Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mundo cão

PORTUGUÊS DESPEJADO NUMA RUELA ATÉ MORRER POR EMPRESA DE CONSTRUÇÃO NA BÉLGICA
                                                                                                                              
António Nunes Coelho
António Nunes Coelho, 49 anos, vítima de ataque cardíaco depois de cair de andaime foi abandonado por estar ilegal... O excessivo poder sem fiscalização leva a abusos e corrupção mafiosa ao mais alto nível diplomático!
                                                                             
António Nunes Coelho, de 49 anos, ainda esteve vivo “entre 15 minutos a uma hora” depois de ter sido despejado pelo patrão e dois colegas da obra, numa ruela deserta de Bruxelas, onde estava a trabalhar ilegalmente. Depois de ter caído de um andaime, vítima de um ataque cardíaco, em vez de ser socorrido foi transportado de camião e abandonado num local deserto. As autoridades belgas investigaram o caso e a autópsia concluiu que o português foi abandonado ainda com vida, noticiou na terça-feira o jornal belga La Dernière Heure. O emigrante português, que vivia há 12 anos na Bélgica em situação legal, tinha sido despedido da empresa de construção belga Cassal há cerca de dois anos. Como não encontrava trabalho decidiu aceitar o que seria apenas um pequeno biscate não declarado como estucador, três dias por 500 euros. Levantou-se às cinco da manhã, entrou às 6h e, ao final da manhã, caiu de um andaime vítima de um ataque cardíaco. No estaleiro gerou-se o pânico e o responsável logo chegou para tratar do assunto, noticiou a imprensa. Só que o patrão, em vez de pedir socorro, chamou dois funcionários para ajudarem a transportar o homem para um camião. Depois de uma viagem de duas horas abandonaram o corpo numa ruela deserta de um parque de Bruxelas. De regresso ao trabalho, retomaram a obra. A imprensa noticiou o que se passou este mês, mas o corpo já foi encontrado a 12 de Novembro, por um transeunte.
O facto de ser sábado, um fim-de-semana prolongado, e o cadáver estar com roupas de trabalho sujas de tinta e gesso levantou as suspeitas da polícia que, depois de dois meses de investigação, localizou o estaleiro onde tudo se passou, da empresa EG-Batineuf. Foi aberto um inquérito por falta de assistência a pessoa em perigo, ocultação da cadáver. Estão em causa várias infracções laborais, como trabalho não declarado, ausência de documentação social, condições que colocam em perigo a segurança e a saúde dos trabalhadores. Segundo o site informativo Lusófonos na Bélgica o patrão já tinha sido condenado em 2011 por empregar mão-de-obra clandestina. O patrão da obra não só abandonou o operário como, nessa mesma noite, mandou um empregado pressionar a viúva, Lurdes Nunes, para que nada revelasse, oferecendo-lhe 10 mil euros para não ir à polícia, “e mais algum de tempos a tempos”. Lurdes, que vive em Bruxelas com 700 euros por mês, recusou a proposta diz o mesmo jornal. “Nunca iria aceitar aquele dinheiro sujo. Estou muito satisfeita com o trabalho da polícia.
Deixaram-no morrer e desfizeram-se dele como se fosse um cão”, afirmou ao La Dernière Heure, no início de Fevereiro. O português, natural de Ervedal (concelho alentejano de Avis) tinha pendente no Tribunal de Trabalho de Bruxelas um processo por despedimento abusivo. O irónico é que depois da sua morte se soube que a justiça lhe tinha dado razão, condenando a empresa a pagar-lhe 14 mil euros, a empresa recorreu. Segundo declarações de Rik Desmet, sindicalista da Federação Geral de construção FGTB, citado pelo site Lusófonos na Bélgica, o trabalho ilegal no país está a crescer: "Três quartos destas pessoas são originários de países lusófonos (portugueses, brasileiros, cabo-verdianos e angolanos). É muito difícil controlar este circuitos de tráfico humano, dado que eles trabalham em muitos locais diferentes. A construção é um sector onde os acidentes ocorrem com frequência. Se um trabalhador ilegal na construção tem um acidente, geralmente os chefes não sabem o que fazer temendo as multas".
                                                                                                
STRAUSS-KAHN: O EXEMPLO DA ESCUMALHA POLÍTICA QUE LIDERA O MUNDO
                                                                                                                      
O excessivo poder sem fiscalização leva a abusos e corrupção mafiosa ao mais alto nível diplomático... O ex-director-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, passa a noite sob custódia numa esquadra de polícia em Lille, onde foi interrogado durante todo o dia no âmbito de um inquérito judicial conhecido como o “caso Carlton”. S egundo a imprensa francesa, a juíza de instrução Stéphanie Ausbart, titular do processo Carlton, foi chamada pela polícia judiciária ao final da tarde para ratificar o prolongamento da detenção de Strauss-Kahn durante a noite e até ao dia seguinte. DSK, como é tratado pelos franceses, acabou envolvido no escândalo depois de se confirmar que participou em várias orgias sexuais, tanto em Paris como também em Washington, a cidade que serve de sede ao FMI. A polícia já deteve oito indivíduos suspeitos de pertencerem à rede: dois deles são empresários com ligações ao Partido Socialista francês, e alegadamente responsáveis pela organização das chamadas “festas libertinas” e pelo pagamento das mulheres. Os dois amigos de Strauss-Kahn, Fabrice Paszkowski e David Roquet, terão pago as passagens de prostitutas que viajaram até à capital dos Estados Unidos entre os dias 11 e 13 de Maio do ano passado para uma dessas festas. No fim-de-semana seguinte, o ainda director-geral do FMI acabaria por ser detido num aeroporto de Nova Iorque, depois de uma camareira de hotel apresentar queixa por violação.
Strauss-Kahn desmentiu ferozmente qualquer ilícito e várias vezes manifestou interesse em ser ouvido “o mais rapidamente possível” para esclarecer o que classificou como “insinuações maliciosas” que não passavam de um “linchamento mediático”. Nesta terça-feira, nem DSK nem os seus advogados fizeram qualquer declaração. O ex-director do FMI e antigo ministro da Economia e Finanças do Governo socialista de Lionel Jospin, entrou na esquadra de Lille por volta das nove horas da manhã para uma sessão de interrogatório com quatro investigadores que acabou por se prolongar por todo o dia. O interesse dos investigadores é saber até que ponto DSK estava ciente que as mulheres que participavam nas orgias sexuais eram prostitutas pagas, e ainda se estava por dentro do esquema de financiamento fraudulento dessas “soirées” – várias delas no hotel Carlton. Através do seu advogado, o ex-director do FMI já indicou que não sabia que as mulheres com quem mantinha relações sexuais eram prostitutas – “Nessas soirées as mulheres não tinham roupa, e desafio quem quer que seja a distinguir uma mulher nua de uma prostituta nua”, disse o seu advogado Henri Leclerc. A justiça francesa contempla que um cidadão possa ficar detido para interrogatório, mediante aprovação de um juiz, por um período máximo de 96 horas. No fim desse prazo, terá de ser obrigatoriamente libertado – embora possa sê-lo já na condição de arguido. A lei não penaliza os clientes de prostitutas, mas DSK corre o risco de ser acusado por cumplicidade com proxenetismo e ou abuso de bens sociais sob a forma de receptação.
                                                                                                                  
                                                                                                               
                                                                                                                      

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Quando o destino trai a luz de uma estrela

Whitney Houston
                                                                                                                      
O gospel que se fez à vida sem guarda-costas... Entre altos e baixos, a Voz mais premiada de sempre foi encontrada sem vida no sábado, véspera da cerimónia dos Grammy.
                                   
