Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Várias

Pobreza é preocupação desde o primeiro discurso, diz Cavaco
                                                                                                                                            
Cavaco Silva responde a José Sócrates, que criticou os políticos que se aproveitam da pobreza para fazer campanha. Antigo sem-abrigo convidou Cavaco para o seu casamento.
                                            
O Presidente da República, Cavaco Silva, sublinhou ontem que as desigualdades e a exclusão social são preocupações que o acompanham desde o primeiro mandato, afastando assim as críticas sobre a exploração da questão da pobreza para benefício político. "Uma preocupação que me acompanha desde o início do meu mandato e para a qual que eu chamei a atenção dos políticos portugueses, logo no primeiro discurso do 25 de Abril, é a das desigualdades sociais, da pobreza e da exclusão e lancei o roteiro da inclusão social para mobilizar os portugueses para causas que a todos dizem respeito", disse Cavaco Silva.
O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, condenou sábado quem explora "de forma descarada" a questão da pobreza para retirar dividendos políticos, dizendo que os verdadeiros combatentes contra a pobreza afastam-se do "exibicionismo". José Sócrates discursava no encerramento das Jornadas Parlamentares do PS referindo-se de forma implícita a um dos temas de polémica que tem marcado a pré-campanha das eleições presidenciais. No mesmo dia, o Presidente da República recusou comentar as declarações do secretário-geral socialista, José Sócrates, sobre os que exploram a questão da pobreza para benefício político, dizendo que o Presidente da República "não é um analista" político. Sobre a questão da pobreza, Cavaco Silva, que se recandidata ao cargo de Presidente da República, afirmou recentemente que os portugueses têm de se sentir "envergonhado" por existirem em Portugal pessoas com fome, um "flagelo" que se tem propagado pelos mais desfavorecidos de forma "envergonhada e silenciosa".
                                                                                                                                        
Convite para o casamento de ex-sem abrigo
                                                                                                                                       
A cerimónia vai decorrer na festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, na Universidade de Lisboa. Um homem que já viveu na rua casou-se este domingo à tarde e convidou para o seu casamento o Presidente da República. A cerimónia teve lugar no último dia da festa de Natal dos sem-abrigo da Comunidade Vida e Paz, que está a decorrer desde sexta-feira na cantina da Universidade de Lisboa. Estamos a falar do casamento de Paulo Fernandes, um ex-sem-abrigo que conseguiu reconstruir a sua vida, com Filipa Cunha, que nunca vive na rua. O romance dura há quatro anos. Para a celebração de ontem, estava convidado o Presidente da República, Cavaco Silva.
                                                                                                                            
Mário Soares preocupado com a fome em Portuga
                                                                                                             
Ex-governante impressionado com o Banco Alimentar. Mais do que as eleições presidenciais de 2011, ao antigo Presidente da República interessa-lhe sobretudo o problema da fome. Mário Soares mostrou-se, esta noite, impressionado com a actual situação de dificuldade financeira pela qual muitos portugueses estão a passar e elogiou o trabalho feito, neste sentido, pelo Banco Alimentar. “Tenho sempre dito que as eleições presidenciais interessam-me relativamente pouco em relação à situação portuguesa. O que me interessa é saber o que se está a passar com aqueles que passam necessidade e que até passam fome. Impressiona-me muito isto do Banco Alimentar que apoiam pessoas que estão sem comer”, disse. Soares fez estas declarações, ontem à noite, em Lisboa.
                                                                                            
Caos no Aeroporto de Lisboa
                                                                                                                                         
TAP reforça medidas para fazer face ao cancelamento de voos. A queda de neve no Norte e Centro da Europa está a levar ao cancelamento de centenas de voos, obrigando muitos passageiros a passar os dias nos aeroportos. A TAP garantiu ontem que reforçou "todas as linhas de atendimento aos clientes" afectados pelos cancelamentos de voos na Europa e que está a fazer o possível para aumentar a capacidade dos voos que consegue fazer. Nos últimos dias, tem havido "um número inusitado" de contactos de clientes e a empresa "reforçou as equipas" das linhas de comunicação com os clientes, quer telefónicas quer através da Internet, no Facebook, refere o porta-voz da transportadora aérea portuguesa, André Soares.
"Temos a noção de que esse esforço não está a permitir respostas tão céleres como as pessoas queriam", admite, garantindo que a TAP está a tentar fazer o possível para diminuir os transtornos aos passageiros. Hoje, todos os voos da TAP para Londres foram cancelados, devido ao encerramento do principal aeroporto da capital, Heathrow, e dos condicionamentos ao de Gatwick. Para fazer face a estes limites, a TAP tem estado a tentar aumentar a capacidade dos voos que se conseguem fazer. Mas "a TAP não pode fazer voos extra quando quer", frisa o porta-voz, indicando que só os aeroportos podem autorizar as companhias a voar e, tal como a TAP, outras transportadoras têm que resolver os problemas dos seus passageiros.
                                                                                                                                                          
