Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
Mostrar mensagens com a etiqueta Congresso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Congresso. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 28 de março de 2012

Demagogia do capitalismo yanke em marcha

VIÚVA DE ZECA AFONSO INDIGNADA COM UTILIZAÇÃO INDEVIDA DE POEMAS NO CONGRESSO DO PSD
                                                                                                       
A provocação e prepotência de um Primeiro-ministro já apelidado de neo-fascista... As eleições internas de 2010 do PSD que levaram Passos Coelho ao Governo foram fraudulentas... Foram arremessados cenouras e ovos ao carro de Passos Coelho... A fórmula da Guerra para a reeleição foi usada por Clínton, pela família Bush e por Obama pode repetir-se.
                                                                         
A viúva de José Afonso mostrou-se, este domingo, indignada com o uso, por parte do PSD, de versos da autoria do cantor no congresso do partido, que decorreu este fim-de-semana. "Quero protestar contra o uso, pelo PSD, no seu Congresso deste fim de semana, de versos de José Afonso", refere Zélia Afonso numa nota escrita. A viúva do autor de temas como "O que faz falta" e "Grândola Vila Morena" refere que fica "satisfeita" quando vê "a obra musical do Zeca a ser estudada e até interpretada, por exemplo, por jovens que nem sequer o conheceram em vida" e considera que "isso significa que a sua mensagem artística e humana permanece viva e atual". "Penso também que a sua obra ultrapassa fronteiras, por exemplo partidárias. Mas a vida e as suas canções não só nunca se cruzaram com o PPD, ou com PSD que se lhe seguiu, como estiveram, no tempo histórico em que coincidiram, em lados opostos da barreira", refere. Zélia Afonso considera que, "se fosse vivo", José Afonso "estaria na primeira fila dos que hoje, em Portugal, combatem a política neoliberal do Governo de Passos Coelho". "Porque os responsáveis do PSD não podem ter dúvidas acerca disso, além de abusiva no plano legal, a utilização de versos seus na entronização do chefe deste partido e primeiro-ministro é também manipuladora e insultuosa. A memória de José Afonso não deve e não pode ser assim desvirtuada para efeitos de propaganda", conclui. Nascido a 2 de agosto de 1929, em Aveiro, José Afonso morreu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, aos 57 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica.
                                                                                                           
VOTOS FALSOS NA ELEIÇÃO INTERNA DE PASSOS COELHO NO PSD QUE O LEVOU AO GOVERNO
                                                                                                                    
As eleições internas de 2010 do PSD que levaram Passos Coelho ao Governo foram fraudulentas... As eleições internas do PSD poderão estar manchadas por fraude numa secção do partido, em Lisboa, com votos falsos de militantes-fantasma, uso do nome de pessoas que nunca votaram e a criação de cartões de militante falsificados. A reportagem da revista Sábado aponta estes procedimentos nas eleições que conduziram Passos Coelho à presidência do partido. Algumas testemunhas confessam que receberam instruções para votar em Passos. Nuno Firmo, ex-presidente da Comissão Política da JSD, é visado, mas desmente. Um caso de alegada corrupção recai sobre o PSD e sobre o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, cuja eleição para a liderança social-democrata pode estar manchada por ilegalidade. Uma reportagem da revista Sábado denuncia práticas fraudulentas numa secção do partido, e cita testemunhos de abstencionistas, cujo nome terá sido usado para votos que não poderiam ter sido contabilizados. Os diversos relatos de casos de alegada fraude numa secção de Lisboa dizem respeito às eleições internas de 2010, que conduziram Passos à liderança do PSD e, posteriormente, ao embate eleitoral com Sócrates, nas Legislativas.
Em causa estão também cartões de militantes falsos, usando nomes de pessoas que foram envolvidos nas práticas ilícitas e, agora, denunciam o caso. Este processo acarreta uso de identidade de terceiros, assinaturas falsificadas e utilização indevida de dados pessoais, para a criação de militantes-fantasma, tendo como objetivo a criação ilegítima de votos. “Participei em eleições da seção i sem ser militante e o cartão não era meu. Votei por outros. Pediram-me para votar em Pedro Passos Coelho”, revela um estudante do ISEG, Jorge Ferreira, que vem denunciar o caso. Outra testemunha aponta nomes de alguns autores da fraude. “Pediram-me para votar no lugar de antigos militantes que já não ligavam ao partido e que nunca participaram no processo eleitoral. Diziam-se que arranjava desculpas”, conta. Uma terceira testemunha, Gonçalo Almeida, conta que desconfiava de fraude nas eleições do PSD. Pediu para mudar de secção eleitoral, para a Figueira da Foz em outubro. Diz que ficou “boquiaberto” quando descobriu que já era militante desde o mês de abril. Gonçalo Almeida garante ainda que a sua ficha de militante estava mal preenchida e lembra o caso de um colega na universidade que era do Partido Comunista Português, mas cujo nome fazia parte da lista de militantes do PSD.
Os processos de criação de militantes falsos ocorriam, segundo os testemunhos, recorrendo a inscrições para torneios na faculdade. Desta forma, os responsáveis pelos processos fraudulentos conseguiam obter dados pessoais. Um dos visados nas acusações, o ex-dirigente da JSD, Nuno Firmo, responsável pela secção i, desmente todas as palavras das testemunhas. “Dizer que foi usada identificação falsa para ir votar e culpar-me de algo que desconheço é um crime. Não sei do que se trata”, revelou. Também o líder da JSD, Duarte Marques, diz desconhecer qualquer procedimento fraudulento em atos eleitorais de qualquer secção do partido. O processo está a ser investigado no interior do PSD.
                                                                                                                                
PASSOS COELHO VAIADO RUIDOSAMENTE NO PORTO
                                                                                                                                         
Foram arremessados cenouras e ovos ao carro de Passos Coelho... O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi ontem recebido na Reitoria da Universidade do Porto por centenas de manifestantes em protesto, embora protegido por um perímetro de segurança e um forte contingente policial. À chegada dos carros oficiais, os manifestantes, muitos deles com bandeiras da CGTP, entoaram palavras de ordem. "Contra o aumento do custo de vida" e "FMI fora de Portugal! Há outro caminho" são algumas das mensagens que se podem ler nos cartazes. No local estava também um autocarro da CGTP. O primeiro-ministro entrou diretamente nas instalações da Reitoria, sem contacto direito com a população.
Pedro Passos Coelho, em dia de greve geral, participou no encerramento do centenário da Universidade do Porto. Com a manifestação da CGTP na cidade do Porto, houve oportunidade para muitas pessoas efetuarem uma receção ruidosa a Passos Coelho. O primeiro-ministro foi hoje recebido na Reitoria da Universidade do Porto por centenas de manifestantes em protesto, embora protegido por um perímetro de segurança e um forte contingente policial. À chegada dos carros oficiais, os manifestantes, muitos deles com bandeiras da CGTP, entoaram palavras de ordem. O primeiro-ministro entrou diretamente nas instalações da Reitoria, sem contacto direito com a população. Pedro Passos Coelho, em dia de greve geral, participa hoje no encerramento do centenário da Universidade do Porto. Alguns indivíduos foram agredidos pela polícia, na Praça Carlos Alberto. Segundo o que a Lusa testemunhou, um indivíduo foi preso e, na sequência da detenção, outros manifestantes perseguiram o carro da polícia. Nesse momento, agentes da polícia desferiram várias bastonadas nas pessoas que se encontravam nas imediações.
                                                                                                                   
