Liberdade e o Direito de Expressão

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sábado, 29 de agosto de 2009

Artigo - Os Independentes e Albufeira


A sapiência pariu um rato

Embora Freud não tenha tido tempo para explicar tudo, deixou-nos suficientes ensinamentos para hoje se entender muita coisa. À luz desses conhecimentos, pode-se entender os complexos de esquerda e ódios frustrados de gente eclipsada que não consegue ver a luz do Sol sem um vidro fumado. Bem como as obsessões doentias pelo poder a qualquer custo. Vem isto a propósito de alguma militância ‘bloquista’ mais papista que o papa, mas sem cultura democrática que não seja a do trauliteirismo primário e pseudo-cultural.

Um tanto ou quando atrasados, em relação aos movimentos que vinham esboçando nas tertúlias da má língua, e ensaiando no terreno, um auto-denominado Grupo de Cidadãos, que até ao momento só se conhece pela cara do seu cabeça de lista, apresentou na passada semana no Tribunal de Albufeira o processo de candidatura às Eleições Autárquicas, em Outubro, e incapazes de não conseguirem as assinaturas de eleitores suficientes para serem aceites pela lei como Grupo de Cidadãos Independentes, acoitaram-se debaixo da capa do Bloco de Esquerda (BE) como outros vêm fazendo.
Até aí nada de importante e anormal. Mas timidamente começou agora a circular através de uma newsletter, um ‘Manifesto’ assinado pelo seu cabeça de lista e até agora único cidadão a dar a cara: Manuel Aires, advogado, que pouco mais se sabe, porque não consta perfil no blog onde foi inserido o seu manifesto de propaganda eleitoral, já que do BE parece um favor deixarem usar a sua sigla.
Lendo o texto, ficámos sabedores das muito boas intenções do candidato, e dos bons conhecimentos em matéria de política destes senhores, que pela sua explícita independência, nos deixaram com uma sensação ‘dejávu’. Mas foi piorando, quando a certa altura do Manifesto se pode ler a grande afirmação:


"...como o BE, que não governam qualquer Município..."

Será que este Grupo de Cidadãos Independentes de Albufeira – proveniente de diversas franjas de formações partidárias, tradicionalmente denominados entre eles de ‘proscritos’, será que estes senhores não sabem que a Presidente de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Pardal Ribeiro, é do BE? E será que sabem que essa senhora foi constituída arguida num processo que envolve três dirigentes do PS local e um agente da GNR?
Se calhar sabem, mas convém esquecer e desejam passar ao lado, e quanto antes ao ataque disparando contra tudo e todos para distrair «as massas». Não antes – com certeza, sem explicar aos albufeireses as suas lacunas e inaptidões para os objectivos a que se propõem: governar-nos.
Voltando ao assunto, já em 07 de Outubro de 2005, os jornais noticiavam que o “PS quer que Louçã retire confiança a candidata do BE”. E a imprensa, dizia:

