Liberdade e o Direito de Expressão
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
É o "fartar vilanagem"...
A sangria financeira continua!
Há cada vez mais portugueses a reformarem-se e com pensões mais altas. Segundo os dados da Caixa Geral de Aposentações (CGA), as reformas milionárias quase que duplicaram. Entre Janeiro e Maio de 2011 (a CGA já divulgou as listas do próximo mês), há 218 pessoas com pensões acima dos quatro mil euros. Em igual período do ano passado, havia 118. É no Ministério da Justiça que se encontram muitas dessas pensões, beneficiando juízes desembargadores, juízes conselheiros, procuradores da república e procuradores gerais-adjuntos. No entanto, não é só neste Ministério que se encontram estes casos: professores catedráticos, chefes de serviço hospitalares e embaixadores são outros exemplos de trabalhadores com direito a pensões acima dos quatro mil euros. O valor médio das pensões também regista uma tendência de subida.Nos primeiros cinco meses de 2010, era de 1.319 euros; este ano, vai nos 1.360 euros. Ou seja, e em média, o Estado gasta mais 41 euros por pensão este ano face aos cinco primeiros meses de 2010.
Ainda de acordo com os dados da Caixa Geral de Aposentações, nos primeiros cinco meses do ano reformaram-se quase 10 mil pessoas, mais duas mil que no ano passado. Tudo somado, isto significa que as despesas com as pensões são cada vez maiores, numa altura em que o país enfrenta sérias dificuldades financeiras. Os novos pensionistas de 2011 vão custar ao Estado 12 milhões de euros por mês. Isto significa um aumento de 28% relativamente a 2010, uma vez que, em igual período do ano ano passado, os novos pensionistas de então representavam um custo de quase 10 milhões de euros. Os números de 2011 também confirmam a tendência de reformas no sector da saúde. Nos primeiros cinco meses do ano, a tutela regista a saída de 1.611 trabalhadores, mais 500 que no mesmo período do ano passado.
Em baixo, pode ver quais são os Ministérios com as reformas médias mais altas e mais baixas:
Valor médio das pensões por Ministério (Janeiro-Maio) 2010 / 2011
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA
1.371,56€ / 1.431,58€
MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS
1.721,59 € / 1.850,57 €
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
1.508,67 € / 1.677,74 €
MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL
1.418,30 € / 1.534,98 €
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
1.594,33 € / 2.255,45 €
MINISTÉRIO DO AMBIENTE
725,56 € / 757,95 €
MINISTÉRIO DA ECONOMIA
1.615,18 € / 1.583,67 €
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA
1.278,09 € / 1.284,78 €
MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS
1.414,66 € / 1.398,81 €
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL
1.164,39 € / 1.156,99 €
MINISTÉRIO DA SAÚDE
1.374,95 € / 1.541,90 €
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
1.792,33 € / 1.648,05 €
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR
1.970,00 € / 1.811,61 €
MINISTÉRIO DA CULTURA
1.236,92 € / 1.030,98 €
Total = 1.318,73 € / 1.359,66 €
Patrões não gostaram da tolerância de ponto de hoje
“No mesmo dia em que chegam os elementos da ‘troika’”, diz o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, “temos este laxismo, quando há bom tempo, nós vamos para a praia”. A tolerância de ponto que vai ser concedida aos funcionários públicos amanhã à tarde, período em que ficam dispensados todos os trabalhadores não essenciais, mereceu críticas da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP). É um sinal errado que se dá ao país e a quem cá está para nos ajudar, diz António Saraiva, presidente da CIP. “Este não é, de facto, um bom exemplo”, critica Saraiva, “porque enquanto uns trabalham, nós temos este laxismo ou quando há bom tempo, nós vamos para a praia, no mesmo dia em que chegam os elementos da ‘troika’”. O líder da confederação da indústria acredita que a imagem que passa do país devia ser diferente, “de responsabilidade e de credibilidade”, sendo esse o “desafio que temos pela frente”.
"Trabalhadores nunca pediram tolerâncias"
Embora seja uma tradição que lhes agrada, os sindicatos da Administração Pública não fazem questão de exigir tolerâncias de ponto como a que foi dada para a tarde de hoje. Paulo Taborda, dirigente da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, até compreende o debate que a questão possa agora suscitar, mas lembra que os sindicatos não são consultados, nem costumam fazer exigências deste género. “Os sindicatos, pura e simplesmente, não são ouvidos sobre esta matéria, nós preferíamos muito mais que o Governo não andasse a cortar nos salários”, refere o sindicalista. “Esta é uma questão completamente lateral e que só serve para haver mais um ataque aos trabalhadores da Função Pública, que nunca pediram tolerâncias nem as negociaram”, sustenta.
Partidos deviam admitir "erros" e chegar a acordo, diz politólogo
"Grande parte do programa de Governo está a ser escrito nas nossas costas”, afirma Adelino Maltez. É inútil o ambiente de crispação partidária que se instalou na sequência da intervenção externa em Portugal, na análise de José Adelino Maltez. Em declarações à imprensa, o politólogo diz que o que falta aos partidos é falar verdade aos portugueses. “Era muito mais simples que, pelos menos, os três principais partidos fizessem uma conferência de imprensa conjunta e dizerem: nós cometemos erros, estamos arrependidos, temos aqui agora uma proposta de pontos de acordo e a partir daqui é desacordo”, diz José Adelino Maltez. “Uma folha A4 resolvia isto para não nos mentirem, porque eles sabem perfeitamente que grande parte do programa de Governo está a ser escrito nas nossas costas, pelos nossos próprios erros”, sublinha. José Adelino Maltez diz que não restam grandes alternativas: PS, PSD e CDS estão “condenados” a entenderem-se no quadro do Governo que sair das eleições de cinco de Julho. Nestas declarações, José Adelino Maltez considera, por outro lado, que, neste momento, o Presidente da República tem uma margem de intervenção reduzida, uma vez que todas as conversações com a “troika” que negoceia o resgate financeiro a Portugal são absolutamente sigilosas.
"Neste momento, distribuir riqueza é garantir postos de trabalho"
D. José Policarpo e Francisco Pinto Balsemão reflectiram sobre o futuro do país e dos portugueses no debate "Portugal - Que Futuro?", moderado por Francisco Sarsfield Cabral. O Cardeal Patriarca de Lisboa apelou à "generosidade" das empresas, durante o segundo debate do ciclo de conferências "Portugal - Que Futuro?", que decorreu ontyem à noite no auditório da Rádio Renascença (Chiado) em Lisboa. D. José Policarpo defendeu que, "neste momento, distribuir riqueza é garantir postos de trabalho" e deixou a nota às empresas para que não "recorressem a despedimentos". Na mesma linha, D. José Policarpo expressou preocupação com o "ambiente social dos que estão mesmo aflitos". Nos últimos tempos, explicou, tem havido muitos "casos de emergência" a pedir socorro à Igreja. Apesar da urgência em prestar assistência a estes casos, o Cardeal Patriarca advertiu que "a sopa dos pobres não é solução - é uma solução de sobrevivência, mas não uma solução para a vida”. “Não é a dar dinheiro”, reforça, que se resolvem os problemas financeiros das famílias. O crescimento económico, defende o Cardeal Patriarca, passa por dar oportunidades às pessoas para que cresçam "ao ritmo" das soluções para a crise. Por seu lado, Francisco Pinto Balsemão, que também participou no debate, respondeu que, mesmo em "anos bons", por vezes é necessário "cortar o ramo para salvar a árvore" - ou seja, que a redução de custos de uma empresa também passa pelos despedimentos. O empresário sublinhou que “gostava que houvesse uma lei de trabalho que permitisse encontrar soluções mais imaginativas” do que a redução de pessoal.
Cartão de crédito europeu: Francisco Sarsfield Cabral, que moderou o debate, salientou que a entrada de Portugal para o chamado “clube dos ricos” da União Europeia pode ter contribuído para que os portugueses passassem a “viver acima das suas possibilidades”. D. José Policarpo não responsabiliza totalmente os portugueses, que defende que “foram martelados com a ideia de que ‘haveriam de chegar ao nível da Europa’”. O problema, na opinião do Cardeal Patriarca, deu-se quando “meteram à cara das famílias o crédito fácil” e “os “modelos de vida propostos pela UE foram transformados em objectivos”. Francisco Pinto Balsemão acredita que “o objectivo de convergir com a Europa é positivo, só que implica trabalho”.
Discernir o futuro: A falta de informação sobre a realidade do país e a falta de transparência política foram dois factores, que tanto o Cardeal Patriarca como Pinto Balsemão apontaram como barreiras à resolução dos problemas de Portugal. “Neste momento, não sei o que se passa”, disse D. José Policarpo, que salientou que “não há futuro sem discernimento claro”. Quem vai ajudar no discernimento? Para o Cardeal Patriarca, “é urgente que os portugueses não ouçam só o discurso político e que a comunicação social não gaste 90% do tempo a veicular discurso político”. Francisco Pinto Balsemão subscreveu esta ideia criticando o “problema de transparência” geral, dando o exemplo da divulgação dos dados da execução orçamental – “o tempo até se ter uma ideia da realidade demora muito”, defende. O antigo primeiro-ministro sugeriu algumas soluções com o futuro na mira: "políticos profissionais mais bem pagos", para incentivar o pleno exercício da actividade política, e um "acordo de regime". Este pacto, feito por todos os partidos, teria que estipular os objectivos centrais de uma legislatura, a serem cumpridos não obstante o vencedor das eleições. O Presidente da República, na proposta de Pinto Balsemão, funcionaria como "árbitro" do acordo de regime, para assegurar a sua implementação.