Aproximou-se do microfone vestida de roxo. Esfregou as mãos com um nervosismo de arranque que se dissipou à medida que os vibratos de “Home” conquistavam o público. “Não nos esqueceremos deste nome”. Vaticínio certeiro do anfitrião do “Merv Griffin Show”, que em 1985 se tornaria a rampa televisiva de Whitney, então a alguns anos de distância da popular MTV abrir portas à “primeira namoradinha negra da América”, como a descreveria a revista “US”, depois do primeiro cartão de visita, patrocinado pelo executivo da indústria discográfica Clive Davis. “Se há alguém que vai dar que falar, será Whitney Houston”.
Aos 48 anos, a artista mais premiada de todos os tempos, com dois Emmy, 6 Grammy, 30 troféus Billboard e 22 prémios da Música Americana, entre 415 distinções amealhadas até 2010, não esperou por mais uma cerimónia apresentada pela National Academy of Recording Arts and Sciences, onde iria marcar presença.
Foi encontrada sábado sem vida na banheira de um quarto de hotel em Beverly Hills, véspera da entrega dos mais prestigiados galardões da indústria da música, os Grammy, que se realizou ontem entre homenagens à cantora, assinaladas, entre outros, por Jennifer Hudson e pela veterana Chaka Khan, a voz original de “I’m Every Woman”, mais tarde celebrizada por Whitney. “Whitney teria querido que a música continuasse e a sua família pediu-nos que assim o fizéssemos”, justificou Clive Davis, o presidente da Arista, etiqueta a que se manteria associada ao longo de toda a carreira. As causas da morte eram até ontem desconhecidas.
Nascida em Newark, New Jersey, a 9 de Agosto de 1963, filha de uma cantora de gospel, “Cissy” Houston, prima de Dionne Warwick e afilhada de Aretha Flanklin, estreou-se a cantar em público na igreja baptista New Hope, aos 11 anos, e ocasionalmente acompanhava Cissy em palco. “Sabia que Deus me tinha dado um dom, só não sabia muito bem o que fazer com ele. Queria correr o mundo como back vocal, cantando com a minha mãe”, disse em 93 em entrevista a Barbara Walters.
No final da adolescência, a par da carreira como modelo, colaborou com o letrista Paul Jabara e o experimentalista Bill Laswell , ou Material, que acabariam por marcar decisivamente o seu estilo. Em 1985, Clive Davis supervisionou a gravação do seu primeiro álbum em nome próprio, lançado no dia dos namorados, depois de uma operação de cosmética que a converteu numa elegante diva vestida de branco, como surgia na capa do disco. Venderam-se três milhões de cópias só no primeiro ano, nos EUA.
Enquanto desbravava terreno para outras vozes afro-americanas, como Mary J Blige, ultrapassava os Beatles no número de singles que atingiam o cume das tabelas de uma assentada, sete, e liderava o pódio das artistas negras norte-americanas mais bem pagas. Se o mundo pop de finais de oitenta vibrava com singles como “I Wanna Dance with Somebody (Who Loves Me)”, em 1992, Houston atingia um dos maiores picos de sucesso com a balada “I Will Always Love you”, versão do original de Dolly Parton, extraído do filme “The Bodyguard”, onde contracenou com Kevin Kostner (o respectivo álbum é o 4º mais vendido de sempre e ocupa o primeiro na lista das bandas sonoras). A participação como actriz valeu- -lhe um depreciativo Razie, que nunca a desmotivou a alinhar em produções seguintes, enquanto a banda sonora resultou em 44 milhões de cópias vendidas.
“Adoro ver o público a divertir-se”, partilhou sorridente no DVD “This is My Life”, uma viagem ao mundo da cantora e do enganador showbizz. “Disse à minha mãe que queria ser cantora. Ela perguntou-me: ‘sério? E queres entrar no showbussiness?’ Não é a mesma coisa?, perguntei eu. Não, disse-me ela. Ser cantora é uma coisa, ser uma cantora e estar no showbussiness é outra; pode ser sempre a descer e muito sujo”, recorda na televisão uma jovem Whitney na casa dos vinte, declaração com o seu quê de vidência, a julgar pelo corolário desse ano de 92 em que se casou com o “bad boy” Bobby Brown, pai da sua filha Bobbi Kristina.
A relação tóxica, pautada por maus tratos, precipitou o abuso de drogas. Em 96, o abismo aprofundava-se, com o recurso diário à cocaína. Nem a recepção calorosa do álbum “My Love Is Your Love”, lançado em 98, refreou uma entrada negra no novo milénio. A vertigem chegou aos Óscares, quando em 2000 viu cancelada uma actuação prevista, na sequência de uma série de incumprimentos de agenda. Detida por posse de marijuana, o aspecto esquelético de Houston não passou despercebido no tributo a Michael Jackson em 2001. Ao aceitar participar no reality show “Being Bobby Brown”, escancara por completo a adição.
Em 2006 entrou em reabilitação e um ano depois separou-se. O seu último álbum, “I Look to You”, de 2009, recebeu críticas favoráveis mas as falhas na voz motivavam o desânimo dos fãs. Numa entrevista a Diane Sawyer, da ABC News, em 2002, falara abertamente sobre o crack, uma droga demasiado “reles” para a fortuna pessoal da errática estrela, que voltou a ser internada em Maio de 2011. Apesar de ter vendido mais de 200 milhões de gravações em todo o mundo, de ter voltado à representação no Outono passado, e de um novo disco, “On My Own”, se encontrar em fase de desenvolvimento, rumores de final de Janeiro davam conta de que estaria falida.
De Quincy Jones a Mariah Carey, sucedem-se os comentários nas redes sociais à morte da diva, que conquistou nomes como Celine Dion, Toni Braxton, ou Christina Aguilera, que a têm citado como influência. Houston foi vista publicamente em Hollywood, na passada quinta-feira, numa festa associada aos Grammy, onde terá subido a um palco pela última vez.
                                                        
in : http://www.ionline.pt/boa-vida/whitney-houston-gospel-se-fez-vida-sem-guarda-costas
                                                                            
Por Maria Ramos Silva, publicado em 13 Fev 2012
                                                                                                                 
                                                                                 
                                                                                     

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Todos contra "judiarias" financeiras americanas

BCE ignora agências de “rating” e decide aceitar obrigações portuguesas
                                                                                                                             
A decisão de Jean Claude Trichet surge na sequência de um contestado corte para “lixo” na notação da dívida portuguesa por parte da agência Moody’s.
                                           
