Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

As armas do crime

Sabe o que os seus filhos andam a fazer na internet?


Já viu as fotos que os seus filhos têm nas redes sociais? Sabe com quem falam na net?

Provavelmente não sabe.
84,1% dos pais pensam que os filhos estão a estudar na internet – quando afinal estão nos chats. Se tem dúvidas, confira. E considere que estes conselhos são para os pais menos atentos.

Controlo parental: accione o software de controlo parental e bloqueie sites ou conteúdos indesejados. O Windows tem estes programas por defeito e há mais na internet. Mas saiba que também há desbloqueadores fáceis de encontrar no Google. Verifique com regularidade se os filtros estão activos.
Conhecer: sabe o que o seu filho faz na internet ou pensa que sabe? Um estudo do Projecto EU Kids Online, de 2008, concluiu que os pais portugueses são os que menos conhecem o que os filhos fazem online. Quando dizem que estão a estudar é possível que estejam no YouTube. 84,1% dos pais acreditam, mas eles estão nos chats.
Ensinar: a máxima “não fales com desconhecidos” é velha mas continua a servir. Às vezes os miúdos não entendem que publicar fotos à porta de casa constitui um risco, por isso os pais devem dar essas dicas desde cedo. Não é proibir, é explicar porque não se deve dar o número de telemóvel.
Ficar alerta: mudanças súbitas no comportamento ou na aparência indiciam problemas e é provável que venham na internet. Às vezes é só uma fase, outras vezes é um homem de 25 anos que corteja uma adolescente de 13 e a incita a pintar os lábios de vermelho. Ou um caso sério de cyberbullying.
Falar: há pais que compram um computador para os filhos e nunca perguntam mais nada. Não seja um destes pais. Manter as linhas de comunicação abertas parece conversa de panfleto mas é importante.
Ver: quando se trata de crianças ou pré-adolescentes, os especialistas avisam que o computador deve estar na sala e não no quarto. Há poucos motivos para que um miúdo de dez anos exija privacidade total quando navega na internet. Ou então não se esqueça de ver os relatórios do controlo parental.
Limitar: tal como não é razoável deixar crianças ver cinco horas seguidas de televisão, também não é deixá-las usar a internet a tarde toda. É aconselhável negociar um limite diário de uso e garantir que é cumprido. Nenhum bem pode advir quando uma criança se senta horas a fio à frente de um computador.
Atenção aos telemóveis: não serve de muito proibir a internet se o seu filho tem um telemóvel com acesso ilimitado. Tudo o que se vê num computador está disponível através do telemóvel; ou da consola. Os filhos mentem por medo ou respeito com facilidade e podem estar a contornar as suas regras sem que se aperceba.

Os rsicos que eles correm... mesmo quando acham que não


Fotos roubadas: ser uma estrela do Hi5 pode ser muito atractivo, mas publicar fotos em biquíni ou com a língua de fora numa garrafa de vodka vai atrair as pessoas erradas. Essas fotos podem ir parar a sites de pornografia e suscitar a atenção de terceiros com tudo menos boas intenções.
Ser enganado: é o amigo da mãe que precisa do número de telemóvel, o rapaz engraçado que quer ir beber café, a miúda que tem uma consola novinha em folha para vender. A hipótese de ser enganado na net é tão alta que a regra deve ser desconfiar. Todos mentem na net.
Cyberbullying: o perfil era um sucesso, mas de repente começaram a chover comentários maus. Chamam nomes, ameaçam, insistem. A melhor maneira de lidar com isso é não responder, NUNCA. Alinhar no jogo só piora a situação, garantem os especialistas.
Cair em armadilha: escrever o nome da escola em que andam? Nem sequer o nome verdadeiro deve estar no Hi5 e no Facebook. O que impede alguém de esperar na porta da escola? Ou de saber tanta informação sobre uma criança que pode passar por seu tio na recepção?
Dar cabo do pc: ele tem um antivírus e mesmo assim aceita o pedido de amizade de um desconhecido no Facebook, que envia links estranhos? Cuidado também com os jogos do Facebook e os atalhos. Nunca se sabe o que vai entrar pela porta de trás do computador.
Ser humilhado: enviar um MMS com fotos em roupa interior pode não ser boa ideia, mesmo que a paixão seja grande. No dia seguinte, essa foto pode estar no telemóvel de toda a gente na escola. E ir parar ao mural do teu pior inimigo no Facebook. Uma vez na internet, não há nada a fazer.
Pôr os pais em risco: se calhar o joão12 não tem 12 anos e não quer saber de ti para nada. Quer é saber quando é que os teus pais estão fora e se costumam dar a volta à chave quando vão passear o cão. Ou se têm dinheiro para te comprar uma PS3 e um iPhone pelos anos. Porquê? Talvez lhes façam uma visita.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Será o «Magalhães» o «Santo Graal»?

Cimeira ibero-americana teve «momento promocional à portuga»

Sócrates usou a sua primeira intervenção para promover um computador para crianças

Não é o «Cálice de Cristo», mas o efeito neste Governo poderá ser similar, pela figura central e irradiadora que se tornou o computador «Magalhães». Os olhos de Sócrates brilham, os autarcas elogiam o arrojo, a empresa americana que os vende salienta «o caso português» e as crianças já só pensam em ir à Internet. Será o «Magalhães» o «Santo Graal»?