"A TAP lamenta e pede paciência aos passageiros"
                                                                                                                                             
Dezenas de portugueses retidos no aeroporto londrino de Heathrow. Dezenas de portugueses estão retidos no aeroporto de Heathrow, perto de Londres, sem saber quando terão avião para Portugal ou onde vão passar a noite. No terminal 1, donde parte a companhia aérea portuguesa, a entrada está a ser barrada pelos funcionários, que estão a aconselhar os passageiros a voltar para casa e a contactar a respectiva transportadora. Uma porta-voz da BAA, a empresa que gere este aeroporto londrino, disse à agência Lusa que hoje partiram apenas seis voos de longo curso e que todas as restantes ligações foram canceladas, não havendo previsão sobre a hora de reabertura das pistas. No terminal 3, um dos poucos que está a funcionar, há centenas de pessoas sentadas no chão ou em filas para os balcões das companhias. O pedido que está a ser feito nos transportes de acesso a Heathrow é que as pessoas não viagem para o aeroporto sem confirmar o estado do voo com as respectivas companhias de aviação.
                                                                                                                                    
Relato de um português retido em Londres pelo nevão
                                                                                                                                                      
Olivier Soares conta que o aeroporto de Heathrow está fechado e que não há ninguém nos balcões de atendimento, estando está retido desde ontem no aeroporto de Heathrow, em Londres, sem conseguir regressar a Portugal e com muitas dificuldades em obter informações. Em declarações efectuadas, este passageiro conta que “o aeroporto está fechado. As pessoas que chegam para os seus voos nem sequer podem entrar para embarcar, não deixam entrar no aeroporto”. “Depois, para irmos embora também está complicadíssimo, porque a grande maioria dos metros está com atraso ou foi cancelada e só conseguimos um táxi depois de esperarmos uma hora e meia. Não há ninguém a atender, não só da TAP mas da maioria das companhias aéreas, não está ninguém nos balcões”, refere Olivier Soares.
A TAP disse que está a reforçar a oferta de lugares através de aviões maiores e a reforçar os meios nos balcões, atendimento telefónico e Internet. Ainda assim, Olivier Soares, um entre dezenas de portugueses retidos em Londres, diz que não consegue obter respostas. “Nós encontrámos portugueses que estão a dormir no aeroporto desde sexta-feira, porque não têm informação nem lugar para ir, nem há sequer acesso à Internet no aeroporto”, sublinha. O Instituto de Meteorologia, em Lisboa, diz que o mau tempo no Norte e Centro da Europa vai continuar e que no Sul tem tendência para melhorar.
                                                                                                
Andar de transporte público vai ser mais caro
                                                                                                                                 
Ministro António Mendonça admite a possibilidade de haver uma redução de pessoal na CP. Andar de transportes públicos vai ser mais caro a partir de Janeiro, revelou o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Confrontado com as notícias de um aumento dos transportes em 2011, António Mendonça confirmou que haverá um "aumento de cerca de 3,5% para os passes sociais e de 4,5% para as tarifas, no seu conjunto". Em declarações aos jornalistas em Alcácer do Sal, onde inaugurou a variante ferroviária Alcácer-Grândola, o ministro adiantou que toda a informação será disponibilizada na próxima segunda ou terça-feira. António Mendonça, admitiu também a possibilidade de haver uma redução de pessoal na CP, privilegiando as rescisões por mútuo acordo. Os ajustamentos no plano laboral serão feitos através de concertação, garantiu. "A nossa preocupação é com a sustentabilidade das empresas.
As empresas de transportes, por várias razões (...), têm problemas de sustentabilidade económica e financeira. A nossa preocupação é criar as condições para essa sustentabilidade económica e financeira se realize. Isso é que garante os postos de trabalho, não tenhamos ilusões", disse. António Mendonça referiu que "entradas e saídas de trabalhadores nas empresas acontecem em todas as situações, seja nos momentos de expansão ou de recessão económica. São ajustamentos normais na vida das empresas". "Naturalmente que, num quadro de dificuldades económicas, as preocupações aumentam, mas a nossa preocupação fundamental, é uma preocupação de garantir condições de sustentabilidade e de viabilidade económica das empresas", acrescentou. António Mendonça assegurou, no entanto, que o governo está preocupado com a manutenção dos postos de trabalho e com o reforço das próprias condições de segurança dos postos de trabalho.
                                                                                                                                  
