Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os Media e o Governo

Quem são os “donos” dos meios de comunicação?

Executivo avança com lei para impor identificação da propriedade da comunicação social. A nova lei deverá conter normas de "clarificação sobre a independência dos diretores em relação às administrações na concretização das linhas editoriais.

O ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou hoje que o Governo tenciona avançar com normas que reforcem a "transparência" na identificação da estrutura de propriedade dos meios de comunicação social e a independência dos diretores de conteúdos.
Jorge Lacão assumiu estas posições no início da audição da Comissão Parlamentar de Ética sobre as relações do Governo com a comunicação social, após uma questão formulada pelo deputado socialista João Serrano. A questão da transparência da titularidade da propriedade dos meios de comunicação social foi levantada com grande insistência por deputados socialistas, durante uma audição desta mesma comissão ao diretor de informação do semanário "Sol", António José Saraiva, em fevereiro.
"Na medida em que está num estado avançado uma revisão das leis da televisão e da rádio, nesse quadro, o Governo poderá encarar algumas soluções jurídicas que possam de alguma maneira ajudar a suprir aspetos de omissão na nossa ordem jurídica, que resultaram da impossibilidade pretérita de aprovação da lei do pluralismo e da não concentração dos meios de comunicação social", começou por declarar Jorge Lacão. O ministro dos Assuntos Parlamentares referiu-se depois à natureza das alterações que o Governo pretende introduzir nesta área da comunicação social.
Segundo Jorge Lacão, o Governo deverá avançar "com uma definição mais clara, mais rigorosa quanto à exigência de identificação da estrutura de propriedade dos meios de comunicação social". Neste ponto, o membro do Governo falou sobre a importância de haver "garantias relativamente à transparência na identificação da titularidade dos meios de comunicação social", assim como à existência de "regras que possam ser adequadas para estabelecer princípios limite às possibilidades de concentração dos órgãos de comunicação social".
A nova lei, de acordo com o ministro dos Assuntos Parlamentares, deverá ainda conter normas que levem "a uma clarificação sobre o significado da independência dos diretores de conteúdos em relação às respetivas administrações na concretização das linhas editoriais. São alguns aspetos em que, certamente, vamos ter ocasião próxima de, no quadro destes diplomas, poder refletir normas de clarificação sobre estes pontos", acrescentou.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Os delírios da "Manela"

PJ: declarações de Moura Guedes são «disparate»

Presidente da ASFIC diz que inspectora de Setúbal vai apresentar uma queixa-crime contra a jornalista.

O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ considerou, esta quarta-feira, um «disparate» a afirmação da jornalista Manuela Moura Guedes de que os dois magistrados do caso Freeport chegaram a pôr o lugar à disposição por causa da inspectora Maria Alice.
Em declarações à agência Lusa, Carlos Anjos considerou que não faz sentido e que é «uma confusão tremenda» dizer que os magistrados do Ministério Público puseram o lugar à disposição porque queriam que a coordenadora da PJ de Setúbal, Maria Alice Fernandes, saísse da investigação. Carlos Anjos disse ainda que «não é a PJ que manda no MP, mas é a PJ que depende funcionalmente do MP», que é o titular da acção penal e dirige a investigação.
De acordo com Carlos Anjos, se os dois magistrados do MP «tiveram a coragem» de denunciar alegadas pressões de um colega que era seu superior hierárquico - o procurador geral adjunto e então presidente da Eurojust Lopes da Mota - e levar o caso até às «últimas consequências», também teriam coragem para pedir o afastamento de uma inspectora da PJ da investigação. Por isso, o presidente da ASFIC entende que o que foi dito a este propósito é um «delírio completo do ponto de vista legal».
Quanto à afirmação da jornalista da TVI de que Maria Alice recebeu telefonemas de assessores do primeiro ministro a pressioná-la, Carlos Anjos admitiu que é «difícil pronunciar-se» sobre isso, porque «não estava lá e não ouviu», mas alegou que, conhecendo a inspectora Maria Alice, não está a ver como isso é possível. «São questões que elas têm de dirimir», acrescentou, observando saber que Maria Alice Fernandes vai apresentar uma queixa-crime contra a ex-responsável pelo Jornal Nacional da TVI.


Ela fala em chamadas ao rei, ele não atende ao sábado

Os trabalhos da comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura desta quarta-feira foram marcados pelas audições da jornalista da TVI Manuela Moura Guedes e o presidente do grupo Imprensa, Francisco Pinto Balsemão. A ex-directora adjunta do canal e pivot do extinto Jornal de Sexta respondeu às perguntas dos deputados, que se centraram nas circunstâncias em foi decidido o fim do bloco noticioso que dirigia.
Manuela Moura Guedes considerou que a decisão, segundo lhe foi dito, «chegou de Espanha», dos administradores da Prisa, grupo que controla a Media Capital (detentora da TVI), mas que as pressões partiram de Portugal. Referiu-se a uma «participação» do socialista António Vitorino e a «telefonemas» de José Sócrates para Luis Cebrián, Conselheiro Delegado do Grupo Prisa e Presidente da sua Comissão Executiva, e «até para o rei de Espanha».

Manuela Moura Guedes criticou ainda a actual direcção de informação da TVI, que acusou de fazer uma «gestão política das notícias», de forma particular das relativas ao caso Freeport. Por sua vez, o presidente da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, disse aos deputados que não acredita que a PT tentasse comprar TVI sem o Governo saber. O empresário e antigo primeiro-ministro desvalorizou a existência de eventuais pressões, apesar de admitir que ao sábado, «dia em que o Expresso sai», procura não atender telefonemas.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Caso “Face Oculta”

O "fantasma" da Liberdade de Imprensa

Apesar da Providência Cautelar, o Semanário “Sol” divulgou ontem novas escutas do processo Face Oculta, que diz prever um plano de Sócrates para controlar a comunicação social ia além da TVI – Sol.