"Limpezas" nas Listas do PS
"Quem não é por mim, é contra mim", é o que se pode depreender da filosofia aplicada pela direcção do Partido Socialista na composição das suas listas para as Eleições Legislativas antecipadas. Nem Teixeira dos Santos nem Luis Amado foram convidados para as listas do PS. Foi o dirigente Vieira da Silva que confirmou a ausência dos ministros das Finanças e Negócios Estrangeiros. O dirigente socialista Vieira da Silva, que coordenou o processo de elaboração de listas de candidatos a deputados pelo PS, afirmou que o ministro das Finanças não foi convidado para integrar as listas dos socialistas. Vieira da Silva falava aos jornalistas no final da Comissão Política Nacional do PS, que aprovou as listas de candidatos a deputados, depois de interrogado pelos jornalistas sobre os motivos das ausências nas listas de Teixeira dos Santos e de Luís Amado, ambos ministros de Estado do actual Governo. Nas eleições legislativas de 2009, Luís Amado foi cabeça de lista por Leiria e Teixeira dos Santos "número dois" pelo Porto.
Perante esta questão relativa à ausência dos dois membros do Governo, Vieira da Silva separou claramente os casos do ministro de Estado e das Finanças e do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. "Em particular relativamente ao meu camarada Luís Amado, que é membro do PS, tenho a dizer que ele já há muito tempo tinha manifestado a sua vontade de não continuar com este tipo de intensidade e de inserção na vida política", declarou o ainda ministro da Economia. Já no que respeita ao ministro de Estado e das Finanças, Vieira da Silva disse que "não se colocou a questão de Teixeira dos Santos ser convidado para integrar as listas do PS". "Um partido faz sempre opções. São convidadas umas centenas de pessoas e muitos milhares não são convidadas" alegou o dirigente socialistas. Perante a insistência dos jornalistas sobre a ausência do ministro de Estado e das Finanças, Vieira da Silva ainda adiantou que Teixeira dos Santos "é um membro do Governo com enorme importância e dessa forma tem uma enorme colaboração com o PS".
"Mas todas as coisas na vida mudam. As coisas começam e acabam. É um acto normal ter acabado", acrescentou. Sobre as ausências dos deputados Strecht Ribeiro e Marques Júnior, Vieira da Silva referiu que a elaboração das listas de deputados "tem uma limitação ao nível do número de candidatos". "Há sempre escolhas que são feitas. Estas são primeiro feitas em sede das federações e depois uma parte que cabe ao secretário-geral do PS. Strecht Ribeiro e Marques Júnior deram um contributo significativo para a vida do PS, não foram opções políticas, mas apenas uma questão de renovação", declarou. Interrogado sobre o motivo que levou o PS a romper o acordo com a corrente democrata-cristã do Movimento Humanismo e Democracia (MHD), Vieira da Silva alegou que esse movimento continuará apesar disse a ter uma colaboração com o seu partido.
Portugueses devem “bater o pé” aos políticos
O bispo emérito de Setúbal diz que "as coisas más acontecem com os mesmos responsáveis e continuamos a escolhê-los". D. Manuel Martins apela a uma cidadania mais activa e alerta para tempos difíceis devido à ajuda externa pedida por Portugal. Os portugueses têm que “bater o pé" aos políticos. Sem isso, não é possível esperar mudanças a sério no país, defende o antigo bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, a propósito da crise. “As coisas acontecem, acontecem com os mesmos responsáveis e nós, infantilmente, continuamos a escolhê-los, a bater-lhes palmas e a dizer que está tudo muito bem”, critica, em declarações à imprensa. “O problema está nesta consciência de cidadania. Quando não nos manipularem, quando formos capazes de bater o pé, nós saberemos ocupar o nosso lugar e obrigaremos a que aqueles que escolhemos para tomar conta dos assuntos públicos saibam também ocupar o seu lugar”, advoga. Quanto à ajuda externa, D. Manuel Martins não tem dúvidas: vai trazer mais sacrifícios aos portugueses. “É evidente que os agentes dessas ajudas externas não vão agir por caridade. São negociantes, querem dinheiro, quanto mais dinheiro melhor e dinheiro com garantias. Dentro do melhor que possamos imaginar, vai-nos acontecer o pior, não tenhamos dúvidas”, adverte. O antigo bispo de Setúbal gostaria ainda que “esta ajuda externa nunca tivesse sido necessária, que nós nos tivéssemos sabido governar com as nossas modestas capacidades, como pobres remediados e que não tivéssemos gasto ao desbarato”.
Reformas milionárias quase que duplicam nos primeiros cinco meses do ano. O valor médio de cada pensão está nos 1.360 euros. Ministério da Justiça é dos que mais contribui para as reformas acima dos quatro mil euros.
Há cada vez mais portugueses a reformarem-se e com pensões mais altas. Segundo os dados da Caixa Geral de Aposentações (CGA), as reformas milionárias quase que duplicaram. Entre Janeiro e Maio de 2011 (a CGA já divulgou as listas do próximo mês), há 218 pessoas com pensões acima dos quatro mil euros. Em igual período do ano passado, havia 118. É no Ministério da Justiça que se encontram muitas dessas pensões, beneficiando juízes desembargadores, juízes conselheiros, procuradores da república e procuradores gerais-adjuntos. No entanto, não é só neste Ministério que se encontram estes casos: professores catedráticos, chefes de serviço hospitalares e embaixadores são outros exemplos de trabalhadores com direito a pensões acima dos quatro mil euros. O valor médio das pensões também regista uma tendência de subida.Nos primeiros cinco meses de 2010, era de 1.319 euros; este ano, vai nos 1.360 euros. Ou seja, e em média, o Estado gasta mais 41 euros por pensão este ano face aos cinco primeiros meses de 2010.
Ainda de acordo com os dados da Caixa Geral de Aposentações, nos primeiros cinco meses do ano reformaram-se quase 10 mil pessoas, mais duas mil que no ano passado. Tudo somado, isto significa que as despesas com as pensões são cada vez maiores, numa altura em que o país enfrenta sérias dificuldades financeiras. Os novos pensionistas de 2011 vão custar ao Estado 12 milhões de euros por mês. Isto significa um aumento de 28% relativamente a 2010, uma vez que, em igual período do ano ano passado, os novos pensionistas de então representavam um custo de quase 10 milhões de euros. Os números de 2011 também confirmam a tendência de reformas no sector da saúde. Nos primeiros cinco meses do ano, a tutela regista a saída de 1.611 trabalhadores, mais 500 que no mesmo período do ano passado.
Em baixo, pode ver quais são os Ministérios com as reformas médias mais altas e mais baixas:
Valor médio das pensões por Ministério (Janeiro-Maio) 2010 / 2011
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA
1.371,56€ / 1.431,58€
MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS
1.721,59 € / 1.850,57 €
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
1.508,67 € / 1.677,74 €
MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL
1.418,30 € / 1.534,98 €
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
1.594,33 € / 2.255,45 €
MINISTÉRIO DO AMBIENTE
725,56 € / 757,95 €
MINISTÉRIO DA ECONOMIA
1.615,18 € / 1.583,67 €
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA
1.278,09 € / 1.284,78 €
MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS
1.414,66 € / 1.398,81 €
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL
1.164,39 € / 1.156,99 €
MINISTÉRIO DA SAÚDE
1.374,95 € / 1.541,90 €
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
1.792,33 € / 1.648,05 €
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR
1.970,00 € / 1.811,61 €
MINISTÉRIO DA CULTURA
1.236,92 € / 1.030,98 €
Total = 1.318,73 € / 1.359,66 €
Patrões não gostaram da tolerância de ponto de hoje
“No mesmo dia em que chegam os elementos da ‘troika’”, diz o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, “temos este laxismo, quando há bom tempo, nós vamos para a praia”. A tolerância de ponto que vai ser concedida aos funcionários públicos amanhã à tarde, período em que ficam dispensados todos os trabalhadores não essenciais, mereceu críticas da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP). É um sinal errado que se dá ao país e a quem cá está para nos ajudar, diz António Saraiva, presidente da CIP. “Este não é, de facto, um bom exemplo”, critica Saraiva, “porque enquanto uns trabalham, nós temos este laxismo ou quando há bom tempo, nós vamos para a praia, no mesmo dia em que chegam os elementos da ‘troika’”. O líder da confederação da indústria acredita que a imagem que passa do país devia ser diferente, “de responsabilidade e de credibilidade”, sendo esse o “desafio que temos pela frente”.
"Trabalhadores nunca pediram tolerâncias"
Embora seja uma tradição que lhes agrada, os sindicatos da Administração Pública não fazem questão de exigir tolerâncias de ponto como a que foi dada para a tarde de hoje. Paulo Taborda, dirigente da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, até compreende o debate que a questão possa agora suscitar, mas lembra que os sindicatos não são consultados, nem costumam fazer exigências deste género. “Os sindicatos, pura e simplesmente, não são ouvidos sobre esta matéria, nós preferíamos muito mais que o Governo não andasse a cortar nos salários”, refere o sindicalista. “Esta é uma questão completamente lateral e que só serve para haver mais um ataque aos trabalhadores da Função Pública, que nunca pediram tolerâncias nem as negociaram”, sustenta.