Rebentamento de caldeira faz 2 mortos em Oliveira de Azeméis
                                                                                                                         
Acidente aconteceu por volta das 15h00 numa residência do concelho de Oliveira de Azeméis. O rebentamento de uma caldeira a lenha usada para aquecimento de água provocou, esta tarde, a morte de duas mulheres, com cerca de 60 anos, e ferimentos ligeiros em outras duas pessoas que estavam junto à lareira. A explosão, de causas desconhecidas, deu-se pelas 15h00 numa vivenda em Nogueira do Cravo, no concelho de Oliveira de Azeméis. As vítimas mortais foram encontradas já sem sinais de vida pelos bombeiros de Fajões, projectadas na cozinha da habitação, que ficou totalmente destruída. Manuel Abreu, comandante dos bombeiros e Fajões, explica que a caldeira rebentou e que “a estrutura envolvente, em granito, foi toda projectada”. Os feridos, dois homens, sofreram apenas escoriações leves e foram encaminhados para o hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira.
                                                                                                              
Doente com VIH terá sido curado após transplante de medula
                                                                                                                        
Tratamento durou cerca de três anos e equipa alemã diz agora que o homem ficou curado. Uma equipa médica alemã acredita ter curado um homem infectado com o vírus da SIDA, após um transplante de medula óssea para tratar uma leucemia de que sofria. "Os nossos resultados sugerem que o paciente se curou do VIH", indicam os autores do estudo publicado na edição de Dezembro da revista científica "Blood". Timothy Ray Brown, um americano de cerca de 40 anos também conhecido por "paciente de Berlim", foi submetido em 2007 a um complicado tratamento para combater uma leucemia mielóide aguda, um tipo de cancro que afecta o sistema imunitário. O tratamento incluiu um transplante de células estaminais de um doador portador de um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o VIH. Os médicos, liderados por Kristina Allers e Gero Hutter do Hospital Médico Universitário de Berlim, seleccionaram células estaminais sem o receptor CCR5, necessário para que o vírus se propague no organismo.
Antes do transplante, Brown recebeu altas doses de quimioterapia e radioterapia e deixou de tomar os anti-retrovirais contra o VIH. Treze meses mais tarde, o doente teve uma recaída de leucemia e foi submetido a um novo transplante de medula com células do mesmo doador. O caso foi relatado pela primeira vez durante uma conferência em Boston, em 2008, pelos médicos que aplicaram o tratamento proposto pelo médico Gero Huetter. Em 2009, o "New England Journal of Medicine" noticiava que, após 20 meses sem tomar os anti-retrovirais, não havia sinais do VIH. O artigo agora publicado no "Blood" assegura que, três anos depois do transplante, "o seu sistema imunitário recuperou uma saúde normal". Os médicos continuam a observar a evolução do paciente, mas acreditam que este caso pode abrir o caminho para uma cura permanente do VIH através de células estaminais geneticamente modificadas.
                                                                                                                                             
Maioria dos jovens portugueses bebe “até cair para o lado”
                                                                                                                                       
Os jovens consomem cada vez mais álcool e cada vez mais cedo. Um estudo europeu revela que 56% dos jovens portugueses até aos 16 anos admitem beber até cair para o lado com frequência. A lei proíbe a venda de álcool a menores de 16 anos e a sua entrada em discotecas. A proposta do Instituto da Droga e da Toxicodependência para subir para os 18 anos esse limite legal mínimo aguarda regulamentação há dois anos. Mas há quem alerte que a medida só irá aumentar o consumo nas ruas, onde não há controlo e se bebe cada vez mais. Este consumo tão intensivo e prematuro aumenta em 50% o risco de dependência para o resto da vida.
Ainda assim, a sociedade portuguesa tem, de uma forma geral, uma atitude de grande tolerância para com o consumo do álcool. Os pais tendem a desvalorizar as consequências da bebida face a outras drogas e os bares e discotecas deixam-se enganar com a astúcia dos mais novos, porque é bom para o negócio. Preocupada com o problema, desde 2007 que a primeira divisão da PSP, em colaboração com a Comissão de Protecção de Menores de Lisboa Centro, faz intervenções surpresa na noite da capital, para sinalizar jovens em risco – em risco de consumo de álcool e de outras drogas. O “Espaço Aberto” acompanhou uma dessas acções, guiado por João Menezes, director da Educação e da Juventude da Câmara Municipal de Lisboa, entidade que está também associada à iniciativa.
                                                                                                                                       
Imigrantes recenseados não podem votar
                                                                                                                                                            
Lei só entra em vigor na próxima semana, mas os cadernos eleitorais estão fechados desde Novembro. Há imigrantes recenseados mas que não vão poder votar nas eleições presidenciais de Janeiro. Em causa está o direito de voto de cerca de 1100 eleitores imigrantes que se recensearam depois das últimas eleições em 2005. O problema é de calendário. A lei que lhes permite o voto só entra em vigor na próxima semana, mas como os cadernos eleitorais estão fechados desde Novembro, estes 1100 eleitores imigrantes ainda não é desta que votam
                                                                                                                      
                                                               

terça-feira, 20 de julho de 2010

SIDA 2010

Conferência Internacional sobre HIV

“Falta vontade política para que infetados pelo HIV tenham tratamento”, disse o - presidente da conferência.

