Liberdade e o Direito de Expressão

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Rescaldo Eleitoral - Opinião

Os resultados eleitorais vistos à lupa

Se os resultados das eleições para o Parlamento Europeu se traduzem numa derrota clara do PS, já não são assim tão claros quanto a vitórias, todos os partidos da oposição podem reclamar vitória e até Laurinda Alves se pode gabar dos quase 2% de votos no MEP.
O PS perdeu e fez tudo para perder, escolheu um candidato sem vocação para batalhas eleitorais e incapaz de falar para os eleitores, os outdoors nem mereciam uma olhadela mais atenta pois não diziam nada e mais pareciam mais uma campanha para vender fraldas para a terceira idade do que uma campanha política.
O PSD ganhou mas mal descolou dos 30% de intenções de votos que perseguem este partido nas sondagens, não foi o PSD que subiu, foi o PS que desceu. Paulo Rangel fez uma boa campanha e se em vez de ser candidato ao Parlamento Europeu estivesse a concorrer à liderança do PSD poderíamos ter agora uma alternativa real a Sócrates. Mas nas legislativas voltará o fantasma de Ferreira Leite e nessa ocasião não haverão lebres, o protagonismo terá mesmo que ser da líder do PSD que desta vez até criticou a presença de Sócrates para justificar a sua omissão estratégica.
O PCP pode clamar vitória mas na boca de Jerónimo de Sousa o sabor é amargo, o PCP foi ultrapassado pela constelação de partidos de extrema-esquerda que se diluíram no BE. Depois de tudo fazer para combater as políticas de Sócrates na rua o PCP optou por fazer um discurso a pensar na Europa, o BE aproveitou este erro estratégico e manteve o se discurso centrado nas políticas internas e colheu os resultados das manifestações e lutas sindicais promovidas pelo PCP e pelos seus sindicatos. Um partido que organiza uma manifestação com 80 mil militantes e simpatizantes e que promove uma iniciativa com a grandiosidade da Festa do Avantes acaba de ser batido por uma marca branca da extrema-esquerda que é incapaz de organizar um piquenique no Parque Eduardo VII.
O CDS, que as sondagens davam como estando entre o estado de coma e a morte cerebral, recupera e fica a dois pontos do PCP e do BE acabando por ser o vencedor destas eleições recuperando uma posição que coloca Porta como um potencial braço direito de Manuela Ferreira Leite, um cenário que não ajuda nada uma candidatura da líder do PSD a primeira-ministra, enfim, o PSD também terá o seu Bloco de Esquerda.