Partidos deviam admitir "erros" e chegar a acordo, diz politólogo
"Grande parte do programa de Governo está a ser escrito nas nossas costas”, afirma Adelino Maltez. É inútil o ambiente de crispação partidária que se instalou na sequência da intervenção externa em Portugal, na análise de José Adelino Maltez. Em declarações à imprensa, o politólogo diz que o que falta aos partidos é falar verdade aos portugueses. “Era muito mais simples que, pelos menos, os três principais partidos fizessem uma conferência de imprensa conjunta e dizerem: nós cometemos erros, estamos arrependidos, temos aqui agora uma proposta de pontos de acordo e a partir daqui é desacordo”, diz José Adelino Maltez. “Uma folha A4 resolvia isto para não nos mentirem, porque eles sabem perfeitamente que grande parte do programa de Governo está a ser escrito nas nossas costas, pelos nossos próprios erros”, sublinha. José Adelino Maltez diz que não restam grandes alternativas: PS, PSD e CDS estão “condenados” a entenderem-se no quadro do Governo que sair das eleições de cinco de Julho. Nestas declarações, José Adelino Maltez considera, por outro lado, que, neste momento, o Presidente da República tem uma margem de intervenção reduzida, uma vez que todas as conversações com a “troika” que negoceia o resgate financeiro a Portugal são absolutamente sigilosas.
"Neste momento, distribuir riqueza é garantir postos de trabalho"
D. José Policarpo e Francisco Pinto Balsemão reflectiram sobre o futuro do país e dos portugueses no debate "Portugal - Que Futuro?", moderado por Francisco Sarsfield Cabral. O Cardeal Patriarca de Lisboa apelou à "generosidade" das empresas, durante o segundo debate do ciclo de conferências "Portugal - Que Futuro?", que decorreu ontyem à noite no auditório da Rádio Renascença (Chiado) em Lisboa. D. José Policarpo defendeu que, "neste momento, distribuir riqueza é garantir postos de trabalho" e deixou a nota às empresas para que não "recorressem a despedimentos". Na mesma linha, D. José Policarpo expressou preocupação com o "ambiente social dos que estão mesmo aflitos". Nos últimos tempos, explicou, tem havido muitos "casos de emergência" a pedir socorro à Igreja. Apesar da urgência em prestar assistência a estes casos, o Cardeal Patriarca advertiu que "a sopa dos pobres não é solução - é uma solução de sobrevivência, mas não uma solução para a vida”. “Não é a dar dinheiro”, reforça, que se resolvem os problemas financeiros das famílias. O crescimento económico, defende o Cardeal Patriarca, passa por dar oportunidades às pessoas para que cresçam "ao ritmo" das soluções para a crise. Por seu lado, Francisco Pinto Balsemão, que também participou no debate, respondeu que, mesmo em "anos bons", por vezes é necessário "cortar o ramo para salvar a árvore" - ou seja, que a redução de custos de uma empresa também passa pelos despedimentos. O empresário sublinhou que “gostava que houvesse uma lei de trabalho que permitisse encontrar soluções mais imaginativas” do que a redução de pessoal.
Cartão de crédito europeu: Francisco Sarsfield Cabral, que moderou o debate, salientou que a entrada de Portugal para o chamado “clube dos ricos” da União Europeia pode ter contribuído para que os portugueses passassem a “viver acima das suas possibilidades”. D. José Policarpo não responsabiliza totalmente os portugueses, que defende que “foram martelados com a ideia de que ‘haveriam de chegar ao nível da Europa’”. O problema, na opinião do Cardeal Patriarca, deu-se quando “meteram à cara das famílias o crédito fácil” e “os “modelos de vida propostos pela UE foram transformados em objectivos”. Francisco Pinto Balsemão acredita que “o objectivo de convergir com a Europa é positivo, só que implica trabalho”.
Discernir o futuro: A falta de informação sobre a realidade do país e a falta de transparência política foram dois factores, que tanto o Cardeal Patriarca como Pinto Balsemão apontaram como barreiras à resolução dos problemas de Portugal. “Neste momento, não sei o que se passa”, disse D. José Policarpo, que salientou que “não há futuro sem discernimento claro”. Quem vai ajudar no discernimento? Para o Cardeal Patriarca, “é urgente que os portugueses não ouçam só o discurso político e que a comunicação social não gaste 90% do tempo a veicular discurso político”. Francisco Pinto Balsemão subscreveu esta ideia criticando o “problema de transparência” geral, dando o exemplo da divulgação dos dados da execução orçamental – “o tempo até se ter uma ideia da realidade demora muito”, defende. O antigo primeiro-ministro sugeriu algumas soluções com o futuro na mira: "políticos profissionais mais bem pagos", para incentivar o pleno exercício da actividade política, e um "acordo de regime". Este pacto, feito por todos os partidos, teria que estipular os objectivos centrais de uma legislatura, a serem cumpridos não obstante o vencedor das eleições. O Presidente da República, na proposta de Pinto Balsemão, funcionaria como "árbitro" do acordo de regime, para assegurar a sua implementação.
"Limpezas" nas Listas do PS
"Quem não é por mim, é contra mim", é o que se pode depreender da filosofia aplicada pela direcção do Partido Socialista na composição das suas listas para as Eleições Legislativas antecipadas. Nem Teixeira dos Santos nem Luis Amado foram convidados para as listas do PS. Foi o dirigente Vieira da Silva que confirmou a ausência dos ministros das Finanças e Negócios Estrangeiros. O dirigente socialista Vieira da Silva, que coordenou o processo de elaboração de listas de candidatos a deputados pelo PS, afirmou que o ministro das Finanças não foi convidado para integrar as listas dos socialistas. Vieira da Silva falava aos jornalistas no final da Comissão Política Nacional do PS, que aprovou as listas de candidatos a deputados, depois de interrogado pelos jornalistas sobre os motivos das ausências nas listas de Teixeira dos Santos e de Luís Amado, ambos ministros de Estado do actual Governo. Nas eleições legislativas de 2009, Luís Amado foi cabeça de lista por Leiria e Teixeira dos Santos "número dois" pelo Porto.
Perante esta questão relativa à ausência dos dois membros do Governo, Vieira da Silva separou claramente os casos do ministro de Estado e das Finanças e do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. "Em particular relativamente ao meu camarada Luís Amado, que é membro do PS, tenho a dizer que ele já há muito tempo tinha manifestado a sua vontade de não continuar com este tipo de intensidade e de inserção na vida política", declarou o ainda ministro da Economia. Já no que respeita ao ministro de Estado e das Finanças, Vieira da Silva disse que "não se colocou a questão de Teixeira dos Santos ser convidado para integrar as listas do PS". "Um partido faz sempre opções. São convidadas umas centenas de pessoas e muitos milhares não são convidadas" alegou o dirigente socialistas. Perante a insistência dos jornalistas sobre a ausência do ministro de Estado e das Finanças, Vieira da Silva ainda adiantou que Teixeira dos Santos "é um membro do Governo com enorme importância e dessa forma tem uma enorme colaboração com o PS".
"Mas todas as coisas na vida mudam. As coisas começam e acabam. É um acto normal ter acabado", acrescentou. Sobre as ausências dos deputados Strecht Ribeiro e Marques Júnior, Vieira da Silva referiu que a elaboração das listas de deputados "tem uma limitação ao nível do número de candidatos". "Há sempre escolhas que são feitas. Estas são primeiro feitas em sede das federações e depois uma parte que cabe ao secretário-geral do PS. Strecht Ribeiro e Marques Júnior deram um contributo significativo para a vida do PS, não foram opções políticas, mas apenas uma questão de renovação", declarou. Interrogado sobre o motivo que levou o PS a romper o acordo com a corrente democrata-cristã do Movimento Humanismo e Democracia (MHD), Vieira da Silva alegou que esse movimento continuará apesar disse a ter uma colaboração com o seu partido.
Portugueses devem “bater o pé” aos políticos
O bispo emérito de Setúbal diz que "as coisas más acontecem com os mesmos responsáveis e continuamos a escolhê-los". D. Manuel Martins apela a uma cidadania mais activa e alerta para tempos difíceis devido à ajuda externa pedida por Portugal. Os portugueses têm que “bater o pé" aos políticos. Sem isso, não é possível esperar mudanças a sério no país, defende o antigo bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, a propósito da crise. “As coisas acontecem, acontecem com os mesmos responsáveis e nós, infantilmente, continuamos a escolhê-los, a bater-lhes palmas e a dizer que está tudo muito bem”, critica, em declarações à imprensa. “O problema está nesta consciência de cidadania. Quando não nos manipularem, quando formos capazes de bater o pé, nós saberemos ocupar o nosso lugar e obrigaremos a que aqueles que escolhemos para tomar conta dos assuntos públicos saibam também ocupar o seu lugar”, advoga. Quanto à ajuda externa, D. Manuel Martins não tem dúvidas: vai trazer mais sacrifícios aos portugueses. “É evidente que os agentes dessas ajudas externas não vão agir por caridade. São negociantes, querem dinheiro, quanto mais dinheiro melhor e dinheiro com garantias. Dentro do melhor que possamos imaginar, vai-nos acontecer o pior, não tenhamos dúvidas”, adverte. O antigo bispo de Setúbal gostaria ainda que “esta ajuda externa nunca tivesse sido necessária, que nós nos tivéssemos sabido governar com as nossas modestas capacidades, como pobres remediados e que não tivéssemos gasto ao desbarato”.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Nobre faz "marcha atráz"!