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu abdicar da opinião das agências de “rating” sobre a dívida portuguesa. O presidente do BCE, Jean Claude Trichet, anunciou hoje que a instituição vai continuar a aceitar dívida portuguesa como colateral nas operações de financiamento. Isto significa que mesmo que as agências de “rating” desçam a notação de Portugal de forma radical, o BCE vai ainda assim aceitar as obrigações portuguesas como garantia. "Decidimos suspender a aplicação do patamar mínimo de 'rating' de crédito aplicado aos requisitos de elegibilidade de colateral em operações de crédito do eurosistema, neste caso instrumentos de dívida emitidos ou garantidos pelo governo português", anunciou hoje Trichet. As declarações de Jean Claude Trichet foram feitas em Frankfurt, no final do conselho de governadores do BCE, que decidiu subir a taxa de juro de referência em 25 pontos base para 1,5%.
                                                                                   
Cavaco diz que não há justificação para o corte de "rating"
                                                                                 
A julgar por declarações enviadas para a agência Lusa por fonte da Presidência da República, Cavaco Silva considera não haver a mínima justificação para a decisão da Moody’s. A agência colocou o "rating" português ao nível de "lixo". Em declarações atribuídas pela Lusa ao Presidente da República, Cavaco Silva defende uma resposta europeia, congratulando-se "com a condenação da atitude da agência de notação por parte da União Europeia, de instituições europeias e internacionais e de vários governos europeus". Segundo a mesma fonte, Cavaco Silva defende ainda que "as questões em torno da avaliação do risco e da notação financeira dos Estados-membros da União Europeia devem merecer uma resposta europeia". As respostas terão sido enviadas a questões colocadas pela Lusa sobre o corte de "rating" anunciado ontem pela Moody’s, que colocou Portugal ao nível de “lixo”.
                                                                
Estela Barbot defende Europa unida perante agências de "rating"
                                                                                                           
"Existe, realmente, uma posição de destruição da parte das agências, que a Europa como um todo tem que reagir", afirma a conselheira do FMI. A economista Estela Barbot, que integra o grupo de conselheiros do Fundo Monetário Internacional (FMI), diz que a Europa deve-se unir e reagir face à posição adoptada pelas agências de “rating”. Em declarações à imprensa, a empresária acusa as agências de notação de comportamento agressivo, um dia depois de a Moody’s ter cortado o “rating” de Portugal para “lixo”. “Eu acho que aqui existe, realmente, uma posição de destruição da parte das agências, que a Europa como um todo tem que reagir, ter medidas e conversas, eventualmente, com as próprias agências”, afirma Estela Barbot. “É um bom momento para a Europa se unir, porque isto não é um problema português, e a Europa tem que pensar em que medidas deve tomar para as agências americanas de rating não terem a importância que estão a ter”, sublinha. Questionada se é preciso diminuir o peso das agências de notação financeira, a economista responde que neste momento “isso seria muito bom pela maneira como elas se estão a portar”. “Obviamente que não há tempo para julgar o que vai acontecer em Portugal, mas estão a ser dados todos os sinais de um verdadeiro empenhamento. É nestas alturas que se demonstra que não podemos andar para trás, que não podemos sair do euro, que a Europa tem que ser unida”, afirma Estela Barbot. A conselheira do FMI diz que o trabalho das agências é necessário, mas lembra que os clientes das agências são potenciais interessados nas privatizações portuguesas.
                                                                                                 
"Não garanto resultados espectaculares" no inquérito às agências de rating
                                                                                                                    
“Basta que se pense que as agências de rating são organizações internacionais instaladas [noutros países], neste caso nos Estados Unidos", afirma Pinto Monteiro. O procurador-geral da República não está muito optimista quanto aos resultados do inquérito a uma queixa de um grupo de economistas contra as agências de “rating”. Pinto Monteiro diz que é "uma investigação dificil", que não garante “resultados espectaculares". “Basta que se pense que as agências de rating são organizações internacionais instaladas [noutros países], neste caso nos Estados Unidos. É uma investigação nada fácil, nem posso garantir que tenha resultados espectaculares. Mas sendo uma queixa fundamentada, explicada e com documentos, teve que se abrir um inquérito”, afirmou hoje aos jornalistas Pinto Monteiro, sem nada adiantar sobre prazos. Os economistas que apresentaram a queixa acusam as agências de crime de manipulação de mercado. Pinto Monteiro confirma que foi pedido um parecer à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), porque “é a entidade mais competente para falar sobre este assunto em Portugal”. “Foram pedidas informações. Quando houver algum despacho, será comunicado”, adiantou, à margem de uma acção de formação no Centro de Estudos Judiciários (CEJ).
                                                                                              
Patrões lamentam inércia da União Europeia face às agências de "rating"
                                                                                                 
António Saraiva lembrou que Portugal sozinho não se consegue proteger da ameaça das agências de notação, que na sua opinião não são isentas nem independentes. O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) critica a inércia das autoridades europeias relativamente às agências de "rating". António Saraiva considera que há falta de proactividade da União Europeia "face ao poder especulativo" das agências de notação. “É inexplicável e não se compreende como a União Europeia permite que Estados-membros estejam expostos e fragilizados diante destas agências de 'rating', que lamentavelmente não são isentas, nem independentes”, sustentou hoje o presidente da CIP, em declarações prestadas em Leça da Palmeia. “Era uma inevitabilidade que esta surpresa que a Moody’s nos trouxe [corte do 'rating' de Portugal para 'lixo'] teria reflexos em toda a actividade económica - a banca, empresas, famílias”, lamenta ainda António Saraiva. O presidente da CIP considera ainda que Portugal não pode combater "sozinho estas ameaças". “Um dia saberemos o que legitimou estas continuadas quedas de notação. Mas é um problema que temos de tratar enquanto União Europeia. Portugal sozinho dificilmente conseguirá barrar-se a estas ameaças”.
                                                                           
Utilizadores do Facebook convocam protesto contra a Moody's
                                                                                                  
Entre as ideias que circulam nas redes sociais, há uma que propõe o envio de lixo para a agência norte-americana. A classificação de Portugal como ‘lixo’, decidida terça-feira pela Moody’s, está a indignar os utilizadores do Facebook, que se estão a mobilizar contra a agência de ‘rating’ e já convocaram um protesto, marcado para sábado em Lisboa. As múltiplas páginas, eventos e comunidades criadas desde o corte do "rating" português apelam a diferentes tipos de intervenção e vão dos mais simples grupos de discussão à manifestação mais ou menos organizada que está a ser promovido no “Protesto contra as agências de ‘rating’”. O local escolhido é o Terreiro do Paço, em Lisboa, e os organizadores pedem a quem quiser participar (mais de 200 pessoas já disseram que sim) que leve um saco de lixo, que servirá de “bandeira simbólica”. O antropólogo Pedro Félix, que se associou ao autor da ideia, o assessor da TAP André Serpa Soares, sublinhou que o objectivo é mostrar que “os cidadãos também têm opinião” e que esta não se resume à dos "opinion-makers" que aparecem nas televisões e nos jornais. Pedro Félix destacou que as redes sociais também podem e devem ser usadas “como instrumento para mobilizar as pessoas e não servem só como espaço de manifestação”.
Enviar lixo para a Moody’s: Um outro movimento que corre no Facebook, designado “Cortar na cotação da Moody’s”, já conta com mais de 16 mil aderentes e pede para “responder na mesma moeda” a quem “pôs o país no lixo”. O criador, David Carvalho, sugere que se “corte” na Moody’s, avaliando o website da empresa como ‘lixo’. Outra forma de indignação é a proposta pela página “Portuguese Junk Money", criada por Margarita Cardoso Menezes. “Vamos provar à Moody's que podemos pagar... com a nossa nova moeda” é a frase que lança o objectivo: enviar lixo para a morada da agência de "rating" norte-americana. Há também quem peça um minuto para protestar “contra o poder e comportamento das agências de ‘rating’”, no dia 11 de Julho, às 13h00, como a “Support Rating Agencies”, de António Mateus. Bruno Silva e Mário Ferreira, autores deste evento, defendem que é preciso “mostrar o desagrado” e sugere que se mande uma mensagem “em bom português”, incluindo o vernáculo, para o sítio da Internet da agência de notação financeira.
                                                                               
