Liberdade e o Direito de Expressão

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Já temos Governo de maioria

É pequeno, mas vai dar dores de cabeça aos portugueses
                                                                                                                   
Executivo só tem 11 ministros, três do CDS-PP, quatro do PSD e quatro independentes. Passos Coelho diz que formou o Governo em "tempo recorde", e alerta para "grandes dificuldades", mas promete tentar acelerar regresso aos mercados.
                                                         
O primeiro-ministro indigitado confirmou hoje que entregou oficialmente ao Presidente da República a composição do novo Governo, formado em "tempo recorde", depois de à hora do almoço ter dado conta telefonicamente dessa mesma lista ao chefe de Estado. "Vim formalmente apresentar ao senhor Presidente da República a composição do Governo que deverá tomar posse", afirmou o primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho, em declarações aos jornalistas no final de um encontro com o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, que se prolongou por uma hora. Adiantando que à hora do almoço já tinha informado telefonicamente Cavaco Silva do elenco governativo, Passos Coelho referiu que na audiência entregou "formalmente por escrito a composição da orgânico do Governo com os respetivos ministros". Numa curta declaração, de pouco mais de um minuto, o primeiro-ministro indigitado sublinhou ainda o "tempo recorde" com que foi constituído o novo executivo de maioria PSD/CDS-PP. "Queria apenas dizer que fui indigitado há 48 horas e que tal como assumi publicamente compromisso, diligenciei de forma muito expedita e muito rápida para que o país conhecesse em tempo recorde aquilo que é o Governo que vai governar o país nos próximos quatro anos", declarou.
O XIX Governo Constitucional é o executivo com menos ministros desde o 25 de Abril, com 11 ministros, dos quais três pertencem ao CDS-PP, quatro são do PSD e quatro apresentados como independentes. Até agora, o executivo mais curto desde 1974 tinha sido o X Governo Constitucional, chefiado por Cavaco Silva, que tomou posse em 1985, com 13 ministros. Apesar da sua dimensão mais reduzida, o CDS-PP tem no XIX Governo o mesmo número de ministros que teve nos dois anteriores de coligação com o PSD, entre 2002 e 2005 - três, enquanto o PSD tem quatro, além do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, é ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, o líder parlamentar cessante do CDS-PP, Pedro Mota Soares, é ministro da Solidariedade e da Segurança Social e a vice-presidente do CDS-PP Assunção Cristas é ministra da Agricultura, o Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território. Da Comissão Política do PSD integram o Governo o secretário-geral, Miguel Relvas, que é ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e a vice-presidente do partido Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça.
O líder parlamentar cessante do PSD, Miguel Macedo, é ministro da Administração Interna. O ex-líder parlamentar do PSD e ex-candidato à liderança deste partido José Pedro Aguiar-Branco completa a lista de sociais-democratas no Governo, como ministro da Defesa. A estes nomes juntam-se os dos independentes Vítor Gaspar, ministro de Estado e das Finanças, Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia e do Emprego, Paulo Macedo, ministro da Saúde, e Nuno Crato, ministro da Educação, do Ensino Superior e da Ciência. Em comparação com o segundo executivo chefiado por José Sócrates, o novo Governo tem menos cinco ministros. O XVIII Governo cessante tomou posse em 2009, composto por 16 ministros, cinco dos quais apresentados como independentes.
                                                       
Saúde, Seg. Social, Justiça e Admn. Interna separadas, ao contrário do que defendeu Passos Coelho
                                                                                                                              
