Sócrates demitiu-se

Primeiro-ministro apresentou demissão a Cavaco Silva em Belém. O primeiro-ministro deixou, no entanto, um esclarecimento: "o país não ficou sem Governo. Os portugueses podem contar com um governo de gestão com a determinação de sempre".O primeiro-ministro confirma que apresentou a demissão ao Presidente da República depois do PEC 4 ter sido chumbado no Parlamento. “Hoje os partidos da oposição retiraram todas as condições para o Governo continuar a governar. Acabei de apresentar a minha demissão ao senhor Presidente da República.” José Sócrates diz que sempre tentou evitar que fosse preciso recorrer à ajuda externa para que Portugal não ficasse como a Grécia ou a Irlanda e tivesse que sofrer um programa de ajuda externa com consequências muito negativas "para as pessoas, para as famílias e também para as empresas". "Esta crise era evitável, desnecessária e inoportuna em vésperas de uma cimeira europeia", disse. "Hoje, o país perdeu, não ganhou. A irresponsabilidade triunfou sobre o sentido de Estado", acrescentou Sócrates que lembra que "ao longo destes dias fiz inúmeros apelos à responsabilidade e pedi a todos que pensassem no que iam fazer. Lamento que tenha sido o único a fazer esse apelo e lamento ainda mais que nenhuma outra força política tenha respondido a esse apelo". "A crise política só pode ser resolvida pelos portugueses". O primeiro-ministro deixou, no entanto, um esclarecimento: "o país não ficou sem Governo. Os portugueses podem contar com um governo de gestão com a determinação de sempre".
Cavaco ouve partidos na sexta-feira
Demissão de José Sócrates deve levar à antecipação de eleições. As audiências com os partidos que o Presidente da República promove sexta-feira marcarão a primeiro etapa da crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro e que deverá levar à realização de eleições antecipadas antes do Verão. Apesar do calendário imposto pelos prazos legais que é preciso observar ser “apertado” é possível que as mais do que previsíveis eleições legislativas antecipadas se realizem no final de Maio ou início de Junho. De acordo com a Lei Eleitoral para a Assembleia da República, a marcação de eleições antecipadas devido à dissolução da Assembleia da República terá que marcar o ato eleitoral com uma "antecedência mínima de 55 dias".
Ou seja, para as eleições se realizarem no último fim-de-semana de Maio (dia 29), as eleições teriam que ser marcadas até dia 4 de Abril. Se as eleições forem marcadas até 11 de Abril ainda será possível o acto eleitoral realizar-se a 5 de Junho, antes da sucessão de feriados que levará muitos portugueses a marcar férias para essa altura. Contudo, até à assinatura do decreto de marcação das eleições, ainda será necessário cumprir outros “passos” impostos pela Constituição. Já na sexta-feira, Cavaco Silva irá ouvir os partidos para tentar encontrar outra solução de Governo dentro do actual quadro parlamentar. Se não for possível a actual Assembleia da República gerar um novo Governo, como é previsível, o Presidente da República deverá então aceitar formalmente o pedido de demissão de José Sócrates e dar início ao processo de dissolução do Parlamento, ouvindo novamente os partidos e o Conselho de Estado.
