Liberdade e o Direito de Expressão
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domingo, 4 de março de 2012
O MELHOR FILME DO ANO !
O filme francês “O Artista”, que fala sobre a passagem do cinema mudo para o sonoro, foi o vencedor da 84ª edição dos Óscares, realizada no Kodak Theatre, em Los Angeles, ao conquistar os prémios de melhor filme, actor, realizador, guarda-roupa e banda sonora original. “O Artista” fez também história, além de vencer na principal categoria, a de melhor filme, por ser a primeira produção sem a bandeira norte-americana a conseguir o título. O seu realizador Michel Hazanavicius foi eleito o melhor do ano. Jean Dujardin, que interpretou a personagem do famoso “artista” que se transforma num inadaptado na mudança do cinema mudo para os “falados”, foi distinguido com o Óscar para melhor actor. A extrema qualidade cinematográfica da película, a todos os níveis, é inegável.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Fim de Semana
Globos de Ouro: para quem vai a bola este ano?
Desde ontem que já se conhecem os nomeados daquela que é uma espécie de antevisão dos Óscares. A grande aposta deste ano da Associação de Imprensa Internacional de Hollywood vai para um filme britânico: "King''s Speech", com sete nomeações [ver coluna da esquerda]. Colin Firth é George VI, rei da Grã Bretanha, e Helena Bonham Carter é Elizabeth. Geoffrey Rush é Lionel Logue, terapeuta da fala e responsável pela cura da gaguez do rei George VI.
O filme retrata toda a história da inesperada subida ao trono de George VI - pai da actual rainha Elizabeth (o seu irmão mais velho, Edward VIII foi obrigado a renunciar à coroa aquando do seu casamento com uma socialite americana e divorciada por duas vezes, Wallis Simpson) e da sua dificuldade em fazer discursos à nação devido à sua profunda gaguez. Frustrado, decide aceitar a ajuda de Logue. O argumento é de David Seidler, um guionista que sofre do mesmo mal do rei George VI. A realização é do britânico Tom Hooper, que normalmente se dedica a séries e filmes de televisão como "John Adams", com Paul Giamatti.
Outras nomeações: Robert De Niro será o feliz contemplado com o prémio Cecil B. DeMille pela sua contribuição para o mundo do espectáculo e entretenimento. Uma espécie de prémio de carreira já atribuído a nomes de peso como Harrison Ford, Warren Beatty, Al Pacino ou Martin Scorsese.
E o que é, afinal, a Associação de Imprensa Internacional de Hollywood?
Nasceu nos anos 40, em plena II Guerra Mundial e partiu de um grupo de jornalistas que queriam cobrir e transmitir aos cidadãos todos os detalhes do mundo do entretenimento. No início, as reuniões eram feitas nas próprias casas de alguns jornalistas, mudando-se mais tarde para o Hotel Hollywood Roosevelt. Em 1947 foi entregue a primeira distinção da Associação a Harry M. Warner, presidente dos estúdios Warner Bros., como reconhecimento pelo seu trabalho humanitário. Os vencedores serão conhecidos durante a cerimónia de entrega dos Globos de ouro, domingo, 16 de Janeiro, em directo no canal americano NBC.
Robert de Niro vai receber Globo de Ouro de carreira
O ator norte-americano Robert de Niro vai receber em janeiro o Globo de Ouro de carreira pelo contributo para a indústria cinematográfica, anunciou a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywwod. O ator receberá o prémio Cecil B. deMille na cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, a 16 de janeiro em Los Angeles, Califórnia. Robert de Niro, de 67 anos, já esteve oito vezes nomeado para os Globos de Ouro, mas só venceu numa ocasião, por conta da interpretação em "Touro enraivecido" (1980). Com o prémio Cecil B. deMille, De Niro juntar-se-á a uma galeria de atores e realizadore já distinguidos, como Martin Scorsese, Al Pacino, Steven Spielberg, Anthony Hopkins e Harrison Ford.
No anúncio do galardoado, quarta-feira em Los Angeles, o ator Kevin Spacey elogiou Robert de Niro por ter sido responsável por alguns dos "momentos mais inesquecíveis do cinema". Para a organização dos Globos de Ouro, Robert de Niro é premiado não só pelo contributo como ator, mas também como realizador, produtor e cofundador do Tribeca Film Festival, em Nova Iorque. Robert de Niro foi por duas vezes premiado com Óscares pelos filmes "Padrinho II" e "Touro enraivecido".
Diretora do Palácio da Ajuda quer trasladar Rainha Maria Pia para Portugal
A diretora do Palácio Nacional da Ajuda, Isabel Silveira Godinho, quer que o corpo da Rainha Maria Pia venha para Portugal "e seja sepultado junto da sua família, o marido e os filhos", afirmou em entrevista à Lusa. "Maria Pia é a única Rainha que está sepultada no estrangeiro. Ela era uma grande patriota, uma grande portuguesa por isso é que a quero trazer para Portugal", disse a responsável que já em 2005 encetou contactos para a trasladação. A Rainha Maria Pia, falecida 05 de julho de 1911 em Stupinigi (arredores da cidade italiana de Turim), encontra-se sepultada no panteão dos Sabóia na Basílica de Superga, em Itália. "Gostaria muito que o Governo me ajudasse, pois só o Governo pode fazer um funeral de Estado que é devido a uma Rainha por protocolo", esclareceu.
"Gostava - prosseguiu - que o Governo se sensibilizasse para o centenário da morte de uma grande portuguesa que está enterrada em Soperga e que pediu que a enterrassem com a cabeça virada para Portugal, isto quer dizer alguma coisa, os seu estão cá". Para a diretora do Palácio, "Maria Pia preferia morrer ou sofrer na pele a República do que ir para o exílio. Se lhe tivessem dito isso, teria recusado. A Rainha embarcou na Ericeira convencida que ia para o Porto". A data de julho seria a ideal, "gostaria que o corpo da Rainha chegasse e pudesse ir para São Vicente de Fora, fosse rezada uma missa bonita com Te Deum, e com tudo a que ela tem direito".
Esta não é a primeira vez que Isabel Silveira Godinho faz esforços para trazer o corpo da soberana, mas em janeiro irá reunir-se com a Presidência da República para que se reiniciem as diligências. Em 2005 foi tentado e "tudo ia nesse sentido, o chefe da Casa Real portuguesa, D. Duarte de Bragança escreveu as cartas necessárias, a família Sabóia autorizou a trasladação, estava tudo tratado, havia até um orçamento que não era nada exagerado", contou. "Gostava que pudesse vir de barco pois foi de barco que viajou de Itália para casar em Portugal com o Rei D. Luís", acrescentou. Para Isabel Silveira Godinho não se justifica quaisquer fantasmas à centenária República.