A Saúde, a Segurança Social, a Justiça e a Administração Interna vão ficar nas mãos de ministros diferentes no novo Governo, ao contrário do que defendeu o presidente do PSD e primeiro-ministro indigitado. Durante a campanha para as eleições legislativas de 5 de junho, Pedro Passos Coelho disse que queria juntar algumas pastas sob a mesma tutela, como a Saúde e a Segurança Social. Segundo o presidente do PSD, também a Justiça e a Administração Interna deveriam ser tutelados pelo mesmo ministro, mas sem fusão de ministérios. A acumulação dessas pastas acabou por não acontecer, e o XIX Governo Constitucional vai ter um ministro da Saúde, Paulo Macedo, um ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, uma ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, e um ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. O CDS-PP, com quem o PSD se coligou para formar Governo, defendia a separação da Justiça e da Administração Interna - que acabou por acontecer - não defendia para já a junção da Saúde com a Segurança Social, embora admitisse essa solução para futuro, através da criação de um "grande Ministério dos Assuntos Sociais".
Os centristas propunham, por sua vez, a criação de um Ministério do Turismo, Indústria e Inovação, que não vingou. Por outro lado, a tutela acumulada da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, defendida pelo presidente do PSD, foi concretizada, apesar de não constar do modelo de Governo do CDS-PP - e o ministro responsável por estas quatro áreas vai ser a dirigente centrista Assunção Cristas. O modelo de Governo defendido pelo CDS-PP foi apresentado pela direção de Paulo Portas no último congresso do partido, em março. Os centristas propuseram na altura um executivo composto por 12 ministérios, enquanto o PSD não queria mais de 10 ministros. A solução adotada foi um Governo com 11 ministros. O PSD e o CDS-PP estavam de acordo em juntar os Assuntos Parlamentares e a Presidência do Conselho de Ministros. A junção da Educação, Ensino Superior e Ciência também era consensual, assim como a Cultura passar a ser tutelada por um secretário de Estado na dependência direta do primeiro-ministro.
                                                                                                                                        
Passos Coelho quer acelerar regresso aos mercados
                                                                                                                                
O primeiro-ministro indigitado, Passos Coelho, alertou hoje os portugueses que os esperam "grandes dificuldades nos próximos anos", mas prometeu fazer tudo para recuperar a confiança e acelerar o regresso de Portugal aos mercados. No final da cerimónia de assinatura do acordo político de governação entre PSD e CDS-PP, num hotel de Lisboa, Passos Coelho frisou a importância de recuperar a confiança interna e externa em Portugal e afirmou que o seu Governo vai "dar o exemplo" e vai procurar "surpreender" no cumprimento do programa de ajuda externa. "Como sabem, precisaremos de regressar ao mercado daqui a dois anos. Faremos tudo para que esse regresso aos mercados seja ainda mais rápido", disse. De acordo com o presidente do PSD, a ação do futuro Governo, "apostando na transparência, na abertura total do país a uma economia que é global e, ao mesmo tempo, apresentando mais resultados do que palavras", vai criar "condições de regresso da confiança dos mercados e de toda a comunidade internacional em Portugal".
Na sua intervenção, Passos Coelho apontou como tarefa do próximo Governo não apenas para cumprir o programa de ajuda externa, mas também fazer "todas as transformações relevantes em matéria económica e social" necessárias para evitar novos pedidos de ajuda. Segundo o primeiro-ministro indigitado, Portugal precisa de "reformar verdadeiramente as suas estruturas económicas, garantir a mobilidade social e, ao mesmo tempo, ajudar aqueles que mais precisam" e o acordo político hoje assinado abre caminho a essa mudança, dando início a "um novo ciclo", porque os portugueses assim "escolheram" nas eleições de 5 de junho. "Vivemos com grandes dificuldades, iremos viver com grandes dificuldades nos próximos anos", fez questão de dizer Passos Coelho.
O próximo Governo vai governar para "resolver esses problemas num espírito de mobilização de todo o país", mas para isso "é indispensável a recuperação da confiança e da credibilidade", acrescentou. "O trabalho que temos pela frente é talvez o mais exigente que Portugal alguma vez conheceu desde 1975. Nós temos absoluta consciência de que nos propomos governar um país que chegou ao limite, quase à exaustão da paciência relativamente às expectativas que foram sendo frustradas ao longo dos anos. Sabemos, portanto, que temos uma grande responsabilidade em cima de nós", reforçou. Quanto ao conteúdo do acordo com o CDS-PP, Passos Coelho considerou que é um "bom augúrio" para o trabalho do Governo e que "houve um comprometimento absoluto em encontrar as melhores fórmulas, as melhores soluções e as melhores ideias". O sentido das negociações foi o de "abrir o programa eleitoral do PSD, que foi o mais sufragado, às propostas do CDS-PP", referiu.
                                                                                                                                                  