Euro cai após demissão de Sócrates e 'chumbo' do PEC
O euro caiu hoje face às outras principais divisas na sequência da demissão do Governo e do 'chumbo' do parlamento português às alterações ao Programa de Estabilidade e Crescimento. A moeda europeia caiu pelo segundo dia consecutivo após a votação no parlamento português que levou à demissão do primeiro-ministro José Sócrates, alimentado especulações nos mercados de que Portugal terá mesmo de recorrer a uma ajuda externa. "Estamos a interpretar isto como uma euro-negativa", disse Michael Woolfolk, analista sénior de divisas no Bank of New York Mellon Corp, sobre a votação em Portugal. "Muitos estavam à espera, se bem que o mercado em geral tenha ficado surpreendido"
É preciso "levar a sério" os protestos sociais
"O sujeito da crise e o sujeito da resolução da crise é Portugal, somos todos nós, não apenas os políticos", diz o Bispo do Porto. D. Manuel Clemente defende ser preciso "levar a sério" as manifestações de quem luta por um futuro melhor e pede maior capacidade mobilizadora a quem tem responsabilidades políticas. Referindo-se às concentrações da "Geração à Rasca" e à manifestação do sector laboral, realizadas recentemente, o prelado afirmou que "são, antes de mais, para respeitar muito" e "levar a sério", disse em entrevista à agência Lusa. Para o Bispo do Porto, não se pode "relativizar" o que fizeram os jovens, "que vêem o seu futuro com uma grande interrogação", e as posições de "muita e muita gente que pôs problemas que são reais". Considerou ainda que "o sujeito da crise e o sujeito da resolução da crise é Portugal, somos todos nós, não apenas os políticos" e preconizou que os responsáveis políticos "devem ter muito presente" essa perspectiva. "Ou nós sentimos que isto é com todos e cada um faz o que lhe compete, e os políticos fazem também aquilo que nós lhes incumbimos que façam, ou então ficamos à espera que venha alguma salvação do grupo A, do grupo B, do político A, do político B, sem nunca resolveremos o problema", observou.
Outras questões fracturantes
Na entrevista, concedida na altura em que completa quatro anos à frente da Diocese do Porto, D. Manuel Clemente referiu-se às questões ditas fracturantes, como o aborto ou os casamentos homossexuais, recordando as posições "claríssimas" do Episcopado sobre essas matérias e recusando que a Igreja portuguesa tenha sido menos contundente do que congénere espanhola. "É possível na forma, na expressão, mas não na intenção, nem nos pronunciamentos", frisou. Salvaguardando que "se não fosse religioso, pensaria da mesma maneira", o Bispo do Porto manifestou "preocupações" face a "legislações que consideram positivamente parte da vida e desconsideram outra parte, concretamente na sua origem". Disse mesmo que começa a ter "alguns receios" quanto à eventual legalização da eutanásia, considerando que se exige "uma solidariedade muito maior em relação à vida no seu todo, uterina, pós-uterina, terminal, e uma outra vinculação aos problemas que possam aparecer nessas fases da vida". Referindo-se ao seu futuro ao serviço da Igreja Católica e à possibilidade de vir a suceder a José Policarpo, disse que "as hipóteses todas se podem pôr, mas não é coisa que eu equacione". Disse esperar "é que o actual Cardeal Patriarca de Lisboa tenha saúde e disponibilidade para se aguentar no cargo dois,três anos, porque nos faz muita falta, pelo seu pensamento, pela sua clarividência".
Bombeiros combatem 16 incêndios activos pelo país
Tal como tem acontecidos nos últimos dias, também a tarde de hoje está a ser de algum trabalho para os bombeiros, com incêndios a deflagrar sobretudo no centro do país. Há nesta altura 16 incêndios activos, sobretudo no centro do país. O mais complicado de combater regista-se em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, onde há mais de 5 horas, meia centena de bombeiros tenta controlar as chamas numa zona de eucaliptal, pinhal e mato. Os bombeiros estão a ser apoiados por 16 viaturas e um helicóptero pesado Kamov. A esmagadora maioria dos incêndios registados nos últimos dias, 307 só nos últimos 5, têm origem em queimadas agrícolas.
Controlado fogo que consumiu fábrica "Ideal" na baixa de Coimbra
Desde as 15h30 que as chamas estão a consumir o edifício devoluto. Ainda não foram encontradas vítimas. O incêndio que deflagrou na antiga fábrica têxtil “Ideal” no centro de Coimbra já está controlado. Desde as 15h30 que as chamas estão a consumir o edifício devoluto. Ainda não foram encontradas vítimas. As labaredas cresceram rapidamente, semeando o pânico numa zona crítica de Coimbra, onde existem alguns hotéis, a Segurança Social e uma linha de ferro. Segundo Avelino Dantas, comandante dos bombeiros locais, “não há problema para nenhuma habitação”. As causas do incêndio, segundo os bombeiros, são ainda desconhecidas. Embora não tenham sido encontradas vítimas, essa possibilidade não é descartada, uma vez que o edifício da antiga fábrica é muito grande e a zona é frequentada por toxicodependentes e sem abrigo.