"Já passou tempo suficiente para a República estar bem consolidada e não haver qualquer medo, [não há receio] pelo facto da Rainha vir para Portugal poder abalar o quer que for na sociedade portuguesa", sublinhou. Um sentimento bem diverso daquele que a Rainha suscitou quando chegou a Portugal em 1862. "Ela chegou e marcou logo uma posição. Qualquer pessoa que sai da normalidade ou se gosta muito ou se detesta", disse. Maria Pia de Sabóia chegou a Portugal com 14 anos, "vinda de uma corte onde se vivia a glória da vitória, pois o seu pai [Victor Manuel II] foi o unificador da Itália". A jovem princesa "vinha com uma alegria e maneira de viver que contrastava com a corte portuguesa que estava enlutada pela morte de D. Pedro V no ano anterior".
Há 50.500 casas à venda no Algarve
No final de 2010, Portimão está no topo das cidades com mais oferta disponível. Os preços continuam a valorizar, apesar da crise. Os dados são do Confidencial Imobiliário/Lardocelar.com e indicam que há mais de 50.500 imóveis à venda na região algarvia, no final de 2010. A seguir a Portimão, que alberga 23% das casas disponíveis, as zonas de Albufeira e de Loulé são as que apresentam maior oferta. Os mesmos dados indicam que a crise não afectou a valorização dos imóveis, com os preços médios por metro quadrado a fixarem-se nos 1.756 euros no quarto trimestre de 2010.
Final do ano é igual a resoluções, listas e tops, balanços e Globos de Ouro. "King''s Speech", com Colin Firth e Helena Bonham Carter, tem sete nomeações.
Desde ontem que já se conhecem os nomeados daquela que é uma espécie de antevisão dos Óscares. A grande aposta deste ano da Associação de Imprensa Internacional de Hollywood vai para um filme britânico: "King''s Speech", com sete nomeações [ver coluna da esquerda]. Colin Firth é George VI, rei da Grã Bretanha, e Helena Bonham Carter é Elizabeth. Geoffrey Rush é Lionel Logue, terapeuta da fala e responsável pela cura da gaguez do rei George VI.
O filme retrata toda a história da inesperada subida ao trono de George VI - pai da actual rainha Elizabeth (o seu irmão mais velho, Edward VIII foi obrigado a renunciar à coroa aquando do seu casamento com uma socialite americana e divorciada por duas vezes, Wallis Simpson) e da sua dificuldade em fazer discursos à nação devido à sua profunda gaguez. Frustrado, decide aceitar a ajuda de Logue. O argumento é de David Seidler, um guionista que sofre do mesmo mal do rei George VI. A realização é do britânico Tom Hooper, que normalmente se dedica a séries e filmes de televisão como "John Adams", com Paul Giamatti.
Outras nomeações: Robert De Niro será o feliz contemplado com o prémio Cecil B. DeMille pela sua contribuição para o mundo do espectáculo e entretenimento. Uma espécie de prémio de carreira já atribuído a nomes de peso como Harrison Ford, Warren Beatty, Al Pacino ou Martin Scorsese.
E o que é, afinal, a Associação de Imprensa Internacional de Hollywood?
Nasceu nos anos 40, em plena II Guerra Mundial e partiu de um grupo de jornalistas que queriam cobrir e transmitir aos cidadãos todos os detalhes do mundo do entretenimento. No início, as reuniões eram feitas nas próprias casas de alguns jornalistas, mudando-se mais tarde para o Hotel Hollywood Roosevelt. Em 1947 foi entregue a primeira distinção da Associação a Harry M. Warner, presidente dos estúdios Warner Bros., como reconhecimento pelo seu trabalho humanitário. Os vencedores serão conhecidos durante a cerimónia de entrega dos Globos de ouro, domingo, 16 de Janeiro, em directo no canal americano NBC.
Robert de Niro vai receber Globo de Ouro de carreira
O ator norte-americano Robert de Niro vai receber em janeiro o Globo de Ouro de carreira pelo contributo para a indústria cinematográfica, anunciou a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywwod. O ator receberá o prémio Cecil B. deMille na cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, a 16 de janeiro em Los Angeles, Califórnia. Robert de Niro, de 67 anos, já esteve oito vezes nomeado para os Globos de Ouro, mas só venceu numa ocasião, por conta da interpretação em "Touro enraivecido" (1980). Com o prémio Cecil B. deMille, De Niro juntar-se-á a uma galeria de atores e realizadore já distinguidos, como Martin Scorsese, Al Pacino, Steven Spielberg, Anthony Hopkins e Harrison Ford.
No anúncio do galardoado, quarta-feira em Los Angeles, o ator Kevin Spacey elogiou Robert de Niro por ter sido responsável por alguns dos "momentos mais inesquecíveis do cinema". Para a organização dos Globos de Ouro, Robert de Niro é premiado não só pelo contributo como ator, mas também como realizador, produtor e cofundador do Tribeca Film Festival, em Nova Iorque. Robert de Niro foi por duas vezes premiado com Óscares pelos filmes "Padrinho II" e "Touro enraivecido".
Diretora do Palácio da Ajuda quer trasladar Rainha Maria Pia para Portugal
A diretora do Palácio Nacional da Ajuda, Isabel Silveira Godinho, quer que o corpo da Rainha Maria Pia venha para Portugal "e seja sepultado junto da sua família, o marido e os filhos", afirmou em entrevista à Lusa. "Maria Pia é a única Rainha que está sepultada no estrangeiro. Ela era uma grande patriota, uma grande portuguesa por isso é que a quero trazer para Portugal", disse a responsável que já em 2005 encetou contactos para a trasladação. A Rainha Maria Pia, falecida 05 de julho de 1911 em Stupinigi (arredores da cidade italiana de Turim), encontra-se sepultada no panteão dos Sabóia na Basílica de Superga, em Itália. "Gostaria muito que o Governo me ajudasse, pois só o Governo pode fazer um funeral de Estado que é devido a uma Rainha por protocolo", esclareceu.
"Gostava - prosseguiu - que o Governo se sensibilizasse para o centenário da morte de uma grande portuguesa que está enterrada em Soperga e que pediu que a enterrassem com a cabeça virada para Portugal, isto quer dizer alguma coisa, os seu estão cá". Para a diretora do Palácio, "Maria Pia preferia morrer ou sofrer na pele a República do que ir para o exílio. Se lhe tivessem dito isso, teria recusado. A Rainha embarcou na Ericeira convencida que ia para o Porto". A data de julho seria a ideal, "gostaria que o corpo da Rainha chegasse e pudesse ir para São Vicente de Fora, fosse rezada uma missa bonita com Te Deum, e com tudo a que ela tem direito".