As europeias foram uma sondagem para as legislativas

Não faltarão comentadores e dirigentes partidários a tentarem confundir as europeias como uma sondagem para as legislativas extrapolando os resultados de forma linear, partindo do pressuposto errado de que os portugueses votam sempre no partido que preferem ver no governo independentemente do que está em causa nas eleições. Talvez não seja bem assim e basta recordar a elevada taxa de abstenção.
O grande partido vencedor são as abstenções e serão estas o grande inimigo do PS nas legislativas. A grande dúvida que resulta destas eleições reside em saber se estas abstenções e uma parte do chamado “voto de protesto” são o PRD de José Sócrates, isto é, se uma parte do voto de protesto e das abstenções funcionam como ponto de passagem dos votos para Manuela Ferreira Leite.
Para onde foram os votos do PS? Os grandes ganhadores foi o BE e a abstenção e, muito provavelmente, o próprio CDS. O resultado do PSD é o que mais se aproxima das previsões das sondagens, os 32% são o resultado do elevado nível da abstenção dos eleitores do PS. O PSD não descolou dos habituais 28, 29% das sondagens. Se a transferência de votos que se registou entre o PS e o BE se tivesse registado entre o PS e o PSD este partido teria ficado no limiar da maioria absoluta. Mesmo não estando em causa a escolha de um primeiro-ministro os eleitores do PS preferiram o BE a votar no partido de Manuela Ferreira Leite e os que optaram pela direita escolheram Paulo Portas.
À direita foi o CDS o que mais beneficiou do voto de protesto, muitos dos que o ignoraram nas sondagens votaram nele nas urnas. Se o BE beneficiou do voto de protesto em sectores como os professores, o CDS beneficiou da revolta do meio rural contra o abandono a que foi votado pelo ministro da Agricultura. A família Portas foi a grande vencedora destas eleições e o perfil de cada um dos manos Portas explica bem uma boa parte das transferências de votos do PS para o CDS e BE.
Manuel Ferreira Leite obteve uma meia vitória, não convenceu quase ninguém na sua área política mas foi o partido mais votado por falta de comparência do adversário. Mais do que derrotar Sócrates a líder do PSD derrotou os seus adversários internos. Se até aqui os líderes do PSD eram avaliados pelas sondagens, a própria Ferreira Leite ganhou as directas porque as sondagens lhe davam vantagem em relação a Pedros Passos Coelho, com este resultado Ferreira Leite pode calar os adversários se futuras sondagens lhe forem desfavoráveis.
Se ao impacto das abstenções acrescentarem o fraco desempenho eleitoral de Vital Moreira, um autêntico espanta votos, os responsáveis do PSD terão muito pouco para festejar em privado. Quando o confronto for entre Ferreira Leite e José Sócrates todas as cartas serão baralhadas, a abstenção será mais pequena (ainda que previsivelmente elevada) e muitos do que agora votaram BE e mesmo PCP questionar-se-ão se preferem Manuela Ferreira Leite ou Sócrates em São Bento.
Quando chegarem as legislativas serão poucos os portugueses que sabem que Paulo Rangel é deputado europeu, a não ser que Ferreira Leite volte a tirar o mesmo coelho da cartola e o apresente como seu braço-direito num futuro governo, cenário que, aliás, é muito provável. Uma coisa é votar num deputado europeu de que nos vamos esquecer, outra é escolher Ferreira Leite para primeira-ministra, ainda por cima sabendo-se que vai ter Paulo Portas como número dois. Ferreira Leite e Paulo Porta foi o que demais detestável teve o último Governo do PSD; já que o de Santana Lopes não conta, não passou de um fait-divers de alguns meses.
Não faltarão os que votaram BE, PCP e PSD para protestar contra a irracionalidade de algumas medidas do Governo de Sócrates. Mas os funcionários públicos sabem que se Ferreira Leite chegasse ao poder manteria todas as medidas e ainda acrescentaria algumas, é bom recordar que não faltava no PSD quem defendesse o despedimento de 150 mil funcionários públicos. Parece-me que o partido que menos beneficiou do voto de protesto poderá ter sido o CDS, ainda que admita que algum eleitorado do PS preferiu votar neste partido a votar no PSD como forma de protestar.
Mais do que derrotar o PS Manuela Ferreira Leite derrotou os seus opositores internos, ainda que tenha criado o seu sucessor na personagem de Paulo Rangel, o seu discurso de vitória foi mais o discurso de um líder partidário do que o de um futuro deputado europeu. Manuela Ferreira Leite não poderá dizer aos portugueses, como disse Paulo Rangel, que vai resolver a crise económica com os fundos europeus. Este outddoor do PSD vai ser uma dor de cabeça pois algumas das parvoíces publicitárias a que Paulo Rangel recorreu irão condicionar as propostas da líder do PSD.
Para Sócrates este resultado eleitoral tem a vantagem de o fazer perceber que pode perder as legislativas, confrontando-o com a necessidade urgentes de se tratar do autismo e da arrogância. Neste sentido Ferreira Leite poder ter tido uma vitória precoce obrigando o primeiro-ministro a corrigir o discurso a tempo de recuperar para as legislativas.
Se Sócrates insistir em considerar que todos os funcionários públicos são inimigos do progresso, se permitir a idiotas como o secretário de Estado da Administração Pública continuem a dizer que trucidará quem encontrar na frente, se o ministro da Agricultura não perceber que nem todos os agricultores vivem e sobrevivem de subsídios, então estará condenado.

