Liberdade e o Direito de Expressão

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sábado, 3 de outubro de 2009

112 Actualiza-se...

Emergências melhoram tecnologia

Comunicações via 112 no Distrito de Faro com nova central de emergência que abrange todas as comunicações via 112, efectuadas no Sul do País.

Todas as chamadas de emergência via 112, efectuadas no Distrito de Faro a partir das 00h00 do próximo dia 8 deste mês, passarão a ser recebidas na nova central 112.pt., anunciou ontem o Governador Civil de Faro na sequência da reunião ordinária de coordenação entre o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro e os Serviços Municipais de Protecção Civil (SMPC) da região.
De acordo com o Governador Civil, esta central de emergência, que abrange todas as comunicações via 112, efectuadas no Sul do País, permitirá dar uma resposta normalizada ao cidadão, segundo protocolos padronizados que permitem uma melhor aferição das entidades a envolver em cada uma das situações reportadas. Durante a reunião de ontem, o Governador enalteceu a articulação e cooperação existente entre os diversos níveis da Protecção Civil na região, referiu que o sistema está apto a servir o Distrito de Faro com total fiabilidade e estabilidade, garantido assim um aumento significativo da qualidade e tempos de resposta nos serviços prestados nesta área.
Munido do sistema 112.pt, assente na Rede Nacional de Segurança Interna do Ministério da Administração Interna e nas mais modernas tecnologias de informação e comunicação, o novo centro de comunicações permite dar o alerta em tempo real a todas as entidades com responsabilidade na área e acompanhar de forma integrada todo o desenrolar das operações. Cada entidade envolvida tem conhecimento dos meios e recursos empenhados e comunicações v itais ao desenrolar das situações, aumentado significativamente a coordenação, segurança e eficácia das operações de segurança, socorro e protecção civil.

No âmbito da migração das comunicações de emergência para o novo sistema, que fará a gestão de todos os Distritos do País e ao qual se encontram já ligados os de Beja, Portalegre e Évora, foram realizadas acções de formação envolvendo operacionais da Autoridade Nacional de Protecção Civil, GNR e PSP, que integraram exercícios práticos, inopinados e intensivos.
Durante a reunião de ontem, o Governador Civil elogiou ainda a colaboração existente entre os diversos agentes de Protecção Civil no Algarve, tendo sublinhado a permanente disponibilidade dos Presidentes das Câmaras e dos respectivos Serviços Municipais de Protecção Civil, para cooperarem e disponibilizarem meios operacionais, mesmo em ocorrências registadas fora das suas áreas de actuação. “Todos os agentes de Protecção Civil, tanto ao nível distrital como municipal, estão imbuídos do mesmo espírito de colaboração, verificando-se uma extraordinária articulação e uma forte entreajuda sempre que é necessário um esforço conjunto de meios operacionais, garantindo assim uma resposta rápida e eficaz em qualquer situação que ocorra na região”, realçou o Governador Civil.
A reunião de ontem visa promover a articulação e cooperação entre o CDOS e os SMPC do Distrito, com vista a uniformizar procedimentos, uma vez que é responsabilidade destes a prossecução das actividades de Protecção Civil ao nível municipal. Com a entrada em vigor da nova legislação para o sector, os SMPC estão a adoptar os actuais Planos Municipais de Emergência à nova geração de planos, constituindo estes, no patamar municipal e de acordo com o princípio da subsidiariedade, a base primária para a resposta operacional à ocorrência ou eminência das situações de acidente grave ou catástrofe.
Actualmente todos os municípios do Distrito de Faro estão a rever os seus Planos Municipais de Emergência de Protecção Civil, prevendo-se que, até final deste ano, sejam submetidos à aprovação da Comissão Nacional de Protecção Civil.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Combate aos fogos florestais

“Preparados para o pior mas fazer o melhor”

Algarve preparado para vigilância e combate aos incêndios florestais.