Esta não é a primeira vez que Isabel Silveira Godinho faz esforços para trazer o corpo da soberana, mas em janeiro irá reunir-se com a Presidência da República para que se reiniciem as diligências. Em 2005 foi tentado e "tudo ia nesse sentido, o chefe da Casa Real portuguesa, D. Duarte de Bragança escreveu as cartas necessárias, a família Sabóia autorizou a trasladação, estava tudo tratado, havia até um orçamento que não era nada exagerado", contou. "Gostava que pudesse vir de barco pois foi de barco que viajou de Itália para casar em Portugal com o Rei D. Luís", acrescentou. Para Isabel Silveira Godinho não se justifica quaisquer fantasmas à centenária República.
"Já passou tempo suficiente para a República estar bem consolidada e não haver qualquer medo, [não há receio] pelo facto da Rainha vir para Portugal poder abalar o quer que for na sociedade portuguesa", sublinhou. Um sentimento bem diverso daquele que a Rainha suscitou quando chegou a Portugal em 1862. "Ela chegou e marcou logo uma posição. Qualquer pessoa que sai da normalidade ou se gosta muito ou se detesta", disse. Maria Pia de Sabóia chegou a Portugal com 14 anos, "vinda de uma corte onde se vivia a glória da vitória, pois o seu pai [Victor Manuel II] foi o unificador da Itália". A jovem princesa "vinha com uma alegria e maneira de viver que contrastava com a corte portuguesa que estava enlutada pela morte de D. Pedro V no ano anterior".
Há 50.500 casas à venda no Algarve
No final de 2010, Portimão está no topo das cidades com mais oferta disponível. Os preços continuam a valorizar, apesar da crise. Os dados são do Confidencial Imobiliário/Lardocelar.com e indicam que há mais de 50.500 imóveis à venda na região algarvia, no final de 2010. A seguir a Portimão, que alberga 23% das casas disponíveis, as zonas de Albufeira e de Loulé são as que apresentam maior oferta. Os mesmos dados indicam que a crise não afectou a valorização dos imóveis, com os preços médios por metro quadrado a fixarem-se nos 1.756 euros no quarto trimestre de 2010.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Os 100 melhores insultos de filmes em apenas 10 minutos – vídeo
Basta contá-los, são mesmo 100 insultos que aparecem em filmes num vídeo de apenas dez minutos. Desde os engraçados, aos mais dramáticos ou agressivos, as injúrias são para todos os gostos. Os desenhos animados não são esquecidos, nem as histórias de robots. Desde os clássicos aos modernos, tente identificar estes filmes, que não passam despercebidos na história do cinema.
Basta contá-los, são mesmo 100 insultos que aparecem em filmes num vídeo de apenas dez minutos. Desde os engraçados, aos mais dramáticos ou agressivos, as injúrias são para todos os gostos. Os desenhos animados não são esquecidos, nem as histórias de robots. Desde os clássicos aos modernos, tente identificar estes filmes, que não passam despercebidos na história do cinema.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Cine-Cidade do Algarve
Pictures Portugal convida Hollywood a investir
«Femina», com Sónia Braga, será o primeiro filme da «Cine-Cidade» do Algarve. Estúdios cinematográficos podem ser considerados projecto prioritário, uma vez que ele próprio tem um arranjo financeiro muito significativo já praticamente consolidado.O filme «Femina», com a actriz brasileira Sónia Braga, será o primeiro projecto da Picture Portugal, a entidade responsável pela «Cine-Cidade» do Algarve. A revelação foi feita à agência Lusa pelo produtor executivo do filme, Carlos Mattos, numa conversa tida em Los Angeles.
«Temos um par de filmes a serem rodados, um deles chamado Femina, com Sónia Braga, que começará já no próximo mês», afirmou o empresário português que trabalha em Hollywood e é também consultor da Picture Portugal
«Femina» é realizado por Matt Cimber e será rodado em vários locais de Portugal, mas também em França, numa fase em que os estúdios da «Cine-Cidade» do Algarve, em Portimão, estão ainda em construção. Carlos Mattos afirmou que este «é só o princípio de vários grandes projetos» que a Picture Portugal pretende atrair para o país e que será ao mesmo tempo «um teste para alguns fornecedores de equipamento e profissionais na região». Dono da CDM Interactive, empresa fornecedora de equipamentos para filmagens e espectáculos, que já recebeu dois Óscares («E.T.» de Steven Spielberg, em 1989, e «Cotton Club, de Francis Ford Coppola, em 1991), Carlos Mattos revelou que neste está a «contactar grandes estúdios para ver se querem investir» na Picture Portugal referindo a Lusa os estúdios norte-americanos da Fox, Paramount e Warner Brothers.
«Um dos problemas que Portugal teve no passado era o tipo de equipamento que era preciso. Não havia laboratórios e estúdios de edição e era preciso ir a Londres, Paris ou Berlim para fazer isso. E por isso acabava-se por se filmar lá também», disse o empresário português salientando que «a gora a tecnologia mudou imenso, com a alta definição e 3D, e esta é a oportunidade certa para algo como o que se está a fazer em Portimão. Além de estar a tentar captar fundos da comunidade portuguesa nos Estados Unidos para investir na promoção de Portugal como destino cinematográfico internacional, o empresário português pretende ver criados dois tipos de fundos - para a pós-produção e para a promoção («print and advertising»). «Um filme pode custar cinco milhões de dólares a fazer, mas é preciso gastar mais cinco milhões de dólares a promovê-lo e esse fundo é muito importante para o sucesso de qualquer projecto», afirmou.
Carlos Mattos teve nos Estados Unidos um encontro com o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, defendendo que os estúdios devem ter condições semelhantes às de outros destinos, como o estado norte-americano do Louisiana e o Canadá referindo-se a deduções fiscais e subsídios, bem como licenças para utilizar nas filmagens os palácios, castelos e cenários naturais. «Portugal é a Califórnia do Sul da Europa e, tendo algumas instalações e a capacidade de disponibilizar os equipamentos mais recentes, esperamos atrair a produção», afirmou sem deixar de lembrar que os norte-americanos «como empresários, são materialistas» e que «todos gostam de Portugal e adoram ir lá jogar golfe, mas no final de contas dois mais dois têm de ser cinco e eles têm de ver incentivos para ir filmar lá.