Os derrotados não oficiais das Eleições Europeias

Não foi apenas o PS que perdeu as eleições europeias, algumas personalidades da vida política portuguesa terão sentido o sabor da derrota mesmo sem terem ido a votos, são os derrotados não oficiais nestas eleições.
O primeiro grande derrotado não oficial é Manuel Alegre cuja acção foi decisiva para a transferência de um número significativo de votos do PS para o BE, deve ter sentido um amargo de boca ao ouvir Miguel Portas gozar com a situação agradecendo aos eleitores do PS. Ao longo da legislatura Manuel Alegre tem mantido uma posição oportunista em relação ao PS, aparece a criticar o seu partido sempre que o populismo lhe proporciona simpatias, cala-se sempre que a sua solidariedade se justifica mas o pode prejudicar.
Neste novo quadro eleitoral Manuel Alegre perde todo o protagonismo, a não ser na CML onde ainda conta com a acção de Helena Roseta que poderá dar uma ajuda preciosa a Pedro Santana Lopes. Abandonado pelos jornalistas a não ser se as suas palavras ajudarem a derrubar Sócrates resta a Manuel Alegre reformar-se pois as suas hipóteses de chegar à Presidência da República são hoje quase nulas. Nem a direita nem o eleitorado do PS se vão esquecer da sua ajuda à extrema-esquerda.
Os opositores internos do PSD sabem bem que o PSD não descolou dos 30% e que a percentagem atingida resulta mais da abstenção combinada com a queda do PS, mas não se podem manifestar, seria um erro combaterem a ilusão de vitória que até permitiu a Paulo Rangel defender que o Governo deveria passar a estar em gestão. Os críticos de Manuela Ferreira Leite desapareceram das pantalhas, apenas vimos um Santana Lopes sair da sede com ar de agente secreto.
Por mais que o PSD se desdobre em críticas a Vital Moreira por ter suscitado a questão do envolvimento de personalidades do PSD na fraude do BPN o facto é que a questão foi suscitada. Até aqui o PSD e o próprio Ministério Público têm tratado o assunto como se fosse um pequeno roubo numa mercearia, tudo apontava para condenar Oliveira e Costa e ilibar os restantes responsáveis pela fraude.
Quer o PSD queira, quer não queira o facto é que o assunto está em cima da mesa e a primeira vítima poderá ser Dias Loureiro. Depois de os justiceiros da lei tudo terem feito para destruir o PS é muito provável que agora se comportem como as arbitragens manhosas do futebol e mostrem uns cartões a personalidades do PSD numa tentativa ridícula de tentarem exibir equidade.

Ler mais em: http://jumento.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eleições Europeias

José Sócrates, o rosto da derrota

Secretário-geral assume a derrota: «Sempre que o PS é derrotado, o secretário-geral é derrotado», mas diz que não tem impacto no Governo.

José Sócrates surgiu com cara de poucos amigos na sala Europa do Hotel Altis, mas começou por assumir a derrota. Ciente das dificuldades, disse que o seu objectivo é vencer sim, as legislativas, assegurando que não mexe no Governo.
«Quero começar por saudar e felicitar todos os deputados eleitos, de todos os partidos, que vão representar Portugal. Felicitar o PSD, o partido mais votado, e que teve vitória política. Estes resultados são decepcionantes e ficam aquém da expectativa. Quero assumir a responsabilidade política destas eleições, que foram disputadas em condições muito difíceis para o PS. Os resultados não são bons, mas são resultados para o Parlamento Europeu e em nada diminuem a determinação do PS para a manutenção da governabilidade do nosso país», frisou.
«Agradeço ao Vital Moreira pela forma como assumiu este projecto. O PS tem muito orgulho em tê-lo como deputado e temos confiança em si», disse, dirigindo-se ao cabeça-de-lista do PS.
«O PS já teve muitas derrotas e muitas vitórias. Surgirá uma altura em que se avalie o Governo, que é daqui a uns meses. Nesta noite eleitoral, os resultados decepcionantes dão-nos mais vontade e determinação para o futuro. Estas derrotas dão ânimo para prepararmos com mais vontade e ambição as legislativas, que temos de vencer», disse ainda.
Uma ideia fica no ar: «Sempre que o PS é derrotado, o secretário-geral do PS é derrotado, mas aqui estaremos também para as vitórias».

Paulo Rangel

«Queremos uma política de verdade»

Candidato do PSD atribui louros da vitória a Ferreira Leite.

Paulo Rangel assumiu este domingo a vitória nas eleições europeias, preferindo atribuir os créditos do resultado à líder do PSD e criticar José Sócrates, lançando já sinais para o futuro, tendo em vista as legislativas.
Nestas eleições, como nas próximas, garante o cabeça-de-lista, os sociais-democratas vão apostar na «política de verdade, de proximidade, sem propaganda, sem alarde».
«Naturalmente que a nossa primeira palavra é de grande alegria, de enorme satisfação, por termos dado esta nova esperança de que há possibilidade de construir alternativa consistente, forte, ao Governo e ao seu primeiro-ministro. Quero fazer um agradecimento especial a Manuela Ferreira Leite, pela sua determinação, pela sua política de verdade, pela forma como encarou a política com seriedade, sobriedade, sempre com determinação. A nossa presidente é a grande vencedora desta noite».
«Espero que os que se sujeitaram a baixa política, tenham aprendido uma lição», referiu, aludindo às insinuações de Vital Moreira sobre o caso BPN. E, eis que surgem os ataques à oposição: «Esta derrota é uma derrota do PS e do engenheiro Sócrates. Todos sabem que Sócrates se envolveu na campanha, pelo que esta é uma derrota pessoal do engenheiro Sócrates».

