Gerações à Rasca!!
Liberdade e o Direito de Expressão
Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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domingo, 13 de março de 2011
Isto, pode ser um começo...
280 / 300 mil na rua contra a precariedade
"Luta, luta, camarada luta. Luta contra a reacção". A canção "Luta é alegria" dos "Homens da Luta" que venceu na semana passada o Festival da Canção parece ter sido adoptada como o novo hino da "Geração à rasca" que este sábado encheu os centros das principais cidades portuguesas, com especial incidência em Lisboa e no Porto. De acordo com os organizadores do evento, convocado pelo Facebook, cerca de 280 mil pessoas encheram as ruas das principais cidades portuguesas. Contactada pelo i, a PSP recusou avançar com um número oficial de participantes. Avós, pais, filhos e netos juntaram-se em várias manifestações , num protesto que juntou todas as gerações contra a precariedade (condições de trabalho a recibos verdes) e a designada "geração quinhenteurista". Entre palavras de ordem e frases de contestação, Rui Veloso, Vitorino e Fernando Tordo foram alguns dos artistas que se juntaram a Jel e Falâncio na carrinha de caixa aberta que começou o percurso no Marquês de Pombal, em Lisboa, seguindo depois em direcção ao Terreiro do Paço e passando pelas Praças dos Restauradores e do Rossio. No Porto, a rua de Santa Catarina e a Avenida dos Aliados foram os pontos de maior afluência. O protesto na Invicta contou com cerca de 80 mil pessoas, segundo a organização.
A marcha de manifestantes em Lisboa percorreu lentamente a Avenida da Liberdade, passou pela Praça dos Restauradores e instalou-se na Praça do Rossio por alguns momentos, ao mesmo tempo que a polícia garantia que o protesto acabaria por ali, ao contrário do planeado (estava previsto que a manifestação acabasse no Largo Camões). No entanto, pouco depois, os manifestantes furaram o cordão policial e dirigiram-se para a Praça do Comércio e para o Largo Camões. Agentes da PSP explicaram ao i que o cordão era apenas de uma medida de segurança. "É perigoso as pessoas espalharem-se por várias ruas." A manifestação da "Geração à Rasca" terá juntado pelo menos 200 mil pessoas em Lisboa e 80 mil no Porto, anunciaram os organizadores em pleno Rossio. A polícia ainda não confirmou os números. Em Coimbra, estiveram reunidas 2 mil pessoas, com gritos de ordem que passam por "O povo é quem mais ordena". Ainda não há números relativos a Leiria, Faro e Viseu. "A mobilização foi pouca porque a maior parte optou por ir para Lisboa", diz fonte da organização da manifestação. Se os números da organização se confirmarem, a manifestação da "Geração à Rasca" é a maior desde a do PREC.
"Geração à Rasca" é notícia no Financial Times
O protesto "Geração à Rasca" é noticiado no Financial Times com uma entrevista a uma jovem portuguesa e tomando como inspiração, pelo menos parcialmente, as revoltas populares no Norte de África. "Chamam-se a si próprios a geração à rasca – diplomados universitários com idades entre os 21 e os 30 anos que estão desesperados por começar uma carreira, ganhar um salário fixo e abandonar a casa dos pais", escreve o correspondente do Financial Times em Lisboa. "O único trabalho que conseguimos é experiência de trabalho", diz a jovem de 29 anos entrevistada pelo jornal britânico. O FT diz que milhares de jovens saem hoje à rua inspirados, em parte, pelas revoltas no Norte de Africa. A organização foi feita através do Facebook e até às 14:00 de hoje, mais de 65.000 pessoas disseram que iam comparecer nas iniciativas marcadas para várias cidades, entre as quais Lisboa e Porto. O jornal diz que enquanto o Governo de Lisboa reforça medidas de austeridade, com o anúncio de um novo pacote na sexta-feira, o irreverente movimento de protesto despertou um país que enfrenta a segunda recessão em três anos, atingindo uma dimensão surpreendente e dominando o debate público. "As lutas de jovens na Tunísia, no Egito e na Líbia ajudaram-nos a abrir os olhos", diz a jovem entrevistada pelo FT, uma das líderes do protesto no Porto. A jovem frisa que os manifestantes não estão a tentar provocar uma revolução, apenas querem ter uma vida melhor.