O Governo mostrou disponibilidade para encontrar formas de apoiar o projecto, como o secretário de Estado das Comunidades, António Braga disse à Lusa: «É um projecto que nos aparece de forma eficaz do ponto de vista da mensagem. Pode ser considerado prioritário, uma vez que ele próprio tem um arranjo financeiro muito significativo já praticamente consolidado.» Para António Braga, o projecto «parece ter as condições de viabilizar um investimento de grande significado». «Não apenas no imediato do que resulta da construção daqueles equipamentos para a elaboração de cinema, mas sobretudo porque a realização de alguns desses produtos em Portugal podem acrescentar um valor muito relevante à marca Portugal, à marca Algarve», disse o secretário de Estado.
«Temos um par de filmes a serem rodados, um deles chamado Femina, com Sónia Braga, que começará já no próximo mês», afirmou o empresário português que trabalha em Hollywood e é também consultor da Picture Portugal
«Femina» é realizado por Matt Cimber e será rodado em vários locais de Portugal, mas também em França, numa fase em que os estúdios da «Cine-Cidade» do Algarve, em Portimão, estão ainda em construção. Carlos Mattos afirmou que este «é só o princípio de vários grandes projetos» que a Picture Portugal pretende atrair para o país e que será ao mesmo tempo «um teste para alguns fornecedores de equipamento e profissionais na região». Dono da CDM Interactive, empresa fornecedora de equipamentos para filmagens e espectáculos, que já recebeu dois Óscares («E.T.» de Steven Spielberg, em 1989, e «Cotton Club, de Francis Ford Coppola, em 1991), Carlos Mattos revelou que neste está a «contactar grandes estúdios para ver se querem investir» na Picture Portugal referindo a Lusa os estúdios norte-americanos da Fox, Paramount e Warner Brothers.
«Um dos problemas que Portugal teve no passado era o tipo de equipamento que era preciso. Não havia laboratórios e estúdios de edição e era preciso ir a Londres, Paris ou Berlim para fazer isso. E por isso acabava-se por se filmar lá também», disse o empresário português salientando que «a gora a tecnologia mudou imenso, com a alta definição e 3D, e esta é a oportunidade certa para algo como o que se está a fazer em Portimão. Além de estar a tentar captar fundos da comunidade portuguesa nos Estados Unidos para investir na promoção de Portugal como destino cinematográfico internacional, o empresário português pretende ver criados dois tipos de fundos - para a pós-produção e para a promoção («print and advertising»). «Um filme pode custar cinco milhões de dólares a fazer, mas é preciso gastar mais cinco milhões de dólares a promovê-lo e esse fundo é muito importante para o sucesso de qualquer projecto», afirmou.
Carlos Mattos teve nos Estados Unidos um encontro com o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, defendendo que os estúdios devem ter condições semelhantes às de outros destinos, como o estado norte-americano do Louisiana e o Canadá referindo-se a deduções fiscais e subsídios, bem como licenças para utilizar nas filmagens os palácios, castelos e cenários naturais. «Portugal é a Califórnia do Sul da Europa e, tendo algumas instalações e a capacidade de disponibilizar os equipamentos mais recentes, esperamos atrair a produção», afirmou sem deixar de lembrar que os norte-americanos «como empresários, são materialistas» e que «todos gostam de Portugal e adoram ir lá jogar golfe, mas no final de contas dois mais dois têm de ser cinco e eles têm de ver incentivos para ir filmar lá.
O Governo mostrou disponibilidade para encontrar formas de apoiar o projecto, como o secretário de Estado das Comunidades, António Braga disse à Lusa: «É um projecto que nos aparece de forma eficaz do ponto de vista da mensagem. Pode ser considerado prioritário, uma vez que ele próprio tem um arranjo financeiro muito significativo já praticamente consolidado.» Para António Braga, o projecto «parece ter as condições de viabilizar um investimento de grande significado». «Não apenas no imediato do que resulta da construção daqueles equipamentos para a elaboração de cinema, mas sobretudo porque a realização de alguns desses produtos em Portugal podem acrescentar um valor muito relevante à marca Portugal, à marca Algarve», disse o secretário de Estado.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Filme a não perder !
Green Zone: O Combate pela Verdade
Quem quizer conhecer a verdadeira história e razão da intervenção (ocupação) americana feita no Iraque com a benção de ingleses, espanhóis e... portugueses (ao canto da porta), não pode perder este filme.
É sem dúvida um dos melhores filmes de 2010, não só pela sua história baseada em relatórios de militares norte-americanos, como pela acção, extraordinária realização e desempenho. O filme junta de novo o imparavel duo da trilogia Jason Bourne, Matt damon (que foi nomeado para um oscar com "Invictus", um outro fantástico filme) e Paul Greengrass.
Pelo trailer, elenco e história é um filme a não perder.
Quem quizer conhecer a verdadeira história e razão da intervenção (ocupação) americana feita no Iraque com a benção de ingleses, espanhóis e... portugueses (ao canto da porta), não pode perder este filme.Durante a ocupação da cidade de Bagdad pelos EUA, em 2003, o Sargento Roy Miller e a sua equipa de inspectores do exército são destacados para localizar armas de destruição massiva no deserto do Iraque, onde se previa estarem armazenadas.
Inspeccionando os mais armadilhados e traiçoeiros lugares, a equipa procura agentes químicos mortais mas, em vez disso, deparara-se com um elaborado esquema que inverte o objectivo da sua missão… A contra espionagem norte-americana.
É sem dúvida um dos melhores filmes de 2010, não só pela sua história baseada em relatórios de militares norte-americanos, como pela acção, extraordinária realização e desempenho. O filme junta de novo o imparavel duo da trilogia Jason Bourne, Matt damon (que foi nomeado para um oscar com "Invictus", um outro fantástico filme) e Paul Greengrass.
Pelo trailer, elenco e história é um filme a não perder.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Fim de Semana
Cinema: É tempo de ficção catastrófica
Avatar é um filme de acção dirigido por James Cameron. O primeiro desde Titanic, em 1997. A sua data de lançamento original era para 25 de maio de 2009 mas foi adiado para 18 de dezembro.
A história desta longa metragem começa na Terra. Jake Sully (Sam Worthington) é um soldado que perdeu os movimentos da perna e não encontrou nada pelo o que valesse a pena lutar. Quando a oportunidade de trabalhar numa exploração de minas no Planeta Pandora chega, ele aceita. Pandora é um local exuberante e hostil. O ar é venenoso para humanos. Plantas e criaturas são predadoras e perigosas. E os nativos, humanóides azuis com mais de três metros de altura, os Na´vi, não ficaram satisfeitos com os humanos e as máquinas que lá aportaram.
Porquê, então, ir para este local? Porque é lá onde pode ser encontrado um mineral que poderá mudar o jogo em relação à produção de energia na Terra.