Um total de 477 operacionais (integrados em 100 equipas), 124 veículos e três helicópteros vocacionados para o ataque inicial, vão assegurar, de 1 de Julho a 30 de Setembro, as acções de vigilância e combate aos incêndios florestais na região algarvia, no âmbito do Plano Operacional Distrital nº1/2009- Incêndios Florestais (POD) do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Faro da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), apresentado ontem em cerimónia presidida pela Governadora Civil de Faro.
Durante este período de maior vulnerabilidade para a ocorrência de incêndios florestais, que corresponde à Fase ‘Charlie’, o dispositivo operacional na região algarvia será ainda reforçado com um helicóptero vocacionado para o ataque ampliado, que permanecerá estacionado na base de Beja. Para além do reforço do número de elementos e de meios terrestres e aéreos, durante a Fase ‘Charlie’ será aumentado também, de cinco para 12, o número de postos de vigia na região. Quanto ao dispositivo correspondente à Fase Bravo, que decorre de hoje, dia 15 de Maio, a 30 de Junho, concentra na região algarvia um total de 345 operacionais (agrupados em 61 equipas) e 109 veículos. Durante este período estão activos cinco postos de vigia, que asseguram uma cobertura de toda a área florestal da região.
No âmbito da Fase Delta, que decorre de 1 a 15 de Outubro, verificar-se-á também um reforço do dispositivo comparativamente ao ano passado, com um total de 329 operac! ionais (62 equipas) e 84 veículos e cinco postos de vigia. De acordo com a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, o reforço que irá ser efectuado durante a Fase Delta corresponde aos reajustamentos do POD, face aos dados estatísticos anuais, que apontam para uma incidência significativa de incêndios florestais durante este período.
Isilda Gomes salientou ainda o reforço de mais cinco equipas de sapadores florestais que irão intervir na área da vigilância e combate aos incêndios florestais durante os meses de Verão, o qual representa uma “mais-valia” que contribuirá para que o Algarve continue a ser uma região segura, economicamente sustentável e com um turismo de excelência, já que este é um sector que não pode ser desassociada da Protecção Civil.
Reconhecendo que este é um ano difícil em matéria de incêndios florestais devido à! s condições meteorológicas registadas durante os meses de Inverno, a Governadora Civil alertou para a necessidade de uma “atenção redobrada” no que diz respeito às medidas de prevenção, tanto por parte dos cidadãos como dos agentes de Protecção Civil e entidades responsáveis pela defesa da floresta, tendo destacado o trabalho desenvolvido pelas autarquias, nomeadamente através das candidaturas ao PRODER, para gestão das faixas primárias e de combustível, nos respectivos municípios.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Nos Olhos d’ Água

Cão “Primo” visita Escola e Jardim-De-Infância

O programa da Protecção Civil sensibiliza crianças para incêndios e riscos de inverno.

O “Primo”, cão mascote da Protecção Civil, deslocou-se à EB1 e Jardim-de-Infância de Olhos de Água numa acção de sensibilização contra os riscos de inverno. Poucos minutos antes das 10 horas da manhã, ecoou o sinal de alarme, e cerca de uma centena de crianças evacuaram de forma ordeira as instalações do edifício.
Os alunos assistiram então e puderam participar numa acção didáctica e pedagógica sobre regras e procedimentos a adoptar em caso de incêndio. As crianças demonstraram estar bem informados, numa acção desencadeada com o auxílio de agentes policiais e dos Bombeiros Voluntários de Albufeira.
No final, as crianças deliciam-se com as tropelias e histórias do primo que distribuiu presentes, adequados às crianças, entre os quais o jogo didáctico “viver em segurança”.
Refira-se que o “primo” está a conquistar uma extraordinária admiração e afecto por parte dos alunos de Albufeira. “Esta mascote é uma aposta ganha por parte da Protecção Civil, na medida em que as crianças ficam contentes com a sua presença e, como tal, já a vêem como uma autoridade em matéria de protecção civil”, refere o vereador responsável por esta área.
A acção riscos de inverno, que termina no final do mês de Março, da responsabilidade do Serviço Municipal de Protecção Civil da Câmara de Albufeira, dirige-se não só aos mais novos, como também à população adulta.

terça-feira, 3 de março de 2009

Balanço positivo no “II Certamemergência”

Prevenir agora para não remediar depois

Várias centenas de pessoas assistiram ao “II CertamEmergência” que decorreu no domingo, na cidade de Quarteira.

