Liberdade e o Direito de Expressão

Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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quarta-feira, 28 de março de 2012

Demagogia do capitalismo yanke em marcha

VIÚVA DE ZECA AFONSO INDIGNADA COM UTILIZAÇÃO INDEVIDA DE POEMAS NO CONGRESSO DO PSD
                                                                                                       
A provocação e prepotência de um Primeiro-ministro já apelidado de neo-fascista... As eleições internas de 2010 do PSD que levaram Passos Coelho ao Governo foram fraudulentas... Foram arremessados cenouras e ovos ao carro de Passos Coelho... A fórmula da Guerra para a reeleição foi usada por Clínton, pela família Bush e por Obama pode repetir-se.
                                                                         
A viúva de José Afonso mostrou-se, este domingo, indignada com o uso, por parte do PSD, de versos da autoria do cantor no congresso do partido, que decorreu este fim-de-semana. "Quero protestar contra o uso, pelo PSD, no seu Congresso deste fim de semana, de versos de José Afonso", refere Zélia Afonso numa nota escrita. A viúva do autor de temas como "O que faz falta" e "Grândola Vila Morena" refere que fica "satisfeita" quando vê "a obra musical do Zeca a ser estudada e até interpretada, por exemplo, por jovens que nem sequer o conheceram em vida" e considera que "isso significa que a sua mensagem artística e humana permanece viva e atual". "Penso também que a sua obra ultrapassa fronteiras, por exemplo partidárias. Mas a vida e as suas canções não só nunca se cruzaram com o PPD, ou com PSD que se lhe seguiu, como estiveram, no tempo histórico em que coincidiram, em lados opostos da barreira", refere. Zélia Afonso considera que, "se fosse vivo", José Afonso "estaria na primeira fila dos que hoje, em Portugal, combatem a política neoliberal do Governo de Passos Coelho". "Porque os responsáveis do PSD não podem ter dúvidas acerca disso, além de abusiva no plano legal, a utilização de versos seus na entronização do chefe deste partido e primeiro-ministro é também manipuladora e insultuosa. A memória de José Afonso não deve e não pode ser assim desvirtuada para efeitos de propaganda", conclui. Nascido a 2 de agosto de 1929, em Aveiro, José Afonso morreu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, aos 57 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica.
                                                                                                           
VOTOS FALSOS NA ELEIÇÃO INTERNA DE PASSOS COELHO NO PSD QUE O LEVOU AO GOVERNO
                                                                                                                    
As eleições internas de 2010 do PSD que levaram Passos Coelho ao Governo foram fraudulentas... As eleições internas do PSD poderão estar manchadas por fraude numa secção do partido, em Lisboa, com votos falsos de militantes-fantasma, uso do nome de pessoas que nunca votaram e a criação de cartões de militante falsificados. A reportagem da revista Sábado aponta estes procedimentos nas eleições que conduziram Passos Coelho à presidência do partido. Algumas testemunhas confessam que receberam instruções para votar em Passos. Nuno Firmo, ex-presidente da Comissão Política da JSD, é visado, mas desmente. Um caso de alegada corrupção recai sobre o PSD e sobre o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, cuja eleição para a liderança social-democrata pode estar manchada por ilegalidade. Uma reportagem da revista Sábado denuncia práticas fraudulentas numa secção do partido, e cita testemunhos de abstencionistas, cujo nome terá sido usado para votos que não poderiam ter sido contabilizados. Os diversos relatos de casos de alegada fraude numa secção de Lisboa dizem respeito às eleições internas de 2010, que conduziram Passos à liderança do PSD e, posteriormente, ao embate eleitoral com Sócrates, nas Legislativas.
Em causa estão também cartões de militantes falsos, usando nomes de pessoas que foram envolvidos nas práticas ilícitas e, agora, denunciam o caso. Este processo acarreta uso de identidade de terceiros, assinaturas falsificadas e utilização indevida de dados pessoais, para a criação de militantes-fantasma, tendo como objetivo a criação ilegítima de votos. “Participei em eleições da seção i sem ser militante e o cartão não era meu. Votei por outros. Pediram-me para votar em Pedro Passos Coelho”, revela um estudante do ISEG, Jorge Ferreira, que vem denunciar o caso. Outra testemunha aponta nomes de alguns autores da fraude. “Pediram-me para votar no lugar de antigos militantes que já não ligavam ao partido e que nunca participaram no processo eleitoral. Diziam-se que arranjava desculpas”, conta. Uma terceira testemunha, Gonçalo Almeida, conta que desconfiava de fraude nas eleições do PSD. Pediu para mudar de secção eleitoral, para a Figueira da Foz em outubro. Diz que ficou “boquiaberto” quando descobriu que já era militante desde o mês de abril. Gonçalo Almeida garante ainda que a sua ficha de militante estava mal preenchida e lembra o caso de um colega na universidade que era do Partido Comunista Português, mas cujo nome fazia parte da lista de militantes do PSD.
Os processos de criação de militantes falsos ocorriam, segundo os testemunhos, recorrendo a inscrições para torneios na faculdade. Desta forma, os responsáveis pelos processos fraudulentos conseguiam obter dados pessoais. Um dos visados nas acusações, o ex-dirigente da JSD, Nuno Firmo, responsável pela secção i, desmente todas as palavras das testemunhas. “Dizer que foi usada identificação falsa para ir votar e culpar-me de algo que desconheço é um crime. Não sei do que se trata”, revelou. Também o líder da JSD, Duarte Marques, diz desconhecer qualquer procedimento fraudulento em atos eleitorais de qualquer secção do partido. O processo está a ser investigado no interior do PSD.
                                                                                                                                
PASSOS COELHO VAIADO RUIDOSAMENTE NO PORTO
                                                                                                                                         
Foram arremessados cenouras e ovos ao carro de Passos Coelho... O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi ontem recebido na Reitoria da Universidade do Porto por centenas de manifestantes em protesto, embora protegido por um perímetro de segurança e um forte contingente policial. À chegada dos carros oficiais, os manifestantes, muitos deles com bandeiras da CGTP, entoaram palavras de ordem. "Contra o aumento do custo de vida" e "FMI fora de Portugal! Há outro caminho" são algumas das mensagens que se podem ler nos cartazes. No local estava também um autocarro da CGTP. O primeiro-ministro entrou diretamente nas instalações da Reitoria, sem contacto direito com a população.
Pedro Passos Coelho, em dia de greve geral, participou no encerramento do centenário da Universidade do Porto. Com a manifestação da CGTP na cidade do Porto, houve oportunidade para muitas pessoas efetuarem uma receção ruidosa a Passos Coelho. O primeiro-ministro foi hoje recebido na Reitoria da Universidade do Porto por centenas de manifestantes em protesto, embora protegido por um perímetro de segurança e um forte contingente policial. À chegada dos carros oficiais, os manifestantes, muitos deles com bandeiras da CGTP, entoaram palavras de ordem. O primeiro-ministro entrou diretamente nas instalações da Reitoria, sem contacto direito com a população. Pedro Passos Coelho, em dia de greve geral, participa hoje no encerramento do centenário da Universidade do Porto. Alguns indivíduos foram agredidos pela polícia, na Praça Carlos Alberto. Segundo o que a Lusa testemunhou, um indivíduo foi preso e, na sequência da detenção, outros manifestantes perseguiram o carro da polícia. Nesse momento, agentes da polícia desferiram várias bastonadas nas pessoas que se encontravam nas imediações.
                                                                                                                   
OBAMA QUER ATACAR IRÃO ANTES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS PARA SER REELEITO
                                                                                                                  
A fórmula da Guerra para a reeleição foi usada por Clínton, pela família Bush e por Obama pode repetir-se... O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exortou hoje o Irão a resolver pela via diplomática a disputa relativa ao seu programa nuclear, mas alertou que o “tempo se está a esgotar”. Num discurso proferido na Universidade de Hankuk, em Seul, antes do início da II Cimeira de Segurança Nuclear, Obama declarou que “é hora de se resolver isto de forma diplomática, mas que o tempo se está a esgotar”. “O Irão deve atuar com a seriedade e o sentido de urgência que este momento exige” e cumprir as suas obrigações internacionais, declarou o presidente norte-americano. De acordo com Obama, “na resposta global à intransigência do Irão e da Coreia do Norte surge uma nova norma internacional. Os tratados são vinculativos, as normas são para respeitar e as violações terão consequências”. Por isso, considerou, o Irão deve aproveitar a oportunidade que representam as próximas conversações previstas com o G5+1, o grupo que reúne os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Rússia, China, Reino Unido e França – e a Alemanha, que deverão ter lugar no próximo mês, possivelmente em Istambul, na Turquia. O Irão assegura que o seu programa atómico tem como fim a produção de eletricidade, mas vários países, liderados pelos EUA, consideram que aquele é destinado ao fabrico de bombas atómicas.
                                                                                                        
                                                                                         
                                                                                                                   

quinta-feira, 15 de março de 2012

A perda de soberania

SONANGOL PREPARA-SE PARA DAR GOLPE FINAL NA GALP E PASSAR A LIDERAR A EMPRESA
                                                                                                                      
A posição do Estado Português na Galp mudará radicalmente se a Sonangol ficar detentora maioritária... As máfias privadas expandem-se e recorrem ao trabalho dos advogados para protegerem os seus bens... A perda dos direitos e liberdades do povo justificam uma intervenção militar a curto prazo ... O Governo Sócrates atacou as regalias dos juízes e agora sofre o revés... A má gestão e despesismo da UE continua; não conseguem nem sequer controlar as suas próprias contas!
                                                       