OBAMA QUER ATACAR IRÃO ANTES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS PARA SER REELEITO
                                                                                                                  
A fórmula da Guerra para a reeleição foi usada por Clínton, pela família Bush e por Obama pode repetir-se... O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exortou hoje o Irão a resolver pela via diplomática a disputa relativa ao seu programa nuclear, mas alertou que o “tempo se está a esgotar”. Num discurso proferido na Universidade de Hankuk, em Seul, antes do início da II Cimeira de Segurança Nuclear, Obama declarou que “é hora de se resolver isto de forma diplomática, mas que o tempo se está a esgotar”. “O Irão deve atuar com a seriedade e o sentido de urgência que este momento exige” e cumprir as suas obrigações internacionais, declarou o presidente norte-americano. De acordo com Obama, “na resposta global à intransigência do Irão e da Coreia do Norte surge uma nova norma internacional. Os tratados são vinculativos, as normas são para respeitar e as violações terão consequências”. Por isso, considerou, o Irão deve aproveitar a oportunidade que representam as próximas conversações previstas com o G5+1, o grupo que reúne os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Rússia, China, Reino Unido e França – e a Alemanha, que deverão ter lugar no próximo mês, possivelmente em Istambul, na Turquia. O Irão assegura que o seu programa atómico tem como fim a produção de eletricidade, mas vários países, liderados pelos EUA, consideram que aquele é destinado ao fabrico de bombas atómicas.
                                                                                                        
                                                                                         
                                                                                                                   

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pobreza e exclusão assusta

Um em quatro portugueses corre risco de pobreza ou exclusão social
                                                                                                                          
Sem ajuda do Estado, 43% dos população estaria em risco de pobreza. União das Misericórdias aplaudem apelo de Cavaco Silva e garantem que estão prontas para fazer mais nos cuidados de saúde.
                                          
Cavaco admite que Estado deve "delegar" cuidados de saúde. Presidente da República diz que "se o Estado não tem capacidade de assegurar a qualidade e eficácia dos serviços de saúde, então deve delegar e partilhar com outras organizações, como é o caso das misericórdias". O Presidente da República defende que todos os cidadãos têm direito a cuidados de saúde de qualidade, mas considera que os que mais têm devem contribuir mais e o Estado deve delegá-los noutras organizações se não conseguir custeá-los. "Em democracia nenhum cidadão pode ser excluído dos cuidados de saúde por causa dos seus rendimentos. Por isso, podemos pedir às misericórdias que prestem esse cuidados se fizerem com melhor qualidade e eficiência", afirmou Cavaco Silva, na cerimónia de inauguração do Hospital da Misericórdia de Loulé. A nova unidade de saúde alia serviços privados e públicos e foi recuperada ao abrigo de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Loulé, a Câmara local e o Estado, que dispõe de uma Unidade de Cuidados Continuados que integra a rede nacional no local. Cavaco Silva enalteceu o exemplo e disse que "se o Estado não tem capacidade de assegurar a qualidade e eficácia dos serviços de saúde, então deve delegar e partilhar com outras organizações, como é o caso das misericórdias". Face às dificuldades financeiras, acrescentou, "há obrigação de pensar de forma objectiva e desapaixonada sobre a melhor forma de responder à emergência social que o país atravessa". O Presidente da República disse que "a prestação de cuidados de saúde pelo Estado atravessa uma encruzilhada. São vários os modelos que se têm discutido e as soluções apresentadas", realçando que se têm sublinhado "os elevadíssimos encargos com a saúde", situação que "requer uma gestão muito racional, para que a Saúde também contribua para a diminuição dos desperdícios e o aumento da produtividade". Para Cavaco Silva, "independentemente dos modelos e soluções que venham a ser adoptados", há um ponto que não pode ser ignorado: "Os cidadãos têm o legítimo direito a cuidados de saúde de qualidade e eficazes, independentemente da sua situação económica". Considerou ainda que "a saúde não é imune ao princípio da justiça social", razão pela qual, concluiu, "cidadãos com diferentes rendimentos podem eventualmente dar diferentes contribuições para a distribuição dos encargos com a Saúde".
                                                                                                          
União das Misericórdias garantem que estão prontas para fazer mais nos cuidados de saúde.
                                                                                                                              
Quase 18% da população portuguesa vive em risco de pobreza, com menos de 434 euros para gastar por mês. Se juntarmos a este indicador o risco de exclusão social, a percentagem ultrapassa os 25%, ou seja, um em cada quatro residentes no país. Os números, avançados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) com base nos inquéritos sobre as Condições de Vida realizados no ano passado, revelam ainda que a taxa de risco de pobreza aumenta no caso dos idosos, das mulheres, dos adultos que vivem sós, dos casais com três ou mais crianças e em situações de desemprego. Mas o pior cenário encontra-se nos agregados com apenas um adulto e uma ou mais crianças - aqui, o risco de pobreza dispara para os 37%. O INE conclui que as transferências sociais contribuíram para diminuir a população em risco. "Considerando apenas os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, 43,4% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2009". No relatório lê-se que 9% da população - quase uma pessoa em cada dez - vive em privação material severa, ou seja, não tem acesso a quatro ou mais itens de uma lista de nove considerados essenciais. Cerca de 15% vive em casas demasiado pequenas e 5,6% em condições severas de privação habitacional, sem casa de banho ou com problemas de humidade, por exemplo. E quase 5% dos agregados gastam mais de 40% do rendimento disponível com a casa, o que é considerado uma sobrecarga. Em Portugal, os ricos ganham 9,2 vezes mais que os pobres, mas diferença está a diminuir. "O rendimento monetário liquido equivalente dos 20% da população com maiores recursos correspondia a 5,6 vezes o rendimento dos 20% da população com mais baixos recursos, mantendo-se a tendência decrescente registada por este indicador".
                                                                                                 
Misericórdias querem entrar nos hospitais do Estado
                                                                                                             
União das Misericórdias aplaudem apelo de Cavaco Silva e garantem que estão prontas para fazer mais nos cuidados de saúde. As misericórdias querem reforçar a sua presença no sistema público de saúde e voltar a gerir hospitais que agora são geridos pelo Estado. O presidente da União das Misericórdias diz que é possível fazer mais e mais barato do que nos hospitais públicos. Misericórdias prontas para gerir hospitais sob alçada do Estado. Manuel de Lemos ainda não foi recebido pelo novo ministro da Saúde, mas já sabe o que vai propor: alargar ao resto do país o acordo que o anterior Governo fez nalgumas localidades. “Há ai hospitais que são das misericórdias e que estão na gestão do Estado”, mas que podem voltar à gestão das misericórdias, garante. Animado pelas palavras do Presidente da República, que aconselhava o Estado a delegar tarefas se houver quem faça melhor e por menos dinheiro, Manuel Lemos garante que é precisamente este o caso. “O Estado contrata ‘x’ consultas, ‘x’ sinergias por aquele preço e as misericórdias que se desengomem…. Não vai haver défice”.
Administradores hospitalares estão contra. Já os administradores hospitalares não concordam que o Estado faça novos acordos com as misericórdias. O presidente da Associação, Pedro Lopes, defende que em vez de colocar o dinheiro nas mãos de privados ou no sector social, o Estado devia investir mais nos hospitais públicos. Cavaco pronunciou-se sobre matéria que não é da sua competência, Pedro Lopes. Contesta também a posição assumida por Cavaco Silva numa matéria que considera não ser da sua competência: “nós temos a maior consideração pelo Presidente da República, mas parece-me que esta é uma matéria de Governo”, conclui.
                                                                                                          