Devido ao planeta ser um lugar tão adverso, exércitos tradicionais são insuficientes para protegerem as minas. Para isso, uma espécie de programa de clones nomeado AVATAR que combina o DNA dos humanos e de Na´vi foi criado. O resultado é essencialmente o clone de um Na´vi que pode preservar a percepção de um humano. O irmão de Jake Sully foi o doador original e controlador de um desses avatares. Mas ele foi morto e a corporação responsável pelo projeto chama Jake para ir a Pandora pilotar o tal corpo, já que ele tem o DNA que combina. Em troca, ele poderá andar novamente.
A história do filme passa-se quase inteiramente em Pandora, sendo na verdade uma lua orbitando o planeta gasoso Poliphemus em Alfa Centauri. É muito parecido com o planeta Terra, com formas de vida incríveis; densa vegetação e povoada por uma raça humanóide mais primitiva que a nossa mas muito mais sábia, que vive pacificamente nas suas florestas. Os humanos não podem respirar o ar de Pandora, então para que se possa operar por lá, foram criados corpos híbridos, chamados de Avatares. Eles são controlados por pilotos humanos, que projectam as suas consciências nesses corpos, vivendo através deles.
Avatar foi filmado em 3D, com os atores sendo transformados em versões digitais por captura de movimento. Cameron disse que optou por esse sistema pelos avanços trazidos em personagens como Gollum, King Kong e Davy Jones. O orçamento foi de 237 milhões de dolares apenas para a execução do filme, sendo a 4ª produção mais cara da história do cinema.
Os efeitos, criaturas e ambientes digitais foram totalmente computadorizados pela empresa de Peter Jackson, WETA Digital. Cameron preferiu a empresa depois de assistir ao O Senhor dos Anéis; O Regresso do Rei, e testemunhar ao resultado espetacularmente fantasioso, do qual ele precisava. Essa é a primeira produção cinematográfica totalmente computadorizada que não é considerada uma animação digital.
Avatar demorou mais de dez anos para ser concluído e traz tecnologia 3D de ponta que promete revolucionar o mercado cinematográfico. Contudo, especialistas em cinema acreditam que o lançamento não será nem um pouco expressivo, já que o tema e as suas limitações - o filme é melhor projetado em salas IMAX, que não existem em diversos países. Em Portugal são conhecidas muito poucas.
Resta saber se Cameron surpreenderá na entrega de mais uma obra bilionária - como foi o insuperável Titanic com os seus 2 biliões de dólares em bilheteira.
sábado, 14 de novembro de 2009
Fim de Semana
Apocalipse popularO fim do mundo em 2012
As profecias voltam ao cinema: Os planetas, as estrelas, o calendário Azteca e, é claro, uma superprodução de Hollywood reavivam a ideia aterrorizante do apocalipse e levantam uma questão: por que continuamos a acreditar em profecias apocalípticas apesar de todas elas terem fracassado redondamente?
O escritor Patrick Geryl tem 54 anos, já escreveu uma dezena de livros, nunca se casou, não tem filhos e actualmente anda muito ocupado a preparar-se para o fim do mundo. Na semana passada, esteve na Sierra Nevada, no sul da Espanha, acompanhando uma equipe de televisão do Canadá, numa vistoria às habitações que estão a ser ali construídas. São bunkers ocos de cimento capazes de resistir ao cataclismo que, acredita Geryl, destruirá o planeta Terra no dia 21 de dezembro de 2012. "Queremos um lugar a uns 2.000 metros acima do nível do mar", explica. Ele e o seu grupo pretendem levar 5.000 pessoas – que pagarão cada uma delas 1 milhão de dólares, para um local que resistirá aos horrores do apocalipse. Será o último dia do resto da humanidade, acredita Geryl, um dia para o qual ele se vem preparando desde a adolescência, quando, aos 14 anos, na histórica cidade belga de Antuérpia, começou a interessar-se pelo assunto lendo livros de astronomia. Ao voltar de Espanha, Geryl ocupa-se agora em fazer a relação os itens que devem ser levados para o bunker antiapocalipse. Na lista colectiva, havia já 348, faltando ainda incluir os medicamentos. Na de uso individual, 86.
Depois da II Guerra Mundial, a ideia do apocalipse passou a ter duas fontes – a religião e a ciência.
O ano de 2012 tornou-se o centro de gravidade do fim do mundo por uma confluência de achados proféticos. Primeiro, surgiu a tese de que a Terra será destruída com o regressso do planeta Nibiru em 2012. Depois, veio ao conhecimento que o calendário Azteca, uma das esplêndidas civilizações da América Central pré-colombiana, acaba em 21 dezembro de 2012, sugerindo que se os aztecas, tão entendidos em astronomia, encerraram as suas contas dos dias e das noites nessa data, é porque depois dela não haverá mais para contar. Posteriormente, apareceram os eternos intérpretes de Nostradamus e, em seguida, vieram os especialistas em mirabolâncias geológicas e astronómicas com um vasto cardápio de catástrofes: reversão do campo magnético da Terra, mudança no eixo de rotação do planeta, devastadora tempestade solar e o derradeiro alinhamento planetário em que a Terra ficará no centro da Via Láctea – tudo em 2012 ou em 21 de dezembro de 2012.
CONFIANÇA NA CATÁSTROFE
Patrick Geryl, é autor de três livros sobre o fim do mundo em 2012: ele não encontra com outra hipótese
Com tantas sugestões, a profecia saltou para as ruas. Esta semana, no dia 13 de novembro, teve lugar a estreia mundial de 2012, uma superprodução de Hollywood que conta a saga dos que tentam desesperadamente sobreviver à catástrofe final. No site da Amazon, há 275 livros sobre 2012. Nos Estados Unidos, já existem lojas que vendem produtos para o apocalipse. Os produtos mais comercializados são pastilhas purificadoras de água e potes de magnésio, bons para acender o fogo. É sinal de que os compradores estão preocupados com água e fogo, num regresso ao tempo das cavernas. Na Universidade Cornell, que mantém um site sobre curiosidades do público a respeito de astronomia, disparou o número de perguntas sobre 2012. Há aqueles que se divertem, pois não acreditam na profecia. Entre os que acreditam, os sentimentos vão da tensa preocupação, como é o caso de Patrick Geryl, autor de três livros sobre 2012, todos publicados em português, até ao pavor incontrolável. O fim do mundo é uma ideia que nos aterroriza – e, nesse formidável paradoxo que somos nós, também pode ser a ideia que mais nos consola. Por isso é que ela existe.