Paulo Portas consegue a "visibilidade" que tanto ambicionava
                                                                                                                                     
Paulo Portas volta ao Governo cumprindo a ambição de exercer a "habilidade diplomática" que lhe apontam colaboradores próximos, numa pasta que tinha sido recusada ao CDS-PP em 2002, os Negócios Estrangeiros. Em 2002, segundo disse à Lusa um dirigente centrista que acompanhou na altura o processo de formação do Governo de coligação, o CDS-PP "tinha manifestado disponibilidade" para assumir as pastas dos "Negócios Estrangeiros, Administração Interna, Emprego e Segurança Social". No entanto, acabou por ficar no XV Governo, liderado por Durão Barroso, com a Justiça (Celeste Cardona), Estado e Defesa Nacional (Paulo Portas) e Segurança Social e Trabalho (António Bagão Félix, independente). No Governo seguinte, com Pedro Santana Lopes, Paulo Portas manteve o ministério do Estado e da Defesa Nacional e foi-lhe acrescentada a tutela dos Assuntos do Mar. Fluente em quatro línguas estrangeiras - francês, inglês, espanhol e italiano - Paulo Sacadura Cabral Portas, 48 anos, assumirá finalmente a pasta dos Negócios Estrangeiros, sendo também ministro de Estado do XIX Governo Constitucional. Foi sob a liderança de Paulo Portas, destacou fonte democrata-cristã, que o CDS-PP conseguiu ser readmitido no grupo parlamentar do PPE (Partido Popular Europeu) - a mesma família europeia a que pertence o PSD - da qual tinha sido expulso em 1992, durante a liderança de Manuel Monteiro devido às posições assumidamente anti-europeístas.
O regresso ao PPE, ainda que restrito ao grupo parlamentar, deu-se em 2004, um "primeiro passo" para a plena integração naquela família política, que só ocorreu em 2009. Paulo Portas aderiu ao CDS-PP em 1995, depois de ter sido um dos principais conselheiros do antigo presidente do partido Manuel Monteiro, que viria a substituir, no congresso de Braga, em 1998. Liderou o partido durante sete anos, levando o CDS-PP ao poder em 2002 e demitiu-se em 2005, na sequência das legislativas de fevereiro desse ano, nas quais o partido obteve 7,3 por cento dos votos, quando pedira 10 por cento na campanha eleitoral. Dois anos depois, com Ribeiro e Castro à frente do CDS-PP, Portas anunciou a intenção de regressar à liderança e, depois de quase dois meses de polémicas jurídicas internas, conseguiu ver aprovado o método de eleições diretas para a disputa interna.
Desde que voltou à liderança do CDS-PP, em 2007, quando derrotou o ex-líder Ribeiro e Castro, Paulo Portas foi reeleito por duas vezes, em 2009 e em 2011, com mais de 95 por cento dos votos e sem qualquer adversário, em eleições diretas. Excetuando as intercalares de Lisboa em 2007, nas quais sofreu uma pesada derrota, o CDS-PP conseguiu manter ou reforçar os resultados eleitorais nas regionais, europeias e legislativas. O processo sobre a compra de dois submarinos pelo Governo de Durão Barroso e Paulo Portas ainda "persegue" politicamente o líder do CDS-PP que, em debates ou quando questionado sobre o assunto, defendeu sempre a opção que fez e lembrou que, em termos judiciais, nunca foi chamado a qualquer investigação. Irmão do eurodeputado do BE Miguel Portas, Paulo Portas estudou no colégio São João de Brito, Lisboa, e licenciou-se em Direito pela Universidade Católica. Acabou por tornar-se jornalista - uma das opções que lhe apontaram os testes psicotécnicos, além de advogado, político e padre. Católico praticante e amante de cinema, Portas começa na política na JSD, da qual se afasta com a morte de Francisco Sá Carneiro. Funda o semanário "O Independente", o qual dirige até regressar a uma das suas outras paixões: a política.
                                                                                                                                            
Ministra da Justiça é mulher "determinada e muito independente", diz Marinho Pinto
                                                                                                                                    
