Liberdade e o Direito de Expressão

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cavaco Silva defende a Lusofonia

CPLP tem que ter «imagem de coesão»

Presidente da República enaltece «família de povos que se espraia por quatro continentes e que se reconhece numa identidade». E afirma: "É preciso ir mais longe" na construção de uma cidadania comum.

O Presidente da República afirmou na abertura da cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que "é preciso ir mais longe" em dossiers como a cidadania lusófona ou o envolvimento da sociedade civil na construção da Comunidade. "É necessário ir mais longe na resposta às expetativas dos nossos cidadãos. Nesse sentido, quero assinalar os progressos registados nas negociações sobre uma convenção quadro relativa ao estatuto do cidadão da CPLP, esperando que seja possível conclui-la em breve", disse Aníbal Cavaco Silva.
O chefe de Estado disse ainda esperar que "seja possível confirmar a realização, se possível ainda no decurso do corrente ano, do I Fórum da Sociedade Civil da CPLP", na sequência do trabalho que foi feito nos últimos anos. "A nossa comunidade tem de ser cada vez mais um projeto de cidadania, que integre e mobilize o contributo dos nossos cidadãos. A criação da Assembleia Parlamentar e da Confederação Empresarial da CPLP foram passos da maior relevância nesse sentido, que quero saudar calorosamente", disse.
Cavaco Silva realçou ainda da ação levada a cabo "peças múltiplas estruturas e fóruns em que se afirma a vida" da CPLP. A VIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP está a decorrer hoje em Luanda, com as ausências dos Presidentes do Brasil e de Timor-Leste, Luiz Inácio Lula da Silva e José Ramos-Horta, respetivamente. Nesta cimeira, Portugal passa a presidência da organização para Angola.

O peso que a Comunidade representa na cena internacional

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tem que fazer valer a sua «imagem de coesão em torno dos laços, princípios e valores presentes nos seus estatutos», contribuindo para a sua credibilidade, defende Cavaco Silva. Em declarações à Lusa, o Presidente da República exaltou o «crescente interesse» internacional pelas actividades da comunidade, «fruto do reconhecimento do peso que a CPLP já representa na cena internacional e da antevisão quanto ao que poderá representar no futuro».
«Mas deve-se ainda à nossa imagem de coesão em torno dos laços, princípios e valores presentes nos nossos estatutos, que definem a natureza e a personalidade da nossa comunidade e que se revestem da maior importância para preservar a credibilidade e o reconhecimento que conseguimos granjear no decurso destes 14 anos», sublinhou Cavaco. O Presidente fala numa «família de povos que se espraia por quatro continentes e que se reconhece numa identidade que faz com que nenhum de nós possa alguma vez sentir-se estrangeiro em qualquer um dos nossos países».
Este interesse crescente é «bem evidente no número e importância das organizações e países que já seguem ou pretendem passar a seguir» os trabalhos da organização «ou ainda nos pedidos de concessão do estatuto de observador» que têm chegado, como é o caso da Guiné-Equatorial, que tem estatuto de observador. A questão da entrada ou não deste país tem sido central na cimeira da CPLP que decorreu em Luanda. Cavaco tem preferido não pronunciar-se.