Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ciclo de conferências

Sexualidade em debate

A Biblioteca Municipal de Loulé irá receber durante os próximos meses um ciclo de conferências sobre sexualidade, numa parceria com a Associação para o Planeamento da Família - Delegação do Algarve.

Estas cinco conferências irão decorrer sempre às sextas-feiras, pelas 21h30, com entrada livre. «Sexualidade e Ciclo de Vida» é a primeira conferência, no dia 16 de Outubro, em que a oradora é Aida Rita. Esta primeira conferência irá incidir sobre as seguintes temáticas:
H1 - A Sexualidade mediatiza todo o nosso ser, mudando ao longo da nossa vida e assumindo características próprias em cada período.
H2 - Terá a sexualidade um prazo de validade? E será correcto pensarmos que se caracteriza e manifesta de forma idêntica nos diferentes períodos da nossa vida?
A segunda conferência será a 13 de Novembro, com o tema «Educação e Sexualidade: Escola, Família e Comunidade», com a mesma oradora, e centrar-se-á nas seguintes matérias:
H1 - A Educação Sexual integra naturalmente o processo educativo de cada um de nós e desenvolve-se nos diferentes contextos
H2 - Competirão os diferentes agentes de educação entre si no que diz respeito ao seu papel na Educação Sexual de cada um de nós? Haverá um contexto ideal para que ocorra este processo?
«Comunicação e Sexualidade» é o tema da terceira conferência, a 11 de Dezembro, apresentada por António Sousa, e versando nas matérias:
H1 - A sexualidade é uma fonte potencial de vida, de prazer, e de comunicação, e uma componente da realização pessoal e das relações interpessoais
H2 - Existirá uma ligação directa entre a forma como comunicamos e a forma como vivenciamos a nossa sexualidade?
Na continuação deste ciclo, no dia 15 de Janeiro de 2009, «Valores e Atitudes Face à Sexualidade», com o orador António Sousa:
H1 - O nosso quadro de valores e as atitudes que temos perante determinados temas, pessoas ou situações influenciam inegavelmente os nossos comportamentos e sentimentos.
H2 - Terão os nossos valores e atitudes um papel determinante na forma como vivenciamos a nossa sexualidade e nos comportamentos que adoptamos? Terão estes um carácter imutável?
A quinta e última conferência será a 19 de Fevereiro, e irá incidir sobre «Os Principais Problemas em Saúde Sexual e Reprodutiva», e a oradora será Joana Sousa:
H1 - Uma vivência menos positiva da sexualidade leva muitas vezes ao aparecimento de problemas que podem colocar em causa o bem estar físico, psicológico ou social do ser humano.
H2 - O que poderemos considerar como problema quando falamos sobre comportamentos sexuais, numa sociedade onde a pluralidade sexual é um valor a respeitar?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Palestras de Verão

À Descoberta do Património de Lagos

História e património são os temas que vão ilustrar palestras que fazem renascer o passado.

A Câmara de Lagos promove, nos meses de Julho, Agosto e Setembro, a iniciativa “À Descoberta do Património de Lagos”, com a realização das Palestras de Verão “Pela História de Lagos Com…”, onde, em cada sessão, falará um especialista nos temas históricos escolhidos.
Para amanhã, está já prevista a palestra subordinada ao tema «Fortificações da Praça de Lagos», com a presença do arqueólogo Rui Parreira.
“Pela História de Lagos Com…”, tem um vasto programa do qual fazem parte, no dia 6 Agosto, a Palestra subordinada ao tema “Lagos Medieval” por José António Martins. Dia 20 Agosto, a Palestra subordinada ao tema “Lagos e Marrocos no Séc. XV” por Valdemar Coutinho. Finalmente, no dia 3 Setembro, e sempre pelas 21h00, a Palestra subordinada ao tema “Lagos nos finais do Antigo Regime” por Glória de Santana Paula.
As Palestras são de entrada livre e realizam-se no Armazém do Espingardeiro.

sábado, 6 de junho de 2009

O domínio científico do Marketing

Na sua aplicação ao Turismo

Investigadores da UAlg apresentam comunicação sobre marketing de Portimão em conferência internacional.

O plano estratégico de marketing territorial de Portimão vai estar em debate no Teatro Municipal de Portimão, no dia 24 de Junho, na Conferência Internacional de Marketing Places, da qual são oradores convidados o coordenador do Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo (CIITT) da UAlg, Prof. Fernando Perna, e a investigadora Maria João Custódio, também da UAlg, que actualmente asseguram a coordenação da equipa que está a elaborar o Plano Estratégico de Marketing Territorial de Portimão.
O orador principal da conferência é o norte-americano Prof. Philip Kotler, considerado em 2005 pelo Financial Times o quarto pensador da área dos negócios mais influente em todo o mundo, logo atrás de Peter Drucker, Bill Gates e Jack Welsh.
Gerir um determinado lugar, cidade e ou região é também gerir a sua imagem e a sua marca tendo por base fortes apelos à lógica e à emoção. É neste cenário que o marketing places se revela uma poderosa ferramenta que permite incentivar o turismo e o comércio, atrair pessoas e investidores, assim como aumentar o reconhecimento cultural e político de um determinado território.
Da Conferência Internacional em Marketing Places sairão contributos importantes para o Plano Estratégico de Marketing Territorial de Portimão, actualmente a ser elaborado pela Câmara Municipal de Portimão e pelo Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da UAlg.
Dois dos cinco oradores convidados nesta conferência são justamente investigadores da UAlg na área do Território e Turismo - Fernando Perna, coordenador do CIITT, e Maria João Custódio, investigadora no mesmo centro, que vão discutir as metodologias em desenvolvimento sobre o caso de Portimão no que diz respeito à economia do turismo e a sua relação com o processo de formação da imagem dos destinos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

“Horizontes do Futuro”

Obama, o ‘Pagador de Promessas’

Nuno Rogeiro vai participar em mais uma conferência do ciclo “Horizontes do Futuro”, uma iniciativa da Câmara de Loulé.