Governo garante que não vai haver orçamento rectificativo
                                                                                        
Secretário de Estado Luís Marques Guedes afirma que todos os departamentos da Administração Pública vão cumprir o Orçamento do Estado do próximo ano. O Governo não quer um orçamento rectificativo ou suplementar em 2012. O calendário para as contas do próximo ano já está definido. É o pontapé de saída para a elaboração do Orçamento do Estado para 2012. Amanhã, são nomeados os interlocutores políticos e técnicos de cada ministério e fica a garantia do secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes: “Não está prevista a apresentação de qualquer orçamento rectificativo ou suplementar”. O que está previsto, sim, são reduções significativas nas dotações de cada ministério: “Os limites de despesa serão divulgados até ao dia 28 de Julho”, anunciou. O Governo promete ainda urgência, exigência e transparência: “Desejamos que todo este processo e todos os esforços que vai ser necessário assumirmos colectivamente possam ser do conhecimento dos portugueses, apresentados de uma forma o mais transparente possível, para que toda a gente possa entender, em cada momento, aquilo que é preciso fazer e como é que o Governo está a fazê-lo”. Outra garantia de Luís Marques Guedes é que o calendário de elaboração do Orçamento do Estado será rigorosamente cumprido por todos os departamentos da administração pública, governamentais ou não. A data prevista para aprovação da proposta de Orçamento do Estado para 2012 em conselho de ministros é 6 de Outubro. O calendário hoje divulgado refere que a data limite para a entrega do Orçamento no Parlamento é 15 de Outubro. Quanto a cortes no “rating”, nem uma palavra. O secretário de Estado da Presidência não quis fazer comentários – isto no dia em a Moody’s voltou a cortar, desta vez na dívida emitida com aval do Estado por quatro bancos portugueses: Caixa Geral de Depósitos, BCP, BES e Banif.
                                                                                                                        
Judiciária desmantela rede de tráfico de cocaína por correio
                                                                                             
A operação resultou na detenção de sete pessoas e 10 mil doses individuais. A Polícia Judiciária desmantelou um grupo que se dedicava ao tráfico de cocaína do Paraguai para Portugal através de encomendas postais. Na operação foram detidas sete pessoas, das quais cinco são estrangeiras e duas portuguesas, e foram apreendidas cerca de 10 mil doses individuais. De acordo com a Polícia Judiciária, o grupo dissimulava a cocaína no interior de diversos artigos, que eram acondicionados e transportados a coberto de encomendas postais. Quatro dos detidos ficaram em prisão preventiva.
                                                                            
Concentração de motos em Faro espera receber 30 mil pessoas
                                                                                      
Concentração atrai milhares de pessoas a Faro. O evento, um dos mais reconhecidos ao nível mundial, começa dia 14 (quinta-feira). As inscrições custam 45 euros. O Moto Clube de Faro prevê ter 30 mil inscritos na Concentração Internacional de Motos, que arranca dia 14 na capital do Algarve e que comemora este ano 30 anos. O investimento da edição de 2011 está estimado em 800 mil euros. "Esta é a 30ª concentração. São três décadas de trabalho em prol do motociclismo e esperamos que seja uma grande concentração, a exemplo das anteriores. Que tudo corra bem e que seja uma grande festa das motos", afirma o presidente do Moto Clube de Faro, José Amaro, em entrevista à agência Lusa. “Tudo foi preparado para receber 30 mil inscritos", garante, adiantando que as inscrições custam 45 euros. A concentração decorre entre 14 e 17 de Julho (de quinta a domingo) e, no terceiro dia, realiza-se o 20º 'Bike Show', "uma exposição de motos em que a vencedora vai depois representar Faro nos Estados Unidos, em Agosto", refere José Amaro. Além do “Bike Show”, os participantes podem contar com "a animação permanente e bons concertos no palco principal", onde se destaca a presença dos britânicos Iron Maiden. Xutos e Pontapés, Iris, os britânicos Mindlock e os espanhóis Mago de Oz e Los Inhumanos compõem o cartaz. No domingo, como já é tradição, a concentração termina com o desfile dos “motards” pelas ruas de Faro. Desde o passado fim-de-semana, está patente no Museu Municipal de Faro uma exposição que relata um pouco dos 30 anos da concentração e do que tem sido a vida do Moto Clube. O seu presidente conta que a mostra conta a história do clube e revela motos antigas. A exposição vai estar aberta ao público durante Julho e Agosto.
                                                                                              
Maria José Nogueira Pinto "viveu plenamente até ao último instante"
                                                                                             
O funeral da deputada Maria José Nogueira Pinto, que morreu ontem, aos 59 anos, realizou-se hoje entre as 17h30 e as 18h00 no cemitério de A-dos-Negros (Óbidos). O corpo de Maria José Nogueira Pinto saiu de Lisboa, onde esteve em câmara ardente na sua residência no Campo Grande, por volta das 16h00. Maria José Nogueira Pinto morreu ontem, vítima de cancro no pâncreas. Foi deputada entre 1995 e 1999 pelo CDS-PP e, desde 2009, pelo PSD. Na actual legislatura, esteve presente nas duas primeiras sessões plenárias, referentes à eleição da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, não tendo já comparecido à discussão do programa do Governo. Jurista de formação, foi ainda subsecretária de Estado da Cultura do XII Governo Constitucional, dirigido por Cavaco Silva, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, membro da direcção da Maternidade Alfredo da Costa e vereadora da autarquia da capital pelas listas do CDS-PP.
                                                                                        
                                                                                       
                                                                    

quarta-feira, 29 de junho de 2011

- SE UMA VIDA SERVE DE BOM EXEMPLO, A MORTE TAMBÉM !