ElPais.com Internacional
Decenas de miles de portugueses se manifiestan contra la precariedad en la mayor concentración al margen de los partidos
Las convocatorias han sido promovidas por el movimiento juvenil Geração à rasca (Generación en apuros) en más de 11 localidades lusas. Decenas de miles de personas, en su mayoría jóvenes, salieron ayer a la calle para protestar pacíficamente contra "la precariedad" en Lisboa, Oporto y otras ciudades portuguesas, en la mayor movilización que se realiza en este país al margen de partidos y sindicatos desde la revolución del 25 de abril de 1974. Los organizadores aseguran que sólo en Lisboa 300.000 personas respondieron a la convocatoria de la autodenominada Geração à rasca (Generación en apuros), efectuada a través de Facebook por un reducido grupo de jóvenes hace poco más de un mes. Al margen de las cifras, lo cierto es que las manifestaciones en Lisboa y Oporto superaron todas las expectativas. "El país está en apuros" y "La precariedad no escoge edad" eran los lemas de las dos grandes pancartas que abrían la marcha en la capital portuguesa, que abarrotó de punta a punta la Avenida de la Libertad, arteria principal de la ciudad. La consigna más coreada fue "Con precariedad no hay libertad", signo de las condiciones en que viven más de un millón de portugueses, entre desempleados y trabajadores en condiciones lamentables.
"Estoy harta, pero no me callo", podía leerse en un cartel que enarbolaba una joven. Las críticas a los políticos estaba presente en toda la iconografía de las manifestaciones. Ayer quedó meridianamente claro que hay muchos portugueses que no creen en la clase política. Lo demostraron en las elecciones presidenciales del pasado 23 de enero, en las que la abstención llegó al 53,48% (más de cinco millones), y lo dijeron ayer en voz alta en las calles de 11 ciudades. Los jóvenes eran clara mayoría, pero también había padres y abuelos, porque como decía un veterano de abril "la precariedad no respeta edad". La manifestación era un cuadro variopinto de ciudades de distinta edad y condición, mucho de los cuales difícilmente responderían a una convocatoria partidista, y que ayer lo hicieron no por curiosidad.
La manifestación ha concluído en la plaza de Rossío, símbolo en Portugal por ser escenario de las mayores manifestaciones desde la revolución de los claveles del 25 de abril. "Aquí pasa todo", comentaba en inglés un portugués a un turista despistado. Tres de los cuatro jóvenes que promovieron la protesta leyeron el manifiesto que está colgado en Facebook desde el 5 de febrero. "Somos la generación con mejor educación de la historia del país", "no protestamos contra otras generaciones, protestamos por una solución y queremos ser parte de ella", "protestamos para que todos los responsables actúen en conjunto", dijeron uno tras otro João Labrincha, 27 años, Paula Gil, 26, y Alexandre Sousa Carvalho, 25 antiguos compañeros de facultad en la Universidad de Coimbra que, de la noche a la mañana, han pasado a acaparar la atención de todos los medios de comunicación. "La lucha no acaba hoy", repetía De Sousa Carvalho. En los días previos a la manifestación hubo intentos de manipulación y de sembrar la confusión, con mensajes falsos que circularon por Internet, como el que pedía un millón de personas en la calle para acabar con la clase política. Algo así como aquel "que se vayan todos" argentino en la época del corralito. Algunos comentaristas criticaron y despreciaron a los organizadores de la manifestación.
Pese al descrédito de los políticos, los promotores de Geração à rasca no son anti-partidos. Tres de ellos militan o han militado en las juventudes del Partido Socialista, Comunista y del Bloco de Esquerda. Y para evitar malas interpretaciones invitaron a los 230 diputados de la Asamblea de la República a acudir a la manifestación. "Tienen que ser parte de la solución, y para nosotros no son el problema", señaló Sousa Carvalho. "No es una protesta contra el Gobierno", añadió Paula Gil. "Hemos contactado a diputados, movimientos estudiantiles, organizaciones de la sociedad civil, religiosas, deportivas..." João Labrincha considera un éxito haber prendido la mecha. "No somos nosotros quiénes tienen que dar soluciones. Aspiramos a que la sociedad discuta en varios foros, sindicatos, partidos, ONGs... Que se refuercen los movimientos existentes y se creen de nuevos. No puede haber una sola voz, es a partir de muchas opiniones cómo se encuentran las grandes soluciones".
Jel e Falâncio, integrantes de Homes en Luta, el grupo que representará a Portugal en la 56ª edición del festival de Eurovisión en Düsseldorf (Alemania) el 10 de mayo, pusieron su música en el fin de fiesta en el corazón de Lisboa.
http://www.elpais.com/global/
Forbes.com
Amid crisis, Portuguese youth takes to streets
LISBON, Portugal -- Portugal's disgruntled Facebook generation is marching in a dozen cities, venting its frustration at grim career prospects amid an acute economic crisis that shows no sign of abating.
Some 30,000 people mostly in their 20s and 30s gathered Saturday in Lisbon's main avenue, called onto the streets by a social media campaign that harnessed a broad sense of disaffection.