Com a manchete “O polvo”, o semanário Sol deu conta ontem de que o executivo de José Sócrates tinha um plano para controlar a comunicação social através de um novo grupo de media controlado pela Portugal Telecom. Segundo o Ministério Público de Aveiro, a compra da TVI pela PT era apenas o pontapé de saída para possibilitar a emergência de um grupo de comunicação social favorável ao governo. Avança o jornal que os magistrados consideram que existem “indícios fortes” de que estava “directamente envolvido o governo, nomeadamente o primeiro-ministro.”O jornal revela que os investigadores acreditam que existem um “esquema” – expressão utilizada pelo banqueiro Armando Vara – que resultasse na “interferência editorial de órgãos de comunicação social, visando claramente a obtenção e benefícios eleitorais.” O plano para controlar a comunicação social começava por comprar um grupo de media que fosse parceiro. As hipóteses começaram pela Cofina (dona do Correio da Manhã) ou a Impresa de Pinto Balsemão. Como última hipótese surge a Controlinveste, detentora do Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e a TSF. O jornal refere que a operação seria feita em conjugação com a PT, a Ongoing, liderada por Nuno Vasconcelos e Rafael Mora.O procurador João Marques Vidal é citado por afirmar que a concretizar-se o negócio “poderiam resultar prejuízos económicos para a PT que previsivelmente seriam ‘pagos’ com favores do Estado ou no mínimo colocariam decisores políticos na dependência dos decisores políticos” no despacho que fundamenta as primeiras certidões extraídas do processo “Face Oculta” e acrescenta: tudo somado seria uma “corrupção dos fundamentos do Estado de Direito democrático.” Apesar da providência cautelar interposta pelo administrador da PT, Rui Pedro Soares, que impedia a publicação das escutas, a direcção do Sol fez sair o jornal esta manhã com novas escutas, retiradas do processo Face Oculta, de conversas entre Armando Vara , Rui Pedro Soares e Fernando Soares Carneiro, também administrador da PT. A direcção diz não ter sido oficialmente notificada da providência cautelar. Em declarações, o administrador da PT comenta a decisão do semanário. Rui Pedro Soares diz que "O facto de alguém fugir a notificações dos tribunais diz muito sobre o seu respeito pela justiça."Num documento publicado no site do jornal, a direcção faz saber que “tomou conhecimento através da comunicação social de uma providência cautelar interposta por uma figura citada nas notícias, não tendo sido notificado, porém, nenhum membro da administração da empresa ou da direcção do jornal.” O comunicado da direcção surge no seguimento da entrega de uma cópia da notificação a um segurança na redacção do jornal. Uma providência contra o semanário mas que visa apenas impedir a “publicação no jornal, em papel e ou formato informático, da transcrição de comunicações que envolvam o requerente.”

Jornal recebe providência, mas não desistiu de edição extra.

A administração da sociedade «O SOL é Essencial S.A.» informou, em comunicado, que «aceitou a notificação judicial deixada na portaria da sua sede a um segurança da empresa «Prosegur», transmitindo essa informação à Direcção.
Ainda assim, a direcção considerou que deveria avançar com a edição extra do jornal, esta sexta-feira à tarde: «Ponderados os valores em causa, a Direcção entendeu manter nesta Edição Extra os conteúdos incluídos na edição normal do SOL publicada na manhã de hoje, considerando que está em causa o valor superior da liberdade de informação.
E isto porque o autor da providência cautelar não é referido nas notícias por factos da sua vida privada ou pessoal, mas enquanto administrador de uma empresa com capitais públicos e interveniente num plano que ¿ como hoje é público ¿ visava o condicionamento de órgãos de comunicação social.»
No comunicado assinado por José António Saraiva, José António Lima, Mário Ramires e Vítor Rainho é deixada uma última certeza: «Nesta medida, a interposição da providência cautelar mais não visou do que o encobrimento de factos cujo interesse público é já indiscutível.»
A administração acrescenta que «entende que as decisões judiciais válidas devem ser cumpridas, até que sejam judicialmente alteradas e/ou revogadas», pelo que não fez mais do que comunicar à Direcção Editorial «o conteúdo da decisão proferida pela Meritíssima Juiz da 11º Vara, 1ª Secção das Varas Cíveis de Lisboa.»
Neste comunicado assinado por Ana Bruno (presidente do Conselho de Administração) e Filipe Coelho (Administrador Executivo), a administração assegura que «está inteira e incondicionalmente solidária com todos os jornalistas e com a Direcção Editorial do jornal.»

«Um mau precedente»

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou, esta sexta-feira, que a tentativa de impedir que o jornal «Sol» saísse foi «o pior caminho» e «um mau precedente». Jerónimo de Sousa reiterou a necessidade de separar as questões da Justiça e de respeitar o segredo de Justiça, porém independentemente dos critérios judiciais, entende que «por parte de alguém, foi escolhido o pior caminho», referindo-se à providência cautelar. «Penso que foi um precedente que não é bom, que não é saudável, a tentativa de impedir que o jornal saísse», declarou, à margem de um visita à Feira do Fumeiro no concelho de Vinhais.
O secretário-geral do PCP defendeu que «ninguém deve ter medo da verdade, que deve ser esclarecida» e que «todos ganham, incluindo aqueles que são alvo, designadamente o primeiro-ministro, com o apuramento da verdade». Na questão política de fundo, Jerónimo de Sousa reiterou a necessidade de «um esclarecimento cabal por parte do primeiro-ministro».
O secretário-geral do PCP escusou-se a comentar algumas posições que têm vindo a público em defesa da substituição do primeiro-ministro, afirmando que é uma questão que diz respeito ao Governo e ao Partido Socialistas.

