Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Estudo

Cresce capacidade ciêntífica em Portugal
                                                                                                                                    
Capacidade científica em Portugal cresceu 10 por cento entre 2008 e 2009. Os dados indicam que o crescimento da despesa em I&D verifica-se quer no sector público quer no sector empresarial.
                                            
A despesa em investigação e desenvolvimento (I&D) em Portugal ultrapassou 2791 milhões de euros em 2009, mais 10 por cento que em 2008, revela um estudo que foi ontem divulgado na presença do primeiro ministro e do ministro da Ciência. Segundo dados do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) de 2009, fornecidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), entre 2008 e 2009 a despesa total em investigação passou de 1,55 para 1,71 por cento do PIB e o número de investigadores cresceu de 7,2 para 8,2 investigadores por mil ativos. O crescimento da despesa total em I&D para 1,7 por cento do PIB aproxima Portugal dos atuais níveis médios de intensidade da despesa em I&D na União Europeia (1,9 por cento do PIB). Em 2008 a despesa em I&D nacional tinha representado 1,55% do PIB, a comparar com 0,81% do PIB em 2005. "O investimento total em investigação e desenvolvimento mais do que duplicou entre 2005 e 2009", refere uma nota do MCTES.
Os dados indicam que o crescimento da despesa em I&D verifica-se quer no sector público quer no sector empresarial, evidenciam o reforço da capacidade científica do ensino superior e de instituições privadas de investigação" e refletem a criação de novas instituições científicas, públicas e privadas, e o alargamento da base de empresas, hospitais e outras instituições com actividade de investigação. O número de empresas com actividades de I&D cresceu também, atingindo 1989 em todos os sectores de actividade económica em 2009, enquanto era cerca de 930 em 2005 e 1833 em 2008. A despesa em I&D das empresas atinge agora cerca de 0,80 por cento do PIB (era 0,78 por cento do PIB em 2008 e 0,31 por cento do PIB em 2005).
O sector das Instituições Privadas sem fins lucrativos atinge cerca de 295 milhões de euros em 2009 (era 210 milhões de euros em 2008), crescendo para 11 por cento da despesa total em I&D. "A despesa em I&D da totalidade do sector privado (empresas e instituições privadas sem fins lucrativos) continua a representar, em 2009, tal como em 2008, cerca de 58 por cento do total da despesa em I&D", adianta o MCTES. Os dados mostram que as instituições de ensino superior assumem crescentemente um papel indutor de todo o crescimento da I&D, uma vez que, entre 2008 e 2009, a despesa em I&D no ensino superior aumentou cerca 11 por cento, representando hoje este sector cerca de 35 por cento da despesa nacional total em I&D.
No sector do Estado, assume particular relevância em 2009 a construção e instalação do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, INL, em Braga, tendo a despesa global nesse sector crescido 10 por cento entre 2008 e 2009. O reforço da formação e qualificação de novos recursos humanos, e a sua inserção institucional, a par da captação e fixação, em Portugal, de investigadores do resto do mundo, é para o MCTES outro traço resultante do inquérito. Em 2009, foram registados 45 909 investigadores, para um pessoal total de 52 313 (incluindo aqui pessoal técnico).
O Ensino Superior continua a representar a maior fração de investigadores, aumentando para cerca de 61 por do total (28 086 investigadores). As Instituições Privadas sem fins lucrativos incluem 3618 investigadores, representando 8 por cento do total nacional. O sector Estado contribui com 3364 investigadores, ou seja, 7 por cento do total. O número de investigadores nas empresas aumenta 5 por cento entre 2008 e 2009, e o seu conjunto representa já cerca de 24 por cento do total de investigadores em Portugal, tendo triplicado entre 2005 e 2009, atingindo agora 10 841 (ETI). Os dados indicam que o total das exportações das 100 empresas que mais investiram em I&D em 2008 representou mais de 25 por cento das exportações nacionais.
                                                                                                                                  
Projeto antiterrorista com cunho português mostra "confiança" entre a Aliança e Rússia
                                                                                                                                    
A NATO e a Rússia estão a desenvolver um sistema de deteção de bombistas suicidas em transportes públicos, um projeto de engenharia com "cunho" português que, segundo os seus responsáveis, mostra a crescente "confiança mútua" entre as duas partes. Em entrevista à Agência Lusa, em Bruxelas, o cientista português Carvalho Rodrigues e o cientista russo Enver Akhmedov, que desenvolvem em conjunto o sistema, explicaram os seus contornos, sem entrar em detalhes por se tratar de informação confidencial, a razão pela qual também apenas deverá ser "mencionado", e não apresentado, na Cimeira da NATO em Lisboa. "É muito cedo (para a apresentação) e os detalhes não são algo para o público, porque entre o público pode encontrar-se todo o género de pessoas. O que o público pode saber é que estamos a trabalhar juntos numa questão tão crucial quanto esta", apontou Akhmedov.
Também o embaixador da Federação Russa junto da NATO, Dmitri Rogozin, foi cauteloso ao abordar a questão, assinalando também que se for divulgada muita informação, esta não estará disponível "apenas para gente decente", e terroristas tentarão encontrar formas de contornar o sistema. "Temos de estar orgulhosos com projetos como este, mas temos que falar pouco sobre eles. A nossa abordagem deve ser eficiente, profissional e confidencial", disse. Carvalho Rodrigues, conhecido como o "pai do satélite português" (POSAT), e que integra o programa científico da NATO, explicou que se trata de "um programa de engenharia que engloba vários laboratórios espalhados pelos Estados da NATO e Rússia, que vai detetar explosivos em ambientes de transportes de massa". Trata-se de um "sistema inteligente de gestão", através de sensores, que irá "detetar, reconhecer e identificar" explosivos transportados por pessoas em transportes públicos.
O sistema será testado em simultâneo em Paris e São Petersburgo, e os responsáveis dizem esperar "obter os primeiros resultados em finais de 2012, meados de 2013". Akhmedov apontou que se trata do "maior projeto" alguma vez desenvolvido em conjunto pela NATO e Rússia, e não só em termos orçamentais: na sua opinião é também o mais significativo "em termos de confiança, é um bom sinal de confiança mútua. O projeto mostra que a Rússia e a NATO podem combinar os seus melhores esforços e juntar a sua melhor ciência e tecnologia para enfrentar uma ameaça comum, de bombistas suicidas. (Mostra que) cientistas e especialistas em segurança pública (das duas partes) podem trabalhar juntos e de forma muito frutuosa. No final do projeto podemos esperar grandes resultados para a nossa segurança mútua", disse.