Portugal, western Europe's poorest country, is producing the best-qualified generation in its history, thanks to steep investments in education. But under a huge debt burden that is widely expected to force Portugal into accepting a financial bailout like Greece and Ireland, its economy can't deliver the opportunities young people are hankering for.
Associated Press, 03.12.11, 12:05 PM EST
http://www.forbes.com/fdc/welcome_mjx.shtml
Pravda.ru
Portugal protests: Revolt of the Generations
Portuguese society took to the streets in eleven cities on Saturday afternoon. Hundreds of thousands of people of all ages and political leanings came together to send a clear message to Portugal's political class to start implementing policies which create a future for the country's youth. How many all over Europe are feeling the same frustration?
300,000 people (at least) filled Lisbon's central Avenida da Liberdade (Freedom Avenue) shouting slogans such as "Thieves out!", "Portugal! Portugal! Portugal!", "With a precarious situation, no freedom!", "Sócrates resign!" In Oporto, the Praça da Batalha was packed full, a situation repeated up and down the country.
The main characteristic of today's demonstration was that it was organised for the country's youth by the country's youth, a great deal of work having been done by voluntary civil society organizations using social networks; another feature was that those who took part were not only young people - there were demonstrators from all walks of life, all generations and all political persuasions, from the far left to the far right. They came together to tell the Government of José Sócrates: Enough!
Yet it is not only the present Portuguese government (Socialist, in name only) which is at stake - it is all the governments since the Portuguese Revolution of 1974, which have failed utterly and totally to create a model which caters for the interests of Portuguese society.
Font Size Send to friend Successive governments from the same three parties (PSD - Social Democrats; CDS-PP, Christian Democrats/Conservatives; PS - Socialist Party, currently an insult to the word Socialism) have since 1974 - for nearly four decades, wholly failed the people who elected them. One of the slogans chanted today was "President, dissolve Parliament!" Yet the strange thing in Portugal is that the people carry on electing the same Parties, maybe following the premise that if you drop water on a stone, eventually it will drill a hole.
While it is said that every people has the Government it deserves, the Portuguese people are right. The education system does its job, and very well - Portuguese students compare extremely favourably with their peers in the Erasmus Programme and the Portuguese education system has been ranked among the best in Europe. This is clear to see for those who work in Portuguese Universities.
What the Governments of these political parties have done is to destroy Portuguese industry, destroy Portuguese agriculture, destroy Portuguese fisheries and what have they created in return?
A situation in which most retired persons receive miserable pensions after a working life, a situation in which supermarket prices are equal to or higher than many richer countries, a situation in which it is practically impossible for a young person to buy a house, unless s/he has substantial savings (and how?), a situation in which a whole generation has been thrown into a collective garbage dump of professional hopelessness: the Generation of 1,000 Euros in Europe; the Generation of 500 Euros in Portugal, for the few who manage to get a job - normally in a call center.
The precarious situation in which the Portuguese youth finds itself - studying hard for years to what end? - and then in many cases working not as a full-time, fully-integrated employee but either part-time or working as a temporary or external worker, means people are unable to formulate plans for buying a car, getting credit for a house and starting a family. They are unable to start a life.
The alternative is to go abroad. Therefore it is no surprise that the anger felt by Portugal's generation of tomorrow exploded in demonstration - an orderly one - against politicians whose collective ineptitude and absurdity was summed up by the ridiculous speech from the Portuguese President Silva, who favours a liberal approach to the economy (an approach which was totally and wholly defeated in the recent economic and financial crisis) and who mentioned the importance of the family as the pillar of tomorrow's society (how? if his PSD Party has played an equal part in the failure to create a future - and his personal responsibility in the abysmal management of European Funds after Portugal's adhesion must not be forgotten - he was Prime Minister for a decade just after Portugal joined the European Community).
For the few that do manage to land a job (these days mainly those with contacts), they will find a working environment where they are supposed to work 35 to 40 hours a week like the rest of the Europeans but in fact are expected to work far longer, well outside the timetable stipulated when they signed their contract. Let us see (verbatim) how the interview works...
This happened during the past week in an office in Lisbon. A young mother went for a job interview, which started as follows: "Ah, you've got kids, eh? Well then, you don't want to work here, we start at eight and finish at the earliest at nine p.m., usually far longer, Saturdays, Sundays, nights...".
How many interviews start like that, with the expression "this is a work post, not a job"? And that, for 500 Euros, a lifetime of sacrifice, an abominable standard of living fraught with dramas and difficulties, successive governments asking for more sacrifices and falling further and further behind the rest of Europe, low salaries and high prices and then a miserable retirement pension?