Miguel Portas:

«Vitória está à esquerda e não à direita»

BE considera resultados «uma derrota enorme das políticas do PS»

Miguel Portas reagiu à possibilidade do BE eleger um terceiro eudeputado, considerando que a «vitória nestas eleições está à esquerda e não à direita», depois do «extraordinário resultado» alcançado pelo BE.
Agradecendo aos jovens que votaram pela primeira vez, aos idosos, aos desempregados e sobretudo «às pessoas que deixaram de votar em José Sócrates para votarem à esquerda», o cabeça-de-lista prometeu que «o BE está pronto para responder à crise».
«Este resultado é uma derrota enorme das políticas do PS. Considero que é uma consequência do demérito do Governo, o que levou muitos milhares de socialistas a votarem agora no BE. Mas também houve um trabalho consistente do BE, que se foi afirmando como uma alternativa», afirmou.
Miguel Portas admitiu que estes resultados são um «reforço» para os bloquistas, que têm agora «melhores condições para responder à batalha eleitoral que se segue». O cabeça-de-lista voltou a referir que «o objectivo nunca foi ficar à frente da CDU»: «Queríamos uma grande votação à esquerda e o melhor resultado possível para a esquerda europeísta.»
O mapa político português mudou. Se a vitória do PSD não foi esmagadora, o que é certo é que a cor do país passou do rosa para o laranja. Numa leitura dos triunfos a nível distrital, os sociais-democratas garantiram grande parte deles, enquanto a CDU conquistou dois e o PS apenas dois.
O PSD venceu nos Açores, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Madeira, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.


«Apanhados» no rescaldo eleitoral...





José Sócrates para Vital Moreira:


«Não chores 'pá' que isto ainda não é nada, comparado com o que vem aí»











Paulo Rangel:


«Manela, diz-lhe que sim... agradece-lhe, que agora passeatas, feiras e comícios é comigo!»















Nuno Melo:


«Paulo, esta vitória é tua! Comes a sopa, mas quem vai p'ra Bruxelas sou eu!»













Miguel Portas:



«Vai uma ginginha? Já sabe, com um copito, papamos os votos todos à esquerda!»












Jerónimo de Sousa para Ilda Figueiredo:


«Deixa lá, mais uma vez não ganhámos deputados, mas ganhámos moralmente»












Vital Moreira:

«Este parece bruxo... E agora, o que é que eu vou fazer com este barrete?»











sexta-feira, 5 de junho de 2009

Eleições Europeias

Campanha pouco esclarecedora

A três dias das eleições para o Parlamento Europeu, o PS mantém-se na liderança das intenções de voto, e poderá eleger nove deputados.

Acaba hoje uma campanha eleitoral que foi das menos esclarecedoras desde o 25 de Abril. Uma campanha muito confusa, pontuada por questões menores, onde os políticos dão mais importância às querelas partidárias do que ao País, ditada por discussões paralelas que nada tinham a ver com as questões europeias que os portugueses precisariam e gostariam de ver discutidas.
A três dias das eleições para o Parlamento Europeu, o PS mantém-se na liderança das intenções de voto. De acordo com uma sondagem CM/Aximage, o cabeça-de-lista do PS, Vital Moreira, reúne 36,2 por cento das intenções de voto contra 30,9 por cento do candidato do PSD, Paulo Rangel. A confirmar-se, isto significa a eleição de nove deputados pelos socialistas e de oito pelos sociais-democratas.
De um total de 22 eurodeputados portugueses, menos dois que no anterior mandato no Parlamento Europeu, tanto o PCP como o BE elegem dois candidatos, segundo os resultados desta sondagem. O cabeça-de-lista do BE, Miguel Portas, somou 10,2 por cento das intenções de voto, enquanto a lista da CDU, liderada por Ilda Figueiredo conquistou 10,1 por cento. Já o CDS-PP, cuja candidatura é liderada por Nuno Melo, registou cinco por cento das intenções de voto, o que implica a eleição de um único deputado.
Numa altura em que a Europa vai a votos, Portugal enfrenta a pior recessão dos últimos 35 anos e apresenta uma inflação das mais baixas, um comportamento semelhante, em tudo, à generalidade dos países da União a 27. A contracção da economia portuguesa, se comparada com a média prevista para o conjunto dos países da União Europeia, em 2009, está aquém da quebra prevista de 4 por cento. No que respeita à inflação Portugal continuará num patamar inferior à da Zona Euro, não havendo para já deflação.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Eleições Europeias

