Liberdade e o Direito de Expressão

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

E assim vão os portugueses...

Os gloriosos malucos da Ilha dos gatos sem cauda
                                                                                                                  
Desde segunda-feira, dezenas pilotos e respectivas motos, nas quatro categorias em prova, entre eles está um português. Chama-se Luís Carreira. É algarvio, de Albufeira, e tem 34 anos.
                                        
É já no sábado que tem início a edição de 2011 daquela que é considerada a maior corrida de motos do mundo. A mais antiga, a mais perigosa e a mais longa. Desde 1904 que o circuito desenhado nas ruas da Ilha de Man, no Mar da Irlanda, com cerca de 80 mil habitantes, recebe pilotos dispostos a arriscar a vida para percorrer os pouco mais de 60 quilómetros por cada volta, a velocidades médias de 200 quilómetros por hora. Os mais rápidos chegam a atingir, em algumas partes do traçado, os 300 quilómetros por hora. O actual circuito, que este ano celebra o seu centenário, atravessa pequenas cidades, sobe montanhas e interrompe o sossego dos campos. Praticamente dá a volta à pequena ilha, que tem cerca de 572 quilómetros quadrados. As ruas e estradas, que durante o dia são utilizadas pelos mais vulgares veículos de locomoção, “viram” uma pista de corridas ao final da tarde, com homens e máquinas a terem de se desviar dos passeios, dos muros, das placas de sinalização, dos postes de electricidade e das sarjetas.
Treinos em curso: Desde segunda-feira, dezenas pilotos e respectivas motos, nas quatro categorias em prova - Superbike, Superstock, Supersport e Sidecar - cumprem a semana de treinos livres e oficias da Isle of Man TT (Tourist Trophy). As provas oficiais começam sábado e prolongam-se até sexta-feira, dia 10 de Junho. Entre eles está um português. Chama-se Luís Carreira. É algarvio, de Albufeira, e tem 34 anos. Disputa três das quatro categorias (Superbike, Superstock e Supersport) e, nos treinos já efectuados, não deixou os seus “créditos por mãos alheias”. No primeiro treino de qualificação fez o melhor tempo nas Supersport, “em cima” de uma Yamaha R6. No segundo treino, fez o sexto tempo das Supersport e também o sexto nas Superstock, aos comandos de uma Kawasaki ZX10. Foi a experiência que este motard português tem de provas em estrada (caso do Grande Prémio de Macau) que levou a organização do TT da Ilha de Man a convidá-lo para participar na prova, em 2011 pelo terceiro ano consecutivo.
O futuro: “O objectivo sempre foi fazer o TT durante três ou quatro anos. Porque eles dizem que é o tempo que normalmente um piloto demora a conseguir decorar o circuito e a conseguir resultados mais expressivos”, explica Luís Carreira ao Página1. Com uma equipa nova, a CD Racing, da Irlanda do Norte, Carreira espera, este ano, “conseguir corresponder ao que foi previsto pela organização”. “O primeiro ano correu bastante bem, consegui ser o melhor newcomer. No segundo ano, consegui aumentar a minha média. Este ano, espero andar nos dez primeiros”, afirma, revelando que tem uma vantagem: “Já decorei o circuito!”. “Isso foi uma coisa que me perguntaram logo no primeiro ano. Como é que um português tinha chegado ali e tinha conseguido decorar o circuito. Eu trabalhei bastante e o meu segredo foi mesmo esse. Vi muitos DVDs, joguei muito com a Playstation - hoje em dia dá uma certa ajuda - e todos os dias em que nós treinávamos ao final do dia, no outro dia de manhã voltava a andar no circuito de carro, tentava dividir o circuito por secções e consegui, logo no final do primeiro ano, fechar os olhos e fazer o circuito”.
Prova com características únicas: Para Luís Carreira esta é um prova com “características diferentes das dos outros circuitos ditos ‘normais’”, desde logo porque tem “244 curvas”, nas quais “as condições de segurança nem sempre estão garantidas”. Mas não só. Também porque os pilotos “atravessam várias condições climatéricas. Passam por uma zona, que é dentro da cidade, onde normalmente está bom tempo. Depois, passamos na montanha, que é o ponto mais alto, onde, por norma, está nevoeiro, ou mesmo a chover”.
O ambiente em redor da prova “é fantástico”, porque “as pessoas vivem a corrida muito de perto. Estão em contacto com os pilotos e muito junto ao circuito”. De ano para ano, os hotéis da pequena ilha ficam lotados e é muito difícil fazer reservas, porque a taxa de ocupação é enorme durante o evento. “Tudo o que é hotéis e casas para alugar esgota com grande facilidade e, por norma, são sempre as mesmas pessoas que costumam ir lá todos os anos”, mas com excepções: “Em Portugal, muitas pessoas não conheciam a Ilha de Man, mas com a minha presença lá, cada vez há mais pessoas interessadas em acompanhar”. Como o circuito atravessa pequenas cidades, a prova é acompanhada de forma, também ela, particular pelo público: ”Passamos em certas zonas em que há pubs e olhamos para os lados e vemos as pessoas a beber e a comer e, ao mesmo tempo, a ver-nos a andar”.
O “reino” dos Dunlop: Com tantos anos de existência, a prova vive muito dos nomes do passado. O maior desse nomes é o de Joey Dunlop, o terceiro maior desportista de sempre da Irlanda do Norte, um piloto que venceu 26 vezes na Ilha de Man que hoje em dia ostenta, orgulhosa, uma estátua em memória do piloto já falecido. Joey tinha um irmão - Robert Dunlop - e que também ganhou ali muitas vezes. “Agora são os filhos do Robert Dunlop”, que voltam a correr na Ilha de Man este ano, “que acabam por ser as estrelas. Esta é a família mais destacada e que todas as pessoas acompanham. Não há quem não conheça a família Dunlop”, sublinha Luís Carreira.
Falta de segurança coloca prova em risco: O próprio Mundial de motociclismo passava pelo TT da Ilha de Man, até os pilotos boicotarem o circuito, devido à falta de condições de segurança. Hoje em dia, já não faz parte do Mundial. Em ano de centenário do actual circuito, a organização procurou convidar mais pilotos estrangeiros, para provar que o circuito não é assim tão perigoso. No entanto, os número falam por si: 231 pilotos já morreram durante as provas, que têm uma média de duas mortes por ano. O Ilha de Man TT está, por isso, efectivamente em risco. “Há muita gente que quer que o TT continue, mas também há muita gente que é contra e tentam que este tipo de corridas acabe”, conclui Luís Carreira, que reconhece ter ficado surpreendido quando viu, pela primeira vez, aquele que é um dos símbolos da ilha: os gatos sem cauda. A espécie é exclusiva da Ilha de Man e bem tratada pelos seus orgulhosos habitantes, que a eternizaram na moeda que circula no território. Para além das motos, os animais conhecidos como Manx, são, reconhecidamente, uma das principais razões para os turistas escolherem a ilha, não resistindo ao apelo dos gatos sem cauda.
                                                                                                              
