Dia de Portugal começa hoje com inauguração de Museu
Este ano, as comemorações oficiais do 10 de Junho vão ter lugar em Castelo Branco com personalidades agraciadas, enquanto PSD e CDS-PP avançam nas negociações...
Fim-de-semana prolongado com temperaturas a subir
A subida de temperatura vai ser gradual. Há previsão de chuva para domingo, mas só para o Norte e Centro do país. O Instituto de Meteorologia prevê que, a partir de amanhã (dia 10), as temperaturas comecem a subir. As previsões indicam que os termómetros vão registar valores na ordem dos 26/27 graus. A subida será gradual, explica o meteorologista Ricardo Tavares: "Amanhã subirão um, dois graus, depois mais dois ou três". Ainda assim, há probabilidade de chuva, para domingo, no Norte e Centro litoral
PSD e CDS já têm equipas para preparar o novo Governo
Para fazer um programa de Governo comum, Pedro Passos Coelho escolheu Carlos Moedas e Manuel Rodrigues. Paulo Portas, indicou Assunção Cristas, Cecília Meireles, Nuno Magalhães e Mota Soares. Já está constituída a equipa do PSD que vai negociar com o CDS o acordo político para formar Governo. Os responsáveis sociais-democratas indicados pelo partido são Miguel Macedo, líder parlamentar, e José Matos Correia, antigo chefe de gabinete de Durão Barroso. Por outro lado, o grupo de trabalho social-democrata responsável pela elaboração de um programa de Governo é composto por Carlos Moedas, recém-eleito deputado por Beja, e Manuel Rodrigues, um dos vice-presidentes do partido.
No CDS, os nomes escolhidos por Paulo Portas para tratar do acordo político são Pedro Mota Soares, líder parlamentar, e José Luís da Cruz Vilaça, que já foi presidente do Tribunal das Comunidades Europeias e é sócio de um dos maiores escritórios de advogados portugueses. José Luís da Cruz Vilaça foi também secretário de Estado de várias pastas entre 1980 e 82 - Administração Interna, Presidência do Conselho de Ministros e Integração Europeia - e assinou o projecto de revisão constitucional do partido de Paulo Portas. É também o mais velho de todos os elementos dos populares. A equipa do CDS responsável pela construção de uma proposta de programa de Governo é composta por Assunção Cristas, para as finanças, Cecília Meireles, para a economia, Nuno Magalhães, para a segurança, justiça e relações institucionais, e Mota Soares, com as questões sociais. O trabalho começa já e será reservado, discreto e rápido.
Santana avisa que "Paulo Portas é um negociador muito muito duro"
“Estes dias não vão ser nada fáceis para Pedro Passos Coelho”, prevê o antigo primeiro-ministro social-democrata. Pedro Santana Lopes, que formou Governo com Paulo Portas em 2004-2005, deixa um aviso: o líder centrista é duro a negociar e pede mais do que a que politicamente tem direito. “Estes dias não vão ser nada fáceis para Pedro Passos Coelho. Paulo Portas é um negociador muito muito muito duro, isso posso testemunhá-lo. Depende do seu interlocutor, mas ele assume a postura de negociador até ao limite, tenta sempre mais do que aquilo a que tem direito”, garantiu, em declarações à TVI 24, na última noite. Hoje, há reunião entre os líderes do PSD e do CDS, às 10h00. O encontro entre Passo Coelho e Paulo Portas vai decorrer na sede “laranja”, em Lisboa e é o primeiro passo nas negociações com vista à formação do próximo Executivo.
Seguro candidato... PS deverá romper com "socratismo", o que não acontecerá se tiver Assis como líder
É o primeiro candidato oficial à liderança do PS. Francisco Assis anunciou ao fim da noite que também entra na corrida. António José Seguro confirmou no Facebook que é candidato à liderança do PS. Depois de ontem ter prometido uma rápida reflexão, Seguro decidiu mesmo tentar suceder a José Sócrates, que se demitiu no seguimento da derrota eleitoral nas legislativas. "Caros amigos, agradeço os milhares de mensagens de apoio e de incentivo que tenho recebido de militantes e simpatizantes para me candidatar à liderança do PS", começou por escrever no Facebook. "Decidi corresponder ao vosso apelo. Sou candidato a secretário-geral do meu partido de sempre. Anunciarei as razões da minha candidatura amanhã, quinta-feira, às 13:00, na sede nacional no Largo do Rato. O novo ciclo é o lema da nossa candidatura. Bem hajam!", concluiu Seguro. A final da tarde, foi a vez de Francisco Assis confirmar que está na corrida à sucessão de José Sócrates. O dirigente socialista António Costa, que anunciou a sua indisponibilidade para concorrer à liderança do partido, já considerou que Assis tem todas as condições "para ser um bom" secretário-geral do PS. As eleições directas no PS realizam-se dias 22 e 23 de Julho e o congresso entre 9 e 11 de Setembro.
