Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

As últimas horas de 2010

Cavaco acusa Alegre de enganar portugueses
                                                                                                                                                  
Os dois candidatos estiveram frente a frente na televisão, no último debate antes das eleições presidenciais de 23 de Janeiro. Alegre recorda BPN, e Cavaco disse que ele "anda a enganar os portugueses".
                                                  
O Estado social e o caso BPN foram alguns dos assuntos do debate desta noite entre os candidatos presidenciais Cavaco Silva e Manuel Alegre, marcado por momentos de alguma tensão. O actual Presidente da República rejeitou, no frente a frente realizado na RTP, as críticas de que está a contribuir para a destruição do Estado social e acusou Manuel Alegre de andar a enganar os portugueses. “O Dr. Manuel Alegre, durante pelo menos 50 vezes, acusou-me de destruir o Estado social e é uma afirmação falsa, sem qualquer fundamento, e ele tem de demonstrar hoje aqui que andou a enganar os portugueses e o mesmo se passa em relação à cooperação estratégica”, disse Cavaco Silva na sua intervenção inicial.
Na política externa, o candidato apoiado pelo PSD, CDS e MEP acusou Alegre "de insultar os credores" do Estado Português, como as companhias de seguro, fundos de pensões, fundos soberanos, bancos internacionais e aforradores do mundo inteiro. "Portanto, eu estou ao lado do Governo na linguagem que utiliza, ao lado do governador do Banco de Portugal e ao lado do dr. Durão Barroso [presidente da Comissão Europeia]", disse. Na resposta, Alegre começou por lamentar que Cavaco Silva tenha permitido que em Praga fosse "humilhado" pelo presidente da República Checa, Vaclav Klaus, e que na Madeira aceitou não se reunir com os partidos na Assembleia Legislativa Regional, cedendo a um "capricho" de Alberto João Jardim.
Alegre lamentou que Cavaco Silva "confunda insulto com crítica política", criticou o Presidente da República por estar em silêncio perante os ataques especulativos dos mercados internacionais e de ser omisso em relação às correntes liberais que defendem o corte dos direitos sociais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que não actuará "na política externa como sugere Manuel Alegre, porque isso atingiria a dignidade do Estado Português". "Um Presidente da República que se metesse num avião para bater à porta da senhora Merkel [chanceler alemã] ou do senhor Sarkozy [Presidente da França] não seria levado a sério, porque a política externa não se faz aos gritos na praça pública", afirmou.
                                                                                                                        
Escutas, BPN e Governo
                                                                                                                    
Manuel Alegre garante que não se candidata para manter o Governo minoritário de José Sócrates e diz que o futuro “depende das circunstâncias”, mas alerta para as movimentações na direita. “Há forças políticas que estão convencidas de que a eleição do candidato Cavaco Silva vai levar à demissão deste Governo ou à dissolução da Assembleia da República e a uma nova AD”, acusa o candidato apoiado por PS e Bloco de Esquerda. Cavaco Silva referiu que a eleição do Presidente da República “não altera a composição da Assembleia da República” e sublinha que Governo tem um Orçamento e “condições para governar”. Manuel Alegre recordou o caso das escutas em Belém, que surgiu antes das legislativas de 2009, e o caso Banco Português de Negócios (BPN), envolvendo antigos elementos do Governo de Cavaco Silva.
O antigo deputado socialista considera que o BPN é um “escândalo financeiro”, que já custou ao Estado mais de 5 mil milhões de euros, e demonstra a existência de “promiscuidade entre a política e os negócios”. Cavaco Silva lamentou que o seu adversário nas presidenciais “alimente uma campanha de insinuações e intrigas”, acusação rejeitada por Manuel Alegre. “Não fiz insinuação nenhuma, referi-me apenas a factos concretos”, afirmou Alegre, recordando que Cavaco Silva teve acções da Sociedade Portuguesa de Negócios (SLN), que era “praticamente dona do BPN”. Na resposta, o actual Presidente da República convidou o candidato poeta a consultar a sua declarações de rendimentos e aproveitou para dizer que sempre manifestou "muitas dúvidas" em relação à nacionalização do BPN.
                                                                                                             
