Liberdade e o Direito de Expressão

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O Show do Ano

15 mil euros para ver tomada de posse de Obama

Cerimónia realiza-se a 20 de Janeiro e está a gerar grande expectativa, mas não há garantia de que todos que o desejem possam assistir

A tomada de posse do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, é já um dos acontecimentos mais esperados pelo público norte-americano. Os bilhetes para o acto de posse, com data marcada para 20 de Janeiro de 2009, encontram-se já a venda em sites de vendas de bilhetes por mais de 15 mil euros, noticia o site do canal televisivo norte-americano CNN.
No entanto e apesar de cada bilhete para a cerimónia custar mais de 15 mil euros, as empresas online de vendas de bilhetes, não conseguem garantir a proximidade ao evento dentro do edifício do Capitólio. As vendas encontram-se também limitadas devido ao número de bilhetes impressos, que só se fica a conhecer uma semana antes da cerimónia.
Normalmente, a venda de bilhetes é apenas um dos sistemas usados por quem não têm a possibilidade de adquirir um convite através de um dos congressistas, senadores ou funcionários do Congresso. A senadora Diane Feinstein, presidente do comité conjunto para as cerimónias inaugurais, já se manifestou contra a venda dos seus bilhetes por parte de alguns dos representantes do estado norte-americano.
A senadora afirmou ainda ter conhecimento de planos para a venda de bilhetes para a cerimónia, a mais de 40 mil euros, algo que na sua opinião é inconcebível. Na opinião da senadora Feinstein, o acto de venda de um bilhete para uma cerimónia de estado deve ser considerado crime e já reiterou na passada segunda-feira a sua vontade de endereçar uma queixa ao congresso norte-americano. Todos aqueles que estejam interessados na compra de um dos 250 mil bilhetes para cerimónia podem sempre reservar o seu lugar através de http://inaugural.senate.gov/

Palin recebe proposta milionária para filme...

Apesar da derrota nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, a ex-candidata a vice-presidente de John McCain, Sarah Palin, continua a dominar as atenções em todo o mundo. Desta vez a notícia chega-nos do Canadá, onde o realizador de filmes pornográficos Cezar Capone fez uma oferta milionária a Palin para que esta protagonizasse um filme, e o convite é extensível ao marido da republicana.
De acordo com a imprensa do Canadá, Capone, que lançou a oferta no seu site na internet, oferece dois milhões de dólares (mais de um milhão e meio de euros) a Sarah Palin, que considera a «mulher mais atractiva» entre as que têm mais de 40 anos.
Mas a proposta de Capone não fica por aqui. O realizador não só se dispõe a fazer o pagamento de imediato, como está disposto a oferecer o papel de co-protagonista a Todd, o marido da republicana. Neste caso pagará mais cem mil dólares e ainda oferece uma moto de neve.

Fonte: New York Times

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Yes, we can!

Que influência terá a vitória de Obama no mundo?

Barack é o novo presidente dos EUA. A eleição foi entusiasmante, concorrida e acompanha de forma global, mas irá o mundo sentir a mudança que Obama promete? «Que Deus proteja a humanidade»

Barack Obama é o novo presidente dos Estados Unidos. No primeiro discurso após uma vitória histórica, repetiu «Yes we can», e garantiu que a «mudança chegou à América». Avisou, desde já, que o «caminho será longo». Mas prometeu a uma multidão emocionada, no Grant Park, em Chicago, que os EUA, enquanto nação, «vão lá chegar». A eleição foi seguida de forma global. Mas irá o resto do mundo sentir a «mudança» prometida na América? Que influência terá o facto dos EUA terem o primeiro Presidente da históra de raça negra, num país de tantas contradições?
Presentemente, o mundo está a passar por uma série de grandes convulsões, económica e social, que requerem uma mudança rápida e positiva, sem grande perda de tempo em novas experiências. Face à globalização, o tempo esgotou-se.

Na pratica existem grandes grupos financeiros, que sao eles mesmos que comandam os destinos do mundo. Jamais poderá haver, alguém, por melhores intenções que tenha como presidente, de uma superpotência que consiga lutar contra o poder económico e por termo à “ditadura do capitalismo” selvagem.
Até ao fim, a humanidade sempre se irá confrontar com tremendos dissabores, a nivel social. Aquela tradicional frase dos presidentes americanos, «Que Deus proteja a américa» bem pode ser substituida por: Que Deus proteja a humanidade.
Há muito quem pense e afirme que, Obama representa a utopia da nova vaga bem intencionada, mas sem o pragmatismo e experiência necessárias para executarem as politicas anunciadas em altura de eleições, e cumprirem promessas que, a serem levianamente feitas, conduziram a breve trecho à desilusão.
Como é possivel distribuir riqueza em forma de benefícios sociais sem que primeiro se crie essa riqueza? Como vai Obama distribuir o que não existe? O futuro dirá se tudo contribuirá para mais desilusão dos povos. Sem muito trabalho, diciplina e realismo não será possivel vencer a crise economica, financeira e social que se instalou pelo mundo, face ao laxismo desta mesma grande potência.