Misericórdias estão atentas aos problemas sociais
Segundo Manuel Lemos as instituições têm conseguido atender, até agora, todos os pedidos de ajuda mas as necessidades continuam a aumentar. As misericórdias têm conseguido atender, até agora, todos os pedidos de ajuda mas as necessidades continuam a aumentar. É um alerta do presidente da União das Misericórdias Portuguesas, deixado no final de uma audiência com Cavaco Silva. Manuel Lemos afirma que as misericórdias estão atentas à evolução das questões sociais. “As misericórdias estão na primeira linha da protecção às pessoas como o senhor Presidente da República tem dito muitas vezes, se não fossem as misericórdias e as IPSS, a situação portuguesa seria dramática para milhares de pessoas”, alertou Manuel Lemos. O presidente da União das Misericórdias Portuguesas garante que as instituições estão “atentas às questões sociais” e que até hoje nunca deixaram de “dar resposta a ninguém”. Manuel Lemos foi hoje recebido pelo Presidente da República. Cavaco Silva aceitou o convite para participar, em Junho, no Congresso da União das Misericórdias, que vai decorrer em Coimbra.
Administradores Hospitalares temem pela qualidade perante cortes orçamentais
Presidente da Associação, Pedro Lopes, estranha que o Governo insista em cortar despesa nos hospitais quando a meta prevista para este ano já não está a ser cumprida. A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) sustenta que é impossível fazer novos cortes nos hospitais e continuar a tratar quem precisa. Esta posição surge em reacção às medidas previstas no novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), que prevêem novos cortes em 2012 e 2013. Pedro Lopes, presidente da APAH, sublinha que os hospitais já não estão a cumprir as metas de redução da despesa de 15% previstas para este ano e lança um apelo ao Ministério da Saúde, dizendo que "é impossível cortar mais nos hospitais" e garantir qualidade dos serviços. “Acho que o Ministério da Saúde, nestas negociações, não pode perder o espírito e a sensibilidade de tutela que gere a área da saúde para fazer ver ao ministério das Finanças que há limites que não podem ser ultrapassados, sob pena de haver riscos, quer no número de pessoas a poderem ser tratadas, quer na qualidade dos tratamentos que são oferecidos aos portugueses”, explica Pedro Lopes. A APAH considera que os novos cortes vão comprometer os cuidados de saúde à população e agravar ainda mais a situação financeira dos hospitais.
Situação muito difícil
“Financeiramente, os hospitais estão numa situação muito difícil. Devem muito dinheiro e a situação agrava-se de mês para mês. Com medidas deste tipo, que não ajudam a melhorar estas situações, o que é que se pode esperar dos hospitais portugueses? Não é coisa boa”, considera. Pedro Lopes estranha que o Governo insista em cortar a despesa nos hospitais, quando a meta prevista para este ano já não está a ser cumprida. “Se os deste ano não puderam ser cumpridos - eu aí não posso deixar de valorizar o bom senso do Ministério da Saúde e até das Finanças, que acabou por aceitar a situação -, é óbvio que não tem sentido que venham a acontecer novos cortes”, sublinha. Pedro Lopes explica que os cortes “não foram possíveis em 2011, porque os hospitais, apesar de partilharem este esforço para a correcção das contas públicas, não puderam fazer mais porque não era possível”. “Portanto, se não era possível, como é que é possível tentar agora procurar em 2012 e 2013 fazer novos cortes?”, interroga o presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares. Os hospitais já não estão a cumprir o corte de 15% previsto para este ano, mas o novo PEC estipula novos cortes de mais 5% no ano que vem e outros 4% em 2013. O objectivo do Governo é conseguir uma poupança de mais 180 milhões de euros.