Tribunal Constitucional aceitou seis candidatos presidenciais
                                                                                                               
José Manuel Coelho, deputado do PND na Madeira, é a surpresa na corrida presidencial. O Tribunal Constitucional apreciou hoje os processos de candidatura e rejeitou três candidatos, mas aceitou a documentação entregue por José Manuel Coelho. Como se previa, também validou os processos de Cavaco Silva, Manuel Alegre, Fernando Nobre, Francisco Lopes e Defensor de Moura. Rejeitados foram os processos de Diamantino Maurício da Silva, Josué Rodrigues Gonçalves Pedro e Luís Filipe Botelho Ribeiro, por não apresentarem a documentação exigida. Os candidatos rejeitados têm agora dois dias para recorrer desta decisão. Já o candidato José Manuel Coelho anunciou rapidamente que pretende apresentar queixa na Comissão Nacional de Eleições (CNE) por ter não ter sido incluído nos debates televisivos entre os candidatos. Debates que terminam hoje com o frente-a-frente entre Cavaco Silva e Manuel Alegre.
                                                                                                                                                
Juiz quer ouvir arguidos antes de destruir escutas de Sócrates
                                                                                                                              
O processo Face Oculta está relacionado com alegados casos de corrupção e outros crimes económicos, envolvendo um grupo empresarial de Ovar. Advogado do principal arguido do caso congratula-se com a decisão. Está congelada a destruição do último lote de escutas do processo Face Oculta, nomeadamente as que foram interceptadas entre Armando Vara e José Sócrates. O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal quer ouvir os arguidos. Os arguidos e assistentes do processo estão a ser notificados, avançam os sites do “Jornal de Notícias” e do "Diário de Notícias".
O magistrado Carlos Alexandre pretende que se pronunciem sobre o último despacho do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, que ordena a destruição de conversas telefónicas entre Armando Vara, ex-ministro e arguido no processo, e o actual primeiro-ministro. Os despachos anteriores em que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça mandou destruir escutas com José Sócrates foram cumpridos sem que os arguidos tivessem tido a oportunidade de se pronunciarem e, eventualmente, contestarem essas decisões de Noronha Nascimento.
Entre as gravações que ainda não foram destruídas estão duplicações daquelas que o próprio Noronha Nascimento já mandara destruir anteriormente, bem como outras que o Ministério Público de Aveiro desde sempre considerou irrelevantes, mesmo para as certidões em que reclamava a investigação autónoma ao primeiro-ministro. Nas escutas feitas durante a investigação foram interceptadas 11 conversas entre o arguido Armando Vara e o primeiro-ministro, José Sócrates, tendo o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, considerado que o seu conteúdo não tinha relevância criminal e o presidente do STJ decretado a sua nulidade e ordenado a sua destruição. O processo Face Oculta está relacionado com alegados casos de corrupção e outros crimes económicos, envolvendo um grupo empresarial de Ovar a que está ligado Manuel José Godinho, o principal arguido do processo e o único em prisão preventiva.
                                                                                                                  
Advogado Artur Marques congratula-se com decisão do juiz
                                                                                                                           
Advogado de Manuel Godinho reage com satisfação e quer ouvir as escutas. O juiz Carlos Alexandre apenas está a “respeitar a lei”. É a reacção do advogado de Manuel Godinho, principal arguido do processo Face Oculta, ao despacho do juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, que, determina que as escutas do processo só serão destruídas depois de notificados os arguidos. O advogado Artur Marques saúda a decisão: “A confirmar-se essa decisão é uma decisão de louvar porque é uma decisão que respeita a lei. Se, porventura, havia escutas que não foram destruídas imediatamente como a lei diz, essas escutas têm que se manter no processo e os arguidos têm que ter acesso às escutas para saber se o material interessa ou não à sua defesa”. Artur Marques prepara-se para consultar as escutas que envolvem José Sócrates, um último lote encontrado na Polícia Judiciária de Aveiro no final do mês passado. Se forem relevantes, afirma o advogado, irá agir em conformidade.
                                                                                                     
Sá Fernandes quer garantir acesso à verdade
                                                                                                                                 
Ricardo Sá Fernandes quer ter acesso às escutas para saber a verdade. Ricardo Sá Fernandes, advogado de Paulo Penedos, outro dos arguidos do processo Face Oculta, diz que se trata de garantir o acesso à verdade.
“Pela primeira vez temos a possibilidade de reagir e recorrer – como vamos fazer – do despacho do senhor presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Até agora não era isso que tinha acontecido. O processo penal deve organizar-se em função do princípio da verdade material e a manutenção destas escutas era importante para assegurar a verdade material”, disse Sá Fernandes.
                                                                                                                    