Direcção-Geral da Saúde admite três casos suspeitos de E.coli
                                                                                                                
Trata-se de três pessoas que regressaram recentemente da Alemanha. Três pessoas estão a realizar exames em unidades de saúde portuguesas por apresentarem sintomas que podem indiciar efeitos da bactéria E.coli. A informação foi confirmada junto da Direcção-Geral da Saúde (DGS). A DGS pouco mais revela sobre os três casos, a não ser que "não está particularmente preocupada". Sabe-se apenas que as três pessoas em causa regressaram recentemente da Alemanha. Os primeiros testes a pepinos deram negativo. As análises realizadas às primeiras amostras dos pepinos recolhidos pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) deram negativo. Os resultados dizem apenas respeito a duas amostras que a ASAE recolheu e analisou no seu laboratório. Por conhecer estão ainda os resultados da esmagadora maioria dos produtos apreendidos. Além do trabalho que tem sido realizado pela ASAE, também o Instituto Ricardo Jorge está desde ontem a analisar algumas dezenas de amostras de legumes, não só pepinos, mas também alfaces, curgetes e pimentos.
Esse trabalho está a ser executado nas instalações do Porto, através do departamento de Alimentação e Nutrição, e deve demorar ainda 10 dias úteis até que se conheçam os resultados. Margarida Saraiva, responsável por esse departamento, explica que as bactérias “têm um processo de reprodução muito elevado". "Por isso, a possibilidade de haver mutações é muito grande e deve ter ocorrido alguma mutação que fez com que a bactéria ficasse mais mortífera, mais letal para os humanos”. Esta bactéria não sobrevive nos alimentos cozinhados a uma determinada temperatura, por isso, os crus devem ser bem lavados. Uma pessoa só é contaminada ingerindo um alimento que tenha esta bactéria ou mexendo em utensílios contaminados usados por alguém doente, daí a importância das boas práticas de higiene que previnem a contaminação.
                                                                                                               