O presidente da conferência internacional sobre SIDA, que ontem começou em Viena, disse que falta vontade política para que as pessoas infetadas com o vírus HIV tenham acesso a tratamento. Julio Montaner, que preside a conferência e é também o presidente da Sociedade Internacional da SIDA, disse que o G8 - grupo dos países mais ricos do mundo - falhou ao não expressar um compromisso garantindo o acesso ao tratamento e antevê que isso venha a ter sérias consequências.
"Este é um défice muito sério", afirmou Montaner, adiantando que resta "alegrarmo-nos com o facto de, pelo menos, hoje existirem tratamentos que funcionam. O que precisamos agora é de vontade política para percorrer o caminho que falta para tornar possível o acesso (aos tratamentos) de todas as pessoas infetadas", afirmou Julio Montaner, em declarações aos jornalistas.
Esta posição deverá dominar a XVIII Conferência sobre a SIDA, que ontem começou em Viena (Áustria). Um estudo da delegação norte-americana da Sociedade Internacional da SIDA (IAS), que vai ser apresentado no encontro, alerta para a necessidade de começar precocemente o tratamento contra a infeção do HIV, ainda antes do aparecimento dos sintomas, para impedir a destruição progressiva do sistema imunitário.
Em finais de 2008 existiam 33,4 milhões de seropositivos em todo o mundo. A SIDA e as doenças que lhe estão associadas provocam dois milhões de mortes por ano. Entre hoje e 23 de julho reúnem-se em Viena 25 mil participantes, entre cientistas, ativistas e especialistas em medicina para debater o tratamento e a prevenção da doença que afeta milhares de pessoas em todo o mundo e mais em países da África e na Ásia Central, com escassos meios económicos e médicos

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Infarmed não quer...

Remédios para a sida nas farmácias

Jorge Torgal disse no Parlamento que a nova direcção da Autoridade do Medicamento ainda não discutiu este tema, mas ainda assim optou por revelar a sua posição pessoal.

O presidente da Autoridade do Medicamento manifestou-se, esta quarta-feira, contra a venda de medicamentos para o HIV/sida nas farmácias e lamentou a fraca possibilidade de negociação dos preços destes fármacos com a indústria. Questionado pelo Bloco de Esquerda, no Parlamento, sobre a dispensa de medicamentos para a sida e cancro nas farmácias, Jorge Torgal disse que a nova direcção do Infarmed ainda não discutiu este tema, mas optou por revelar a sua posição pessoal, noticia a Lusa. «A minha posição é contrária [à venda em farmácias] no que respeita aos medicamentos da sida», declarou na comissão parlamentar de Saúde.
Sobre o preço dos medicamentos antiretrovirais, o presidente do Infarmed lamentou que 70% do mercado seja ocupado por uma única empresa: «não existe negociação de preços, mas em parte imposição de preços». Jorge Torgal anunciou, em Junho, que iria apresentar propostas ao Governo para tentar controlar o crescimento da despesa com os fármacos para o HIV/sida. Mas a audição requerida pelo PCP ao responsável do Infarmed foi dominada pela questão da transparência e das ligações de elementos da direcção do organismo à indústria farmacêutica.
O deputado comunista Bernardino Soares lembrou o cargo ocupado por Torgal numa fundação da empresa Glaxo Smith Kline e as funções de «alto nível» desempenhadas numa multinacional farmacêutica durante anos por um vogal da nova administração do Infarmed. «Como é que estes currículos podem influenciar a imagem do Infarmed perante o sector que regula?», questionou o deputado. Na resposta, Jorge Torgal disse ter escolhido as pessoas com base em «capacidades técnicas» e salientou que a Fundação onde foi curador era «totalmente independente da actividade comercial» da Glaxo. A insuficiência de recursos humanos no Infarmed foi outro dos temas marcantes da audição. Jorge Torgal disse que os concursos para a ocupação de 113 lugares estão na fase final e apontou a escassez de técnicos nacionais qualificados na área da avaliação fármaco económica como um problema.
«Num dias trabalham para a indústria e noutros para o Infarmed. Estamos a tentar que se possa ultrapassar esta situação, mas é um problema não só nacional, também internacional. Há óbices reais de muito difícil ultrapassagem», explicou. No final da comissão, a Lusa tentou obter esclarecimentos adicionais junto do presidente do Infarmed, que se escusou a prestar declarações. Mas uma fonte da Autoridade do Medicamento explicou que Jorge Torgal se referia à escassez de técnicos qualificados e peritos que auxiliam na avaliação fármaco-económica, nomeadamente na comparticipação de medicamentos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SIDA no Algarve

Região planeia mais de 100 rastreios em 2010

Tirar dúvidas e obter esclarecimentos sobre a infecção da sida, de forma gratuita, anónima e confidencial, em centros de saúde e noutros pontos da região, é um dos objectivos.

O Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce da Infecção pelo VIH/sida (CAD), do Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Algarve, IP, pretende realizar mais de uma centena de sessões de rastreios do VIH/sida em 2010. O público poderá, nestas sessões, tirar dúvidas e obter esclarecimentos sobre a infecção da sida, de forma gratuita, anónima e confidencial, em centros de saúde e noutros pontos da região.
A iniciativa tem o apoio do Instituto da Droga e da Toxicodependência, IP, dos Serviços Médicos da Universidade do Algarve (Gabinete de Psicologia e de Apoio Psicopedagógico) e do Centro Comercial Continente de Portimão.Durante 24 dias, espalhados entre Janeiro e Junho, o CAD vai marcar presença, com a unidade móvel, no recinto da Universidade do Algarve, sensibilizando a população para a importância da detecção precoce da infecção e disponibilizando testes rápidos para a detecção do VIH (com resultado em 15 minutos).
Serão efectuadas, ainda, mais de 70 sessões de rastreio em oito centros de saúde (Aljezur, Lagoa, Lagos, Silves, Quarteira, Albufeira, Castro Marim, Vila Real de Santo António), dos três agrupamentos dos centros de saúde da região (Barlavento, Central e Sotavento).
Uma vez por mês será o Centro Comercial Continente, em Portimão, a acolher sessões de rastreio do VIH/sida.A sida (síndrome de imunodeficiência adquirida) é uma doença provocada pelo VIH (vírus da imunodeficiência humana), que ataca o sistema imunitário do organismo, destruindo as suas defesas, tornando a pessoa mais vulnerável a outras doenças.
De salientar que qualquer pessoa, independentemente do seu género, idade, orientação sexual ou estado civil, pode infectar-se. O VIH transmite-se através de três formas: relações sexuais sem preservativo (sexo oral, vaginal e anal), partilha de seringas, agulhas ou material cortante com sangue infectado e de mãe para filho, durante a gravidez, parto ou amamentação.
O vírus VIH não se transmite através de picada de insectos, aperto de mão, abraços e beijos, partilha de pratos, talheres ou copos, uso de casas de banho, conversas ou contactos sociais.

sábado, 18 de abril de 2009

A Sida e as Empresas

Algar adere ao Código de Conduta “Empresas e VIH”

Integram a Plataforma Laboral contra a Sida várias empresas e organismos a nível nacional.

A Algar, Valorização e Tratamento de resíduos Sólidos, S.A, acaba de integrar o grupo de empresas subscritoras do “Código de Conduta Empresas e VIH”, elaborado no âmbito da Plataforma Laboral contra a SIDA, assumindo-se como interlocutora privilegiada na resposta à infecção pelo VIH no local de trabalho, nomeadamente nas vertentes da não discriminação, da prevenção e do acesso ao tratamento.

A Algar, S.A. formalizou a sua adesão ao “Código de Conduta Empresas e VIH”, numa cerimónia que contou com a presença de todas as empresas participadas do Grupo AdP – Águas de Portugal, que, depois da adesão da holding AdP – Águas de Portugal, SGPS, S.A., em Outubro de 2008, tornam-se agora também subscritoras do documento elaborado no âmbito da Plataforma Laboral contra a SIDA e impulsionado pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida.
Actualmente, 9 em cada 10 pessoas infectadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) encontram-se em idade activa, pelo que a adesão da Algar, S.A. e da totalidade das empresas do Grupo AdP a esta iniciativa, num universo de cerca de 5.000 colaboradores, representa um importante contributo para a resposta à infecção pelo VIH no local de trabalho, nomeadamente nas vertentes da não discriminação, da prevenção e do acesso ao tratamento.
Ao subscreverem o “Código de Conduta Empresas e VIH” as empresas aderentes à iniciativa comprometem-se a: não discriminar as pessoas que vivem com infecção VIH, quer sejam trabalhadoras ou candidatas a cargos na empresa; assegurar a igualdade entre homens e mulheres no que respeita ao acesso á prevenção e ao tratamento da infecção pelo VIH; facilitar a divulgação junto de trabalhadores e trabalhadoras de materiais informativos relativos à infecção pelo VIH e participar em programas de prevenção envolvendo os seus representantes; reconhecer que a realização de teste de infecção pelo VIH, enquanto medida de saúde pública importante, é insusceptível de comprometer o ingresso e a progressão na carreira de cada trabalhador/a; respeitar e fazer respeitar o carácter voluntário dos testes para o VIH e a confidencialidade dos resultados; facilitar o acesso aos cuidados de saúde e à protecção social em condições de igualdade para todas as pessoas da empresa.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Sida: Igreja divide para reinar

ONU quer evitar milhões de infecções

Nações Unidas apelam a mais investimento e investigação na área da prevenção, enquanto algumas autoridades eclesiásticas aprovam o uso do preservativo.