A petrolífera angolana está a negociar a compra de 16,6% da Eni na empresa portuguesa. A Sonangol não desiste de comprar uma participação directa na Galp e reafirmou o seu interesse na empresa liderada por Ferreira de Oliveira. A petrolífera angolana está a negociar a aquisição de 16,6% dos 33,34% que os italianos da Eni têm na Galp, garantiu um dos administradores da Sonangol à Reuters. "Estamos a trabalhar nesse negócio", confirmou Sebastião Gaspar Martins. "Vamos continuar... Acredito que o negócio será fechado", reforçou. Já na passada sexta-feira, dia 9, a Africamonitor noticiou que a Sonangol poderá tornar-se a principal accionista da Galp e assumir o controlo de gestão da petrolífera nacional, através da compra da posição da Eni. Porém, as negociações entre os grupos angolano e italiano estarão condicionadas por outros interesses, centrados em Lisboa. A informação contraria o que tem sido noticiado até agora. A Sonangol terá, de acordo com a mesma fonte, recebido o aval das autoridades angolanas para avançar com uma proposta de aquisição de toda a posição da Eni na Galp (33,34%), na sequência da recente viagem do presidente do grupo italiano, Paolo Scaroni, a Luanda. Aos 33,34% a comprar à Eni, a Sonangol agregaria os 16% que já detém, de forma indirecta, através da Amorim Energia, accionista de referência da Galp e onde a petrolífera angolana e a empresária Isabel dos Santos têm uma participação de 45%. O empresário Américo Amorim detém os restantes 55% e tem-se mostrado contra um reforço dos parceiros angolanos.
                                               
POLÍCIA JUDICIÁRIA ACUSA ADVOGADOS DE FAZEREM CADA VEZ MAIS LAVAGEM DE DINHEIRO DE CLIENTES
                                                                                                
As máfias privadas expandem-se e recorrem ao trabalho dos advogados para protegerem os seus bens... Os advogados são cada vez mais procurados por políticos e gestores corruptos para disfarçar a origem de dinheiro sujo, diz a Judiciária, mas parecem ignorar a lei do branqueamento. Em 2011, não denunciaram uma só suspeita à PJ. "Cada vez mais, os branqueadores de capitais, nomeadamente os PEP [Pessoas Expostas Politicamente] corruptos, procuram o aconselhamento ou serviços de profissionais especializados, em particular, os advogados, para ajudar e facilitar as suas operações financeiras, que envolvam esquemas de grande complexidade, visando disfarçar a origem e a propriedade do dinheiro", assinala o relatório que a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária acaba de elaborar sobre a sua actividade em 2011.
                                                                             
OTELO SARAIVA DE CARVALHO DEFENDE INTERVENÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS PERANTE PERDA DE SOBERANIA DO POVO
                                                                                                             
A perda dos direitos e liberdades do povo justificam uma intervenção militar a curto prazo... O coronel Otelo Saraiva de Carvalho afirmou esta quarta-feira à noite, em Coimbra, que só as Forças Armadas, em nome do povo, poderão resolver o problema da perda de soberania de Portugal. Para o "Capitão de Abril", tal como o que se passava com o governo socialista liderado por José Sócrates, com atual executivo "há esta submissão grande em relação à grande potência atual da Europa que é a Alemanha", com "uma perda de alta soberania" de Portugal. Ao proferir uma palestra no Instituto de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) sobre "As Forças Armadas na Defesa da República e da Democracia Portuguesa", Otelo disse que àqueles que reclamam um novo 25 de Abril responde "sem dúvida que era necessário". "Esta perda de soberania é tão marcante que, foi por isso que eu disse, estão a ser atingidos limites. Quando esses limites forem ultrapassados... E aqui, nesta ligação constitucional das Forças Armadas ao povo, com as Forças Armadas ao lado do povo, em defesa do povo português, aí de facto as Forças Armadas terão que atuar", sustentou. Para Otelo Saraiva de Carvalho essa atuação das Forças Armadas passaria por "uma operação militar que derrube o Governo que está" em funções. "Mesmo apesar de eu saber que o Governo foi eleito. Mas foi eleito em que condições? E atualmente há satisfação dos portugueses em relação ao poder que foi eleito? E se houver outras eleições haverá satisfação? Não!", responde aquele que foi um dos protagonistas da revolução democrática do 25 de Abril, em 1974.
                                                                     
CASO DOS CARTÕES DE CRÉDITO DO GOVERNO SÓCRATES LEVADO A TRIBUNAL INCENDEIA PARTIDO SOCIALISTA
                                                                                                                           
O Governo Sócrates atacou as regalias dos juízes e agora sofre o revés... “Vingança” e “atitude persecutória” são algumas das expressões utilizadas por socialistas para classificar a decisão da Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) de enviar ao Ministério Público um conjunto de documentos que levantam suspeitas de que os ex-ministros de José Sócrates utilizaram dinheiros públicos para despesas pessoais. Os socialistas relacionam a iniciativa dos juízes com o facto de algumas medidas dos governos de José Sócrates terem atingido os privilégios dos magistrados judiciais. “Parece-me que há uma espécie de vingança e uma atitude persecutória da parte da associação”, diz ao i o deputado socialista Vitalino Canas, lamentando que os juízes tenham avançado com esta iniciativa (que remonta a Outubro de 2010) “quando se sentiram atingidos por algumas medidas”. As férias judiciais ou as alterações ao estatuto dos magistrados judiciais foram algumas das guerras que os juízes travaram com os governos de Sócrates e não falta quem no PS acuse os juízes de quererem “fazer a judicialização da política”. O ex-ministro da Agricultura e agora deputado do PS António Serrano – que pertenceu ao último governo socialista – admite que “é um direito” dos juízes levantarem esta questão, mas classifica-o como “um direito quase folclórico”.
O ex--ministro de Sócrates lembra que os governos do PS “tocaram nos interesses dos juízes” e defende que “a justiça tem problemas mais importantes com que se preocupar”. Uma crítica partilhada pelo deputado José Lello, que aconselha os juízes “a terem juízo e a contribuírem para que o país tenha uma justiça melhor”. “O problema é que não têm juízo”, acrescenta Lello, defendendo que “é absolutamente controverso” que os juízes possam ter uma associação sindical, já que “são um órgão de soberania”. O presidente da ASJP nega qualquer tentativa de vingança em relação aos governos de Sócrates. “Tudo para esses tipos é uma cabala”, diz ao i António Martins, em resposta às críticas dos socialistas. JUÍZES CONTRA JUÍZES A iniciativa está longe de ser pacífica e o presidente da Associação de Juízes pela Cidadania, Rui Rangel, diz tratar-se de “uma aberração e um desprestígio para toda a classe”. Em declarações ao i, Rangel considera “lamentável” e “um tiro nos pés dos juízes” a decisão da ASJP. “Excede manifestamente a legitimidade que lhes é conferida pelo voto”, acrescenta o juiz desembargador, avisando que “a associação não se livra” de ser acusada de estar a ter “uma atitude persecutória”. Este processo foi iniciado em 2010, quando a ASJP pediu aos ministérios e secretarias de Estado – no âmbito da discussão sobre o Orçamento do Estado para 2011 – informações sobre a utilização dos cartões de crédito de uso pessoal dos governantes, bem como sobre os documentos de “processamento e pagamento das despesas de representação”. António Martins diz que, nessa altura, os juízes foram confrontados com “uma atitude de opacidade” e com “desculpas tolas”. Os juízes, perante a resistência dos governantes em fornecer a documentação, recorreram para tribunal e conseguiram que quase todos os ministérios lhes respondessem. A excepção terá sido o Ministério da Defesa, embora – de acordo com um comunicado da ASJP – só dois o tenham feito “integralmente”.
Depois de terem acesso à documentação, os juízes decidiram avançar para o Ministério Público perante indícios de que “alguns membros do anterior governo – não obstante terem recebido despesas de representação por inteiro durante todo o período de exercício de funções – utilizaram cartões de crédito e telefones de uso pessoal pagos pelo Orçamento sem regulamentação e enquadramento legal ou violando o enquadramento legal”. “Tínhamos a obrigação de o fazer”, diz ao i, António Martins
                                                                                                                          