Assis avança face à desistência de António Costa
Francisco Assis confirma que vai candidatar-se à liderança do PS e promete ser uma “oposição responsável”. O até agora líder parlamentar dos socialistas já confirmou que vai ter o apoio de António Costa, um dos nomes que chegou a ser apontado como candidato. “Espero perdurar como secretário-geral para ser o próximo primeiro-ministro socialista”, referiu Francisco Assis na declaração que fez ao fim da tarde na sede do partido em Lisboa, onde apareceu sozinho. O candidato à sucessão de José Sócrates promete "abrir o partido à sociedade, com novas causas, novo discurso político e credível", sem esquecer a “consolidação orçamental” e o “crescimento da economia”. Na conferência de imprensa, o líder parlamentar cessante dos socialistas prometeu que, se for eleito secretário-geral, vai apresentar "uma alternativa política com tempo, imaginação e consistência", numa lógica de "oposição responsável, que honra os seus compromissos". "Mas há uma coisa que deve ficar clara: quem determina quem são as responsabilidades do PS é o próprio PS", afirmou, antes de dizer que os socialistas "têm de iniciar um novo diálogo" com os portugueses. “A nossa resposta não é desistir, é reformar, mas manter o Estado providência”. Assis diz que é um “homem de projecto, com projecto” e espera ter um “PS unido em torno das melhores causas e dos melhores propósitos”, “rodeado pelos melhores”. Esta é “uma candidatura que nada renega, mas que tudo quer construir”. Francisco Assis, como candidato à liderança, vai deixar de ser líder parlamentar. António José Seguro também já confirmou a candidatura à liderança do partido. As eleições directas no PS realizam-se nos dias 22 e 23 de Julho e o congresso entre 9 e 11 de Setembro.
Portugal vai recuperar mais rápido do que a Grécia, diz candidata à direcção do FMI
A recuperação económica de Portugal será mais rápida do que a da Grécia, considera a ministra francesa das Finanças e candidata à liderança do FMI, Christine Lagarde. A especialista sustenta a sua opinião na "aliança" política em torno do programa de ajuda externa. Christine Lagarde chega amanhã a Lisboa. "Uma grande força de Portugal, e que espero que a Grécia consiga imitar, é que os partidos políticos uniram-se e formaram uma aliança. Isso foi decisivo para construir e restaurar a confiança", afirmou Christine Lagarde em Pequim, em declarações à agência Lusa. Grécia, Irlanda e Portugal – os países que no último ano pediram ajuda financeira externa – representam apenas 6% do produto interno bruto da Zona Euro, lembrou a ministra, mas "todos contam e são importantes", acrescentou. "Cada país é diferente e tem de responder a diferentes categorias de problemas e questões", disse ainda.
Lagarde termina hoje uma visita de 24 horas a Pequim para promover a sua candidatura à direcção do Fundo Monetário Internacional (FMI) e chega amanhã a Lisboa, onde decorre a reunião anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). No âmbito do programa de ajuda externa acordado o mês passado com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, Portugal vai receber 78 mil milhões de euros durante os próximos três anos para equilibrar as suas finanças públicas. O primeiro país da Zona Euro a pedir ajuda financeira externa foi a Grécia, em Abril 2010, mas um ano depois está a ser discutida a possibilidade de um novo pacote de assistência aquele país. Em Portugal, os três maiores partidos políticos (PSD, PS e CDS), que representam 78,42% do eleitorado, apoiam o programa de redução do défice público patrocinado pela “troika”.
Portugal contrai menos mas continua em recessão
O INE divulgou hoje novos dados sobre o comportamento da economia portuguesa. A economia portuguesa contraiu 0,6% no primeiro trimestre deste ano, quer face ao trimestre anterior quer em relação ao mesmo período de 2010, divulgou hoje Instituto Nacional de Estatísticas (INE). O gabinete de estatísticas revê, assim, em alta o PIB do primeiro trimestre, depois de, em Maio, ter divulgado, na estimativa rápida, que a economia portuguesa devia contrair 0,7%. Ainda assim, Portugal mantém-se em recessão técnica. "Esta revisão foi determinada pelos dados mais recentes do comércio internacional de bens, sobretudo pela pequena revisão em alta das exportações em termos nominais", refere o INE em comunicado. O Instituto de Estatística indica ainda que a contracção da economia portuguesa "reflectiu o acentuado contributo negativo da procura interna", que caiu 3,2%, devido à diminuição das despesas de consumo final. Deve-se ainda, mas em menor grau, ao comportamento do investimento, que recuou 5,9%. Também o Eurostat, na quarta-feira, apontava para uma contracção do PIB de 0,7% no primeiro trimestre.