No próximo dia 18 de Junho, quinta-feira, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Loulé, este analista de política internacional vai fazer uma apresentação com o tema “Pagador de Promessas - Os primeiros meses de Obama”.
Durante a campanha presidencial, Barack Obama fez centenas de promessas em política externa, de defesa e segurança. Muitas afectariam o mundo, aliados e adversários, amigos e rivais, a Europa, Portugal. Quatro meses depois, num exame global, que compromissos foram cumpridos, que juramentos foram abandonados, e que perspectivas há, quanto ao que não foi ainda tocado? Estas são algumas das questões abordadas nesta conferência.
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa (Universidade Clássica), este analista, investigador, docente e autor, tem dedicado os últimos 25 anos a temas de política internacional, assuntos estratégicos, defesa e segurança.
Tem sido leitor e conferencista de várias instituições nacionais e internacionais, nas áreas da Ciência Política, Geopolítica e Geoestratégia. Pouco depois do 11 de Setembro, aceitou o cargo de representante especial do Ministro dos Negócios Estrangeiros para as questões do terrorismo e do fundamentalismo extremo, no âmbito de um projecto de investigação da União Europeia. Nessa qualidade, integrou o grupo de tarefa especializado da EU (SRGTF), produzindo os relatórios sobre a expansão internacional da Al Qaida, e acerca das relações dos grupos terroristas com os “media”.
Paralelamente, tem desenvolvido uma actividade intensa na comunicação social, com especial destaque para o programa semanal de assuntos internacionais, “Sociedade das Nações”, na SIC Notícias. É membro fundador da Associação Portuguesa de Ciência Política e co-director do Instituto Euro-Atlântico.

terça-feira, 2 de junho de 2009

“Morte Violenta”

Palestra no Hospital de Faro

Médico do HDF apresenta trabalho sobre “Causas e Factores de Risco de Morte Violenta numa População de Imigrantes”.

O Centro de Formação, Investigação e Conhecimento do Hospital de Faro EPE promove amanhã, dia 3 de Junho, pelas 11,30h no auditório, mais uma sessão do Ciclo “Contextos Científicos”, este mês sob o tema “Causas e Factores de Risco de Morte Violenta numa População de Imigrantes”, apresentado pelo Mestre Aníbal Acácio Mendes Coutinho.
O trabalho foi realizado no âmbito da obtenção de grau de Mestrado em Medicina Legal e Ciências Forenses na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Aníbal Acácio Mendes Coutinho desempenha funções de Assistente Hospitalar Graduado de Urologia no Hospital de Faro e é médico perito no Gabinete Médico-Legal de Faro.
Dirigido especialmente para os profissionais do Hospital de Faro, este ciclo tem como objectivos estimular, valorizar e divulgar todos os trabalhos de investigação desenvolvidos pelos profissionais ou nos quais o Hospital de Faro tenha sido objecto de estudo, proporcionando assim a criação de um espaço privilegiado de troca de conhecimento.
O programa pretende, simultaneamente, promover a instituição como uma entidade ligada ao conhecimento científico; fomentar a criação de laços de cooperação com outras instituições e investigadores nacionais e internacionais e constituir um espaço de reflexão sobre temáticas de reconhecida importância na área da Saúde.
O ciclo tem uma periodicidade mensal e decorre no auditório do hospital tendo como público-alvo a comunidade hospitalar, académica e científica. Os profissionais que tenham desenvolvido ou estejam a realizar estudos científicos; trabalhos de obtenção de grau académico ou de progressão de carreira e que estejam interessados em apresentá-los devem contactar o Centro de Formação, Investigação e Conhecimento do Hospital de Faro.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Retratos do Algarve

Ciclo Viajantes, Escritores e Poetas

Conferência sobre o Algarve em “Os Pescadores”, de Raul Brandão.

No dia 05 de Junho, às 18h00, o Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António recebe mais uma conferência do ciclo Viajantes, Escritores e Poetas – Retratos do Algarve. Terá a palavra a Prof.ª Carina Infante do Carmo, docente de Literatura da UAlg, que explorará a visão de Raul Brandão sobre a região algarvia, plasmada na obra de 1923 Os Pescadores.
Numa carta dirigida a Albino Forjaz de Sampaio, Raul Brandão dividiu a sua obra em duas metades distintas: uma que evidencia a sua luta com o fantasma, o sofrimento e o grotesco humanos; outra que fixa a luz e a paisagem portuguesas. Segundo Carina Infante do Carmo, “cabem nesta segunda categoria Os Pescadores (1923), espécie de reportagem impressionista, autobiográfica e antropológica da costa portuguesa, de Caminha até Sagres”.
Em desenhos fragmentários desse território humano e natural, o Algarve ocupa os capítulos finais do livro, rematando um itinerário atlântico que começara no lugar saudoso da infância perdida de Brandão, a Foz do Douro.
“A exuberância das gentes e lugares algarvios estimulam-lhe o cromatismo plástico e sinestésico, transfigurando a paisagem contemplada num quadro interior, habitado de lembranças e sensações pessoais”, refere a conferencista. Acrescenta ainda que Raul Brandão “enquadra entre a luz e o mar, a brancura das açoteias de Olhão, a agitação da vida, das dores e da labuta dos pescadores e suas mulheres. Seguem-se o copejo ensanguentado do atum, em Tavira e no arraial da Ponta da Baleeira, e o caminho para Barlavento, rumo ao mágico promontório de S. Vicente”.
Assim recorta Raul Brandão o território algarvio, captado a partir das suas gentes populares de beira-mar. Valendo-lhe um êxito expressivo junto dos leitores, “o autor de Os Pescadores seguia a matriz garrettiana das viagens sentimentais à terra pátria, que determinou um eixo vital de toda a sua obra e da geração republicana e seareira com a qual colaborou activamente”.

terça-feira, 12 de maio de 2009

“Horizontes do Futuro”

Poder Local em debate

Pacheco Pereira apresenta Conferência no Dia do Município de Loulé.