ORÇAMENTO EUROPEU À BEIRA DO COLAPSO E SEM DINHEIRO PARA REEMBOLSOS
                                                                                                                      
A má gestão e despesismo da UE continua; não conseguem nem sequer controlar as suas próprias contas... No mesmo dia em que o parlamento alemão, o Bundestag, deu o “sim” à participação da Alemanha no novo Mecanismo de Estabilidade Europeia (MEE), no valor de 500 mil milhões de euros, o responsável pelos orçamentos da Comissão Europeia queixou-se de que o principal orçamento da União se encontra numa situação crítica. Ou seja, enquanto a Europa tenta salvar a Grécia e o euro, o orçamento comunitário está em vias de entrar em colapso. O orçamento da União Europeia está “em vias de entrar em colapso” de pagamentos, porque os grandes contribuintes, solicitados a salvar o euro, se mostram relutantes em aumentar a sua participação, avisou ontem Alain Lamassoure, presidente em exercício da comissão dos Orçamentos do Parlamento Europeu.
A Comissão Europeia deve apresentar a 26 de Abril a sua proposta orçamental para 2013, mas é “pouco provável” que os Estados aceitem um aumento, lamentou-se Lamassoure em Estrasburgo, acompanhado pelo comissário do orçamento Janusz Lewandowski. Os Estados-membros impuseram um orçamento de austeridade para 2012 com despesas limitadas a 129,1 mil milhões de euros, menos que os 133,1 mil milhões solicitados pelo Parlamento Europeu. O comissário Lewandowski confirmou ter dificuldades em encontrar 11 mil milhões de euros para reembolsar as facturas apresentadas pelos Estados em finais de 2011 e disse que está a negociar um orçamento rectificativo para pelo menos metade dessa quantia. “O orçamento europeu não tem um euro de défice, mas está à beira do colapso”, avisou Alain Lamassoure. “Estamos perante um problema político.
A Alemanha, França, Holanda, Finlândia e Áustria, que são contribuintes líquidos, recusam-se a fazer qualquer aumento dos seus contributos nacionais, porque sobre eles recai o peso do resgate do euro e não querem pagar duas vezes”, disse. “Para o médio e longo prazo é preciso dotar o orçamento europeu de recursos próprios”, sublinhou. Um grupo de trabalho debate uma taxa sobre as transacções financeiras, disse, explicando “ser claro que isso não é para 2013”. Entretanto, o conselho de ministros da Alemanha elaborou uma proposta de lei que aprova o mecanismo de resgate e protecção do contágio da crise da dívida soberana na zona euro, que deverá entrar em vigor em Julho. O Mecanismo de Estabilização Europeia tem um limite de 500 mil milhões de euros. Depois do “sim” do governo alemão à proposta de lei, o parlamento terá de a aprovar. O MEE é o fundo permanente que substituirá o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o mecanismo de resgate temporário da zona euro, que expira em 2013. Tem uma componente de liquidez de 80 mil milhões de euros, para os quais a Alemanha, como maior economia da zona euro, tem de contribuir com 22 mil milhões. Depois dos resgates à Irlanda, Grécia e Portugal, o fundo só dispõe de 250 mil milhões de euros, de um total inicial de 440 mil milhões.
                                                                                 
                                                                                                                  
                                                                                                                                                           

quarta-feira, 14 de março de 2012

"O País está à rasca!"

GOVERNO A COLOCAR O PAÍS A SAQUE
                                                                                                                          
Louçã acusa o Governo de "jogos cínicos de palavras", que disse não haver "pagamentos duplicados" indevidos à LUSOPONTE, mas sim "recebimentos" ... Seguro diz que "é urgente acabar com este Governo antes que este Governo acabe com as nossas vidas"... CGTP acusa o Governo de continuar a cumprir os objectivos da Elite Mundial da NWO: desmantelar os benefícios sociais da classe média... PEC's e Austeridade só afundam mais a economia e atiram para a rua milhares de famílias todos os anos!
                                                    
Durante um jantar-comício no âmbito das jornadas parlamentares do partido, Francisco Louçã utilizou por diversas vezes a ironia e o humor para criticar o que disse ser "o autoritarismo" do Governo PSD/CDS-PP e as suas explicações sobre casos como o da Lusoponte, da privatização do BPN ou os dividendos na REN e EDP. "O Governo descobriu agora uma nova forma de tratar os problemas e eu quero falar-vos dela, porque ela é imaginosa, não podíamos supor que isto fosse possível. A solução do Governo é: se há um problema, mudamos-lhe o nome, chamamos-lhe uma coisa diferente", ironizou. Sobre o pagamento de dividendos aos novos acionistas chineses e omanitas das empresas energéticas portuguesas, o coordenador do BE usou o mesmo tom, referindo-se ao confronto com Passos Coelho no debate quinzenal para reiterar que está em causa "a palavra" do chefe do Governo. "Dizia então o primeiro-ministro 'não, não, não tem nenhum sentido, como é que é possível?' Veio a secretária de Estado do Tesouro corrigi-lo ontem, dizendo que não haja dúvidas, 36 milhõezinhos são garantidos", continuou Louçã. Em seguida, Louçã referiu-se ao BPN: "Eles estão a inventar uma nova linguagem, uma nova língua portuguesa. Vejam só, ao BPN tinham dado 5.000 milhões de euros, deram mais 600 milhões e agora ainda vão dar 300 milhões a juro zero, mas esses 300 milhões, dizem eles, não são um empréstimo, são uma linha de crédito".
O líder bloquista referiu-se depois ao caso das portagens da ponte sobre o Tejo para acusar o Governo de "pensar que o povo é parvo". "A Lusoponte, dirigida por um ex-ministro do PSD, cobrou as portagens e cobrou ao Estado o que o Estado tinha de lhe pagar se não tivesse recebido as portagens dos automobilistas. Pagaram duas vezes? Não, diz o Governo com um ar indignado. Dois pagamentos? Não, houve dois recebimentos. É uma nova língua", disse. Neste contexto, Louçã afirmou que "afinal o problema do Governo não é o Acordo Ortográfico". "O problema é que não falam português, inventaram uma nova língua que é o 'financês', que, aliás, se conjuga com 'hipocrês'. É uma nova língua", disse, com ironia. Mais à frente, Francisco Louçã apresentou o que disse ser "o resumo que não podia ser mais claro da falta de transparência, de respeito, de responsabilidade", referindo que "uma empresa que tutela as águas de Barcelos ficou com a água de oito municípios do distrito de Aveiro", após ter ganho 172 milhões de euros numa disputa legal por "não ter sido gasta água suficiente" no município onde está fixada. "O contrato garantia que era paga a água gasta e a água não gasta. Não gastaram o suficiente, não desperdiçaram água, não abusaram da água, multa sobre essa gente. Há quem tenha um contrato que pode impor 172 milhões de euros num município como Barcelos", criticou. Para Louçã, o caso prova que "o país está a saque".
                                                                                
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO: "GOVERNO ESTÁ A TRANSFERIR CUSTOS ELEVADÍSSIMOS PARA A POPULAÇÃO"
                                                                                                          
"É urgente acabar com este Governo antes que este Governo acabe com as nossas vidas"... O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou ontem o Governo de estar "a transferir custos elevadíssimos para as pessoas e a dificultar o seu acesso a cuidados essenciais" de saúde. Depois de se reunir com profissionais da área da saúde num almoço de trabalho, no Porto, António José Seguro afirmou aos jornalistas estar preocupado com "as medidas que o Governo está a tomar, que são cortes cegos [na despesa], dentro de uma política do custe o que custar" e que "estão a pôr em causa o acesso básico ao SNS" e a sua qualidade. Na sua opinião, esta política "vem diminuir a qualidade da prestação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e está a atirar portugueses para fora dos cuidados de saúde que estão habituados a ter". "O Governo tem que olhar para esta situação, que é grave", alertou, acrescentando esperar "que a tragédia não aconteça". Segundo o líder do PS, é preciso não ignorar "os especialistas que já vieram dizer que o número anormal de mortes não se deve apenas à questão dos vírus que são normais nesta altura do ano, e que podem estar associados a outras razões, designadamente de natureza social e económica".
Para Seguro, quanto ao estabelecido no memorando da 'troika', "está tudo a ser feito ao contrário", porque o que lá está é que "é preciso contenção, redução de custos, mas sem pôr em causa a qualidade da prestação dos serviços de saúde". O secretário-geral do PS voltou a afirmar que "Portugal precisa de mais tempo para proceder à consolidação das contas públicas", porque dessa forma os sacrifícios pedidos aos portugueses "não serão tão violentos como o que está acontecer". O aumento das taxas moderadoras e a retirada de transportes a "pessoas carenciadas e que precisam deles para se deslocarem a unidades de saúde", disse, "não fazem sentido". Na conversa com os profissionais de saúde, Seguro percebeu que estes "estão preocupados com a situação concreta dos portugueses", que já pedem para que o intervalo entre consultas seja maior por não conseguirem suportar os custos inerentes. Este almoço integrou-se no primeiro dia da semana em defesa da saúde -- "Avaliar o Presente, Perspectivar o Futuro", que Seguro iniciou no Porto.
                                                                                                             