Processo disciplinar a Cândida Almeida
                                                                                                                         
Em causa está ainda o caso Freeport, avança a TVI. Foi instaurado um processo disciplinar a Cândida Almeida e aos dois procuradores que investigaram o caso Freeport. A notícia é avançada pela TVI, que explica que foi esta conclusão do inquérito Instaurado à equipa do DCIAP. Em causa está a inclusão da lista de 27 perguntas a José Sócrates e Pedro Silva Pereira que, segundo os investigadores, não foram feitas, uma vez que o gabinete de Pinto Monteiro impôs uma data para o fim da investigação. O autor do inquérito propôs um processo disciplinar por entender que foram violados os deveres de zelo. A inclusão das perguntas, que nunca foram feitas, é visto como uma mancha na imagem de Pinto Monteiro e do ex-vice-procurador-geral da República, Mário Gomes Dias. Segundo a TVI, o Procurador-Geral da República aceitou as conclusões do Inquérito e avança agora com um processo disciplinar a Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, e aos dois procuradores encarregues do caso Freeport, Vítor Magalhães e Paes de Faria.
                                                                                                                                   
Transportes de doentes com restrições
                                                                                                                                         
É mais um corte anunciado do Ministério da Saúde já a partir de 1 de Janeiro de 2011. O transporte de doentes não urgentes só será pago quando for receitado pelo médico mas também só se o doente fizer prova de insuficiência económica. Até ao momento não foi possível obter esclarecimentos do Ministério da Saúde. Já a Liga de Bombeiros, através de Duarte Caldeira, garante que o despacho vai ser rectificado. Peça da jornalista Dora Pires explica as alterações nos transportes. Assinado pelo secretário de Estado da Saúde, o despacho diz que ainda vai ser feito um regulamento global para o transporte de doentes mas, desde já, e logo a partir de dia 1 de Janeiro, as regras apertam.
O transporte de casos urgentes continua a ser assegurado pelo INEM. Quanto aos doentes não urgentes só serão reembolsados quando, na receita, o médico especificar que é necessário por razões clínicas, mas também se essa pessoa preencher os requisitos da condição de recursos para ter este apoio do Estado. Também a partir de dia 1 de Janeiro, o Ministério da Saúde passa a exigir a prova de carência económica para isentar pensionistas e desempregados do pagamento de taxas moderadoras. No caso dos pensionistas é também uma condição exigida para terem maior comparticipação nos medicamentos. Quem ganhar mais que o salário mínimo (485 euros) passa a pagar taxas moderadoras.
                                                                                                                             
Vem aí aumento encapotado de impostos, diz CDS
                                                                                                                  
Código Contributivo vai entrar em vigor e centristas deixam criticas ao Governo. O CDS-PP acusa o Governo de não dar a cara pelo Código Contributivo e de não explicar aos portugueses os moldes em que os trabalhadores vão ter que pagar as novas taxas contributivas. O novo código entra em vigor dentro de dois dias. Ontem à tarde, em conferência de imprensa, os centristas deram alguns exemplos para explicar porque é que consideram que este é um aumento encapotado de impostos. “A dois dias do maior aumento de sempre da carga parafiscal parece que ninguém quer dar a cara e ninguém quer explicar aos portugueses o que vai acontecer já em Janeiro. O que aí vem é um aumento encapotado de impostos. O Governo foge a explicar às pessoas o que lhes vai acontecer. Neste momento, as empresas que têm que pagar as suas contribuições, os trabalhadores que têm que pagar as suas contribuições sociais não sabem ainda como o fazer, nem em que prazos fazer e em que taxas têm que pagar”, disse Pedro Mota Soares.
                                                                                                                                                 
Clínicas de hemodiálise ameaçam não receber novos doentes
                                                                                                                       
O aviso repete-se. As clínicas contestam o despacho do Ministério da Saúde e dívidas. As clínicas privadas de hemodiálise avisam que deixam de receber novos doentes do Serviço Nacional de Saúde já a partir de 1 de Janeiro caso o Ministério da Saúde não reveja a sua posição. Na base da discórdia está um despacho do Ministério da Saúde que decretou esta semana um corte de 2%, cerca de dez euros, no pagamento por doente às clínicas privadas. Por outro lado, obriga as clínicas a pagarem aos hospitais públicos as cirurgias de acesso vascular necessárias aos tratamentos de hemodiálise. A associação do sector ameaça também entrar com uma acção judicial contra o Estado para cobrar uma dívida superior a cem milhões de euros. Tal como a Renascença avançou na altura, o despacho também prevê uma negociação posterior de forma a incluir o transporte dos doentes na factura destas clínicas privadas.
                                                                                                                              