Hospitais públicos perdem 46 cirurgiões e 20 ortopedistas num só ano
                                                                                                                         
A pediatria, por seu lado, ganhou 26 profissionais em 2009. Os hospitais públicos perderam, num ano, 46 cirurgiões, 20 ortopedistas e 13 otorrinos, as especialidades que mais clínicos viram sair, segundo um relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS), relativo a 2009. O documento mostra que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) tinham, em 2009, quase mais 300 médicos do que no ano anterior, mas muitas especialidades perderam clínicos. É o caso da cirurgia geral (que ficou com menos 46 especialistas), da ortopedia (menos 20), da dermatologia (menos 12 médicos) e da psiquiatria (menos 17). Obstetrícia, gastrenterologia, medicina interna, oftalmologia, otorrino e urologia são as outras especialidades que ficaram com menos clínicos. Para um saldo positivo contribui a pediatria, que ganhou 26 profissionais, e a pneumologia, com mais 17 especialistas. A cardiologia manteve os seus 411 médicos. Segundo o documento da DGS, houve um acréscimo de 47 especialistas, mas em áreas que não são as mais procuradas e que não surgem especificadas no documento. Além disso, para o saldo positivo de médicos por especialidade contam também os médicos do internato. Já os enfermeiros registaram um acréscimo significativo nos hospitais públicos, com mais 1.021 profissionais em 2009, com crescimento em todas as áreas: cirurgia, saúde infantil, obstetrícia e saúde mental e psiquiátrica.
                                                                                                                                     
Morrem mais doentes nos hospitais ao fim-de-semana e à noite
                                                                                                                                   
Ainda assim, o estudo revela melhorias relativamente a 2006. Especialista aconselha reforço das equipas. Morrem mais pessoas do que o esperado ao fim-de-semana, e à noite. Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública revela que, durante o ano de 2009, morreram mais 12 mil pessoas do que o que seria expectável nos hospitais públicos durante a noite e o fim-de-semana. Ainda assim, os dados relativos a 2009 traduzem uma situação melhor do que há três anos. Os óbitos registados em excesso durante o fim-de-semana representavam 16% em 2006, quando são de 13% em 2009. Carlos Costa, professor da Escola de Saúde Pública e responsável pelo estudo, defende, em declarações à agência Lusa, que os dados significam que a oferta nos hospitais públicos não está devidamente organizada em relação à procura. Aconselha ainda um reforço à noite e ao fim-de-semana.
                                                                                                        
A população mundial deve atingir os sete mil milhões de habitantes ainda em 2011. É o dobro dos habitantes de há 50 anos.
                                                                                                               
Os dados, divulgados hoje em pleno Dia Mundial da População, reflectem um crescimento que aumenta as preocupações com a forma de alimentar todos e com a sobrecarga para os recursos naturais. População de Meda a descer. Em Portugal,  Meda, no distrito da Guarda, que em 10 anos passou de 6.000 habitantes para 5.200 - é um dos concelhos que mais habitantes perdeu. A emigração tem ditado o destino de muitos. “Há falta de emprego, acima de tudo”, confessa um dos que ficaram, ouvido no café principal da cidade. Montijo com mais habitantes do que há 10 anos. No outro extremo, está o concelho do Montijo. Às portas de Lisboa, e na última década, este concelho registou um aumento de residentes superior a 30%. António Santos, 85 anos, explica este crescimento do Montijo: “O Montijo cresceu na população, porque veio a ponte Vasco da Gama e as pessoas daquele lado vieram todas viver para aqui”.
                                                                                                        
População portuguesa cresceu 1,9% desde 2001
                                                                                                                    
Resultados preliminares dos Censos 2011 confirmam que Portugal continua ser um país com mais mulheres que homens - existem 92 homens por cada 100 mulheres. Somos 10.555.853. Em dez anos, a população residente em Portugal cresceu ligeiramente (1,9%), sobretudo devido à imigração, segundo dados provisórios dos Censos, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. Fernando Casimiro, do INE, revela que o número de famílias também aumentou (11,6%) nos últimos dez anos, mas o número médio de membros por família desceu de 2,8 para 2,6. Lisboa e Algarve são os campeões nacionais das famílias mais pequenas. Os resultados confirmam que Portugal continua ser um país com mais mulheres que homens: em 2001 existiam 93 homens por cada 100 mulheres, agora são 92 homens por cada 100 mulheres. Além disso, as principais cidades nacionais estão a perder população para os concelhos periféricos. A perda no Porto foi de 9,7% na última década. Em Lisboa a queda de residentes foi de 3,4%. A nível nacional, os municípios que mais ganharam população foram Santa Cruz, na Madeira, e Mafra, na região de Lisboa, mais 40% . Com maiores perdas, superiores a 20%, destacam-se os municípios de Alcoutim e Armamar. Os Censos 2011 custaram cerca de 46 milhões de euros ao Estado - 20 por cento a menos do que a factura dos censos anteriores, em 2001, a preços corrigidos. Cerca de metade da população respondeu aos questionários pela Internet.
                                                                                                           
OMS: 39% dos idosos portugueses são vítimas de violência
                                                                                                                  
Por dia, na Europa, quatro milhões de idosos são vítimas de humilhações, quer físicas quer psicológicas. Bofetadas, murros, socos, queimaduras no corpo e cortes propositados são algumas das agressões mais comuns. Portugal está no grupo dos cinco piores países europeus no tratamento aos mais velhos: 39% são vítimas de violência, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Relatório de Prevenção contra os Maus Tratos a Idosos, que analisa as agressões dos últimos cinco anos contra os mais velhos (num universo de 53 países europeus), pode ler-se que "Portugal tem um sério problema no que respeita aos maus tratos contra idosos." Escreve o "Público", que 39% dos idosos portugueses são vítimas de abusos. Desta lista negra fazem parte apenas mais quatro países: Sérvia, Áustria, Israel e República da Macedónia. Os dados mostram ainda que 32,9% são vítimas de abusos psicológicos, 16,5% de extorsão, 12,8% de violação dos seus direitos, 9,9% de negligência, 3,6% de abusos sexuais e 2,8% de abusos físicos. Por dia, na Europa, quatro milhões de idosos são vítimas de humilhações, quer físicas quer psicológicas. A directora da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, considera a situação “muito grave”. “A população europeia está cada vez mais envelhecida, por isso é urgente que os governos resolvam este problema social o mais rápido possível, e que os serviços de saúde prestem socorro às vítimas de maus tratos”, escreve a responsável no relatório. Em 2050, estima-se que um terço da população terá mais de 60 anos.
                                                                                                                             
Bombeiros "conhecem bem fenómeno dos idosos abandonados”
                                                                                                                                         