“Em Salvaterra de Magos, a actual autarca do Bloco foi constituída arguida. Socialistas querem que líder do BE use da mesma bitola que apregoa para outros candidatos-arguidos. Louçã desconhece situação
O candidato do PS à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Nuno Antão, afirmou que espera que Francisco Louçã, que anda a apregoar contra todos os autarcas de outros partidos que têm processos, «retire a confiança à presidente e candidata à autarquia de Salvaterra de Magos».
Em causa está o facto da única presidente de câmara do Bloco de Esquerda, Ana Cristina Pardal Ribeiro, ter sido constituída arguida num processo que envolve três dirigentes do PS local e um agente da GNR. A notícia avançada pela revista Sábado na edição desta semana, refere que estão em causa suspeitas de peculato nos bombeiros voluntários locais, feito alegadamente por três dirigentes socialistas. Supostamente teriam desaparecido dos bombeiros registos de contas e livros de actas, cheques sacados e existiam problemas com a legalização de viaturas.
Depois de Silva Antão, Carlos Leonel e Gameiro Santos terem sido detidos pela GNR, a Polícia Judiciária acabou por concluir que não tinha sido encontrado nenhum indício criminal contra estes membros.
Por isso, a publicação semanal refere que a autarca bloquista e o agente António Lucas da GNR [delegado pelo Ministério Público para investigar o caso] poderão estar envolvidos numa conspiração política. Ana Ribeiro procurava incriminar os seus adversários e em troca daria ao soldado favores na entrada do seu filho na câmara. Para além da autarca, também o agente foi constituído arguido no processo.
Nuno Antão explica que desde o início que este caso lhe pareceu «estranho», lembrando ainda que os bombeiros locais «não tinham dinheiro», por isso, sabia que «os três dirigentes do PS não poderiam ter feito nada daquilo».
O candidato desconfiou logo que existiam «ligações muito estranhas entre a câmara e o agente Lucas, já que na semana seguinte à detenção dos três socialistas, o filho do militar foi colocado na autarquia».
Antão refere que denunciou o caso e disse uma coisa que chocou muitas pessoas na altura: «Que estes eram os primeiros presos políticos pós 25 de Abril».
A investigação policial ainda está em curso, mas o candidato socialista congratula-se pelo facto de Ana Ribeiro, que até agora sempre tinha sempre desmentido que estava a ser investigada, vir «finalmente dizer a uma rádio local que é arguida no processo e que não podia prestar declarações por estar sob segredo de justiça».
«Fomos denunciando e agora parece que se confirma tudo: as estranhas relações entre a presidente da câmara, o soldado e o seu filho», afirma Nuno Antão.
Confrontado com esta situação, Francisco Louçã afirma que «desconhece a notícia» e que irá «inteirar-se do conteúdo» avançado pela revista Sábado. Não foi possível até ao momento saber da deliberação de Louçã em manter ou não a candidata nas eleições que decorrem já depois de amanhã.”

Foi só à quatro anos. Assim continua a exemplar conduta para consumista ver dos simpatizantes da Esquerda Inteligente e dos candidatos do Bloco de Esquerda que, como muito bem alguém dizia "é o Partido Sanguessuga: vive do trabalho dos outros" no cenário político nacional. O tal que tapa e destapa, chupa, cospe e suga, e depois de gerar muita confusão demagógica, deita fora ou propicia os "independentes" a desertar em Lisboa.
De resto, o Manifesto elaborado a 09 de Agosto de 2009 pelo candidato do BE por Albufeira, recentíssimo portanto, é o discurso que se esperava: pesado e contra o Bloco Central – que são a maioria dos portugueses, revanchista sob o ponto de vista político concelhio, vazio sociologicamente e com muitas promessas de 'boas intenções e que melhores dias virão' com eles, colados à pseudo esquerda inteligente - objectivamente nada mais...
A montanha pariu um rato. Esperto, como não podia deixar de ser.

Mesmo assim, o candidato Manuel Aires é muito bem vindo à discussão política, e os albufeirenses só esperam que traga novas e inéditas linhas de acção.
Como os homens valem mais pelas suas acções do que pelas ideias, e julgamentos precipitados não são coisa conveniente, damos o benefício da dúvida ao candidato, e esperemos para ver o seu desempenho no objectivo programa eleitoral a apresentar, e dos seus camaradas que o acompanham nas listas, que se esperam abranjam todos os muito descontentes das freguesias do Concelho, o qual deverá estar certamente ainda na forja incandescente das várias tendências de personalidades controversas, e no delírio dos seus apoiantes.

A. Nogueira

Nota:
O Bloco de Esquerda “inovou” e organiza este fim de semana a sua “Universidade de Verão”, naquele que diz ser o maior fórum de ideias e debates organizado pelo movimento da esquerda, inteligente, já se vê. O encontro, que marca também o início da campanha para o próximo ciclo eleitoral, realiza-se na Escola Secundária de Cacilhas. Elucidativo, não?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Viver com o inimigo

O silêncio rasgado

Pedofilia na classe média: pais, padrastos e vizinhos são os agressores mais frequentes e as meninas, a totalidade das vítimas. Mas também há mulheres pedófilas... Num e noutro caso, está a ficar cada vez mais difícil esconder os abusos.