De acordo com o Serviço Municipal de Protecção Civil de Loulé, a entidade promotora do evento, o balanço foi claramente positivo já que as actividades contaram com um numeroso público, servindo esta como uma oportunidade para sensibilizar e consciencializar a população para as questões ligadas a esta matéria e para incutir a ideia de que “a protecção civil começa em cada um de nós”.
A Avenida Marginal da cidade, bem como a praia, serviram de palco a vários simulacros e demonstrações, que permitiram às cerca de 20 entidades presentes treinarem os procedimentos e as formas de actuação em caso de catástrofe pois, segundo os responsáveis, só com uma repetição destes exercícios através de eventos como este, poderá haver uma intervenção eficaz caso surja uma emergência.
Simulacros de um acidente rodoviário ou de busca e salvamento pela Equipa Canina de Resgate do Algarve foram algumas das actividades que prenderam a curiosidade de quem assistia mas que serviram também para elucidar a população sobre os modos de acção.
Além das muitas viaturas em terra das entidades presentes, destacaram-se ainda o envolvimento nas actividades das embarcações da Marinha e do Instituto de Socorros a Náufragos que participaram numa demonstração de meio de salvamento, e do helicóptero Kamov da Autoridade Nacional de Protecção Civil, sediado no Heliporto de Loulé, e que fez duas passagens aéreas pelo local.
Refira-se que participam nesta iniciativa duas dezenas de entidades: Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Bombeiros Municipais de Loulé, Centro de Saúde de Loulé, Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro, Corpo Nacional de Escutas, Cruz Vermelha Portuguesa, Exército, Extingarve, Extinlume, Equipa Canina de Resgate do Algarve, Guarda Nacional Republicana, Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Instituto Nacional de Emergência Médica, Instituto de Socorros a Náufragos, Marinha, Polícia Marítima, Rádio Amador Clube de Loulé, Serviço Municipal de Protecção Civil e Autoridade Nacional de Protecção Civil.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Protecção Civil

Autarquias algarvias podem responder em tribunal

Em causa está o facto das Câmaras - entre elas algumas algarvias - estarem a violar a Lei ao não terem nomeado ainda um Comandante Operacional Municipal.

A Associação de Profissionais da Protecção Civil anunciou que admite levar a tribunal cinco câmaras que não nomearam um Comandante Operacional Municipal (COM), pretendendo alargar posteriormente esta acção a todos os municípios que violam esta obrigação legal. A Associação (ASPROCIVIL) notificou na quarta-feira as câmaras que, por não terem iniciado ainda este processo, poderá avançar com uma acção em tribunal caso continuem a violar a lei, não avançando com nomes para evitar «polémicas desnecessárias», mas todos os Distritos têm Autarquias em falta.
O objectivo é «chamar a atenção para o cumprimento deste quadro legal», afirmou o presidente da ASPROCIVIL, Ricardo Ribeiro. «Escolhemos algumas câmaras aleatoriamente e porque pertencem a diferentes forças políticas, mas apenas cerca de vinte municípios (em 308) nomearam Comandante Operacional Municipal (COM)».
Ricardo Ribeiro considera que esta figura, cuja nomeação decorre da Lei 65/2007, é «um elo chave de organização» essencial para o bom funcionamento da Protecção Civil. «O COM é o primeiro nível de resposta em caso de catástrofe ou calamidade», explicou o presidente da ASPRO, salientando que a sua ausência condiciona a coordenação dos meios no concelho e a articulação com o nível hierárquico seguinte-o comandante distrital.
«Se não houver um COM, o comandante distrital tem de lidar com vários interlocutores», resumiu. Com o recurso aos tribunais, Ricardo Ribeiro espera obter uma sentença favorável contra estas cinco câmaras para que seja mais fácil condenar as restantes.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Anote este nº. - 116000

Número internacional crianças desaparecidas

A linha directa para crianças desaparecidas está operacional em Portugal e noutros quatro Estados‑Membros da União Europeia.

Há dois anos, a Comissão Europeia reservou o número de telefone 116000 como linha directa comum em toda a UE para crianças desaparecidas e apelou aos Estados-Membros para que o implementassem sem demora. Embora, no ano passado, o número apenas estivesse a funcionar na Hungria, após repetidos apelos da Comissão, todos os Estados‑Membros da UE tornaram hoje publicamente disponível este número aos prestadores de serviços de linhas directas. O número também já foi atribuído a prestadores de serviços em nove Estados-Membros, mais dois do que no ano passado.
O 116000 é agora um serviço operacional em cinco países (Grécia, Hungria, Países Baixos, Portugal e Roménia) e, dentro em breve, em mais dois (Bélgica e Eslováquia). Depois de ter acompanhado atentamente o processo de reserva do número 116000 pelos países da UE, como exigido pelo direito comunitário, a Comissão apela agora, uma vez mais, aos Estados-Membros para que apoiem e orientem os potenciais operadores da linha directa 116000 para que os pais e as crianças possam telefonar para este número em caso de necessidade, em qualquer ponto da Europa.