Contra os Partidos, recuar, recuar!
Nobre decide depois das eleições se fica no Parlamento. O candidato do PSD por Lisboa “não estava à espera deste terramoto” político. Nobre não conhece programa eleitoral do PSD...
Fernando Nobre diz que se não for nomeado Presidente da Assembleia da República vai na altura ajuizar qual o cargo mais adequado para que possa servir o país. O médico, cabeça de lista do PSD por Lisboa, assume o que disse ao “Expresso”, mas esclarece que só depois das eleições vai decidir a decisão a tomar, consoante o que for melhor para o país. "Se eu for eleito [deputado] e por alguma circunstância eu não venha a ser nomeado presidente da Assembleia da República, na altura certa ajuizarei qual é o lugar mais adequado para mim para servir Portugal." Ontem à noite, em entrevista à RTP, Nobre repete que, se renunciar ao cargo de deputado, acto que não exclui, prova o seu desapego aos cargos. "Eu nunca quis ser deputado nem presidente da Assembleia da República". Fernando Nobre diz que “não estava à espera deste terramoto”, causado pela aceitação da sua candidatura. Foi “uma semana de reflexão profunda”.
Se for eleito para ser a segunda figura do Estado, Fernando Nobre quer continuar a servir Portugal e “aproximar os cidadãos da Assembleia da República”, que tem que se transformar também na “casa da cidadania”. Sobre o facto de não ter experiência parlamentar, nem conhecer o regimento do Parlamento, Nobre diz que aprende rápido e que é um “gestor de equipas e gestor de conflitos”. O líder da AMI reafirma que continua a ser “um ser livre e independente” e garante que não exigiu, não negociou, não pedi nada” a Pedro Passos Coelho e que ficou muito admirado e honrado pelo convite. Nesta entrevista à televisão pública, Fernando Nobre repete que foi “sondado pelo arco da governação” e lamenta a campanha organizada de insultos de que foi alvo nas redes sociais.
Nobre não conhece programa do PSD
O ex-candidato presidencial garante que o único propósito da sua candidatura é chegar a presidente da Assembleia da República e, se tal não acontecer, demite-se do cargo de deputado. Fernando Nobre confessa que ainda não conhece o programa do PSD para as eleições de 5 de Junho. O ex-candidato presidencial diz confiar em Pedro Passos Coelho e que, por isso, aceitou o convite “laranja”. O cabeça-de-lista dos sociais-democratas por Lisboa dá hoje uma entrevista ao jornal “Expresso”, a primeira desde que se soube da sua decisão de se juntar às listas para as próximas legislativas, onde garante que o único propósito da sua candidatura é chegar a Presidente da Assembleia da República e, se tal não acontecer, demite-se do cargo de deputado. O médico, que se apresentou às Eleições Presidenciais "contra" os Partidos, tem sido muito criticado desde que aceitou o convite de Pedro Passos Coelho por ter sempre garantido que não ia entrar na vida política.
É “muito difícil” o CDS votar em Nobre
O líder centrista critica as mais recentes declarações de Fernando Nobre que não foram “o melhor exemplo de humildade, nem é o melhor exemplo de cidadania". Paulo Portas critica as declarações de Fernando Nobre avisando que assim se torna "muito difícil" ter o voto do CDS. O líder centrista alerta que não são os políticos que impõem condições aos eleitores, mas o contrário. "Se este tipo de entrevistas continuar, é evidente que é muito difícil votar no doutor Fernando Nobre e eu quero dizê-lo com toda a lealdade e toda a franqueza", disse Paulo Portas aos jornalistas no final de uma visita ao Centro de Apoio ao Idoso e Família (CAIF) do Centro de Bem-Estar de Queluz. Estas declarações de Portas surgem na sequência de uma entrevista de Fernando Nobre ao jornal “Expresso”, em que diz: "Se não for eleito presidente da Assembleia da República renuncio de imediato".
"Não são os políticos que impõem condições aos eleitores, são os eleitores que impõem condições aos políticos. E, por isso, este tipo de entrevistas, em que alguém diz 'a mim se não me elegerem presidente, eu amuo e vou embora' não dignificam a política e dificultam o voto no doutor Fernando Nobre", afirmou o líder do CDS-PP. Paulo Portas entende que a entrevista dada por Fernando Nobre "não é o melhor exemplo de humildade, nem é o melhor exemplo de cidadania" e sublinha que "se este tipo de entrevistas continuar, é evidente que é muito difícil votar no doutor Fernando Nobre". "Mas se ele não for eleito e ainda assim quiser ser, humildemente, deputado e cumprir o mandato que o povo lhe der, seremos com certeza excelentes colegas", ironizou o líder dos democratas-cristãos.
Cavaco Silva deve obrigar a Governo de maioria
Comentador da TVI diz que os três partidos do arco da governação vão ter que assinar um acordo com a “troika”. Marcelo Rebelo de Sousa diz que Presidente da República tem que obrigar a um entendimento para que exista um Governo de maioria absoluta. No seu habitual comentário na TVI, o professor Marcelo acrescenta que os três partidos do arco da governação vão ter que assinar um acordo com a “troika” internacional antes das eleições legislativas. Quanto às eleições na Finlândia com uma eventual vitória da extrema-direita, o que pode dificultar a ajuda financeira a Portugal, Marcelo tem esperança que seja possível haver apoio.
Nobre decide depois das eleições se fica no Parlamento. O candidato do PSD por Lisboa “não estava à espera deste terramoto” político. Nobre não conhece programa eleitoral do PSD...Fernando Nobre diz que se não for nomeado Presidente da Assembleia da República vai na altura ajuizar qual o cargo mais adequado para que possa servir o país. O médico, cabeça de lista do PSD por Lisboa, assume o que disse ao “Expresso”, mas esclarece que só depois das eleições vai decidir a decisão a tomar, consoante o que for melhor para o país. "Se eu for eleito [deputado] e por alguma circunstância eu não venha a ser nomeado presidente da Assembleia da República, na altura certa ajuizarei qual é o lugar mais adequado para mim para servir Portugal." Ontem à noite, em entrevista à RTP, Nobre repete que, se renunciar ao cargo de deputado, acto que não exclui, prova o seu desapego aos cargos. "Eu nunca quis ser deputado nem presidente da Assembleia da República". Fernando Nobre diz que “não estava à espera deste terramoto”, causado pela aceitação da sua candidatura. Foi “uma semana de reflexão profunda”.
Se for eleito para ser a segunda figura do Estado, Fernando Nobre quer continuar a servir Portugal e “aproximar os cidadãos da Assembleia da República”, que tem que se transformar também na “casa da cidadania”. Sobre o facto de não ter experiência parlamentar, nem conhecer o regimento do Parlamento, Nobre diz que aprende rápido e que é um “gestor de equipas e gestor de conflitos”. O líder da AMI reafirma que continua a ser “um ser livre e independente” e garante que não exigiu, não negociou, não pedi nada” a Pedro Passos Coelho e que ficou muito admirado e honrado pelo convite. Nesta entrevista à televisão pública, Fernando Nobre repete que foi “sondado pelo arco da governação” e lamenta a campanha organizada de insultos de que foi alvo nas redes sociais.
Nobre não conhece programa do PSD
O ex-candidato presidencial garante que o único propósito da sua candidatura é chegar a presidente da Assembleia da República e, se tal não acontecer, demite-se do cargo de deputado. Fernando Nobre confessa que ainda não conhece o programa do PSD para as eleições de 5 de Junho. O ex-candidato presidencial diz confiar em Pedro Passos Coelho e que, por isso, aceitou o convite “laranja”. O cabeça-de-lista dos sociais-democratas por Lisboa dá hoje uma entrevista ao jornal “Expresso”, a primeira desde que se soube da sua decisão de se juntar às listas para as próximas legislativas, onde garante que o único propósito da sua candidatura é chegar a Presidente da Assembleia da República e, se tal não acontecer, demite-se do cargo de deputado. O médico, que se apresentou às Eleições Presidenciais "contra" os Partidos, tem sido muito criticado desde que aceitou o convite de Pedro Passos Coelho por ter sempre garantido que não ia entrar na vida política.
É “muito difícil” o CDS votar em Nobre
O líder centrista critica as mais recentes declarações de Fernando Nobre que não foram “o melhor exemplo de humildade, nem é o melhor exemplo de cidadania". Paulo Portas critica as declarações de Fernando Nobre avisando que assim se torna "muito difícil" ter o voto do CDS. O líder centrista alerta que não são os políticos que impõem condições aos eleitores, mas o contrário. "Se este tipo de entrevistas continuar, é evidente que é muito difícil votar no doutor Fernando Nobre e eu quero dizê-lo com toda a lealdade e toda a franqueza", disse Paulo Portas aos jornalistas no final de uma visita ao Centro de Apoio ao Idoso e Família (CAIF) do Centro de Bem-Estar de Queluz. Estas declarações de Portas surgem na sequência de uma entrevista de Fernando Nobre ao jornal “Expresso”, em que diz: "Se não for eleito presidente da Assembleia da República renuncio de imediato".