O bastonário da Ordem dos Advogados (OA) classificou hoje a nova ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, como uma mulher "inteligente, determinada e muito independente", com "capacidade" para realizar as tarefas que lhe são exigidas no cargo. Em declarações à Agência Lusa, António Marinho Pinto congratulou-se por a escolha ter recaído sobre uma mulher e também sobre alguém que já deu provas de ser boa advogada. Reconhecendo que a Justiça é uma das pastas mais complicadas, o bastonário Marinho Pinto disse esperar que a nova ministra da Justiça "saiba resistir" às corporações judiciárias, governando para o país e para os cidadãos e não para os sistemas corporativos. Marinho Pinto disse ainda esperar que Paula Teixeira da Cruz saiba combater a desjudicialização da Justiça, evitando que esta seja remetida para repartições públicas, para profissionais libeirais e empresas que só buscam o lucro. "A Justiça tem de ser feita nos tribunais", enfatizou Marinho Pinto, considerando que o caminho da desjudicialização é um "retrocesso civilizacional", que só favorece os mais fortes e poderosos.
O novo Governo, de maioria PSD/CDS-PP, irá tomar posse na terça-feira depois de o primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho, ter reunido hoje em audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, para lhe entregar o novo elenco governativo. O novo Governo, de 11 ministros, inclui oito estreantes em funções executivas e duas mulheres, enquanto três futuros ministros já desempenharam funções em anteriores Executivos. O novo Governo de maioria PSD/CDS-PP irá tomar posse na terça-feira depois de o primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho, ter reunido em audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, para lhe entregar o novo elenco governativo. O novo Governo, de 11 ministros, inclui oito estreantes em funções executivas e duas mulheres, enquanto três futuros ministros já desempenharam funções em anteriores Executivos. Além do primeiro-ministro indigitado, que também nunca integrou qualquer Governo, e excluindo os secretários de Estado já divulgados, só o líder do CDS-PP, Paulo Portas, que será ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, José Pedro Aguiar-Branco (Defesa) e Miguel Macedo (Administração Interna) já ocuparam posições de responsabilidade governativa.
                                                                                                                                          
Executivo de maioria PSD/CDS-PP toma posse na terça-feira
                                                                                                                                              
O primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho, revelou hoje que a tomada de posse do novo Governo de maioria PSD/CDS-PP irá realizar-se na terça-feira. "O senhor Presidente da República informou-me que a posse terá lugar já na próxima terça-feira", afirmou Passos Coelho, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o chefe de Estado.
                                                                                                                                         
PS deseja "boa sorte" à equipa de Passos mas lamenta ausência do Ministério da Cultura
                                                                                                                                                   
O PS limitou-se hoje a desejar "boa sorte" aos membros do novo Governo liderado por Pedro Passos Coelho, considerando que mais importante serão as políticas, mas lamentou a ausência do Ministério da Cultura na orgânica do executivo. A posição foi assumida pelo porta-voz do PS, Fernando Medina, após a divulgação da equipa governativa do primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho. "Os nomes hoje conhecidos são da responsabilidade do primeiro-ministro e dos partidos da coligação [PSD e CDS]. O PS não se pronuncia sobre os nomes, mas sobre as políticas e sobre o debate muito importante que teremos em torno do programa do Governo dentro de dias na Assembleia da República", apontou Fernando Medina. De acordo com o porta-voz dos socialistas, na estrutura do novo Governo "nota-se a ausência do Ministério da Cultura, que é negativa". "Quanto ao mais, neste momento, uma palavra de boa sorte no desempenho das suas funções a todos os novos ministros, que terão uma tarefa exigente ao longo dos próximos anos", afirmou. Interrogado sobre os nomes de independentes indicados para o novo Governo, Fernando Medina respondeu que não cabe ao PS pronunciar-se sobre ele. "Esperamos naturalmente que as coisas corram bem, que estejam à altura da missão para a qual estão confiados. O que interessa ao PS é o debate das políticas e sobre o que em concreto vai levar a cabo", acrescentou.
                                                                                                                                     
PS vota contra candidatura de Fernando Nobre a presidente da Assembleia da República
                                                                                                                                  