Portugal com risco "muito baixo" de infecção por E.coli
                                                                                                                    
Surto infeccioso da bactéria Escherichia coli (E.coli) detectado na Alemanha, na semana passada, já fez 18 vítimas mortais. A Direcção-Geral da Saúde (DGS) sublinha que a infecção causada pela E. coli é um problema circunscrito ao norte da Alemanha. Por esse motivo, Francisco George considera que o risco é reduzido em Portugal. “No que respeita a Portugal, o risco é muito baixo, muito pequeno. [O risco está] sobretudo relacionado com aqueles que tenham viajado recentemente para a Alemanha e que estejam de regresso”, explica o director-geral de saúde, Francisco George. A estes cidadãos, a DGS recomenda que, perante sintomas de infecção intestinal, procurem os serviços de saúde. Por outro lado, o responsável diz que as autoridades alemãs têm o dever de informar os cidadãos e os outros países europeus sobre a investigação que estão a desenvolver.
“Há explicações a dar, não só aos cidadãos, na perspectiva de eles saberem quais são as medidas de protecção que estão a ser tomadas, mas também aos outros colegas da União Europeia e à comunidade científica, que tem que conhecer o desenvolvimentos destes trabalhos”, sublinha. Até agora, não surgiu qualquer caso suspeito em Portugal. Se isso acontecer, garante a ministra da Saúde, os serviços estão preparados. “Todos os serviços de saúde estão informados sobre o que é preciso fazer ao menor sintoma para poderem identificar precocemente”, diz Ana Jorge, à margem do congresso da Ordem dos Enfermeiros que decorre em Lisboa. O surto infeccioso da bactéria Escherichia coli (E.coli) foi detectado na Alemanha, na semana passada, e já provocou 18 mortos e afectou milhares de pessoas. Apesar das autoridades terem inicialmente atribuído a origem do surto a pepinos espanhóis, a hipótese foi posteriormente desmentida e continua por desvendar a origem da infecção.
                                                                                                                              
Ministro das Obras Públicas pede desconvocação da greve na TAP
                                                                                                                     
António Mendonça afirmou ser incompreensível a postura dos trabalhadores, “sobretudo tendo em conta a importância da TAP nesta época de turismo em que os prejuízos são muito grandes”. O ministro das Obras Públicas pediu ao sindicato do pessoal de cabine da TAP que desconvoque a greve que agendou. Confrontado esta tarde com os primeiros dias de greve marcados, cinco em Junho e outros cinco em Julho, António Mendonça considera a greve incompreensível e apelou à sua desconvocação.
“Só se justifica dizer uma coisa nesta altura. É pedir ao sindicato do pessoal da aviação civil que retire o pré-aviso de greve. Acho que ninguém compreende. O país não compreende que, na situação actual, com as dificuldades que o país está a atravessar, que haja a apresentação de uma greve”, observou o ministro das Obras Públicas. “Sobretudo”, afirmou António Mendonça, “tendo em conta a importância da TAP nesta época de turismo em que, naturalmente, os prejuízos são muito grandes”. Entretanto, a situação mantém-se num impasse que nem o encontro desta tarde entre o presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, e algumas dezenas de trabalhadores conseguiu alterar. Não resultou da reunião qualquer sinal de recuo por parte dos sindicatos.
                                                                                                                                        
Confederação do Turismo pede desmarcação das greves na TAP
                                                                                                                    
Segundo a transportadora aérea, este dias de paragem podem custar 50 milhões de euros à empresa. A Confederação do Turismo Português (CTP) apelou hoje ao “bom senso” e “sentido de responsabilidade” no conflito entre a administração da TAP e os tripulantes de cabine. Pede por isso a desmarcação das greves marcadas para Junho e Julho, porque vão provocar “graves prejuízos” para o sector do turismo. A CTP lembra que os dois períodos de greve anunciados – cinco dias em Junho e outros cinco em Julho – vão provocar também “prejuízos incalculáveis” na economia portuguesa, o que considera “inadmissível” no momento que o país atravessa e na época do ano em que ocorrem. “Sem formulação de juízos sobre os argumentos que estão em causa, a CTP não pode deixar de salientar que exigências desmedidas no momento actual só podem implicar o agravamento da situação de Portugal e de todos os portugueses, como facilmente se alcança”, acrescenta a confederação.
A confederação alerta para o facto de a realização de dois períodos de greves no Verão “provocar no sector graves consequências, sobretudo numa altura em que todos nos devemos concentrar em ajudar o país a recuperar da grave crise económica em que se encontra”.
TAP e trabalhadores reunidos: Esta tarde, o presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, reúne-se com os trabalhadores da companhia para explicar a situação da empresa no contexto do pré-aviso de greve de 10 dias dos tripulantes de cabine. O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) anunciou na terça-feira uma greve para 18, 19, 20, 25 e 26 de Junho e 1, 8, 15, 22 e 29 de Julho, em protesto contra a decisão da administração da TAP reduzir um elemento por tripulação. O presidente da TAP disse na quarta-feira, em conferência de imprensa, que os 10 dias de greve podem provocar perdas de 50 milhões de euros, levar ao cancelamento de 1.500 voos e afectar 350 mil passageiros.
                                                                                                                                            