O primeiro-ministro, José Sócrates, fez da sua primeira intervenção na Cimeira Ibero-Americana «um momento de promoção» do computador Magalhães, presente na mesa de trabalho dos 22 Chefes de Estado e de Governo, a quem foram oferecidos. Durante mais de cinco minutos, Sócrates apresentou o Magalhães como sendo «o primeiro grande computador ibero-americano», dizendo mesmo que é uma «espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos. Não há um computador mais ibero-americano do que este, desde logo porque se chama Magalhães - e não há nome mais ibero-americano do que Magalhães», disse, acrescentando que todos os seus assessores usam diariamente o Magalhães para o seu trabalho.
«Não precisam de mais nada», reforçou, acrescentando que o Magalhães é um «computador de última geração», dotado de um processador da Intel, construído em Portugal e que está a ser distribuído nas escolas do ensino básico em Portugal. «Foi pensado para as crianças e por isso é resistente ao choque. O Presidente Chávez já o atirou ao chão e não o conseguiu partir», disse Sócrates, arrancando sorrisos dos Chefes de Estado e do Governo.

«Magalhães» para todos

Enquanto Sócrates discursava, governantes como Evo Morales, da Bolívia, e até o anfitrião António Saca aproveitavam a rede «wirelless» do palácio da Cimeira para navegar na Internet usando o Magalhães.
Saca foi mesmo mais longe e, depois de agradecer a oferta do Magalhães, que esteve sempre em primeiro plano na transmissão televisiva para a América Latina, prometeu comparecer na Cimeira de 2009, em Portugal, usando o pequeno computador como instrumento de trabalho.
Também Filipe Calderon, presidente do México, destacou a importância de projectos como o «Magalhães» na formação e educação dos jovens, referindo que o acesso à educação e às novas tecnologias na América Latina continua a ser muito baixo entre os jovens.
O «momento de promoção», como lhe chamou Sócrates, durou quase seis minutos e serviu de ligação à mensagem central do discurso do primeiro-ministro: a ideia de que «só a educação permite o sucesso económico. O investimento em educação é aquele que pode oferecer um maior retorno, uma maior igualdade de oportunidades aos jovens e ser um trunfo importante de inclusão e participação na vida democrática», reforçou.

«Magalhães», um computador pouco português

Apresentado com pompa e circunstância por José Sócrates, trata-se de um produto totalmente idealizado pela Intel. Foi anunciado como o primeiro computador português, mas não é bem assim. O Magalhães é originalmente o Classmate PC, produto concebido pela Intel no sector dos NetBooks, que surge em reacção ao OLPC XO-1, que foi idealizado por Nicholas Negroponte.
Será, no fundo, um computador montado em Portugal, mais propriamente pela empresa JP Sá Couto, em Matosinhos. Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.
Este computador ultraportátil já está à venda em vários países, inclusivamente o Brasil, mas nem sempre é conhecido pelo mesmo nome. A ideia não é portuguesa, mas irá dar postos de trabalho na montagem dos componentes. Também permitirá manter bem viva a acção das empresas de comunicações, que irão fazer mais alguns milhares de contratos de acesso a Internet. São 500 mil portáteis disponíveis para as crianças dos seis aos dez anos. Um agrado para os mais novos, que com certeza também satisfará os pais.
Na Indonésia o «Magalhães» é conhecido pelo nome de «Anoa», na Índia é o Mileap-X series, na Itália é o Jumpc e o no Brasil é conhecido por Mobo Kids. O Governo do Vietname percebeu o sucesso da oferta e já o colocou nas escolas a preço reduzido. Uma ideia agora adoptada por José Sócrates.

Na mira da exportação

José Sócrates pretende exportar este produto, se possível para a América Latina, África ou Europa, mas isso só será possível depois da concepção para Portugal. Segundo Craig Barrett, presidente do Conselho de Administração da Intel, em declarações à SIC, existem outros países interessados em montar o Classmate PC no seu país, como acontece no México e no Brasil. Isto sabendo que a Intel já tem uma fábrica na Irlanda.
Quanto a investimento, não há dúvida: «A Intel não gastou nada, contribuirá com o conhecimento». O dinheiro saiu todo do lado português, com a intenção de vir a potenciar a fábrica de Matosinhos, sendo que no início apenas 30 por cento da tecnologia incorporada é nacional mas até final do ano será 100%, tirando o microprocessador da Intel.
Aliás, ao contrário da pompa e circunstância difundida pelo Governo, a notícia teve um outro impacto a nível internacional, sendo considerado um grande negócio para a Intel na guerra pela liderança no mercado dos Netbooks com a rival OLPC (One Laptop Per Child - Um Computador Por Criança).
Segundo a porta-voz da empresa, Agnes Kwan, para além da maior venda de sempre destes computadores, a Intel passará a ter direito de conselheira tecnológica do Ministro Mário Lino, que está a liderar o programa. A mesma porta-voz diz que estes computadores (Classmate PC) já estão presentes em mais de 30 países, relata a agência Associated Press.