Mendes Bota em lugar não elegível

Cabeça de lista do PSD às Eleições Europeias acompanhado de Mendes Bota, em acções de campanha eleitoral no Algarve.

Os candidatos do PSD tiveram a oportunidade de reunir com 11 das principais organizações de produtores ligados à agricultura, pecuária e floresta do Algarve. Ouviram e registaram queixas com um denominador comum: o sector primário no Algarve tem sido descurado, e está em franco declínio, muito por culpa do actual governo e do titular da pasta da Agricultura.
A falta de programas específicos para os pomares de citrinos e de sequeiro; a falta de apoios ao investimento; o escandaloso atraso do PRODER e a sua gestão centralizada; a falta de um matadouro regional no Algarve; as exigências incomportáveis para os criadores de gado, sobretudo caprino; a falta de apoio e os preços elevados do laboratório da Direcção Regional de Agricultura; a falta de segurança nos campos, onde cresce o número de roubos de produtos agrícolas; a asfixia provocada pelos grandes grupos da distribuição alimentar; o declínio do sobreiral algarvio; o desincentivo dos apoios ao ordenamento florestal; a região vitivinícola em risco de desaparecimento; a retirada das zonas agrárias que davam apoio aos agricultores; a total ausência de formação profissional no sector; as dificuldades dos produtores artesanais de aguardente de medronho - foi um rosário de queixas, de quem se sente abandonado.
Mendes Bota denunciou o “desaparecimento de cena dos anunciados 200 milhões de Euros do Feader para a agricultura e a floresta do Algarve. A gestão é centralizada em Lisboa, e a taxa de reprovação de projectos quase chega aos 80%, tanto quanto se sabe. Aqui no Algarve, o número de projectos aprovados ao abrigo do PRODER é insignificante. As ajudas ao investimento dos Programas AGRO e AGRIS, idem aspas. Promessas foram muitas, a realidade é uma tristeza”.
O líder o PSD/Algarve, Mendes Bota, é igualmente candidato às Eleições Europeias, contudo colocado em lugar não elegível (14º.), considerando que o PSD tem actualmente e só, um representativo grupo de 7 Deputados, num total de 24 Deputados portugueses ao Parlamento Europeu.

A Europa em debate em Faro

Mulheres socialistas algarvias não dão tréguas

A importância de votar nas eleições para o Parlamento Europeu, desenvolveu um debate intenso sobre as Políticas Europeias, e as Doze prioridades políticas do PS para a Europa.

O Núcleo Federativo das Mulheres Socialistas do Algarve, pela mão da sua presidente, Aldemira Pinho, levou a cabo ontem, pelas 18h30, no Mercado Municipal de Faro, uma iniciativa inserida na campanha para as Europeias 2009, com o tema: - A Europa em debate nas “Conversas de fim de tarde” das Mulheres Socialistas.
Esta iniciativa política contou com as intervenções das eurodeputadas Edite Estrela e Jamila Madeira e com a participação de um grande número de Mulheres e Homens Socialistas bem como cidadãs(aos) da sociedade civil.
Durante a Sessão - À Conversa com Edite Estrela e Jamila Madeira, desenvolveu-se um debate intenso e esclarecedor sobre as Políticas Europeias, sobre as Doze prioridades políticas do PS para a Europa e foi realçado a importância de votarmos nestas eleições para o Parlamento Europeu, no dia 7 de Junho - As Eleições para o Parlamento Europeu são tão importantes para a UE como as eleições para a Assembleia da República são decisivas para a Governação do nosso País.
A encerrar a Sessão a presidente do DFMS do Algarve, Aldemira Pinho, voltou a apelar ao voto no PS nas eleições para o Parlamento Europeu, no próximo dia 7 de Junho. Uma forte participação nestas eleições é a melhor resposta aos que não querem uma Europa forte e por outro lado é uma garantia da eleição directa da Jamila Madeira, única candidata Algarvia que tem condições de ser eleita para o Parlamento Europeu.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Começou campanha para Eleições Europeias

Vital quer castigar «extrema esquerda» e «direita liberal»

O cabeça-de-lista do PS às europeias termina primeiro dia de campanha em jantar comício no concelho de Vila da Feira.