ARMÉNIO CARLOS PROMETE QUE CGTP VAI ENDURECER LUTA PELA DEFESA DO ESTADO SOCIAL JÁ QUASE TOTALMENTE PERDIDO
                                                                                                                   
O Governo continua a cumprir os objectivos da Elite Mundial da NWO: desmantelar os benefícios sociais da classe média... "A CGTP continuará a colocar todos os esforços no sentido de levar os trabalhadores a exigir o respeito pelos seus direitos e a lutarem pela defesa da sua dignidade. Não aceitamos o documento que está neste momento na Assembleia da República, não aceitamos a sua promulgação e tudo faremos para lutar contra a sua aplicação. O primeiro objectivo da greve geral é contra a revisão da legislação laboral, quer para o sector privado, quer para a administração pública. Em segundo lugar, o combate e a contestação aos cortes salariais que se verificaram na administração pública e particularmente contra os cortes do subsídio de Natal e do subsídio de férias. É também uma greve geral contra a desprotecção social com que os desempregados estão a ser confrontados – reclamamos um reforço da protecção social. E é uma greve geral também contra a precariedade, por uma política económica que promova o emprego de qualidade e que simultaneamente dinamize uma política de rendimentos que assegure o aumento dos salários e das pensões", disse Arménio Carlos em entrevista ao Jornal i.
"Em relação aos salários, consideramos que é fundamental o aumento do salário mínimo nacional. As nossas reivindicações não se ficam por aqui, têm uma visão mais estratégica daquilo que queremos para o nosso país: a dinamização do sector produtivo. O nosso sector produtivo tem de responder, não só à problemática das exportações, mas ainda às necessidades internas do país, fornecer produção e serviços ao país, de forma a que possamos importar menos e reduzir por esta via também a dívida. E há ainda outra área para nós muito sensível que é aquela que tem a ver com a prestação dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, particularmente as que se relacionam com a saúde, a educação e a segurança social, a questão dos transportes e também do poder local, que, com a anunciada redução das freguesias, não só põe em causa postos de trabalho, mas também um direito indissociável do bem-estar das populações: a proximidade do poder local para prestar serviços e apoio às populações. Só podemos sair desta situação com crescimento económico, com criação de emprego e criação de riqueza, com uma outra política de rendimentos, pois só assim arranjamos dinheiro para dar resposta às necessidades internas e assumir os nossos compromissos internacionais."
"O que está aqui em marcha é precisamente o contrário disto, a negação do direito ao crescimento. E há outra questão, que está à vista de toda a gente, que é o aumento do desemprego, uma tendência que se acentuará nos próximos tempos. E as alterações da legislação laboral são mais uma peça que vem agravar rapidamente esta situação. Com uma consequência ainda mais dolorosa: é que a maior parte dos desempregados que hoje temos já não recebem subsídio de desemprego – 58 em cada 100 neste momento não recebem subsídio de desemprego – e, se estas políticas forem implementadas, dentro de seis meses, um ano, este número já não será o mesmo, teremos um número de desempregados muito superior sem qualquer tipo de protecção social. Estamos a propor soluções para resolver o problema, enquanto as políticas deste governo e da troika agravam a situação. Se for coerente com aquilo que diz, que está preocupado com a pobreza e o desemprego, a primeira coisa que deve fazer é reflectir sobre o documento que lhe foi apresentado e tomar uma decisão óbvia: não promulgar. Porque os conteúdos do documento que está em discussão pública na Assembleia da República não só promovem a facilitação dos despedimentos como incentivam os patrões a despedir, neste caso concreto a aumentar o desemprego e simultaneamente também as outras propostas visam a aceitação da pobreza. Se houver coerência, é isso que ele tem de fazer – não promulgar." (in, Jornal i).
                                                                                                                        
SECRETÁRIO DE ESTADO DA ENERGIA ATACOU EDP E... FOI POSTO NA RUA
                                                                                                                                  
Ele sugeriu que fossem diminuidas as rendas da EDP para diminuir em 27€/ano as facturas dos consumidores... Henrique Gomes, secretário de Estado da Energia, é a primeira baixa no governo liderado por Pedro Passos Coelho. Henrique Gomes, que defendeu uma contribuição especial sobre as rendas excessivas no negócio regulado da energia em Portugal, bate com a porta numa altura em que o governo, mesmo sob grande pressão da troika, está dividido sobre a forma de reduzir a protecção dada ao sector, dominado pela EDP. O governo confirmou ontem à noite a demissão do secretário de Estado, avançada pelo “Diário Económico”. O nome de Artur Trindade, actual director da ERSE (o regulador do sector da energia), já foi proposto ao Presidente da República para substituir Henrique Gomes. A justificação oficial para a saída são os tradicionais “motivos pessoais e familiares”. A edição online do “Jornal de Negócios” avança, contudo, que Henrique Gomes já tinha apresentado a demissão na semana passada depois de ter sido impedido de falar especificamente sobre as rendas excessivas na energia de que beneficia sobretudo a EDP. A saída do secretário de Estado é um sinal público da divisão do governo sobre a austeridade a aplicar ao negócio da energia.
No final de 2011, Henrique Gomes apresentou uma proposta de criação de uma contribuição especial para reduzir o custo da energia – a proposta acabou por ser chumbada pelo ministério das Finanças. Vítor Gaspar – aconselhado pelos assessores que mediaram a privatização da EDP – não quis prejudicar o encaixe financeiro do Estado com a venda da eléctrica aos chineses da Three Gorges. Desde essa altura que é conhecido o mal-estar de Henrique Gomes na pasta da energia. O dossiê da energia é um dos pontos fulcrais para a próxima avaliação da troika, para quem a redução do preço da energia é fulcral para a competitividade da economia portuguesa. Segundo apurou o i, quer na segunda missão de avaliação (em que o tema levou três semanas a ser discutido), quer na terceira, os técnicos da Comissão Europeia e do FMI mostraram impaciência e descontentamento sobre a lentidão e hesitações que o governo – Vítor Gaspar e o secretário de Estado adjunto Carlos Moedas – mostram nesta área. A troika impõe agora uma solução, caso contrário Portugal arrisca-se a não receber a quarta tranche. No governo a divisão explica-se em parte com o receio de rasgar contratos assinados e em vigor. O homem que agora entra, Artur Trindade, não será uma escolha próxima das pretensões das empresas de energia, em particular a EDP. “Acompanha o dossiê da revisão das rendas do sector muito de perto e tem uma posição idêntica à de Henrique Gomes”, aponta ao i uma fonte do sector.
                                                                                               
"GERAÇÃO À RASCA" DE HÁ UM ANO DEU LUGAR A "PORTUGAL INTEIRO À RASCA"
                                                                                                                       
PEC's e Austeridade só afundam mais a economia e atiram para a rua milhares de famílias todos os anos... Não é fácil perceber o que mudou para melhor desde que, a 12 de Março, o País assistiu a uma das maiores manifestações de que há memória, sem qualquer estrutura partidária ou sindical por detrás. Na altura, os ingredientes que confeccionaram o protesto foram vários, como recorda Alexandre Sousa Carvalho, um dos organizadores do protesto: a canção “Parva que Sou”, dos Deolinda, verbalizava a insatisfação de uma geração de licenciados que não conseguia encontrar estabilidade laboral; a Primavera Árabe continuava a derrubar ditadores no Norte de África e Médio Oriente. E o Governo Sócrates vivia uma fase de muita contestação. A soma destas partes foi igual a 300 mil pessoas na rua em Lisboa e no Porto. Hoje, a Primavera Árabe procura derrubar mais um líder – desta feita na Síria. Por cá, o Governo mudou, e até trouxe um “bónus”: a troika, pedida por José Sócrates a 6 de Abril, para resolver o problema de financiamento do País. “Um ano depois temos um Portugal à rasca. As medidas que estão a ser tomadas não têm em conta as pessoas, e estão a colocar-nos em recessão. Não há estabilidade profissional, o desemprego continua a aumentar”, lamenta Paula Gil, uma das organizadoras (são quatro) do 12 de Março – que deu origem ao Movimento 12 de Março (M12M). A descrição é facilmente entendível, numa altura em que o próprio Presidente da República se queixa da sua reforma. Alexandre Sousa Carvalho lamenta que a precariedade não tenha sido “tratada”. “Uma das nossas acções, em conjunto com outros movimentos, foi uma iniciativa laboral cidadã, um projecto-Lei para o qual recolhemos 36 mil assinaturas, e que agora está na Assembleia da República. Reunimo-nos com a bancada do PSD para discutir a proposta, e disseram-nos que não a tinham lido, apesar de ela apenas ocupar uma folha A4”, conta um dos membros do movimento. “Além disso, as crises política e económica estão mais graves e o desemprego em níveis que já não víamos há 20 anos”, observa. (in, Jornal de Negócios)
                                                                                                        
                                                                                              
                                                                                                                                     

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Maçonaria na órdem do dia !

PS critica “fúria desnorteada de clientelismo” do Governo
                                                                                                                    


Socialistas contra as mais recentes nomeações do Executivo PSD/CDS... Socialista Manuel Alegre lamenta "recidiva salazarenta" que pretende "obrigar os maçons a assumirem-se"... Cardeal Patriarca critica "influência directa" da maçonaria na política... João Cravinho (PS) defende identificação dos maçons... Morais Sarmento (PSD) já sentiu "alinhamentos com influência da maçonaria"!
                                             
O PS acusa o primeiro-ministro de quebrar promessas eleitorais. Em causa estão as mais recentes nomeações para a empresa “Águas de Portugal”. O presidente da Câmara do Fundão, o social-democrata Manuel Frexes, e Álvaro Castelo Branco, do CDS-PP, actual vice-presidente da Câmara do Porto, integram a nova equipa de administradores da empresa. João Ribeiro, secretário nacional do PS, acusa PSD e CDS de “fúria desnorteada de clientelismo”. “Os portugueses estão impressionados com a facilidade com que o primeiro-ministro está a quebrar promessas centrais da sua campanha eleitoral. Das duas uma: ou há um problema de autoridade do primeiro-ministro ou há um problema de promessas quebradas, em qualquer uma das situações estamos perante uma situação muito grave”, disse. João Ribeiro que remeteu para o grupo parlamentar eventuais comentários à garantia deixada hoje pelo ministro das Finanças de que o Governo não interferiu na escolha dos órgãos sociais da EDP. Obrigação de declarar pertença à maçonaria é "atentado à Constituição". Manuel Alegre, ex-candidato presidencial, considera que está em curso um atentado à Constituição. Em causa está o debate sobre a eventual obrigação de os detentores de cargos públicos declararem pertença à maçonaria nos casos em que tal sucede. “Vejo isso como uma coisa salazarenta contra a Constituição, não de um Estado democrático. Há o direito à privacidade, de ser da Opus Dei, de ser da maçonaria, de ser ou não ser. Acho isso um atentado à Constituição e acho uma recidiva salazarenta muito triste para a nossa democracia”, disse. Alegre fez estas declarações à margem do lançamento de um livro de Almeida Santos, na Assembleia da República. O ex-presidente do PS considerou "estúpida" a ideia de obrigar titulares de cargos políticos a declarar em registo de interesse uma eventual filiação maçónica. “É uma similitude terrível com aquilo que nós sofremos na época de Salazar. Acho estranho que voltemos a isso”, referiu Almeida Santos.
                                                                                                