Famílias estão mais pessimistas e fazem contas à vida
O indicador de clima económico está em mínimos de Junho de 2009. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou hoje que o indicador de confiança dos consumidores caiu em Maio, pelo segundo mês seguido, contrariando a recuperação observada em Fevereiro e Março. Os dados do INE mostram que, no que toca à confiança dos consumidores, "o comportamento do indicador no mês de referência resultou do contributo negativo de todas as componentes, com excepção das perspectivas de poupança". No mesmo sentido, o indicador de clima económico "manteve em Maio o acentuado perfil descendente iniciado em Julho, atingindo o valor mais baixo desde Junho de 2009". Uma descida acompanhada por todos os sectores de actividade, Indústria, Comércio, Construção e Serviços. Pela positiva, há a destacar a poupança. As perspectivas de poupança recuperaram em Maio, "depois de registarem no mês anterior o mínimo histórico na sequência da trajectória negativa iniciada em Novembro de 2009", lembra o INE.
Consumo privado piorou no primeiro trimestre
Em Abril, a inflação atingiu os 4,1%. O indicador de consumo privado "diminuiu expressivamente" no primeiro trimestre de 2011, passando de 2,3 no último trimestre de 2010 para -1,1 pontos, segundo a síntese de económica de conjuntura divulgada esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística. Esta queda deve-se ao contributo negativo do consumo corrente e consumo duradouro, mais expressivo no segundo caso. No mesmo trimestre, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou "uma redução mais intensa", reflectindo sobretudo a "evolução negativa da componente de material de transporte".
Em relação ao comércio internacional de bens, registaram-se no primeiro trimestre de 2011 crescimentos homólogos nominais das importações e das exportações de 8,5% e 17% (11,5% e 15,3% no quarto trimestre 2010), respectivamente. Em Abril, a variação homóloga mensal do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 4,1% (4% em Março) e excluindo a energia e os bens alimentares não transformados, a respectiva variação homóloga situou-se em 2,6% (2,4% no mês anterior). Os preços das componentes de bens e de serviços do IPC apresentaram crescimentos homólogos de 4,8% e 2,9% em Abril (4,9% e 2,7% em Março), respectivamente. Segundo o INE, o clima económico em Portugal caiu, bem como os indicadores de actividade económica.
NATO mostrou consideração por Portugal, diz Almirante Vieira Matias
O comando da NATO em Portugal desce na nova hierarquia da organização. A decisão foi tomada ontem, pelos ministros da Defesa da Aliança. O ex-Chefe de Estado Maior da Armada Almirante Vieira Matias considera que, apesar de ter havido uma descida de nível do comando de Oeiras, a decisão dos ministros da Defesa da NATO para a reorganização da Aliança revela consideração por Portugal. “Houve uma redução do nível do comando de Oeiras, que corresponde, com certeza, a uma reestruturação da NATO, a uma necessidade de redução de despesas, mas fica, na minha perspectiva, um aspecto positivo: houve consideração pela posição de Portugal na NATO, como membro fundador. Baixou-se o nível, mas fica o factor importante que é a consideração que a NATO demonstrou por Portugal”, afirma à Renascença. “A consequência de ter ficado com um comando componente, um comando naval, e também com a escola de comunicações, é, por assim dizer, uma certa compensação”, acrescenta. Ontem à noite, em Bruxelas, os ministros da Defesa da NATO decidiram, no âmbito da reorganização da Aliança Atlântica, manter um dos seus comandos em Portugal, mas a estrutura de Oeiras desce na nova hierarquia da organização e, em vez de um comando conjunto, vai passar a acolher um comando operacional naval, com menos efectivos. Um “downgrading” para fazer um “upgrading”. A decisão da NATO foi anunciada, em Bruxelas, pelo ministro da Defesa, Augusto Santos Silva.