"Não são os políticos que impõem condições aos eleitores, são os eleitores que impõem condições aos políticos. E, por isso, este tipo de entrevistas, em que alguém diz 'a mim se não me elegerem presidente, eu amuo e vou embora' não dignificam a política e dificultam o voto no doutor Fernando Nobre", afirmou o líder do CDS-PP. Paulo Portas entende que a entrevista dada por Fernando Nobre "não é o melhor exemplo de humildade, nem é o melhor exemplo de cidadania" e sublinha que "se este tipo de entrevistas continuar, é evidente que é muito difícil votar no doutor Fernando Nobre". "Mas se ele não for eleito e ainda assim quiser ser, humildemente, deputado e cumprir o mandato que o povo lhe der, seremos com certeza excelentes colegas", ironizou o líder dos democratas-cristãos.
Cavaco Silva deve obrigar a Governo de maioria
Comentador da TVI diz que os três partidos do arco da governação vão ter que assinar um acordo com a “troika”. Marcelo Rebelo de Sousa diz que Presidente da República tem que obrigar a um entendimento para que exista um Governo de maioria absoluta. No seu habitual comentário na TVI, o professor Marcelo acrescenta que os três partidos do arco da governação vão ter que assinar um acordo com a “troika” internacional antes das eleições legislativas. Quanto às eleições na Finlândia com uma eventual vitória da extrema-direita, o que pode dificultar a ajuda financeira a Portugal, Marcelo tem esperança que seja possível haver apoio.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Não há uma sem duas, nem duas sem três!
FMI bate à porta pela terceira vez desde 1977
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou esta quarta-feira estar disponível para entrar pela terceira vez em Portugal, depois de intervenções em 1977 e 1983.
A primeira vez que o FMI "aterrou na Portela", como ilustrou o cantor José Mário Branco numa das suas obras mais emblemáticas, justamente chamada "FMI", foi em 1977, quando Ramalho Eanes era Presidente da República e Mário Soares era primeiro-ministro do primeiro Governo Constitucional.
Então, com uma taxa de desemprego superior a sete por cento, bens racionados, inflação crescente, conflitualidade política e o escudo desvalorizado, o FMI interveio pela primeira vez desde que Portugal aderiu à instituição, em 1960.
Na bagagem trouxe "pacotes" que se traduziram em redução de salários e subida de impostos, entre outras medidas.
Em 1983, Mário Soares era novamente primeiro-ministro, desta vez à frente do governo do Bloco Central, com o PPD-PSD de Mota Pinto.
Com o desemprego acima dos onze por cento e uma dívida externa galopante devido à subida das taxas de juro internacionais, o FMI emprestou 750 milhões de dólares e novamente impôs cortes nos salários da Função Pública, aumentos de preços, travão ao investimento público e cortes nos subsídios de Natal, entre outras medidas.
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo português fez um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia, decisão que adiantou ter sido comunicada ao Presidente da República.
O Fundo Monetário Internacional já se manifestou “pronto para ajudar” Portugal, se a ajuda vier a ser solicitada, disse hoje à Lusa fonte oficial da instituição financeira internacional.
“Vimos as declarações do primeiro ministro José Sócrates e do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, sobre a intenção de Portugal pedir a ativação de mecanismos de apoio financeiro”, disse à Lusa a porta-voz do FMI em Washington, Estados Unidos.
Ler em: http://www.ionline.pt/conteudo/115751-fmi-bate--porta-pela-terceira-vez-1977
NOTA:
INEQUÍVOCO! As 3 vezes em que o país caíu no desgoverno a ponto de necessitar da tutela internacional foi com os GOVERNOS DO PARTIDO SOCIALISTA! Temos que exigir que a SOBERANIA seja RESTITUÍDA À NAÇÃO! INTERDIÇÃO IMEDIATA DA CONSTITUIÇÃO! DESSE DOCUMENTO INFAME, IMPOSTO SEM NUNCA TER SIDO REFERENDADO, que é a verdadeira MAGNA CARTA DA PARTIDOCRACIA, da CORRUPÇÃO, DO DESGOVERNO e de TODA A IMPUNIDADE!.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou esta quarta-feira estar disponível para entrar pela terceira vez em Portugal, depois de intervenções em 1977 e 1983.
A primeira vez que o FMI "aterrou na Portela", como ilustrou o cantor José Mário Branco numa das suas obras mais emblemáticas, justamente chamada "FMI", foi em 1977, quando Ramalho Eanes era Presidente da República e Mário Soares era primeiro-ministro do primeiro Governo Constitucional.
Então, com uma taxa de desemprego superior a sete por cento, bens racionados, inflação crescente, conflitualidade política e o escudo desvalorizado, o FMI interveio pela primeira vez desde que Portugal aderiu à instituição, em 1960.
Na bagagem trouxe "pacotes" que se traduziram em redução de salários e subida de impostos, entre outras medidas.
Em 1983, Mário Soares era novamente primeiro-ministro, desta vez à frente do governo do Bloco Central, com o PPD-PSD de Mota Pinto.
Com o desemprego acima dos onze por cento e uma dívida externa galopante devido à subida das taxas de juro internacionais, o FMI emprestou 750 milhões de dólares e novamente impôs cortes nos salários da Função Pública, aumentos de preços, travão ao investimento público e cortes nos subsídios de Natal, entre outras medidas.
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo português fez um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia, decisão que adiantou ter sido comunicada ao Presidente da República.
O Fundo Monetário Internacional já se manifestou “pronto para ajudar” Portugal, se a ajuda vier a ser solicitada, disse hoje à Lusa fonte oficial da instituição financeira internacional.
“Vimos as declarações do primeiro ministro José Sócrates e do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, sobre a intenção de Portugal pedir a ativação de mecanismos de apoio financeiro”, disse à Lusa a porta-voz do FMI em Washington, Estados Unidos.
Ler em: http://www.ionline.pt/conteudo/115751-fmi-bate--porta-pela-terceira-vez-1977
NOTA:
INEQUÍVOCO! As 3 vezes em que o país caíu no desgoverno a ponto de necessitar da tutela internacional foi com os GOVERNOS DO PARTIDO SOCIALISTA! Temos que exigir que a SOBERANIA seja RESTITUÍDA À NAÇÃO! INTERDIÇÃO IMEDIATA DA CONSTITUIÇÃO! DESSE DOCUMENTO INFAME, IMPOSTO SEM NUNCA TER SIDO REFERENDADO, que é a verdadeira MAGNA CARTA DA PARTIDOCRACIA, da CORRUPÇÃO, DO DESGOVERNO e de TODA A IMPUNIDADE!.
Sócrates: ficará na história como o homem que arruinou o país
FMI. Um salto no escuro
Welcome to The Company!
Portugal entra no carrossel da Irlanda e da Grécia. É só o início do caminho de pobreza. Não vai ser possível pagar tudo. Em 2013 vamos reestruturar dívida.
No dia 21 de Dezembro de 2010 foi registada uma sociedade anónima na Avenida John F. Kennedy, n.o 43, no grão-ducado do Luxemburgo, que responde pelo nome "Company". É uma criatura jurídica e financeira notável com risco de apenas 0%. A Company é nada mais nada menos que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), criado após a crise da dívida da Grécia - que levou o país ao tapete em Maio - para resolver os problemas de liquidez dos países do euro.
Este é o carrossel que traz o FMI atrelado e vai agora dar uma boleia a Lisboa, depois de Atenas e Dublin terem já começado a viagem para um destino inóspito: o inferno na terra. E porquê? Porque o problema destes países não é a liquidez, é a solvabilidade. Dito de outra forma, as montanhas de dívida contraída deixaram os países periféricos da zona euro no limiar da falência, incapazes de pagar as facturas.
A solução óbvia para este problema é reestruturar dívida. Coisa impossível de fazer antes de Junho 2013, quando for accionado o novo Mecanismo Europeu de Estabilidade, que prevê a participação do sector privado na solução da crise. Ou seja, só em 2013 poderá haver redução do valor líquido da dívida dos países mediante negociação com os privados. Avançar agora para essa solução seria o ideal para Portugal, Grécia ou Irlanda. A Islândia fê-lo. E com bastante sucesso.
Berlim não vai deixar que isso suceda porque, além da crise financeira e da crise da dívida soberana, a Europa está mergulhada numa enorme crise da banca cujos efeitos podem obrigar os alemães a injectar milhares de milhões de euros de dinheiros públicos para salvar o seu sistema financeiro. Portanto preparamo-nos para salvar os bancos alemães, e os franceses, e os espanhóis e os portugueses.
Entretanto, 10 milhões de almas portuguesas vão sofrer brutalmente. A riqueza deste país vai ser drenada para pagar aos credores estrangeiros. Atenção: isto sucede por culpa e incúria próprias. A nossa dívida não é sustentável por causa de anos consecutivos de cegueira e de erros políticos colossais: não só dos governos, mas também das empresas e das famílias.
Nos próximos anos tentaremos encontrar, com as típicas receitas do FMI, um caminho que ponha as finanças públicas numa trajectória sustentável. Os cerca de 75 mil milhões de euros que Lisboa vai receber por tranches no empréstimo do FEEF/FMI evitam a bancarrota de imediato, garantem anos de sofrimento, aumentam o endividamento de Portugal e não resolvem o outro lado do problema: fazer a economia crescer.