No próximo dia 21 de Maio, pelas 21h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Loulé, realiza-se mais uma conferência integrada no ciclo “Horizontes do Futuro”, que será apresentada por José Pacheco Pereira. “A Energia do Poder Local” é o mote para esta iniciativa que se insere no programa de comemorações do Dia do Município.
Filósofo, historiador, politólogo e político, Pacheco Pereira é licenciado em Filosofia, com Mestrado em Sociologia, exercendo funções como docente universitário, sendo uma das figuras mais incontornáveis da sociedade portuguesa, que conta com um extenso currículo político e literário.
Em termos políticos, foi deputado à Assembleia de República (V, VI e VIII Legislaturas) e ao Parlamento Europeu, pelo PSD, tendo sido vice-presidente do mesmo entre 1999 e 2004. Exerceu os cargos de vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD, presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD e membro do Conselho Nacional deste partido.
Além da sua precoce actividade política, cedo também se dedicou à escrita e à crítica. Colabora regularmente em vários órgãos da comunicação social, sendo comentador político de televisão em programas como a “Quadratura do Círculo”, da SIC Notícias.
Profere conferências com regularidade e é autor de várias obras, entre as quais se pode destacar a Biografia de Álvaro Cunhal. Coordena e prefacia livros sobre Política, Sociologia e História e tem dois blogs (Abrupto e Estudos sobre o Comunismo). Foi professor na Universidade Autónoma de Lisboa e é actualmente docente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). É membro de várias academias científicas e também colaborador de revistas especializadas.
Refira-se que esta iniciativa da Câmara Municipal de Loulé tem entrada livre.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Conferência Internacional no Algarve

Peritos discutem o futuro da náutica desportiva

Bryan Clarke, da British Marine Federation, traz ao Algarve a perspectiva e a experiência inglesas do sector náutico.

O presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, e o coordenador do Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo (CIITT) da Universidade do Algarve, Fernando Perna, são dois dos dezasseis especialistas participantes na conferência internacional sobre a náutica desportiva e de lazer. Para ouvir no dia 20 de Maio, no auditório do Museu de Portimão.
Da estratégia e desenvolvimento do turismo náutico aos serviços e infra-estruturas da fileira do produto, do papel dos eventos à potencialização das actividades dos cruzeiros, todos os temas cabem neste debate em que intervêm três peritos estrangeiros. Nome sonante é o de Bryan Clarke, da British Marine Federation, que traz ao Algarve a perspectiva e a experiência inglesas do sector náutico.
O dia dedicado à ligação do Algarve com o mar tem início às 09h15 e termina às 18h00. De manhã, salienta-se a apresentação do «Estudo sobre o Perfil e o Potencial Económico e Social do Turismo Náutico no Algarve: Objectivos, Resultados e Estratégia», da autoria do CIITT.
Esta é uma iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, do CIITT, do município de Portimão, do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, da Associação Turismo do Algarve, da Entidade Regional de Turismo do Algarve e do velejador Hugo Rocha.
A conferência «A Náutica Desportiva e de Lazer - Rotas de Afirmação» é de inscrição gratuita. Os interessados em assistir só têm de preencher o formulário próprio, disponível no sítio http://www.nautica.portimaoturis.pt/.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Retratos do Algarve

Ciclo Viajantes, Escritores e Poetas

Histórias sobre S. Vicente, padroeiro do Algarve, em foco no ciclo de palestras "Retratos do Algarve".

O Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António recebe, na próxima sexta-feira, 24 de Abril, às 18h00, a próxima conferência do ciclo Viajantes, Escritores e Poetas – Retratos do Algarve. A Prof.ª Isabel Dias, docente da UAlg, vai lembrar histórias sobre o padroeiro da Diocese do Algarve, S. Vicente.
A palestra Histórias sobre S. Vicente, padroeiro da Diocese do Algarve, assegurada por Isabel Dias, visa pôr os participantes em contacto com as fontes histórico-literárias que permitem “compreender as origens e promoção do culto de S. Vicente nos lugares do actual território português onde ele assumiu maior expressão”, refere a docente da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UAlg.
“Neste contexto ocupam particular relevo a tradição textual sobre a trasladação das relíquias de S. Vicente de Valência para o sudoeste do Algarve, na sequência da invasão muçulmana daquela cidade, e a tradição relativa à trasladação das mesmas relíquias para Lisboa, no reinado de D. Afonso Henriques”, concretiza Isabel Dias.
Inserido nas comemorações dos 30 anos da UAlg, o ciclo de conferências Viajantes, Escritores e Poetas – Retratos do Algarve é organizado pelo Centro de Estudos Linguísticos e Literários (CELL) da UAlg e pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António/Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, e decorre no Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António e na Livraria Pátio de Letras, em Faro, nos meses de Março, Abril, Maio, Junho e Julho.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Nobel da Paz elogia Portugal

Necessária a mudança dos estilos de vida

Pachauri, Nobel da Paz e Autoridade da ONU para as alterações climáticas aponta caminhos.