Resumo da decisão da NATO para Portugal. O novo comando, que deverá estar operacional dentro de alguns meses, será responsável pela força de reacção rápida naval da Aliança Atlântica, sob ordens de um almirante norte-americano e que responde directamente ao comando estratégico da organização. Além deste comando, Portugal mantém o organismo da NATO responsável pela análise de operações, situado em Monsanto, e acolhe a Escola de Sistemas de Comunicação e Informação, até agora sedeada em Itália. “No que diz respeito a Portugal, fazemos um ‘downgrading’ em dimensão, para fazer um ‘upgrading’, não em eficiência, mas em áreas da Aliança em que Portugal pode ter uma participação qualitativamente significativa. E o que fazemos a isto é acrescentar à nossa participação no âmbito operacional uma participação num âmbito igualmente decisivo, que é o da qualificação das estruturas da NATO, através da formação e da investigação, desenvolvimento e inovação”, anunciou. Dois mil formandos desta escola vão passar pelo nosso país, todos os anos. O efectivo da NATO baixa, contudo, de 424 para 265. Santos Silva disse ainda que todas as despesas associadas a estas transformações serão assumidas pelo orçamento da Aliança, para o qual Portugal também contribui. O ainda ministro da Defesa garantiu também que a posição portuguesa no encontro em que estas decisões foram tomadas foi articulada com o Presidente da República e com os dois partidos que irão formar o novo Governo.
Sócrates já tem novo emprego em vista... ao "Sol"
Representar grandes empresas brasileiras junto de Portugal e da União Europeia ou assumir o cargo de secretário-geral iberoamericano são duas das hipóteses. José Sócrates terá sido convidado por um grupo de grandes empresas brasileiras, como a Petrobrás e a cimenteira Camargo Correia, para as representar junto de Portugal e da União Europeia. A notícia é avançada pelo jornal “Sol”. Os intermediários da proposta foram Lula da Silva (antigo Presidente brasileiro) e Dilma Rousseff (actual chefe de Estado), ambos próximos do primeiro-ministro português. Na última visita a Portugal, em Março, a Presidente brasileira terá reafirmado a José Sócrates o seu empenho para que aceitasse o cargo. Citando fontes próximas do Governo brasileiro, o “Sol” garante que "está tudo acertado".
O convite do grupo de empresas terá sido baseado na experiência que Sócrates adquiriu nos últimos seis anos e meio à frente do Governo de Portugal e os conhecimentos adquiridos junto de outros chefes de Governo e de Estado, bem como as boas relações com, por exemplo, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. De acordo com o semanário, a alternativa a este cargo é a nomeação como secretário-geral iberoamericano, lugar ocupado desde 2005 pelo uruguaio Enrique Iglesias. José Sócrates perdeu, enquanto líder do PS, as eleições legislativas de domingo (dia 5) e demitiu-se, na sequência desse resultado (que lhe impediu de continuar o seu mandato à frente do Executivo) da liderança do partido, afirmando que iria abandonar todos os cargos públicos.
Gabinete de Sócrates desmente notícia do “Sol”
O semanário avança na sua edição de hoje que José Sócrates foi convidado para representar grandes empresas brasileiras. O gabinete de imprensa do ainda primeiro-ministro desmente, em comunicado, a notícia do semanário “Sol”, segundo a qual José Sócrates terá sido convidado para representar grandes empresas brasileiras junto de Portugal e da União Europeia. “A notícia da primeira página do semanário ‘Sol’, de hoje, referente ao primeiro-ministro, é uma notícia falsa”, refere a nota. A edição de hoje do “Sol” noticia, citando fontes próximas do Governo brasileiro, que José Sócrates foi convidado por um grupo de grandes empresas brasileiras, como a Petrobrás e a cimenteira Camargo Correia, para representá-las junto de Portugal e da União Europeia. Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos próximos do ainda primeiro-ministro português, terão sido os intermediários da proposta.
Este ano, as comemorações oficiais do 10 de Junho vão ter lugar em Castelo Branco com personalidades agraciadas, enquanto PSD e CDS-PP avançam nas negociações...O Presidente da República dá hoje início às comemorações do Dia de Portugal. Este ano, Cavaco Silva vai assinalar a data em Castelo Branco. A agenda inclui uma homenagem ao médico Amato Lusitano e a inauguração do novo museu Cargaleiro. O pintor vai estar presente na inauguração do novo espaço, que vai acolher parte do seu espólio. Em entrevista, o pintor considera que a "há muitos artistas de grande valor em Portugal" e lamenta que sejam "pouco conhecidos no estrangeiro". Cargaleiro diz que a arte portuguesa podia ser muito mais conhecida no estrangeiro, considerando que "esse é um trabalho a desenvolver pelas embaixadas". Amanhã, dia 10 de Junho, as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas continuam a realizar-se em Castelo Branco. Será nesta cidade que mais de 30 personalidades e instituições serão agraciadas com condecorações.