Amanhã, sexta há greve. Comboios começam a parar às 5h00
                                                                                                                          
Até às 8h00, não há circulação de suburbanos. À tarde, a paralisação afecta os serviços de longo curso, entre as 17h30 e as 20h30. Começam a sentir-se já esta madrugada os efeitos da greve parcial dos maquinistas. A paralisação divide-se em dois períodos: de manhã, entre as 5h00 e as 8h00, vai afectar os suburbanos de Lisboa e Porto. À tarde, entre as 17h30 e as 20h30, atinge os serviços de longo curso. A CP não garante os serviços mínimos, explica Ana Portela, directora de comunicação da empresa, porque “os transportes alternativos seriam autocarros, os quais, num cenário alargado como este, não resolveriam a situação”. Ana Portela diz que as ligações afectadas pela greve envolvem “comboios que transportam largas centenas ou até milhares de pessoas e os autocarros têm capacidade de 50 lugares”. Por outro lado, acrescenta, “face à situação que a empresa vive e à necessidade de forte contenção de custos, de facto [a CP] não está em condições de assegurar esse transporte alternativo”. O protesto dos sindicatos ligados à CP prossegue até 30 de Junho. Os sindicatos reivindicam a aplicação do acordo de empresa no que se refere ao trabalho extraordinário em dia de descanso e aos feriados em detrimento do regime da função pública. A CP elaborou um estudo sobre esta matéria e, a partir de segunda-feira, a Inspecção-Geral de Finanças começa a avaliar esse trabalho.
                                                                                                                      
Greve também de inspectores sanitários
                                                                                                                            
Protesto está marcado para Junho. Entre 20 e 22 de Junho vai ser mais difícil garantir as condições higieno-sanitárias do pescado e do abate de aves, ovinos, caprinos, coelhos, porcos e vacas. Os cerca de 400 de inspectores sanitários do Ministério da Agricultura vão estar em greve, convocada pelo Sindicatos dos Quadros Técnicos do Estado. Estes trabalhadores protestam contra a falta de condições para fazerem as inspecções, nomeadamente transporte e pagamento de ajudas de custo pelas deslocações efectuadas. Os inspectores sanitários reclamam também a implementação de um sistema de avaliação, paralela à feita pelo SIADAP, e a definição da respectiva carreira especial.
                                                                                                                           
A única escola do mundo com dois "nobéis" da arquitectura
                                                                                                                            
A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto formou dois prémios Pritzker: Siza Vieira, em 1992, e Eduardo Souto Moura, em 2011. É a única escola do mundo que deu dois "nobéis" da arquitectura. O desenho parece ser o grande segredo da chamada "escola do Porto" na arquitectura. A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto formou dois prémios Pritzker: Siza Vieira, em 1992, e Eduardo Souto Moura, em 2011. É a única escola do mundo que deu dois "nobéis" da arquitectura. O desenho parece ser o grande segredo da chamada "escola do Porto" na arquitectura.
Pela segunda vez na história um arquitecto português recebe a mais alta distinção do mundo da arquitectura. Eduardo Souto Moura está esta quinta-feira na capital norte-americana para receber o Prémio Pritzker. O programa das festas inclui um cocktail, a cerimónia de entrega do prémio e um jantar. O Presidente Obama vai discursar na cerimónia. Souto Moura é o segundo português a receber o Pritzker, que foi atribuído a Álvaro Siza Vieira em 1992. O prémio consiste em 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros), e uma medalha de bronze onde se inscrevem as palavras “firmitas, utilitas, venustas” – firmeza, utilidade, beleza – os três princípios fundamentais da arquitectura enunciados por Vitrúvio. A cerimónia de entrega do “Nobel” da arquitectura está marcada para esta quinta-feira. Barack e Michelle Obama vão marcar presença.
                                                                                                                
                                                                                                                              
                                                                                                                           

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Gripe A avança em Portugal

Contágio: Externato das Pedralvas encerrado

Pais das crianças mostram-se revoltados com a atitude dos progenitores do bebé de 18 meses que não tomaram medidas de prevenção. Tamiflu não está disponível nas farmácias, e jornalistas já usam máscara em Portugal.