"O facto de a linha directa 116000 para crianças desaparecidas já se encontrar operacional na Grécia, na Hungria, nos Países Baixos, em Portugal e na Roménia constitui uma boa notícia. No entanto, esperava uma abordagem mais ambiciosa por parte de outros Estados-Membros. Não há margem nem tempo para condescendências quando se trata da segurança dos nossos filhos," afirmou Viviane Reding, Comissária europeia responsável pelas telecomunicações. "Apelo aos Estados-Membros para que honrem as suas responsabilidades e informem os prestadores de serviços da disponibilidade dos números começados por 116, para que as linhas directas fiquem rapidamente operacionais em toda a UE. Mais do que uma obrigação legal – por cujo cumprimento continuarei a velar – trata-se de uma obrigação moral para com os pais e as crianças europeias."
No ano passado, o 116000 deu provas do seu valor acrescentado num caso de rapto parental transfronteiras. Na Bélgica, um pai levou as filhas de sete, dez e catorze anos e escondeu-as durante nove meses e meio em condições de grande precariedade.
A implementação dos outros dois números, o 116111 - (linha de ajuda a crianças) e o 116123 - (linha de apoio psicológico), reservados em Outubro de 2007, está também a progredir bem.

Protecção Civil ensaia

Simulacro de acidente em hotel Albufeira

Simulacro em hotel precisou de 34 minutos para salvar dois trabalhadores

Trinta e quatro minutos foi o tempo utilizado no salvamento de dois trabalhadores da construção civil acidentados que participaram hoje num simulacro de queda em altura e electrocussão que decorreu num hotel em Albufeira.
Em declarações à Lusa, António Coelho, adjunto de comando dos Bombeiros de Albufeira, explicou que o simulacro envolveu a queda de um indivíduo de uma altura de nove metros e a electrocussão de outro homem que se distraiu durante a queda do colega.
O simulacro serviu para testar os procedimentos de segurança referentes a acidentes com trabalhadores no Hotel Éden (Albufeira) e para testar a reacção da Equipa de Resposta a Emergência designada para a obra do novo empreendimento turístico Éden Resort, bem como a aplicação por parte de todos os colaboradores do plano previsto para este tipo de ocorrências.
O teste, uma iniciativa do conselho de administração do Grupo Duarte, a empresa construtora do empreendimento turístico Éden, envolveu nove bombeiros voluntários de Albufeira, com uma equipa de salvamento e uma ambulância.
Entre a ocorrência até ao alerta externo e a chegada dos primeiros socorros "foram necessários três minutos", especificou o adjunto de comando dos Bombeiros de Albufeira, acrescentando que foram necessários sete minutos para a equipa de salvamento chegar ao local. Até as vítimas serem transportadas ao Hospital de Faro contabilizaram-se 34 minutos, adiantou a mesma fonte.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Antes prevenir...

Quarteira recebe “2º. Certamemergência”

É a segunda edição desta iniciativa que visa essencialmente sensibilizar os vários agentes de protecção civil com uma exposição.

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Protecção Civil (1 de Março), a Câmara Municipal de Loulé, através do Serviço Municipal de Protecção Civil, e à imagem do que aconteceu o ano passado em Loulé, irá organizar o “II CertamEmergência”, desta vez na cidade de Quarteira.
Tendo como intervenientes os vários agentes de protecção civil com uma exposição de meios, mas também demonstrações e simulacros na área da protecção, segurança e socorro, o evento terá lugar na zona do Calçadão Nascente, no dia 1 de Março, domingo, no período compreendido entre as 10h00 e as 18h00.
De acordo com a organização, a realização da segunda edição desta iniciativa deve-se, fundamentalmente, ao sucesso obtido no ano transacto, não só pela participação de vários agentes de protecção civil, como pela forte adesão da população em geral.
Este evento tem como objectivo uma optimização da articulação entre as várias entidades intervenientes e a comunidade em geral, para além de pretender alertar e consciencializar para a importância da protecção civil junto da população, assumindo, assim, uma forma de sensibilização de todos os cidadãos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

“Ria Solidária”

Socorro às ilhas-barreira tem ambulância do INEM

A criação deste posto permitirá reforçar e aumentar a eficácia da assistência pré-hospitalar aos doentes transportados por via marítima