No inventário dos fracassos humanos, talvez não haja aposta tão malsucedida como esta de marcar uma data para o fim do mundo. Falhou 100% das vezes, mas continua a resistir e espalha-se, resistindo ao tempo, à razão e à ciência. As tentativas de explicar esse fenómeno são uma viagem fascinante pela alma, pela psique, pelo cérebro humano. Uma das explicações está no facto de que o nosso cérebro é uma máquina programada para extrair sentido do mundo. Assim, somos levados a atribuir ordem e significado às coisas, mesmo onde tudo é casual e fortuito. As constelações no céu, por exemplo, são uma criação mental para organizar o caos estelar. Ao olharmos as constelações de Orion ou Andrómeda, encontramos ordem e sentido. O dado complicado é que a vida, no céu e na terra, deve muito mais às contingências do acaso do que ao determinismo. O espermatzoide que fecundou o óvulo que gerou Albert Einstein foi um produto do acaso, resultado de uma disputa entre espermatzoides resolvida por milésimos de segundo. Resumindo: assim como aconteceu, poderia não ter acontecido.
Recuando no tempo, a própria humanidade, analisada do ponto de vista científico, é fruto do acaso. Por um acidente, um peixe pré-histórico desenvolveu barbatanas que, à imitação de pernas ou patas, lhe permitiram enfrentar a gravidade da Terra e, assim, por acaso, viabilizou o desenvolvimento de vertebrados fora da água. Bilhões de anos depois, cá estamos nós, bípedes, inteligentes, comendo um gelado de morango, descobrindo a estrela mais antiga e deliciando-nos com os filmes de Fred Astair ou com Elizabeth Taylor deslumbrante em Cleópatra. Tudo por acaso. A preponderância do aleatório sobre o determinado pode dar a sensação de desesperança, de que somos impotentes perante todas as coisas. Talvez nisso residam a beleza e a complexidade desta vida, mas o facto é que o cérebro está mais interessado na ordem das coisas do que em belezas complexas. Por isso, quando não vê significado nas coisas naturais, ele salta para o sobrenatural. "Nascemos com o cérebro desenhado para encontrar sentido no mundo", escreve o filósofo e psicólogo Bruce Hood, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, autor de Supersense: Why We Believe in the Unbelievable “Supersentido: Por que Acreditamos no Inacreditável”. "Esse desenho às vezes leva-nos a acreditar em coisas que vão além de qualquer explicação natural", acrescenta.
O achado de Hood foi descobrir que as crenças talvez não sejam fruto nem da religião nem da cultura, mas uma expressão de como o cérebro humano trabalha. É o que ele chama de "supersentido". É o supersentido que nos leva a bater na madeira três vezes quando somos supersticiosos, a dar valor afectivo a um simples objecto que não vale nada, ou a conversar com Deus. Segundo o filósofo, “a religião seria uma criação mental através da qual o cérebro atende a sua necessidade por um sentido. O apocalipse, nesse caso, é uma saída brilhantemente engenhosa. Explica duas questões que atormentam a humanidade desde sempre: o significado da vida e a inevitabilidade da morte. Somos a única espécie com consciência da própria morte e, no entanto, não sabemos o significado da vida. Afinal, por que estamos aqui? A pergunta, em si, revela a nossa busca por um sentido, devido à nossa dificuldade de conviver com a possibilidade de que, talvez, não estejamos aqui por alguma razão especial. O apocalipse é uma resposta. Está descrito nos seus mínimos e horripilantes detalhes no Livro do Apocalipse, escrito pelo profeta e evangelista João, por volta do ano 90 da era cristã, quando estava preso, perseguido pelo Império Romano”.
OS PLANOS DIVINOS
As pinturas de Michelangelo na Capela Sistina retratando o Juízo Final: expressões do domínio da Igreja Católica sobre o destino e o ciclo do tempo
O começo do fim do mundo, segundo as profecias de João, será anunciado por sinais tenebrosos: “um céu negro, uma lua cor de sangue, estrelas desabando sobre a Terra e uma sucessão de desastres varrendo o planeta na forma de terremotos, inundações, incêndios, epidemias. O Anticristo então dominará a Terra durante sete anos, no fim dos quais Jesus Cristo descerá dos céus com um exército de santos e mártires – e vencerá Satã, a besta. Depois de 1.000 anos acorrentado, Satã conseguirá se libertar e forçará Jesus Cristo a travar uma segunda batalha, a terrível batalha do Armagedom. Derrotado Satã, todos nós, vivos e mortos, nos sentaremos no banco dos réus do tribunal divino. Os bons irão para o paraíso celestial. Os maus arderão no fogo eterno”. É uma narrativa tão magicamente escatológica que Thomas Jefferson, o terceiro presidente dos Estados Unidos, a apelidou de "delírio de um maníaco". Bernard Shaw, o grande teatrólogo irlandês foi mais violento, disse que era o "inventário das visões de um drogado". Delírio ou visões, o Livro do Apocalipse explica tudo. O professor Ralph Piedmont, do Loyola College, em Maryland, especialista em psicologia da religião, afirma: "O Apocalipse de João explica a morte, ao informar que vamos ressuscitar, e dá sentido à vida, ao dizer que é uma provação".
Subsidiariamente, o apocalipse atende a outra necessidade humana, a de acreditar num mundo regido por uma ordem moral. Os historiadores atribuem o surgimento da visão apocalíptica ao persa Zoroastro, ou Zaratustra, que viveu uns 1.000, talvez 1.500 anos antes de Cristo. Ele foi o primeiro a falar de uma batalha cósmica entre o bem e o mal, mais tarde aproveitada pelos profetas Ezequiel, Daniel e, principalmente, João. "Num mundo em que, com frequência, os bons sofrem e os maus prosperam, a promessa de um julgamento moral é um consolo profundo", diz Michael Barkun, professor de ciência política da Universidade de Syracusa, que estuda a relação entre violência e religião. Eis por que o fim do mundo aterroriza mas também nos pode consolar. Nem sempre o apocalipse vem numa embalagem religiosa. A profecia de 2012 começou com base em eventos astronómicos e calendários antigos. Só depois recebeu a adesão das seitas espíritas e cristãs, mas originalmente 2012 é, digamos, um fim do mundo pagão. Se não é um fim com prémio aos bons e a punição para os maus, então por que acreditamos em profecias que nunca se concretizam?