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Economia

Previsões económicas para o lixo!
                                                                                                                                  

O ministro da Economia, Vieira da Silva, diz que as stimativas das várias organizações para o crescimento da economia para 2010 "falharam significativamente".
                                                                                                              
O ministro da Economia considerou hoje que as estimativas das várias organizações para o crescimento da economia em 2010 "falharam significativamente" e que "todos os portugueses" esperam que a oposição se pronuncie rapidamente sobre o apoio às medidas de austeridade. "As estimativas são estimativas. Como vimos, as de 2010 falharam significativamente, de todas as organizações, e o crescimento da economia portuguesa foi maior", afirmou Vieira da Silva, depois de destacar a revisão em alta do crescimento da economia portuguesa em 2010, feita hoje pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), de 0,3 para 1,1 por cento.
Vieira da Silva afirmou que o boletim do FMI prevê "um crescimento de zero por cento para o ano de 2011" e que, "há depois afirmações de algum responsável do Fundo Monetário Internacional em que admite que existe uma evolução mais negativa em 2011", em alusão às afirmações do responsável do fundo, Jorg Decressin, que na conferência de imprensa de hoje disse que as projeções da organização não contemplam as novas medidas, e que com estas, a economia portuguesa deverá sofrer uma contração de 1,4 por cento em 2011. O ministro considerou que o desafio imediato passa por "dar uma resposta rápida aos riscos que a economia portuguesa sofre" e que essa resposta é o que os portugueses esperam de todas as forças políticas.
"Todos se devem pronunciar. Eu compreendo que todos, os analistas, os comentadores, as forças politicas, se pronunciem sobre as previsões das várias organizações para 2011, que se pronunciem especialmente, estou a falar dos partidos da oposição, quando esses indicadores são menos positivos, ou mesmo negativos, mas não esqueçamos que agora há uma prioridade, que é esses mesmas forças se pronunciem sobre o que temos a fazer", afirmou. "O que temos a fazer é dar uma resposta rápida aos riscos que a economia portuguesa sofre (...) É esse o desafio, é essa a resposta que todos os portugueses esperam de todas as forças políticas", acrescentou o ministro da Economia.
Vieira da Silva não esclareceu se o Governo irá rever a última projeção de crescimento que apontou para 2011, de 0,5 por cento, dizendo apenas que o quadro macroeconómico será apresentado no quadro do Orçamento do Estado do próximo ano, e que essas estimativas tinham por base um crescimento de 0,7 por cento para 2010, algo que o Governo acredita que venha a ser superado.
O ministro destacou mesmo a evolução mais positiva do que o esperado do setor exportador, e que espera que tal continue no próximo ano, e assim diminua o impacto negativo provocado pelas medidas de austeridade, em especial sobre a procura interna, alertando ainda para o resultado da falta de aplicação das medidas. "Se Portugal não tomar as medidas que tem de tomar para fazer face a uma envolvente externa extremamente desfavorável, há um risco de crescimento muito substancial da nossa dívida. Senão tomarmos essas medidas então a economia entraria numa situação em que a recessão seria muito mais profunda, esse é o risco imediato", disse.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estudo sobre Família

O divórcio é contagioso...

Em Portugal, um em cada três casamentos acaba em separação. Se o divórcio de conhecidos aumenta os riscos de separação, a existência de crianças pequenas reduz as probabilidades de dissolução da união.

O divórcio de amigos, familiares ou colegas de trabalho pode ser "contagioso", revela um estudo norte-americano. Em Portugal, um em cada três casamentos acaba em separação. Assistir ao divórcio de amigos aumenta em 75 por cento a probabilidade de o casal se separar, de acordo com uma investigação realizada ao longo de 32 anos a 12 mil pessoas do estado de Machassussets (nordeste dos Estados Unidos da América). Se a separação for entre amigos de amigos, o efeito de "contágio" desce para 33 por cento. Segundo três investigadores das universidades de Brown, California e Harvard, a vida amorosa de familiares e colegas de trabalho também influencia a longevidade do casamento: quanto mais divorciados uma pessoa conhece, mais hipóteses tem de seguir o mesmo caminho.
Em entrevista à agência Lusa, a investigadora Rose McDermott, da Universidade de Brown, acredita que "não há razões para que os resultados do estudo não possam ser aplicados à realidade e sociedade europeia". Confrontada com as conclusões do estudo, a investigadora e socióloga portuguesa Karin Wall lembra que "se torna mais fácil aderir a qualquer comportamento quando este começa a ser difundido". No entanto, ressalva, "o divórcio já estabilizou nos países desenvolvidos. Notou-se um aumento durante uma ou duas décadas, mas depois estabilizou", sublinha a socióloga do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa. Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam o aumento: em 2008, a taxa de divórcio em Portugal passou os 60 por cento enquanto, há dez anos, a percentagem era de 30 por cento e, há 20, situava-se nos 12,9 por cento.
Se o divórcio de conhecidos aumenta os riscos de separação, a existência de crianças pequenas reduz as probabilidades de dissolução da união, revela ainda a investigação norte-americana. Karin Wall corrobora esta ideia lembrando outros estudos que indicam que "há menos divórcios quando existem crianças pequenas": "Há uma tentativa para tentar manter o casal parental para poder dar uma vida familiar à criança". Mas, quando as crianças atingem os 13 anos, o fator "filhos" parece deixar de ter força. Entre as já conhecidas dificuldades do divórcio, o estudo norte-americano acrescenta mais uma: "Os divorciados chegam a perder dez por cento dos amigos".
"Qualquer evento familiar - um divórcio ou mesmo um casamento - introduz mudanças sociais nos indivíduos. No caso do divórcio é normal assistir-se ao afastamento de sogros e cunhados. Os divorciados podem, durante uma fase de transição, ter redes sociais mais reduzidas, até porque os casais também dividem os amigos entre si: um fica com uns e o outro fica com outros", lembra Karin Wall. Quer isso dizer que quem quer permanecer casado deve afastar-se de amigos divorciados? "Não, mas podemos dizer que se quer proteger o seu casamento tente apoiar o dos seus amigos", responde a investigadora americana Rose McDermott. Até porque o "contágio social" pode acontecer à distância. Os investigadores seguiram pessoas que tinham abandonado Machassussets e perceberam que o divórcio de um amigo que vive longe tem mais impacto que a separação de um vizinho. Perante as conclusões do estudo, Rose McDermott disse à Lusa que é preciso "encorajar as pessoas a apoiar as relações dos amigos, porque isso pode ajudá-los a salvar as suas próprias relações".

sábado, 24 de abril de 2010

Relatório europeu

Novas drogas que substituem erva e cocaína

As 24 substâncias identificadas em 2009 pelo Observatório Europeu da Droga Toxicodependência
e da Europol vendem-se em Portugal.