Taxas moderadoras vão subir em 2011
                                                                                                                         
Os aumentos vão dos 5 aos 50 cêntimos, mas há muitos utentes que vão continuar isentos. A saúde vai ficar mais cara em 2011. Há corte nas comparticipações dos medicamentos e são actualizadas as taxas moderadoras. Segundo a tabela hoje publicada em Diário da República, os aumentos são em regra entre os 5 e os 50 cêntimos. Por exemplo, as consultas nos centros de saúde passam de 2,20 euros para 2,25 euros. Já as urgências nos hospitais centrais aumentam 10 cêntimos para os 9,60 euros, enquanto um dos exames mais caros - e portanto dos que mais aumentam - a ressonância magnética passa de 21 euros para 21,5 euros. A novidade é que o não pagamento de taxa moderadora implica uma multa de 100 euros mas o Ministério da Saúde já admitiu que só será aplicada quando houver meios alternativos de pagamento nas instituições, como através de multibanco. Convém, no entanto, referir que cerca de metade dos portugueses está isento de taxas moderadoras.
                                                                                                                        
Prova de rendimentos pode ser feita até Fevereiro
                                                                                                                               
Num decreto publicado ontem, o Governo determina o fim das isenções e das comparticipações máximas para os reformados e desempregados com rendimentos acima do salário mínimo e passam a ser considerados todos os rendimentos do agregado familiar. Os pensionistas e desempregados têm dois meses para fazer prova de rendimentos e assim manter as isenções de taxas moderadoras na saúde e comparticipações nos medicamentos. “O diploma entra em vigor no dia 1 de Janeiro, mas as pessoas têm até ao dia 28 de Fevereiro para fazer prova da sua situação, o que quer dizer que ninguém será privado da isenção das taxas moderadoras até esse dia”, esclarece, à Renascença, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
“Acrescento que estamos a promover uma tentativa de entendimento com a Segurança Social que nos permita, em todos os casos em que esta demonstração já foi feita por razões que têm a ver com a Segurança Social, dispensar os beneficiários de terem de fazer uma segunda demonstração junto do Ministério da Saúde”, adianta, considerando que, assim, “a maior parte dos beneficiários não terá de fazer nada” para manter a sua situação. Num decreto ontem publicado, o Governo determina o fim das isenções e das comparticipações máximas para os reformados e desempregados com rendimentos superiores ao salário mínimo nacional, passando a ser considerados todos os rendimentos do agregado familiar, incluindo contas bancárias, acções e casas, entre outros. A medida entra em vigor a 1 de Janeiro – próximo sábado – mas, perante a proximidade dessa data, o Governo estendeu até final de Fevereiro a possibilidade de fazer a prova de rendimentos.
Só quem nunca fez prova junto da Segurança Social terá de o fazer. “Aqueles que não tenham nenhuma outra prestação social, isto é, que ainda não tenham feito prova da sua condição de recursos no âmbito da Segurança Social, e só estes, precisarão, junto da Segurança Social, de obter o documento comprovativo do conjunto dos rendimentos, de modo a que se possa verificar se mantêm ou não o direito à isenção das taxas moderadoras”, explica ainda Manuel Pizarro. Esse comprovativo deverá ser apresentado depois no centro de saúde onde estão inscritos. Pensionistas e desempregados têm assim mais algum tempo para comprovar rendimentos. Só os que tenham menos do que o salário mínimo por pessoa, no conjunto do agregado familiar, podem continuar a beneficiar de isenção de taxas moderadoras e comparticipação máxima nos medicamentos.
                                                                                                                                              
Frio põe três estirpes de gripe a circular em Portugal
                                                                                                                
Francisco George explica que estão internados cinco doentes, quatro devido ao vírus H1N1 e um devido à gripe do tipo B. Com o frio - já se sabe - o vírus da gripe ganha condições para se propagar e em Portugal há, nesta altura, três estirpes em circulação, uma delas a da célebre Gripe A. O AH1N1, que como se previa está de volta, mas não veio sozinho. Trouxe outro vírus do tipo A e mais um do tipo B. O Director-geral de Saúde explica que cinco adultos estão internados, dois em estado grave. Há “cinco doentes internados, dois dos quais em cuidados intensivos, sendo quatro provocados pela gripe A H1N1, provocada pela mesma estirpe que em 2009 esteve na origem da pandemia, e um devido ao tipo B”, explicou à Renascença Francisco George.
Por este início de época gripal, o vírus da Gripe A ameaça trazer de novo complicações. A grande diferença é que faz parte da vacina sazonal e Francisco George sublinha que nenhuma das pessoas até agora internadas estava vacinada. “Nenhum dos doentes até agora tinha feito a vacina pelo que nós indicamos - e é tempo para isso - de fazer a vacina. Por agora, a Direcção-geral de Saúde diz que a afluência às urgências está dentro do normal para a época. Amanhã será feito um balanço mais detalhado. Quanto a estimativas sobre esta época gripal, só na segunda semana de Janeiro será possível prever o seu impacto. No Reino Unido, até à semana passada, a gripe fez 27 mortes, 24 com o vírus da Gripe A e três com um vírus do tipo B. Já no Egipto as autoridades avançam que o vírus da Gripe A fez 56 vítimas desde o início do passado mês de Outubro.
                                                                                                                              