Rajendra K. Pachauri esteve em Portugal esta terça-feira para falar das alterações climáticas. Isto é falar do estado presente do planeta, apresentar soluções e, pela urgência da questão, pôr em prática o que é preciso fazer. O alerta global para a vida na Terra já está em curso, mas Pachauri é o Presidente do Painel Intergovernamental das Nações Unidas para as Alterações Climáticas e tem uma autoridade especial. Os elogios a Portugal e a ênfase na mudança dos estilos de vida ganham reforçado relevo quando referidos pelo cientista do ambiente.
Prémio Nobel da Paz em 2007 (que recebeu conjuntamente com Al Gore), Pachauri não deixa de analisar o estado a que se chegou, mas destaca também a forma dupla da questão pelo modo como aponta caminhos para um «Futuro Sustentável»; o tema das conferências promovidas pelo BES e pelo Expresso (que no ano passado trouxeram a Lisboa Bob Geldof e no ano anterior o protagonista de «Uma Verdade Inconveniente»).
Pachauri vai mais longe do que muitos e a conferência «Climate Change and the Challenge of Sustainable Development» não ficou pelo despertar das consciências individuais e nacionais. O também economista indiano impele à mudança para o (único) sentido certo que há a tomar. Assim como sentencia que «a humanidade não está num cruzamento, mas à beira do precipício» («não se pode andar para o lado» e «tem-se de inverter o caminho»), o responsável da ONU acredita que «viver num edifício eficiente fará com que o comportamento das pessoas seja também mais eficiente».
A visão que incita a «lidar com as alterações como um problema e não apenas com as suas consequências» ilustrou o optimismo quando não se deu a conhecer pelo problema, mas pelo «muito que Portugal está a fazer» e que «pode ser uma inspiração para o mundo». «Contente por ver Portugal líder no investimento em energias renováveis», Pachauri não se esqueceu de nomear a maior central solar do mundo (no Alentejo) ou os recursos energéticos como a biomassa.

Os milhões de resíduos agrícolas na produção de combustíveis líquidos como o etanol - sem necessidade comprá-los - é um dos exemplos da inversão que é preciso fazer na eficácia energética; como também de que «os desafios globais» devem tornar-se «desafios nacionais». «Não estamos a falar de alterações que impliquem previsões para daqui a cinco anos. Estamos a falar de consequências para décadas e séculos», afirmou o Nobel avisando que «a raça humana não pode perder um único dia».
É preciso travar «mudanças abruptas ou impactos irreversíveis» como o desaparecimento de «20 a 30 por cento» de espécies ou a alteração do sistema meridional de temperatura (com níveis máximos iguais, mas mínimos mais altos - o Ártico está a aquecer duas vezes mais do que o resto do globo). «Não podemos ter um planeta onde as pessoas são ricas e outro planeta onde as pessoas estão desprovidas de recursos. Se há pessoas sem água, sem comida, está a semear-se as sementes da discórdia», profetizou quando há milhões que sobrevivem com menos de um dólar por dia, milhões de mal nutridos, milhões de mortos pela poluição do ar.
«É preciso mudar os estilos de vida», enfatizou o responsável da ONU não só dando a arquitectura actual como exemplo do que se pode mudar nos hábitos das pessoas para uma maior eficácia energética, como frisando que «hoje há tecnologia e conhecimento para mitigar as necessidades dos pobres». É possível mais «saúde», mais «segurança energética», mais «emprego rural» e «aumentar a protecção agrícola e dos ecossistemas naturais» pela mitigação dos efeitos causados pelas alterações climáticas.
Pachauri não se fica pela análise. Indica também caminhos: «melhorar a compreensão científica das questões em jogo»; «promover a investigação e desenvolvimento e a transferência de tecnologia»; «informar e educar»; «tornar prioritárias as políticas ambientais nas tomadas de decisão»; e «internacionalizar os custos ambientais da actividade económica».

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Estrelas, Planetas e Cometas

Palestra sobre Astronomia

A Câmara de Silves organiza, no próximo dia 8 de Abril, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma conferência com Alexandre Costa.

Este investigador, possui um Mestrado em Astronomia e Astrofísica, pela Faculdade de Ciências de Lisboa e é um dos formadores Portugueses da Associação Europeia para o Ensino da Astronomia.
Esta conferência proporcionará aos participantes um momento de aprendizagem e reflexão sobre as questões relacionadas com o mundo das estrelas e dos planetas, procurando dar a conhecer o porquê de as estrelas nascerem, viverem e morrerem e de a sua morte resultar, muitas vezes, no nascimento de novas estrelas.
Saber as razões que explicam a existência de estrelas azuis, brancas, amarelas, laranjas e vermelhas e a não existência de estrelas verdes, será outra das curiosidades possíveis de aprender. Para além destas questões, muitas outras serão abordadas por este investigador.
Para mais informações, deverão contactar o Sector de Educação (Divisão de Educação, Cultura, Turismo e Património - DECTP), através do telefone 282 440 800.

terça-feira, 31 de março de 2009

“Horizontes do Futuro”

Augusto Mateus e os caminhos do futuro para Loulé

Na sua perspectiva, Loulé será no futuro “uma zona urbana, na qual será muito difícil distinguir Faro de Loulé, a não ser a sua História.