Todos sabemos e devemos reconhecer que com a eleição de Barack Obama, hoje se configura um marco histórico. Parecia que ainda estava longe o dia em que veríamos um homem negro chegar ao menos perto de uma disputa presidencial nos EUA, e de repente, hoje vimos a vitoria incontestável de Obama que, além de ser negro, tem um pé no Islão. Porém, negro ou não, não nos esqueçamos de que ele é um norte americano e, que "mudanças" na America, não são exclusivo deste continente. Os jogos de poder vão continuar e Obama em pouco tempo terá dizer ao mundo "agora quem manda sou eu!"
Já assistimos a suficientes mandatos de presidentes americanos, conservadores e democratas, para não nos iludirmos quanto à política externa americana. Pode ser que, internamente, algumas coisas mudem - o que não é de admirar face ao caos existente. Mas, face ao mundo, os americanos vão continuar a ser os mesmos de sempre, uma vez que, não estão em causa pessoas mas o sistema.
A título de exemplo, é bom lembrar do que aconteceu com o sistema nacional de saúde no primeiro mandato de Clinton, quando ele nomeou a esposa Hilary e os conservadores lhe caíram em cima, obrigando-a a calar-se e nunca mais falar nela!
Em qualquer caso, “Yes, we can”, mas... Que Deus proteja a humanidade.

domingo, 2 de novembro de 2008

Interrogações nas Eleições dos EUA

Quem será melhor presidente para os EUA? Obama ou McCain?

Quem acha que vai ganhar as eleições de 4 de Novembro? Será que Portugal e a Europa beneficiam mais com a eleição de Barack Obama ou de John McCain?

Com as eleições à porta, as sondagens diárias apontam para a vitória de Barack Obama. Mas a vantagem de Obama para McCain manter-se-á nas urnas? Como devem votar os indecisos? Será que os últimos trunfos dos republicanos apontarão (por terceiros) veladamente para a questão racial?
Qual deles como futuro presidente conseguirá tirar os EUA do “pântano” em que George W. Bush meteu o país? Barack Obama ou John McCain? Quem será melhor?
Em tempos de crise económica e com as falências a tomarem conta do país e do Mundo, que medidas urgentes fazem sentido ser tomadas por aquela que é considerada a maior potência económica do mundo? E a crise alimentar? O preço do petróleo tem estado a descer, mas o quilo de arroz está cada vez mais caro.
Ao nível da política externa, o que será deva ser feito no Iraque, no Afeganistão e noutros locais onde os EUA mantêm tropas? Quais são os principais desafios globais do próximo homem da Casa Branca? Alterações climáticas, fome, sida e petróleo: todos temas «quentes» que estarão em cima da mesa do próximo presidente. Como os resolverá? Cabe a ele resolvê-los? E o resto do mundo, Portugal incluído, como beneficiará com a eleição de cada um deles?
São tudo questões incógnitas que comentadores e jornalistas não têm resposta para isso. Lá como cá, sabe-se como é a política, que aponta para um programa eleitoral e acaba por fazer outro.

Quem vai ganhar as eleições?

Faltam menos de três dias para as eleições presidenciais nos Estados Unidos, e as sondagens mostram que os candidatos estão equilibrados, com alguma vantagem para Obama em certos Estados.
Será que o “filme” da Califórnia onde o actor ex-fisiculturista e governador do Estado, é o austríaco naturalizado americano Arnold Schwarzenegger, se vai repetir?
Os espectadores dos debates televisivos dão a vitória a Barack Obama, mas segundo os media americanos, a maioria dos espectadores dos debates são democratas.
Os olhos do mundo estão postos na eleição do próximo presidente americano. Os debates são acompanhados em directo por milhões nas televisões americanas, europeias e não só, e todos parecem ter uma preferência.
Depois do 11 de Setembro, o Mundo nunca mais foi o mesmo, e os Estados Unidos vão demorar décadas a “curar” as feridas deixadas pelas Torres Gémeas, seguida de uma política bélica desastrosa imposta pelo ainda presidente Geprge W. Bush. De triste memória. Qualquer que seja o eleito, vai ganhar por um único motivo: A enorme máquina dos lobbies que os apoiam com milhões e milhões de dólares, não os deixará esquecer isso e vai cobrar caro aos americanos. Não se tem questionado a competência ou incompetência de cada um dos candidatos, mas sim os projectos dos Partidos que representam.
Qualquer deles aumentará os impostos criando situações óbvias para aumento do desemprego e desiquilíbrios na industria, pois com a inevitável retirada do exército do Iraque, só por si, perderá um mercado potencial de fornecimento de petróleo, já que o Kwait e os restantes apoios árabes do Médio Oriente cairão e haverá aumentos extraordinários dos combustíveis nos EUA.
Assim, o dólar será obrigado a valorizar-se perante o euro, e a União Europeia começará novamente a ter ascendente nas trocas comerciais, o que apenas ajudará uma “certa” Europa, enquanto a América, alegre e democraticamente, continuará no limbo económico durante alguns anos sem se lhe poder exigir que ajude os mais pobres do planeta.