Publicidade brutal para o
jornal
O fruto proibido é o mais apetecido. O líder parlamentar do CDS-PP observou esta sexta-feira que «quem teve a ideia» de interpor uma providência cautelar para impedir a publicação de notícias com escutas no semanário Sol «deu uma publicidade brutal» à matéria, informa a Lusa.
«Não me quero intrometer nas questões de Justiça. Mas também quero dizer que quem teve a ideia desta providência cautelar a única coisa que fez foi de facto dar uma publicidade brutal ao jornal, e devia pensar um pouco nessa matéria», afirmou Pedro Mota Soares, citando um provérbio popular: «O fruto proibido é o mais apetecido».
Para o CDS-PP, no momento, a «questão essencial» é saber se José Sócrates tinha ou não conhecimento do negócio da TVI no dia em que foi sobre isso questionado pela bancada democrata cristã no Parlamento. «Esta é uma questão política», acentuou, defendendo o «esclarecimento cabal e integral» do assunto.
A verdade é que, o jornal semanário às 09 horas da manhã já se encontrava esgotado nas bancas, o que fez a direcção do Sol proceder a uma segunda tiragem, edição distribuida pela tarde de sexta feira. Em tempos de crise, para um jornal que estava à beira da falência, o negócio não vai nada mau...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

As famosas escutas

Sócrates lamenta "jornalismo de buraco de fechadura"

O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou ontem "lamentável" o que apelidou de "jornalismo de buraco de fechadura", baseado em "escutas telefónicas e conversas privadas".

Questionado sobre as notícias dos últimos dias que o acusam de ingerência no caso TVI e de, alegadamente, querer condicionar o Presidente da República, Sócrates recusou contribuir para "essa infâmia".
"Eu não contribuo para essa infâmia, nem para a degradação da nossa vida pública, baseando-se essas acusações e essas notícias em escutas telefónicas", disse, à margem da cerimónia de adjudicação de contratos das redes de nova geração, em Vila Viçosa.
Na edição de sexta-feira, o semanário Sol transcreve extratos do despacho do juiz de Aveiro responsável pelo caso Face Oculta em que este considera haver "indícios muito fortes da existência de um plano", envolvendo o primeiro-ministro, José Sócrates, para controlar a estação de televisão TVI e afastar Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz. Do despacho constam transcrições de escutas telefónicas envolvendo Armando Vara, então administrador do BCP, Paulo Penedos, assessor da PT, e Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT.
O assunto foi ontem retomado pelo Correio da Manhã, que, com base nos mesmos extratos, diz em manchete "Conspiração ataca presidente", e escreve que "Primeiro-ministro tinha plano para condicionar atuação de Cavaco Silva".
"Eu acho absolutamente lamentável esse jornalismo, que se pode classificar como jornalismo de buraco de fechadura, baseado em escutas telefónicas e em conversas telefónicas que, não tendo relevância criminal, devem ser privadas", frisou o primeiro-ministro.
"Ainda por cima, era o que faltava que eu me pusesse agora na posição comentar conversas privadas de outros. Não o faço", sublinhou, considerando que tal atitude "indecorosa e desprezível".
Na sexta-feira, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, questionado sobre esta matérias, apenas tinha dito que "o Governo não tem naturalmente que dar explicações em matérias em relação às quais não tem nada que lhe pese na consciência". O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.
No âmbito deste processo, foram constituídos 18 arguidos, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, que suspendeu as funções, José Penedos, presidente da REN - Redes Elétricas Nacionais, suspenso de funções pelo tribunal, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA. Esta é a empresa que está no centro da investigação e o seu proprietário, Manuel Godinho, é o único dos 18 arguidos do processo que está em prisão preventiva.

"Todos pela Liberdade"

Blogues mobilizam-se e lançam petição

Autores de blogues de direita e esquerda criticam primeiro-ministro pela "alegada estratégia de condicionamento da liberdade de imprensa em Portugal". Marcaram uma manifestação para quinta-feira, frente ao parlamento e lançaram hoje uma petição.

Depois de o i ter anunciado ontem a realização de uma concentração em frente à Assembleia da República na quinta-feira, convocada por um grupo alargado de autores de blogues de esquerda e de direita, surge agora uma petição pública na internet (www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1213) em que se escreve que "o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem."
Assinada pela porta-voz do movimento, Ana Margarida Craveiro, a petição conta, entre outros subscritores, com Vasco M. Barreto, Manuel Falcão, Henrique Raposo, Luís Rainha e Gabriel Silva. "Todos pela Liberdade" é o lema dos peticionários que apelam "aos órgãos de soberania para que cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados e para que não hesitem, em nome de uma aparente estabilidade, na defesa intransigente da Liberdade."
A manifestação está convocada para as 13h30 de quinta-feira em frente da Assembleia da República. O grupo já tem página no Facebook e um blogue.
Como o i adianta na sua edição de hoje, “Todos pela liberdade, concentração à frente da Assembleia” é o lema que um grupo de autores de blogues políticos lança hoje na internet. Convocam deste modo uma concentração pela liberdade de imprensa em frente ao Parlamento na próxima quinta-feira. Num dos textos que está a ser publicado em diversos blogues e também enviado por email, escreve-se que “o primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.” Mais: “É para nós claro que o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem.”
Afirmando-se independentes, “da esquerda à direita”, os bloggers dizem que “um Estado de Direito democrático não pode conviver com um primeiro-ministro que insiste em esconder-se e com órgãos de soberania que não assumem as suas competências.”. Em conclusão, adiantavam que “é a liberdade de expressão, acima de qualquer conflito partidário, que está em causa” e os "órgãos de soberania" devem cumprir "os deveres constitucionais que lhes foram confiados (...) na defesa intransigente da Liberdade."

