Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cultura

Carrilho "despedido" da UNESCO

Manuel Maria Carrilho confirma que foi "demitido" da UNESCO. A causa poderá estar na publicação de um livro do qual é autor, e onde analisa a situação económica, social e política portuguesa e avança com diversas propostas.

O embaixador de Portugal na UNESCO, Manuel Maria Carrilho, confirmou hoje à Agência Lusa em Paris que foi "demitido" do cargo, recusando comentar uma decisão de que tomou conhecimento "pela notícia da agência". "Soube da demissão pela notícia da Lusa", declarou o atual embaixador português na agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, com sede em Paris.
Questionado sobre se a demissão resultou da entrevista de fundo publicada no sábado pelo semanário Expresso, Manuel Maria Carrilho afirmou que "as evidências não precisam de resposta". Manuel Maria Carrilho é autor de um novo livro de análise da situação de Portugal, que a editora Sextante colocou hoje nas livrarias portuguesas.
Um comunicado da Sextante distribuído hoje anunciava que "Manuel Maria Carrilho acaba de ser demitido das suas funções como embaixador de Portugal na UNESCO, devido à publicação do livro E AGORA? Por uma nova República". "Neste livro, o autor analisa a situação económica, social e política portuguesa e avança com diversas propostas, defendendo uma visão do país e do seu futuro centrada na urgente qualificação do território, das instituições e das pessoas que lance as bases de uma Nova República", acrescentava o comunicado da Sextante.
Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse hoje à Lusa que a saída de Manuel Maria Carrilho da UNESCO se enquadra numa rotação de diplomatas em diversas capitais. O ex-ministro da Cultura foi nomeado embaixador junto da UNESCO em abril de 2008 e será agora substituído por Luís Filipe Castro Mendes, até agora a chefiar a embaixada portuguesa em Nova Deli.

Luis Amado "desmente" carrilho

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, afirmou hoje que informou pessoalmente o ex-embaixador na UNESCO, Manuel Maria Carrilho, de que seria substituído, em abril, e que este acatou a decisão. À margem da Cimeira dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), a decorrer na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, Luís Amado garantiu que não houve motivações políticas para a substituição de Carrilho, tendo a decisão resultado apenas da avaliação do trabalho.
Porém, o chefe da diplomacia portuguesa escusou-se a fazer uma apreciação pública do desempenho de Carrilho em Paris. "Não faço publicamente a avaliação do desempenho dos chefes de missão", adiantou. "A decisão da sua substituição foi assumida por mim, aceite por ele, definido o calendário para a sua substituição com ele e, cumprido esse calendário, essa substituição foi anunciada", disse Luís Amado.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Educação

A "falta de Educação" neste País

Relatório da UNESCO revela que Portugal está em risco de não atingir objetivos da paridade de género no básico e secundário em 2015.

Portugal é um dos 14 países, entre 157, em risco de não atingir os objetivos da paridade de género no ensino básico e secundário em 2015, segundo um relatório da UNESCO divulgado hoje. Publicado nas vésperas da Cimeira das Nações Unidas sobre os Objetivos do Milénio, o documento Sumário Global da Educação faz um ponto da situação sobre os progressos para a eliminação das disparidades de género em todos os níveis de educação até 2015.
De acordo com o relatório, Bermudas, Brasil, Camarões, República Democrática do Congo, Dominica, República Dominicana, Eritreia, Laos, Mali, Níger, Portugal, Sudão, Suriname e Suazilândia são os 14 países que estão em risco de não atingir a paridade de género naqueles dois níveis de ensino até 2015.
Entre os que já alcançaram este objetivo em 2008 estão vários países europeus como a Suécia, Croácia, Luxemburgo, Itália, Alemanha, França, Polónia, Reino Unido e Dinamarca, mas também Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cabo Verde, Indonésia e Uzbequistão.
O documento da UNESCO indica ainda uma lista de quais são os países de destino dos alunos que vão estudar para fora no âmbito do Ensino Superior. Relativamente a Portugal, os estudantes lusos preferem ir estudar para o Reino Unido, França, Espanha, Estados Unidos e Alemanha.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Universidade do Algarve

O estudo dos ecossistemas aquáticos

Primeiro Centro UNESCO com sede em Portugal apresentado publicamente hoje na UAlg, no Grande Auditório do Campus de Gambelas.