Loja maçónica defende secretismo em anúncio de jornal
                                                                                                                                      
Num artigo pago, publicado no DN, o Grão Mestre do GOL lembra uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, face a uma lei adoptada em Itália, que obrigava os candidatos a cargos públicos a declarar a sua pertença a organizações maçónicas. O Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), Fernando Lima, afirma, num artigo impresso em espaço pago no “Diário de Notícias”, que qualquer lei que obrigue os candidatos a lugares públicos a declarar a sua pertença a associações maçónicas é uma discriminação. No artigo, Fernando Lima lembra a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem relativamente a uma lei aprovada em Itália, em 2000, que "obrigava os candidatos a cargos públicos dessa região a declararem a sua pertença a associações maçónicas". O tribunal determinou que o articulado constituía uma "violação do artigo 14 (interdição de discriminação) da Convenção Europeia dos Direitos do Homem combinado com o artigo 11 (liberdade de reunião e de associação)". No desfecho do processo, o Estado italiano foi condenado a pagar cinco mil euros de indemnização à Grande Oriente de Itália. Lambrando que o Grande Oriente Lusitano, fundado em 1802, é a segunda mais antiga obediência maçónica mundial em exercício, Fernando Lima diz ainda que o movimento "não aceita ser envolvido em assuntos decorrentes de interesses empresariais". "No difícil momento económico e social que Portugal vive e cujos efeitos na vida quotidiana dos cidadãos são infelizmente cada vez mais sentidos, é urgente saber orientar as energias para o que efectivamente é importante: a mobilização patriótica para as responsabilidades colectivas", assinala o texto do chefe maçónico. O comunicado do GOL é publicado sobre uma espécie de "marca de água" em que estão listados vários nomes célebres ligados à maçonaria, como Almeida Garrett, Adelino Palma Carlos, Benjamin Franklin ou Baden Powell.
                                                                                                                                    
"Maçonaria na política? Só me admiro que haja gente a surpreender-se com isso"
                                                                                                                                  
Cardeal Patriarca desdramatiza actual polémica sobre a maçonaria, mas considera negativo que a organização secreta tenha influência nas decisões políticas. D. José Policarpo, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, não se mostrou surpreendido com as revelações de envolvimento da maçonaria na política e afirma que esse não é um assunto que a Igreja considere prioritário. “A maçonaria faz parte da sociedade, é conhecida há muito tempo. Que a maçonaria tem influência na vida política? Só me admira que haja gente a surpreender-se com isso neste momento. Mas isso não é, para nós, uma questão de primeiro plano”, considera D. José Policarpo. O Patriarca não deixou de comentar a ironia de a maçonaria estar agora sob os holofotes: "Não deixa de ser interessante ser a própria maçonaria, que se primava pelo seu secretismo, forçada a vir para a luz do dia. Realmente, numa sociedade como a nossa, tudo o que se define como sendo secreto é um bocado incompatível". Para o Cardeal Patriarca, não há necessidade de um maçon se assumir publicamente. “Não vejo porquê. A páginas tantas, também vão ter que assumir se são do Sporting ou do Benfica? Não me parece necessário.” O ponto que D. José Policarpo questiona é a eventual influência em decisões políticas: “A maçonaria, enquanto tal, ter influência directa em coisas políticas, isso está mal. Agora se são maçons, ou católicos, ou do Sporting, isso não me parece importante”. O Cardeal Patriarca falou aos jornalistas no final da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, que decorreu hoje em Fátima.
                                                                                                                    
Mota Amaral contra “caça à Maçonaria”
                                                                                                                                                  
Ex-presidente da Assembleia da República defende “transparência”. Mota Amaral diz ser necessária transparência na vida política, mas lamenta o que diz ser uma espécie de “caça à Maçonaria”. Questionado sobre os eventuais perigos das ligações à maçonaria, o antigo presidente da Assembleia da República insiste na necessidade de total clareza na actividade política. “Não é altura de lançarmos uma espécie de caça à Maçonaria. É preciso transparência – isso sim é desejável. Aliás, falo por mim: eu pertenço à Opus Dei há mais de 50 anos e toda a gente sabe isto. A minha posição é a transparência, é o que eu pratico”, disse. Mota Amaral fez estas declarações à margem da apresentação de dois livros de Almeida Santos, outro ex-presidente da Assembleia da República.
                                                                                                                                
João Cravinho defende identificação de maçons quando exercem cargos públicos
                                                                                                                                           
O antigo ministro e deputado socialista é maçon e participou, hoje, como testemunha, no julgamento da Universidade Independente, em Lisboa. O socialista João Cravinho considera que os maçons se devem identificar quando ocupam cargos públicos. Numa altura em que a influência da maçonaria no poder político está na primeira linha da actualidade, o antigo ministro das Obras Públicas, maçon assumido, admite, até, a alteração do registo de interesses, embora defende que a declaração deve ser voluntária. “A minha experiência própria é que há, de facto, razão perfeitamente justificada para que os maçons se identifiquem voluntariamente e que revelem a sua situação perante casos de presença em órgãos de soberania ou cargos que, de uma maneira ou doutra, representam uma confiança investida neles. Inclusivamente pela lei de registo de interesses”, afirmou aos jornalistas à saída do tribunal de Monsanto, em Lisboa, onde foi chamado pela defesa no julgamento do caso Universidade Independente. “Acho que deve ser voluntário, com todas as cautelas e a preservação de direitos individuais. Não vejo nenhum inconveniente”, acrescentou. Sobre o caso da Universidade Independente, no qual foi arrolado como testemunha pela defesa, disse ter falado ao juiz das circunstâncias em que conheceu o antigo reitor da universidade, Luís Arouca. Já sobre a ausência de José Sócrates, também arrolado como testemunha neste julgamento, Cravinho limitou-se a dizer que não conhece a agenda do antigo primeiro-ministro. “Não conheço a agenda e as obrigações do engenheiro Sócrates. Eu próprio já fui notificado como testemunha abonatória em situações anteriores estando no estrangeiro e, em devido tempo, notifiquei o tribunal e, pelo menos em dois casos, o tribunal atendeu à dificuldade prática de eu estar presente e dispensou-me”, afirmou, adiantando que não falou com José Sócrates nos últimos dias. O antigo primeiro-ministro enviou um requerimento ao tribunal de Monsanto alegando não poder comparecer por estar fora do país.
                                                                                                                                         
Sarmento já sentiu "alinhamentos no PSD influenciados pela Maçonaria"
                                                                                                                                             
Sarmento diz que o problema atinge o PSD como todos os partidos. Vera Jardim, que assume simpatia pela causa, defende menos secretismo, mas é contra a obrigatorieade de divulgação de filiações maçónicas. O social-democrata Nuno Morais Sarmento afirmou, no programa "Falar Claro", que já sentiu, num ou noutro momento, processos de decisão e escolha, dentro do PSD, por influência da maçonaria. "Já senti, num ou noutro momento, alinhamentos e, por isso, processos de decisão e de escolha, nos partidos do arco constitucional, que tinham influência, por exemplo, da maçonaria. Não digo que fosse a única influência externa, mas havia influ~encia da maçonaria", disse Sarmento no Falar Claro. Para o antigo ministro social-democrata, este é um facto que "preocupa", porque "há alinhamentos que escapam lógica do partido, às regras, aos valores do partido, às razões porque ali estamos" e nem o PCP escapa: "No PCP também, mas não é assumido porque é proibido, faz-se sem se fazer...". "Quando vejo escolhas internas dos partidos a serem influenciadas por alinhamentos desses, sou francamente contra", sublinhou Morais Sarmento. O habitual opositor de Sarmento no "Falar Claro", José Vera Jardim, declarou-se não maçónico, embora assuma simpatia pela instituição. O antigo ministro do PS sustenta que a maçonaria deve, nesta altura, abrir-se mais ao exterior e defende que cada maçónico deve, por sua própria iniciativa, declarar se pertence ou não à organização, em nome da transparência. Vera Jardim discorda, no entanto, que essa possa ser uma obrigatoriedade decorrente da lei.
                                                                                                                                                  
Desemprego em Portugal é o quarto mais alto da Europa
                                                                                                                                                 
Trata-se de um novo máximo. Taxa subiu de 13% (Outubro) para 13,2% (Novembro), revela relatório do Eurostat. A taxa de desemprego em Portugal subiu para 13,2%, em Novembro, colocando o país na quarta posição no ranking da União Europeia (UE). Espanha, Irlanda e Eslováquia são os países com taxas mais elevadas do que a portuguesa. Os dados hoje divulgados, em Bruxelas, pelo Eurostat mostram o número de desempregados em Portugal tem vindo a subir de modo consecutivo desde Maio, mês em que a taxa se situava em 12,6%. Face a Novembro de 2010, os números mostram um agravamento de 0,9 pontos percentuais. Em Outubro de 2011, a taxa era de 13%. A Zona Euro tem mais de 16 milhões de desempregados. Os dados do Eurostat mostram que, em Novembro, encontravam-se no desemprego 23,674 milhões de cidadãos, dos quais 16,372 milhões na Zona Euro. Em comparação com o ano passado, houve um aumento de 55 mil desempregados na União e de 45 mil no espaço monetário. Entre Novembro de 2010 e Novembro de 2011, a taxa de desemprego subiu dos 10% para os 10,3% na Zona Euro e dos 9,6% para os 9,8% no conjunto dos 27. Os valores mais baixos foram registados na Áustria (4%), Luxemburgo e Holanda (ambos com 4,9%).
                                                                                                                    