As 24 novas drogas identificadas pelo Observatório Europeu das Drogas e Toxicodependência (OEDT) - liderado pelo Português João Goulão - e a Europol, são todas sintéticas e dividem-se essencialmente em canabinóides sintéticos (semelhantes à canábis) e catinonas sintéticas (relacionadas com anfetamina) e duas substâncias com propriedades medicinais. Segundo o relatório conjunto divulgado ontem, relativamente às catinonas, surge com cada vez mais força a mefedrona, com efeitos semelhantes à cocaína ou ecstasy, o que chamou a atenção os organismos europeus. No final de 2009 e em Janeiro de 2010, o OEDT e a Europol debruçaram-se sobre esta substância, chegando à conclusão de que houve casos de mortes e intoxicação grave.
O relatório refere que as apreensões são cada vez mais significativas, tendo detectado envolvimento do crime organizado, provas de tráfico internacional, propriedades tóxico-farmacológicas e potencial de propagação rápida. Ainda em 2009, houve apreensões importantes na Alemanha, Holanda, Suécia e Reino Unido. A mefedrona provocou mortes na Suécia, e houve alguns casos suspeitos nos Estados Unidos. Alguns estados como a Alemanha, Dinamarca, Estónia, Roménia, Croácia e Suécia e Noruega tomaram medidas para controlar a mefedrona e a Irlanda e Reino Unido estão a equacionar o problema.
A mefedrona é facilmente comprada através da Internet, usualmente apresentada como alternativa legal ao ecstasy ou cocaína. Segundo o documento da OEDT e Europol, as estratégias de publicidade referem a mefedrona como "investigação química", "sais de banho", "para investigação botânica", "fertilizante", "planta" e, muitas vezes, aparece a referência "para consumo não-humano". O relatório identifica ainda o "fenómeno Spice" como um dos mais actuais no que diz respeito aos canabinóides sintéticos e também uma das substâncias com maior divulgação. A Spice é vendida legalmente em Portugal e resulta de uma mistura de ervas, tendo efeitos comparáveis à canábis. O relatório refere ainda alguns países que estão agora a ponderar medidas de controlo da substância, mas Portugal não aparece na lista.
O texto conclui ainda que foram detectadas substâncias raras misturadas com cocaína e heroína. Em Dezembro do ano passado a Escócia reportou que havia antrax misturado com heroína, o que deu origem a mortes em Inglaterra e Alemanha. As autoridades sugerem que as combinações possíveis de canabinóides sintéticos, drogas conhecidas por "designer drugs", são cada vês mais difíceis de detectar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Portugal à beira da loucura

Somos o país da Europa com mais doentes mentais

Maioria dos casos graves nunca recebeu qualquer tratamento, revela o primeiro estudo nacional. Os dados já recolhidos permitem perceber que a diferença entre Portugal e os restantes estados europeus é abissal.Os dados já recolhidos permitem perceber que a diferença entre Portugal e os restantes estados europeus é abissal.

Os números apanharam de "surpresa" o próprio coordenador nacional para a saúde mental, Caldas de Almeida. Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população e aproxima-se perigosamente do campeão mundial Estados Unidos. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida. Para um grande mal, poucos remédios: 67% dos doentes graves estão sozinhos com o seu problema e nunca tiveram qualquer tratamento.
As conclusões são do primeiro estudo nacional sobre saúde mental, liderado por Caldas de Almeida, da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. O psiquiatra e também coordenador nacional para esta área explica a falta de tratamento por dois factores: "O estigma social que leva as pessoas a terem vergonha de procurar um médico e ao mesmo tempo a ausência de serviços especializados próximos, que cria dificuldades de acesso." Esta ausência de acompanhamento terapêutico contrasta com o elevado consumo de anti-depressivos e ansiolíticos. Como se explica a contradição? "Provavelmente temos pessoas que não precisam a tomar estes medicamentos e os que realmente precisam a não tomar nada", adianta.
Do total de portugueses com perturbações mentais, 6% apresentam quadros graves - nesta categoria os especialistas colocam a doença bipolar, as que levam a perda de capacidades e as que resultaram em tentativas de suicídio. Os médicos de família, nos centros de saúde, são o recurso mais comum. Nas doenças graves, acompanham quase metade dos doentes (47%), enquanto que os serviços especializados de saúde mental ficam pelos 39%. Isto apesar de Caldas de Almeida sublinhar que para estes pacientes isso não chega, "seguramente vão precisar de cuidados especializados". Também a grande maioria das patologias de gravidade moderada estão sem qualquer tratamento (65%) e as ligeiras que estão por acompanhar chegam aos 82%.
As perturbações mais comuns são as da ansiedade, com 16,5%, que em 3,2% dos casos assume proporções graves. "As pessoas costumam pensar que a depressão é que é grave, mas esquecem-se da ansiedade. Muitas vezes tem consequências também de grande gravidade", refere o coordenador do estudo. Neste conjunto, o mais comum são as fobias a situações específicas, com 8,6%, seguidas da perturbação obsessivo-compulsiva (4,4%). As depressões atingem 8% do total e, dentro destas, os bipolares representam 1%. Para uma segunda fase ficam as doenças psicóticas, como as esquizofrenias. Por terem uma dimensão menor, os casos não foram apanhados neste levantamento. Nas perturbações do controlo dos impulsos, 1,8% dos doentes têm explosões interminentes. O comportamento irado de alguns portugueses ao volante é o exemplo para a manifestação desta perturbação. Caldas de Almeida sublinha ainda que a hiperactividade/défice de atenção, normalmente associada às crianças, tem também expressão nos adultos: representa 0,4% das perturbações do controlo dos impulsos.
O estudo português integra um projecto liderado pela Universidade de Harvard e pela Organização Mundial de Saúde, que reúne 30 países. Estes são ainda os dados preliminares e, de acordo com os investigadores, muita da informação recolhida tem ainda de ser analisada. Um dos grandes objectivos é traçar o diagnóstico para depois adaptar os serviços de saúde às necessidades destes doentes. Os dados já recolhidos permitem perceber que a diferença entre Portugal e os restantes estados europeus é abissal. Aos 23% de prevalência nacional, Espanha contrapõe 9,2%, Itália 8,2% e a Bélgica 12%. Próximo do diagnóstico português apenas está a Ucrânia, com 20,5%. "É um padrão atípico", admite Caldas de Almeida. No caso das doenças graves, Portugal supera os 6%, enquanto que os outros países do Sul se ficam por 1%.
Para explicar a complexidade deste levantamento (feito em parceria com o centro de sondagens da Universidade Católica), Miguel Xavier, outro dos responsáveis pelo estudo, divulgou alguns números: 3849 entrevistados com mais de 18 anos, 150 entrevistadores, duas horas médias para cada entrevista e algumas a chegarem às quatro horas, seis anos desde o arranque do projecto. Pedro Magalhães, da Católica, refere que "foi o maior e mais complexo estudo" daquele centro.

terça-feira, 23 de março de 2010

Morre-se mais nos hospitais ao fim-de-semana

Estudo diz que morrem duas vezes mais pessoas do que o esperado ao sábado e três vezes mais ao domingo.