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A novela "Os Protagonistas"

"Balsemão e Crespo são minhas testemunhas"

Jornalistas contra Sócrates: Manuela Moura Guedes diz que "Balsemão é o melhor patrão da comunicação social, como prova agora de novo com o Mário Crespo", afirma a jornalista da TVI.

Francisco Pinto Balsemão, Paulo Portas e Mário Crespo receberam o convite de Manuela Moura Guedes e aceitaram ser testemunhas no processo-crime da jornalista da TVI contra o primeiro-ministro, José Sócrates. Moura Guedes explica as razões que a levaram a convidar Pinto Balsemão e Paulo Portas: "Foram os dois jornalistas e políticos, e em ambas as condições sempre respeitaram a liberdade de informação. " E acrescenta: "Francisco Pinto Balsemão é o melhor patrão da comunicação social. Fossem todos como ele e Portugal seria diferente de certeza. Veja-se agora o caso que envolveu Mário Crespo."
A ex-directora-adjunta de informação da TVI acrescenta ao rol de testemunhas o jornalista do canal de Queluz de Baixo Carlos Enes. "Trabalhou muitos anos comigo, é um grande profissional, seriíssimo e conhece bem o modo como sempre funcionou o Jornal Nacional de Sexta-Feira, de acordo com todas as regras do jornalismo.
"Sobre o próprio Mário Crespo, que completa o quadro de testemunhas ligadas à comunicação social, diz Manuela Moura Guedes: "É um grande profissional, que conheço muito bem, um jornalista de grande qualidade, com quem trabalhei no Jornal das Nove, na RTP, e com quem muito aprendi.
"Quanto ao "caso Mário Crespo", diz que é mais uma demonstração da personalidade de José Sócrates: "Há quem não se habitue à liberdade de informação e não consiga aceitá-la." Mais: "O primeiro-ministro nunca desmentiu as notícias do Jornal Nacional. Se desmentisse e se não fossem verdadeiras, eu teria de fazer mea culpa, obviamente".
Ao contrário de Pinto Balsemão, afirma Manuela Moura Guedes: "Como político, quando foi primeiro-ministro, era criticado todos os dias no jornal de que era proprietário - o "Expresso" - e nunca reagiu em público. Esteve do outro lado e nunca procurou interferir. É por tudo isto que tenho o maior respeito por ele na sua qualidade de patrão da comunicação social." O processo-crime movido a José Sócrates resulta das palavras proferidas pelo primeiro-ministro no Congresso do Partido Socialista em Março de 2009 e depois numa entrevista na RTP em Abril, quando atacou directamente Manuela Moura Guedes e o Jornal Nacional de Sexta-Feira, que acabou por ser retirado da antena do quarto canal, tal como a própria jornalista, hoje de baixa médica. Moura Guedes afirma que não estão em causa as pressões de políticos sobre jornalistas, porque "todos os políticos se queixam e todos fazem pressões, ou tentam fazer".
A jornalista acrescenta que outra das suas testemunhas no processo contra José Sócrates, o presidente do CDS, Paulo Portas, chegou a enviar-lhe "uma carta muito formal" em tempos com várias queixas, "de um ministro da Defesa para uma jornalista, o que é legítimo". O que não podem, ou não devem, acrescenta, "é atacar o direito à liberdade de informação, como fez o primeiro-ministro. Nunca vi nada semelhante".
Manuela Moura Guedes termina as suas declarações afirmando que processa o primeiro-ministo, por considerar que os tribunais costumam ser os locais apropriados para resolver estas questões. "Digo costumam, porque eu espero que assim seja. Ainda tenho esperança", termina.
Ontem também a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, através do seu conselho regulador, emitiu um comunicado em que informa ter iniciado "a discussão sobre o dito 'caso Mário Crespo'", aproveitando para o efeito a "reunião ordinária de quarta-feira". Mais informa "que, até ao momento, foram recebidas nesta entidade várias queixas que deram origem à abertura de um processo a instruir nos devidos termos". Numa entrevista de ontem, Crespo garantiu que apresentaria queixa à ERC na terça-feira.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O que se escreve por aí...