A explicação começou a surgir nos anos 50, quando o brilhante psicólogo americano Leon Festinger (1919-1989) resolveu testar uma hipótese revolucionária: a de que, diante de uma profecia fracassada, os fiéis não desistem da sua crença, mas, pelo contrário, se agarram ainda mais a ela. Festinger e os seus colegas infiltraram-se numa seita que se preparava para o fim do mundo e descobriram exactamente o que imaginavam. O grupo era formado por quinze pessoas e liderado por uma dona de casa do estado de Michigan, Marion Keech, que fora informada por extraterrestres de que o mundo acabaria com uma inundação no dia 21 de dezembro – reparem na data, aí de novo – de 1954. Antes da catástrofe final, Marion e os seguidores seriam resgatados pela nave-mãe e levados para um lugar seguro. Na data e hora marcadas, eles reuniram-se para esperar o resgate, mas não apareceu nave nenhuma. Passou uma hora, e nada. Duas horas, e nada. Eles estavam tensos e preocupados, alguns começando a dar sinais de descrença naquilo tudo, até que, quase cinco horas depois, Marion revela ter sido novamente contactada pelos extraterrestres com uma novidade redentora: o grupo ali reunido, com o poder da sua crença, espalhara tanta luz que Deus resolvera cancelar a destruição do mundo. Os membros reagiram com entusiasmo evidente. Haviam encontrado um meio de acreditar que a profecia, afinal, estava certa.
O caso foi contado no livro When Prophecy Fails (Quando a Profecia Falha) e tornou-se um dos fundamentos do que veio a chamar-se teoria da dissonância cognitiva. É a inclinação que temos para reduzir o profundo desconforto provocado por duas informações conflituantes – no caso, a crença de que o mundo vai acabar e a evidência incontornável de que o mundo não acabou. Há exemplos mais rotineiros, como aquele sujeito que sabe que o cigarro pode matar e, no entanto, fuma dois maços por dia. Tem-se uma "dissonância cognitiva", que precisa ser resolvida: ou o sujeito pára de fumar ou racionaliza que o cigarro, no fundo, acalma, emagrece, seja o que for e o que Deus quizer. Meio século depois, a tese de Festinger será ainda válida para explicar a crença inabalável em profecias fatalistas? "É, ainda, a melhor explicação psicológica", diz Daniel Gilbert, da Universidade Harvard, autor de um trabalho pioneiro sobre como encaramos e previmos o futuro – com uma lupa, diz ele, sempre dando aos sucessos ou fracassos uma importância muito maior do que efectivamente terão quando (e se) acontecerem.
As profecias do apocalipse são um desastre como previsão do futuro, mas excelentes como alegorias no presente. A colecção de frescos e pinturas clássicas que retractam o Juízo Final, como a obra-prima de Michelangelo na Capela Sistina, reflecte o temor do tribunal divino e o domínio da Igreja Católica de então. Depois da II Guerra, os filmes de Hollywood, grandes difusores da catástrofe final, passaram a enfocar o fim do mundo como resultado de uma guerra nuclear ou de um monstro deformado pela radioactividade. Estavam a narrar as aflições dos americanos com a bomba de Hiroshima e Nagasaki e a chegada da corrida armamentista com a União Soviética. É o momento em que o apocalipse começa a ter duas fontes – a religião e a ciência. Nos anos 60, com as profundas transformações varrendo os EUA, da Guerra do Vietname à revolução sexual, do advento do computador ao movimento dos direitos civis, dos Beatles a Woodstock, o apocalipse mudou de lugar. "O livro da revelação deixou o gueto cristão e entrou no coração da política americana e da cultura popular", escreve Jonathan Kirsch em A History of the End of the World (Uma História do Fim do Mundo), um óptimo inventário do apocalipse.
CADA ERA TEM O SEU ANTICRISTO
O terrorismo islâmico derrubando as torres de Nova York: a ideia do apocalipse é um desastre como previsão do futuro, mas excelente como alegoria do presente
Desde os anos 50, cada década tem tido pelo menos uma dúzia de filmes apocalípticos dignos de nota produzidos por Hollywood, de Godzilla a Apocalypto, de O Planeta dos Macacos a Matrix, de O Bebê de Rosemary a Presságio. Eles sempre narram algo do seu tempo, e rendem boa bilheteira. Há estudiosos que acreditam que mesmo o Livro do Apocalipse teria sido uma resposta às perseguições que os cristãos sofriam durante o Império Romano – e a besta, o Anticristo, o Satã seriam Nero, o imperador que lançou fogo a Roma. Como os apocalipses tomam a forma da sua época, o Anticristo actualiza-se também. Na II Guerra Mundial, era Adolf Hitler. Hoje, é Osama bin Laden. Isso é claro nos EUA, cuja condição de potência acaba por difundir as suas neuroses e os seus achados para o mundo inteiro. O apocalipse na cultura? Antes, eram os hippies com a sua percepção extrassensorial e as drogas alucinógenas. Depois, no ano 2000, foi o tecnoapocalipse, na forma do bug do milénio. O apocalipse na política? Antes, era o Exército Vermelho e as Brigadas Revolucionárias. Agora, é o terrorismo islâmico. Como disse Eric Hoffer (1902-1983), que passou a vida como estivador e filósofo: "Os movimentos de massas podem surgir e espalharem-se sem a crença num deus, mas nunca sem a crença num diabo".
Nenhuma das hipóteses do fim do mundo em 2012 mencionadas neste artigo faz sentido. O planeta Nibiru nem sequer existe. A civilização Azteca (México), cujo auge se deu entre 300 e 900 da era cristã, tinha três calendários: o divino, o civil e o de longa contagem, que termina em 2012. "Mas os aztecas nunca afirmaram que isso era o fim do mundo", diz David Stuart, da Universidade do Texas, considerado um dos maiores especialistas em epigrafia azteca. Uma mudança no eixo de rotação da Terra é impossível. "Nunca aconteceu e nunca acontecerá", garante David Morrison, cientista da Nasa, agência espacial americana. Uma reversão do campo magnético da Terra? Acontece de vez em quando, de 400.000 em 400.000 anos, e não causa nenhum mal à vida na Terra. Tempestade solar? Também acontecem e em nada nos afecta. Derradeiro alinhamento planetário em que a Terra ficará no centro da galáxia? Não haverá nenhum alinhamento planetário em 2012, e, quem souber ou descobrir onde fica "o centro" da nossa galáxia ganha uma viagem interplanetária oferecida pela NASA. Mas Patrick Geryl, que se prepara para o fim do mundo, está certo de que tudo vai terminar em 2012. E se não terminar? Geryl pensa, medita, olha para o alto e responde: "Não existe essa hipótese". Ele e o seu grupo vão com certeza encontrar uma boa explicação quando o dia raiar, em 22 de dezembro de 2012. Afinal, é preciso prepararem-se para um novo fim do mundo.
Até lá, as bilheteiras dos cinemas vão funcionando.
A. Dias
Fonte: The New York Times
Etiquetas:
Cinema,
Fim de Semana
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Algarve Film Commission
Associação regista Técnicos e Talentos da Região
A Algarve Film Commission (AFC) está a desenvolver o registo dos Talentos e Técnicos actualmente envolvidos ou que se queiram envolver na produção de Cinema e Audiovisual na Região.