Morrem mais doentes ao sábado e ao domingo nos hospitais portugueses do que em dias de semana, revela o estudo «Variação na mortalidade e na demora média do internamento por dia de admissão e de alta», realizado na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), e citado pelo jornal «Público».
A pesquisa diz que morrem duas vezes mais pessoas do que o esperado ao sábado e três vezes mais ao domingo. No total, a diferença entre o número de óbitos registados e os esperados ao fim-de-semana, revela um excesso de 6712 mortes. Um dos autores do estudo, Carlos Costa adverte, que no entanto: «Se tomarmos em conta que existem cerca de 70 hospitais e dividirmos este excesso por dias de fim-de-semana, teremos uma morte a mais, por dia, em cada hospital». Embora adiante que estamos perante «indícios que precisam ser investigados em Portugal», garante que «não interessa lançar o pânico».
Carlos Costa diz que podemos avançar com a hipótese de não existir uma afectação de recursos em quantidade e qualidade ou experiência igual entre a semana e o fim-de-semana. Mas o autor também realça que durante o fim-de-semana são admitidos casos mais graves, já que a admissão dos outros casos é marcada para os dias úteis.
O estudo, com base num total de 1.030.183 episódios registados em hospitais e centros hospitalares públicos do Continente, no ano de 2006, mostra ainda que nos hospitais portugueses, as segundas-feiras são dias de admissão e as sextas-feiras dias de alta.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma iniciativa da Plataforma Golfe

Parceria com a Associação de Greenkeepers

Para o curso de Mecânica Aplicada ao Golfe na Universidade do algarve, as inscrições estão abertas até 17 de Setembro.

No âmbito da parceria entre a Associação Portuguesa de Greenkeepers e a UAlg, a Plataforma Golfe está a organizar cursos de especialização de curta duração no âmbito da gestão e manutenção de campos de golfe e espaços verdes. No próximo dia 17 de Setembro terá início o curso de Mecânica Aplicada ao Golfe.
Em regime pós-laboral, o curso de Mecânica Aplicada ao Golfe decorrerá nas instalações da UAlg às quintas e sextas-feiras, das 19h00 às 23h00 e aos sábados, altura em que terão lugar visitas a campos de golfe com a realização das operações de afinação e manutenção das máquinas utilizadas nesses espaços. O curso decorrerá entre 17 de Setembro e 3 de Outubro, tem uma duração de 44 horas e o custo de inscrição é de 275€.
O principal objectivo deste curso é dotar os formandos de competências na área da mecânica aplicada às máquinas e equipamentos utilizados na manutenção dos campos de golfe. Além de conceitos teóricos e práticos sobre funcionamento, manutenção e reparação de buggies, serão abordados os conceitos teóricos e os cuidados práticos de manutenção e reparação dos motores de combustão, sistemas hidráulicos e sistemas eléctricos relacionados com as máquinas de corte, descompactação e topdressing, entre outras, utilizadas nos campos de golfe.
Os formadores serão João Pedro, Fernando Dias, José Sabino e César Correia, todos profissionais no activo em empresas ligadas à manutenção dos campos de golfe.
A Plataforma Golfe é um projecto inovador da UAlg, criado em Maio de 2008, que visa disponibilizar aos campos de golfe e empresas associadas um leque de serviços laboratoriais e de consultadoria técnico-científica, apostando igualmente no fomento da investigação aplicada ao sector do golfe, e no desenvolvimento de novos programas de formação profissional.
Mais informações em http://www.plataformagolfe.com/ ou em http://twitter.com/plataformagolfe.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Estação para alerta de tsunamis

Foi retirada de águas algarvias

O primeiro equipamento europeu do género foi recolhido com sucesso para que os dados possam ser analisados.

Uma equipa de cientistas a bordo do navio italiano «Urania» retirou esta semana do fundo marítimo do Algarve a primeira estação europeia de alertas precoce de tsunami, onda gigante, uma operação que decorreu total sucesso, afirmam.
«Retirámos todos os equipamentos com uma taxa de sucesso de 100 por cento, mas agora vamos levar entre um a dois anos a analisá-los com uma equipa de cerca de 10 pessoas», declarou à Agência Lusa o cientista Nevio Zitellini, coordenador pela colocação do Geostar ao largo do Cabo de Sagres.
«Saber quando é que vai aparecer uma onda gigante e poder alertar em tempo útil as pessoas de todo o mundo, mas também e principalmente as que estão junto à costa marítima é um dos grandes objectivos do projecto europeu Nearest», explicou Nevio Zitellini.
O observatório colocado no fundo do mar foi baptizado de Geostar e serve para medir os níveis sísmicos da área e estudar um eventual tsunami.
Colocada há um ano a 80 milhas, cerca de 150 quilómetros, da ponta do Cabo de Sagres, o observatório Geostar está equipado com sismógrafos e sensores capazes de efectuar levantamentos geológicos e geofísicos e prevenir eventuais tsunamis a partir do fundo do mar.
O Geostar foi colocado no Banco de Goringe (foto abaixo), a cerca de 80 milhas a sudoeste de Sagres, e perto do Golfo de Cadiz, local do epicentro do sismo de 1755.

«É uma das maiores experiências deste género feitas em todo o mundo»

Durante um ano, foram recolhidos «500 gigabytes» de informação pelo Geostar e por 24 «buoy» - máquinas que serviram para registar os pequenos tremores de terra e que foram colocadas no fundo do mar ao largo de Sagres na mesma altura do Geostar.
Toda a informação vai ser posteriormente analisada, mas as conclusões preliminares vão ser divulgadas em Outubro em Berlim, local onde os cientistas relacionados com o projecto da estação europeia para alerta de tsunamis vão reunir-se, indicou o coordenador Nevio Zitellini, do Instituto de ciências Marítimas em Bolonha (Itália).
A primeira estação europeia para alerta de tsunamis colocada no Algarve conta com a participação de cientistas de Espanha, Itália, Marrocos, França e Alemanha, mas este mês a expedição do Urania termina. O observatório Geostar ficou submerso numa área de risco de sismos e tsunamis - devido ao facto de ter forte actividade tectónica - e, durante cerca de um ano, estudou a área junto ao Algarve.
Na Ásia já existe equipamento capaz de alertar as populações da existência de tsunamis, mas no Mediterrâneo a estratégia tem de ser diferente e o desafio é realizar a vigilância dos tsunamis na falha tectónica. «É uma das maiores experiências deste género feitas em todo o mundo», adiantou Paolo Favali, cientista do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Roma, Itália, que integra o projecto financiado pela União Europeia.
Após o fim do projecto europeu «Nearest», o cientista Nevio Zitellini tem intenções de desenvolver um outro estudo relacionado com o estudo das zonas mais afectadas no Algarve e sul de Espanha caso haja um tsunami. O objectivo é trabalhar com as autoridades locais para desenvolver um método de alertar a população sobre a chegada de uma onda gigante.