Cerca de 12 milhões de novas infecções pelo HIV, o vírus da sida, podem ser evitadas até 2015 com uma verdadeira política de prevenção que combine vários métodos, segundo a ONU. Num documento publicado ontem na revista Lancet pelo director da ONUSida, Peter Piot, a dois dias do encerramento da conferência mundial da sida, na capital do México, Piot sublinha que existem possibilidades reais de o número de novas infecções poder ser reduzido para dois terços.
A prevenção combinada, usando vários tipos de métodos, como preservativos, circuncisão, troca de seringas e alteração dos comportamentos sexuais tem sido um dos temas fortes em debate na conferência. "Os governos, as comunidades e os investigadores devem aplicar uma prevenção combinada e a comunidade internacional deve mobilizar-se", sublinha o responsável da ONUSida, adiantando que a cada novo dia, sete mil pessoas são infectadas pelo HIV.
Segundo o artigo, os programas mais importantes, que seriam também os mais eficazes no domínio da prevenção, não obtiveram financiamento suficiente e não visam as populações que mais necessitam. Os responsáveis da ONUSida apelam, assim, aos investigadores e a quem os apoia para reforçarem a investigação sobre a prevenção.

Entretanto, a Igreja mexicana marca também presença nos trabalhos da conferência. Criticada por militantes anti-sida e pelos sectores preocupados com a prevenção da infecção devido à sua posição contra o uso do preservativos, a Igreja Católica decidiu participar sem complexos nos trabalhos que amanhã terminam na capital do México. A Igreja mexicana preparou-se, aliás, o melhor que pôde para este encontro mundial, justamente, para fazer face às críticas que se vão ouvindo entre os participantes.
"Muitos cristãos encaram a sida como uma praga, um um castigo divino contra a imoralidade", diz Richard Eves, um investigador australiano, que é também militante na luta contra a sida, e que estudou o caso na Papua Nova-Guiné. A Igreja, diz este investigador, "inscreve o tema da sida no quadro da moral sem se preocupar com as causas sociais e médicas que favorecem o contágio e reduzem o problema de saúde pública a um simples castigo divino".
O núncio apostólico do México, monsenhor Christophe Pierre, discorda das críticas. "Essa história do castigo divino é uma caricatura da posição da Igreja", disse o religioso à AFP. "A Igreja está muito presente, ao lado dos doentes, e somos favoráveis à prevenção através de uma educação melhor", afirmou ainda.
A questão dos preservativos, distribuídos por estes dias em grandes quantidades na zona da cidade onde se realiza a conferência, continua, aliás, no centro de debate. Sem fazer campanha contra o uso do preservativo, a Igreja não mudou, no entanto, a sua posição. Mas há grupos dentro dela, como os Franciscanos, também presentes no encontro, que aceitam o seu uso, defendendo que esse é "um problema da consciência de cada um".

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sida deixa 14 milhões de crianças órfãs

África é a região mais afectada pelo vírus

A situação das crianças órfãs e vulneráveis pelo VIH/sida foi o tema de um seminário que decorreu esta terça-feira, em Lisboa, promovido pela Assembleia da República em parceria com a AWEPA.

O vírus da sida já deixou órfãs 14 milhões de crianças na África Subsariana, um número que aumenta anualmente e que segundo o presidente da Associação de Parlamentares Europeus para África (AWEPA) revela a necessidade de maior ajuda internacional, noticia a Lusa.
A AWEPA é uma organização não governamental internacional - com cerca de 1500 membros de entre antigos e actuais deputados parlamentares oriundos do Parlamento Europeu - que apoia os parlamentos em África e cuja missão é manter Africa no topo da agenda política da Europa.
Segundo o presidente desta associação, Jan Nico Scholten, a África Subsariana é a mais afectada por este flagelo que já deixou 14 milhões de crianças sem o pai ou sem a mãe. Moçambique, África do Sul, Suazilândia e Malawi são os países onde se registam mais casos. Scholten defendeu que os políticos devem ler estes números e fazer assentar as suas políticas nestes factos reais da vida, tomando medidas que apostem na protecção social às crianças e as famílias.
E num momento em que o mundo vive uma crise financeira, adiantou, o financiamento a programas internacionais de apoio a estes países não deve abrandar, antes pelo contrário. «Não foi a África que criou a crise financeira e a crise ambiental, fomos nós os países desenvolvidos», frisou.
Em Moçambique, a prevalência da Sida situa-se nos 16 por cento numa população com 90 milhões de pessoas, um taxa muito alta na opinião da representante da UNICEF naquele país e responsável pelo sector de protecção à criança. Segundo Theresa Kilbane, apesar de já ter havido algum progresso ao nível do apoio às crianças afectadas pelo flagelo da Sida é ainda necessário o apoio internacional para complementar as actividades desenvolvidas pelo governo moçambicano.