Vital Moreira terminou o primeiro dia oficial de campanha com um jantar comício em Fiães, Santa Maria da Feira, em que disse que «é preciso punir eleitoralmente» os partidos da oposição. Se os do espectro mais à esquerda o constitucionalista os arrumou na «extrema esquerda», nomeou, por outro lado, o PSD e o CDS, para depois recordar que na bancada parlamentar europeia se diluem numa mesma identidade e que por isso é a indiferente votar num ou noutro.
Perante meio milhar de apoiantes, Vital Moreira recordou as visitas que fez durante o dia ao Porto de Aveiro e a uma empresa que desenvolve lâmpadas de baixo consumo em Águeda. O cabeça de lista socialista às eleições europeias explicou que o primeiro dia oficial de campanha não começou nestes locais por acaso. Reforçando a ideia de que o investimento público é necessário para potenciar o desenvolvimento e um antídoto para a crise económica.
E por que é de uma campanha para o Parlamento Europeu de que esta se trata, Vital tratou de estabelecer o elo, evocando a importância da entrada de Portugal no bloco europeu. «Imaginem que Mário Soares não tinha conseguido a adesão à CEE em 1985, o que seriamos nós, caros amigos e amigas? Seriamos uma espécie de Albânia do sudoeste da Europa», disse.

«É preciso punir»

E, alternado o discurso entre as políticas internas e a importância de Bruxelas, o constitucionalista apresentou as razões que considera darem força a candidatura socialista. Começou por dizer que «não há partido em Portugal mais europeísta do que o PS», relembrando novamente o papel dos socialistas na altura da adesão, e atirou depois: «Fomos nós que pusemos o nome da capital portuguesa na estratégia de Lisboa e no tratado de Lisboa».
Vital Moreira disse ainda que nenhum outro partido como o PS aproveitou de forma tão eficaz as ajudas europeias e «que o PS é o único partido que propõe uma alternativa progressista contra actual hegemonia de direita da União».
Depois, o cabeça-de-lista socialista apontou armas novamente para a política interna, dizendo que «é preciso punir eleitoralmente» os partidos da oposição. «É preciso castigar politicamente aqueles nossos adversários que na extrema-esquerda não escondem as suas opções anti-europeistas, que se limitam a utilizar uma retórica sectariamente anti-mercado e anti-integração europeia, de tal modo que para eles tudo se limitaria a dizer mal da União, das políticas da União», apontou.
Fustigada a esquerda, o constitucionalista virou-se para a direita. «Mas é preciso castigar politicamente também os partidos da direita liberal e conservadora, a saber, o PSD e o CDS. Estão, aliás, reunidos no mesmo partido europeu, no Partido Popular Europeu, onde não se distinguem». Por esta razão, Vital disse que «votar num ou noutro, em Portugal, é a mesma coisa». «No Parlamento Europeu não há PSD nem CDS, há apenas PPE, que tem sido responsável por politicamente liberais, conservadoras e contra a coesão económica, social e territorial da UE», salientou.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Eleições Europeias

Eleições à porta: Campanha em “banho maria”

Vital Moreira diz que «é necessário novo rumo para a Europa». Só PS pode dar esse rumo, considera o cabeça-de-lista socialista às eleições europeias. Vital diz que jovens têm mais consciência europeia.