It is no wonder the Portuguese took to the streets. However, you can bet that in the next election, they will once again vote for a government led by the PSD or PS. Talk about obtuse...
http://english.pravda.ru/opinion/columnists/12-03-2011/117178-portugal_revolt-0/
elmundo.es
La 'Revolución Precaria' toma las calles de Lisboa
Miles de jóvenes portugueses han llenado las calles del centro de Lisboa para gritar 'basta ya' a la precariedad laboral. "Con precariedad no hay libertad" ha sido uno de los lemas más coreados de la tarde, en una de las once acciones de protesta que se han repetido a lo largo del país. La iniciativa, apolítica, pacífica y laica, ha partido de cuatro jóvenes lusos que lanzaron el desafío a través de la red social facebook. En menos de un mes, más de 60.000 personas confirmaron que estarían en la manifestación que al final, según los organizadores, ha superado las 300.000 personas en la capital lusa. Jóvenes recién licenciados que buscan su primer empleo, trabajadores temporales con contratos precarios, becarios no remunerados, jóvenes sin contrato y muchos desempleados se han dado cita en la marcha con la que le dicen a la clase política que "están hartos" de tener que pagar una crisis que según ellos "no les pertenece".
Es el caso de Pedro Reis, desempleado de 43 años que sujetaba una pancarta en la que podía leerse 'desemprecarios', una palabra inventada con la que definen a una generación portuguesa que según los organizadores ya se extiende de los 7 a los 77. No eran solo jóvenes los que han salido esta tarde a protestar. Maria José Moreno, también en el paro a sus 60 años, se quejaba de no tener dinero para ella ni para ayudar a su familia. Su hijo, casado y con dos niños pequeños, no consigue llegar a fin de mes. En situación parecida se encuentra Emília Martins, de 47. Divorciada tras sufrir malos tratos, esta funcionaria pública gana 700 euros mensuales. Para pagar sus gastos y los de su hija, que vive con ella, tiene que limpiar casas fuera de su horario laboral.
Todos los sectores representados: No ven un futuro mucho más halagüeño un grupo de jóvenes estudiantes de Animación Sociocultural que también protestaban. Les queda un año para terminar la carrera y ponderan marcharse a vivir a España si no encuentran trabajo. Lo mismo piensa Rafael Martins, de 23 años y estudiante de Estudios Artísticos. Vive con sus padres y trabaja en un call center para pagarse la carrera. Por media jornada gana 250 euros. En su pancarta puede leerse 'trabajo temporal = esclavitud permanente'.
Muchas han sido las reivindicaciones que se han hecho oír esta tarde en todo el país. Los organizadores de la iniciativa pidieron a través de Internet que cada persona trajese una hoja A4 con su protesta y una solución para el problema. El objetivo de este movimiento cívico no es 'derribar gobiernos' como en Oriente Medio, sino cambiar el rumbo del país por un futuro más justo y social, escribieron en Facebook.
En el manifiesto que leyeron al final de la manifestación, los jóvenes de Portugal afirman que no pueden seguir aceptando la situación precaria en la que se encuentran y piden a políticos y empresarios que cambien rápidamente esta realidad que se ha hecho insostenible. En caso contrario, dicen, "se defrauda el presente, en el que no consiguen exponer su potencial; se insulta al pasado y a los sacrificios de padres y abuelos por un estado con más derechos; y se hipoteca el futuro" de un país que en estos momentos registra un 22% de desempleo entre los más jóvenes. Por eso han salido a la calle y prometen continuar con éstas y otro tipo de acciones hasta que las cosas cambien en Portugal, donde el sueldo mínimo sigue en los 485 euros y los jóvenes se enfrentan a una tasa de 22% de desempleo.
Animación y música: El momento más animado de la tarde lo protagonizaron los 'Homens da Luta' (Hombres de la Lucha), un peculiar grupo de música que ha desatado la polémica al vencer el concurso que les llevará a representar a Portugal en Eurovisión. Imitando a los cantantes de intervención de la Revolución de los Claveles de 1974, esta peculiar pareja hace una crítica a la sociedad portuguesa en general.
Junto con el grupo Deolinda y su Himno a la generación de precarios de Portugal se han convertido en las dos imágenes de una reivindicación que algunos han empezado ya a llamar Revolución Precaria. Hoy, por las calles lisboetas, volvieron a verse claveles rojos como en el 25 de abril que trajo la democracia a Portugal. Ahora, los jóvenes exigen que para haber libertad se acabe con la precariedad.
http://www.elmundo.es/elmundo/2011/03/12/internacional/1299954717.html
Manifestação das "Gerações à rasca" juntou três vezes mais pessoas do que a dos professores, a 8 de Março de 2008. Na página do Facebook, quase 67 mil confirmaram a presença. Nas ruas de Lisboa e do Porto eram cerca de 280 mil.