Prevenção de Sismos

Algarve tem plano de emergência

Réplica de terramoto de 1755 poderia resultar em 3 mil mortos e 27 mil desalojados. Locais mais vulneráveis, Sagres, Lagos, Armação de Pêra, Albufeira e Quarteira.

Um sismo com a mesma magnitude do registado em 1755 causaria hoje no Algarve cerca de 3.000 mortos e 27.000 desalojados. Estes são os resultados preliminares do Estudo do Risco Sísmico e de Tsunamis para o Algarve (ERSA), segundo noticia a Lusa.
Os progressos do estudo foram apresentados esta quarta-feira em Faro numa cerimónia presidida pelo ministro da Administração Interna. O estudo vai estar pronto no final de 2008 e permite elaborar um plano de emergência detalhado para cada município algarvio.
Se o sismo de 1755 - com epicentro no Banco de Gorringe e uma magnitude de 8,5 graus na Escala de Richter - se repetisse hoje, causaria danos sobretudo no Barlavento, mais próximo do epicentro.
Este foi um dos cenários sísmicos apresentados por Carlos Sousa Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico (IST) e consultor da Associação Nacional de Protecção Civil (ANPC), que frisou tratarem-se de «resultados preliminares».

Outro dos cenários avançados, tendo por base as características do sismo de 1722 - com epicentro em Tavira e magnitude de 7,8 graus na Escala de Richter -, aponta para uma estimativa de 12.000 mortos e 18.000 edifícios destruídos, com o Sotavento a ser mais afectado.
Contudo, segundo o professor do IST, o número de mortes imediatas só poderá ser diminuído quando se trabalhar na prevenção.
«Temos que olhar para o problema sísmico de uma maneira preventiva, tal como na Medicina, em que apanhamos vacinas para não deixar entrar vírus ou bactérias», observou, dizendo que a principal preocupação são os equipamentos de saúde e escolas.
Segundo disse aos jornalistas a directora nacional de Planeamento de Emergência, Susana Silva, o plano de emergência será testado no terreno em 2009.
De acordo com aquela responsável, o principal objectivo do plano é conseguir que as diferentes entidades se articulem para dar resposta nas primeiras 72 horas, sobretudo aos feridos mais graves.
No que respeita às consequências de um tsunami (maremoto) no Algarve, o estudo está a incidir sobretudo nas zonas da costa identificadas como mais vulneráveis, nomeadamente Sagres, Lagos, Armação de Pêra, Albufeira e Quarteira.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Estudo controverso

Sexo sem preservativo dá melhor saúde mental

A conclusão é, no mínimo (perigosamente), controversa. Um artigo publicado na mais recente edição do Archives of Sexual Behaviour defende que a frequência das relações sexuais entre heterossexuais sem preservativo está associada a uma melhor saúde mental.

Segundo um artigo de Andrea Cunha Freitas, publicado no jornal ‘Público’ de hoje, os investigadores, Rui Miguel Costa e Stuart Brody, da Universidade do Oeste da Escócia, baseiam-se em vários trabalhos académicos para sustentar esta polémica tese. Um dos principais estudos citados resulta de um questionário feito a 210 portugueses. Em 2008, a mesma dupla de investigadores apresentou um artigo, no Journal of Sexual Medicine, onde alegavam que o uso de preservativo num coito vaginal estava associado a mecanismos imaturos de defesa psicológica. Uma conclusão retirada das respostas de 99 mulheres e 11 homens portugueses (sobretudo estudantes universitários de Lisboa) a um questionário anónimo sobre os seus hábitos sexuais, a frequência de relações e orgasmos, entre outras perguntas. O uso do preservativo ficava, desta forma, associado pela primeira vez a uma pior saúde mental.
Agora, numa carta ao editor, os autores apoiam-se em vários estudos para reforçar a controversa ideia que vai contra qualquer política de saúde pública, onde o preservativo ocupa um lugar principal nas estratégias de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e/ou gravidezes indesejadas. Os autores alegam que a espécie humana está biologicamente programada para o sexo desprotegido, como forma de assegurar a continuidade da espécie e maximizar as hipóteses de reprodução.
Stuart Brody é autor de mais estudos nesta área, como o que associa orgasmos femininos ao modo de caminhar ou o que defende que uma noite de sexo pode tratar do stress de uma palestra no dia seguinte. A tese vai contra qualquer política de saúde pública onde o preservativo é uma arma essencial de prevenção.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Crise no mercado das Telecomunicações?

Não! Cada família portuguesa tem 4 telemóveis

Portugal continua no topo dos países com maior venda de telemóveis, atrás do Luxemburgo, da Grécia, da Itália e da Lituânia.

Apesar da crise, e das vendas terem diminuído no mercado das telecomunicações, no último ano, o número de assinantes de telemóveis, por família, continua a crescer. Dos vários produtos que compõem o mercado das telecomunicações (telemóveis e acessórios, telefones fixos e smartphones), é o dos telemóveis que se destaca pelo número de assinantes, que continua a crescer. Existem, actualmente, 3,98 telemóveis, por família, em Portugal.
Apesar das vendas terem registado diminuições, neste segmento, no último ano, o peso do mesmo continua significativo: representa, 76% da facturação do mercado total e 46% das vendas, em número. Os especialistas em telecomunicações são o principal canal de vendas.
Em relação aos telefones fixos, apresentavam um decréscimo nas vendas, mas, no último ano, inverteram a tendência e registaram uma variação positiva, tanto em valor como em volume. Por fim, os smartphones prosseguem o seu desenvolvimento, registando crescimentos em valor e em volume, mas o seu peso no mercado permanece ainda reduzido.
O estudo elaborado pelo Observador Cetelem apresenta dados de inquéritos realizados em 13 países europeus a mais de 10.000 pessoas. As análises e previsões foram efectuadas em Dezembro de 2008 em colaboração com a sociedade de estudos e de consultadoria BIPE (http://www.bipe.com/). O estudo foi completado por um desk research e reúne a informação de diversas fontes em cada um dos mercados (INE, GfK, DGT, Nielsen, ANACOM, ACAP, IDP, Banco de Portugal, ASFAC, ALF e ARAC).