É evidente que um país com um endividamento externo bruto na ordem dos 300% do PIB, com um programa austero de consolidação orçamental e sem competitividade económica está destinado a penar no deserto. A fatalidade é esta: seja qual for a perspectiva com que se olhe para o futuro, os indicadores macroeconómicos vão mostrar um cenário muito negro, com a contracção da economia, o aumento do desemprego, a queda abrupta da procura interna e cortes draconianos no investimento. E para quê? Para quase nada.
O próximo governo deverá pensar muito seriamente em reestruturar dívida. Uma reestruturação ordenada, feita com antecipação, evitará problemas maiores. Tal como a antecipação de um pedido de ajuda externo por este governo teria evitado o desperdício de milhares de milhões em juros. Não vale sequer a pena tentar medir a responsabilidade do primeiro-ministro José Sócrates: ficará na história como o homem que arruinou o país.
(Redactor principal Jornal I, escreve à quinta-feira)
Ler em: http://www.ionline.pt/conteudo/115728-fmi-um-salto-no-escuro-welcome-to-the-company
Welcome to The Company!
Por Carlos Ferreira Madeira
Portugal entra no carrossel da Irlanda e da Grécia. É só o início do caminho de pobreza. Não vai ser possível pagar tudo. Em 2013 vamos reestruturar dívida.
No dia 21 de Dezembro de 2010 foi registada uma sociedade anónima na Avenida John F. Kennedy, n.o 43, no grão-ducado do Luxemburgo, que responde pelo nome "Company". É uma criatura jurídica e financeira notável com risco de apenas 0%. A Company é nada mais nada menos que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), criado após a crise da dívida da Grécia - que levou o país ao tapete em Maio - para resolver os problemas de liquidez dos países do euro.
Este é o carrossel que traz o FMI atrelado e vai agora dar uma boleia a Lisboa, depois de Atenas e Dublin terem já começado a viagem para um destino inóspito: o inferno na terra. E porquê? Porque o problema destes países não é a liquidez, é a solvabilidade. Dito de outra forma, as montanhas de dívida contraída deixaram os países periféricos da zona euro no limiar da falência, incapazes de pagar as facturas.
A solução óbvia para este problema é reestruturar dívida. Coisa impossível de fazer antes de Junho 2013, quando for accionado o novo Mecanismo Europeu de Estabilidade, que prevê a participação do sector privado na solução da crise. Ou seja, só em 2013 poderá haver redução do valor líquido da dívida dos países mediante negociação com os privados. Avançar agora para essa solução seria o ideal para Portugal, Grécia ou Irlanda. A Islândia fê-lo. E com bastante sucesso.
Berlim não vai deixar que isso suceda porque, além da crise financeira e da crise da dívida soberana, a Europa está mergulhada numa enorme crise da banca cujos efeitos podem obrigar os alemães a injectar milhares de milhões de euros de dinheiros públicos para salvar o seu sistema financeiro. Portanto preparamo-nos para salvar os bancos alemães, e os franceses, e os espanhóis e os portugueses.
Entretanto, 10 milhões de almas portuguesas vão sofrer brutalmente. A riqueza deste país vai ser drenada para pagar aos credores estrangeiros. Atenção: isto sucede por culpa e incúria próprias. A nossa dívida não é sustentável por causa de anos consecutivos de cegueira e de erros políticos colossais: não só dos governos, mas também das empresas e das famílias.
Nos próximos anos tentaremos encontrar, com as típicas receitas do FMI, um caminho que ponha as finanças públicas numa trajectória sustentável. Os cerca de 75 mil milhões de euros que Lisboa vai receber por tranches no empréstimo do FEEF/FMI evitam a bancarrota de imediato, garantem anos de sofrimento, aumentam o endividamento de Portugal e não resolvem o outro lado do problema: fazer a economia crescer.
É evidente que um país com um endividamento externo bruto na ordem dos 300% do PIB, com um programa austero de consolidação orçamental e sem competitividade económica está destinado a penar no deserto. A fatalidade é esta: seja qual for a perspectiva com que se olhe para o futuro, os indicadores macroeconómicos vão mostrar um cenário muito negro, com a contracção da economia, o aumento do desemprego, a queda abrupta da procura interna e cortes draconianos no investimento. E para quê? Para quase nada.
O próximo governo deverá pensar muito seriamente em reestruturar dívida. Uma reestruturação ordenada, feita com antecipação, evitará problemas maiores. Tal como a antecipação de um pedido de ajuda externo por este governo teria evitado o desperdício de milhares de milhões em juros. Não vale sequer a pena tentar medir a responsabilidade do primeiro-ministro José Sócrates: ficará na história como o homem que arruinou o país.
(Redactor principal Jornal I, escreve à quinta-feira)
Ler em: http://www.ionline.pt/conteudo/115728-fmi-um-salto-no-escuro-welcome-to-the-company
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Portugal pediu hoje ajuda à UE
José Sócrates anunciou hoje que Portugal pediu ajuda externa. "O Governo decidiu hoje mesmo dirigir à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira, por forma a garantir as condições de financiamento ao nosso país, ao nosso sistema financeiro e à nossa economia", declarou o chefe do Governo demissionário. O primeiro-ministro diz que fez este pedido de ajuda externa "nos termos que têm em conta a situação política nacional e as limitações constitucionais de um Governo de gestão" e adianta que já informou o Presidente da República, Cavaco Silva. "Este é o momento para todos assumirmos as nossas responsabilidades perante o país. Todos sabem como lamento que esta decisão se tenha tornado inevitável, os portugueses sabem que lutei por outra solução em nome do interesse nacional. Pois é também em nome do interesse nacional que hoje digo aos portugueses que é preciso dar agora este passo", refere. O primeiro-ministro garante que se vai empenhar com toda a "determinação" para que "a negociação deste pedido de ajuda tenha os menores custos possíveis para Portugal e para os portugueses".
José Sócrates argumenta que o chumbo do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC 4) agravou de "forma dramática a situação financeira de Portugal, foi o "sinal errado no momento errado" e precipitou o país para este pedido de ajuda externa. "Ao longo do último ano, lutei todos os dias para que isto não acontecesse. A verdade é que tínhamos uma solução e ela foi deitada fora", afirmou o primeiro-ministro. A declaração de José Sócrates ao país surge depois de o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter afirmado que "é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu". Em declarações ao "Jornal de Negócios", Teixeira dos Santos diz que "o país foi irresponsavelmente empurrado para uma situação muito difícil nos mercados financeiros" e que, perante a "difícil situação, que podia ter sido evitada", entende que "é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu em termos adequados à actual situação política". O ministro acrescenta que "tal exigirá, também, o envolvimento e o comprometimento das principais forças e instituições políticas nacionais". Fonte da Zona Euro confirma à Reuters que a ajuda a Portugal deve rondar entre os 60 e os 80 mil milhões de euros. Entretanto, o Fundo Monetário Internacional está pronto a ajudar Portugal, disse à Lusa um porta-voz do Fundo Monetário Internacional.PSD apoia pedido de ajuda internacional
O PSD apoia o pedido de ajuda internacional feito hoje pelo Governo português à Comissão Europeia. Ainda assim, o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, diz que este pedido foi tardio. Numa declaração imediatamente após a comunicação de José Sócrates, o líder do PSD disse que apoia o pedido porque “não podíamos deixar o país cair no desespero". "No presente mais imediato, o que importa é tranquilizar Portugal. O pedido de ajuda de hoje não deve ser encarado como um fim de linha ou acto de desespero. É um primeiro passo para enfrentar problemas com dignidade. Este pedido de ajuda faz-se para que os portugueses vivam com mais confiança”, mas chega tarde, afirmou Pedro Passos Coelho. O presidente social-democrata considera ainda que esta “decisão do Governo só pode ser tomada como medida de apoio à segurança nacional e à manutenção da reputação externa”. Passos Coelho tem esperança que as instituições europeias continuem a ajudar Portugal, "como já têm vindo a fazer desde há um ano, através do BCE". O presidente social-democrata acrescenta que não foi previamente avisado por José Sócrates do pedido de ajuda financeira, mas garante que já deu conta a Cavaco Silva e ao Governo de que apoia o pedido.
Comissão Europeia promete resposta rápida a Portugal
O comunicado de Bruxelas faz uma referência genérica aos mecanismos de auxílio financeiro sem, no entanto, ser detalhado o tipo de mecanismos. A Comissão Europeia já confirmou ter recebido um pedido de assistência financeira por parte do Governo de Portugal e promete dar uma resposta rapidamente. Num curto comunicado, a Comissão refere que José Sócrates comunicou a Durão Barroso a intenção de Portugal pedir a activação dos mecanismos de auxílio financeiro. Diz ainda que Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia, garantiu que esse pedido será tratado da forma mais expedita possível, de acordo com as regras pertinentes. O comunicado faz, desta forma, uma referência genérica aos mecanismos de auxílio financeiro sem, no entanto, ser detalhado o tipo de mecanismos. Na declaração desta noite ao país, o primeiro-ministro José Sócrates referiu apenas que fez um pedido de “assistência financeira” e o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, falou depois num quadro mínimo de apoio, deixando para o novo Governo saído das eleições de 5 de Junho um apoio completo de médio e longo prazo, o que deixa entender um eventual apoio intercalar. No entanto, ainda hoje um porta-voz Comissão Europeia explicou que os mecanismos europeus existentes não prevêem a possibilidade de concessão de empréstimos ou apoios intercalares. Nessa lógica, o pedido do Governo de José Sócrates seria o primeiro passo para desencadear o pedido formal de ajuda, que envolve o Fundo Europeu de Estabilização Financeira e também o Fundo Monetário Internacional (FMI), tal como aconteceu com a Irlanda.