São ao todo 35 personalidades que vão ser homenageadas por Cavaco Silva nas comemorações do Dia de Portugal. A encabeçar a lista surge a ex-líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, e o Almirante Melo Gomes, antigo Chefe de Estado Maior da Armada: ambos vão ser agraciados com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Do vasto rol de personalidades que vão ser condecoradas pelo Presidente da República constam nomes das mais diversas áreas: João Vale de Almeida, embaixador da União Europeia nos Estados Unidos, a historiadora Maria Fernanda Rollo, o ex-reitor da Univerisade de Coimbra, Seabra Santos, ou o actor José Pedro Gomes. A nível institucional, o jornal Reconquista, a Associação Nacional de Familias para a integração da pessoa deficiente e o centro de educação especial Rainha Dona Leonor vão ser distinguidos como membros honorários da Ordem do Mérito. A título póstumo, Cavaco Silva vai homenagear Adriano Lucas, antigo director do Diário de Coimbra, com o título de Grande Oficial da Ordem do Mérito.Fim-de-semana prolongado com temperaturas a subir
A subida de temperatura vai ser gradual. Há previsão de chuva para domingo, mas só para o Norte e Centro do país. O Instituto de Meteorologia prevê que, a partir de amanhã (dia 10), as temperaturas comecem a subir. As previsões indicam que os termómetros vão registar valores na ordem dos 26/27 graus. A subida será gradual, explica o meteorologista Ricardo Tavares: "Amanhã subirão um, dois graus, depois mais dois ou três". Ainda assim, há probabilidade de chuva, para domingo, no Norte e Centro litoral
PSD e CDS já têm equipas para preparar o novo Governo
Para fazer um programa de Governo comum, Pedro Passos Coelho escolheu Carlos Moedas e Manuel Rodrigues. Paulo Portas, indicou Assunção Cristas, Cecília Meireles, Nuno Magalhães e Mota Soares. Já está constituída a equipa do PSD que vai negociar com o CDS o acordo político para formar Governo. Os responsáveis sociais-democratas indicados pelo partido são Miguel Macedo, líder parlamentar, e José Matos Correia, antigo chefe de gabinete de Durão Barroso. Por outro lado, o grupo de trabalho social-democrata responsável pela elaboração de um programa de Governo é composto por Carlos Moedas, recém-eleito deputado por Beja, e Manuel Rodrigues, um dos vice-presidentes do partido.
No CDS, os nomes escolhidos por Paulo Portas para tratar do acordo político são Pedro Mota Soares, líder parlamentar, e José Luís da Cruz Vilaça, que já foi presidente do Tribunal das Comunidades Europeias e é sócio de um dos maiores escritórios de advogados portugueses. José Luís da Cruz Vilaça foi também secretário de Estado de várias pastas entre 1980 e 82 - Administração Interna, Presidência do Conselho de Ministros e Integração Europeia - e assinou o projecto de revisão constitucional do partido de Paulo Portas. É também o mais velho de todos os elementos dos populares. A equipa do CDS responsável pela construção de uma proposta de programa de Governo é composta por Assunção Cristas, para as finanças, Cecília Meireles, para a economia, Nuno Magalhães, para a segurança, justiça e relações institucionais, e Mota Soares, com as questões sociais. O trabalho começa já e será reservado, discreto e rápido.
Santana avisa que "Paulo Portas é um negociador muito muito duro"
“Estes dias não vão ser nada fáceis para Pedro Passos Coelho”, prevê o antigo primeiro-ministro social-democrata. Pedro Santana Lopes, que formou Governo com Paulo Portas em 2004-2005, deixa um aviso: o líder centrista é duro a negociar e pede mais do que a que politicamente tem direito. “Estes dias não vão ser nada fáceis para Pedro Passos Coelho. Paulo Portas é um negociador muito muito muito duro, isso posso testemunhá-lo. Depende do seu interlocutor, mas ele assume a postura de negociador até ao limite, tenta sempre mais do que aquilo a que tem direito”, garantiu, em declarações à TVI 24, na última noite. Hoje, há reunião entre os líderes do PSD e do CDS, às 10h00. O encontro entre Passo Coelho e Paulo Portas vai decorrer na sede “laranja”, em Lisboa e é o primeiro passo nas negociações com vista à formação do próximo Executivo.