Liga de Bombeiros Portugueses esteve reunida com Governo para analisar transporte de doentes e vai entregar ao Ministério da Saúde um regulamento com as especificidades do seu serviço de transporte de doentes. Os bombeiros querem dividir a factura do transporte de doentes idosos com o Ministério da Solidariedade Social. No final de uma reunião com Óscar Gaspar, secretário de Estado da Saúde, Duarte Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, referiu que a emergência social não é um problema exclusivo do Ministério da Saúde. “Hoje existe um fenómeno que está visível na sociedade, mas que nós conhecemos há muito tempo, que é o fenómeno do abandono do idoso, o fenómeno dos idosos que morrem sozinhos, o fenómeno dos idosos que têm dificuldade nos acessos aos cuidados de saúde. Esta é uma realidade do país profundo que nós conhecemos e para a qual começa a estar evidente: não há resposta para este público-alvo da população. Evidentemente, também consideramos que não é legítimo exigir ao Ministério da Saúde que seja este Ministério a responder a essa realidade”, disse. Na reunião com o secretário de Estado Óscar Gaspar, ficou decidido dar aos bombeiros uma semana para apresentar uma proposta de regulamento de transporte de doentes. É um retomar das negociações, mas com os mesmos pontos em agenda. “O nosso objectivo é ver garantidas duas questões essenciais: que todos os cidadãos que tenham necessidade do transporte a ele tenham acesso; que seja salvaguardada a especificidade do operador 'bombeiros' relativamente aos demais operadores, dada a nossa natureza social, que não actua para gerar lucros”, refere. Duarte Caldeira vai apresentar a proposta de regulamento no congresso de sábado e promete ser "inflexível".
                                                                                                                               
Portugueses receiam ser “fardo” para a família na velhice
                                                                                                                                        
Segundo o estudo, além da dor, os portugueses receiam uma situação de doença incurável ou em fase terminal. Mais de metade (51%) prefere morrer em casa. Os portugueses receiam ser um fardo para a família na velhice e metade quer ficar em casa até aos últimos dias de vida. É o que avança um estudo internacional (PRISMA) que contou com a participação da Universidade de Coimbra, através do Centro de Estudos e Investigação em Saúde (CEISUC). Segundo este trabalho, além da dor, os portugueses receiam uma situação de doença incurável ou em fase terminal e 51% prefere morrer em casa – ainda assim, a percentagem mais baixa dos oito países analisados. Para o coordenador da equipa portuguesa, Pedro Ferreira, estes resultados revelam que “é necessário repensar a situação do Estado Social e, em particular, dos cuidados de final de vida”. “Muitas pessoas ignoram o que são os cuidados paliativos ou como beneficiar deles. Portugal ainda está na infância dos cuidados continuados integrados, embora esteja a caminhar bem”, explica o investigador. Pedro Ferreira espera que os dados obtidos no âmbito do projecto PRISMA, além de contribuírem para o debate de temas como o testamento vital, possam ter um reflexo directo na melhoria da qualidade de vida dos doentes terminais. Deste trabalho vai sair também um guia dirigido a profissionais do sector da saúde, com indicações sobre avaliação de sintomas e as melhores práticas para a melhoria da qualidade de vida destes doentes.
                                                                                                                                  
Autarca socialista defendeu regionalização no Congresso decorreu em Coimbra
                                                                                                                           
Na recta final do Congresso Nacional de Municípios, que decorreu em Coimbra, a questão da regionalização surgiu pela boca de um socialista. Rui Solheiro, presidente da Câmara de Melgaço, exige que o país se regionalize e com urgência. “Defendemos com firmeza e com clareza este instrumento que são as regiões administrativas para um desenvolvimento mais equilibrado no país”, disse o também presidente dos autarcas socialistas. Este congresso ficou também marcado por muitas ausências, desde logo dos autarcas de alguns dos maiores municípios do país (Lisboa, Porto e Vila Nova de Gaia, por exemplo).
                                                                                                                           
Detidos no Algarve três suspeitos ligados ao IRA
                                                                                                                                            
Os homens têm ligações ao crime organizado na Irlanda do Norte, possivelmente a grupos dissidentes do IRA. A Polícia Judiciária deteve, no Algarve, três homens suspeitos de tráfico de armas, com ligações ao crime organizado na Irlanda do Norte, possivelmente a grupos dissidentes do IRA, o Exército Republicano Irlandês. A associação dos três detidos a elementos dissidentes do grupo terrorista irlandês foi confirmada à Renascença, por fontes da Judiciária. Já o site da Polícia Judiciária apenas refere a operação da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo e da detenção de três homens, dois de nacionalidade estrangeira e um outro de nacionalidade portuguesa que, diz a Judiciária, integravam uma estrutura que se dedicava ao tráfico internacional de armas. Os detidos, com idades compreendidas entre os 38 anos e os 59 anos, estão à disposição judicial para um primeiro interrogatório. O IRA foi uma organização considerada terrorista, mas em 28 de Julho de 2005 anunciou ter posto fim à “luta armada” e participou num processo de entrega das armas. Alguns dos seus antigos elementos recusaram abandonar a violência contra as tropas britânicas, mantendo uma actividade de tipo mafioso com assaltos a bancos e tráfico de armas. Os estrangeiros ficaram detidos aguardar processo criminal.
                                                                                                                                  
Natureza periférica torna Portugal "apetecível" para grupos terroristas
                                                                                                                         
Judiciária deteve, no Algarve, três homens suspeitos de tráfico de armas, com ligações ao crime organizado na Irlanda do Norte, possivelmente a grupos dissidentes do IRA, o Exército Republicano Irlandês. O presidente do Observatório de Segurança e Terrorismo (OSCOT) disse hoje que a localização periférica torna Portugal "apetecível" para operações de grupos terroristas, considerando que apesar de não ser uma prioridade da política de segurança tem havido alguma atenção ao fenómeno. "Estamos numa zona periférica que é apetecível. Não é pelo facto de termos as polícias menos atentas. É evidente que eles [terroristas] sabem que não temos o terrorismo na primeira página da nossa agenda de segurança, mas tem havido um mínimo de cooperação internacional e de atenção das nossas autoridades para poder deter estes indivíduos e desmantelar estes grupos que por cá se vão estabelecendo", disse José Manuel Anes. Natureza periférica torna Portugal "apetecível" para grupos terroristas O presidente do OSCOT comentava assim a detenção sexta-feira em Olhão de dois presumíveis elementos de uma facção dissidente do Exército Republicano Irlandês (IRA), o auto-intitulado IRA-Verdadeiro. “O Algarve é muito apetecível porque há muitos turistas estrangeiros e assim passam sempre despercebidos. Aqui dá menos nas vistas do aparecerem noutras zonas do país, sobretudo nesta altura do Verão: é perfeitamente normal que hajam irlandeses, escoceses ou espanhóis”, explicou ainda. Na mesma operação, foi ainda detido um cidadão português, que serviria como intermediário na compra de armas para o grupo.
                                                                                                                