"Luta, luta, camarada luta. Luta contra a reacção". A canção "Luta é alegria" dos "Homens da Luta" que venceu na semana passada o Festival da Canção parece ter sido adoptada como o novo hino da "Geração à rasca" que este sábado encheu os centros das principais cidades portuguesas, com especial incidência em Lisboa e no Porto. De acordo com os organizadores do evento, convocado pelo Facebook, cerca de 280 mil pessoas encheram as ruas das principais cidades portuguesas. Contactada pelo i, a PSP recusou avançar com um número oficial de participantes. Avós, pais, filhos e netos juntaram-se em várias manifestações , num protesto que juntou todas as gerações contra a precariedade (condições de trabalho a recibos verdes) e a designada "geração quinhenteurista". Entre palavras de ordem e frases de contestação, Rui Veloso, Vitorino e Fernando Tordo foram alguns dos artistas que se juntaram a Jel e Falâncio na carrinha de caixa aberta que começou o percurso no Marquês de Pombal, em Lisboa, seguindo depois em direcção ao Terreiro do Paço e passando pelas Praças dos Restauradores e do Rossio. No Porto, a rua de Santa Catarina e a Avenida dos Aliados foram os pontos de maior afluência. O protesto na Invicta contou com cerca de 80 mil pessoas, segundo a organização.
A marcha de manifestantes em Lisboa percorreu lentamente a Avenida da Liberdade, passou pela Praça dos Restauradores e instalou-se na Praça do Rossio por alguns momentos, ao mesmo tempo que a polícia garantia que o protesto acabaria por ali, ao contrário do planeado (estava previsto que a manifestação acabasse no Largo Camões). No entanto, pouco depois, os manifestantes furaram o cordão policial e dirigiram-se para a Praça do Comércio e para o Largo Camões. Agentes da PSP explicaram ao i que o cordão era apenas de uma medida de segurança. "É perigoso as pessoas espalharem-se por várias ruas." A manifestação da "Geração à Rasca" terá juntado pelo menos 200 mil pessoas em Lisboa e 80 mil no Porto, anunciaram os organizadores em pleno Rossio. A polícia ainda não confirmou os números. Em Coimbra, estiveram reunidas 2 mil pessoas, com gritos de ordem que passam por "O povo é quem mais ordena". Ainda não há números relativos a Leiria, Faro e Viseu. "A mobilização foi pouca porque a maior parte optou por ir para Lisboa", diz fonte da organização da manifestação. Se os números da organização se confirmarem, a manifestação da "Geração à Rasca" é a maior desde a do PREC.
"Geração à Rasca" é notícia no Financial Times
O protesto "Geração à Rasca" é noticiado no Financial Times com uma entrevista a uma jovem portuguesa e tomando como inspiração, pelo menos parcialmente, as revoltas populares no Norte de África. "Chamam-se a si próprios a geração à rasca – diplomados universitários com idades entre os 21 e os 30 anos que estão desesperados por começar uma carreira, ganhar um salário fixo e abandonar a casa dos pais", escreve o correspondente do Financial Times em Lisboa. "O único trabalho que conseguimos é experiência de trabalho", diz a jovem de 29 anos entrevistada pelo jornal britânico. O FT diz que milhares de jovens saem hoje à rua inspirados, em parte, pelas revoltas no Norte de Africa. A organização foi feita através do Facebook e até às 14:00 de hoje, mais de 65.000 pessoas disseram que iam comparecer nas iniciativas marcadas para várias cidades, entre as quais Lisboa e Porto. O jornal diz que enquanto o Governo de Lisboa reforça medidas de austeridade, com o anúncio de um novo pacote na sexta-feira, o irreverente movimento de protesto despertou um país que enfrenta a segunda recessão em três anos, atingindo uma dimensão surpreendente e dominando o debate público. "As lutas de jovens na Tunísia, no Egito e na Líbia ajudaram-nos a abrir os olhos", diz a jovem entrevistada pelo FT, uma das líderes do protesto no Porto. A jovem frisa que os manifestantes não estão a tentar provocar uma revolução, apenas querem ter uma vida melhor.