Seguro candidato... PS deverá romper com "socratismo", o que não acontecerá se tiver Assis como líder
É o primeiro candidato oficial à liderança do PS. Francisco Assis anunciou ao fim da noite que também entra na corrida. António José Seguro confirmou no Facebook que é candidato à liderança do PS. Depois de ontem ter prometido uma rápida reflexão, Seguro decidiu mesmo tentar suceder a José Sócrates, que se demitiu no seguimento da derrota eleitoral nas legislativas. "Caros amigos, agradeço os milhares de mensagens de apoio e de incentivo que tenho recebido de militantes e simpatizantes para me candidatar à liderança do PS", começou por escrever no Facebook. "Decidi corresponder ao vosso apelo. Sou candidato a secretário-geral do meu partido de sempre. Anunciarei as razões da minha candidatura amanhã, quinta-feira, às 13:00, na sede nacional no Largo do Rato. O novo ciclo é o lema da nossa candidatura. Bem hajam!", concluiu Seguro. A final da tarde, foi a vez de Francisco Assis confirmar que está na corrida à sucessão de José Sócrates. O dirigente socialista António Costa, que anunciou a sua indisponibilidade para concorrer à liderança do partido, já considerou que Assis tem todas as condições "para ser um bom" secretário-geral do PS. As eleições directas no PS realizam-se dias 22 e 23 de Julho e o congresso entre 9 e 11 de Setembro.
Assis avança face à desistência de António Costa
Francisco Assis confirma que vai candidatar-se à liderança do PS e promete ser uma “oposição responsável”. O até agora líder parlamentar dos socialistas já confirmou que vai ter o apoio de António Costa, um dos nomes que chegou a ser apontado como candidato. “Espero perdurar como secretário-geral para ser o próximo primeiro-ministro socialista”, referiu Francisco Assis na declaração que fez ao fim da tarde na sede do partido em Lisboa, onde apareceu sozinho. O candidato à sucessão de José Sócrates promete "abrir o partido à sociedade, com novas causas, novo discurso político e credível", sem esquecer a “consolidação orçamental” e o “crescimento da economia”. Na conferência de imprensa, o líder parlamentar cessante dos socialistas prometeu que, se for eleito secretário-geral, vai apresentar "uma alternativa política com tempo, imaginação e consistência", numa lógica de "oposição responsável, que honra os seus compromissos". "Mas há uma coisa que deve ficar clara: quem determina quem são as responsabilidades do PS é o próprio PS", afirmou, antes de dizer que os socialistas "têm de iniciar um novo diálogo" com os portugueses. “A nossa resposta não é desistir, é reformar, mas manter o Estado providência”. Assis diz que é um “homem de projecto, com projecto” e espera ter um “PS unido em torno das melhores causas e dos melhores propósitos”, “rodeado pelos melhores”. Esta é “uma candidatura que nada renega, mas que tudo quer construir”. Francisco Assis, como candidato à liderança, vai deixar de ser líder parlamentar. António José Seguro também já confirmou a candidatura à liderança do partido. As eleições directas no PS realizam-se nos dias 22 e 23 de Julho e o congresso entre 9 e 11 de Setembro.
Portugal vai recuperar mais rápido do que a Grécia, diz candidata à direcção do FMI
A recuperação económica de Portugal será mais rápida do que a da Grécia, considera a ministra francesa das Finanças e candidata à liderança do FMI, Christine Lagarde. A especialista sustenta a sua opinião na "aliança" política em torno do programa de ajuda externa. Christine Lagarde chega amanhã a Lisboa. "Uma grande força de Portugal, e que espero que a Grécia consiga imitar, é que os partidos políticos uniram-se e formaram uma aliança. Isso foi decisivo para construir e restaurar a confiança", afirmou Christine Lagarde em Pequim, em declarações à agência Lusa. Grécia, Irlanda e Portugal – os países que no último ano pediram ajuda financeira externa – representam apenas 6% do produto interno bruto da Zona Euro, lembrou a ministra, mas "todos contam e são importantes", acrescentou. "Cada país é diferente e tem de responder a diferentes categorias de problemas e questões", disse ainda.
Lagarde termina hoje uma visita de 24 horas a Pequim para promover a sua candidatura à direcção do Fundo Monetário Internacional (FMI) e chega amanhã a Lisboa, onde decorre a reunião anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). No âmbito do programa de ajuda externa acordado o mês passado com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, Portugal vai receber 78 mil milhões de euros durante os próximos três anos para equilibrar as suas finanças públicas. O primeiro país da Zona Euro a pedir ajuda financeira externa foi a Grécia, em Abril 2010, mas um ano depois está a ser discutida a possibilidade de um novo pacote de assistência aquele país. Em Portugal, os três maiores partidos políticos (PSD, PS e CDS), que representam 78,42% do eleitorado, apoiam o programa de redução do défice público patrocinado pela “troika”.