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Crise gera “Hard-discount” alimentar

Combater o preconceito para reduzir custos

Se em tempos “Hard-discount” era sinónimo de “consumo de pobres”, hoje poder-se-á dizer que esta é considerada uma “opção inteligente” de consumo.

Para os Portugueses o recurso ao “hard-discount” para as compras alimentares surge como uma medida que tem vindo a ser adoptada de modo a reduzir despesas face à diminuição do poder de compra. Com 79% de opiniões favoráveis na média europeia, “hard-discount” deixou de ser sinónimo de “consumo dos pobres” na Europa, mas antes de “consumo astucioso”. Segundo o Observador Cetelem, em Portugal 93% dos inquiridos não hesita em apontar o “hard-discount” como uma opção inteligente para aumentar as capacidades de consumo.
Nos últimos anos o consumidor português tem vindo a adaptar o seu comportamento de compra ao produto e frequenta tanto as marcas de “hard-discount”, conceito em desenvolvimento no país, como os hiper e supermercados tradicionais. A nível europeu, é em Espanha (68%) e sobretudo na Polónia (62%) que os consumidores revelam ser menos adeptos do "discount". Nestes países, apenas menos de sete consumidores em dez se declaram prontos a entrar num supermercado de preços baixos, um valor que se encontra muito abaixo da média europeia.
Neste período de vacas magras e numa época em que novas rubricas orçamentais (telecomunicações, linha castanha de nova geração...) levam à redução da rubrica de despesas alimentares, o “hard-discount” consegue um bom desempenho, aproveitando a sua atractividade em matéria de preços. Além disso, com a recente introdução de algumas marcas nacionais nos lineares de alguns estabelecimentos, as lojas “discount” começam a ser vistas como qualquer outro supermercado, mantendo, no entanto, a sua imagem de distribuidor de preços baixos: os consumidores já não necessitam de se deslocar a dois tipos de lojas para encherem os seus cestos. Um ganho de tempo considerável para um consumidor sempre apressado.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Crise não chega ao Desporto

Algarvios não poupam no Desporto

Distrito de Faro contraria tendência de contenção de custos. Estudo apresenta dados de inquéritos realizados em 13 países europeus a mais de 10.000 pessoas.

O mercado do desporto estabilizou na Europa e as intenções de compra são globalmente inferiores face a 2007. Em Portugal, apesar do número de praticantes inscritos nas federações nacionais ter aumentado em 2008, as intenções de compra de equipamentos de desporto mantém-se baixas e no mesmo nível do ano anterior: apenas 4% dos portugueses tenciona adquirir artigos de desporto. Segundo um estudo que analisou o mercado do desporto em Portugal e concluiu que é um sector marcado por um baixo nível de consumo dos portugueses, tendência essa apenas contrariada nos Distritos de Lisboa, Porto e Faro.
A análise do consumo dos Portugueses no sector do desporto revela que a média do valor gasto por família foi de 142 euros em 2008, um valor que é inferior à média dos países europeus analisados e que revela uma tendência para a contenção de custos neste sector. No entanto, existem regiões que tendem a contrariar esta tendência, como é o caso de Faro onde as famílias despenderam em média 176 euros, as quais apenas são ultrapassadas em Lisboa e Porto onde a densidade populacional é bastante mais elevada.
Segundo o Observador Cetelem, que analisa anualmente o consumo das famílias europeias em mercados como o do desporto, este constitui um dos sectores no qual apenas 4% dos portugueses prevêem efectuar compras em 2009, percentagem idêntica à verificada em 2008.
De acordo com os últimos dados do INE, a facturação no mercado do desporto, o qual inclui dados relativos a artigos de desporto, campismo, caça e lazer (incluindo barcos de recreio, pranchas, velas, artigos de campismo, artigos de pesca, armas, munições, e artigos de caça) ronda os 500 milhões de euros.
Em Portugal, as modalidades com mais praticantes continuam a ser o futebol, campismo, voleibol e actividades náuticas. Em termos de crescimento o número de praticantes de voleibol e futebol inscritos em federações nacionais, aumentou 24 % e 2% respectivamente. Em relação ao campismo verificou-se um decréscimo de adeptos, que, mesmo assim, continua a ser uma das áreas que reúne mais praticantes.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Estudo revelador...

Entretenimento electrónico não sente crise

O que os portugueses querem é Filmes, Consolas e Software.

Em 2008, o entretenimento foi o único segmento do mercado da electrónica de consumo a apresentar resultados positivos em valor (+3%) e em volume (+9%). Neste segmento, o único produto que registou uma diminuição foram os filmes, que apesar de terem aumentado as vendas, apresentam um valor de venda mais reduzido. Consolas e software de entretenimento continuam a fazer parte dos hábitos de consumo dos Portugueses.
Segundo o estudo que analisa o consumo das famílias nos grandes mercados europeus, em 2008, o mercado nacional de entretenimento movimentou 226 milhões de euros, o que revelou um crescimento de 3% em relação ao ano anterior.
Este é um mercado que nos últimos anos, apesar da diminuição do poder de compra, mantém o interesse dos portugueses que continuam a não abdicar de bens de consumo relacionados com o entretenimento. Produtos como software de entretenimento, filmes e consolas fazem parte das preferências de consumo neste segmento. Todos os produtos referidos registaram um crescimento, quer em valor, quer em volume, à excepção dos filmes cujo valor de aquisição tem vindo a reduzir.
Apesar de cerca de 91% dos europeus revelarem estarem aptos a reduzir algumas despesas, as famílias portuguesas gastam uma média de 62€/ano do seu orçamento familiar para adquirir produtos de entretenimento.
O Observador Cetelem apresenta dados de inquéritos realizados em 13 países europeus a mais de 10.000 pessoas. O estudo apresenta dados de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, República Checa, Eslováquia, Hungria, Itália, Sérvia, Polónia e Rússia. As análises e previsões foram efectuadas em Dezembro de 2008 em colaboração com a sociedade de estudos e de consultadoria BIPE (http://www.bipe.com/). O estudo foi completado por um desk research e reúne a informação de diversas fontes em cada um dos mercados (INE, GfK, DGT, Nielsen, ANACOM, ACAP, IDP, Banco de Portugal, ASFAC, ALF e ARAC).

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Saúde dos olhos

Como vão ser as lentes no futuro?

Presbiopia afecta portugueses com mais de 50 anos de idade.