Câmara de Olhão arrisca multa por descarga ilegal na Ria Formosa
                                                                                                                                      
Entre os 7500 e os 44.000 euros são os valores entre que oscila a eventual multa. O diferendo poderá só ser resolvido com a intervenção do Polis Ria Formosa, que prevê uma requalificação do local em causa. A Câmara de Olhão poderá ter de pagar uma multa na sequência de uma descarga ilegal de entulhos em pleno Parque Natural da Ria Formosa. O processo de contra ordenação foi instruído pela Comissão de Coordenação Regional de Desenvolvimento (CCDR) do Algarve. A deposição de resíduos terá ocorrido num aterro a poente da cidade, em Dezembro de 2009. Notificada para fazer um recuo da frente do aterro em três metros, a autarquia removeu todos os resíduos e colocou barreiras que impediram o acesso ao terreno e "novas deposições ilícitas".
Na próxima semana, a CCDR e a Câmara olhanense têm reunião marcada. "O valor da penalização vai depender do compromisso final que sair da reunião e da fixação de um calendário", afirma fonte da CCDR citada pela agência Lusa, sublinhando que a multa a aplicar oscila entre os 7500 e os 44.000 euros. A resolução do problema só se resolverá em definitivo com a intervenção do Polis Ria Formosa que, contactada pela Lusa, confirmou que aquele aterro se encontra dentro dos limites do Parque Ribeirinho de Olhão, adiantando que a requalificação do espaço vai avançar em 2011. O projecto, a cargo da sociedade, inclui a requalificação de espaços degradados e a valorização ambiental do limite poente da frente ribeirinha de Olhão, a oeste do porto de recreio, referiu a mesma fonte.
                                                                                                                                                   
À descoberta das maravilhas de Portugal
                                                                                                                      
Já são conhecidas as ‘7 Maravilhas Naturais de Portugal’. Ria Formosa (Algarve), Minas de Mira d’Aire (Região Centro), Parque Natural Peneda-Gerês (Norte), Floresta Laurissilva (Madeira), Portinho da Arrábida (Lisboa e Vale do Tejo), Lagoa das Sete Cidades (Açores) e Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico (Açores) foram as eleitas.As sete maravilhas saíram de uma "short list" final de 21 candidatos e foram reveladas a 11 de Setembro. Ainda antes de os vencedores serem conhecidos, a Renascença andou na estrada para desvendar tudo sobre os monumentos naturais que foram submetidos a votação. A votação, auditada pela Pricewaterhouse Coopers, foi revelada em S. Miguel, nos Açores.
                                                                                       
                                                                          

sábado, 20 de março de 2010

Intervenções do Polis Ria Formosa avançam

70% das casas são de gente de fora

248 casas vão mesmo abaixo. Estão marcadas 248 casas para demolição na praia de Faro, a zona costeira onde a intervenção do Polis Litoral Ria Formosa está a levantar mais descontentamento entre os moradores.

Este número corresponde às construções ilegais identificadas nas áreas Nascente e Poente, em domínio público. Quanto às habitações existentes na zona desafectada e com gestão camarária, a grande maioria sem licença de construção, irão abaixo "em função da avaliação de risco para pessoas e bens", assegurou ao "Correio da Manhã" Valentina Calixto, coordenadora do Polis Litoral Ria Formosa.
Podem estar em causa cerca de 150 habitações. "Só será tomada uma decisão depois de concluído o Plano Pormenor que ainda está a ser elaborado", sublinhou a mesma responsável, que reuniu na quarta--feira com o Ministério do Ambiente e o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia.
O autarca lembra que "o POOC e o Plano do Parque Natural da Ria Formosa estipulam que todas as segundas habitações não devem ficar". Feitas as contas, são cerca de 600 construções de segunda habitação. Segundo Macário Correia, "apenas 85 têm licenças de construção legalizadas em 1956". Segundo disse ao CM fonte do Ministério do Ambiente, após a última reunião, "não há qualquer alteração relativamente ao previsto no POOC aprovado, estando apenas em concretização o que está aí definido".
"70 por cento das casas na praia de Faro são de pessoas de fora, a maioria de Lisboa". Quem o diz é o presidente da Associação de Moradores da Ilha de Faro, Gilberto Silva, que receia que as casas das pessoas que sempre residiram na península vão abaixo e as das que só aparecem no Verão fiquem. "Não pode haver filhos e enteados, porque se a ilha está em risco então todos têm de sair". O dirigente avisa que os moradores vão lutar até ao fim. Não admitem discriminações.

sábado, 5 de setembro de 2009

Bivalves da Ria Formosa

Regime de excepção para a cultura da espécie

Mariscadores e viveiristas confusos nas áreas de protecção total do Parque Natural da Ria Formosa.