O Secretariado do PS decidiu hoje comunicar à bancada socialista a indicação de voto contra a candidatura de Fernando Nobre ao cargo de presidente da Assembleia da República, apesar de entender que este lugar cabe ao PSD. A decisão do órgão executivo dos socialistas foi comunicada aos jornalistas pelo seu porta-voz, Fernando Medina. "A confirmarem-se as indicações da candidatura por parte do PSD à presidência da Assembleia da República [de Fernando Nobre] o Secretariado Nacional do PS irá comunicar ao seu Grupo Parlamentar a indicação de voto desfavorável", disse Fernando Medina. Fernando Medina referiu que esta decisão do PS contra a candidatura de Fernando Nobre já tinha sido comunicada no período de campanha eleitoral. "Consideramos que se trata de um candidato que não reúne as condições para um bom desempenho das funções de presidente da Assembleia da República, lugar de tão grande importância para o país, nomeadamente nas circunstâncias que atravessamos", justificou.
                                                              
"Passos não pode arriscar uma derrota na AR com Nobre", diz António Capucho
                                                                                                                                      
Os sinais negativos de CDS e PS não fizeram o PSD mudar de ideias. A bancada laranja vai mesmo propor o nome de Fernando Nobre para a presidência da Assembleia da República. O conselheiro de Estado, António Capucho, está preocupado com a hipótese de poder acontecer uma "desavença artificial" entre Passos Coelho e Paulo Portas. O conselheiro de Estado e social-democrata António Capucho é directo quando diz que neste momento "Passos Coelho não pode nem deve arriscar uma derrota na Assembleia", devido à eleição de Fernando Nobre para a presidência da Assembleia da República. Em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, o ex-autarca de Cascais diz que Coelho deve "verificar" a predisposição dos deputados do PSD para votar em Nobre. "Mesmo dentro do PSD há quem esteja contra", e aconselha a fazer o mesmo com o parceiro da coligação, o líder do CDS, Paulo Portas.
                                                                                                              
CGTP diz que constituição do Executivo indicia mais austeridade para portugueses
                                                                                                                        
O secretário-geral da CGTP considerou hoje que a constituição do novo Governo dá indícios de que o Executivo de maioria PSD/CDS-PP se prepara para impor mais austeridade aos portugueses. "Do ponto de vista global, a constituição do novo Governo dá indicadores de que estão a preparar um forte aperto de cinto ao povo português", disse à agência Lusa Carvalho da Silva. O sindicalista salientou "o predomínio da preponderância financeira e economicista" do novo Executivo. "Olhando para a constituição do Governo e para o que tem sido escrito por muitos dos seus elementos, temos indicadores inequívocos de que vão ser reforçados os interesses privados nas áreas da saúde e do ensino", afirmou. Carvalho da Silva considerou relevante que o trabalhado tenha sido colocado no Ministério da Economia. "Esta decisão vai no sentido da submissão das matérias laborais à economia", disse.
O sindicalista preferiu não comentar os nomes que foram escolhidos para chefiar o Ministério da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, e o Ministério da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira. "Ainda falta saber muita coisa", afirmou acrescentando que, nomeadamente, se fala na possibilidade da gestão financeira da Segurança social passar para o Ministério das Finanças. O novo Governo de maioria PSD/CDS-PP irá tomar posse na terça-feira depois de o primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho, ter reunido em audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, para lhe entregar o novo elenco governativo. O novo Governo de 11 ministros inclui oito estreantes em funções executivas e duas mulheres, enquanto três futuros ministros já desempenharam funções em anteriores Executivos. Além do primeiro-ministro indigitado, que também nunca integrou qualquer Governo, e excluindo os secretários de Estado já divulgados, só o líder do CDS-PP, Paulo Portas, que será ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, José Pedro Aguiar-Branco (Defesa) e Miguel Macedo (Administração Interna) já ocuparam posições de responsabilidade governativa.
                                                                                                                                                     