Na próxima sexta-feira, 17 de Abril, a cidade de Albufeira recebe uma acção de informação e sensibilização na área da saúde oftalmológica. A iniciativa tem por objectivo mostrar as novas tecnologias que irão permitir diagnosticar mais precocemente as doenças oftalmológicas. A acção será no Pine Cliffs em Albufeira, a partir das 20 horas. Para além disso, está prevista uma exposição de aparelhos técnicos e será exibido um filme internacional em 3D, que representa uma oportunidade para conhecer as lentes do futuro.
Importa salientar que hoje em dia continuam a ser desenvolvidas plataformas digitais e tecnológicas, que possibilitam desenvolver infinitas combinações ópticas e ampliar a gama de lentes emblemáticas na correcção de disfunções como, miopia, hipermetropia, presbiopia e astigmatismo. O objectivo é produzir e providenciar uma visão natural absolutamente perfeita e idêntica à visão original, de forma a minimizar os problemas associados a Presbiopia. Assim, tem revolucionado gradualmente o Design e método de produção de lentes com a introdução e controlo das últimas tendências tecnológicas.
Esta acção de informação e sensibilização, encerra com um jantar dedicado a todos os participantes.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Visita de Estudo

Jovens visitaram (o que resta) da Lagoa dos Salgados

Alunos Universitários de Turismo Holandeses estiveram de visita a Albufeira a convite do Município.

A Agência de Promoção de Albufeira (APAL), recebeu no concelho um grupo de estudantes de turismo, pertencentes à Universidade Friesland (Holanda), os quais estiveram uma semana em Albufeira, para estudar e tomar contacto com um destino turístico, com as características de Albufeira.
Segundo um dos docentes daquela universidade, torna-se importante levar os estudantes a tomar contacto com a realidade dos destinos turísticos, principalmente, quando se trata de alunos de turismo.
A APAL, com o apoio do Município de Albufeira, proporcionou uma visita ao concelho a estes estudantes, bem como o esclarecimento sobre o modelo de desenvolvimento turístico seguido no Algarve, em geral e em particular, em Albufeira, bem como sobre o valor dos recursos turísticos primários, como as praias e a paisagem, e sobre os recursos secundários e auxiliares, que permitem uma oferta de serviços diversificados aos turistas.
Conceitos como o de Turismo Acessível, praias para todos, e mobilidade para todos, o movimento para as “Slow Cities”, onde a gastronomia ocupa um papel relevante, o Turismo de Natureza, com todas as dinâmicas que se pode retirar do pedestrianismo, da paisagem rural construída ao logo dos séculos pelo Homem, a importância dos recursos ambientais, como a Lagoa dos Salgados no bird watching, foram assuntos, entre outros, apresentados pela APAL e discutidos com o referido grupo de estudantes universitários.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Economia global

Moral de consumidores decai em toda a Europa

Os Europeus avaliam a situação dos seus países e são unânimes no que se refere aos baixos índices de confiança. Portugal é o país europeu que menos confia na recuperação da economia em 2009.

De acordo com um estudo elaborado pelo “Observer” os índices de confiança dos consumidores europeus estão em quebra desde 2007 e apresentam actualmente valores ainda mais preocupantes. A crise que parece, agora também, ser uma crise de confiança no sistema financeiro europeu, teve início na crise económica dos EUA, que ao longo do último ano se generalizou, com graves prejuízos para a economia global.
No conjunto dos países inquiridos sobre a sua conjuntura actual, Portugal surge na cauda da Europa, tornando clara a quebra de confiança que existe em relação à economia nacional. Numa escala de 0 a 10, os portugueses avaliam a situação geral do país com pessimismo, evidenciando a nota média mais baixa a nível europeu (2,8).
A fraca confiança dos portugueses na melhoria da situação económica não é um caso isolado, mas não reflecte a realidade de todos os países. A nota média europeia, além de mais elevada, sobe ligeiramente para 2009. A este claro sinal de pessimismo, contrapõem-se duas excepções: Bélgica e Rússia. Estes países destacam-se dos seus congéneres europeus, com consumidores a manifestarem a sua confiança na evolução positiva da realidade económica dos respectivos países, em 2009.
O “Barómetro Europeu” apresenta a análise de dados recolhidos em 13 países: Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, República, Checa, Eslováquia, Hungria, Sérvia, Polónia e Rússia. As análises e previsões foram efectuadas em Dezembro de 2008 em colaboração com a sociedade de estudos e de consultadoria BIPE (http://www.bipe.com/). Para a elaboração do estudo foram realizados inquéritos a mais de 10.000 europeus entrevistados em Dezembro de 2008.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Estudo da Prevalência da Diabetes em Portugal

«São números chocantes»

Não podemos descansar um só dia relativamente a esta questão!

Foram ontem divulgados os resultados do Estudo da Prevalência da Diabetes em Portugal. Cerca de um terço da população portuguesa tem diabetes ou encontra-se em situação de risco. De acordo com o Estudo da Prevalência da Diabetes em Portugal, 11,7% da população portuguesa é diabética. Mais 5,2% do total que em 2006. O cenário torna-se ainda mais negro quando a estes números se juntam os da pré-diabetes. Um crescimento assustador na opinião unânime das entidades que desenvolveram o estudo, para quem só a união de esforços pode travar o aumento descontrolado.
São «números chocantes», na opinião de Francisco George, para quem custa a crer que um terço da população portuguesa seja diabética ou pré-diabética. «Não podemos descansar um só dia relativamente a esta questão», acrescentou. Para o responsável da Direcção Regional de Saúde, a união de esforços apresenta-se como o caminho a percorrer para travar este crescimento.

«O combate à diabetes não depende só dos profissionais de saúde. As estruturas da sociedade civil são muito importantes. Temos de trabalhar muito e em conjunto.», reforçou Francisco George, enaltecendo a importância de medidas como este estudo. «Trata-se de um trabalho de grande mérito. Era importante que houvesse um estudo destes, não só para a diabetes, como para outras doenças».
«Os números tornam-se realmente alarmantes. O estudo revela que há hoje 2.687.698 portugueses com diabetes ou em situação de risco, o que significa mais de um quarto da população (34,9%).», refere Luis Gardete Correia, Coordenador do Estudo e Presidente da APDP.
A 16 anos de distância, os números já passam largamente as projecções de uma incidência de 8,0% em 2025. De acordo com o Estudo da Prevalência da Diabetes em Portugal, 11,7% da população portuguesa é diabética. Segundo os resultados do estudo desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia - SPD através do Observatório Nacional de Diabetes, em conjunto com a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal - APDP, o Instituto de Higiene e Medicina Social da Faculdade de Medicina de Coimbra e com o apoio da Direcção Geral da Saúde - DGS, Portugal tem actualmente 905.035 diabéticos.

