Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Floresta em perigo

Depois dos incêndios, a praga…

Praga de insectos já está no ar a atacar a madeira dos pinheiros, com a sua dispersão a ocorrer no período de Abril a Outubro, por todo o País.

Conquanto o tema seja pouco abordado, mesmo pelas entidades oficiais, Portugal Continental está definido, desde 2008, através da Portaria nº 553-B de 27 de Junho, como zona afectada e de restrição para o nemátodo da madeira do pinheiro. Após a primeira praga infecciosa trazida por um carregamento de pinheiro bravo entrado em Portugal, em 1999, a difusão do insecto vector verificou-se, numa primeira fase, nas áreas florestadas com pinheiro bravo, estimando-se que, até à data, terão sido afectados mais de 100 mil hectares, com o alastramento a quase todo o país. O nemátodo é um verme patogénico microscópico transportado nas vias respiratórias do insecto longicórnio.
Os sintomas da doença são evidentes: as agulhas dos pinheiros tornam-se amarelas e murcham, primeiro, as mais antigas, progredindo a toda a copa da árvore. Entretanto, verifica-se que a produção de resina diminui, as agulhas mortas permanecem por longo tempo e os ramos ficam secos e mais quebradiços que o normal, levando á morte das árvores infectadas. Entre os meses de Abril a Outubro, o insecto vector, portador do nemátodo no seu sistema respiratório, deposita este verme nas árvores mais viçosas, durante a alimentação, ou quando deposita os ovos, nos ramos mais enfraquecidos.

A ANEFA - Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente tem vindo, desde há largo tempo, a alertar o Governo para a gravidade da situação, tendo mesmo tomado uma posição pública, enviada ao Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Ascenso Simões, propondo medidas para a luta e erradicação do nemátodo do pinheiro.
Em causa está, antes de tudo, o facto de o processo de tal erradicação ter sido totalmente transferido para Associações de Produtores Florestais que, segundo a ANEFA, demonstraram “falta de capacidade de resposta” para tal.
Na perspectiva desta entidade, as Associações de Produtores Florestais deveriam efectuar “a prospecção da doença”, dado o seu conhecimento do terreno, “devendo as operações ficar a cargo de empresas de exploração florestal com capacidade técnica de execução”.
No Algarve, as áreas de floresta mais em evidência situam-se nas serras do Caldeirão, Monchique e Espinhaço de Cão.
Entretanto, a ANEFA alertou já para o aparecimento de uma nova doença, o cancro resinoso do pinheiro “que poderá, num futuro próximo, agravar a sanidade dos nossos povoamentos florestais”.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Depois de “casa roubada”...

Escaravelho vermelho abate palmeiras em Albufeira

Cinco anos depois de aparecerem os primeiros casos de praga, a autarquia começa a prestar apoio técnico e orientações

Após o aparecimento da praga, o que aconteceu há mais de cinco anos, só agora a Câmara de Albufeira começa a tomar as medidas necessárias para evitar a propagação da praga do escaravelho vermelho das palmeiras. O insecto que destrói as árvores vem sendo detectado em muitas zonas do concelho, mostrando predilecção pelas palmeiras das Canárias.
Algumas dezenas foram já retiradas dos locais onde se encontravam, e outras apresentam-se mortas, de tronco decrépito ao alto e sem palmas. O escaravelho vive e alimenta-se no interior das bases das folhas e dentro do tronco, pelo que é difícil detectar por meio de inspecção visual. Quando uma palmeira se encontra infestada, começa por perder a inserção das folhas jovens, as palmas perdem resistência e fixação à árvore, soltando-se com facilidade, o que causa a morte da palmeira num curto espaço de tempo. Outros possíveis sintomas da presença deste insecto são a coloração palha ou aspecto anómalo das folhas centrais, a queda das folhas externas, buracos com uma cor avermelhada viscosa e odor forte, ou um aspecto remexido nas folhas da coroa.

Depois de multiplos alertas aos serviços camarários para impedir que a situação alastre, a Autarquia começa agora a vigiar os espaços exteriores públicos, à procura dos sinais descritos nas palmeiras do concelho, e promete actuar activamente no combate à praga, a nível preventivo e curativo.
O método mais eficaz no tratamento individual de cada palmeira consiste na combinação de pulverizações nas folhas com insecticidas micro encapsulados e a aplicação de injecções insecticidas no tronco. As aplicações nas folhas deverão ser feitas de 45 em 45 dias, desde Março a Novembro, com um pulverizador que permita molhar bem a coroa e a base das folhas da coroa. A quantidade aproximada de solução por palmeira é cerca de 20 litros. As aplicações por injecção devem ser feitas uma durante a Primavera, outra durante o Outono. Cada tratamento consiste em duas aplicações de injecções, com uma separação de 20 a 30 dias entre si, sendo uma injecção por cada 20 a 25 cm de perímetro do tronco da palmeira.
Todos os proprietários privados com palmeiras deverão estar atentos e verificar se estas apresentam alguns sintomas de existência de praga. A Câmara Municipal diz estar disponível para prestar a colaboração necessária, pelo que todos os interessados deverão contactar os Serviços, para que os técnicos possam avaliar o estado ou grau de infestação, afim de informar como proceder. A Autarquia solicita a colaboração de toda a população, de modo a minimizar a praga do escaravelho vermelho.