consideração" de Cavaco Silva
                                                                                                               
Candidato presidencial Cavaco Silva visita Açores, mas não se vai reunir com os órgãos de governo regionais. O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, acusou Cavaco Silva de "falta de consideração", pelo facto de o candidato presidencial não se encontrar com os órgãos de governo regionais na deslocação que hoje inicia ao arquipélago. "Acho que um candidato à Presidência da República deve demonstrar com humildade e sentido de coesão nacional o seu respeito pelas instituições autonómicas", afirmou Carlos César em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada. Carlos César comentava o facto de Cavaco Silva não ter previsto nenhum encontro com o presidente do Governo Regional ou com o presidente da Assembleia Legislativa Regional na visita que hoje inicia aos Açores, enquanto candidato às eleições presidenciais.
"Não creio que Cavaco Silva tenha distinguido positivamente as instituições regionais no passado enquanto Presidente da República e a circunstância de, nesta deslocação em campanha eleitoral, ignorar a assembleia e o governo regionais não deixa de ser consonante com a ideia que temos do seu perfil nesta matéria", frisou. Para Carlos César, "nesta omissão está uma posição política", salientando que "visitar nestas circunstâncias e prestar homenagem aos órgãos de governo próprios representa uma deferência e uma consideração institucional que dá nota do respeito dos candidatos pelos órgãos autonómicos". "Não o fazer também tem um significado político. Revela a posição que este candidato tem em relação às autonomias regionais, que é de alguma falta de consideração", acrescentou Carlos César.
                                                                          
Pico de afluência às urgências após Natal e Ano Novo
                                                                                                                  
A Direcção-Geral de Saúde garante que o impacto da época gripal se mantém moderado, mas explica que é difícil prever as próximas semanas. Os dias que se seguiram ao Natal e do Ano Novo concentram, até agora, os picos de afluência às urgências dos hospitais, indica a Direcção-Geral de Saúde (DGS). A DGS garante que o impacto da época gripal mantém-se moderado, mas explica que é difícil prever as próximas semanas. Mário Carreira, da DGS, explica que o aumento da procura dos serviços de urgência começou em meados de Dezembro e concentrou-se, sobretudo, nos hospitais.Os picos de procura de urgências foram registados a seguir ao Natal e ao Ano Novo, embora a níveis dentro do normal para a época, nunca acima dos 30 mil casos por dia. “No dia 25 subiu um pouco, no dia 26 subiu mais um pouco e no dia 27 atingiu o máximo desde o início do Inverno, cerca de 30 mil”, refere Mário Carreira.
Este ano não há pandemia, no entanto, há, de novo, uma circunstância rara: dois tipos de vírus numa espécie de competição a ver qual domina, o que torna muito difícil prever a evolução desta época gripal. Não há explicações científicas para estas oscilações. À primeira vista, ou o vírus dá “tréguas” em épocas festivas ou são os doentes que adiam a ida ao médico para depois das festas. Segundo os últimos dados da DGS, até final do ano passado a gripe provocou duas mortes, uma provocada por um vírus do tipo A e outra por um vírus do tipo B. Ontem, no hospital Garcia de Orta, em Almada, os doentes urgentes esperaram mais de três horas. Em S. José, a espera pode ser idêntica, mas aqui para os casos não urgentes. Já outros como o Santa Maria ou S. João referem ter uma afluência normal para a época
                                                                                                        
Medicamentos sem receita perdem comparticipação até Março
                                                                                                                                 
A medida, publicada em Diário da República, aplica-se a fármacos como o paracetamol, antiácidos ou antivirais para combater a gripe. Todos os remédios que forem vendidos sem receita até Março vão deixar de ser comparticipados pelo Estado. Medicamentos como o paracetamol, antiácidos ou antivirais deixam assim de ter apoio estatal. A medida, que já saiu em Diário da República, é mais uma para conter a despesa do Estado com medicamentos e vai ser aplicada durante os primeiros três meses do ano. De um universo de 1.900 remédios que podem ser comprados sem receita médica, actualmente apenas 24 têm comparticipação. São dados do Infarmed, que adianta que são essas 24 apresentações que agora deixam de ter apoio do Estado. Entre elas, estão alguns tipos de paracetamol, de anti-ácidos e de medicamentos antivirais para combater a gripe. Trata-se de remédios que só beneficiam de comparticipação se forem comprados na farmácia, mas que agora são totalmente descomparticipados.
                                                                                                                         