Mário Crespo: Manifesto contra os Palhaços‏

O palhaço

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.
E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado.
O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias.
Absolutas.
O palhaço é absoluto.
O palhaço é quem nos faz abster.
Ou votar em branco.
Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.
O palhaço coloca notícias nos jornais.
O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço.
E a outro.
E são iguais entre si.
O palhaço mete medo.
Porque está em todo o lado.
E ataca sempre que pode.
E ataca sempre que o mandam.
Sempre às escondidas.
Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo.
Seja a instaurar processos.
Seja a arquivar processos.
Porque o palhaço é só ruído de fundo.
Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.
E ele vende-se por isso.
Por qualquer preço.
O palhaço é cobarde.
É um cobarde impiedoso.
É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores.
Depois diz que não fez nada.
Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha.
O palhaço está em comissões que tiram conclusões.
Depois diz que não concluiu.
E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas.
E nos tribunais.
Também.
O palhaço não tem género.
Por isso, para ele, o género não conta.
Tem o género que o mandam ter.
Ou que lhe convém.
Por isso pode casar com qualquer género.
E fingir que tem género.
Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos.
E depois rectifica-os.
E diz que não dá dinheiro para desvarios.
E depois dá.
Porque o mandaram dar.
E o palhaço cumpre.
E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes.
Mas deixa depositantes na rua.
Sem dinheiro.
A fazerem figura de palhaços pobres.
O palhaço rouba.
Dinheiro público.
E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou.
Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta.
Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.
Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer.
Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria.
E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer.
Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha.
O palhaço é inimputável.
Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.
Este é o país do palhaço.
Nós é que estamos a mais.
E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.
A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.




terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Os protagonistas

Alcoviteiras - A nova novela política

Depois de Moura Guedes & Cia., Mário Crespo é o protagonista do mais recente «caso» político. O jornalista garante que a liberdade de expressão está em perigo, e diz ter sido «ameaçado» por Sócrates. Primeiro-ministro terá dito que jornalista é um «problema» que teria de ter «solução». Terá?

Vivemos uma época de protagonistas. Portugal é um imenso filme que mistura cowboyadas com dramas de sobrevivência, e artistas, muitos artistas à procura do papel da sua vida, a troco de «papões», pavões e muitos sermões... no deserto de ideias.
O jornalista Mário Crespo escreveu um artigo no site do Instituto Francisco Sá Carneiro, denunciando uma alegada conversa de que foi informado, onde foi tratado como um «pateta» (e será?) e um «problema» para o Governo, que tem de ter uma «solução».
«Fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ("um louco") a necessitar de "ir para o manicómio". Fui descrito como "um profissional impreparado"», escreve o jornalista da SIC N.
A pretensa conversa terá decorrido ao almoço, na última terça-feira, antes da apresentação do Orçamento de Estado, entre José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e «um executivo de televisão» (em restaurante provavelmente frequentado por ex-bufos da PIDE), num hotel em Lisboa.
«Definiram-me como "um problema" que teria que ter "solução". Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o», afirma o jornalista da SIC N.
Para Mário Crespo, o «primeiro-ministro já não tem tantos "problemas" nos media como tinha em 2009». «O "problema" Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi "solucionado". O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser "um problema". Foi-se o "problema" que era o Director do Público», enumera´ainda.
«Agora, que o "problema" Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, (...) abordam mais "um problema que tem que ser solucionado". Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada», conclui.
Uma coisa é certa: neste País, ninguém pode discordar de ninguém! Nem de jornalistas, nem de artistas, nem do Governo nem da oposição, nem do vizinho... Qualquer discordância ou comentário será levado como perseguição, insulto ou calhandrice, e terá a publicidade merecida graças aos bufos que ainda existem por aí.
Somos de facto um País de novas/velhas alcoviteiras!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Nem sai de cima, nem a gente almoça...

Marcelo critica Passos Coelho

O professor é mestre na arte de baralhar. Ora pois... Pena mesmo, é que ninguém o contrate para comentar as migrações da Patagónia, ou... candidatar-se ao PSD, que abandonou
em vésperas eleitorais.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou ontem no seu habitual espaço de comentário na RTP1, que Pedro Passos Coelho "arrancou mal" para a corrida à liderança do PSD na entrevista que deu na quinta-feira a Judite de Sousa. O contrário, é que seria de estranhar. Fosse Coelho, Santana ou Menezes. "O próximo líder do PSD tem de ser um candidato de unidade e o arranque dele não foi de unidade", disse o comentarista.
Marcelo respondeu desta forma ao desafio que lhe foi feito - e muito bem, pelo candidato à presidência do PSD para que também se lance na corrida. O antigo líder social-democrata considerou que as críticas de Passos aos antigos líderes e até a Manuela Ferreira Leite não são uma boa estratégia. Ora pois...
O professor disse já ter lido o livro "Mudar" de Passos Coelho e considerou-o "uma desilusão", porque "o programa é muito de Marques Mendes (do qual Passos foi vice-presidente) e em pequeno". Ora pois...Os únicos pontos fortes que reconheceu à candidatura no terreno foram a "sua muita vontade [de chegar à presidência] e o apoio do aparelho, num trabalho que "tem dois anos".
Marcelo frisou ainda que o próximo Conselho Nacional do partido, marcado para 12 de Fevereiro, "vai ser decisivo". Isto porque marcação das datas do congresso extraordinário e das directas vão influenciar as eleições internas. O ex-líder social-democrata considera que se o congresso for antes das directas vai influenciar a escolha da nova liderança. Ora pois... " Vai ser um medir de forças [no Conselho Nacional] prévio entre os que querem o congresso e os que não o querem, e que são os apoiantes de Passos."
E o que quer Marcelo Rebelo de Sousa? Ora pois... Ninguém sabe, e nem ele.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Jornalistas escrevem a partir de... casa

«Lusa» encerra delegação de Faro

Agência noticiosa portuguesa vai igualmente fechar as delegações de Évora e Coimbra, embora mantendo os jornalistas.