Tráfico de drogas é principal causa da prisão de portugueses no Brasil
                                                                                                                   
No final do ano passado estavam presos 95 cidadãos, com idades entre os 20 e os 25 anos. Maioria foi apanhada em flagrante quando actuava como correio de droga. O tráfico de drogas está na origem da quase totalidade das detenções de portugueses no Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça e da defensoria pública do Brasil. A maioria foi apanhada em flagrante quando actuava como correio de droga, ou "mula", na linguagem brasileira. O número de portugueses detidos nas prisões brasileiras aumentou 41,8% entre Dezembro de 2008 e Dezembro de 2010. Em geral, os presos têm origem pobre. São, em grande parte, jovens portugueses com idades entre os 20 e 25 anos, mas também há registo de idosos, afirmou à Agência Lusa o defensor público federal brasileiro Gustavo Henrique Virginelli. Normalmente, os correios de droga não passam do aeroporto, porque são detidos ali mesmo, mas o defensor brasileiro diz que já defendeu um casal preso num hotel do centro de São Paulo.
Detidos sem dinheiro para a defesa. A maioria não tem dinheiro para contratar um advogado. Por esse motivo, a defesa dos portugueses fica sob a responsabilidade da Defensoria Pública. O Consulado-Geral de Portugal em São Paulo, Estado que é a principal porta de entrada do país, não tem um departamento jurídico próprio. "É muito raro portugueses conseguirem a liberdade provisória, porque não têm vínculos com o país. Acabam ficando presos durante todo o processo", diz Gustavo Henrique Virginelli. Como as penas não são longas, o normal é que sejam cumpridas quase totalmente no Brasil. E mesmo depois de cumprirem a pena os portugueses não ficam livres de outras sanções. Após o cumprimento da pena, explica Virginelli, os estrangeiros ainda esperam presos pelo processo de expulsão. "Eles ficam eternamente proibidos de voltar ao Brasil", diz. Para o defensor federal, as actuais dificuldades financeiras da Europa, e em Portugal em concreto, tornam muitos portugueses presas fáceis dos traficantes.
                                                                                                                     
Sócrates vai finalmente estudar... política
                                                                                                                 
José Sócrates pede licença sem vencimento na Covilhã, argumentando que qer acabar os estudos. O antigo primeiro-ministro quer ir para Paris e regressar aos estudos. José Sócrates pediu, nos termos da lei, uma licença sem vencimento das funções de engenheiro na Câmara da Covilhã. O objectivo é ingressar numa instituição universitária internacional, disse à Agência Lusa fonte próxima do ex-primeiro-ministro. Segundo foi noticiado deve dedicar-se ao estudo da Filosofia, em Paris. José Sócrates é funcionário do quadro da Câmara da Covilhã, cidade onde cresceu, num lugar da carreira de engenheiro técnico. Viria a deixar de exercer funções no município em 1987 quando foi eleito deputado na Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Castelo Branco.
                                                                                                           
                                                                                                  
                                                                                                         

segunda-feira, 11 de abril de 2011

2ª. Baixa (de crédito) no PSD

Candidato contra Cavaco, é candidato... pelo PSD
                                                                                                                   
As voltas que a (má) política dá!... Depois de Manuela Ferreira Leite declinar o convite para encabeçar a lista do PSD por Lisboa, Passos Coelho volta-se para Fernando Nobre, o qual já apoiou bloquistas e socialistas... Depois, quem virá a seguir?
                                     
Fernando Nobre, ex-candidato à Presidência da República contra Cavaco Silva, vai ser o nº 1 por Lisboa, e também candidato à presidência da AR, no caso dos sociais democratas virem a formar Governo. O ex-candidato nas presidenciais de Janeiro foi agora o escolhido de Pedro Passos Coelho. Fernando Nobre é cabeça de lista do PSD por lisboa e candidato à Presidência da Assembleia da República (AR), apurou a Renascença. O presidente do Partido Social Democrata já confirmou a escolha, através da sua página oficial no Facebook. Pedro Passos Coelho manifesta a sua satisfação pelo facto de Fernando Nobre ter aceite o convite, sublinhando que "se tratava de uma iniciativa arriscada e que não seria fácil conseguir um sim da sua parte, pois o doutor Fernando Nobre foi candidato a Presidente da República e não contou, nessa ocasião, com o apoio do PSD".
Passos Coelho acrescenta que decidiu fazer o convite "em nome do interesse nacional", lembrando a adesão de muitos cidadãos à candidatura de Fernando Nobre, nas últimas eleições presidenciais, "uma adesão muito importante de cidadãos que se têm mostrado progressivamente desiludidos com a política e com as instituições". O líder do PSD considera que estava perante "uma oportunidade única": "Tentar convencer alguém que gerou, com a sua candidatura presidencial, uma nova esperança de cidadania livre, a levar essa esperança ao Parlamento", afirma na mensagem publicada no Facebook. Fernando Nobre nos últimos anos já apoiou bloquistas nas europeias e socialistas nas autárquicas, agora o médico fundador da AMI vai encabeçar a lista do PSD a Lisboa como independente depois de ter garantido que o seu futuro não passaria pela criação de qualquer partido político nem a sua participação política no âmbito dos partidos existentes.
                                                                     
Fernando Nobre “é uma aposta arriscada” do PSD
                                                                                                        
O professor Marcelo diz que a banca é que decidiu e governou o país na última semana. Marcelo Rebelo de Sousa considera que a escolha de Fernando Nobre para cabeça de lista do PSD em Lisboa “é uma aposta arriscada”. “É um risco assumido. Pode ter um grande sucesso, se trouxer uma transferência e uma abertura à esquerda, ou não ter esse sucesso se os votos não forem transferíveis de eleição para eleição”, disse o professor universitário. No seu habitual comentário na TVI, Marcelo receia ainda que a campanha eleitoral que se aproxima se limite a discutir nomes, como Ferro Rodrigues e Fernando Nobre, em vez dos problemas do país. “Aquilo que é fundamental para nós, que é como vão ser os salários, os impostos, não se fala. Fala-se de Ferro Rodrigues ou Fernando Nobre. Isso é muito interessante, mas não é o essencial. Nesta eleição [PS e PSD] vão ter que se entender porque se não se entenderem não vem o dinheirinho”, acrescenta. Rebelo de Sousa aproveita para criticar o silêncio dos partidos do centro, que lidam com estas eleições como se fosse apenas mais uma. Nem PS nem PSD estão a abordar os problemas do país. O comentador da TVI acrescenta que a banca é que decidiu e governou o país na última semana.
                                                                    
Congresso do PS: E agora, Zé?
                                                                                                         
Os socialistas estiveram reunidos em Matosinhos entre sexta e domingo. Fica a questão: para que serviu o congresso? Como é que o primeiro-ministro que disse que se recusava a governar com o FMI se recandidata ao cargo depois de ter aberto a porta ao FMI? A pergunta que todos queriam fazer a José Sócrates não teve resposta durante os três dias do XVII congresso socialista, que decorreu este fim-de-semana em Matosinhos. A pergunta não teve resposta, como não tiveram resposta muitas outras, porque por muito que os jornalistas tenham corrido, atropelado, perguntado, o primeiro-ministro não falou com os repórteres. Sim, José Sócrates, o líder do PS, não respondeu a perguntas - durante três dias, o secretário-geral do partido só falou para o congresso e só escutou do congresso aquilo que quis escutar. Assim, é preciso encontrar as respostas no próprio congresso, esse imenso comício que juntou cerca de dois mil socialistas, quase todos dispostos a aplaudir o líder que foi somando vitórias esmagadoras nas directas, na moção, na eleição da comissão nacional.
Os seus pares – os antigos líderes, os barões e os candidatos à sucessão, que se foram sucedendo a fazer declarações de apoio e fidelidade – passaram-lhe um cheque, um cheque aparentemente em branco, mas que será cobrado a 5 de Junho, dia das legislativas antecipadas. Sócrates – como o gladiador do filme cuja música acompanha as suas entradas em cena – vai mostrando uma admirável capacidade para se levantar, por muito grande que seja a pancada; sabe que vai “morrer”, mas quer “morrer” na arena e acredita que ainda pode sobreviver ao próximo combate. E para lutar pela sobrevivência, adapta-se às circunstâncias: o primeiro-ministro que não governaria com o FMI vai, afinal, liderar as negociações e recandidata-se porque - diz o próprio - só ele pode salvar a Pátria de aventuras, porque só ele tem a experiência, a capacidade de liderança, a projecção internacional para conduzir o país em tão graves circunstâncias; só ele pode ainda salvar o que resta do Estado social, só ele pode salvar a Caixa Geral de Depósitos, a escola pública e o serviço nacional de saúde. Sócrates já sabe que não o poderá fazer sozinho. E, por isso, acabou por admitir implicitamente alianças pós-eleitorais. Por isso, colocou a questão de quem vai liderar a governação e não de quem vai governar. E foi para isto – para lançar a mudança de discurso, para dar o mote à campanha eleitoral – que serviu o congresso de Matosinhos. Tudo o resto foi cenário, destinado a dar força, história, palmas e enquadramento, mas cenário. E, se as coisas não lhe correrem bem, o cenário muda. Ora, esse novo cenário já começou a ser desenhado no palco de Matosinhos e fora dele.
                                                           