Pedido de ajuda externa era "inevitável", diz presidente da CIP
António Saraiva defende "a alteração de políticas públicas" aliada à promoção de "estratégias empresarias privadas". Era "inevitável" Portugal pedir ajuda financeira externa e, mais importante do que isso, era ter "criado condições" para não ser necessária, afirma o presidente da Confederação Empresarial Portuguesa (CIP). Com a dívida com "cada vez juros mais altos e a banca a anunciar que não ajudaria o Estado português", o pedido era "inevitável", afirma António Saraiva. O presidente da CIP frisa que o país não teria chegado a esta "situação lamentável" se tivesse "corrigido os desequilíbrios das finanças públicas", cortando "gorduras" em vez de aumentar despesas. O que é necessário, defendeu, é "a alteração de políticas públicas" aliada à promoção de "estratégias empresarias privadas". "Sem crescimento económico, sem alterações dos rumos a que nos levaram nestes últimos dez, doze anos, não criaremos riqueza e não promoveremos crescimento", alertou. Para o presidente da CIP, "mais importante do que o que se pode esperar da ajuda interna é criar conduções para produzir internamente, reduzir as importações, criar condições para as empresas exportarem mais e melhor". O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo português fez um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia, decisão que adiantou ter sido comunicada ao Presidente da República.
O alarme está no ar...
"É urgente" pedir ajuda externa, alerta presidente do BES
"Acredito não haver outra alternativa se não o pedido desse apoio intercalar", afirma Ricardo Salgado. Portugal precisa de ajuda externa imediata que pode chegar aos 15 mil milhões de euros, alerta o presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, em entrevista à TVI. “É uma situação que tem que ser resolvida e, por isso, não posso estar mais de acordo com o meu colega Carlos Santos Ferreira, quando diz que é preciso trazer um empréstimo intercalar para resolver a equação financeira do Estado”, afirma Ricardo Salgado. “É urgente pedi-lo já, é grave se não for feito, porque é preciso neutralizar este efeito da subida rapidíssima das taxas de juro, tranquilizar os mercados e tranquilizar os portugueses”, apela o presidente do BES. Ricardo Salgado diz que “ninguém sabe” o valor exacto de um futuro empréstimo, “o Estado deverá ser melhor que ninguém”, mas admite que pode chegar aos 15 mil milhões de euros.
Nesta entrevista à TVI, o presidente do BES manifestou a esperança de que será possível o pedido de ajuda externa, apesar de o primeiro-ministro José Sócrates e o ministro das Finanças Teixeira dos Santos já terem negado essa pretensão. “O que ouvi nas palavras do Sr. primeiro-ministro é que só em último recurso, agora, acontece que a sucessão dos acontecimentos é de tal forma rápida que, neste momento, acredito não haver outra alternativa se não o pedido desse apoio intercalar da União Europeia para Portugal”, sublinha. Ricardo Salgado, Presidente do BES é o segundo banqueiro num espaço de poucas horas a defender a necessidade de imediata ajuda externa. Ontem, tinha sido o Presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, a alertar para a necessidade de uma ajuda urgente de 10 mil milhões.Francisco Assis admite consenso pré-eleitoral para pedir ajuda externa
"Uma situação de emergência exigirá soluções de emergência", diz o líder parlamentar socialista. O líder parlamentar do Partido Socialista considera, em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença, que “estamos numa situação de emergência e situações de emergência exigem soluções de emergência e comportamentos excepcionais dos partidos”. Francisco Assis defende desta forma que, se for necessário, os partidos devem entender-se antes das eleições para encontrar forma de pedir ajuda externa. “Uma situação de emergência exigirá soluções de emergência. A situação é de emergência sob vários pontos de vista porque o quadro político é aquele em que vivemos, com um Governo de gestão, não podemos ignorar essa situação a dois meses da realização de eleições. Se porventura a situação se degradar a ponto de termos que encontrar uma solução de ajuda externa é evidente que o deveremos sempre fazer na base de um consenso”, disse.
Nesta entrevista, Francisco Assis considera que o Bloco Central não é uma carta fora do baralho num cenário pós eleitoral. No entanto, “se a direita tiver maioria, a direita deve governar e o PS deve assumir compromissos no Parlamento, mas não participar numa solução governativa”. O líder da bancada socialista acha ainda que a “aliança entre o PCP e o Bloco de Esquerda é o reconhecimento do falhanço do Bloco” e isso pode beneficiar eleitoralmente o PS. Já quanto à hipótese de o PS ganhar as próximas eleições, Assis concorda que isso cria um “incómodo” ao Presidente da República, mas o PS deve ajudar o Presidente a ultrapassar esse “incómodo” e manter um relacionamento institucional correcto com Cavaco Silva.
"Conselheiros de Estado" dão bronca...
António Capucho diz que Bagão Félix "está a falar a verdade". Bagão Félix acusou o primeiro-ministro de mentir quando negou que o assunto da ajuda externa a Portugal tenha sido abordado no Conselho de Estado de quinta-feira passada. O conselheiro António Capucho diz que Bagão Félix está a “falar verdade”, na polémica sobre se o Conselho de Estado discutiu ou não um pedido imediato de ajuda externa intercalar. O primeiro-ministro disse, em entrevista à RTP, que o assunto não foi discutido no Conselho de Estado, uma indicação desmentida por Bagão Félix que acusou José Sócrates de faltar à verdade.
Em declarações à imprensa, António Capucho confirmou a versão do antigo ministro das Finanças: "Eu já disse publicamente e repito que cubro a parada do Dr. Bagão Félix. Acho que ele está a falar verdade". Os socialistas Almeida Santos e Carlos César respondem que o primeiro-ministro tem razão. Pelo meio, o ex-presidente Mário Soares lembra que o silêncio é regra do Conselho de Estado. António Capucho diz que toda esta "lamentável" situação foi criada pelo primeiro-ministro e acusa José Sócrates e o PS de estarem "de cabeça perdida" e de assumirem "atitudes que não são próprias de homens de Estado". Na opinião do politólogo José Adelino Maltez, esta polémica está a colocar em risco o normal funcionamento das instituições e sugere que se siga o exemplo dos ex-presidentes da República, que têm tido “uma voz superior a estes partidarismos e a este facciosismo”.
“Estamos a pisar as raias do funcionamento regular das instituições e estamos a pisá-las, sobretudo, num órgão que devia dar o exemplo”, lamenta José Adelino Maltez. Citando o socialista Almeida Santos, o politólogo diz que “isto não pode ser um manicómio em auto-gestão”. Ontem, comentando a entrevista do primeiro-ministro na segunda-feira à RTP, Bagão Félix acusou José Sócrates de mentir quando negou que o assunto da ajuda externa a Portugal tenha sido abordado no Conselho de Estado de quinta-feira passada. As declarações de Bagão Félix já motivaram críticas dos conselheiros socialistas Almeida Santos e Carlos César. Tanto o presidente do PS, Almeida Santos, como o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, contrapuseram que Sócrates falou a verdade quando afirmou que o recurso de Portugal a um empréstimo intercalar não foi discutido no Conselho de Estado.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A inconsciência nacional
Maquinistas da CP mantêm greves
A reunião entre a empresa e os sindicatos não trouxe novidades. Apesar disso, a CP mostrou estar a tentar resolver o assunto com a tutela. O primeiro-ministro lamenta ter sido "o único dirigente político a alertar o país e os partidos" para as consequências do chumbo do PEC 4.
Maquinistas da CP e administração voltam a reunir
O Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos-de-Ferro Portugueses (SMAQ) e a administração da CP reúnem-se esta segunda-feira, para tentar encontrar uma solução que ponha fim às greves que se têm registado no sector. Caso as partes cheguem a um entendimento, pode ser desconvocada a greve parcial marcada para os próximos dias 8 e 15. António Medeiros, presidente do SMAQ, admite que o entendimento poderá ser fácil de alcançar, desde que fiquem definidas “claramente as condições de laboração dos maquinistas e o respeito pelo seu regime de trabalho”. Os maquinistas recusam ser equiparados à função pública e por isso não aceitam os cortes nos salários e subsídios, obedecendo às ordens do Governo. O último dia de paralisação registou-se na sexta-feira, dia 1 de Abril, entre as 5h00 e as 8h00 e entre as 17h30 e as 20h30. Segundo o sindicato, o protesto registou uma adesão elevada.