Hoje, a partir das 15h00, vai ter lugar a sessão pública de apresentação do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira (International Centre for Coastal Ecohydrology – ICCE), um evento que vai decorrer na Universidade do Algarve, no Grande Auditório do Campus de Gambelas, e que contará com a participação de diversas personalidades da UNESCO e do Governo de Portugal. Estarão presentes neste evento o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional e o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação. Durante a cerimónia será assinada, por várias entidades de âmbito nacional e internacional, a Declaração de apoio à missão do ICCE.
O Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira, que ficará sedeado no Algarve, vai integrar o grupo restrito de vinte Centros UNESCO existentes a nível Mundial que trabalham na área dos recursos hídricos.
O processo de criação de um Centro UNESCO em Portugal teve início em Janeiro de 2008, momento em que o Governo de Portugal apresentou uma candidatura à UNESCO para o estabelecimento de um Centro internacional UNESCO na área da ecohidrologia costeira, que seria designado por International Centre for Coastal Ecohydrology (ICCE), ou Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira.
Esta candidatura, desenvolvida no âmbito da Comissão Nacional do Programa Hidrológico Internacional e da Comissão Nacional da UNESCO, passou favoravelmente as diversas etapas de avaliação interna da UNESCO, tendo sido aprovada pelo respectivo Conselho Executivo em Abril de 2009. O estabelecimento deste centro UNESCO em Portugal será apresentado aos 193 estados-membros da organização durante a Conferência Geral da UNESCO, que decorrerá em Outubro, sendo que tudo aponta para a sua aprovação.

Missão do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira

Enquanto Centro UNESCO, a missão do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira será contribuir para a implementação dos programas da UNESCO, em particular do Programa Hidrológico Internacional. Este objectivo será atingido através do desenvolvimento de actividades e estratégias científicas, educacionais e culturais, assentes no conceito de ecohidrologia e que contribuam para minimizar os impactes decorrentes da intervenção do Homem nos ecossistemas aquáticos, promovendo a transferência de tecnologia, a investigação científica aplicada, a formação avançada, a difusão de conhecimentos e a cooperação internacional.
O Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira prestará uma atenção especial às linhas de trabalho da UNESCO e da União Europeia, designadamente ao Programa Hidrológico Internacional e à Directiva-Quadro da Água.
Vocacionado para a cooperação com todas as regiões do mundo, o Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira valoriza com sua prioridade as relações com as regiões mediterrânicas e africanas, designadamente com os países de língua portuguesa. A sua intervenção será pautada pelo estudo e avaliação das problemáticas, pela procura de soluções estáveis e com efeitos a longo prazo, pela mobilização das comunidades locais e pela garantia, sempre que possível, da adopção dos melhores resultados sob os pontos de vista ecológico, social e económico.
O Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira dará especial atenção ao estabelecimento de uma rede activa com os restantes Centros de Ecohidrologia e outros, igualmente criados sob os auspícios da UNESCO e localizados em diversos países do mundo, favorecendo sempre que possível linhas conjuntas de trabalho.
De forma a apoiar a criação do centro foi constituída uma associação que neste momento integra a Universidade do Algarve, a Administração da Região Hidrográfica do Algarve, vários Municípios do Algarve (Albufeira, Faro, Olhão, Tavira, Vila Real de Santo António), a empresa ALGAR. SA, para além de várias outras instituições nacionais e internacionais nas áreas cientifica, cultural, educacional e empresarial que demonstraram o seu interesse em apoiar este Centro UNESCO em Portugal.