PCP diz que "estrutura e perfil" não "auguram bom caminho" para Portugal
                                                                                                                                
O PCP afirmou hoje que "o perfil e a estrutura" do novo Governo confirmam "uma intenção de prosseguir uma política lesiva dos interesses nacionais" e acusou os independentes escolhidos de terem "falta de independência do poder económico". Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, considerou que "um bom começo para este Governo" seria propor já no próximo Conselho Europeu a renegociação da dívida portuguesa, mas que "pelo seu perfil e pela sua estrutura", os nomes que vão compor o novo executivo "não auguram um bom caminho para o nosso país". "O perfil e a estrutura que nos é apresentada em relação aos ministros e aos ministérios confirma um Governo com a intenção de prosseguir esta política que tem vindo a anunciar, profundamente lesiva dos interesses nacionais, de cedência às imposições do FMI e da União Europeia e de continuação do agravamento das desigualdades sociais, da recessão e do desemprego", afirmou.
Interrogado sobre o número de independentes (4) escolhidos para dirigir os onze ministérios do XIX Governo Constitucional - que toma posse na terça-feira - pode ser um elemento positivo, Bernardino respondeu: "Penso que estes independentes não são muito independentes dos interesses do poder económico que vai continuar a dirigir este Governo, como dirigiu o anterior". "Essa falta de independência do poder económico é que é o verdadeiro problema que temos tido nos últimos 35 anos dos nossos governos em Portugal", alegou. O primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho, deu hoje a conhecer os onze ministros que vão compor o XIX Governo Constitucional.
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, fica com os Negócios Estrangeiros, para as Finanças foi escolhido Vítor Gaspar, na Economia fica Álvaro Santos Pereira e com a Justiça Paula Teixeira da Cruz. Miguel Relvas, secretário-geral do PSD, será ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Macedo - ex-líder parlamentar - fica com a pasta da Administração Interna e José Pedro Aguiar-Branco com a Defesa Nacional. Já na Educação e Ensino Superior o escolhido foi Nuno Crato, Pedro Mota Soares ficou com a Segurança Social, Assunção Cristas com a Agricultura, Ambiente e Território e Paulo Macedo com a Saúde. Ficaram também a ser conhecidos os nomes de Carlos Moedas para secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro, de Luís Marques Guedes para secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e de Francisco José Viegas para a secretaria de Estado da Cultura.
                                                                                                                    
                                                                                                                      
                                                                                                                  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PSD ganha Legislativas antecipadas, sem maioria

Portugal vira à direita. PSD e CDS atingem a maioria absoluta
                                                                                                                       
Sociais-democratas venceram as eleições, com 38,63%. Partido liderado por Paulo Portas chegou aos 11,74%. Passos Coelho indisponível para governar com o PS, mas... promete diálogo.
                                         
Com 129 deputados em conjunto, o PSD e o CDS conferem à direita portuguesa a maioria parlamentar nas eleições deste domingo. Nesta altura, só falta contabilizar os votos dos portugueses residentes no estrangeiro. Com 38,63%, os sociais-democratas alcançam 105 deputados e destronam o PS. O partido até aqui liderado por José Sócrates conseguiu 28,05%, o que dá um total de 73 deputados. O CDS-PP é o terceiro partido mais votado, com 11,74%, uma subida em relação às eleições legislativas de 2009. Os centristas conseguem 24 lugares no Parlamento. A CDU regista 7,94% e obtém um total de 16 deputados, mais um do que nas eleições anteriores. Quanto ao Bloco de Esquerda, cai para 5,19% e perde metade dos deputados. Tem agora 8 parlamentares. O primeiro dos pequenos partidos é o PCTP/MRPP, de Garcia Pereira, que nestas eleições chega aos 1.13%. A abstenção, a mais alta de sempre, atingiu os 41,1%. Neste momento, ainda falta apurar os quatro deputados eleitos pelo circulo da Europa e fora Europa. Nas eleições de 2009, o PS ganhou com 36,56%, seguido de PSD, com 29,11%, do CDS-PP, com 10,43%, do Bloco de Esquerda, com 9,81%, e da CDU, com 7,86 %. A abstenção foi de 40,32%.
                                                                                           
Passos Coelho: "Teremos um Governo que vai oferecer estabilidade"
                                                                                               