Portugal contrai menos mas continua em recessão
O INE divulgou hoje novos dados sobre o comportamento da economia portuguesa. A economia portuguesa contraiu 0,6% no primeiro trimestre deste ano, quer face ao trimestre anterior quer em relação ao mesmo período de 2010, divulgou hoje Instituto Nacional de Estatísticas (INE). O gabinete de estatísticas revê, assim, em alta o PIB do primeiro trimestre, depois de, em Maio, ter divulgado, na estimativa rápida, que a economia portuguesa devia contrair 0,7%. Ainda assim, Portugal mantém-se em recessão técnica. "Esta revisão foi determinada pelos dados mais recentes do comércio internacional de bens, sobretudo pela pequena revisão em alta das exportações em termos nominais", refere o INE em comunicado. O Instituto de Estatística indica ainda que a contracção da economia portuguesa "reflectiu o acentuado contributo negativo da procura interna", que caiu 3,2%, devido à diminuição das despesas de consumo final. Deve-se ainda, mas em menor grau, ao comportamento do investimento, que recuou 5,9%. Também o Eurostat, na quarta-feira, apontava para uma contracção do PIB de 0,7% no primeiro trimestre.
Famílias estão mais pessimistas e fazem contas à vida
O indicador de clima económico está em mínimos de Junho de 2009. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou hoje que o indicador de confiança dos consumidores caiu em Maio, pelo segundo mês seguido, contrariando a recuperação observada em Fevereiro e Março. Os dados do INE mostram que, no que toca à confiança dos consumidores, "o comportamento do indicador no mês de referência resultou do contributo negativo de todas as componentes, com excepção das perspectivas de poupança". No mesmo sentido, o indicador de clima económico "manteve em Maio o acentuado perfil descendente iniciado em Julho, atingindo o valor mais baixo desde Junho de 2009". Uma descida acompanhada por todos os sectores de actividade, Indústria, Comércio, Construção e Serviços. Pela positiva, há a destacar a poupança. As perspectivas de poupança recuperaram em Maio, "depois de registarem no mês anterior o mínimo histórico na sequência da trajectória negativa iniciada em Novembro de 2009", lembra o INE.
Consumo privado piorou no primeiro trimestre
Em Abril, a inflação atingiu os 4,1%. O indicador de consumo privado "diminuiu expressivamente" no primeiro trimestre de 2011, passando de 2,3 no último trimestre de 2010 para -1,1 pontos, segundo a síntese de económica de conjuntura divulgada esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística. Esta queda deve-se ao contributo negativo do consumo corrente e consumo duradouro, mais expressivo no segundo caso. No mesmo trimestre, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou "uma redução mais intensa", reflectindo sobretudo a "evolução negativa da componente de material de transporte".
Em relação ao comércio internacional de bens, registaram-se no primeiro trimestre de 2011 crescimentos homólogos nominais das importações e das exportações de 8,5% e 17% (11,5% e 15,3% no quarto trimestre 2010), respectivamente. Em Abril, a variação homóloga mensal do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 4,1% (4% em Março) e excluindo a energia e os bens alimentares não transformados, a respectiva variação homóloga situou-se em 2,6% (2,4% no mês anterior). Os preços das componentes de bens e de serviços do IPC apresentaram crescimentos homólogos de 4,8% e 2,9% em Abril (4,9% e 2,7% em Março), respectivamente. Segundo o INE, o clima económico em Portugal caiu, bem como os indicadores de actividade económica.
NATO mostrou consideração por Portugal, diz Almirante Vieira Matias
O comando da NATO em Portugal desce na nova hierarquia da organização. A decisão foi tomada ontem, pelos ministros da Defesa da Aliança. O ex-Chefe de Estado Maior da Armada Almirante Vieira Matias considera que, apesar de ter havido uma descida de nível do comando de Oeiras, a decisão dos ministros da Defesa da NATO para a reorganização da Aliança revela consideração por Portugal. “Houve uma redução do nível do comando de Oeiras, que corresponde, com certeza, a uma reestruturação da NATO, a uma necessidade de redução de despesas, mas fica, na minha perspectiva, um aspecto positivo: houve consideração pela posição de Portugal na NATO, como membro fundador. Baixou-se o nível, mas fica o factor importante que é a consideração que a NATO demonstrou por Portugal”, afirma à Renascença. “A consequência de ter ficado com um comando componente, um comando naval, e também com a escola de comunicações, é, por assim dizer, uma certa compensação”, acrescenta. Ontem à noite, em Bruxelas, os ministros da Defesa da NATO decidiram, no âmbito da reorganização da Aliança Atlântica, manter um dos seus comandos em Portugal, mas a estrutura de Oeiras desce na nova hierarquia da organização e, em vez de um comando conjunto, vai passar a acolher um comando operacional naval, com menos efectivos. Um “downgrading” para fazer um “upgrading”. A decisão da NATO foi anunciada, em Bruxelas, pelo ministro da Defesa, Augusto Santos Silva.