Grupo Salvador Caetano despede dezenas de trabalhadores
                                                                                                                                           
Sindicato denuncia pressão sobre trabalhadores. O Sindicato do sector denuncia pressão sob os trabalhadores para assinar rescisão de contratos. A crise chegou à Salvador Caetano. O grupo já despediu dezenas de pessoas e estão em curso vários processos de rescisão de contrato. O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras (SITE) acusa uma das empresas do grupo de estar a pressionar trabalhadores para assinarem acordos de rescisão. “O que estão a fazer é contactar pessoas com vista à redução de efectivos, propondo indemnizações muito abaixo daquilo que a lei estabelece, com vista à saída de trabalhadores”, afirmou Navalha Rodrigues, do SITE. O grupo Salvador Caetano explicou que “está a adaptar os recursos físicos e humanos à realidade do mercado automóvel” e que “tem feito de forma tranquila e amigável alguns acordos que salvaguardam os interesses de ambas as partes”. Numa nota enviada à agencia Lusa, o grupo refere a “constante penalização do sector por via do aumento consecutivo dos impostos”, o que resulta “numa redução do volume de emprego e do nível de investimento e de instalações”.
                                                                                                                                 
“Governo tem zero propostas para combater desemprego"
                                                                                                                                                      
Temos mais obrigações com os portugueses do que com os mercados, afirma António José Seguro. O secretário-geral do PS acusa o Governo de ter "zero propostas para as políticas activas de emprego e para combater o desemprego", defendendo "mais obrigações com os portugueses do que com os mercados". António José Seguro discursava durante o jantar de Reis da concelhia do PS/Porto, em Alfândega, onde afirmou que "hoje não é um dia bom para Portugal", devido à divulgação dos dados do Eurostat sobre o desemprego em Portugal, considerando que "nenhum político com sensibilidade social pode estar satisfeito" quando se "atinge o número mais elevado de desempregados que há memória" no País. "Hoje houve um debate quinzenal na Assembleia da República. Sabem quantas vezes o primeiro-ministro se referiu aos desempregados? Zero. Sabem quantas vezes o primeiro-ministro falou de emprego e de políticas activas de emprego? Zero. Este é o Governo que não fala para os desempregados, que não fala da necessidade de promover o emprego. Este é o Governo que tem zero propostas para as políticas activas de emprego e para combater o desemprego no nosso País", condenou. O secretário-geral socialista deixou uma pergunta: "Como é que é possível olhar para um país que, no mesmo dia em que tens os níveis de confiança mais baixos de sempre, tem o nível de desemprego mais elevado de sempre?".
Para Seguro há duas maneiras: "Uma, é desistir dele, é baixar os braços, é dizer aos jovens e aos professores: emigrem. Mas há uma outra alternativa, há um outro caminho, que é dar esperança, é dar confiança através de propostas concretas". Seguro voltou a rejeitar que o destino de Portugal seja a austeridade, acusando o Governo de estar "apaixonado" por ela. "Nós temos mais obrigações com os portugueses do que com os mercados. O Governo olha para os mercados, faz tudo pelos mercados, nada contra os mercados. Pois bem, os mercados são importantes numa economia, mas é fundamental que essa economia esteja ao serviço das pessoas e em particular das pessoas que mais necessitam da criação dessa mesma riqueza", defendeu. Compreendendo que tenha que "haver medidas de contenção que originam alguma austeridade", o socialista sublinhou "a grande diferença", nesta matéria, que separa o PS em relação à direita: "o governo do PSD e do CDS olha apenas para a austeridade como a solução para os nossos problemas, porque acreditam convictamente que é através de medidas de austeridade que mais cedo ou mais tarde o País pode recuperar o seu rumo de crescimento. Não é verdade. Essa receita já foi aplicada na Grécia e não resultou".
                                                                                                                
                                                                                                                   
                                                                                                                                       

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cidadania parece acordar

GRUPO DE CIDADÃOS LANÇA MOVIMENTO PARA AUDITAR DÍVIDA PORTUGUESA
                                                                                                                                           
Para o movimento, AUSTERIDADE não passa de uma máscara, de uma fachada para uma agenda económica escondida e sem nexo... Rebelo de Sousa considera graves as afirmações, a 2.ª vez que o 1.º Ministro aconselha à emigração... O líder do PS diz não ter dúvidas: este Governo está sem rumo, viciado em austeridade e demissionário...
                                         
Um grupo de cidadãos independentes e de pessoas ligadas ao Partido Socialista, Partido Comunista Português e Bloco de Esquerda querem promover uma auditoria à dívida pública portuguesa. Os princípios orientadores desta acção foram definidos no sábado, num encontro inédito que reuniu mais de 600 pessoas em Lisboa. Entre os elementos eleitos para a direcção desta iniciativa estão nomes como Octávio Teixeira, Manuel Carvalho da Silva, José Castro Caldas, José Paupério Fernandes, Boaventura Sousa Santos, Nuno Teotónio Pereira, Ana Benavente e Adelino Gomes, numa lista de 44 pessoas. Na base deste movimento cívico estão as várias questões sobre as razões que levaram ao endividamento de Portugal e que acabaram por originar um pedido de auxílio ao Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia. Pretendem os seus promotores determinar a origem e os valores da dívida. Saber se existe parte da dívida que é ilegítima e não deve ser paga por todos os contribuintes. “A propaganda de matriz neoliberal promove a ideia de que a dívida pública portuguesa se ficou a dever sobretudo aos gastos com as funções sociais do Estado”, lê-se no documento saído do encontro. “No entanto, há contratos públicos pouco escrutinados, de que resulta, a prazo, maior endividamento público. É o caso de diversas Parcerias Público-Privadas (PPP), que, como indiciam relatórios do próprio Tribunal de Contas, se têm vindo a revelar gravosas para o Estado.”
O movimento descreve a auditoria que pretende fazer como externa, porque a comissão não é estatal, e independente, porque garante um muito maior grau de transparência e de prestação de contas aos cidadãos. “No entanto, não significa que ela prescinda da colaboração com instituições públicas específicas, como o Tribunal de Contas, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público ou o Banco de Portugal”, acrescenta. “Pelo contrário: essa colaboração deve existir e deve ser estreita, já que estas instituições possuem dados e competências essenciais para levar a cabo o trabalho de auditoria. É preciso obtê-los e exigi-los.” O movimento acusa também as autoridades nacionais de não estarem a encarar o problema da dívida na óptica dos interesses da população portuguesa. E que esse foi o motivo principal de se unirem, para promoverem um processo de auditoria cidadã à dívida pública nacional. “A auditoria deve avaliar a complexidade do problema da dívida, calcular a sua dimensão, determinar as partes da dívida que são ilegais, ilegítimas, ou insustentáveis, e exigir a sua reestruturação e redução para níveis social e economicamente sustentáveis”, exigiram os participantes no encontro de sábado. “Este trabalho pode levar à conclusão de que há parcelas da dívida que devem ser repudiadas.”
Para o movimento, a austeridade, ou a estratégia de “desvalorização interna”, com que o governo promete resolver de um só golpe os problemas do défice das contas públicas e das transacções com o exterior, é uma falácia. O aumento do desemprego, induzido pela recessão, combinado com a retracção da protecção social aos desempregados, são os mecanismos que acabam por forçar a redução dos salários e retrair ainda mais a economia, pela diminuição da procura agregada. Ao contrário de recuperar as contas, a economia tenderá, segundo os subscritores, a entrar numa espécie de armadilha, quanto mais se paga a dívida, mais se deve. Mais. No encontro foi salientado que esta estratégia ignora o risco de uma permanente derrapagem das contas públicas resultante da retracção da receita fiscal criada pela recessão. Sendo que também é “socialmente brutal e economicamente fútil”. E que no final da intervenção da troika, Portugal terá uma dívida pública maior e estará mais pobre.
                                                                                            
DECLARAÇÕES SOBRE EMIGRAÇÃO DE PASSOS COELHO CRITICADAS POR PS, BE, PCP E... MARCELO REBELO DE SOUSA
                                                                                                                             
O comentador Marcelo Rebelo de Sousa não poupou este domingo à noite o primeiro-ministro por este ter dito que os professores sem trabalho em Portugal devem procurá-lo fora do país. "Passos não pode convidar os portugueses a emigrar", disse Marcelo, classificando as afirmações do primeiro-ministro como "graves". No seu habitual espaço de comentário no Jornal das 8 da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou: "Atenção que ele [Passos] não é um comentador político, é o primeiro-ministro de Portugal". "Se ele tem dito que há desemprego, mas o Governo está a tratar com as autoridades brasileiras e angolanas, no sentido de encontrar saída profissional, vocacional e pessoal, isso era bem dito. Agora como ele disse... Eu já disse o mesmo em relação a um secretário de Estado, mas é mais grave dito por um primeiro-ministro", acrescentou. "Os portugueses querem um primeiro-ministro que lhes diga: 'Eu vou governar de tal maneira que não será preciso emigrar para o estrangeiro'", disse ainda Marcelo.
O secretário-geral do PS, António José Seguro, mostrou-se também, neste domingo, "profundamente chocado" com as afirmações do primeiro-ministro no sentido de os professores desempregados emigrarem, considerando Passos Coelho "um primeiro-ministro demissionário". "Significa que é um primeiro-ministro que está demissionário, que está passivo e de braços caídos", disse o líder socialista aos jornalistas em Maiorca, concelho da Figueira da Foz, onde participou num almoço de Natal com militantes. Também o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, já mostrou a sua indignação por o primeiro-ministro ter admitido que os professores portugueses podem encontrar no mercado de língua portuguesa uma alternativa ao desemprego em Portugal, aconselhando Passos Coelho a emigrar. "Penso que o senhor primeiro-ministro podia aproveitar (a sugestão) e ir ele próprio desgovernar outros países e outros povos. Não desejo no entanto que esses países e esses povos sejam os nossos irmãos de língua portuguesa", disse Mário Nogueira, reagindo à entrevista publicada, este domingo, pelo Correio da Manhã.
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje «inaceitáveis» as afirmações do primeiro-ministro no sentido de os professores desempregados emigrarem, desafiando Passos Coelho a explicar aos portugueses porque é que toma medidas que aumentam o desemprego. "Como é que estão preocupados com o emprego se todas as medidas que tomam vão no sentido de mais desemprego, com esta ideia peregrina que Passos Coelho foi avançando já que a alternativa será a emigração para o Brasil ou para Angola. É inaceitável", afirmou Jerónimo de Sousa.Em reação às declarações de Passos Coelho, que aconselhou os professores que ficaram sem emprego a irem trabalhar para o Brasil ou Angola, o dirigente bloquista Jose Gusmão diz que depois dos jovens e dos professores, falta saber "quem será o próximo conjunto de portugueses a quem o Governo apontará a porta da rua". O Bloco considera ainda que a promessa de baixar impostos em ano de eleições contrasta com a "borla fiscal" à banca que se poderá estender por 20 anos.
                                                                           