Líder social-democrata saúda a clara e inequívoca vontade de mudança dos portugueses e promete conversar com o CDS-PP para a formação do novo Executivo. Pedro Passos Coelho garante que, com o PSD, Portugal "vai ter um Governo que oferecerá estabilidade ao país nos próximos quatro anos”. O líder dos sociais-democratas promete encetar diálogo com o CDS-PP rumo à formação do novo Executivo. O líder “laranja” promete ser rápido a desencadear o processo que visa a constituição de um novo Governo de maioria. Pedro Passos Coelho garante que o seu Governo "tudo vai fazer" para respeitar o memorando de entendimento com a troika, mas admite ir mais além para conseguir que o país cresça.
“Não descansaremos enquanto não pusermos Portugal a crescer e retirar o país do estado em que se encontra e recuperar a confiança dos mercados", refere nesta declaração feita de um hotel de Lisboa. “Os anos que nos esperam vão exigir muita coragem. Sabemos as dificuldades que enfrentamos e precisaremos de todos para vencer as dificuldades”, disse. “Quero dizer a todos os portugueses que vai ser difícil, mas vai valer a pena”, garante. “O meu compromisso é a transparência total e o trabalho absoluto”, que não deixa ninguém para trás, especialmente os que têm mais dificuldades e estão mais vulneráveis. Para o futuro, Passos Coelho deixa claro que acredita nos portugueses e confia na sua “extraordinária capacidade” para “ultrapassar as dificuldades e ultrapassar a situação em que nos encontramos”.
                                                                        
Passos Coelho indisponível para governar com o PS
                                                                                              
Líder do PSD Lembrou que já na campanha eleitoral disse que os sociais-democratas não estariam "disponíveis para fazer uma espécie de salada russa no Governo". O líder do PSD reiterou domingo a sua indisponibilidade de abrir o Governo ao PS, mas garantiu disponibilidade para dialogar com os socialistas e fez votos para que o PS respeite aquilo que negociou com a “troika”. Questionado se também irá convidar o PS para o Governo, visto que o PSD não obteve maioria nas eleições de domingo, Passos Coelho lembrou que já na campanha eleitoral disse que os sociais-democratas não estariam "disponíveis para fazer uma espécie de salada russa no Governo". "Julgo que o país não perceberia que eu dissesse na noite das eleições o contrário", frisou. Contudo, acrescentou o líder social-democrata, o seu partido "não deixará de dialogar com todos os partidos na Assembleia da República", tal como é exigido em democracia. "Dialogaremos também com o PS, em particular porque o PS, enquanto Governo, negociou com a União Europeia e com o FMI os termos de um acordo que nós, agora no Governo, teremos que cumprir", referiu.
Cooperação e diálogo precisam-se. Passos Coelho disse ainda parecer-lhe "natural" que o PS, apesar de passar a ser o primeiro partido da oposição, "não deixe de respeitar aquilo que ele próprio negociou". "O que significa que devo supor que o PS, na Assembleia da República, não deixará de honrar todos os compromissos que assumiu enquanto Governo", sustentou. O líder social-democrata adiantou ainda que existem outras matérias, como a Justiça, relativamente às quais se deve procurar o maior consenso possível no Parlamento, prometendo "buscar essa cooperação e esse diálogo com as outras forças políticas - e nomeadamente com o PS". Passos Coelho confirmou ainda ter já recebido "cumprimentos e felicitações" do secretário-geral do PS, José Sócrates, "nos termos em que a praxe democrática o confirma". "Tive ocasião de retribuir os cumprimentos e as felicitações, mas também os votos de maior sucesso para o PS no futuro", adiantou ainda o líder social-democrata, escusando-se a revelar mais pormenores sobre a conversa.
                                                               
José Sócrates demite-se da liderança do PS
                                                                                                         
Secretário-geral socialista deixa a vida política activa depois da derrota nas legislativas e abre a porta a novas lideranças no partido. José Sócrates assume a derrota nas eleições legislativas e demite-se da liderança do PS. “Esta derrota é minha e quero assumi-la por direito”, diz o ainda líder socialista, que acrescentou que se abre agora “um novo ciclo político na liderança do PS” que possa “preparar uma alternativa consistente e mobilizadora”. Sócrates garante que vai dar espaço ao PS para que o partido encontre "uma liderança forte" e garante que não pretende ocupar qualquer cargo político nos tempos mais próximos. Na declaração de derrota desta noite, José Sócrates felicitou publicamente o PSD e Pedro Passos Coelho pela vitória. "Que as coisas lhe corram bem, que encontre a sabedoria, a coragem e o sentido de justiça que o país precisa. Estes são tempos que exigem espírito de compromisso e diálogo." Sobre o que aconteceu nestas eleições, Sócrates admite que “todas as lideranças cometem erros". "Terei cometido alguns, mas não o erro de não agir”, disse.
                                                                         
