Whitney Houston
O gospel que se fez à vida sem guarda-costas... Entre altos e baixos, a Voz mais premiada de sempre foi encontrada sem vida no sábado, véspera da cerimónia dos Grammy.
Aproximou-se do microfone vestida de roxo. Esfregou as mãos com um nervosismo de arranque que se dissipou à medida que os vibratos de “Home” conquistavam o público. “Não nos esqueceremos deste nome”. Vaticínio certeiro do anfitrião do “Merv Griffin Show”, que em 1985 se tornaria a rampa televisiva de Whitney, então a alguns anos de distância da popular MTV abrir portas à “primeira namoradinha negra da América”, como a descreveria a revista “US”, depois do primeiro cartão de visita, patrocinado pelo executivo da indústria discográfica Clive Davis. “Se há alguém que vai dar que falar, será Whitney Houston”.
Aos 48 anos, a artista mais premiada de todos os tempos, com dois Emmy, 6 Grammy, 30 troféus Billboard e 22 prémios da Música Americana, entre 415 distinções amealhadas até 2010, não esperou por mais uma cerimónia apresentada pela National Academy of Recording Arts and Sciences, onde iria marcar presença.
Foi encontrada sábado sem vida na banheira de um quarto de hotel em Beverly Hills, véspera da entrega dos mais prestigiados galardões da indústria da música, os Grammy, que se realizou ontem entre homenagens à cantora, assinaladas, entre outros, por Jennifer Hudson e pela veterana Chaka Khan, a voz original de “I’m Every Woman”, mais tarde celebrizada por Whitney. “Whitney teria querido que a música continuasse e a sua família pediu-nos que assim o fizéssemos”, justificou Clive Davis, o presidente da Arista, etiqueta a que se manteria associada ao longo de toda a carreira. As causas da morte eram até ontem desconhecidas.
Nascida em Newark, New Jersey, a 9 de Agosto de 1963, filha de uma cantora de gospel, “Cissy” Houston, prima de Dionne Warwick e afilhada de Aretha Flanklin, estreou-se a cantar em público na igreja baptista New Hope, aos 11 anos, e ocasionalmente acompanhava Cissy em palco. “Sabia que Deus me tinha dado um dom, só não sabia muito bem o que fazer com ele. Queria correr o mundo como back vocal, cantando com a minha mãe”, disse em 93 em entrevista a Barbara Walters.
No final da adolescência, a par da carreira como modelo, colaborou com o letrista Paul Jabara e o experimentalista Bill Laswell , ou Material, que acabariam por marcar decisivamente o seu estilo. Em 1985, Clive Davis supervisionou a gravação do seu primeiro álbum em nome próprio, lançado no dia dos namorados, depois de uma operação de cosmética que a converteu numa elegante diva vestida de branco, como surgia na capa do disco. Venderam-se três milhões de cópias só no primeiro ano, nos EUA.
Enquanto desbravava terreno para outras vozes afro-americanas, como Mary J Blige, ultrapassava os Beatles no número de singles que atingiam o cume das tabelas de uma assentada, sete, e liderava o pódio das artistas negras norte-americanas mais bem pagas. Se o mundo pop de finais de oitenta vibrava com singles como “I Wanna Dance with Somebody (Who Loves Me)”, em 1992, Houston atingia um dos maiores picos de sucesso com a balada “I Will Always Love you”, versão do original de Dolly Parton, extraído do filme “The Bodyguard”, onde contracenou com Kevin Kostner (o respectivo álbum é o 4º mais vendido de sempre e ocupa o primeiro na lista das bandas sonoras). A participação como actriz valeu- -lhe um depreciativo Razie, que nunca a desmotivou a alinhar em produções seguintes, enquanto a banda sonora resultou em 44 milhões de cópias vendidas.
“Adoro ver o público a divertir-se”, partilhou sorridente no DVD “This is My Life”, uma viagem ao mundo da cantora e do enganador showbizz. “Disse à minha mãe que queria ser cantora. Ela perguntou-me: ‘sério? E queres entrar no showbussiness?’ Não é a mesma coisa?, perguntei eu. Não, disse-me ela. Ser cantora é uma coisa, ser uma cantora e estar no showbussiness é outra; pode ser sempre a descer e muito sujo”, recorda na televisão uma jovem Whitney na casa dos vinte, declaração com o seu quê de vidência, a julgar pelo corolário desse ano de 92 em que se casou com o “bad boy” Bobby Brown, pai da sua filha Bobbi Kristina.