Incentivar e apoiar programas locais

Moçambique é um pais onde 58 por cento das crianças vivem abaixo do limiar da pobreza e onde se estima que mais de 30 por cento nascem por ano com HIV, metade dos quais morrendo antes de completar um ano. Embora o acesso à saúde, educação e protecção tenha melhorado, adiantou, o desafio do presente e do futuro é continuar a apostar em programas locais. Por outro lado, a responsável da UNICEF em Moçambique considerou fundamental a criação de uma base de dados sobre o atendimento as crianças e vulneráveis.
O seminário que hoje se realizou em Lisboa faz parte do programa da Awepa de co-financiamento temático «proteger os valores da democracia», financiado pelo governo holandês com o objectivo de facilitar a cooperação e a troca de experiências entre políticos e deputados no que diz respeito aos problemas socio-económicos mais importantes como o VIH/SIDA.
Segundo a organização, o objectivo é reforçar o diálogo entre os parlamentares africanos e europeus e aumentar a acção parlamentar no que diz respeito às crianças órfãs e vulneráveis, o VIH e a sida.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sida em novo avanço

Quatro novos casos por dia - só no Amadora-Sintra

Situação levou ao lançamento de uma acção de sensibilização, para sensibilizar público e desmistificar a transmissão do vírus.

Todos os dias aparecem quatro a cinco novos casos de Sida no Hospital Amadora-Sintra, uma situação que levou ao lançamento de uma acção de sensibilização, quarta-feira, para desmistificar a transmissão do vírus e a forma de o evitar, escreve a Lusa. Apesar dos números terem estabilizado, surgem diariamente novos casos naquele hospital, principalmente de mulheres, muitas das quais grávidas oriundas da Guiné-Bissau, disse hoje à agência Lusa a directora do serviço de Infecciologia, Célia Carvalho.
«Temos casos de infectados que não vão à consulta e casos de infectados já este ano», sublinhou a médica, acrescentando que estão a aparecer várias pessoas infectadas com cerca de 70 anos que nunca realizarem o teste do VIH. Além dos novos casos de Sida, houve outra situação que levou o hospital a realizar esta acção dirigida à população servida pelo hospital, conforme contou a médica à Lusa.
«Foi tudo suscitado na sequência de e-mails que recebi dentro do hospital com histórias fantásticas, como uma pessoa que foi ao teatro e se picou numa agulha, que estava acompanhada de um bilhete que dizia que estava infectada com HIV», relatou. Recebeu ainda apelos dirigidos aos pais para terem cuidados redobrados com os filhos quando vão a cabines telefónicas ou fazem pagamentos do estacionamento dos carros devido ao perigo de lá estar uma agulha infectada.

«Essas coisas são impossíveis, não existem», frisou a médica, considerando que é preciso esclarecer as pessoas sobre como se transmite o vírus da Sida. Célia Carvalho sublinhou que esta situação cria «pânico nas pessoas» e afasta-as dos doentes, que devem estar integrados na sociedade.
Para a responsável, é preciso «tirar o medo das pessoas em relação aos doentes infectados com VIH». Para isso, será feita uma acção de sensibilização com conselhos de médicos e enfermeiros às pessoas que se deslocarem ao Amadora-Sintra e disponibilizar informação sobre a doença.
Célia Carvalho lembrou que, actualmente, a Sida é uma doença crónica controladíssima desde que o doente faça a medicação para não criar resistências.
O problema é que esta doença não dá sintomas e, muitas vezes, é numa análise rotineira que se descobre, adiantou a médica, lembrando que a população servida pelo hospital é muito populosa e complicada. «Temos muitos casos de doentes guineenses, cabo-verdianos dos países de Leste, brasileiros e senegalenses», sendo o mais importante conseguir que não falhem nas consultas e na medicação. A médica salientou que alguns doentes estão abertos a tudo, mas falham por falta de dinheiro ou para não faltar ao trabalho.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Balanço do Dia Mundial da Sida

Casos diagnosticados cairam 67 por cento

«Número de casos de infecção por HIV baixou entre 2000 e 2007», diz coordenador nacional, Henrique Barros

O número de casos diagnosticados de infecção por HIV baixou quase 70 por cento em Portugal entre 2000 e 2007, apesar de o país apresentar das mais altas taxas de novas notificações, segundo um relatório da União Europeia e das Nações Unidas, escreve a Lusa.
«O número de casos de infecção por HIV baixou para um terço entre 2000 e 2007», disse à Lusa o coordenador nacional para o HIV/SIDA, Henrique Barros, remetendo para os dados do relatório divulgado segunda-feira, segundo os quais há oito anos foram diagnosticados em Portugal 2.749 casos de infecção, um número que caiu para os 894 no ano passado.
Desta forma, registou-se uma diminuição de 67 por cento dos casos diagnosticados e não uma quase duplicação, como a Lusa noticiou segunda-feira.
O relatório conjunto do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças e da Organização Mundial de Saúde refere também que Portugal tem das mais altas taxas de novos casos notificados, a par da Estónia, Ucrânia e Moldávia.
Henrique Barros ressalva, no entanto, que estas notificações não correspondem necessariamente a novos diagnósticos, uma vez que muitos casos já estavam diagnosticados «há vários anos».
«Havia muitos casos que estavam diagnosticados, mas não tinham sido notificados. Portugal fez um esforço grande para aumentar as notificações e, por isso, aparece entre os quatro países que mais notificaram, mas isso não corresponde a novos diagnósticos. Muitos estavam diagnosticados há vários anos», salienta o responsável.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