O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, manifestou a sua surpresa pelo facto de, em notícias veiculadas, a associação de mariscadores e viveiristas da Ria Formosa demonstrar o seu descontentamento relativamente aos condicionamentos nas zonas de protecção total do Parque Natural da Ria Formosa. O MAOTDR recorda que essas medidas foram acordadas com várias entidades, incluindo a própria associação de mariscadores e viveiristas.
No passado dia 2 de Setembro entrou em vigor a revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa, que é condição imperiosa para a sustentabilidade e compatibilização entre valores naturais e actividades económicas presentes na zona.
Com vista a assegurar o equilíbrio entre zonas de cultivo de bivalves e a conservação dos recursos naturais, foi estabelecido neste Plano de Ordenamento um regime de intervenção específica.

Este regime foi resultado de reuniões no terreno, em Julho de 2007, entre as diferentes partes (mariscadores, viveiristas, Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e autoridade marítima), onde inclusivamente foram acordadas medidas de excepção para permitir, nas zonas de protecção total do Parque Natural, a apanha de sementes destinada ao repovoamento de viveiros.
Deste modo, serão anualmente designados locais específicos, variáveis ao longo dos anos, conforme os interesses da actividade em que a apanha de sementes é permitida, conforme edital a publicar pelo ICNB e depois de parecer do Instituto Nacional de Recursos Biológicos e da autoridade marítima. Todos os que estão devidamente licenciados para mariscar, poderão fazê-lo nessas zonas.
As áreas de protecção total, nas quais a presença e as actividades humanas são fortemente condicionadas, compreendem as zonas onde predominam sistemas de valores naturais e paisagísticos com elevado grau de naturalidade e elevada sensibilidade ecológica. Correspondem a 12% do total da área marinha do Parque Natural da Ria Formosa.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Turismo Náutico de Natureza

Macário mais interessado que nunca

O candidato ouve reivindicações dos empresários do sector em passeio de barco pela Ria Formosa, e promete maior intervenção na resolução dos problemas.

No concelho de Faro, os passeios náuticos de turismo de natureza pelos canais da Ria Formosa são um negócio florescente que se faz, contudo, sobre águas revoltas. Com efeito, os quatro empresários do sector vêm revelando grande insatisfação com o estado a que as coisas chegaram sem que as diversas entidades com responsabilidades tenham uma acção decisiva. Estava dado o mote para que Macário Correia se reunisse com todos eles, num passeio de barco pela Ria Formosa, na tarde da última sexta-feira, onde estiveram também diversos jornalistas.
Os operadores, representados por José Vargas/Animaris, Paulo Nugas/Formosamar, Ricardo Barradas/Natura Algarve e Telma Fernandes/Sunquays, mostraram a sua preocupação com uma série de problemas de resolução sempre adiada: a exiguidade do Cais da Porta Nova, a falta de condições de atracagem, a compatibilização dos horários das carreiras de passageiros, a total inadequação dos pontos de venda e promoção, a falta de respeito pelos limites de velocidade nos canais, a urgência de uma limpeza geral da Ria, entre outros.
De igual forma, o estado de alguns canais de navegação também preocupa. O leito é pouco profundo em muitos locais e torna-se urgente uma acção de dragagem. A problemática coabitação com a linha do comboio e com o pontão, que um dia foi móvel, e as dificuldades de acessibilidade para utilizadores especiais, como os portadores de deficiência motora, bebés e idosos, são aspectos que também fazem desesperar estes empresários. Afinal, são empreendedores que tanto e tão bem investiram numa operação turística promissora, amiga do ambiente e que, como se não bastasse, ainda cria mais de 60 postos de trabalho qualificado. Uma actividade que, na verdade, merece outra atenção dos poderes públicos com responsabilidades, a começar pela Município.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

“Somos Olhão” denuncia

POLIS do Litoral da Ria Formosa sem Avaliação Ambiental Estratégica

Cidadãos de Olhão, apresentaram queixa à CE, Comissão Europeia, contra o Estado português por legislação comunitária, transposta para o direito nacional não ter sido observada aquando a elaboração do Programa Polis da Ria Formosa.