Turismo de vanguarda... na crise

Hotel em Vilamoura testa primeiro quarto anti-ressonar do mundo
                                                                                                                                            
O primeiro quarto anti-ressonar do mundo vai ser testado entre hoje e 06 de julho no hotel Crown Plaza de Vilamoura, recorrendo a tecnologia para reduzir o ruído que impede os parceiros de dormir, anunciaram os promotores da iniciativa.
                                                 
O de Vilamoura será um dos nove hotéis Crown Plaza na Europa e Médio Oriente que irá testar o novo quarto, onde estarão instalados "painéis de insonorização nas paredes para absorver as altas frequências, desviar as ondas sonoras e minimizar o impacto do ressonar", explicaram os responsáveis pela comunicação da unidade hoteleira. Além dos painéis, os quartos estão equipados com espuma absorvente nas paredes, "que permite reduzir o ruído", e uma tábua de cabeceira "que absorve o som" e "foi especialmente criada para funcionar em conjunto com os painéis de insonorização para abafar o eco no quarto". Os hóspedes do novo quarto disporão também de "uma almofada anti-ressonar" e de "uma máquina de ruído branco que ajuda a abafar o som do ressonar e dormir e relaxar", acrescentou. “Já todos passámos por esta situação. Estar deitados sem conseguir dormir às três da manhã com uma almofada em cima da cabeça a tentar abafar o ressonar da pessoa ao nosso lado. Não há nada pior que ficar acordado durante a noite e por isso criámos este quarto especial para ajudar os hóspedes a ter uma boa noite de sono”, afirmou Rosanna Badalamenti, responsável do Marketing do Grupo IHG, que detém a marca Crown Plaza, para a Itália e Península Ibérica.
Os promotores da iniciativa citam também Chris Idzikowski, especialista de sono do Reino Unido. "O ressonar é feito por vibrações do palato mole e tecido da boca, nariz e garganta. Há várias coisas que pode fazer para ajudar a controlar o problema e estou bastante satisfeito pelo Crowne Plaza estar a testar um quarto com absorção do ressonar para tentar reduzir o impacto do ruído nasal noturno”. Segundo um estudo da Nielsen citado pelos promotores da iniciativa, "42 por cento dos casais em Portugal perde entre 1 a 15 minutos de sono, por noite, devido ao ressonar dos parceiros", enquanto "12,2 por cento fica acordado entre 30 minutos a uma hora". "Estes resultados demonstram que se perdem, em média, 2:30 horas de sono por semana", sublinha o estudo. Refere ainda que "48 por cento dos inquiridos revela que o parceiro ressona a maior parte das noites e 15,3 por cento diz que ressona todas as noites", sendo que "a solução encontrada por 48,9 por cento é acordá-lo", enquanto "47 por cento diz não ter reação quando o ressonar do outro o acorda".
                                                                                                        
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Cavaco Silva considera que Portugal chegou a "situação explosiva"
                                                                                                        
"Não podemos ter ilusões de que temos uma estrada fácil à nossa frente", avisa o Presidente da República. O Presidente da República afirma que os portugueses não podem ter ilusões, porque Portugal chegou a uma "situação explosiva". Cavaco Silva não comenta medidas concretas do programa do Governo, conhecido hoje, mas insiste na "distribuição justa" dos sacrifícios. "Já tive ocasião de dizer e tem sido muito repetido que têm sido tempos muito difíceis e não tenhamos ilusões, e os portugueses sabem bem disso, e se bem se recordam há talvez mais de dois anos que disse que Portugal se aproximava de uma situação explosiva, lamentavelmente chegámos a essa situação explosiva", diz Cavaco Silva. Escusando-se a comentar as medidas de austeridades defendidas pelo Governo e a antecipação da sua implementação, porque "essa é uma matéria de discussão da Assembleia da República", Cavaco Silva reconheceu que será "preciso muito trabalho". "Não podemos ter ilusões de que temos uma estrada fácil à nossa frente, basta olhar para outros países para termos bem a consciência de que vamos passar por sacrifícios, não serão talvez fáceis, mas o importante é que haja uma luz de esperança", insistiu.
O Presidente da República, que falava aos jornalistas no final da sessão de encerramento do 8º Encontro Nacional Inovação COTEC, que decorreu em Lisboa, frisou ainda que não irá "interferir no debate" do programa do Governo, porque este "é o tempo da Assembleia da República", mas voltou a alertar para a necessidade do país ser "rigoroso" na implementação do acordo de ajuda financeira. Só assim, acrescentou, será possível ganhar a confiança das instituições internacionais e junto dos mercados internacionais. Ainda a propósito do programa do Governo, que foi hoje entregue no Parlamento, o chefe de Estado voltou a lembrar que os portugueses fizeram "uma escolha inequívoca" nas últimas eleições e, agora, o executivo deve ter "a oportunidade de aplicar as ideias que apresentou". Questionado sobre a possibilidade de serem pedidos mais sacrifícios aos portugueses, Cavaco Silva reiterou que "há limites" e que será preciso "ter muito cuidado na distribuição justa desses sacrifícios". "Agora é o Governo que vai ser posto à prova na execução do seu programa e na execução do acordo que teve o apoio das três maiores forças políticas portuguesas", defendeu. Por outro lado, continuou, será necessários que os portugueses se "agarrem à solução que escolheram" e "essa solução que escolheram terá que ser muito responsável perante o voto que obteve".
                                                                                      
PR defende produtos nacionais e férias em Portugal
                                                                                                     
O Chefe de Estado acrescenta que o país está a sofrer “riscos de origem externa”. Comprar produtos nacionais e passar férias em Portugal é parte da solução defendida pelo Presidente da República para o país ultrapassar a crise. Em declarações em Lisboa, Cavaco Silva defendeu também mais poupança e melhor trabalho, "uma forma de cada português ajudar o país". “Cada português pode dar a sua ajuda, desde logo consumindo produtos nacionais, passando férias em Portugal e agora que se aproxima o Verão, em que têm que fazer uma escolha, é muito importante que os portugueses decidam passar férias em Portugal. Mas também muitos podem contribuir poupando mais e trabalhando melhor. Só com a ajuda de todos é que nós – que sofremos riscos de origem externa - conseguiremos ultrapassar as nossas dificuldades”, disse. O Chefe de Estado fez estas declarações esta tarde à margem do Encontro Nacional de Inovação, em Lisboa.
                                                                                        
Novo imposto pode estar a caminho 
                                                                                                                        
Trata-se de uma taxa excepcional de IRS, que integra o novo pacote de medidas adicionais. CGTP diz não ter conhecimento de nada. O Governo está a preparar um imposto extraordinário, avança o “Jornal de Negócios”, segundo o qual se trata de uma taxa especial de IRS, que irá recair sobre os contribuintes singulares. A nova taxa vai ser cobrada a título excepcional e de uma só vez. É uma maneira encontrada pelo Executivo de Pedro Passos Coelho para garantir que atinge ou ultrapassa, ainda este ano, as metas de redução do défice para 2011. O jornal adianta que a medida não consta do Programa de Governo, mas deve integrar o novo pacote de austeridade que o primeiro-ministro levará esta quinta e sexta-feira ao Parlamento. A informação terá sido apurada junto de parceiros sociais. Carvalho da Silva, secretário da CGTP, que esteve reunido na segunda-feira com o ministro da Economia, diz que ninguém lhe disse nada.
Carvalho da Silva não sabe de nada. “A nós não nos foi comunicado nada, não temos informação sobre isso. Se foi comunicado a alguns parceiros sociais, mostra desde já qual o conceito de diálogo do Governo na sociedade: é diálogo com aqueles que acha que são amigos”, comenta, em declarações à imprensa. No que toca a impostos, o Governo defende, no seu Programa de Governo, uma redução no tempo de isenção do (Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e ainda a actualização do valor das casas. Mais: vai haver cortes nos benefícios e deduções fiscais, só ainda não se sabe em quais. E vão ser reduzidos os escalões do IRS.
                                                                                                                      