Nos últimos cinco anos – após o famigerado caso “Casa Pia”, o número de casos de violência sexual contra crianças de classe média subiu de zero para 22% nos registos médicos oficiais. É o que mostra uma pesquisa inédita realizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor) dos antigos alunos do Hospital Miguel Bombarda. Coordenado pelo psicólogo António Serafim Gomes, o estudo baseou-se na análise dos casos de 118 vítimas de pedofilia que chegaram ao Nufor de 2004 a 2008 (entre as atribuições do instituto está a avaliação psicológica de crianças suspeitas de terem sofrido abusos sexuais). Os números, porém, não significam que a incidência desse tipo de crime tenha aumentado na classe média, que inclui famílias com rendimento entre os 1.000 e 2 500 euros. Também não quer dizer que os parentes das vítimas que antes preferiam omitir esses casos, passaram a denunciá-los, porque em 71% dos casos, o abusador é o pai ou o padrasto. O que mudou em cinco anos para cá, afirmam os especialistas, foi que a pedofilia ficou mais visível por iniciativa das pessoas não directamente envolvidas com as vítimas, que por seu turno encorajaram os familiares à denúncia.
Alguns factores contribuíram para isso: inevitavelmente, o mega-processo “Casa Pia” que catapultou para os média uma notícia quase diária que antes era temida e escondida pela sociedade; também o aumento da disseminação de informações sobre o tema e a consciencialização na aplicação de algumas normas previstas no Estatuto da Criança que até pouco tempo atrás ficavam apenas no papel. A consciencialização obriga agora professores, profissionais de saúde e responsáveis por creches a notificar aos conselhos tutelares de qualquer suspeita de maus-tratos que observarem contra crianças. Notificados, esses conselhos enviam um profissional para provar a denúncia no local. Caso o conselheiro constate o crime ou avalie que a suspeita possa ter procedência, o passo seguinte é avisar a polícia – com ou sem a concordância dos parentes da vítima.

Segundo o psiquiatra Daniel Martins de Barros, frequentemente, numa situação em que o pai ou o padrasto é o agressor, a mulher resiste em denunciá-lo não por cumplicidade ou por temer as consequências, mas por ter dificuldade psicológica em aceitar a ideia de que não protegeu adequadamente o filho, e de que ama alguém capaz de cometer um crime dessa natureza. "Ela resiste a acreditar que aquilo pode ser verdade. É uma situação muito dolorosa para a mulher, mas compreensível", afirma o psiquiatra.
O aumento da disseminação de informações sobre a pedofilia não atingiu apenas os adultos. Nas redes sociais da Internet, com acesso principalmente por crianças e adolescentes, já existem diversas comunidades formadas por vítimas de abuso sexual. A SOS Abuso Sexual, por exemplo, reúne 2.126 membros que trocam mensagens como a assinada por Letícia, de 14 anos, moradora na Beira Litoral. Dirigindo-se à comunidade em geral, ela perguntava sobre o suposto agressor: "E se eu o denunciasse e ele saísse da cadeia? Ele iria me bater depois? Gostaria de saber se há alguma maneira de ele sair, pois tenho medo dele. Alguém pode responder-me?".
No SOS-Criança que abrange todo o País, os atendedores já chegaram a receber uma ligação de uma criança perguntando o que deveria fazer para denunciar um caso de abuso sexual de que estava a ser vítima. Para o psicólogo Serafim, o aumento das notícias nos jornais e na televisão sobre o acesso das crianças ao tema ajuda e encoraja também a fazer com que elas entendam que se trata de um crime: "Muitas, por desconhecimento, consideravam naturais certas condutas abusivas dos adultos", afirma. "Mas também há mulheres pedófilas, como tem sido conhecido pelos jornais. Só que a denúncia quando chega é tardia", remata.
Em Portugal, não há conhecimento que exista um serviço específico de atendimento especializado para vítimas de violência sexual destinado a mulheres adultas. Com o tempo, seria de supor que cada vez mais crianças passariam ali a ser atendidas. Em 2008, 47% dos casos conhecidos tinham menos de 12 anos de idade. É um quadro chocante, mas também dá algum alento. Prova que está a ser mais difícil esconder esse crime, uma prática ignominiosa que desgraça a existência de seres humanos no seu começo de vida.
A. Nogueira