A relação tóxica, pautada por maus tratos, precipitou o abuso de drogas. Em 96, o abismo aprofundava-se, com o recurso diário à cocaína. Nem a recepção calorosa do álbum “My Love Is Your Love”, lançado em 98, refreou uma entrada negra no novo milénio. A vertigem chegou aos Óscares, quando em 2000 viu cancelada uma actuação prevista, na sequência de uma série de incumprimentos de agenda. Detida por posse de marijuana, o aspecto esquelético de Houston não passou despercebido no tributo a Michael Jackson em 2001. Ao aceitar participar no reality show “Being Bobby Brown”, escancara por completo a adição.
Em 2006 entrou em reabilitação e um ano depois separou-se. O seu último álbum, “I Look to You”, de 2009, recebeu críticas favoráveis mas as falhas na voz motivavam o desânimo dos fãs. Numa entrevista a Diane Sawyer, da ABC News, em 2002, falara abertamente sobre o crack, uma droga demasiado “reles” para a fortuna pessoal da errática estrela, que voltou a ser internada em Maio de 2011. Apesar de ter vendido mais de 200 milhões de gravações em todo o mundo, de ter voltado à representação no Outono passado, e de um novo disco, “On My Own”, se encontrar em fase de desenvolvimento, rumores de final de Janeiro davam conta de que estaria falida.
De Quincy Jones a Mariah Carey, sucedem-se os comentários nas redes sociais à morte da diva, que conquistou nomes como Celine Dion, Toni Braxton, ou Christina Aguilera, que a têm citado como influência. Houston foi vista publicamente em Hollywood, na passada quinta-feira, numa festa associada aos Grammy, onde terá subido a um palco pela última vez.
in : http://www.ionline.pt/boa-vida/whitney-houston-gospel-se-fez-vida-sem-guarda-costas
Por Maria Ramos Silva, publicado em 13 Fev 2012
Liberdade e o Direito de Expressão
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Artistas e Espectáculos
KÁSSIO, uma pop-star algarvia
Está em estúdio a gravar o single "Sonha, Sorri" que fará parte do novo trabalho discográfico do jovem artista, o 4º a sair ainda sem data prevista
Kássio é um jovem artista algarvio dono de uma voz inconfundível. Natural da cidade de Tavira (Algarve), mas a viver em Lisboa, Kássio é um jovem e talentoso cantor, interprete e detentor de grande capacidade vocal e de uma imagem distinta com um percurso bastante rico de actuações em Portugal e também no Estrangeiro.
Segundo a crítica do público e da imprensa, Kássio é o “António Variações” da nova geração, devido ás semelhanças na voz e na imagem deste jovem cantor.Com várias participações em programas de TV,e com com 3 Discos editádos, kássio está em fase de gravação do seu novo trabalho discográfico. Um trabalho de grande qualidade produzido por grandes produtores do nosso Pais Pedro Váz e David Marín.
Kássio é um jovem artista algarvio dono de uma voz inconfundível. Natural da cidade de Tavira (Algarve), mas a viver em Lisboa, Kássio é um jovem e talentoso cantor, interprete e detentor de grande capacidade vocal e de uma imagem distinta com um percurso bastante rico de actuações em Portugal e também no Estrangeiro.
Segundo a crítica do público e da imprensa, Kássio é o “António Variações” da nova geração, devido ás semelhanças na voz e na imagem deste jovem cantor.Com várias participações em programas de TV,e com com 3 Discos editádos, kássio está em fase de gravação do seu novo trabalho discográfico. Um trabalho de grande qualidade produzido por grandes produtores do nosso Pais Pedro Váz e David Marín.
Mas para já, Kássio prepara a promoção do seu Single "Sonha, Sorri". Com uma voz distinta, Kássio é indubitavelmente um nome a reter no panorama musical português.
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