Augusto Mateus foi o convidado da terceira conferência “Horizontes de Futuro”. O antigo Ministro da Economia levou ao Salão Nobre dos Paços do Concelho de Loulé, na passada quinta-feira, 26 de Março, uma apresentação subordinada ao tema “Para uma economia de desenvolvimento na cidade”, através da qual fez uma pequena reflexão sobre o caso particular de Loulé.
Na abertura da conferência, o edil louletano, começou por fazer uma breve descrição do contexto concelhio e a linha de orientação que se pretende, tendo em conta “a situação de grande competição entre as cidades”. “Temos de saber valorizar aquilo que nos pode evidenciar e o que se pode tornar numa mais-valia para a nossa cidade”, disse o presidente da Autarquia.
Seruca Emídio frisou a necessidade de se alterar o paradigma vigente na última década em que “a importância da cidade em si não tem conseguido acompanhar o peso que o Concelho tem; Loulé não teve esse acompanhamento ao mesmo nível que o Concelho, no seu conjunto, em termos de importância de valorização económica”.
Já o orador principal da noite, Augusto Mateus, começou por deixar um dado estatístico relevante para toda a sua apresentação: “Em 2008, pela primeira vez, de acordo com dados estatísticos, há mais pessoas a viverem em cidades do que fora de cidades; 2008 marca estatisticamente o predomínio do mundo urbano sobre os outros mundos”. A partir desta realidade, este catedrático falou da cidade enquanto “local privilegiado para gerar riqueza” e do facto de, em todo o mundo, milhares e milhões de pessoas irem para as cidades não necessariamente em busca de melhor poder de compra mas para terem acesso a um conjunto de serviços que lhes dêem qualidade de vida.
Quanto ao desenvolvimento das cidades modernas, Augusto Mateus salientou a vertente “do conhecimento, da criatividade, da cultura”, referindo que, no essencial, “hoje em dia as cidades são para viver, trabalhar, governar, visitar, promover, criar e sustentar”.
Na sua perspectiva, Loulé será no futuro “uma zona urbana, na qual será muito difícil distinguir Faro de Loulé, a não ser a História, duas cidades que se acabarão por se juntar e fazer uma coisa bem mais interessante do que a soma das partes”. E adiantou que essa nova centralidade “vai oferecer a pólos como Olhão ou S. Brás algumas oportunidades, e vai permitir o desenvolvimento a novos eixos urbanos”. Neste contexto, Augusto Mateus acredita que Loulé tem várias vantagens, “pequenas jóias que ainda prevalecem e que podem ser transformadas numa rota turística, espaços cosmopolitas que podem melhorar como Quarteira e outros espaços que podem ser criados com forte potencial, nomeadamente uma zona híbrida como Almancil”.
Para concluir, falou da necessidade de um aeroporto internacional mais competitivo, um centro de serviços de saúde, e de uma cidade criativa do conhecimento cultural e urbano para a região. “Loulé pode-se posicionar bem nesta matéria e gerar mais riqueza e emprego qualificado”, disse ainda.

terça-feira, 24 de março de 2009

Março Jovem 2009

Sexualidade em debate

Marta Crawford moderou e debateu conferência sobre sexualidade na adolescência.

Cerca de três centenas de jovens das EB 2,3 e Secundárias de Portimão participaram nesta segunda-feira, no debate sobre sexualidade na adolescência moderado por Marta Crawford realizado no Grande Auditório do TEMPO - Teatro Municipal de Portimão.
A iniciativa inseriu-se numa das principais preocupações da edição deste ano do Março Jovem e que se prende com a promoção da saúde sexual e reprodutiva, que também serve de mote para um conjunto de acções de esclarecimento dirigidas à comunidade escolar.
A psicóloga, sexóloga e terapeuta familiar pertenceu, até 2005, à equipa de aconselhamento e encaminhamento telefónico da linha SOS Dificuldades Sexuais. Trabalhou no Instituto de Emprego e Formação Profissional e colaborou no acompanhamento psicológico de utentes do Serviço do Psicoterapia Comportamental do Hospital Júlio de Matos, na consulta de sexologia.
Marta Crawford publicou os seus livros “Sexo sem tabus” em 2006 e “Viver o sexo com prazer - guia da sexualidade feminina” há precisamente um ano. É docente na Universidade Lusófona no Mestrado transdiciplinar de sexologia e participa em acções de formação, debates e conferências nas áreas de sexologia e de terapia familiar.
O debate esteve aberto a todos os interessados sobre o tema e inseriu-se no Março Jovem 2009, que decorre até 29 do corrente e cuja programação completa pode ser consultada em www.cm-portimao.pt

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dia Nacional dos Centros Históricos

Vai ser assinalado em Castro Marim

Comemora-se também nesse dia os 199 anos do nascimento de Alexandre Herculano, nome maior das letras e da história de Portugal, considerado o patrono do municipalismo.

Por iniciativa da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico e com o apoio da Câmara Municipal, a Vila de Castro Marim vai ser o palco das comemorações oficiais do Dia Nacional dos Centros Históricos, cuja cerimónia se realiza, no auditório da Biblioteca Municipal, dia 28 de Março (sábado), a partir das 10 da manhã. O programa inclui duas conferências proferidas por especialistas de renome nacional em matéria de património, do municipalismo e dos centros históricos.
A Sessão de abertura tem início às 10.00 horas, com uma intervenção do Dr. José Fernandes Estevens, Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim. Meia hora depois, terá lugar a conferência da autoria do Arquitecto e Conselheiro de Obras Públicas, Fernando Pinto, denominada “Limitar o Centro Histórico, Delimitar a História”. A segunda conferência intitulada “Alexandre Herculano, Patrono do Municipalismo e dos Centros Históricos Portugueses” será proferida pelo Prof. Doutor Pedro Barbosa, Catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa e Presidente do Instituto “Alexandre Herculano” , reputado especialista em questões do património. As Comemorações Oficiais do Dia Nacional dos Centros Históricos em Castro Marim, nas quais estarão presentes mais de uma centena de especialistas ligados às questões do património e municipalismo encerram com uma intervenção do Prof. Doutor Francisco Moita Flores, Presidente da Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico e Presidente da Câmara Municipal de Santarém.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Saúde: Rins em prevenção

Doenças renais discuten-se em Vilamoura

Estado gasta mais de 250 milhões de euros no tratamento dos doentes renais.

Existem, em Portugal, cerca de 10 mil doentes em diálise, cujos custos de tratamento para o Estado rondam os 250 milhões de euros. Estes dados são agora divulgados no âmbito do Encontro Renal de 2009, a decorrer entre amanhã e sábado no Centro de Congressos de Vilamoura, no Hotel Tivoli Marinotel.
Segundo Mário Campos, presidente do Encontro e director do Serviço de Nefrologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, importa salientar que a resposta dada pelo Sistema Nacional de Saúde “possibilita que todos os doentes em diálise recebam um tratamento de qualidade, tornando o nosso país num caso exemplar a nível internacional no que diz respeito ao tratamento das doenças de foro nefrológico”.
A 31 de Dezembro de 2008 encontravam-se, concretamente, 13.454 doentes em terapêutica substitutiva da função renal em Portugal, sendo que, destes, 9.303 estavam em diálise (94,5% em hemodiálise e 5,2% em diálise peritoneal) e 5.151 com transplante renal funcionante. Portugal, com 561 transplantes renais (rim de cadáver), em 2008, ocupou o 3.º lugar no Mundo (percentagem por milhão de habitante).
Estima-se que 10% dos adultos portugueses padeçam de Doença Renal Crónica o que significa que existem 800 mil portugueses com esta doença que, se não for diagnosticada e tratada atempadamente, pode evoluir para um estado mais grave que exige diálise e, por vezes, transplante renal.
A prevenção das Doenças Renais Crónicas, a transplantação renal, a gravidez nas doentes renais e a avaliação dos custos e qualidade da diálise na Hemodiálise e Diálise Peritoneal são outros dos grandes temas que irão ser abordados pela comunidade nefrológica reunida neste Encontro.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Os desafios do futuro