Vital Moreira, cabeça-de-lista do PS às Eleições Europeias, disse, ontem à noite, que «é necessário um novo rumo para a Europa». Num debate sobre «A Europa e o Desenvolvimento Regional», em Oliveira do Hospital, Vital Moreira considerou que «só o Partido Socialista pode dar esse rumo».
«Se há um partido europeísta, esse partido é o PS», disse, citado pela Agência Lusa. O cabeça-de-lista socialista disse ainda que as próximas eleições europeias «são particularmente importantes» para o futuro da União Europeia. Para Vital Moreira, a União «é este espaço de civilização democrática, onde as pessoas são mais livres e mais iguais». «A nossa vida, a nossa segurança e a nossa qualidade de vida estão ligadas à União Europeia», afirmou.
Depois de colar um cartaz em Coimbra da Juventude Socialista, com o lema de campanha «A Europa é Vital», o cabeça-de-lista do PS às eleições europeias apontou os jovens como aqueles que olham para a Europa com mais atenção e criticou os partidos da oposição por considerar que não participam o suficiente no processo de esclarecimento da população em relação ao papel da União Europeia nas suas vidas.
Para o constitucionalista, o interesse relativamente às eleições europeias «é bastante mais baixo do que seria desejável» e é esse facto que diz compeli-lo a redobrar esforços para sensibilizar a população nesta matéria. «Lamentamos que os nossos adversários, as outras candidaturas, não nos acompanhem nesse esforço de esclarecimento sobre a importância da União, destas eleições e a sua autonomia também», salientou Vital Moreira, em declarações citadas pela agência Lusa, em que se referiu aos jovens como aqueles para quem a UE é uma realidade mais próxima.
«Se há alguém cujo futuro depende essencialmente da Europa são os jovens e em particular os universitários», afirmou. «Os jovens têm claramente uma consciência mais elevada que a generalidade da população sobre a importância e relevância da Europa». Numa altura em que se aproxima o arranque oficial da campanha, o candidato do PS está confiante com os resultados das eleições. «Não veja razão para encarar outro cenário que não a vitória», disse.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Votar, é assumir responsabilidades

Apelo aos jovens para votarem nas Eleições Europeias

A Governadora Civil de Faro apelou ontem aos jovens do Algarve para que participem nas próximas eleições europeias, assumindo assim as suas responsabilidades no que diz respeito à escolha dos representantes portugueses no Parlamento Europeu.
Isilda Gomes, que falava durante a apresentação das actividades que o Conselho Nacional de Juventude (CNJ) vai promover na região algarvia com o apoio do Governo Civil de Faro, no âmbito da Campanha Nacional de Incentivo ao Voto para as Eleições Europeias 2009 “Tu na Europa”, considerou que os jovens devem ter uma “participação proactiva e não meramente reactiva” em matérias que envolvam decisões “importantes” para a sociedade.
Reconhecendo o “grande afastamento” que se verifica entre os jovens portugueses e a política, a Governadora Civil, apelou à iniciativa do próprio movimento associativo para a promoção de uma maior mobilização da juventude em acções de cidadania, como são por exemplo as campanhas eleitorais, influenciando assim os decisores nas escolhas em que mais se revêem.
A Campanha Nacional de Incentivo ao Voto para as Eleições Europeias 2009 “Tu na Europa” visa incentivar a participação activa dos jovens nas temáticas europeias actualmente em debate, contribuindo assim para aumentar o seu “sentido critico” sobre questões relacionadas à vida em sociedade. O projecto pretende ainda aproximar os jovens do conceito de cidadania e promover a sua participação real na cidadania europeia em todas as suas dimensões.
As actividades integradas na campanha, no Algarve, culminam com a realização de um conjunto de actividades alusivas ao Dia da Europa (9 de Maio), que decorrerão no recinto da Semana Académica da Universidade do Algarve, no Largo de São Francisco. A Associação Académica desafiará, por sua vez, os alunos dos 30 cursos da Universidade do Algarve, representados no recinto da festa, a adaptarem a decoração das respectivas barraquinhas ao tema da Europa, atribuindo um prémio pecuniário ao espaço mais criativo.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Europeias: as novidades do PS

“Derrota é perder por um voto”, diz Vitalino Canas

Correia de Campos e Luís Paulo Alves na lista socialista, acompanham Vital Moreira, Edite Estrela e Capoulas Santos.

O ex-ministro da Saúde Correia de Campos e o deputado regional açoriano Luís Paulo Alves são as duas novidades dos primeiros dez nomes da lista europeia socialista hoje aprovada pela Comissão Política Nacional do PS. Tal como se previa, após o cabeça de lista do PS às eleições europeias, Vital Moreira, segue-se como «número dois» Edite Estrela e no terceiro lugar Capoulas Santos, noticia a Lusa.
Antes de Correia de Campos, que ocupa o quinto lugar, a candidata socialista a presidente da Câmara do Porto, Elisa Ferreira, está na quarta posição.
Luís Paulo Alves, presidente da maior cooperativa leiteira dos Açores, está em sexto lugar, seguindo-se a ex-embaixadora de Portugal na Indonésia Ana Gomes.
Manuel dos Santos (8º lugar), Joel Hasse Ferreira (9º lugar), Jamila Madeira (10º lugar) e, pela Madeira, Emanuel Jardim Fernandes (11º) são os nomes que integram a chamada zona cinzenta dos candidatos a eurodeputados do PS.