Na linha de sucessão
                                                                                              
Se o discurso não resultar, se o cenário não convencer, se o gladiador não sobreviver, chegará, então, a hora da sucessão. E o congresso de Matosinhos também serviu para medir as forças e a coragem dos candidatos a candidato. De um lado, uma "troika" – Costa, César e Assis - que subiu ao palco para, à vez, declarar o apoio ao ‘Zé”; do outro, António José Seguro, um eterno candidato a candidato que encenou uma entrada de quase líder na Exponor, mas que não chegou a subir ao palco. Seguro há muito que vem fazendo o seu trabalho junto das bases do partido. Dizem dele que tem “tropas”, mas que uma boa parte dessas “tropas” ainda está com Sócrates. Já Assis – que nos últimos meses subiu de cotação, sobretudo para fora do PS – não tem tropas, nunca teve, fez grande parte do seu nome e da sua carreira contra o aparelho. Mas tem dois generais – Costa e César – que podem pôr as suas tropas ao serviço do ainda líder parlamentar. Ou podem usá-las em próprio favor. Tudo depende de 5 de Junho, dia em que pode ser necessário reler o discurso de Jaime Gama sobre a teoria da substituibilidade.
                                               
Militante acusa Sócrates de levar Portugal à bancarrota
                                                                                                                        
Discurso tardio valeu-lhe os primeiros assobios no 17º congresso nacional do PS. Rómulo Machado quebrou o discurso de unidade em torno do secretário-geral do partido, José Sócrates, e acusou o líder socialista de levar Portugal à bancarrota. O discurso, proferido já na madrugada de domingo, valeu-lhe os primeiros assobios no 17º congresso nacional do PS, em Matosinhos. “Tenho pena que não esteja aqui o nosso secretário-geral, porque gosto de dizer estas coisas na presença das pessoas. Entendo que o primeiro-ministro que nos conduziu a esta situação e que conduziu Portugal a uma situação de bancarrota não tem condições para nos fazer sair dela”, afirmou o militante socialista. Mal subiu ao púlpito, o militante fez questão de “protestar” contra a forma como decorreram os discursos, com “muitíssimas” intervenções de camaradas da “nomenclatura com uma chocante desigualdade na atribuição dos tempos”. “O congresso não pode ser transformado num comício. Um congresso de um partido democrático deve ser sobretudo um momento alto de debate e confronto de ideias e não de aclamação de um líder”, criticou. No final da intervenção, o responsável pelos trabalhos e presidente do partido, Almeida Santos não fez qualquer comentário. “O camarada tem, como militante socialista, o direito à sua opinião.”
                                                               
Governo "vai liderar" negociações da ajuda externa. PEC 4 é a base
                                                                                                     
No discurso de encerramento do congresso do PS, José Sócrates voltou a responsabilizar a oposição pelo actual estado do país. “Quão triste foi chumbar o PEC 4 e três semanas estar a negociar com base nesse projecto." José Sócrates afirmou ontem que o Governo "vai assumir a responsabilidade de liderar" as negociações para o pedido de ajuda externa. Durante o congresso do PS, que terminou hoje em Matosinhos, o primeiro-ministro demissionário avançou que o PEC 4, que foi rejeitado no Parlamento, vai ser a base das negociações. "E sem outros comentários, lembro apenas que, como já foi decidido pelas instituições europeias, a base destas negociações será o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) apresentado pelo Governo e já apoiado em Bruxelas", disse. “Quão triste foi chumbar o PEC4 e três semanas estar a negociar com base nesse projecto", acrescentou.
Num discurso ao ataque, José Sócrates voltou a responsabilizar a oposição pela actual situação do país. "Vejo que alguns dos que provocaram esta crise política, precipitando eleições antecipadas, ensaiam agora um jogo de empurra, como se não lhes competisse fazer nada para remediar o mal que provocaram. Vejo que a única coisa em que pensam alguns é sacudir a água do capote. Vejo que alguns se andam a esconder atrás dos arbustos”, referiu. "Eles fogem a comprometer-se, não porque estejam a pensar no país, mas porque estão a pensar nas eleições. Pois bem: chega de aventuras, chega de jogar às escondidas, chega de irresponsabilidades", acusou. “Os portugueses podem estar seguros: não encontrarão o PS escondido atrás dos arbustos ou a assobiar para o lado”, prosseguiu o secretário-geral do PS. “O momento exige elevação política e sentido de Estado.” Tal como no discurso de abertura do congresso, na passada sexta-feira, José Sócrates voltou a acusar os demais partidos de "cobiça de poder". "Portugal foi arrastado para uma crise política que era totalmente evitável. Uniram-se para destruir, não para construir fosse o que fosse."
                                                            
Governo maioritário
                                                                                                                       
José Sócrates considera que o actual contexto impõe um Governo estável. “A gravidade da situação torna absolutamente necessário que das próximas eleições saia um Governo maioritário, um Governo forte, que se baseie num verdadeiro compromisso social e político pela reforma e pela modernização do país." Ainda em em relação às eleições de 5 de Junho, José Sócrates deixou um apelo que fez levantar a plateia de congressistas socialistas no pavilhão da Exponor. “Apresentaremos as nossas ideias e candidatos às eleições legislativas e enfrentaremos com confiança o julgamento democrático dos portugueses. Como alguém disse neste congresso, uma oposição irresponsável pode ter feito cair o Governo, mas fez levantar o PS." O líder socialista traçou ainda um quadro de bipolarização no que respeita à principal questão em jogo nas próximas eleições. “Este não é o momento para dispersar votos em partidos que vivem apenas do protesto, que se auto-excluem de qualquer entendimento e que nunca, nem no passado, estão disponíveis para construir seja o que for”, disse, numa alusão crítica ao Bloco de Esquerda e ao PCP. Na passada sexta-feira, já tinha pedido exactamente o mesmo. José Sócrates voltou a afirmar que o congresso do PS "foi uma grande lição de unidade" e "mostra aos portugueses" que os socialista têm "ideias conhecidas e claras". "A nossa agenda não é uma caixinha de surpresas, feita de ideias vagas e de palavras vazias".
                                                                                 