Vêm aí mais sacrifícios, admite Guilherme Silva. Será o PEC 5?
                                                                                                                                  
Já Vera Jardim fica “perplexo” com a possibilidade de haver mais medidas de austeridade. O social-democrata Guilherme Silva admite que o novo pacote de austeridade, “prometido” por Pedro Passos Coelho, vai exigir “novos sacrifícios aos portugueses”. No programa “Falar Claro”, o histórico deputado “laranja” admite essa possibilidade, esperando, no entanto, que “também venham medidas de esperança e medidas de estímulo à economia”. Já o socialista Vera Jardim, habitual comentador, fica “perplexo” com esta possibilidade de haver novas medidas de austeridade e deixa a pergunta no ar: “O que é que justificará isso?”
“Suponho eu que é o PEC5 e, porventura, haverá um PEC6. Devo dizer que estou um pouco perplexo. Não sei o que se passou exactamente em Bruxelas, mas nós temos um programa da “troika” muito pesado, a exigir muito trabalho, e agora fico perplexo que haja mais medidas”, refere. Guilherme Silva responde a Vera Jardim dizendo que o novo plano é uma forma de reforçar “a credibilidade junto dos mercados financeiros” e mostrar “que não estamos a fazer os mínimos”. O plano de Passos Coelho ainda não é conhecido, mas deve ser revelado ainda esta semana. Noutro âmbito, Vera Jardim, ex-ministro da Justiça, acha “muito difícil” que o Ministério consiga ser gerido apenas com um secretário de Estado e lembra o seu exemplo pessoal. “Eu comecei com um secretário de Estado e depois pedi ao primeiro-ministro, numa remodelação que houve, outro secretário de Estado porque o Ministério da Justiça é muito amplo”.
                                                                                                                   
IVA pode subir para alguns bens já em Julho
                                                                                                                               
Fiscalista Tiago Caiado Guerreiro considera que a medida pode ser positiva se for para estimular a criação de emprego. O Governo vai antecipar para Julho uma das medidas que constam do programa da “troika”: a revisão da lista de bens que estão no escalão mais baixo e intermédio do IVA. A notícia é avançada na edição desta terça-feira do “Diário de Noticias”. mSegundo o jornal, o Governo vai decidir até meados de Julho que produtos sobem de 6% para 13% ou 23%. Só os bens considerados essenciais vão manter a taxa reduzida. Esta será uma das medidas do já anunciado novo pacote de medidas de austeridade e pretende compensar a má execução orçamental do primeiro trimestre deste ano. Fiscalista concorda com subida do IVA se ajudar á criação de emprego. O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro considera que “isto em si não é uma medida positiva, mas se for utilizada esta receita para descer os impostos sobre o trabalho, para tentar criar mais postos de trabalho, faz todo o sentido”. Presidente da CIP defende IVA a subir, apenas se descer a TSU. Já António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, considera que “qualquer alteração, neste momento, em taxa de IVA deve ser acompanhada, na nossa perspectiva, de uma redução da Taxa Social Única”. Numa antevisão daquilo que o Governo vai decidir, o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro prevê que a energia e os produtos alimentares transformados são exemplos de bens que vão ver alterada a sua taxa de IVA.
                                                                                                                               
Estacionamento mais caro em Lisboa e dividido em escalões
                                                                                                                            
Novo tarifário da EMEL entra em vigor na segunda-feira. No escalão mais caro cada hora de estacionamento vai custar 1.60€. O novo tarifário da EMEL entra em vigor na segunda-feira (dia 4). O estacionamento pago na capital vai passar a ser dividido em três zonas – verde, amarela e vermelha – cada uma com valores diferentes. Na zona verde, uma hora custa 80 cêntimos, na amarela 1.20€ e na vermelha 1.60€. António Júlio de Almeida, presidente da EMEL, explica que o objectivo é que o novo sistema “reflicta as condições de cada zona e possa ser realmente um instrumento de gestão da oferta e da procura no mercado de estacionamento”. Cerca de dois terços dos lugares de estacionamento da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa vão pertencer à zona verde, 35% à zona amarela e 3% à zona vermelha. Neste último escalão, vai existir um limite de estacionamento de duas horas e o valor a pagar vai ser “a doer”, admite António Júlio de Almeida. O presidente da EMEL explica que a ideia é transmitir a seguinte mensagem: “páre o mínimo, liberte o espaço porque o espaço aqui é exíguo, tem outras ofertas de parque de estacionamento na zona, tem transportes públicos, liberte o espaço”.
                                                                                                                  
Provedor de Justiça recomenda mais cuidado à EMEL ao passar multas
                                                                                                                                            
Alfredo José de Sousa reconhece que a lei prevê o pagamento de coima, nos casos em que o título não esteja legível, mas sugere que isso seja esquecido quando for possível provar que o pagamento foi feito. O Provedor de Justiça recomenda à EMEL que deixe de multar os automobilistas que tenham os títulos de pagamento mal colocados, como por exemplo, aqueles que estão virados ao contrário ou caídos no chão. Desde que consigam provar que pagaram, os automobilistas não devem ser multados, diz a recomendação de Alfredo José de Sousa agora enviada à administração da empresa. O Provedor reconhece que a lei prevê o pagamento de coima, nos casos em que o título não esteja legível, mas sugere que isso seja esquecido quando for possível provar que o pagamento foi feito. Até porque, acrescenta o Provedor de Justiça, sempre que há reclamações, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária tem mandado arquivar as contra-ordenações.
                                                                                                    