Dos actuais eurodeputados do PS, saem da lista de candidatos às próximas eleições para o Parlamento Europeu Francisco Assis, Sérgio Sousa Pinto e Paulo Casaca (Açores).
O porta-voz do PS, Vitalino Canas, considerou esta quarta-feira que uma derrota eleitoral nas eleições europeias é ter «menos um voto» do que outro partido e sublinhou que a lista europeia socialista tem mais de 40 por cento de mulheres.
Nas últimas eleições europeias, em 2004, num total de 24 eurodeputados, o PS elegeu 12.
Interrogado sobre a fasquia de eurodeputados que o PS espera eleger a 7 de Junho, Vitalino Canas recusou-se a definir uma meta em termos de eleitos, fazendo no entanto uma referência ao facto de o Tratado de Nice ter reduzido a representação nacional no Parlamento de Estrasburgo de 24 para 22.
«Em qualquer eleição, a ambição do PS é ganhar», declarou, antes de especificar que uma derrota eleitoral, para os socialistas, é terem «menos um voto do que qualquer outro partido».

«Em democracia derrota é ser o primeiro dos últimos, ou o último dos primeiros. O PS quer ser o primeiro», referiu, dizendo depois que o seu partido «não estabeleceu qualquer fasquia».
Confrontado com a possibilidade de o PS ser alvo de voto de protesto nas próximas eleições europeias, o dirigente socialista disse que o seu partido «confia que os portugueses irão saber o que está em causa» no acto eleitoral de 7 de Junho.
«Nestas eleições europeias não está em causa o protesto, mas sim o projecto europeu do PS. O projecto europeu do PS existe há mais de duas décadas. O PS é o partido da Europa, que é muito importante para Portugal», sustentou.
Questionado sobre em que reunião o PS decidiu apoiar oficialmente a recandidatura de Durão Barroso ao cargo de presidente da Comissão Europeia, Vitalino Canas deu a seguinte resposta: «O PS tem órgãos nacionais e discute esses temas nos órgãos nacionais. Deliberamos de acordo com as regras desses órgãos», acrescentou.

terça-feira, 24 de março de 2009

Eleições Europeias

UE incita municípios a envolverem‑se nas eleições europeias

O presidente do Comité das Regiões (CR) instou os representantes locais e regionais de toda a UE a encorajar os cidadãos a votar nas eleições europeias de Junho.

Numa carta aberta a União Europeia
acentua a importância do processo eleitoral que se avizinha, a 4 e 7 de Junho, no qual poderão votar 375 milhões de pessoas, 36 milhões das quais pela primeira vez.
A carta foi também enviada aos presidentes das associações nacionais de órgãos de poder local e regional em todos os Estados‑Membros para que eles a transmitam a todos os eleitos locais e regionais.
O objectivo é encorajar as colectividades locais e regionais a informar melhor os cidadãos a respeito da Europa, por exemplo, através de sessões de esclarecimento organizadas a nível local com membros do CR, deputados do Parlamento Europeu ou candidatos a deputados, bem como através de páginas dedicadas às eleições europeias nos respectivos sítios na Internet. A carta está disponível em todas as línguas da UE no sítio Internet do CR consagrado às eleições.
O CR preparou também um conjunto de curtas entrevistas em vídeo com responsáveis regionais de cada Estado‑Membro, explicando a importância da Europa e da participação do eleitorado local na votação de Junho.
Estas entrevistas estão disponíveis para ser utilizadas gratuitamente, podendo ser descarregadas do sítio Internet consagrado às eleições. (É também possível obter cópias em formatos profissionais e beneficiar de outros serviços afins. Para mais informações, é favor contactar o Gabinete de Imprensa do CR.)
As regiões, os municípios e as associações dos órgãos de poder local e regional são também encorajadas a criar no seu próprio sítio um portal dedicado às eleições europeias e um linque com o sítio Internet do CR consagrado às eleições, que contém 27 subsecções nacionais.