Hospitais devem mais de mil milhões à indústria farmacêutica
PSD confrontou ministra com valores superiores, na ordem dos dois mil milhões. Ana Jorge diz que ainda não tem apurados dados de 2010. A dívida não vencida dos hospitais à indústria farmacêutica é superior a mil milhões de euros, segundo dados hoje apresentados no Parlamento pelo Ministério da Saúde. O PSD confrontou, na comissão parlamentar de Saúde, a equipa da ministra Ana Jorge com o que diz ser uma dívida acumulada de dois milhões de euros por parte do Serviço Nacional de Saúde. Em resposta, a ministra disse desconhecer como se calculou este valor e referiu não ter ainda devidamente apurados os dados relativos a 2010. "Temos os dados ainda pouco consistentes. Mas penso que não chega aos dois mil milhões", declarou aos jornalistas no final da comissão. O secretário de Estado Manuel Pizarro afirmou, por seu lado, que a dívida a 90 dias aos laboratórios e a outros prestadores de bens e serviços é de cerca de 1.100 milhões de euros. "Dentro dos prazos de pagamento contratualizados temos uma dívida de 1.100 milhões", disse. Lembrou ainda que as compras de bens e serviços mensais por parte do Serviço Nacional de Saúde são superiores a 350 milhões de euros.
Esclerose múltipla afecta 54 portugueses em cada 100 mil
A doença afecta mais mulheres do que homens e ainda é rodeada de muitos mitos. A esclerose múltipla afecta 54 pessoas por cada 100 mil em Portugal, mas a maioria da população desconhece o que é a doença, quais as suas causas e sintomas, revela um estudo hoje divulgado. Cerca de 40% dos inquiridos admitiram não saber ou não ser capaz de explicar o que é a esclerose múltipla, enquanto, apesar da dificuldade em referir sintomas específicos, três quartos dos inquiridos (74%) consideraram que a doença tem um forte impacto na qualidade de vida dos doentes.
Segundo os dados recolhidos entre Julho e Setembro de 2010, estima-se que existam mais de quatro mil pessoas em Portugal com esta patologia inflamatória, crónica e degenerativa, que interfere de modo frequente com a capacidade de controlar funções como a visão, a locomoção e o equilíbrio. A doença "incide mais sobre as mulheres do que os homens, a partir da segunda e terceira décadas", adianta o presidente do Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla e coordenador do estudo, Joaquim Pinheiro. Dos doentes identificados, "sabe-se que 3.500 pessoas estão em tratamento", tendo sido possível, através deste trabalho, perceber que a maioria dos cidadãos (80%) ouviu falar da doença através da Internet, da rádio ou da televisão, adianta também o médico do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho. Ainda assim, os mitos associados à esclerose múltipla fazem com que muitas vezes os doentes sejam descriminados no trabalho e na sua vida social, “sem nenhuma razão", adianta o mesmo responsável.
"EMCoDe: Esclerose Múltipla – Conhecer e Desmistificar" é o nome do estudo, que teve como objectivo "saber o número de doentes que temos em Portugal e avaliar os conhecimentos da população acerca da esclerose múltipla e das suas características". Foram realizados 20.057 inquéritos porta a porta em todo o país e encontrados 54 casos por 100 mil habitantes. "São valores que estão de acordo com o que esperávamos e que se têm encontrado na Europa", afirma Joaquim Pinheiro, salientando, contudo, que a grande percentagem de portugueses que desconhece a doença ou não foi capaz de explicar o que é (65%), "demonstra que é preciso falar sobre a doença para a desmistificar".
“Tempo de Viver” propõe melhores condições para doentes oncológicos
O programa da Sociedade Portuguesa de Oncologia quer dar aos doentes “um acompanhamento continuado, proactivo, em relação àquilo que é habitual, que é meramente reactivo”. “Tempo de Viver” é um programa inovador em Portugal, com o objectivo de dar um acompanhamento personalizado aos doentes com cancro e aos seus familiares. Trata-se de uma parceria entre um laboratório farmacêutico e os hospitais com o alto patrocínio da Sociedade Portuguesa de Oncologia. Este acompanhamento permite seguir de perto os doentes, esclarecer duvidas, como refere Ricardo da Luz, Presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, “de maneira a que o doente se sinta muito mais acompanhado e muito mais seguro daquilo que lhe está a ser feito”. Este apoio é dado por enfermeiros, médicos, psicólogos e fisioterapeutas aos doentes com cancro da mama e do cólon, que são os mais frequentes. O programa já está em funcionamento em três hospitais: no IPO em Lisboa, no São Joao no Porto, e no Divino Espírito Santo, nos Açores. Ricardo da Luz afirma que os resultados têm sido muito positivos: “Têm sido fantásticos, podemos dizer. Nota-se a diferença do que é que é um acompanhamento continuado, proactivo, em relação àquilo que é habitual, que é meramente reactivo”. Ainda este ano, o programa “Tempo de Viver” deverá ser alargado a outros hospitais.