terça-feira, 28 de julho de 2009

Foi Dia dos Avós

Por onde anda a Branca de Neve?

A figura dos parentes mais velhos e grisalhos que nos encheram de mimos permanece, mas será que hoje o papel deles ainda é o mesmo? Com a chegada da modernidade, qual a função dos avós na educação dos netos? Eles estão mais modernos, jovens e activos - mas ainda paparicam os netos.

Às vezes eles ficam um pouco esquecidos, postos de lado, mas há um dia para lhes prestar homenagem, aos nossos Avós, que são "pais duas vezes". Se você ainda tem avô ou avó, esse é o momento ideal para um abraço especial. Para quem não sabe, 26 de julho foi o Dia dos Avós, data escolhida por ser o dia de Santa Ana e São Joaquim, avós maternos de Jesus Cristo.
Mulheres e homens jovens já têm netos. Talvez esta seja uma grande vantagem. Como estão mais activos e informados, os avós modernos podem-se sentar ao lado das crianças e jogar no pc um videogame, por exemplo, em lugar dos velhos "matraquilhos"...
Para a psicanalista e psicopedagoga do Espaço Alprendre, Mónica Guedes, os avós são figuras muito importantes para as crianças: "A casa do avô e da avó no imaginário infantil pode ser vista como a 'casa encantada dos contos de fada'. Ainda que não se tenha tempo para fazer os bolinhos-de-mel de antigamente, a avó moderna precisa de construir dentro das suas possibilidades esse lugar que sabe bem no acolhimento, um refúgio de prazer que reconforta as crianças", afirma.
Segundo Mónica, não há um único modelo de avós nos tempos actuais. Existem, por exemplo, aquelas que assumem a maternidade no lugar das suas filhas, seja por causa de episódios de gravidez na adolescência precoce, seja por falta de estrutura financeira ou emocional das jovens mães, que decidem ter filhos sem conseguirem exercer verdadeiramente a função de os poder criar.
Há, ainda, avós que cuidam dos netos quando os pais da criança trabalham. "A dificuldade que alguns deles encontram aí tem muito a ver com os limites, quando não conseguem colocar-se neste lugar de ser apenas avô ou avó, e passam a interferir no processo de criação e formação dos netos. Além dalguns conflitos causados com os pais, podem deixar a criança confusa, o que é sempre de evitar", esclarece Mónica. Neste caso, é preciso deixar claro quem são os principais responsáveis pela educação em casa. "Os avós precisam de entender que este papel cabe aos pais. Se a criança vive com os seus pais e está submetida a regras determinadas por eles, os avós precisam de segui-las, e não devem desautorizá-los", indica a psicanalista.
É necessário manter fortes os vínculos entre avós e netos. "Como qualquer outro adulto que está envolvido com a criança, os avós precisam de ser uma referência. Devem respeitar e ensiná-la a respeitar, terem tempo para escutá-la e valorizar o que ela tem a dizer-lhes, por mais insignificante que seja. Os avós costumam escutar a criança com menos angústia e ansiedade do que os pais, pois o envolvimento é diferente", defende Mónica, ressaltando que os avós podem ser óptimos companheiros e até especiais confidentes dos netos.
Na actualidade, existem muitas mulheres e homens ainda jovens, mas já com netos. "Talvez esta seja uma grande vantagem. Como estão mais activos e informados, os avós modernos podem sentar-se ao lado das crianças e jogar videogame no computador, por exemplo. Mas seja fazendo bolinhos-de-mel ou levando o neto ao shopping para passear, não importa. O que interessa mesmo é o valor do afecto nesta relação", conclui a psicanalista.