Em apenas três anos, e tendo como referência os resultados do Inquérito Nacional de Saúde, foram detectados mais 5,5% de novos casos, o que corresponde a um aumento de 44,5% no número de diabéticos. Dos 905.035 casos detectados numa população entre os 20 e os 79 anos, 5,1% desconheciam ter a doença.
De referir que a prevalência da diabetes é superior entre a população masculina. 14,2% dos homens portugueses têm diabetes. São também os mais velhos quem apresenta o maior número de casos. Mais de um quarto da população portuguesa entre os 60 e os 79 anos é, actualmente, diabética: 26,3%, correspondentes a 497.485 pessoas. Valores mais baixos registam as faixas etárias entre os 20 - 39 anos (2,4%) e 40 - 59 anos (12,6%).
O arquipélago dos Açores foi a região que registou os valores mais elevados do País, com uma prevalência de 14,3%, dos quais 9,2% já diagnosticados e 5,1% com diabetes por diagnosticar. A Região Autónoma da Madeira, por outro lado, foi a que apresentou os valores mais baixos, ligeiramente inferiores à média nacional: 10,9% de diabetes, com 7,4% de casos previamente diagnosticados e 3,4% não diagnosticados.
Os valores da Pré-Diabetes são também preocupantes: há actualmente 1.782.663 portugueses com Pré-Diabetes (23,2%), anomalia da glicemia em jejum e diminuição da tolerância à glucose. Uma incidência de 6,7% entre os 20 e os 39 anos, de 26,5% entre os 40 e os 59 anos e de 46,2% entre os 60 e os 79 anos de idade.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Exercite, conheça-se finalmente

O que têm haver os neurónios com a comunicação

Por acaso, já observou quando duas pessoas comunicam uma com a outra, o que acontece em termos corporais?

Talvez já tenha visto duas amigas ou um casal de namorados num restaurante ou num café. Talvez tenha observado que o emissor que está a falar cruza as pernas, passa a mão pelos cabelos, aproxima o seu tronco para frente, e o receptor que está a ouvir realiza os mesmos gestos. Nesse momento é como se um estivesse a imitar o outro. Você sabe que não. Quantas vezes acontecem situações similares consigo sem que esteja atento, consciente disso?
Porque isso acontece? O que o leva a imitar o comportamento do outro?
Nas últimas duas décadas, neurofisiologistas estudaram os neurónios responsáveis por determinados comportamentos nos macacos. Eles concluíram que determinado neurónio disparava quando o macaco realizava um determinado acto, ou observava outro macaco em acção. Os investigadores descobriram que esse neurónio era responsável pela imitação do comportamento do outro animal, e ficou conhecido como neurónio espelho.
Após essa descoberta, os investigadores resolveram estender as observações para as actividades cerebrais dos humanos. Embora ainda não seja definitiva a conclusão das funções do neurónio espelho em humanos, os cientistas detectaram um “sistema de neurónios espelhos” que poderá ter importância crucial na imitação e aprendizagem da linguagem. Também nos últimos anos, têm vindo a analisar o impacto dos neurónios espelho no processo de empatia. Alguns cientistas consideram a descoberta do neurónio espelho, uma das mais importantes da neurociência da última década.

Agora de regresso a pergunta inicial: o que os neurónios têm haver com a comunicação ?
Nos anos 70 a PNL, programação neurolinguística, ressaltava a importância do Rapport, para quem desejasse comunicar melhor. De acordo com a PNL, para estarmos em rapport com outra pessoa, em primeiro, observamos os comportamentos da comunicação não verbal e ouvimos as palavras da comunicação verbal. Depois iremos „espelhar“ as expressões corporais e linguísticas do outro, sem que seja uma imitação. Quando estamos em “sintonia“ de movimentos e linguagem, estamos em rapport com a outra pessoa, tal como podemos ver num casal de namorados apaixonados. Estar em rapport é estar em estado de empatia com o outro.
Desde então, a PNL ensina o que a ciência tem vindo a investigar com o “sistema de neurónios espelhos”, ou seja, a capacidade inata de estabelecermos “rapport“, de espelhar, “imitar“, como também a importância vital do „rapport“ na relação com o outro ser humano. A PNL ensina a estruturar e treinar essas competências comunicacionais. Nos cursos de PNL, os formandos descobrem as suas capacidades intrísecas no âmbito da comunicação, e desenvolvem competências de comunicação verbal e não verbal para poderem usar o rapport com objectivo de melhorar a comunicação com o outro. Essa melhoria é realizada em diversas esferas: familiar, amizade e trabalho.
Muitas vezes não nos lembramos quanto a comunicação é crucial no nosso dia-a-dia, talvez porque está presente em todos os segundos. Por isso, segue aqui uma sugestão: observe-se a si próprio e algumas pessoas à sua volta. Ouça o que diz… o que o outro fala… como fala… como você reage ao ouvir? Verifique como sente com determinados gestos do outro… observe como o outro responde aos seus gestos… Observe um casal apaixonado… ou mesmo dois grandes amigos… e verá, ouvirá e sentirá o poder da comunicação.
Acredite que vai ter surpresas.
T. Sulina

quarta-feira, 11 de março de 2009

Estudos para melhorar o Ambiente

“O automóvel não poluente: que futuro?”

Preocupações ambientais impulsionam investimento em soluções energéticas não poluentes em alternativa à gasolina e ao diesel.

Em resposta às dificuldades dos automobilistas, os industriais do sector estão a reconsiderar a questão das energias associadas à mobilidade e apresentam novas soluções que abrem perspectivas e desafios inéditos no sector.
Apesar do contexto europeu de abrandamento do crescimento económico, é expectável que o sector automóvel estabilize as suas vendas anuais de veículos novos em 2009 e 2010. Porém, esta estabilização não disfarça a mudança que se assiste na estrutura das vendas. De acordo com a análise desenvolvida num estudo do Observador Cetelem, o número de veículos fortemente emissores de CO2 deverá descer das 4,6 milhões de unidades vendidas em 2004, para 3,1 milhões já em 2009.

Numa posição mais favorável à inovação, o sector automóvel abre assim mais espaço à introdução de novas soluções energéticas não poluentes, em alternativa aos combustíveis fósseis. As previsões revelam que, em 2015, soluções como o GPL (Gás de Petróleo Liquefeito), GNV (Gás Natural para veículos), energia eléctrica; energia híbrida agrocombustível e pilha de combustível, representarão cerca de 19 % da motorização dos automóveis europeus.
No entanto, feito o balanço dos pontos positivos e negativos de cada uma das diferentes soluções, nenhuma se destaca substancialmente das outras. Se todas apresentam vantagens notáveis em termos ambientais, as dificuldades relacionadas com o preço, a distribuição e a performance do veículo, é igualmente um factor comum a todas elas.
As conclusões apresentadas revelam que: nenhuma solução é absolutamente neutra do ponto de vista ambiental e ecológico e que os automobilistas ainda vão ter de esperar a chegada de um automóvel com 100% de energia renovável, sem impacto no meio ambiente e com um preço e performance que agradem.