"Novas Respostas do Turismo"

Bernardo Trindade, Secretário de Estado do Turismo profere conferência no INATEL de Albufeira.

O Secretário de Estado do Turismo, Dr. Bernardo Trindade, profere na próxima sexta feira dia 6 de Março, às 21H30, no Centro de Férias da INATEL, em Albufeira (Av. Infante D. Henrique), uma conferência intitulada “Novas Respostas do Turismo”. Após a intervenção do Dr. Bernardo Trindade seguir-se-á um debate. O Algarve, Região Turística por excelência, foi o local escolhido para debater a estratégia e as perspectivas futuras do sector do Turismo, um sector vital para a economia portuguesa.
Esta conferência está integrada num ciclo promovido, em parceria, pela Fundação INATEL e Fundação Mário Soares, e que se propõe abordar os mais relevantes temas da actualidade (social, política, económica, cultural, entre outros), que se colocam à sociedade portuguesa no início do terceiro Milénio, sob o tema genérico “Novas Respostas a Novos Desafios” e que percorrerá todos os distritos e as duas Regiões Autónomas.
Desde as Conferências do Casino, onde falaram Antero de Quental, Eça de Queiroz e outros, depois proibidas pelo Duque D´Ávila, que para promover debates e a reflexão sobre os grandes problemas que se nos põem, as conferências são um excelente meio. Que " Novas Respostas Internacionais"? Que "Novas Respostas do Estado", "Novas Politicas" e "Novas Estratégias de Segurança"? Que "Novas Politicas Económicas" e que "Nova Ordem Financeira"?
Estarão as estruturas políticas preparadas para este novo momento histórico? E que "Novas Respostas da Sociedade Civil"? Que "Novas Respostas de Trabalho"? Que "Novas Respostas do Sindicalismo"? Que "Novas Respostas para os Tempos Livres"? O progresso tecnológico cresceu vertiginosamente, mas contribuiu para crescentes perigos de destruição da vida humana e do planeta. Quais as "Novas Respostas da Energia", as "Novas Respostas do Ambiente" e as "Novas Politicas para os Oceanos"?
A ciência rompeu barreiras, quebrou tabus, (re)produziu a vida humana, mas quais as "Novas Respostas da Ciência" e que "Novas Éticas"? Apesar do progresso, persistem profundas desigualdades sociais. Que "Novas Respostas à Exclusão"? Quais as "Novas Respostas da Igreja Católica" e que " Novas Respostas de Solidariedade"?
As sociedades tornaram-se interculturais, com distintos estilos de vida e novas concepções. Quais as "Novas Respostas da Cultura"? As "Novas Respostas da Educação"? e as "Novas Respostas do Ensino Superior"? Que "Novas Respostas às Problemáticas do Género"? Que "Novas Respostas às Questões das Famílias"? Que "Novas Respostas da Comunicação"? Que "Novas Respostas da Fala em Português" e que "Novas Respostas do Turismo”?
As Conferências são de entrada livre e decorrerão durante um ano, até Março de 2010, em todo os distritos do país e nas Regiões Autónomas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

“Horizontes do Futuro”

Do capitalismo à espera de D. Sebastião

Fernando Rosas falou dos pontos comuns entre a primeira e segunda crise do liberalismo ocidental e traçou caminhos para o futuro.

Fernando Rosas foi o convidado da segunda conferência “Horizontes do Futuro”, que decorreu no Salão Nobre da Câmara de Loulé. O historiador fez uma intervenção que teve em vista falar da crise económica e social que está a afectar o mundo, em particular os países ocidentais, comparando-a à primeira crise histórica dos regimes liberais, e dando algumas indicações que poderão minimizar os impactos da mesma.
Deste modo, este académico começou por fazer um pequeno resumo daquilo que foi a crise do liberalismo na transição do século XIX para o século XX. Desde logo essa foi uma crise económica, em virtude das transformações que o capitalismo conheceu no sentido da concentração, da expansão territorial e imperial que levaram à guerra. “As próprias necessidades de crescimento do capitalismo fazem estar associada de forma crescente ao capitalismo a guerra pela distribuição do mundo, entre as grandes potências que sentem necessidade de ir refrescar as taxas de lucro e acumulação, redividindo os impérios coloniais. Isto levou à guerra de redivisão do mundo e, em breve, à I Guerra Mundial”, explicou.
Mas de acordo com Fernando Rosas, esta foi também uma crise social, com as transformações na sociedade provocadas pela industrialização acelerada que deu origem a um proletariado industrial moderno, concentrado nas grandes cidades, mas também a urbanização e a terciarização, ou seja, o sistema industrial nas grandes cidades que deu origem a um novo sector de serviços como companhias de seguros, bancos, transportadoras, etc.., servido por novas camadas sociais, novas profissões como engenheiros ou arquitectos, uma classe média com uma certa preparação cultural. Assim, estas novas camadas sociais que emergem na sociedade não encontram expressão dos seus anseios e expectativas no sistema político que existia.