GOVERNO QUASE DEMISSONÁRIO FAZ REUNIÃO DE EMERGÊNCIA JUNTO DA NATO EM OEIRAS
                                                                                                                                
O líder do PS diz não ter dúvidas: este Governo está sem rumo, viciado em austeridade e demissionário... António José Seguro reagiu duramente à entrevista de Passos Coelho sobre os professores e diz que só Governo "demissionário" mandaria emigrar. Também as distritais do PSD, pressionadas pelos militantes que votaram neste Governo, exigem fim da austeridade ao Primeiro-ministro. Após dez horas a afinar a estratégia das reformas para um "ano difícil", o conselho de ministros extraordinário de ontem, em Oeiras, acabou sem conclusões, como planeado. E enquanto os ministros se reuniam, na Figueira da Foz o líder da oposição ensaiava a resposta: António José Seguro acusou Passos Coelho de estar "apaixonado pela austeridade". Também a afirmação do primeiro-ministro, numa entrevista, de que emigrar é solução para evitar desemprego dos professores não ficou sem resposta, com o líder socialista a acusar Passos Coelho de estar "demissionário", "passivo" e de "braços caídos". E para juntar às pressões sobre o Executivo, as distritais do PSD contestam agravamento da austeridade. Num almoço no Fundão, dirigentes sociais-democratas pediram ao Governo que comece a aplicar resultados dos sacrifícios.
                                                                                                                     
O COMENTADOR SURREALISTA : "PORTUGAL TEM GENTE A MAIS..."
                                                                                                                               
o comentarista comparou Portugal a uma empresa e disse que a empresa tinha gente a mais... O comentador da SIC Notícias - Vítor Andrade - do Jornal Expresso, comentava no Jornal de Economia as declarações infelizes de Passos Coelho, reforçando que na última semana alguns políticos fizeram várias afirmações "infelizes" que não favorecem nada a imagem de Portugal perante a crise. O comentador afirmou ainda que sugerir que mão-de-obra qualificada emigre "já diz muito sobre as elites políticas deste país". Mas este comentador fez uma declaração ainda mais infeliz quando comentava o comentário de Passos Coelho. "Vamos comparar Portugal a uma empresa" e logo de seguida conclui "Portugal é uma empresa mal gerida... com gente a mais...". Ou seja por teorema, se comparou Portugal a uma empresa e diz que a empresa tem gente a mais, Portugal tem gente a mais e por isso deve emigrar? Vejamos o que diz no início do minuto 1:08: http://sicnoticias.sapo.pt/programas/edicaodamanha/article1066364.ece.
                                                                                                                         
PS ACUSA PASSOS COELHO DE ARRASAR A SEGURANÇA SOCIAL E DE FAVORECER O LOBBY DAS SEGURADORAS
                                                                                                                                                    
José Seguro acusou o PSD de favorecer o lobby das seguradoras ao privatizar a SS. O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusa o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho de querer dar uma machadada na Segurança Social. Ontem, Passos Coelho admitiu ao Correio da Manhã que dentro de 20 anos as reformas podem cair para metade. António José Seguro pede explicações. “Nós exigimos essas explicações e queremos saber onde ele [Passos Coelho] se fundamenta porque o único estudo que nós conhecemos que veio a público e que aponta nesse sentido não é nenhum estudo de organizações internacionais: foi um estudo divulgado há um mês da Associação Portuguesa de Seguradoras que, obviamente, tem um interesse específico nessa área da Segurança Social”, disse Seguro. É por esta e outras razões que António José Seguro acusa Pedro Passos Coelho de fazer tudo ao contrário: “Dá más notícias, não passa uma semana sem anunciar novos pesadelos para os portugueses, muitas das vezes sem sustentação qualquer. Neste momento precisamos do contrário, não de ilusões, mas de verdade”. O líder socialista deixou estas declarações durante um almoço de Natal com militantes em Maiorca, no concelho da Figueira da Foz.
                                                                                                                                                           
LOUÇÃ ATACA GOVERNO ACUSANDO-O DE LANÇAR "ROTEIRO DE TERROR ECONÓMICO"
                                                                                                                                        
Para o PS Passos Coelho está apaixonado pela austeridade; para o BE ele está é "viciado"... O líder do BE fez na sexta-feira passada um violento ataque a política de Passos Coelho, acusando-o de estar a por em causa o crescimento económico do país. Francisco Louçã acusou Passos de aplicar 'um roteiro de terror' sobre a economia, prejudicando o Serviço Nacional de Sáude e o emprego e apelidou de 'fanatismo' a intenção do chefe do Executivo de introduzir em Portugal o limite ao défice estrutural. Uma intenção que deriva de uma imposição saída do tratado firmado no último Conselho Europeu. O líder do Bloco de Esquerda quis saber se Passos Coelho pretende impor esse limite á custa do emprego e do Serviço Nacional de Saúde e Passos negou que a introdução da regra de ouro - matéria que acabou por dominar grande parte do debate desta manhã - 'não sacrifica' o SNS, nem implica que se 'acaba com não sei quantos empregos, nem com sei quantos hospitais'. Passos voltou a frisar que só poderá 'haver crescimento económico com responsabilidade e disciplina' e sustentou que é convicção sua e dos seus parceiros europeus que o equilíbrio orçamental é uma necessidade e uma regra que tem que estar bem definida. 'Os nossos orçamentos devem ser equilibrados', disse, poucos antes de Heloísa Apolónia, do PEV, ter avisado o primeiro-ministro que as pessoas 'não aguentam mais austeridade' e depois de António José Seguro, líder do PS, ter acusado o Governo de ter como única receita a austeridade. Francisco Louçã ainda acusou Passos Coelho, indirectamente, de estar a fazer uma 'nacionalização chinesa, brasileira ou alemã, na EDP e desafiou o primeiro-ministro a explicar porque razão visitou recentemente a EON, uma das empresas que estará a concorrer a compra do capital da eléctrica portuguesa. Passos ainda não respondeu porque a bancada do Governo esgotou o sem tempo nas respostas ao Bloco de Esquerda.
                                                                                                                                                      
PORTUGAL O 3.º PAÍS MAIS POBRE DA EUROPA ENTRA EM ESPIRAL ECONÓMICA DESCENDENTE
                                                                                                                                        
João Paulo Guerra do Económico conta-nos como é ser o 3.º mais pobre da UE. Portugal, onde o PIB per capita correspondia em 2009 e 2010 a 80,1% da média europeia, é o terceiro país mais pobre da zona euro. Pelo que é difícil compreender que a receita para sair da crise seja o ainda maior empobrecimento do país e do seu povo, como decidiu a ‘troika' e no sentido em que procede o Governo de coligação Lapa / Caldas, com a bênção de Belém e o ámen do Largo do Rato. Num mapa da Europa, Portugal fica no Terceiro Mundo, bem abaixo da Grécia, taco a taco com a Eslovénia e um pouco acima da Eslováquia e da Estónia. A questão é que a Europa, enquanto existiu como projeto, só funcionou para a burocracia e as diretivas que favoreciam os interesses dos muito grandes e gananciosos. A Europa, que agora quer proibir o défice excessivo nas constituições, nunca emitiu diretivas a proibir a pobreza, o desemprego, a indigência, ou a mandar transpor para a ordem interna dos países o bem-estar e o desafogo. E depois, por motivos meramente estratégicos, juntou num mesmo continente conteúdos tão diversos e tão distantes como a Noruega e a Bósnia-Herzegovina, a Suíça e a Bulgária, ou até mesmo o Luxemburgo e Portugal. A coesão não passou de um ‘slogan' e o Luxemburgo tem um poder de compra médio que representa mais do triplo da média do poder de compra dos portugueses. E Portugal, que o salazarismo reduziu a uma horta estagnada e a contrarrevolução a uma quinta de compadres, entrou para o clube - primeiro da Comunidade Europeia, depois do euro - sem condições para pagar a jóia e malbaratando os fundos europeus.
                                                                                                                                          
BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS QUER GOVERNANTES CORRUPTOS DA ÚLTIMA DÉCADA JULGADOS POR CRIME ECONÓMICO
                                                                                                                                                      