E se um dia lhe assaltassem o Facebook?
                                                                                                                                   
Daniela Cabrita descobriu, através de amigos, que lhe tinham roubado as fotografias das filhas no Facebook. Fez queixa junto do site que gere esta rede social, mas não obteve, até hoje, qualquer resposta. O caso ilustra que os portugueses estão pouco conscientes dos perigos da Internet, conclusão revelada hoje num estudo da Universidade de Coimbra. Daniela Cabrita é utilizadora de uma das redes sociais mais famosas do mundo: o Facebook. Partilhava informações com amigos, estados de espírito e fotografias. Até que um dia uma amiga reparou que existia alguém na rede, de nome Carlota, que exibia no seu perfil as fotografias de Daniela Cabrita e das suas filhas. “Uma amiga minha, que mora em Leiria, estava em casa de uma vizinha que tem filhos adolescentes e um deles, que já tem uns 17 ou 18 anos, tinha uma amiga de nome Carlota no Facebook. Esta 'Carlota' tinha fotografia minhas, da minha filha mais nova, como se eu fosse a mãe dela e a minha filha Carminho a irmã”, conta Daniela Cabrita. Com receio de que algo pior pudesse acontecer, Daniela Cabrita resolveu contactar a dita Carlota. “Mandei-lhe duas mensagens a dizer que já sabia o que estava a acontecer e a pedir-lhe para tirar as fotografias. Nunca me respondeu”, explica.
O passo imediatamente a seguir foi denunciar na própria rede a fraude que estava a acontecer. “Fiz denúncia através do Facebook. Fiz eu e fizeram os meus amigos todos. Nunca me disseram nada do Facebook. Nunca recebi resposta alguma”, sublinha. Sem respostas, Daniela Cabrita resolveu apresentar queixa na Polícia Judiciária. Também sem sucesso. “Fui à Polícia Judiciária porque fiquei preocupada, podiam fazer alguma coisa às miúdas, podia ser mais grave, porque tenho três filhas. Disseram-me que não podiam fazer nada, que não se podia provar nada e tudo ficou assim”, relata. O tempo passou até que um amigo avisou que as fotografias ainda continuavam no perfil da dita Carlota. Por isso, Daniela Cabrita deixa um conselho: “Só aceitarem mesmo quem conhecem verdadeiramente, que tenham confiança e não exporem nada como fotografias, nem da casa, nem de sítios. Tentarem ao máximo manter tudo privado. É a única maneira, porque aquilo de facto está perigosíssimo”.
                                                                                 
Portugueses pouco conscientes dos perigos das redes sociais
                                                                                                          
Os utilizadores portugueses da rede social Facebook divulgam muita informação pessoal e profissional, não se mostram preocupados com a sua privacidade e desconhecem os riscos a que estão expostos. Esta é uma das conclusões de um estudo da Universidade de Coimbra, que analisou 79 mil utilizadores desta rede. “Dos 79 mil, cerca de metade revelam informação sobre as suas relações pessoais e cerca de um quarto revela informações sobre a sua vida profissional, o que, de uma maneira geral, sustenta a ideia de que as pessoas das duas uma: ou não sabem o risco que correm, ou simplesmente não lhe atribuem a devida importância”, explicou Francisco Rente, do Centro de Investigação em Sistemas (CISUC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC). Com essa informação, explica o investigador, “pessoas mal intencionadas podem praticar inúmeros crimes, informáticos ou não, fazerem-se passar pela pessoa em questão, focalizarem ataques informáticos, afectarem a organização para a qual essa pessoa trabalha”.