Não obstante à ideia de participação dos cidadãos, considerou que “a política é inseparável de qualquer processo de reforma e de transformação de um país e que o exercício da democracia reside em saber escolher aqueles que se querem a exercer a política e não em rejeitar globalmente a democracia, as políticas e os partidos” pois isso poderá levar, segundo este académico a uma “ditadura como aconteceu no passado”.
Face às disfunções e problemas no sistema político e partidário português, Fernando Rosas disse que tudo se resolve “pela luta política democrática”. E lançou o apelo: “Se os partidos que existem não servem, os cidadãos devem juntar-se para criar os partidos que servem. Mudem, intervenham, critiquem, organizem-se. Tudo menos entregar a um providencialismo autoritário supra-partidário os destinos do país. Porque isso é de certeza entregá-lo aos maiores inimigos do país”.
Por último, apesar de considerar que as consequências desta crise ainda estarem no início e que “o custo económico, social e político vai ser uma devastação sem precedentes na história da vida de cada um de nós”, Fernando Rosas falou da importância em conhecermos a fundo o que se passou com a primeira crise do liberalismo ocidental para resolver o momento actual e, ao mesmo tempo, voltou a alertar para a necessidade do reforço cívico. “Como historiador o meu apelo é que ninguém se demita de participar na solução deste problema, que ninguém se ponha contra tudo e contra todos à espera do D. Sebastião. O D. Sebastião vai fazer a crise muito pior do que ela poderá ser em alguma circunstância. Apelo para que tentemos tirar da história as lições que cada um queira tirar mas para fundamentar o reforço da intervenção cívica para que o nosso país saia com a maior justiça social possível, com o menor preço possível para os que sempre pagam as crises de toda esta grande convulsão que aí vem”, concluiu.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A lusofonia em debate

Acontece no Campus de Gambelas da UAlg

Lugares da Lusofonia é o tema do encontro internacional que terá lugar nos dias 26 e 27 de Janeiro na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, no Campus de Gambelas.

Com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, o encontro é organizado pelo Departamento de Línguas, Comunicação e Artes e o Centro dos Estudos Linguísticos e Literários da Universidade do Algarve, por ocasião dos 25 anos da fundação da Associação Internacional de Lusitanistas.
Participam com comunicações 26 professores e investigadores das seguintes universidades estrangeiras e portuguesas: Santiago de Compostela, São Paulo, Federal do Rio de Janeiro, Federal do Rio Grande do Sul, Budapeste, Varsóvia, Oxford, Köln, Coimbra, Madeira, Nova de Lisboa e Algarve.
As intervenções dos convidados incidirão sobre temas do âmbito das Literaturas e Culturas Lusófonas, como as de Regina Zilberman, Cristina Robalo Cordeiro, Teresa Cristina Cerdeira, Ana Alexandra Carvalho, João Minhoto Marques, Cármen Villarino Pardo, Petar Petrov, José Paulo Pereira, Anna Kalewska, Thomas Earle, Artur Henrique Gonçalves e João Carlos Carvalho; sobre Linguística Portuguesa, da responsabilidade de Teresa Lino, Sebastião Filho, Lucília Chacoto, Helena Rebelo e Raquel Bello Vasquez; sobre Música, Cinema e Artes, teor das comunicações de Claudius Armbruster, Mirian Tavares e António Pinto Ribeiro e sobre aspectos mais gerais relacionados com o mundo lusófono, objecto de atenção de Elias Torres Feijó, Benjamin Abdala Júnior e Maria do Rosário Pimentel.
No fim do encontro, os membros da direcção terão uma reunião com vista à preparação do X Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas, a ter lugar na Universidade do Algarve, em Julho de 2011, cuja organização está a cargo de Petar Petrov, Professor do Departamento de Línguas, Comunicação e Artes.

sábado, 17 de janeiro de 2009

“Horizontes do Futuro”

Conferência com Adriano Moreira

Loulé promove um Ciclo de Conferências, iniciadas com uma palestra pelo conhecido Catedrático sobre a relação entre “Portugal e o Mar”

A Câmara Municipal de Loulé vai lançar o ciclo de conferências “Horizontes do Futuro”, no qual se pretende trazer a Loulé personalidades ligadas às mais diversas áreas que farão apresentações sobre temas onde a sua actuação pública se tem distinguido. Às quintas-feiras, uma vez por mês, a cidade recebe grandes nomes da Economia, Política, Cultura e outras áreas de interesse.
A primeira conferência acontece já no próximo dia 29 de Janeiro, pelas 21h00, na Sala da Assembleia Municipal de Loulé, Edifício Engº Duarte Pacheco, e vai contar com a participação de Adriano Moreira que fará uma abordagem ao tema “Relação entre Portugal e o Mar”.
Segundo este académico, “a relação entre Portugal e o mar estabelece-se pessoal e emocionalmente com a decisão de ficar ou de partir para o mundo. Os portugueses, desde a Dinastia de Aviz, decidiram partir para uma mundialização que, mais ou menos vincada, nos trouxe a um modelo de unidade política sobre o qual o Tratado de Lisboa (2008) nos faz reflectir”.
“A implantação da língua portuguesa na geografia dos 3 AAA (Ásia, África, América) acompanha a responsabilidade de redefinir a nossa intervenção nos futuros incertos do mundo, com salvaguarda da memória histórica, e honrando a continuidade da capacidade de riscos, agora os inerentes à globalização”, considera.
Estadista, político, jurista, politólogo, sociólogo e professor universitário, Adriano Moreira nasceu em Macedo de Cavaleiros, em 1922. Depois do 25 de Abril, tornou-se uma das personalidades de referência do Centro Democrático Social (CDS) e parlamentar respeitado. Foi deputado desde 1979 e Vice-Presidente da Assembleia da República entre 1991-1995, deixando então a vida política. Desde essa altura, Adriano Moreira continua a dedicar-se ao ensino, à investigação e a escrever sobre a conjuntura portuguesa, Política, Relações Internacionais e Direito. Adriano Moreira é, sem dúvida, um dos mais conceituados intelectuais da sociedade portuguesa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Conferência internacional