Avós modernas que jogam com os netos no computador

De facto, a vida actual proporcionou àqueles que chegam à terceira idade diferentes opções de estilo de vida. A psicóloga Luísa Marques, do Jardim de Infâcia Girasol, afirma que a visão dos "avós doces", responsáveis apenas por cuidados eventuais e oferecimento de carinhos e mimos aos netos está a tornar-se cada vez menos comum. "Os novos avós assumem activamente responsabilidades perante a família, indo ao encontro da construção de uma inovadora experiência de envelhecimento", destaca.
Luisa é autora do estudo "O meu tempo, é o seu tempo" sobre a relação entre avós e netos no contexto contemporâneo. Entre as causas desta mudança de papel em muitas famílias, ela destaca estão dificuldades da inserção da mulher no mercado de trabalho, o aumento da expectativa de vida, a intensa circulação de informações e as inovações tecnológicas.
São cada vez mais frequentes os casos de 'avós' que ainda trabalham fora, são empregadas ou voltam a estudar em busca de novos conhecimentos. Elas não se intimidam e mostram persistência e força de vontade. É o caso de Olga Lucia, 48 anos, de Loulé. Depois de vários anos afastada da escola, decidiu trabalhar a mente e aperfeiçoar o lado profissional de maneira inusitada. Como? Inscreveu-se num curso de novas oportunidades, estudo individualizado que busca formar alunos autodidatas. O sonho da avó coruja é ver as netas destacando-se. Mas ela confessa que a volta aos estudos a entusiasmou muito: "Desejo que as minhas netas se tornem cultas e com sabedoria para entender e interpretar as etapas da vida. Quanto a mim, finalmente quero aprender a ler e a escrever correctamente, recuperando o tempo perdido e assim me tornar uma pessoa mais feliz e uma avó realizada que as possa acompanhar e entender melhor", conclui Olga.
A psicopedagoga Mónica Guedes lembra que há avós que estão no auge da produtividade profissional e nem por isso deixam de separar algumas horas da semana para participarem da vida dos netos. É o caso da professora de matemática Marlene Garrido, uma jovem avó de 57 anos. Dando aulas para o Ensino Médio, não abre mão de ficar com o neto de 4 anos pelo menos uma vez por semana. "Eu trabalho, faço ginástica, mas tiro sempre um dia por semana para ir buscar o Tiago à escola e passar a tarde inteira com ele. Alivio o trabalho da minha nora, e é o meu dia de estar com ele. Sempre adorei crianças e elas também gostam de mim. Tenho prazer em ensinar e fazer brincadeiras à moda antiga", relata. Para ela, a menor diferença de idade entre as gerações é uma vantagem. "É bom, porque temos mais energia para acompanhar os netos, e eles não nos vêem com aquela imagem da 'velhinha'", opina a professora.
Para Luísa Marques, entre os aspectos mais importantes desta relação entre os mais velhos e os mais novos está a comunicação, a troca de experiências e a disposição para rever posições de ambos os lados. "Um intenso relacionamento entre as gerações traz benefícios e contribui para a qualidade de vida de netos e avós. Tanto as gerações mais jovens como as mais velhas têm muito para ensinar e também para aprender", argumenta. Mónica Guedes enfatiza que tudo isso deve ser valorizado, em qualquer época: "Em todos os tempos, os avós estão prontos a ensinar sempre algo aos netos. Talvez o que falte hoje aos avós mais jovens e modernos, seja tempo para lhes contarem as velhas histórias e fazer as crianças viajar no tempo. está a perder-se a fantasia, o sonho e a ilusão", frisa. Afinal, tão pouco, como as famosas histórias da Carochinha, da Branca de Neve e os Sete Anões...
A. Nogueira