ElPais.com Internacional
Decenas de miles de portugueses se manifiestan contra la precariedad en la mayor concentración al margen de los partidos
Las convocatorias han sido promovidas por el movimiento juvenil Geração à rasca (Generación en apuros) en más de 11 localidades lusas. Decenas de miles de personas, en su mayoría jóvenes, salieron ayer a la calle para protestar pacíficamente contra "la precariedad" en Lisboa, Oporto y otras ciudades portuguesas, en la mayor movilización que se realiza en este país al margen de partidos y sindicatos desde la revolución del 25 de abril de 1974. Los organizadores aseguran que sólo en Lisboa 300.000 personas respondieron a la convocatoria de la autodenominada Geração à rasca (Generación en apuros), efectuada a través de Facebook por un reducido grupo de jóvenes hace poco más de un mes. Al margen de las cifras, lo cierto es que las manifestaciones en Lisboa y Oporto superaron todas las expectativas. "El país está en apuros" y "La precariedad no escoge edad" eran los lemas de las dos grandes pancartas que abrían la marcha en la capital portuguesa, que abarrotó de punta a punta la Avenida de la Libertad, arteria principal de la ciudad. La consigna más coreada fue "Con precariedad no hay libertad", signo de las condiciones en que viven más de un millón de portugueses, entre desempleados y trabajadores en condiciones lamentables.
"Estoy harta, pero no me callo", podía leerse en un cartel que enarbolaba una joven. Las críticas a los políticos estaba presente en toda la iconografía de las manifestaciones. Ayer quedó meridianamente claro que hay muchos portugueses que no creen en la clase política. Lo demostraron en las elecciones presidenciales del pasado 23 de enero, en las que la abstención llegó al 53,48% (más de cinco millones), y lo dijeron ayer en voz alta en las calles de 11 ciudades. Los jóvenes eran clara mayoría, pero también había padres y abuelos, porque como decía un veterano de abril "la precariedad no respeta edad". La manifestación era un cuadro variopinto de ciudades de distinta edad y condición, mucho de los cuales difícilmente responderían a una convocatoria partidista, y que ayer lo hicieron no por curiosidad.
La manifestación ha concluído en la plaza de Rossío, símbolo en Portugal por ser escenario de las mayores manifestaciones desde la revolución de los claveles del 25 de abril. "Aquí pasa todo", comentaba en inglés un portugués a un turista despistado. Tres de los cuatro jóvenes que promovieron la protesta leyeron el manifiesto que está colgado en Facebook desde el 5 de febrero. "Somos la generación con mejor educación de la historia del país", "no protestamos contra otras generaciones, protestamos por una solución y queremos ser parte de ella", "protestamos para que todos los responsables actúen en conjunto", dijeron uno tras otro João Labrincha, 27 años, Paula Gil, 26, y Alexandre Sousa Carvalho, 25 antiguos compañeros de facultad en la Universidad de Coimbra que, de la noche a la mañana, han pasado a acaparar la atención de todos los medios de comunicación. "La lucha no acaba hoy", repetía De Sousa Carvalho. En los días previos a la manifestación hubo intentos de manipulación y de sembrar la confusión, con mensajes falsos que circularon por Internet, como el que pedía un millón de personas en la calle para acabar con la clase política. Algo así como aquel "que se vayan todos" argentino en la época del corralito. Algunos comentaristas criticaron y despreciaron a los organizadores de la manifestación.
Pese al descrédito de los políticos, los promotores de Geração à rasca no son anti-partidos. Tres de ellos militan o han militado en las juventudes del Partido Socialista, Comunista y del Bloco de Esquerda. Y para evitar malas interpretaciones invitaron a los 230 diputados de la Asamblea de la República a acudir a la manifestación. "Tienen que ser parte de la solución, y para nosotros no son el problema", señaló Sousa Carvalho. "No es una protesta contra el Gobierno", añadió Paula Gil. "Hemos contactado a diputados, movimientos estudiantiles, organizaciones de la sociedad civil, religiosas, deportivas..." João Labrincha considera un éxito haber prendido la mecha. "No somos nosotros quiénes tienen que dar soluciones. Aspiramos a que la sociedad discuta en varios foros, sindicatos, partidos, ONGs... Que se refuercen los movimientos existentes y se creen de nuevos. No puede haber una sola voz, es a partir de muchas opiniones cómo se encuentran las grandes soluciones".
Jel e Falâncio, integrantes de Homes en Luta, el grupo que representará a Portugal en la 56ª edición del festival de Eurovisión en Düsseldorf (Alemania) el 10 de mayo, pusieron su música en el fin de fiesta en el corazón de Lisboa.
http://www.elpais.com/global/
Forbes.com
Amid crisis, Portuguese youth takes to streets
LISBON, Portugal -- Portugal's disgruntled Facebook generation is marching in a dozen cities, venting its frustration at grim career prospects amid an acute economic crisis that shows no sign of abating.