O desenvolvimento agrícola

Técnicas seguras e amigas do ambiente para garantir a qualidade dos frutos e legumes após a colheita, vão estar em debate na UAlg

Especialistas de 22 países vão reunir na UAlg, entre 14 e 16 de Janeiro de 2009, para discutir técnicas de ponta no domínio da determinação da qualidade de frutos e legumes na fase de pós-colheita. Em primeiro plano estará a análise de processos seguros para a saúde humana e para o ambiente, capazes de garantir um controlo de qualidade mais eficaz dos frutos e legumes que chegam ao consumidor final.
Mais de 80 especialistas vão rumar à UAlg no início do ano para participar nesta importante reunião financiada pela União Europeia ao abrigo do programa COST, que se destina a promover o intercâmbio entre centros de investigação de uma mesma área de trabalho - neste caso, o COST 924, que se refere ao campo da pós-colheita -, dinamizando assim a troca de experiências e conhecimento entre os investigadores da União Europeia.
“Fazer investigação após a colheita é tentar prolongar ao máximo a vida útil dos frutos e legumes sem que estes percam a qualidade. Não nos podemos esquecer que as frutas e legumes continuam a respirar, mesmo após a colheita, e que já não têm a protecção de quando estão na planta. Este processo origina a degradação do produto, que se expressa na, textura e odores indesejáveis, perda de sabor e qualidade nutricional e apodrecimentos”, explica a Dr.ª Carla Nunes, investigadora na área da pós-colheita no CDCTPV da UAlg e coordenadora da comissão organizadora e científica desta reunião.
Por outro lado, estes investigadores, maioritariamente agrónomos e biólogos, trabalham no desenvolvimento de alternativas seguras aos produtos químicos de síntese na pós-colheita e em métodos não destrutivos para avaliar as características dos alimentos após a colheita (como a acidez, o estado de maturação ou a qualidade nutricional).
“Não se pode destruir tudo o que vai para o circuito comercial para avaliar as características dos alimentos, o que aconteceria se apenas se recorresse a técnicas invasivas para determinar estes parâmetros. Por isso a Ciência tem evoluído bastante nesta área, no sentido de desenvolver técnicas não invasivas, como o recurso a infra-vermelhos, fluorescência, ressonância magnética ou raios-x, que permitem preservar a integridade de frutos e vegetais, oferecendo em simultâneo resultados mais fiáveis do que as técnicas invasivas”, continua a especialista.
A sessão de abertura da conferência internacional “COST 924 - Tecnologias seguras e amigas do ambiente no controlo de qualidade de frutos e legumes” terá lugar no dia 14 de Janeiro de 2009, às 09h00, no Auditório Verde da FERN da UAlg (Campus de Gambelas), sendo que ao longo dos três dias do evento terão lugar sete palestras-chave, asseguradas por especialistas dos Estados Unidos da América, Espanha, Itália, Bélgica, Grécia e Portugal (Prof.ª Cristina Oliveira, do Instituto Superior de Agronomia).

UAlg em sintonia com tendências dos mercados internacionais

A fruta e legumes cortados e embalados, prontos para consumo, têm chegado com cada vez mais força às grandes superfícies comerciais, ganhando adeptos de dia para dia. A investigação de técnicas ambientalmente seguras para avaliar a qualidade destes produtos é uma área ainda incipiente em Portugal. A UAlg, durante o ano de 2009, vai dar inicio a investigação nesta área, ao começar a fazer testes com iluminação ultra-violeta (UV-C), água electrolizada, ozono e uso de microrganismos antagonistas para manter a qualidade nutricional e prevenir a contaminação microbiológica deste tipo de produtos.
“Na fruta cortada não é possível, por exemplo, usar produtos químicos para manter os parâmetros de qualidade como acontece na fruta inteira, sendo apenas possível o uso de cloro para desinfectar água de lavagem do produto, pelo que é necessário apostar em métodos preventivos e de substituição do cloro, como a aplicação de anti-oxidantes, água electrolizada, ou iluminação UV-C, no sentido de manter sob controlo as bactérias que se desenvolvem nestes ambientes específicos”, continua Carla Nunes, igualmente coordenadora do grupo de Patologia e Controlo Biológico em Pós-Colheita do CDCTPV e da Estação de I&D em Pós-colheita, inaugurada na UAlg em 2007.
Outra tendência importante dos mercados actuais prende-se com o limite, imposto por cada país actualmente, de resíduos permitidos sobre a fruta que entra no respectivo circuito comercial. Este comportamento generalizado dos mercados está a fazer com que os fungicidas saiam do circuito de produção, por serem demasiado tóxicos e devido ao desinvestimento das empresas produtoras.
“Neste momento há mercados a pedir resíduos zero, como a Rússia por exemplo, ou a impor limites muito próximos do zero, como o Reino Unido”, contextualiza a especialista, acrescentando: “Se antes esta era uma questão de saúde, estando a imposição de limites relacionada com a tentativa de minimizar o impacto na saúde humana, agora é uma questão económica e de marketing, que cada país ostenta como um carimbo de qualidade dos produtos que comercializa, produzidos dentro e fora das respectivas fronteiras.”
Em 2000, a UAlg foi pioneira em Portugal, ao trazer para território nacional um projecto europeu justamente no âmbito do controlo biológico das doenças em pós-colheita (em fruta não cortada). Aliás, confirma Carla Nunes, “temos um grupo de investigação consolidado no estudo da reacção de diversos microrganismos antagonistas, como bactérias e leveduras, e várias substâncias em desenvolvimento, alternativas aos actuais fungicidas”. Inclusive, “o nosso grupo já identificou uma espécie nova de microrganismo, assim como procedeu à descoberta da sua utilidade no âmbito do controlo biológico de fruta para consumo”, concretiza a investigadora.