A Governadora Civil de Faro considerou ontem que a criação do Posto de Emergência Médica (PEM) constituído no âmbito de um protocolo celebrado entre o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (BV) de Faro, constitui um passo decisivo para o reforço da segurança e bem-estar das populações, na região algarvia.Isilda Gomes, que presidiu à cerimónia de constituição do PEM, realizada no Salão Nobre, salientou a importância da participação do INEM no projecto “Ria Solidária”, lançado pelo Governo Civil de Faro em Junho deste ano, o qual tem merecido um forte apoio por parte de vários parceiros, nomeadamente Autoridade Nacional de Protecção Civil, Associação Humanitária dos BV de Faro e Câmara Municipal de Faro.
O PEM, instalado nos BV de Faro, integra a partir de hoje a embarcação “Ria Solidária” e uma ambulância de socorro do INEM, a q ual será requisitada através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). A nova viatura está equipada com Desfibrilhador Automático Externo, sendo tripulada por bombeiros formados em técnicas de emergência médica. A criação deste posto permitirá assegurar o carácter ininterrupto do serviço de emergência na Ria Formosa e aumentar a eficácia da assistência pré-hospitalar aos doentes transportados por via marítima. Frisando o facto de o Algarve ser uma região turística por excelência, Isilda Gomes realçou a necessidade de estarem garantidas as condições de segurança de pessoas e bens numa perspectiva de manutenção da economia e competitividade regionais, tendo considerado essa “uma responsabilidade que cabe aos poderes públicos”.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Tsunamis e terramotos

Debate sobre Protecção Civil no INUAF

Portugal devia ter locais para populações se abrigarem de terramotos ou tsunamis. Especialista diz que abrigos e avisos sonoros poderiam salvar muitas vidas

Deveriam ser criados em Portugal locais seguros sinalizados para as pessoas se abrigarem no caso de ocorrer um tsunami, defendeu em Loulé um responsável da Protecção Civil. A existência de abrigos e de avisos sonoros para alertar a população na eventualidade de uma onda gigante poder atingir as zonas costeiras poderia salvar muitas vidas, sublinhou Carlos Palhares.
Aquele responsável do Serviço Municipal de Protecção Civil de Lisboa falava à agência Lusa à margem da conferência «A Protecção Civil e a Comunidade», que decorre no Instituto Superior Afonso III, em Loulé.
O sistema é utilizado em países fortemente atingidos por sismos, como o Japão, e torna-se particularmente útil em zonas onde não há tempo para avisar as populações. «Normalmente, morrem mais pessoas devido à onda gigante» do que ao sismo que a produz, afirmou Carlos Palhares, recordando o grande tsunami ocorrido na Indonésia em 2004 e que matou cerca de 300 mil pessoas.

Segundo o responsável, as ondas gigantes deslocam-se a uma velocidade média de cerca de 1.000 quilómetros por hora e se as populações conseguirem proteger-se, isso pode significar que se salvem muitas vidas.
No caso do terramoto de 1755, que gerou um «tsunami» que devastou parte da costa algarvia e da cidade de Lisboa, a onda atingiu primeiro o Algarve e cerca de meia hora depois a capital portuguesa.
A região costeira algarvia é considerada a mais vulnerável em Portugal Continental, uma vez que a maior parte dos sismos que afectam o País ocorrem a Sudoeste do Cabo de São Vicente, ao largo do Algarve.
A aposta das autarquias deve ser na sensibilização dos habitantes para que adoptem comportamentos seguros e numa fase posterior a criação de abrigos sinalizados e a emissão de sinais sonoros em caso de tsunami. «Se tiver um comportamento seguro e souber onde me devo colocar, é meio caminho andado para me conseguir salvar», concluiu, lembrando que se é impossível alertar a população para um sismo, mas que pode conseguir avisar-se da ocorrência de um tsunami.

As maiores catástrofes naturais

Fenómenos climáticos fizeram mais de três milhões de mortos nos últimos 77 anos

Mais de três milhões de pessoas morreram nas dez catástrofes naturais mais fatais dos últimos 77 anos. Estes desastres, associados a fenómenos climáticos extremos, fizeram mais vítimas no continente asiático, refere o AmbienteOnline.
As inundações do Rio Amarelo, em 1931, terão sido a maior catástrofe natural desde que há registos que o comprovem. Morreram pelo menos dois milhões de pessoas.
O Bangladesh foi outro dos países mais fustigados de sempre: em 1970, o ciclone Bhola matou mais de 500 mil pessoas com a maré ciclónica que lhe seguiu e que afogou muitas ilhas do delta do Rio Ganges. No mesmo país, em 1991, outro ciclone tirou a vida a 140 mil pessoas.
O tsunami de Dezembro de 2004, quando morreram mais de 230 mil pessoas, também figura nesta trágica lista. Segue-se o ciclone Nargis deste ano, que fez 78 mil mortos em Mianmar.
Na Europa, a onda de calor de 2003 matou mais de 35 mil pessoas. Ainda no mesmo ranking estão as cheias na Venezuela em 1999, que fizeram 20 mil mortos, e o tufão na China que tirou a vida a duas mil pessoas em 2006.
Nos EUA, em New Oeleans, o furacão Katrina, que fez 1600 mortos, marcou o ano de 2005 e é mais um dos desastres naturais mais mortíferos da história.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Enfrentar emergências