Os jornalistas da agência noticiosa «Lusa» vão passar a redigir as notícias e fazer as reportagens em casa, ou... no café. A agência «Lusa» vai encerrar a sua delegação do Algarve, mantendo os jornalistas, disse esta segunda-feira o presidente do Conselho de Administração. Ao longo deste ano, a Lusa vai igualmente fechar as delegações de Coimbra e Évora, podendo reforçar os trabalhadores que trabalham nesses locais.
A meta passa por canalizar os actuais custos com as instalações naqueles locais para «mais jornalistas, mais meios e mais tecnologia» para depois noticiar a realidade das respectivas regiões, avançou Afonso Camões.
Nos últimos anos a «Lusa» tem vindo «a aumentar a distribuição de telemóveis, computadores portáteis, gravadores digitais e câmaras de vídeo por todos os correspondentes, tanto na rede interna como nos jornalistas no estrangeiro», informa a agência.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Imprensa Regional

ERC corrige falta de ética em "pasquins" algarvios

Entidade Reguladora para a Comunicação Social reuniu no Governo Civil com Imprensa do Algarve, e coloca pontos nos ii's da ética de alguns jornalistas algarvios.

Vários representantes dos órgãos de comunicação social do Algarve reuniram ontem, no Governo Civil de Faro, com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), com vista à análise da situação actual da imprensa local e regional.
Durante o encontro, inserido num conjunto de reuniões promovidas pela ERC com os órgãos de comunicação dos 18 distritos do País, foram abordadas diversas questões, nomeadamente em matéria de direito de resposta, rigor informativo e publicidade comercial e institucional, tendo sido avaliadas também as principais dificuldades da imprensa local e regional no Algarve.
De acordo com a ERC, para além da reflexão e discussão sobre dúvidas e dificuldades que se colocam à imprensa regional, este ciclo de reuniões destina-se a informar os responsáveis editoriais sobre as atribuições e competências da ERC em matéria de regulação da imprensa.
Após concluir as reuniões com os órgãos de comunicação social, iniciadas em Janeiro deste ano e que incluirão todos os distritos do Continente e as Regiões Autónomas da Madeira e Açores, a ERC elaborará um relatório sobre a realidade da imprensa local e regional em Portugal.
A ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social, reconheceu a titularidade do direito de resposta á TVA TV ALBUFEIRA ONLINE, projecto da United Photo Press em Albufeira, e determinou aos jornais; "Notícias de Albufeira" de Alfredo Gomes Machado; "Correio Meridional" e "Gazeta de Salir" de António Marques, "A inserção do texto de resposta nos termos do artigo 26º da Lei de Imprensa acompanhado da menção de que tal publicação decorre de determinação da ERC, 63/DR-I 2009 de 16 de Setembro de 2009".

sábado, 8 de agosto de 2009

Vêm aí os telemóveis amigos do ambiente

Começou a era da comunicação «ecológica»

Marcas lançam um aparelho que trabalha com energia solar, reciclado e reciclável.

O mercado dos telemóveis está a aumentar no sentido da preservação do ambiente. É o caso da Samsung que lançou um aparelho que funciona com energia solar.
«É o primeiro no mercado», disse Silvio Stagni, vice-presidente da divisão de telecomunicações da Samsung, a respeito do novo telemóvel que acaba de ser lançado. «Além da bateria normal, a placa traseira é formada por células solares», explicou `as Lusa.
No entanto, ainda não é uma novidade 100 por cento eficaz, uma vez que ainda não é possível falar ao telefone utilizando apenas energia solar, «é mais para uma situação em que a bateria está a acabar», adiantou Stagni. Cada hora que o aparelho carrega ao sol, equivale a oito a dez minutos de conversação.
A preocupação com ambiente, na área das comunicações, está a alargar-se. Também a Motorola lançou, em Março, no Brasil, o W233 Eco, um telemóvel fabricado com garrafas de plástico recicladas e com certificado de neutralização de carbono. «O aparelho é reciclado e reciclável», explicou Andréia Vasconcelos, gerente de Marketing da Motorola.
Rogério Takayanagi, director de Marketing da TIM, com quem a Samsung tem parceria, considera a sustentabilidade um marco diferencial no mercado cada vez mais competitivo na área da rede móvel. «Há uma rejeição muito grande às empresas, por causa de problemas de atendimento. A sustentabilidade mostra um compromisso de mais longo prazo», disse o director.
Também a Nokia já tem, em vários mercados, o modelo 3110 Evolve. Além de ser produzido com materiais reciclados, também consome menos energia ao ser recarregado, características que, em breve, «devem ser adoptadas na linha toda», adiantou Gustavo Jaramillo, director de Serviços da Nokia.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

TVI sem Director Geral

José Eduardo Moniz sai da TVI

Com um comunicado dirigido aos funcionários feito de "palavras bonitas", o "Capitão Gancho" despediu-se hoje da direcção da estação de Queluz. A Administração elogoiu o seu trabalho, e deseja felicidades... Que novidades vêm por aí?