"Ajuda externa é um cenário de último recurso", afirma Sócrates
O primeiro-ministro lamenta ter sido "o único dirigente político a alertar o país e os partidos" para as consequências do chumbo do PEC 4. O primeiro-ministro José Sócrates afirma que pedir "ajuda externa é um cenário de último recurso” e diz que as consequências do chumbo do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 4 estão à vista. “O cenário de Portugal pedir ajuda externa é mau para o país e para a Europa”, considera o chefe do Governo demissionário em entrevista à RTP. José Sócrates diz que o PEC 4, chumbado pela oposição, era uma "solução que nos colocava fora da ajuda externa" e refere que a rejeição do documento só serviu para Portugal sofrer novos cortes no "rating" e aumentos dos juros da dívida soberana. O primeiro-ministro garante ter sido “o único dirigente político a alertar o país e os partidos" para as consequências do chumbo do PEC 4, quando questionado sobre o papel e a intervenção do Presidente da República. "Lamento que tivesse sido o único, porque estava consciente dos riscos que Portugal e a Europa corriam”, refere.
Rejeita também as acusações de ter actuado com calculismo político no PEC 4, recorda que meses apresentou um Orçamento do Estado com medidas duras e questiona: "defender o nosso país é calculo político?” Questionado se não quer ficar para a história como um chefe do Governo que pediu ajuda externa, José Sócrates reafirma que tem actuado para defender o país e a Europa: “Essa pergunta ofende-me, porque não estou a pensar em mim, estou a pensar nos portugueses, no meu país, naquilo que é o meu entendimento do que é o interesse nacional”. José Sócrates acusa o PSD de ter "ânsia" e "ambição do poder". As eleições antecipadas estão marcadas para 5 de Junho e o líder socialista afirma que “o PSD pensa que talvez seja este o momento, mas talvez se engane”.
O presidente social-democrata Pedro Passos Coelho diz uma coisa em Portugal sobre a necessidade de medidas de austeridade e outra no estrangeiro, sublinha José Sócrates. Sobre as eleições de 5 de Junho, José Sócrates diz que Portugal precisa de um "Governo forte, com maioria" na Assembleia da República, e garante que o “PS está disponível para o compromisso, para o diálogo". Em caso de derrota, não revela se vai ou não continuar à frente dos destinos dos PS. Nesta entrevista à RTP, o primeiro-ministro garante que se for eleito vai repor a avaliação dos professores e diz que desistir do projecto do comboio de alta velocidade TGV "seria uma irresponsabilidade", porque há "financiamento garantido e taxas de juro muito baixas".
Bloco de Esquerda admite convergência com socialistas
"Apelo à convergência" surge no dia em que se soube que BE e PCP vão reunir ainda esta semana. O Bloco de Esquerda (BE) não exclui uma convergência e entendimento com socialistas e outras forças que "estejam abertos a seguir outra política que não de austeridade". É o deputado bloquista Pedro Soares que deixa este apelo, lançado hoje no Parlamento. “O BE está disponível para convergências com todos aqueles que estejam disponíveis para um combate a estas políticas de austeridade e recessão, nomeadamente pessoas que tenham a sua origem no PS. Mas este é um apelo que o BE faz a toda a sociedade, não apenas àqueles que estão ligados a um outro partido. Não excluímos ninguém desta abrangência da necessidade de combate a esta situação dramática”, disse. Esta abertura surge numa altura em que Bloco de Esquerda e PCP vão reunir-se na sexta-feira, no Parlamento, para analisar a crise política e social. Em nota de imprensa divulgada esta tarde pelo BE, o partido anuncia que a sua comissão política endereçou um convite à direcção do Partido Comunista para a marcação de uma reunião. As sondagens dão uma maioria de votos à direita nas eleições de 5 de Junho. Vários analistas acrescentam que o Presidente da República não deve dar posse a um eventual Governo minoritário que saia do acto eleitoral.
A reunião entre a empresa e os sindicatos não trouxe novidades. Apesar disso, a CP mostrou estar a tentar resolver o assunto com a tutela. O primeiro-ministro lamenta ter sido "o único dirigente político a alertar o país e os partidos" para as consequências do chumbo do PEC 4.Os maquinistas da CP vão manter as greves previstas para 8 e 15 de Abril e a paralisação às horas extraordinárias. Na reunião de hoje com a CP, a empresa não apresentou propostas concretas para ultrapassar o desacordo relacionado com o contrato de trabalho. Apesar disso, a empresa deu mostras de estar a tentar resolver o assunto com a tutela, como refere António Medeiros, o presidente do Sindicato dos Maquinistas. “A empresa teve orientações da tutela no sentido de poder estudar - esta palavra é utilizada pela empresa – a adequação das condições resultantes do orçamento de Estado e da lei que faz aplicação com o regime de trabalho dos maquinistas”, explica António Medeiros. O presidente do Sindicato dos Maquinistas acrescentou que esse “estudo aprofundado esta a ser realizado ‘com toda a abrangência’, diz a empresa, para depois levar à tutela para validar”. Depois da reunião de hoje não ter surtido efeito, as greves de 8 e 15 de Abril mantêm-se como previsto.
Maquinistas da CP e administração voltam a reunir
O Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos-de-Ferro Portugueses (SMAQ) e a administração da CP reúnem-se esta segunda-feira, para tentar encontrar uma solução que ponha fim às greves que se têm registado no sector. Caso as partes cheguem a um entendimento, pode ser desconvocada a greve parcial marcada para os próximos dias 8 e 15. António Medeiros, presidente do SMAQ, admite que o entendimento poderá ser fácil de alcançar, desde que fiquem definidas “claramente as condições de laboração dos maquinistas e o respeito pelo seu regime de trabalho”. Os maquinistas recusam ser equiparados à função pública e por isso não aceitam os cortes nos salários e subsídios, obedecendo às ordens do Governo. O último dia de paralisação registou-se na sexta-feira, dia 1 de Abril, entre as 5h00 e as 8h00 e entre as 17h30 e as 20h30. Segundo o sindicato, o protesto registou uma adesão elevada.
"Ajuda externa é um cenário de último recurso", afirma Sócrates
O primeiro-ministro lamenta ter sido "o único dirigente político a alertar o país e os partidos" para as consequências do chumbo do PEC 4. O primeiro-ministro José Sócrates afirma que pedir "ajuda externa é um cenário de último recurso” e diz que as consequências do chumbo do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 4 estão à vista. “O cenário de Portugal pedir ajuda externa é mau para o país e para a Europa”, considera o chefe do Governo demissionário em entrevista à RTP. José Sócrates diz que o PEC 4, chumbado pela oposição, era uma "solução que nos colocava fora da ajuda externa" e refere que a rejeição do documento só serviu para Portugal sofrer novos cortes no "rating" e aumentos dos juros da dívida soberana. O primeiro-ministro garante ter sido “o único dirigente político a alertar o país e os partidos" para as consequências do chumbo do PEC 4, quando questionado sobre o papel e a intervenção do Presidente da República. "Lamento que tivesse sido o único, porque estava consciente dos riscos que Portugal e a Europa corriam”, refere.
Rejeita também as acusações de ter actuado com calculismo político no PEC 4, recorda que meses apresentou um Orçamento do Estado com medidas duras e questiona: "defender o nosso país é calculo político?” Questionado se não quer ficar para a história como um chefe do Governo que pediu ajuda externa, José Sócrates reafirma que tem actuado para defender o país e a Europa: “Essa pergunta ofende-me, porque não estou a pensar em mim, estou a pensar nos portugueses, no meu país, naquilo que é o meu entendimento do que é o interesse nacional”. José Sócrates acusa o PSD de ter "ânsia" e "ambição do poder". As eleições antecipadas estão marcadas para 5 de Junho e o líder socialista afirma que “o PSD pensa que talvez seja este o momento, mas talvez se engane”.
O presidente social-democrata Pedro Passos Coelho diz uma coisa em Portugal sobre a necessidade de medidas de austeridade e outra no estrangeiro, sublinha José Sócrates. Sobre as eleições de 5 de Junho, José Sócrates diz que Portugal precisa de um "Governo forte, com maioria" na Assembleia da República, e garante que o “PS está disponível para o compromisso, para o diálogo". Em caso de derrota, não revela se vai ou não continuar à frente dos destinos dos PS. Nesta entrevista à RTP, o primeiro-ministro garante que se for eleito vai repor a avaliação dos professores e diz que desistir do projecto do comboio de alta velocidade TGV "seria uma irresponsabilidade", porque há "financiamento garantido e taxas de juro muito baixas".
Bloco de Esquerda admite convergência com socialistas
"Apelo à convergência" surge no dia em que se soube que BE e PCP vão reunir ainda esta semana. O Bloco de Esquerda (BE) não exclui uma convergência e entendimento com socialistas e outras forças que "estejam abertos a seguir outra política que não de austeridade". É o deputado bloquista Pedro Soares que deixa este apelo, lançado hoje no Parlamento. “O BE está disponível para convergências com todos aqueles que estejam disponíveis para um combate a estas políticas de austeridade e recessão, nomeadamente pessoas que tenham a sua origem no PS. Mas este é um apelo que o BE faz a toda a sociedade, não apenas àqueles que estão ligados a um outro partido. Não excluímos ninguém desta abrangência da necessidade de combate a esta situação dramática”, disse. Esta abertura surge numa altura em que Bloco de Esquerda e PCP vão reunir-se na sexta-feira, no Parlamento, para analisar a crise política e social. Em nota de imprensa divulgada esta tarde pelo BE, o partido anuncia que a sua comissão política endereçou um convite à direcção do Partido Comunista para a marcação de uma reunião. As sondagens dão uma maioria de votos à direita nas eleições de 5 de Junho. Vários analistas acrescentam que o Presidente da República não deve dar posse a um eventual Governo minoritário que saia do acto eleitoral.
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