Concretamente as Directivas do PE e do Conselho n.º 2003/35/CE e a nº 2001/42/CE, ambas transpostas para o direito interno pelo Decreto-Lei nº 232/2007 de 15 de Junho, que sujeitam o Polis a uma Avaliação Ambiental Estratégica, prévia a sua elaboração e adopção, o que não se verificou, tanto mais que se refere a Ria Formosa, Zona de Protecção Especial – PTZPE0017 e da Lista Nacional de Sítios com o n.º 73.
Ver queixa à CE

Os mesmos cidadãos, pelos mesmos motivos, apresentam queixa à PGR, Procuradoria-Geral da República, a pedir:
-Suspensão imediata de todos os trabalhos em execução,
-Impugnação do actual Programa Polis Litoral da Ria Formosa,
-Reinicio do processo, com elaboração da AAE e em cumprimento de toda
a legislação para que nas questões ambientais possam ser exercidos os
direitos de cidadania,
-Avaliação dos prejuízos, danos e custos pelo já executado,
-Responsabilização civil, criminal, se as houver e administrativas das
entidades e seus agentes pela não observância e suas consequências da
legislação aplicável,
-Os subscritores querem ser considerados parte no processo.
Ver queixa à PGR

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Formosa mas pouco asseada...

Ria Formosa limpa de resíduos

A acção já começou. Vão ser retiradas 800 toneladas de detritos acumuladas há décadas espalhados por vários concelhos. Um investimento de 87 milhões até 2012.

A Sociedade Polis Ria Formosa iniciou a limpeza de mais de 800 toneladas de resíduos ali acumulados há décadas, retirando o entulho das áreas navegáveis e margens junto à Ilha da Culatra. Eliminar a poluição é um dos objectivos da empreitada, orçada em 728 mil euros e que visa retirar das ilhas-barreira e parte continental da ria embarcações velhas, entulho, artes de pesca degradas e outros resíduos.
A acção arrancou na Ilha da Culatra - a mais populosa e também onde existem mais resíduos a ser retirados -, embora tivesse sido já feita uma intervenção, por terra, na zona nascente da Praia de Faro.
Durante as próximas semanas, uma barcaça vai transportar todos os resíduos recolhidos pela equipa de cerca de dez homens, que, com a ajuda de escavadoras, tem realizado as operações, agora centradas na Culatra.
Dali, a barcaça é rebocada para terra, onde os resíduos previamente separados são pesados e encaminhados para os destinos finais consoante a sua tipologia, podendo alguns ser reaproveitados.

De acordo com Sílvia Padinha, presidente da Associação de Moradores da Ilha da Culatra, esta acção permitirá resolver os «erros» cometidos ao longo dos anos pelos habitantes, mas também pelo Estado. «O Estado autorizou que fossem feitas dragagens para fins comerciais e não para protecção do cordão dunar», disse, sublinhando que será feita nova dragagem nos canais para reforçar de areia a parte nascente da ilha.
João Arantes de Oliveira, coordenador da Sociedade Polis Ria Formosa, diz que ainda não há calendarização para a dragagem, mas nos próximos meses será feita uma operação de emergência em locais de maior risco. «O material dragado será utilizado para reforço das zonas onde há maior risco de erosão», afirmou, acrescentando que as operações de emergência incidirão sobretudo em Olhão e Tavira.
Entretanto, continua por concluir o levantamento das construções existentes nas ilhas e também a contabilização do número de habitantes e actividade profissional que desenvolvem. O último inventário do género foi realizado há 14 anos pelo Parque Natural da Ria Formosa (PNRF).

Requalificação das ilhotas barreira, recuperação de lagoas e dunas e novas infra-estruturas portuárias de acostagem.

Mais de 87 milhões de euros vão ser investidos na zona da ria Formosa, até 2012, num conjunto de projectos coordenados por uma sociedade de capitais públicos com participação do Estado e dos municípios de Loulé, Faro, Olhão e Tavira. Segundo fonte do Ministério do Ambiente, o Plano de Intervenção desta área de paisagem protegida abrange 19.245 hectares, com 48 quilómetros de frente costeira e 57 quilómetros de frente de ria, num total de 12 praias.
A cerimónia de assinatura do protocolo entre as autarquias envolvidas e o Ministério do Ambiente na sede do Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão, contou com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates.
Com esta intervenção, o Governo pretende preservar o património ambiental e paisagístico da zona, qualificar a zona ribeirinha e valorizar e potenciar os recursos da Ria Formosa como factor de competitividade. A área de intervenção também abrange uma parte do município de Vila Real de Santo António, apesar desta autarquia não fazer parte da sociedade anónima de capitais públicos a constituir.
O Plano de Intervenção a elaborar pela Sociedade de Requalificação e valorização da Ria Formosa SA, inclui medidas correctivas da erosão - requalificação das ilhotas barreira (prioridades assumidas no Programa de Acção «Litoral 2007-2013») -, a recuperação de lagoas e dunas e a requalificação das infra-estruturas portuárias de acostagem.