IPSS de Saúde querem dialogar com o Estado a “uma só voz”
As Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) também andam à procura de estabilidade. Estão registadas 300 na área da saúde, mas no primeiro encontro nacional, que decorreu hoje em Lisboa, compareceram 120. Também aqui os tempos são de dificuldades - muitas optaram por poupar o dinheiro da deslocação. Realizou-se hoje em Lisboa, o primeiro Encontro Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) de Saúde. As 120 instituições que estiveram no Auditório do Infarmed concentraram-se em debater os “Desafios do presente e do futuro”no sector da saúde. A procura aumenta, escasseiam os financiamentos privados e a relação com o Estado, por lei, nunca pode ir além de programas de quatro anos. Na área da Sida, por exemplo, há dez instituições cujos projectos terminam no final do ano.
Associação de Planeamento Familiar quer uma plataforma que dê reconhecimento
Eugénia Saraiva, da Liga Portuguesa Contra a Sida, diz que os próprios organismos do Estado concordam que “esta lei tem que ser revista”, e acrescenta que “estão preocupados para que estes serviços não encerrem e mais do que serviços, muitas destas instituições também não fechem por inviabilidade financeira”. A Liga Portuguesa Contra a Sida pretende “um compromisso efectivo por parte deste organismos”, mas Eugénia Saraiva lembra que estamos numa altura de crise: “Falava-se hoje no “estado do Estado” - neste momento, temos que aguardar”. À espera estão também milhares de trabalhadores, voluntários e, sobretudo, utentes destas organizações. Neste encontro aposta-se num passo concreto: constituir uma federação para facilitar o diálogo com as instituições do Estado. Duarte Vilar, da Associação de Planeamento Familiar (APL), disse à Renascença que quer “ter uma plataforma que nos dê mais reconhecimento” e através da qual “sejamos capazes de dialogar com o Estado a uma só voz”. A APL é uma das poucas armas das IPSS do sector da saúde e o trabalho que fazem é reconhecido, mas, também aqui, esperam-se garantias de financiamento para continuar.
Morreu a actriz Elizabeth Taylor
É considerada uma das mais talentosas actrizes de todos os tempos. Participou em filmes como “Cleópatra” e “ Quem tem medo de Virginia Woolf”. Elizabeth Taylor faleceu hoje aos 79 anos. Estava há dois meses internada num hospital de Los Angeles, nos Estados Unidos devido a problemas cardíacos. Considerada uma das mais talentosas actrizes de todos os tempos, participou em filmes como “Cleópatra” e “ Quem Tem Medo de Virginia Woolf”, pelo qual ganhou o seu segundo Óscar de melhor actriz, em 1967. O primeiro havia sido conquistado em 1961, pelo filme “O Número do Amor”.
Jorge Silva Melo, encenador dos Artistas Unidos e realizador de documentários destaca a sua "personalidade fortíssima" e classifica-a como "a grande actriz dos grandes dramas psicológicos dos anos 50 e 60". O realizador João Botelho recorda, sobretudo, o seu olhar: “Teve os olhos mais bonitos do mundo - entrou no cinema e ninguém deixou de olhar para os olhos dela”. “Fez filmes bons, maus, assim assim… era daquelas que chegava ao ecrã e dizia assim: olhem para mim, o olhar é meu, eu é que mando nisto e tomo conta do plano”. Nascida em Londres em 1932, começou a sua carreira, de mais de 50 filmes, com apenas 10 anos, com uma participação na série “Lassie” nos Estados Unidos, onde viveu desde essa altura. Para além dos inúmeros prémios ganhos enquanto actriz, Liz Taylor recebeu em 2001, das mãos do presidente Bill Clinton, a medalha “Presidential Citizen”, pelos seus trabalhos filantrópicos.