Criminalizar os políticos corruptos poderá ser o caminho afirma o bastonário. O Bastonário da Ordem dos Médicos defendeu que há alternativas ao aumento das taxas moderadoras e quer que governantes da última década sejam julgados por crime económico. Perante uma plateia de 500 médicos recém-formados, este domingo no Porto, José Manuel Silva optou por um tom crítico às políticas de saúde em Portugal, defendendo que o aumento das taxas moderadoras não é o caminho a seguir. «Não é admissível aumentar os impostos sempre aos mesmos. Para isso não precisamos do ministro das Finanças, basta um contabilista. É necessário que a economia paralela pague impostos. Só isso seria suficiente para equilibra o Orçamento do Estado», defendeu. «Se o ministro da Finanças não sabe como fazê-lo, que dê lugar a quem saiba, porque não é difícil taxar a economia paralela», completou. No discurso, o bastonário da Ordem dos Médicos recuou ao tempo de Salazar para falar de um futuro incerto para os recém-formados. José Manuel Silva lembrou as «críticas que eram feitas ao anterior regime, que não dava condições de vida aos seus cidadãos» e que os obrigava a sair do país, para alertar que em 2012 os jovens médicos podem ser confrontados com uma nova realidade, «um excesso de candidatos para o número de vagas de especialidade».
A reportagem em: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2194142.
                                                                                                                         
SEM CLIENTES DEVIDO À CRISE A MAIORIA DOS CASINOS EM PORTUGAL AMEAÇAM FECHAR
                                                                                                                                 
Nos casinos, as salas de jogo antros de vício do dinheiro, estão a fechar, uma boa notícia desta crise... Os casinos mantêm os clientes, mas estes apostam menos e qualquer um, mesmo que andrajoso pode entrar. As receitas desceram e as perspectivas são para piorar devido "à crise" e à "concorrência ilegal", acusam estes estabelecimentos. Artur Mateus, da Associação Portuguesa de Casinos (APC), revelou que a crise nestes estabelecimentos começou a acentuar-se em 2009, quando "as receitas brutas dos jogos caíram 10,3% face ao ano anterior (de 387,7 para 347,7 milhões de euros". Tratou-se de "um decréscimo sem precedentes na história do sector, que se verificou apesar da abertura do Casino de Chaves em 2008, e do consequente aumento, de nove para 10, do total de casinos em exploração", disse. Também o ano de 2010, com 344,5 milhões de euros, caracterizou-se por "um agravamento deste decréscimo de receitas, que se agudizou em 2011". Já este ano, o decréscimo em Janeiro situava-se em 3,29%, face ao período homólogo de 2010, com um agravamento progressivo que, em Setembro, se cifrava em 4,77%. Para Artur Mateus, esta situação deve-se "não só à crise generalizada que afecta toda a economia, como também a factores específicos", como a "concorrência ilegal, e nunca combatida pelo Estado, dos casinos online, responsáveis por uma significativa alteração dos hábitos de aposta dos portugueses e pelo consequente desvio de receitas de uma actividade legal e altamente tributada - a dos casinos legais - para o jogo na Internet, não sujeito a qualquer tributação em Portugal".
                                                                                                                                          
THE ECONOMIST: PORTUGAL TERÁ 831.000 DESEMPREGADOS EM 2013
                                                                                                                                                 
Só os políticos é que parecem cegos perante os resultados das suas próprias políticas... A unidade da “The Economist” aponta para que a taxa de desemprego suba para 13,9% no próximo ano e atinja o pico máximo de 14,9%. Quando terminar o programa de ajustamento acordado com a ‘troika', Portugal terá 831 mil desempregados. A previsão é da The Economist Intelligence Unit (EIU) que aponta para que o pico máximo do desemprego seja em 2013, altura em que o número de pessoas sem trabalho irá representar 14,9% da população activa. Em apenas dois anos de ajustamento orçamental - 2011 e 2012 - a economia portuguesa vai somar mais 173 mil desempregados do que em 2010, ano em que ainda estava a recuperar da crise do ‘subprime', mas ainda não tinha pedido ajuda externa. De acordo com a EIU, que fornece as previsões para a revista britânica "The Economist", a taxa de desemprego subirá no próximo ano para 13,9% da população activa. Ou seja, terminado o ano de 2012, o país terá mais de 775 mil pessoas sem trabalho. Mais: o desemprego continuará a aumentar no ano seguinte, até atingir os 14,9%, o que equivale a mais de 831 mil desempregados. A destruição massiva de postos de trabalho será o resultado de três anos consecutivos de recessão. É que, de acordo com a EIU, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional irá encolher 4,1% em 2012 e 2,1% em 2013, depois de uma quebra de 1,4% este ano.
                                                                                                                                           
REVISTA TIME ELEGE "O MANIFESTANTE" COMO A FIGURA DO ANO
                                                                                                                                  
A escolha foi polémica, mas parece ser justa e acertada dada as convulsões sociais de 2011. A revista "Time" escolheu "o Manifestante" (The Protester) em função de um certo paternalismo ocidental sobre o que não é nem Europeu, nem Americano. Precisámos sempre de heróis porque, precisamente, não conseguimos construir memória colectiva sem ícones. Essa é a nossa vulnerabilidade maior, daí a dependência que temos da democracia, o "pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros". As revoluções árabes, Atenas, Madrid, Nova Iorque, ou o que se há de seguir, não são palcos ficcionais cujo romantismo da luta sirva para exultar e desculpar o pequeno preguiçoso dentro de cada um de nós, e autoconsagrar esta nossa ridícula visão ocidental de democracia, alimentada ao ventilador artificial pelas redes sociais e pela suposta omnisciência libertária da "geração google". Aqueles palcos são locais de intenso sofrimento, de lucidez induzida à força pela infâmia de criminosos de Estado, de abusadores do poder, de homicidas com exércitos à sua disposição. Esta idolatria extrema das convulsões, e consequente desvalorização das lideranças e das ideias, pode levar-nos para um caminho de demissão colectiva dos valores políticos aceites. Para trás fica Mohamed Bouazizi, o tunisino que se imolou em plena rua, num acto de desespero ficou registado como "o início" de todas as revoluções árabes - ou não - que se lhe haviam de seguir. Grécia, Itália, Inglaterra e Noruega seguiram o exemplo na Europa.
                                                                                                                                                
UE "À RASCA" PEDE 31 MILHÕES À INGLATERRA
                                                                                                                                                       
Este pedido de 31 milhões é visto por muitos como uma provocação, um convite à saída da Inglaterra da UE... Os ministros da União Europeia vão hoje pedir à Grã-Bretanha uma contribuição de 30,9 mil milhões de euros para um pacote do Fundo Monetário Internacional (FMI) que visa o resgate da moeda única, revela hoje o jornal inglês Daily Telegraph. O pedido será realizado esta segunda-feira quando os ministros das Finanças da União Europeia discutirem, em conferência telefónica, o fundo de 200 mil milhões de euros para eventuais novos resgates a países europeus em dificuldades, disse uma fonte europeia não identificada ao Daily Telegraph. Se a Grã-Bretanha aceitar tornar-se-á no segundo maior contribuinte para aquele fundo, a par de França e depois da Alemanha. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, que vetou o projecto de alteração do tratado europeu, prometeu, porém, que não contribuiria de forma directa para esse fundo. "Não acordámos um aumento dos recursos bilaterais na semana passada", disse sexta-feira um porta-voz de David Cameron, salientando que a Grã-Bretanha "deixou muito claro nesse encontro que não contribuiria para esse fundo de 200 mil milhões de euros". A Grã-Bretanha é já responsável por 14,3 mil milhões de euros em empréstimos e garantias à Grécia, Irlanda e Portugal.
Depois da Cimeira do Euro e da troca pouco amistosa de palavras entre Sarkozy e Cameron, agora o governador do banco central francês lançou mais farpas à Inglaterra. O rating da dívida dos dois países – e as ameaças que as agências têm feito ao rating máximo da França - é outra questão que já motivou algumas trocas de acusações. A França lamenta que a avaliação do rating britânico não tenha sequer sido ameaçada, isto apesar do elevado défice orçamental e dívida pública, da subida da inflação e do abrandamento da economia do Reino Unido. Ontem, foi a vez do governador do banco central francês, Christian Noyer, entrar nesta guerra de palavras e criticar as agências de rating. Noyer disse que, tendo em conta os fundamentais das duas economias, o rating do Reino Unido é que deveria ser cortado. Mais uma vez, do lado britânico a resposta não se fez esperar. Membros do governo afirmaram que os mercados financeiros têm confiança nas medidas que têm sido tomadas pelo governo de Cameron para reduzir o défice orçamental.
                                                                                                           
MORREU O "QUERIDO LÍDER" E DITADOR NORTE-COREANO KIM JONG-IL
                                                                                                                                
O 3.º filho do ditador, com menos de 30 anos, trará novos conflitos diplomáticos com o mundo . O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Il - líder da única dinastia comunista do mundo, morreu aos 69 anos, foi oficialmente anunciado pela televisão estatal daquele país asiático. O óbito ocorreu num comboio, durante uma visita do chefe de Estado a uma região fora da capital, Pyongyang, ainda segundo o anúncio da TV estatal. Segundo os media internacionais, Kim Jong-Il terá sofrido um AVC ou um enfarte. No entanto, as causas da morte não foram divulgadas, falando a comunicação estatal apenas em "mau estar repentino". Os problemas vasculares do homem que desde 1994 comanda os destinos da Coreia do Norte são conhecidos. Em 2008, Kim Jong-Il sofreu uma trombose que o afastou da vida pública durante meses. O terceiro filho do ditador, Kim Jong-Un, que não terá ainda 30 anos, será o sucessor da liderança do regime. Segundo a BBC, a agência de notícias do país, a KCNA, já emitiu mesmo uma nota apelando aos coreanos para darem o seu apoio ao jovem.