"Amanhã já não serei Director Geral da TVI. Chegam ao fim onze anos de colaboração intensa, militante, incondicional e apaixonada.
A empresa que vim encontrar há onze anos não é a mesma que deixo. Orgulho-me de ter contribuído para que a TVI se transformasse naquilo que hoje é : uma Estação líder, diariamente ponto de encontro de milhões de portugueses , veículo incontornável para quem quer uma Informação verdadeira, independente e descomplexada sobre a Actualidade e berço da melhor ficção que Portugal tem para mostrar em Televisão. Em poucos anos, com o seu entretenimento, o seu jornalismo e a sua produção ficcionada, a TVI operou uma verdadeira revolução no mercado português, para orgulho de todos os que aqui trabalham e colaboram. Costumo dizer, sem falsa modéstia, que se conseguiu construir a mais portuguesa das estações de TV do País, em cumplicidade plena com os espectadores, esses sim, os nossos verdadeiros parceiros estratégicos. Sem eles, o sonho ambicioso que havíamos desenhado nunca sairia do chão. A TVI de hoje é resultado dessa aliança estreita e da íntima relação de confiança que se estabeleceu com uma percentagem esmagadora da população . Dos mais novos aos mais velhos, tenho sido privilegiado, nas ruas, com inúmeras manifestações de reconhecimento e simpatia pelo trabalho por todos desenvolvido.
Foi uma enorme honra fazer parte desta equipa e servir, sem restrições, o público que aceitou ser participante activo das mudanças que se operaram no mercado e que permitiram colocar a TVI no patamar de liderança em que se encontra . Líder de audiências desde 2005 e, sem interrupção , desde 2006, é igualmente campeã de facturação e caso raro em rentabilidade. Longe vão os dias, dos quais não me esqueço, em que a sua sobrevivência estava em risco.
Obviamente, saio triste. Outra coisa não seria de esperar , depois de tanto tempo. O essencial, no entanto, fica feito. Há novos projectos desenhados e ideias lançadas que ficam nas mãos de outras pessoas que, certamente ,com a competência, os ensinamentos , o bom senso e a experiência adquiridos ao longo de anos, saberão conduzir esta nau. Mas se saio de coração triste, também parto de consciência tranquila, convicto de que me orientei por princípios de honestidade e isenção, não aceitando pactuar, até final, com orientações ou pressupostos susceptíveis de contaminarem o pacto de seriedade e de verdade celebrado com os nossos espectadores. Fi-lo de forma persistente e resistente, atitude válida até este último dia de funções e que se manteve sempre inabalável independentemente das mudanças accionistas que o Grupo empresarial detentor da TVI sofreu. Faço votos para que assim continue e que se preserve o espírito livre, inconformista e batalhador desta Empresa, imbuída de uma cultura de independência perante os Poderes que representa um dos seus activos mais importantes.
Agradeço, pois, a todos quantos cá trabalham pelos anos inesquecíveis que me proporcionaram. De jornalistas a técnicos, de repórteres de imagem a operadores e criativos de grafismo, de supervisores a escriturários, de apresentadores a motoristas, de vendedores a secretárias, de directores até ao mais humilde trabalhador. A todos muito obrigado.
Uma palavra, também, de agradecimento a autores, actores, realizadores, músicos, iluminadores e equipas técnicas que comigo colaboraram na grande revolução ocorrida na ficção televisiva em Portugal. Fico, igualmente, em relação a eles, todos, com uma enorme dívida, que sei impossível de saldar. Fabricámos sonhos, espalhámos emoções e mostrámos Portugal aos portugueses ,com atrevimento e paixão. Conseguimos chamar a nós os melhores , ao mesmo tempo que descobríamos novos talentos. Tenho a certeza de que as estradas que se abriram conduzirão a oportunidades cada vez mais aliciantes.
A vida é feito de ciclos. Este chegou ao fim. Felicidades para todos. Até sempre!"
(José Eduardo Moniz)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Simpósio Internacional

Aborda temas em Comunicação, Cultura e Artes

Organizado pelo Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) e o Mestrado em Comunicação, Cultura e Artes da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), da Ualg.

O I Simpósio Internacional em Comunicação, Cultura e Artes terá lugar no dia 18 de Abril, e a reunião terá início às 10h30 no anfiteatro 1.4 do Complexo Pedagógico do Campus Penha, em Faro. Contará com quatro sessões temáticas em que especialistas estrangeiros e investigadores do CIAC, tanto do pólo da Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa como da Universidade do Algarve, apresentam os seus trabalhos de investigação mais recentes.
No período da manhã, a sessão “Reflexões sobre o teatro na contemporaneidade” aborda o ensino e a prática do teatro em Portugal na actualidade e discute o imaginário do lugar teatral na paisagem das cidades. Os oradores convidados são David Antunes, investigador do CIAC da ESTC/IPL, António Branco da UAlg, coordenador do CIAC e José Simões da Universidade de Sorocaba (Brasil), actualmente a desenvolver pós-doutoramento na Universidade de Coimbra.

O período da tarde será ocupado com duas sessões sobre cinema e uma sessão sobre novos media. A sessão “Cinema: Fronteiras” contará com a participação de Hudson Moura, da Simon Fraser University (Canadá), Rosana Soares da Universidade de São Paulo (Brasil) e Mirian Tavares, coordenadora do Mestrado em Comunicação, Cultura e Artes da UAlg e investigadora do CIAC. A sessão aborda as fronteiras do cinema com outros conceitos e modos de expressão, isto é, entre o cinema e a diáspora contemporânea, o cinema e os media e o cinema e a pintura.
A segunda sessão sobre cinema, “Autoria(s): leituras e releituras” aborda o trabalho de alguns autores contemporâneos, bem como os seus processos criativos. Serão discutidos filmes dos realizadores brasileiros Júlio Bressane e Rogério Sganzerla; o projecto Beckett on Film e do documentarista português Pedro Sena Nunes. As oradoras são Josette Monzani, da Universidade Federal de São Carlos (Brasil), Gabriela Borges, organizadora do simpósio e Ana Soares, ambas investigadoras do CIAC da UAlg.
A última sessão da tarde, “Configurações culturais e narrativas nos media digitais”, conta com a presença de Erick Felinto, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Presidente da Compós (Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Comunicação, Brasil) e do investigador do CIAC da UAlg, Bruno Silva.
Integrado neste I Simpósio Internacional em Comunicação, Cultura e Artes decorrerá no Pátio de Letras, em Faro, no mesmo dia às 21h30, o evento Arte e Media. Este evento conta com o lançamento do livro “Imagem: Memória”, uma antologia que contempla estudos das áreas de Artes, Literatura e Humanidades; do livro “Génese de Deus e o Diabo na terra do sol”, sobre o processo de criação do filme de mesmo nome do realizador brasileiro Glauber Rocha e da edição n.º 9 da revista electrónica Intermídias “Arte e política: Intersecções”.
A entrada é gratuita, e as inscrições poderão ser feitas online em www.fchs.ualg.pt/simposio/.