Forças Armadas vão sofrer corte de 10% nos efectivos
                                                                                                                                
O único limite, bem expresso, é que a capacidade operacional não seja afectada. “Racionalizar” é a palavra que mais aparece no Programa do Governo para a área da Defesa. As Forças Armadas vão sofrer um corte de 10% nos efectivos militares e outras mudanças, que visam aproveitar melhor os recursos existentes. No documento apresentado estão traçadas as linhas que o Executivo quer seguir para resolver os problemas que têm surgido e que chegaram a pôr em causa o pagamento de salários. Ao todo, são 18 medidas, que passam por “racionalizar” os recursos humanos, privilegiando sempre a componente operacional, mas também “racionalizar” e optimizar a estrutura orgânica do Ministério da Defesa Nacional, liderado por Pedro Aguiar-Branco, e a Estrutura Superior das Forças Armadas, apostando na coordenação e na exploração das sinergias entre ambos. A “racionalização” da despesa militar passa, nomeadamente, pela melhor articulação entre os seus ramos, o que pressupõe um corte nos custos gerais e nos efectivos militares dos actuais 40 mil militares para os 30 mil. Antecipa ainda a concretização da reforma iniciada pelo anterior Governo no que respeita à saúde militar e anuncia mais cortes, designadamente no plano da desactivação de "unidades e sistemas de armas não essenciais".
Reestruturar as indústrias de defesa é outra indicação do Programa de Governo e proceder à revisão da Lei de Programação Militar, adaptando-a aos constrangimentos da actual situação económica e financeira. A "prioridade das questões relacionadas com o Mar" é também sublinhada no documento, além do aprofundamento da "participação activa do nosso país em missões internacionais de carácter humanitário e de manutenção da paz". Isto, além da necessidade de melhor coordenação com as estruturas dependentes do Ministério da Administração Interna. Os constrangimentos orçamentais obrigam a mudanças que, na opinião do antigo chefe de Estado Maior da Armada Melo Gomes devem ser mais abrangentes. Em declarações, o almirante sugere mesmo um conceito de segurança nacional. O Programa de Governo foi apresentado ontem à tarde no Parlamento. A discussão está marcada para quinta e sexta-feira.
                                                                                          
Governo abre a porta aos privados na água, saneamento e resíduos
                                                                                                        
Programa de Governo abre aos privados todo o sistema de tratamento de lixos urbanos da Empresa Geral de Fomento, composto por 12 sistemas multimunicipais que cobrem 60% da população portuguesa, distribuída por 168 municípios. Sem surpresa, o Governo prevê a entrada de privados no abastecimento de água e saneamento básico. Mas tal como no programa do PSD, é uma abertura a privados que se estende ao sector dos resíduos. O Governo quer privatizar o sector dos resíduos da Águas de Portugal, ou seja, abre-se a porta dos privados a todo o sistema de tratamento de lixos urbanos da Empresa Geral de Fomento, composto por 12 sistemas multimunicipais que cobrem 60% da população portuguesa, distribuída por 168 municípios. É uma das empresas da Águas de Portugal, a holding que já foi dirigida por Mário Lino e que apresentou no ano passado os maiores lucros de sempre, olhando para os 17 anos que a empresa já tem.
O programa de Governo pouco concretiza face ao programa eleitoral do PSD, pelo contrário, reduz quase todos os parágrafos a metade e, por isso, pouco detalha sobre medidas como a revisão dos impostos ambientais ou do défice tarifário na água. O Governo promete criar um plano para o uso eficiente da água, definindo metas de redução de consumo para todos os sectores, o que deve abranger a agricultura, onde se perde a maior fatia de água em Portugal. O Governo dispõe-se a combater as alterações climáticas por mitigação de emissões e anuncia uma nova estratégia para a conservação da natureza e biodiversidade. Nos lixos perigosos, a proposta é optimizar o tratamento que está a ser desenvolvido nos CIRVER. Nos solos, o Governo quer avançar com uma nova Lei e definir programas para tentar resolver a contaminação provocada pela actividade industrial em muitos pontos do país.
                                                                                          
Confiança dos consumidores portugueses perto do mínimo histórico
                                                                                                                   
Famílias esperam mais dificuldades financeiras e temem o desemprego. A confiança dos consumidores portugueses caiu pelo terceiro mês consecutivo e está agora perto do seu mínimo histórico. Também o clima económico voltou a piorar em Junho. De acordo com os inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de clima económico sofreu um agravamento para os 2,2 pontos negativos em Junho, face aos 2,0 negativos registados em Maio. A explicação para este recuo prende-se com a evolução negativa de todos os indicadores de confiança sectoriais, com excepção dos serviços. Quanto à confiança dos consumidores, segue pelo terceiro mês consecutivo a piorar, atingindo os 50, 7 pontos negativos no mês passado. O INE diz que este resultado se prende com o piorar das expectativas dos inquiridos no que respeita à situação financeira do lar nos próximos 12 meses.
                                                                                                      
Profissionais de segurança fazem diagnóstico para entregar ao Governo
                                                                                                      
As dificuldades no terreno, na partilha de informação e a coordenação entre as diversas forças e serviços de segurança são alguns dos pontos a abordar. A comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, de que fazem parte a PSP, a GNR, a Polícia Marítima, os Guardas Prisionais, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Agência de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), faz hoje um levantamento das questões que envolvem a segurança interna e pública do país, com o objectivo de entregar um diagnóstico da situação ao Governo. A CCP integra os sindicatos e associações mais representativas do sector da segurança interna. As dificuldades no terreno, na partilha de informação e a coordenação entre as diversas forças e serviços de segurança são alguns dos pontos que devem ser abordados no documento que sair da reunião de hoje e que vai ser entregue aos Ministérios da Administração Interna, da Defesa e da Economia. O objectivo agora é apenas fazer um diagnóstico, mais tarde, caso o Governo o entenda, a CCP poderá apresentar propostas para melhorar a segurança interna e pública no país. Os sindicatos e associações dos serviços e forças de segurança estão disponíveis, para encontrar soluções "sem envolver grandes verbas", garante o secretário nacional da CCP, Paulo Rodrigues, também presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP). A CCP é constituída pela Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), Associação Sócio-profissional da Polícia Marítima (ASPPM), Sindicato Nacional dos Guardas Prisionais (SNGP), Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF) e Associação Sindical dos Funcionais da ASAE.
                                                                                                      
GNR sem dinheiro para reparar viaturas, alerta sindicato
                                                                                                                        
Comando Geral da GNR diz que aquela força de segurança "tem exercido uma forte contenção orçamental, mas, até ao momento, tem conseguido cumprir as suas obrigações ao nível operacional". Os comandos territoriais da GNR estão com dificuldades financeiras e sem dinheiro para reparar viaturas e há destacamentos com mais de metade dos parques automóveis "inoperacionais", denunciou hoje a Associação Sócio-profissional Independente da Guarda (ASPIG/GNR). Devido aos "cortes orçamentais", o Comando Geral da GNR vive "dificuldades financeiras imensas" e "não tem dinheiro para dar aos comandos territoriais", que atravessam "dificuldades muito para lá do normal", disse hoje à Agência Lusa o presidente da ASPIG/GNR, José Alho. Segundo o responsável, devido à "falta de dinheiro" para reparar viaturas, "há destacamentos, essencialmente de trânsito", com "mais de 50%" dos seus parques automóveis "inoperacionais". Confrontado pela Lusa com as denúncias da ASPIG/GNR, o Comando Geral da GNR, através do oficial de relações públicas, o major Henrique Armindo, disse que "a GNR tem exercido uma forte contenção orçamental, mas, até ao momento, tem conseguido cumprir as suas obrigações ao nível operacional".
Contudo, José Alho apontou o caso do destacamento de trânsito do Comando Territorial de Beja da GNR, que "tem oito viaturas avariadas num total de 15" usadas para operações de fiscalização de trânsito nas estradas do distrito. "As viaturas estão velhas, vão ficando inoperacionais e não há dinheiro para as manter e mandar reparar", explicou. O "problema" no destacamento de trânsito de Beja da GNR "é apenas uma ponta do iceberg ou uma gota de água num oceano enorme" e "um exemplo transversal a todos os comandos e valências (territorial, trânsito e fiscal)" da GNR a nível nacional, frisou. Além da falta de verbas para reparar viaturas, "também não há dinheiro para o combustível das que estão operacionais", disse José Alho, referindo que "muitas" viaturas de "muitos destacamentos" das áreas fiscal, territorial e de trânsito estão "retidas nos quartéis, porque já gastaram os plafonds" disponíveis de combustível e, devido às "restrições" nas rondas, "só saem em caso de serviços específicos ou emergência". "A sinistralidade rodoviária e a segurança das populações não se compadecem com isto", disse José Alho, que espera que, após a tomada de posse dos secretários de Estado, o novo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, "se reúna imediatamente com as associações" representativas da GNR e "tente resolver este problema gravíssimo".
                                                                                                                              