Mulher iludiu segurança no aeroporto de Faro
                                                                                                                                     
As autoridades evacuaram a sala de embarque do Aeroporto de Faro depois de uma mulher ter conseguido aceder ao local sem passar pelo controlo normal da polícia, passando pelo raio X. O caso da mulher que iludiu a segurança e obrigou à evacuação da sala de embarque do Aeroporto de Faro vai ser alvo de um inquérito, disse à Lusa fonte do Comando da PSP de Faro. "Não é normal isto acontecer. Poderá ter havido uma falha e a PSP vai avançar com um inquérito de segurança no Aeroporto de Faro", declarou à Lusa o comandante da PSP de Faro, intendente Vítor Rodrigues, acrescentando que o objectivo é perceber se a polícia teve alguma responsabilidade no caso. As autoridades evacuaram ontem à tarde a sala de embarque do Aeroporto de Faro depois de uma mulher ter conseguido aceder ao local sem passar pelo controlo normal da polícia, passando pelo pórtico de raio X. A mulher ainda não foi identificada pelas autoridades, mas a normalidade foi reposta no aeroporto da capital algarvia pelas 20h30, disse o intendente Vítor Rodrigues. O incidente ocorreu cerca das 17h00, obrigou ao adiamento do voo da companhia aérea Ryanair, com destino a Inglaterra, e todos os passageiros que iam embarcar no avião tiveram que passar novamente pelos procedimentos habituais de segurança, explicou o porta-voz da empresa aeroportuária ANA, Rui Oliveira.
                                                                       
                                          
                          

domingo, 10 de abril de 2011

Fim de Semana quente...

UE começa a dar sinais de impaciência
                                                                                                           
Reacção surge na sequência das sucessivas declarações públicas dos dirigentes políticos portugueses, e no debate público sobrte a ajuda financeira a Portugal pelo fundo europeu.
                                                
O comissário europeu dos Assuntos Económicos pede aos responsáveis portugueses para evitar recados públicos sobre a ajuda externa que vai ser negociada. É a resposta de Olli Rehn às declarações de Cavaco Silva, que pediu esta tarde à União Europeia para disponibilizar um auxílio intercalar, que não ponha em causa a negociação posterior com o Governo que sair das eleições. As sucessivas declarações públicas de responsáveis portugueses parecem começar a tirar a paciência à Comissão Europeia. “Já mostrámos tanto imaginação como responsabilidade no que toca a ultrapassar as dificuldades económicas de Portugal. Para bem de Portugal e da Europa, prefiro não ter um diálogo público diário com os líderes portugueses, mesmo que estes o possam apreciar muito”, disse Rehn. Antes, o Presidente da República tinha pedido um auxílio intercalar. “O que precisamos agora é de um programa interino, para que o próximo Governo participe nas negociações finais. Isto é compreensível, porque será o próximo Governo a implementar o programa. Assim, precisamos de alguma imaginação das instituições europeias para encontrar um programa interino apropriado”, referiu. A partir de Budapeste, onde se encontra, Cavaco Silva afirmou ainda que o Governo deve manter a oposição informada das negociações com a Europa e com o FMI. Ontem, o ministro Teixeira dos Santos afirmou que não cabe ao Executivo falar directamente com os partidos, mas sim às entidades europeias e ao Presidente da República. No entanto, Cavaco Silva devolve essa responsabilidade ao Governo
                                                       
Cavaco admite que “era inevitável” recorrer a ajuda externa
                                                                                               
O chefe de Estado avisa o Executivo não pode deixar de dialogar com a oposição e deve mantê-la a par das negociações com as instituições europeias. “Portugal chegou a uma situação em que era inevitável o recurso à ajuda externa, por parte das instituições europeias, por forma a assegurar o financiamento do Estado, dos bancos, da nossa economia e, portanto, das empresas e famílias”, disse o chefe de Estado. Cavaco avisou também o Governo que deve manter a oposição a par das negociações com a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional. “Se é necessário, como tem sido referido, o apoio de algumas forças políticas da oposição, então é também importante que o Governo, na negociação que vai agora iniciar, com as autoridades europeias, vá informando os partidos políticos para que o apoio deles seja claro e inequívoco àquilo que é necessário fazer neste período, de campanha eleitoral, por forma a que o Governo saído da eleições, e que vai executar o programa [de ajuda], possa ter uma palavra importante nas negociações finais”, adverte. Estas afirmações de Cavaco Silva entram em choque com o que ontem afirmou o ministro das Finanças. Teixeira dos Santos disse que terão de ser as entidades internacionais e o Presidente da República a falar directamente com os partidos e não o Governo. Cavaco Silva está na Hungria onde participa no encontro do Grupo de Arraiolos que junta alguns chefes de Estado não executivos da Zona Euro.
                                                          
Luís Amado apela ao entendimento partidário em nome do país
                                                                                                   
O ministro dos Negócios Estrangeiros reitera que é preciso o empenho de todos, incluindo o Presidente da República. O socialista Luís Amado, que há muito defende um entendimento entre os diferentes partidos para responder à crise, reafirma que só um esforço colectivo pode "tirar o país do abismo". Em declarações à imprensa, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros diz que, pela parte que lhe toca, está pronto a colaborar nessa aproximação, embora rejeite ambições pessoais. “Assumirei as minhas responsabilidades, mas não tenho qualquer ambição de cargos, sejam partidários ou de outra natureza. Não me eximo de participar num esforço de compromisso de diálogo e de negociação, que se impõe já nas próximas semanas, para que o país possa recuperar rapidamente as condições de confiança a nível europeu e internacional”, afirmou o ministro. “E creio que todos temos que participar neste esforço”, rematou. O ministro dos Negócios Estrangeiros diz ainda que Portugal caiu no abismo e apelou ao envolvimento de todos - incluindo do Presidente da República, porque "esta não é uma crise qualquer". “É necessário que todo o país se galvanize para encontrar uma solução colectiva para os seus problemas. Se tivéssemos tido a capacidade de nos entendermos há mais tempo, relativamente às bases de um compromisso que garanta a sustentabilidade da nossa presença na moeda comum e no projecto europeu, não estaríamos, seguramente, na situação em que estamos”, sublinha.
                                                               
Congresso do PS: Insubstituíveis, acusações e surpresas
                                                                                                       
O 17º congresso do partido arrancou sexta-feira e termina este domingo. A moção de estratégia de Sócrates foi aprovada por maioria, com apelo ao "voto útil". A moção de estratégia política do secretário-geral do PS foi hoje aprovada por maioria, derrotando por larga margem os documentos propostos pelo militante Fonseca Ferreira e pelo líder do PS/Madeira, Jacinto Serrão. António Costa coordenou a moção. Os resultados oficiais da votação só serão anunciados pelo presidente do PS, Almeida Santos, após a interrupção dos trabalhos para jantar. A moção de estratégia subscrita em primeiro lugar por José Sócrates foi coordenada pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.
                                                          
"Eu não tenho medo das eleições. Confio no julgamento dos portugueses"
                                                                                                                         