Some 30,000 people mostly in their 20s and 30s gathered Saturday in Lisbon's main avenue, called onto the streets by a social media campaign that harnessed a broad sense of disaffection.
Portugal, western Europe's poorest country, is producing the best-qualified generation in its history, thanks to steep investments in education. But under a huge debt burden that is widely expected to force Portugal into accepting a financial bailout like Greece and Ireland, its economy can't deliver the opportunities young people are hankering for.
Associated Press, 03.12.11, 12:05 PM EST
http://www.forbes.com/fdc/welcome_mjx.shtml
Pravda.ru
Portugal protests: Revolt of the Generations
Portuguese society took to the streets in eleven cities on Saturday afternoon. Hundreds of thousands of people of all ages and political leanings came together to send a clear message to Portugal's political class to start implementing policies which create a future for the country's youth. How many all over Europe are feeling the same frustration?
300,000 people (at least) filled Lisbon's central Avenida da Liberdade (Freedom Avenue) shouting slogans such as "Thieves out!", "Portugal! Portugal! Portugal!", "With a precarious situation, no freedom!", "Sócrates resign!" In Oporto, the Praça da Batalha was packed full, a situation repeated up and down the country.
The main characteristic of today's demonstration was that it was organised for the country's youth by the country's youth, a great deal of work having been done by voluntary civil society organizations using social networks; another feature was that those who took part were not only young people - there were demonstrators from all walks of life, all generations and all political persuasions, from the far left to the far right. They came together to tell the Government of José Sócrates: Enough!
Yet it is not only the present Portuguese government (Socialist, in name only) which is at stake - it is all the governments since the Portuguese Revolution of 1974, which have failed utterly and totally to create a model which caters for the interests of Portuguese society.
Font Size Send to friend Successive governments from the same three parties (PSD - Social Democrats; CDS-PP, Christian Democrats/Conservatives; PS - Socialist Party, currently an insult to the word Socialism) have since 1974 - for nearly four decades, wholly failed the people who elected them. One of the slogans chanted today was "President, dissolve Parliament!" Yet the strange thing in Portugal is that the people carry on electing the same Parties, maybe following the premise that if you drop water on a stone, eventually it will drill a hole.
While it is said that every people has the Government it deserves, the Portuguese people are right. The education system does its job, and very well - Portuguese students compare extremely favourably with their peers in the Erasmus Programme and the Portuguese education system has been ranked among the best in Europe. This is clear to see for those who work in Portuguese Universities.
What the Governments of these political parties have done is to destroy Portuguese industry, destroy Portuguese agriculture, destroy Portuguese fisheries and what have they created in return?
A situation in which most retired persons receive miserable pensions after a working life, a situation in which supermarket prices are equal to or higher than many richer countries, a situation in which it is practically impossible for a young person to buy a house, unless s/he has substantial savings (and how?), a situation in which a whole generation has been thrown into a collective garbage dump of professional hopelessness: the Generation of 1,000 Euros in Europe; the Generation of 500 Euros in Portugal, for the few who manage to get a job - normally in a call center.
The precarious situation in which the Portuguese youth finds itself - studying hard for years to what end? - and then in many cases working not as a full-time, fully-integrated employee but either part-time or working as a temporary or external worker, means people are unable to formulate plans for buying a car, getting credit for a house and starting a family. They are unable to start a life.
The alternative is to go abroad. Therefore it is no surprise that the anger felt by Portugal's generation of tomorrow exploded in demonstration - an orderly one - against politicians whose collective ineptitude and absurdity was summed up by the ridiculous speech from the Portuguese President Silva, who favours a liberal approach to the economy (an approach which was totally and wholly defeated in the recent economic and financial crisis) and who mentioned the importance of the family as the pillar of tomorrow's society (how? if his PSD Party has played an equal part in the failure to create a future - and his personal responsibility in the abysmal management of European Funds after Portugal's adhesion must not be forgotten - he was Prime Minister for a decade just after Portugal joined the European Community).
For the few that do manage to land a job (these days mainly those with contacts), they will find a working environment where they are supposed to work 35 to 40 hours a week like the rest of the Europeans but in fact are expected to work far longer, well outside the timetable stipulated when they signed their contract. Let us see (verbatim) how the interview works...
This happened during the past week in an office in Lisbon. A young mother went for a job interview, which started as follows: "Ah, you've got kids, eh? Well then, you don't want to work here, we start at eight and finish at the earliest at nine p.m., usually far longer, Saturdays, Sundays, nights...".
How many interviews start like that, with the expression "this is a work post, not a job"? And that, for 500 Euros, a lifetime of sacrifice, an abominable standard of living fraught with dramas and difficulties, successive governments asking for more sacrifices and falling further and further behind the rest of Europe, low salaries and high prices and then a miserable retirement pension?