Polis Litoral da Ria Formosa

Moradores preocupados na Ilha de Faro

A população da ilha diz-se mal informada e cansada de tanta conversa sobre as demolições de casas nas Ilhas Barreira.

A Assembleia Municipal de Faro já deliberaou sobre o «Polis Litoral Ria Formosa», mas muitos moradores desconhecem o plano de requalificação e não sabem onde vão morar se as casas vierem abaixo. Uma pequena folha fixada num dos cafés mais frequentados pelos moradores da Ilha de Faro apela à mobilização dos habitantes para lutarem contra as demolições previstas pelo Polis.
Um morador na ilha há 60 anos revelou à agência Lusa estar preocupado e avisa que mesmo que lhe ofereçam casa nova vai declinar a oferta: «Estou preocupado com a minha casa, porque moro aqui há 60 anos. Mesmo que me dêem uma casa nova não quero. Tenho vivido sempre em casas velhas», desabafou o mariscador.
Um casal de moradores a viver na ilha há mais de 21 anos, Fernando das Neves, 44 anos, e a esposa Aura Maria, 41 anos, confessam, por seu turno, que se lhes tirarem a casinha na Ilha de Faro só lhes resta ir para o cemitério.
«É a única casa que tenho. A seguir só o cemitério», desabafa, apreensivo e revoltado, o apanhador de animais marinhos, enquanto mastiga uma sandes de chouriço. «A gente só tem este palheiro [casa] e a ria [Formosa] para trabalhar», conta o morador, ironizando sobre a forma como os poderosos classificam a sua única casa.

«Para debaixo da ponte é que não vou»

Fernando das Neves não acredita que o programa Polis venha a decidir algo que não esteja já decidido e, por isso, não foi à Assembleia Municipal. «Se houve [solução] para o Casal Ventoso [bairro degradado em Lisboa], também tem de haver para nós», defende Fernando das Neves, referindo que «para debaixo da ponte é que não vou».
Maria das Dores Santos, 76 anos e a morar na Praia há 56 onde deu à luz seis filhos saudáveis, diz que ninguém da câmara a informou do programa Polis, nem das requalificações na ilha de Faro, e caso avancem com as demolições diz que não tem uma segunda residência para morar.
«Há mais de 20 anos que andam com esta conversa [das demolições]», recorda Maria das Dores, assegurando que não irá à sessão extraordinária da Assembleia Municipal porque «não pode estar muito tempo de pé». Algo despreocupada sobre o assunto das demolições, Maria das Dores defende que os moradores que estão em pior situação são os que têm segunda habitação e usam as casas da Praia de Faro só para férias.
O «Polis Litoral Ria Formosa» é um programa de requalificação e valorização para a frente ribeirinha de Faro e zona da Ria Formosa que envolve também mais três autarquias algarvias - Loulé, Tavira e Olhão - e prevê um investimento superior a 80 milhões de euros

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

“Ria Solidária”

Socorro às ilhas-barreira tem ambulância do INEM

A criação deste posto permitirá reforçar e aumentar a eficácia da assistência pré-hospitalar aos doentes transportados por via marítima

A Governadora Civil de Faro considerou ontem que a criação do Posto de Emergência Médica (PEM) constituído no âmbito de um protocolo celebrado entre o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (BV) de Faro, constitui um passo decisivo para o reforço da segurança e bem-estar das populações, na região algarvia.Isilda Gomes, que presidiu à cerimónia de constituição do PEM, realizada no Salão Nobre, salientou a importância da participação do INEM no projecto “Ria Solidária”, lançado pelo Governo Civil de Faro em Junho deste ano, o qual tem merecido um forte apoio por parte de vários parceiros, nomeadamente Autoridade Nacional de Protecção Civil, Associação Humanitária dos BV de Faro e Câmara Municipal de Faro.
O PEM, instalado nos BV de Faro, integra a partir de hoje a embarcação “Ria Solidária” e uma ambulância de socorro do INEM, a q ual será requisitada através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). A nova viatura está equipada com Desfibrilhador Automático Externo, sendo tripulada por bombeiros formados em técnicas de emergência médica. A criação deste posto permitirá assegurar o carácter ininterrupto do serviço de emergência na Ria Formosa e aumentar a eficácia da assistência pré-hospitalar aos doentes transportados por via marítima. Frisando o facto de o Algarve ser uma região turística por excelência, Isilda Gomes realçou a necessidade de estarem garantidas as condições de segurança de pessoas e bens numa perspectiva de manutenção da economia e competitividade regionais, tendo considerado essa “uma responsabilidade que cabe aos poderes públicos”.