Os interessados deverão responder ao inquérito acessível através do “banner” disponível no site da AFC, http://www.algarvefilm.com/ . A criação deste Registo visa “facilitar a captação de rodagens, permitindo demonstrar às produções internacionais que existem equipas e técnicos locais na Região com as competências necessárias”.
A Algarve Film Commission foi criada em 2006, com o objectivo de promover o desenvolvimento do sector do cinema, multimédia e audiovisual em geral, através da divulgação da região do Algarve como local privilegiado para a realização de produções audiovisuais nacionais e internacionais.
Nos primeiros anos de actividade, a AFC captou e acompanhou localmente cerca de 20 produções de Longas-Metragens, Publicidade, Vídeo Musical, Catálogos de Moda, com origem em mercados tão distintos como a Alemanha, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Reino Unido e Suécia.
A Associação conta com o patrocínio da CCDR Algarve, da Direcção Regional de Cultura, dos Municípios de Albufeira, Lagos, Portimão, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António, Teatro Municipal de Faro, assim como com o apoio institucional da RTA – Região de Turismo do Algarve. A nível internacional é sócia efectiva da AFCI – Association of Film Commissions International, com sede nos EUA, e da EUFCN – European Film Commissions Network, com sede em Bruxelas.
A Algarve Film Commission (AFC) está a desenvolver o registo dos Talentos e Técnicos actualmente envolvidos ou que se queiram envolver na produção de Cinema e Audiovisual na Região.Os interessados deverão responder ao inquérito acessível através do “banner” disponível no site da AFC, http://www.algarvefilm.com/ . A criação deste Registo visa “facilitar a captação de rodagens, permitindo demonstrar às produções internacionais que existem equipas e técnicos locais na Região com as competências necessárias”.
A Algarve Film Commission foi criada em 2006, com o objectivo de promover o desenvolvimento do sector do cinema, multimédia e audiovisual em geral, através da divulgação da região do Algarve como local privilegiado para a realização de produções audiovisuais nacionais e internacionais.
Nos primeiros anos de actividade, a AFC captou e acompanhou localmente cerca de 20 produções de Longas-Metragens, Publicidade, Vídeo Musical, Catálogos de Moda, com origem em mercados tão distintos como a Alemanha, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Reino Unido e Suécia.
A Associação conta com o patrocínio da CCDR Algarve, da Direcção Regional de Cultura, dos Municípios de Albufeira, Lagos, Portimão, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António, Teatro Municipal de Faro, assim como com o apoio institucional da RTA – Região de Turismo do Algarve. A nível internacional é sócia efectiva da AFCI – Association of Film Commissions International, com sede nos EUA, e da EUFCN – European Film Commissions Network, com sede em Bruxelas.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Depois de Bollywood chega Portywood
“Starstalk”, Capital do Cinema em Portugal
Câmara de Portimão anuncia que quer ser o motor da indústria cinematográfica portuguesa.
“Uma aposta, consubstanciada num projecto feito com cautela, analisando a sua viabilidade económico-financeira e com o objectivo claro que proporcionar melhorias à região e ao país”, foi a mensagem deixada pelo presidente da Câmara de Portimão na sessão de encerramento do seminário “Starstalk – A Capital do Cinema em Portugal”, que se realizou naquela cidade.
O pequeno auditório do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão recebeu uma centena de interessados em ouvir produtores e realizadores de nomeada internacional que confirmaram aquilo que tem sido dito: Portimão tem condições e está a apostar para ser o pólo principal da indústria do cinema em Portugal, numa parceria entre autarquia e privados para a criação de infra-estruturas de qualidade na área do cinema.
O seminário foi igualmente o culminar das sessões de trabalho que decorreram de Julho a Setembro entre a equipa nacional de consultores e figuras internacionais como Anthony Waye, produtor associado dos filmes da Eon Productions (da saga James Bond); Richard McGuire (production director e director de arte de dezenas de filmes de grande orçamento); Samford Hampton e Matt Cimber, respectivamente produtor e realizador e guionista de centenas de filmes e séries de televisão.
No encerramento esteve igualmente presente Lynn Fero, vice-presidente da CBS Corporation com o pelouro do desenvolvimento de negócios e cinema, a que se seguiu um evento privado, onde foi dado a conhecer a várias instituições e empresários da região o projecto, que prevê a construção de cinco estúdios e espaço para empresas, apoio à produção e outros equipamentos.
O documento agora apresentado, cuja versão executiva estará disponível este fim-de-semana no site www.pictureportugal.com, traça o contexto internacional das produções de filmes na Europa e Estados Unidos e avalia as necessidades, expectativas e correspondente análise económico-financeira e legal do Picture Portugal.
Câmara de Portimão anuncia que quer ser o motor da indústria cinematográfica portuguesa.“Uma aposta, consubstanciada num projecto feito com cautela, analisando a sua viabilidade económico-financeira e com o objectivo claro que proporcionar melhorias à região e ao país”, foi a mensagem deixada pelo presidente da Câmara de Portimão na sessão de encerramento do seminário “Starstalk – A Capital do Cinema em Portugal”, que se realizou naquela cidade.
O pequeno auditório do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão recebeu uma centena de interessados em ouvir produtores e realizadores de nomeada internacional que confirmaram aquilo que tem sido dito: Portimão tem condições e está a apostar para ser o pólo principal da indústria do cinema em Portugal, numa parceria entre autarquia e privados para a criação de infra-estruturas de qualidade na área do cinema.
O seminário foi igualmente o culminar das sessões de trabalho que decorreram de Julho a Setembro entre a equipa nacional de consultores e figuras internacionais como Anthony Waye, produtor associado dos filmes da Eon Productions (da saga James Bond); Richard McGuire (production director e director de arte de dezenas de filmes de grande orçamento); Samford Hampton e Matt Cimber, respectivamente produtor e realizador e guionista de centenas de filmes e séries de televisão.
No encerramento esteve igualmente presente Lynn Fero, vice-presidente da CBS Corporation com o pelouro do desenvolvimento de negócios e cinema, a que se seguiu um evento privado, onde foi dado a conhecer a várias instituições e empresários da região o projecto, que prevê a construção de cinco estúdios e espaço para empresas, apoio à produção e outros equipamentos.
O documento agora apresentado, cuja versão executiva estará disponível este fim-de-semana no site www.pictureportugal.com, traça o contexto internacional das produções de filmes na Europa e Estados Unidos e avalia as necessidades, expectativas e correspondente análise económico-financeira e legal do Picture Portugal.
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