It is no wonder the Portuguese took to the streets. However, you can bet that in the next election, they will once again vote for a government led by the PSD or PS. Talk about obtuse...
http://english.pravda.ru/opinion/columnists/12-03-2011/117178-portugal_revolt-0/
elmundo.es
La 'Revolución Precaria' toma las calles de Lisboa
Miles de jóvenes portugueses han llenado las calles del centro de Lisboa para gritar 'basta ya' a la precariedad laboral. "Con precariedad no hay libertad" ha sido uno de los lemas más coreados de la tarde, en una de las once acciones de protesta que se han repetido a lo largo del país. La iniciativa, apolítica, pacífica y laica, ha partido de cuatro jóvenes lusos que lanzaron el desafío a través de la red social facebook. En menos de un mes, más de 60.000 personas confirmaron que estarían en la manifestación que al final, según los organizadores, ha superado las 300.000 personas en la capital lusa. Jóvenes recién licenciados que buscan su primer empleo, trabajadores temporales con contratos precarios, becarios no remunerados, jóvenes sin contrato y muchos desempleados se han dado cita en la marcha con la que le dicen a la clase política que "están hartos" de tener que pagar una crisis que según ellos "no les pertenece".
Es el caso de Pedro Reis, desempleado de 43 años que sujetaba una pancarta en la que podía leerse 'desemprecarios', una palabra inventada con la que definen a una generación portuguesa que según los organizadores ya se extiende de los 7 a los 77. No eran solo jóvenes los que han salido esta tarde a protestar. Maria José Moreno, también en el paro a sus 60 años, se quejaba de no tener dinero para ella ni para ayudar a su familia. Su hijo, casado y con dos niños pequeños, no consigue llegar a fin de mes. En situación parecida se encuentra Emília Martins, de 47. Divorciada tras sufrir malos tratos, esta funcionaria pública gana 700 euros mensuales. Para pagar sus gastos y los de su hija, que vive con ella, tiene que limpiar casas fuera de su horario laboral.
Todos los sectores representados: No ven un futuro mucho más halagüeño un grupo de jóvenes estudiantes de Animación Sociocultural que también protestaban. Les queda un año para terminar la carrera y ponderan marcharse a vivir a España si no encuentran trabajo. Lo mismo piensa Rafael Martins, de 23 años y estudiante de Estudios Artísticos. Vive con sus padres y trabaja en un call center para pagarse la carrera. Por media jornada gana 250 euros. En su pancarta puede leerse 'trabajo temporal = esclavitud permanente'.
Muchas han sido las reivindicaciones que se han hecho oír esta tarde en todo el país. Los organizadores de la iniciativa pidieron a través de Internet que cada persona trajese una hoja A4 con su protesta y una solución para el problema. El objetivo de este movimiento cívico no es 'derribar gobiernos' como en Oriente Medio, sino cambiar el rumbo del país por un futuro más justo y social, escribieron en Facebook.
En el manifiesto que leyeron al final de la manifestación, los jóvenes de Portugal afirman que no pueden seguir aceptando la situación precaria en la que se encuentran y piden a políticos y empresarios que cambien rápidamente esta realidad que se ha hecho insostenible. En caso contrario, dicen, "se defrauda el presente, en el que no consiguen exponer su potencial; se insulta al pasado y a los sacrificios de padres y abuelos por un estado con más derechos; y se hipoteca el futuro" de un país que en estos momentos registra un 22% de desempleo entre los más jóvenes. Por eso han salido a la calle y prometen continuar con éstas y otro tipo de acciones hasta que las cosas cambien en Portugal, donde el sueldo mínimo sigue en los 485 euros y los jóvenes se enfrentan a una tasa de 22% de desempleo.
Animación y música: El momento más animado de la tarde lo protagonizaron los 'Homens da Luta' (Hombres de la Lucha), un peculiar grupo de música que ha desatado la polémica al vencer el concurso que les llevará a representar a Portugal en Eurovisión. Imitando a los cantantes de intervención de la Revolución de los Claveles de 1974, esta peculiar pareja hace una crítica a la sociedad portuguesa en general.
Junto con el grupo Deolinda y su Himno a la generación de precarios de Portugal se han convertido en las dos imágenes de una reivindicación que algunos han empezado ya a llamar Revolución Precaria. Hoy, por las calles lisboetas, volvieron a verse claveles rojos como en el 25 de abril que trajo la democracia a Portugal. Ahora, los jóvenes exigen que para haber libertad se acabe con la precariedad.
http://www.elmundo.es/elmundo/2011/03/12/internacional/1299954717.html
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