Perante mais de 1.800 delegados, José Sócrates aproveitou para deixar críticas ao PSD, que acusou de ter criado uma crise política sem ter um programa para governar. Durante o congresso dos socialistas, que decorre em Matosinhos, pediu ainda aos portugueses para não votarem à esquerda do PS. A campanha eleitoral dos socialistas abriu hoje. Em pleno congresso do PS, que vai estar reunido em Matosinhos até domingo, José Sócrates atacou o PSD e abriu o peito aos votos. Fê-lo durante um discurso de cerca de uma hora. "Eu não tenho medo das eleições, nem do julgamento democrático dos portugueses. Eu confio no julgamento dos portugueses. E lutarei, com alegria, pela vitória." O secretário-geral dos socialistas acusou o PSD de ter lançado o país numa crise política devido "à cobiça pelo poder". "Mas, afinal de contas, o que é que o país ficou a ganhar com a irresponsabilidade do PSD ao provocar a crise política?", questionou. "Apenas a marcação de eleições antecipadas", respondeu. "O PSD ganhou o que queria - eleições. Mas uma coisa é querer eleições, outra é ganhá-las. Para ganhar eleições, é preciso merecer ganhá-las", acrescentou.
José Sócrates sustentou que o partido liderado por Pedro Passos Coelho não tem um rumo de governação definido. "Ao fim de seis anos na oposição, o PSD provoca esta crise política sem um programa para governar Portugal". "Desde que sou secretário-geral do PS, o PSD teve cinco líderes. E digo-vos uma coisa: não sei se a coisa vai ficar por aqui", começou por dizer José Sócrates, antes de fazer mais um ataque aos sociais-democratas. "Talvez fosse melhor o cargo de presidente do PSD passar a ser rotativo", prosseguiu. "O desnorte, a barafunda total que se instalou no maior partido da oposição assim que se abriu esta crise política, diz tudo sobre a impreparação deste PSD", afirmou. José Sócrates avançou ainda que o programa do PS começa a ser delineado no congresso de Matosinhos. "Neste congresso, aprovaremos a nossa moção estratégica, que será a base do programa eleitoral." Segundo o líder socialista, há três áreas fundamentais que separam as águas face ao PSD: legislação laboral, Serviço Nacional de Saúde e educação.
A bússola do secretário-geral do PS não apontou somente na direcção da direita. Durante o discurso desta noite, houve espaço para alusões à esquerda. Acusou o Bloco de Esquerda de ter desiludido os seus eleitores e lançou o apelo ao que considera ser o voto útil. "Os votos desperdiçados à nossa esquerda são votos que favorecem o caminho da direita para o poder", afirmou o dirigente socialista, considerando que "só a concentração no PS poderá travar a agenda liberal, aventureira e perigosa da direita contra os serviços públicos e pelo recuo da protecção social do Estado". Perante mais de 1.800 delegados, José Sócrates agradeceu o “voto claro e expressivo de confiança” dos socialistas e aproveitou para deixar mais críticas: “Por aqui, quem escolhe a nossa liderança são os militantes do PS, não é mais ninguém”. O 17º Congresso Nacional do PS decorre duas semanas depois das eleições internas do partido, que reelegeram José Sócrates para o cargo de secretário-geral.
                                                                                  
Ana Gomes: "Nem sempre a rosa cheirou muito bem"
                                                                                                      
Para a eurodeputada, assumir erros é regenerador e as crises também são oportunidades. Ana Gomes afirmou esta noite que o partido deve reconhecer os seus erros. "Para continuar a merecer a confiança dos portugueses, é preciso que o PS assuma, com humildade, que nem tudo foram rosas na governação e que nem sempre a rosa cheirou muito bem." Durante a sua intervenção no 17º congresso do PS, que decorre em Matosinhos, a eurodeputada lembrou que o PS também cometeu erros e assumi-los será meio caminho para os corrigir. "Assumir erros é regenerador e as crises também são oportunidades", defendeu. A nacionalização dos “ossos” do BPN “sem nacionalizar as empresas lucrativas do grupo SLN” e o “desvio e desperdício de dinheiros do Estado em consultadorias, 'outsourcing' e corrupção em várias empresas públicas” são alguns dos erros da governação socialista que a eurodeputada nomeou. No seu discurso, Ana Gomes alertou para as negociações duríssimas a curto prazo e para necessidade de entendimento. "Não vai haver financiamento externo de emergência sem um compromisso nacional e isto exige um esforço de entendimento entre todos os partidos. É do interesse nacional e do PS que todos sejam chamados a assumir as suas responsabilidades no estabelecimento das condições da assistência financeira." "O PS vai ter que ter a coragem de dizer aos portugueses o que vem aí: muito trabalho, muito suor e até, com certeza, muitas lágrimas", afirmou. Houve tempo ainda para deixar críticas à banca nacional. "Sofremos a indignidade de ver os nossos banqueiros a encostar os revólveres à cabeça do Governo, obrigando ao pedido de empréstimo externo”.
                                                                                                                    
Henrique Neto compara Sócrates a condutor em contra-mão
                                                                                                                 
“Nós nunca sabemos se aquilo que o que o engenheiro Sócrates está a dizer é aquilo que ele realmente pensa ou se é o inverso", acusa empresário socialista. O socialista Henrique Neto lamenta a “extraordinária incapacidade de avaliação crítica” no PS e compara José Sócrates a um condutor em contra-mão. “O jornal espanhol ABC, há dias, dizia que o nosso primeiro-ministro era como aqueles condutores que entram pelo lado errado das auto-estradas e ficam muito admirados em verificar que os outros estão enganados, a virem na direcção errada”, começou por dizer. “O espantoso, no meu ponto de vista, é que as 1.800 pessoas, ou pelo menos a esmagadora maioria das pessoas, que vão estar no congresso vão aceitar isso de boa vontade. Vão apoiar isso, mentiras ou não, mas provavelmente mentiras e [José Sócrates] vai sair de lá em ombros, o que revela uma extraordinária incapacidade de avaliação critica que o Partido Socialista vive neste momento”, lamenta o empresário e militante socialista. No dia em que arrancou o XVII congresso do partido, em Matosinhos, o empresário, que já sugeriu em vários momentos a demissão de José Sócrates, diz que o primeiro-ministro demissionário não terá dificuldade em convencer os congressistas de que afinal está disponível para governar com o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Nós nunca sabemos se aquilo que o que o engenheiro Sócrates está a dizer é aquilo que ele realmente pensa ou se é o inverso. Ele muda de opinião de um dia para o outro. Ainda há bem pouco tempo informou o país que o mundo tinha mudado em duas semanas e não admitiu que era ele que não se tinha apercebido nos últimos dez anos que o mundo estava a mudar”, afirma Henrique Neto.
                                                                             
                                                                                     
                                                                             
                                                 

A primeira baixa: Ferreira Leite não aceita convite do líder do PSD
                                                                                                                                 
Passos lamenta recusa de Ferreira Leite em encabeçar lista por Lisboa, mas o líder do PSD respeita decisão de Manuela Ferreira Leite. O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, lamentou ontem que a anterior presidente dos sociais-democratas, Manuela Ferreira Leite, tenha recusado o seu convite para encabeçar a lista do partido às legislativas pelo círculo de Lisboa. À saída de uma conferência na Universidade Lusófona, em Lisboa, Pedro Passos Coelho foi questionado pelos jornalistas sobre esta decisão da antiga ministra das Finanças, noticiada pela TVI.  "Eu teria gostado muito que a doutora Manuela Ferreira Leite fosse candidata às eleições legislativas como cabeça de lista pelo PSD. Por isso, lhe enderecei esse convite, convencido de que a sua participação valorizaria as nossas listas", afirmou Passos Coelho. Segundo o presidente do PSD, ter Manuela Ferreira Leite como candidata às legislativas de 5 de Junho em primeiro lugar na lista por Lisboa "seria uma forma politicamente de mostrar" que a realidade tende a dar razão a "muito daquilo que foi o seu discurso político". "Mereceria que tivesse o devido destaque na eleição que vai ser disputada, mas respeito inteiramente a decisão da senhora doutora Manuela Ferreira Leite e não farei nenhuma observação sobre isso", concluiu.