MAI quer acabar com duplicações de objectivos, missões e intervenções
                                                                                                                            
Programa de Governo não concretiza junção de polícias. Na área da Administração Interna a versão final do programa do Governo é bastante menos objectiva do que a proposta inicialmente elaborada pelo PSD. Medidas como a junção de forças de segurança numa Polícia Nacional (com três valências que agregaria a Polícia Judiciária, a PSP e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), juntar num mesmo organismo a Autoridade de Protecção Civil, o INEM e a Comissão do Planeamento Civil de Emergência – organismo que passaria para a tutela do Ministério da Defesa e a proposta de fusão das duas secretas – SIS e SIED juntos num único serviço - não estão agora claramente assumidas. O que está escrito é que é preciso acabar com incertezas e duplicações de objectivos, missões e intervenções, que é preciso olhar para a área de forma integrada, sem desperdiçar recursos, reforçando a partilha de informação e deixando de funcionar numa lógica de compartimentos estanques. Mais concretas encontram-se duas medidas: O Ministério agora liderado por Miguel Macedo propõe-se alterar a Lei de Programação de Instalações e Equipamentos das Forças de Segurança e cumprir o memorando assinado com a “troika” concretizando a reforma do sistema de saúde das forças polícias. Programa de Governo foi apresentado esta tarde no Parlamento. A discussão está marcada para quinta e sexta-feira.
                                                                                                                            
PJ detém dois funcionários das Finanças
                                                                                                                    
Suspeitos propunham soluções ilícitas para problemas fiscais dos contribuintes. A Polícia Judiciária deteve hoje dois funcionários das Finanças por suspeita de corrupção. Um deles é um jurista colocado nos serviços regionais do Porto e o outro é funcionário da repartição de Penafiel. No primeiro caso, o detido propunha soluções ilícitas para problemas fiscais dos contribuintes, essencialmente relacionados com execuções fiscais, conseguindo com isso obter avultadas quantias, que variavam entre os 2 mil e os 6 mil euros por cada caso resolvido. Em vários casos, este arguido principal contou com a ajuda do funcionário de Penafiel, para a alteração informática de dados fiscais. Depois de vários meses de investigações, a Judiciária deu hoje cumprimento aos mandados do Ministério Público e realizou três buscas – duas delas dentro das respectivas instalações das Finanças.
                                                                                                                              
Assaltantes explodiram nova caixa de multibanco em Setúbal
                                                                                                                                   
Foi utilizada uma "garrafa de gás" para rebentar a estrutura. Um método que tem vindo a ser utilizado com maior frequência neste tipo de assaltos, que ascendem já a dez nos últimos dois meses. Uma caixa de multibanco foi assaltada com recurso a explosão, esta madrugada na cidade de Setúbal, pelas 04h45. O assalto ocorreu na Av. Infante Dom Henrique, num multibanco do banco Santander, instalado num estabelecimento comercial. A explosão "provocou elevados danos materiais", mas os assaltantes "não conseguiram chegar ao cofre com o dinheiro", disse à Lusa fonte da Direcção Nacional da Policia de Segurança Pública (PSP). Os assaltantes utilizaram o "mesmo modus operandi" que "ultimamente tem sido utilizado para rebentarem com as caixas de multibanco", acrescentou a fonte da PSP, pelo que a ocorrência "passou para a tutela da Policia Judiciária". Foi usada uma "garrafa de gás", com recurso a uma bateria utilizada como fonte de ignição, para provocar o rebentamento. O alerta foi dado por populares, que acordaram com o barulho da explosão, e ligaram às autoridades.
                                                                                 
Morreu o jovem cantor e actor Angélico
                                                                                                                                
O óbito de Angélico foi confirmado pelo Hospital de Santo António, no Porto, onde cantor se encontrava internado. O cantor e actor Angélico Vieira morreu hoje em consequência das graves lesões provocadas pelo acidente de viação de que foi vítima, anunciou hoje o Hospital de Santo António, no Porto. António Barros, relações públicas do Centro Hospitalar do Porto, leu para a Renascença o comunicado emitido esta noite. O óbito foi declarado após a confirmação do estado de morte cerebral. "Sandro Milton Angélico Vieira faleceu hoje em consequência das graves lesões provocadas pelo acidente de viação de que foi vítima. O óbito foi declarado após a confirmação do estado de morte cerebral", explica António Barros. O estado de saúde do cantor e actor, de 28 anos, havia piorado nas últimas horas, na sequência do grave acidente de viação que sofreu no sábado. Na sequência do acidente ocorrido na auto-estrada A1, no sentido Porto-Lisboa, junto à saída para Estarreja, Angélico sofreu um traumatismo crânio-encefálico "muito grave". O jovem, que foi submetido a uma cirurgia naquela unidade hospitalar depois do acidente, esteve ligado a um sistema de suporte de vida, que acabou por ser hoje à tarde desligado, depois de os médicos terem declarado a sua morte cerebral.
Sandro Milton Angélico Vieira, nascido em Lisboa em 31 de Dezembro de 1982, trabalhava como modelo e estudava gestão de empresas quando, aos 21 anos, foi escolhido para representar o papel de David na série televisiva "Morangos com Açúcar". Paralelamente, Angélico ganhou notoriedade como vocalista da "boys band" D'Zrt, que, após três anos de sucessos, se desfez. Em declarações à agência Lusa no dia do acidente, fonte da GNR afirmou que o acidente foi causado pelo rebentamento do pneu esquerdo da frente do automóvel conduzido pelo antigo vocalista dos D'Zrt. "O carro bateu no separador lateral e o condutor, Angélico, e outros dois ocupantes foram projetados, pelo que, em princípio, não teriam cinto de segurança", afirmou a fonte, acrescentando que a vítima mortal foi atingida por um outro automóvel que seguia atrás. O único ocupante que não foi projectado era um homem que seguia ao lado do condutor e teve ferimentos ligeiros, referiu o responsável da GNR. Atrás seguiam outro homem, que foi atropelado mortalmente, e uma mulher, que sofreu ferimentos graves e está internada na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Santo António. Desde que entrou no hospital, muitos foram os familiares e amigos que se deslocaram ao Santo António.