DIA MUNDIAL CONTRA A SIDA


Medo não evita comportamentos de risco

Estudo pioneiro avalia a SIDA na população portuguesa

A maioria dos portugueses acredita que o medo da SIDA pode ser uma barreira para fazerem o diagnóstico. Mas esse medo, não evita comportamentos de risco.
As campanhas de publicidade mais eficazes são as que apelam à prevenção, ao uso de preservativo e à necessidade de um diagnóstico precoce. Porém, a grande maioria fica indiferente a muitas delas, levadas a cabo nas últimas décadas

Um em cada 3 portugueses conhece uma pessoa seropositiva. 43% considera que a SIDA é a segunda doença mais grave em Portugal, logo a seguir ao Cancro. O medo e a injustiça são os principais sentimentos gerados pela SIDA. Existe um nível significativo de desconhecimento face aos comportamentos de risco associados à SIDA. Estes, são alguns dos dados referidos no estudo “A Opinião Pública Portuguesa e a Sida – Ultrapassar a Era do Medo”.
O documento refere ainda que, 24% pensa que os portadores do vírus da SIDA são um dos grupos mais discriminados na sociedade portuguesa. 93% consideram que as pessoas com SIDA são discriminadas e só 37% consideram que a discriminação tem diminuído em Portugal. As áreas ligadas à Saúde, à Investigação e à Solidariedade são percepcionadas como sendo os sectores com uma atitude mais empenhada na luta contra a SIDA. Metade da população inquirida tem receio em fazer testes para diagnóstico da SIDA por vergonha.

Estas são algumas das principais conclusões de um estudo realizado junto da população portuguesa sobre o Medo face à SIDA. O estudo “A Opinião Pública Portuguesa e a SIDA – Ultrapassar a Era do Medo”, revela que 80% das pessoas inquiridas associa esta doença ao Medo e que este sentimento é capaz de impedir as pessoas de irem ao médico só para não se confrontarem com eventuais resultados.
Este estudo realizado no âmbito do Dia Mundial da Luta Contra a SIDA, que se celebra no próximo dia 1 de Dezembro, foi elaborado sob a chancela do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica Portuguesa e com o apoio da Tibotec – uma divisão da Janssen Cilag –, baseando-se num inquérito realizado junto de 603 portugueses sobre temas de Saúde Pública. “Pretende-se que as conclusões possam dar um contributo fundamentado para se ultrapassar o Medo, gerando novas atitudes face às pessoas seropositivas e à doença”, defende o Prof. Castro Caldas, médico neurologista e Director do ICS.
Nas últimas décadas, a Sida transformou-se num grave problema de saúde pública, tendo sentimentos como o Medo, o Preconceito e a Ignorância, contribuido para a sua propagação. Este estudo vem demonstrar que a seguir ao Cancro (76%), a SIDA (43%) é a doença que os portugueses consideram mais problemática. As doenças oncológicas, as doenças do coração e a SIDA são as doenças mais temidas pelos portugueses.
O estudo revela ainda que uma grande parte das pessoas não tem uma ideia muito clara do número de infectados, nem da sua faixa etária, e que o desconhecimento face aos comportamentos de risco é ainda muito elevado.

Embora a maioria dos inquiridos (77%) associe o risco da SIDA às relações sexuais não protegidas (não utilização de preservativo), a multiplicidade de parceiros sexuais é considerada por apenas 14%.
No que diz respeito à discriminação, os portugueses consideram que este sentimento ainda se encontra bastante presente na nossa sociedade quando se fala em SIDA – 24% dos portugueses referem os portadores do vírus da SIDA como o grupo mais discriminado e o segundo mais referido.
Quanto à atitude das diferentes entidades no combate à SIDA, são as áreas ligadas à Saúde, à Investigação (cientistas e indústria farmacêutica), e à Solidariedade Social que têm uma atitude mais empenhada na luta contra a SIDA, contrariamente ao Estado, aos Líderes de Opinião, à Igreja Católica e aos Empregadores – 58% dos inquiridos vêm com desconfiança a atitude dos empregadores.
Para os inquiridos as campanhas de publicidade mais eficazes são as que apelam à prevenção, ao uso de preservativo e à necessidade de um diagnóstico precoce. São estas que a população melhor recorda. Porém, a grande maioria dos inquiridos é indiferente a muitas delas – apenas 49% recorda com alguma facilidade as campanhas publicitárias levadas a cabo nas últimas décadas. O inquérito aos portugueses sobre temas de Saúde Pública, foi realizado durante o mês de Novembro, a 603 indivíduos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, residentes em Portugal Continental.