Loulé ensaia Protecção Civil

Acção de sensibilização de “Prevenção e Segurança” teve como cenário uma escola

Numa acção conjunta entre os Serviços Municipais de Protecção Civil de Loulé e Bombeiros Municipais de Loulé, realizou-se nos dias 8 e 9 de Setembro, na Escola EB 2,3 Padre João Coelho Cabanita, em Loulé, mais uma Acção de Sensibilização “Prevenção e Segurança”.
A acção integrou os seguintes conteúdos: Fenomenologia do Fogo, Risco de Incêndio, Sismos, Normas de Evacuação, Prevenção e Manuseamento de Extintores - matérias que foram determinadas pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, em parceria com o Ministério da Educação.
Este tipo de acções tem como objectivo dotar os professores e funcionários de conhecimentos para que, numa primeira fase de incêndio, sismo, etc, estes sejam autónomos, criando as equipas de primeira intervenção até que cheguem as equipas de socorro exterior. Participaram nesta iniciativa 80 elementos (professores e auxiliares) das escolas que pertencem ao Agrupamento Vertical Padre João Coelho Cabanita.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Serra de Monchique: Incêndios não serviram de aviso

Todos temem que volte acontecer

Proprietários não limpam as matas, mas todos concordam que as chamas deixaram um rasto de destruição que continua presente

Há cinco anos o fogo destruiu quase metade da Serra de Monchique, casas e os haveres de muita população, alguns deixando-lhe apenas a roupa do corpo e os olhos para chorar, esperando a força para recomeçar uma nova vida. A vaga de incêndios que atingiram Portugal em 2003 e 2004, só no Algarve devastaram mais de 100 mil hectares de mata e floresta em vários concelhos, onde as serras de Monchique e do Caldeirão (Loulé) foram as mais fustigadas. As chamas devoraram vidas humanas, casas e haveres, devastaram florestas e matas protegidas, deixando um rasto de estragos materiais e ambientais ainda visíveis e vivos na memória das populações.
Na Serra de Monchique, no Sítio dos Pinheiros, o fogo destruiu várias casas, deixando uma dezena de pessoas desalojadas, entre as quais quatro crianças, tendo os bombeiros resgatado ainda vários moradores, sobretudo idosos e acamados, de casas ameaçadas pelas chamas.
Apesar de ter recomeçado a vida, a população refere que nunca mais foi a mesma coisa, e ainda hoje vivem «sempre com medo que a situação se repita», principalmente devido à falta de limpeza dos terrenos perto das casas. «Existe maior vigilância, mas os terrenos continuam por limpar», observam populares, explicando que «muitos desses terrenos pertencem a proprietários que não residem aqui e apenas esporadicamente aparecem» no local.

A mesma preocupação é partilhada pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Monchique e por José Inácio, um agricultor que em 2003 recusou abandonar a sua casa, para combater as chamas e salvar a habitação e os cerca de 15 animais. Segundo aquele morador, «a autarquia tem limpo os caminhos, estradas e bermas, mas os donos não limpam os terrenos». «Uns não têm dinheiro para o fazer e outros raramente cá aparecem¿, realçou, acrescentando que «se houver um fogo, volta tudo a arder».
Por seu turno, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Monchique, Manuel Carvalho considera que apesar de terem sido implementadas algumas melhorias na prevenção e combate aos fogos, após os incêndios de 2003 e 2004, o concelho continua a ter um «elevado risco». Segundo o comandante, os factores que têm contribuído para o decréscimo do número de ignições e fogos no concelho de Monchique, onde este ano arderam apenas de cinco hectares de mata, são a «maior sensibilidade na prevenção e a articulação de meios no combate».
De acordo com Manuel Carvalho, «afinaram-se várias questões, apostando-se na primeira intervenção, com meios aéreos e terrestres, em quantidade e capazes de responder com maior rapidez ao fogo», mas para os proprietários das matas «parece que nada aconteceu».