O ambiente no «Externato das Pedralvas», em Benfica, é de revolta e preocupação. Os pais dos alunos mostram-se revoltados com a atitude dos pais do bebé de 18 meses que contraíu Gripe A depois de terem estado de férias no México.
Segundo uma mãe, foi uma «irresponsabilidade enorme» dos «pais que vão para o México de férias, trazerem um bebé doente para dentro desta escola», pois colocaram «400 crianças em risco».
A escola alertou os pais esta segunda-feira para um caso de gripe A, num bebé de 18 meses regressado do México. Segundo a directora do externato, Ana Maria Seixas, o caso foi comunicado à delegada de saúde que «disse que como só havia um caso não havia necessidade de encerramento». No entanto, a situação alterou-se «durante a madrugada» assim como a decisão de encerrar a escola.
«Ao sabermos destes casos hoje decidiu-se que o colégio seria fechado e a própria delegação de saúde também achou que teríamos de fechar», afirma Ana Maria Seixas. No «Externato das Pedralvas» foram realizadas várias sessões de esclarecimento durante esta terça-feira, depois das «parcas indicações» do dia anterior, refere Ivo Doroteia, pai de uma aluna.

«Pais estão todos bem informados»

No entanto, a directora do Externato afirmou que «ontem os pais foram todos informados, estão esclarecidos sobre a situação, porque se fala imenso sobre o assunto», acrescentando que se encontra na escola uma equipa de «médicos, enfermeiros e paramédicos» e dois elementos do Ministério da Educação «muito úteis para elucidar e dar o apoio preciso aos pais».
Segundo Isabel Ferreira, as pessoas estão a ser recebidas nas salas para receber informações sobre a gripe e um kit que contem Tamiflu «para quem quiser», seringas, informações escritas, máscaras cirúrgicas, uma folha para registo da febre e um saco biológico.
«O saco biológico serve para deitar fora tudo o que tenha a ver com o Tamiflu, restos de Tamiflu, compressas, seringas», explica a mãe de uma menina de oito anos, acrescentando que a folha de registo de febre serve para fazer um registo durante sete dias «porque a febre é o sintoma predominante e pode aparecer a qualquer momento». Caso isso aconteça, os pais foram aconselhados a ligar para a Linha de Saúde 24.
No entanto, apesar de o Tamiflu estar a ser distribuído gratuitamente na escola, Cátia Freitas, mãe de uma criança de dois anos, mostrou-se alarmada pelo medicamento não estar a ser comercializado nas farmácias. A mãe alertou que este não está a ser vendido e que quem não tenha acesso a ele na escola pode não o conseguir comprar.
Apesar disso a mãe referiu que «está tudo muito bem, as pessoas estão a ficar muito assustadas sem necessidade, são medidas de prevenção, é natural, é assim que tem que ser feito».«Fiquei alarmada até chegar e falar com a directora da escola e ter percebido o que tinha acontecido», avançou Cátia Freitas, á Lusa.

Crianças assustadas, pais desorientados, jornalistas com máscara.

No entanto, não foram só os pais que ficaram alarmados com a situação. Uma mãe, que não quis ser identificada, revelou que o filho mais velho, de oito anos, «está com medo» e pergunta se «a doença mata e se não mata quais são os sintomas e vem perguntar se tem febre», porque «estes papás resolveram pôr tudo em perigo». Para esta mãe, o acto foi tomado de «maneira consciente» e colocou em risco «não só a vida do filho deles, como toda uma estrutura e a vida de todas as pessoas», revela a mãe.
Outra consequência deste surto de gripe no externato é o facto deste ir estar encerrado durante duas semanas, o que vem complicar a vida de muitos pais. «Vai ser complicado quer em termos pessoais, quer em termos profissionais», revela Marco Cardoso, acrescentando que um dos progenitores vai ter «que faltar ao trabalho para ficar com a filha».
Face ao ambiente de preocupação que se vivia frente ao «Externato das Pedralvas», em Lisboa, um jornalista e um repórter fotográfico de um jornal diário português de grande circulação apareceram com máscaras cirúrgicas na cara para se protegerem de uma possível infecção.
Alvo de brincadeira por parte de alguns colegas, mas elogiados por outros, explicaram que se tratou de uma medida da empresa para se protegerem a eles e aos restantes elementos com quem trabalham. De máscara colocada, entraram no «Externato das Pedralvas» para poderem recolher as informações, só as retirando quando se encontravam fora da escola e longe de quem ultrapassava o portão.