Resumo da decisão da NATO para Portugal. O novo comando, que deverá estar operacional dentro de alguns meses, será responsável pela força de reacção rápida naval da Aliança Atlântica, sob ordens de um almirante norte-americano e que responde directamente ao comando estratégico da organização. Além deste comando, Portugal mantém o organismo da NATO responsável pela análise de operações, situado em Monsanto, e acolhe a Escola de Sistemas de Comunicação e Informação, até agora sedeada em Itália. “No que diz respeito a Portugal, fazemos um ‘downgrading’ em dimensão, para fazer um ‘upgrading’, não em eficiência, mas em áreas da Aliança em que Portugal pode ter uma participação qualitativamente significativa. E o que fazemos a isto é acrescentar à nossa participação no âmbito operacional uma participação num âmbito igualmente decisivo, que é o da qualificação das estruturas da NATO, através da formação e da investigação, desenvolvimento e inovação”, anunciou. Dois mil formandos desta escola vão passar pelo nosso país, todos os anos. O efectivo da NATO baixa, contudo, de 424 para 265. Santos Silva disse ainda que todas as despesas associadas a estas transformações serão assumidas pelo orçamento da Aliança, para o qual Portugal também contribui. O ainda ministro da Defesa garantiu também que a posição portuguesa no encontro em que estas decisões foram tomadas foi articulada com o Presidente da República e com os dois partidos que irão formar o novo Governo.
Sócrates já tem novo emprego em vista... ao "Sol"
Representar grandes empresas brasileiras junto de Portugal e da União Europeia ou assumir o cargo de secretário-geral iberoamericano são duas das hipóteses. José Sócrates terá sido convidado por um grupo de grandes empresas brasileiras, como a Petrobrás e a cimenteira Camargo Correia, para as representar junto de Portugal e da União Europeia. A notícia é avançada pelo jornal “Sol”. Os intermediários da proposta foram Lula da Silva (antigo Presidente brasileiro) e Dilma Rousseff (actual chefe de Estado), ambos próximos do primeiro-ministro português. Na última visita a Portugal, em Março, a Presidente brasileira terá reafirmado a José Sócrates o seu empenho para que aceitasse o cargo. Citando fontes próximas do Governo brasileiro, o “Sol” garante que "está tudo acertado".
O convite do grupo de empresas terá sido baseado na experiência que Sócrates adquiriu nos últimos seis anos e meio à frente do Governo de Portugal e os conhecimentos adquiridos junto de outros chefes de Governo e de Estado, bem como as boas relações com, por exemplo, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. De acordo com o semanário, a alternativa a este cargo é a nomeação como secretário-geral iberoamericano, lugar ocupado desde 2005 pelo uruguaio Enrique Iglesias. José Sócrates perdeu, enquanto líder do PS, as eleições legislativas de domingo (dia 5) e demitiu-se, na sequência desse resultado (que lhe impediu de continuar o seu mandato à frente do Executivo) da liderança do partido, afirmando que iria abandonar todos os cargos públicos.
Gabinete de Sócrates desmente notícia do “Sol”
O semanário avança na sua edição de hoje que José Sócrates foi convidado para representar grandes empresas brasileiras. O gabinete de imprensa do ainda primeiro-ministro desmente, em comunicado, a notícia do semanário “Sol”, segundo a qual José Sócrates terá sido convidado para representar grandes empresas brasileiras junto de Portugal e da União Europeia. “A notícia da primeira página do semanário ‘Sol’, de hoje, referente ao primeiro-ministro, é uma notícia falsa”, refere a nota. A edição de hoje do “Sol” noticia, citando fontes próximas do Governo brasileiro, que José Sócrates foi convidado por um grupo de grandes empresas brasileiras, como a Petrobrás e a cimenteira Camargo Correia, para representá-las junto de Portugal e da União Europeia. Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos próximos do ainda primeiro-ministro português, terão sido os intermediários da proposta.