Informações e inscrições: UALG: 289 800 900 - Ext.: 7914 gefchs@ualg.pt

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A falar nas nuvens

TAP vai permitir telemóveis durante os voos

27 aeronaves europeias foram equipadas para permitirem a utilização segura de telemóveis durante os voos efectuados no espaço aéreo europeu.

Um ano depois de a Comissão ter adoptado regras comuns para a utilização segura de telemóveis a bordo dos aviões e para a autorização simples deste serviço transnacional, 27 aeronaves europeias foram equipadas para permitirem a utilização segura de telemóveis durante os voos efectuados no espaço aéreo europeu. Espera-se que o número de aeronaves equipadas duplique até final de 2009.
«A possibilidade de utilizar o telemóvel durante o voo é particularmente atraente para quem viaja por motivos profissionais e para os passageiros mais jovens. É também um modelo de negócio interessante para as empresas europeias. Por isso, há um ano, a Comissão estabeleceu regras de base comuns para que as empresas possam oferecer o serviço nos céus europeus de um modo seguro e simples, sem ter de cumprir 27 procedimentos de autorização nacionais diferentes», afirmou Viviane Reding, Comissária europeia responsável pelas telecomunicações.
«Estou contente por ver que as companhias aéreas já começam a oferecer serviços de telefonia móvel a bordo de voos na Europa. Para que a implantação destes serviços continue a processar-se sem problemas, a utilização de telemóveis durante os voos não deve incomodar os outros passageiros, devendo, por exemplo, prever‑se zonas reservadas, tal como nos comboios. Os operadores devem também procurar que os preços se mantenham razoáveis. Se assim for, os serviços de telefonia móvel a bordo podem ser um bónus para as empresas europeias no mercado mundial, e muito concorrencial, das viagens aéreas», acrescentou ainda a comissária.
Um ano depois da Comissão instituir as regras para as condições de oferta de serviços de comunicações móveis a bordo, dois prestadores deste tipo de serviços, a OnAir (Genebra) e a AeroMobile (Londres), arrancam com a sua oferta comercial na Europa, associando‑se a companhias aéreas interessadas em disponibilizar esses serviços aos passageiros.
Neste momento, três companhias aéreas europeias, Ryanair (Irlanda), TAP (Portugal) e BMI (Reino Unido), estão a equipar as suas frotas com os meios necessários para oferecerem o serviço: 27 aeronaves já se encontram equipadas e espera-se que esse número duplique até ao final de 2009, sendo que já estão outras companhias aéreas a realizar ensaios técnicos. Segundo as informações disponíveis, a tarifa mais barata é de cerca de 1,60 € por minuto por uma chamada de voz e cerca de 0,43 € por uma mensagem de texto, dependendo do operador móvel terrestre utilizado pelo passageiro.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Comunicação, Cultura e Artes

UAlg promove I Simpósio Internacional

Evento decorre no Campus da Penha, em Faro, e é de entrada livre.

O Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) e o Mestrado em Comunicação, Cultura e Artes da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), da UAlg, organizam a 18 de Abril o I Simpósio Internacional em Comunicação, Cultura e Artes. A reunião terá início às 10h30 no anfiteatro 0.4 do Complexo Pedagógico do Campus Penha, em Faro.
Promover a discussão em torno das relações entre comunicação, cultura e artes, bem como potenciar a formação avançada na região do Algarve nesta área do saber são os principais objectivos do I Simpósio Internacional em Comunicação, Cultura e Artes, que terá lugar no dia 18 de Abril, na UAlg.
Dirigido a um público especializado na área das artes e da comunicação, esta reunião conta com a participação de vários oradores convidados, todos especialistas em comunicação e artes e com diversos livros publicados na área, oriundos de universidades de reconhecido mérito internacional como a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade de São Paulo e Universidade Federal de São Carlos (todas do Brasil), assim como da Simon Fraser University (Canadá), entre outras instituições.
Integrado neste I Simpósio Internacional em Comunicação, Cultura e Artes, o Pátio das Letras recebe no dia 18 de Abril, às 21h30, o evento Arte e Media, no âmbito do qual será lançado o livro Imagem: Memória e apresentada a edição n.º 9 da revista electrónica Intermídias, dedicada ao tema arte e política.
O evento Arte e Media fecha com uma mesa-redonda que reunirá, além dos especialistas convidados, as professoras da UAlg Gabriela Borges e Mirian Tavares (as organizadoras da 9.ª edição da Intermídias) e o artista plástico e director do curso de Artes Visuais da UAlg, Xana.
Segundo a comissão organizadora, “o simpósio e o evento têm o intuito de estimular o debate sobre as artes, a cultura e a comunicação na região, trazendo ao Algarve nomes de referência para discutir temas de grande relevância na actualidade”.