Seguro em reflexão sobre possível candidatura a líder do PS
                                                                                                        
“Aqui estou humildemente, independentemente dos lugares que ocupo ou ocuparei, disponível para ajudar”, declarou António José Seguro. O deputado socialista António José Seguro diz que vai “reflectir” sobre se apresenta ou não uma candidatura à liderança do PS, depois de José Sócrates ter anunciado esta noite a sua demissão após a derrota nas legislativas. “Os militantes do PS podem contar comigo. Precisamos de esperança e confiança”, afirmou Seguro, que em várias ocasiões tem sido apontado como possível nome para a liderança do Partido Socialista. “Aqui estou humildemente, independentemente dos lugares que ocupo ou ocuparei, disponível para ajudar”, declarou. Nestas declarações aos jornalistas na sede de campanha do PS, António José Seguro diz que é militante do partido há 31 anos e que quer servir o país. “Quero dirigir uma palavra de esperança e de confiança aos eleitores do PS: saberemos honrar os milhares de votos que tivemos nestas eleições”, salientou.
                                                                                                    
Louçã assume derrota eleitoral
                                                                                               
Líder parlamentar do BE falha eleição. Resultados são "uma derrota inequívoca" do Bloco de Esquerda (BE), reconhece José Manuel Pureza. José Manuel Pureza, falhou a reeleição como deputado por Coimbra nas eleições legislativas de hoje. O líder parlamentar do BE disse que os resultados eleitorais "são uma derrota inequívoca" do seu partido, "em termos nacionais e em Coimbra". "Eu sou o primeiro responsável" pelos resultados eleitorais em Coimbra, afirmou à agência Lusa José Manuel Pureza, sublinhando que assume esta responsabilidade "sem qualquer hesitação". Em Coimbra, o Bloco baixou, nas eleições de hoje, em quantidade de votos e em valores percentuais, para cerca de metade dos números registados nas legislativas de 2009.
Reconhecendo que "o BE foi, com certeza, penalizado por várias opções que tomou", José Manuel Pureza defendeu a necessidade de "toda a esquerda se repensar, a começar pelo Bloco". "A esquerda perdeu em todo o País e a direita ganhou em toda a linha", disse Pureza, considerando que "isso é preocupante", pois "a esquerda está mais enfraquecida para fazer resistência ao governo e ao programa da troika". "Impõe-se agora", sustentou, "avaliar os resultados com serenidade" e "reconquistar força para apresentar alternativas ao programa da troika". José Manuel Pureza, que foi eleito deputado, pela primeira vez, em 2009, é professor de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais, onde coordena o Núcleo de Estudos para a Paz.
                                                                                               
“Terminou o consulado de Sócrates à frente do país”, diz Portas
                                                                                                       
Líder dos centristas assinala mudança de ciclo e mostra-se disponível para uma coligação com o PSD. A partir do Largo do Caldas, em Lisboa, Paulo Portas começou por assinalar a queda do primeiro-ministro socialista. “Terminou o consulado de José Sócrates à frente do país. Não poderia ser de outra maneira”. Além de felicitar Pedro Passos Coelho por uma “vitória confortável”, confirmou a disponibilidade do CDS-PP para uma coligação. "Disse em campanha eleitoral que Portugal precisava de um Governo forte, de um Governo dos melhores entre os melhores e com apoio maioritário. Confirmo, em coerência com o que disse na campanha eleitoral, a disposição do CDS para construir essa maioria, uma maioria para quatro anos", afirmou o presidente democrata-cristão. Na sua intervenção, destacou o facto de o partido ter crescido em votos, apesar do aumento da abstenção. Uma consolidação que cresceu para dois dígitos - "foi o melhor resultado em 28 anos" –, que permitiu ao partido reforçar o grupo parlamentar. “Contra a opinião e vontade de muitos, CDS e PSD cresceram ambos na mesma eleição. Aguentámos, crescemos e saímos reforçados desta eleição”, sublinhou.
Paulo Portas afirmou ainda que, como Portugal precisa de “uma cultura de compromisso”, CDS e PSD não vão encetar um clima de crispação com o novo Partido Socialista que resultar da sucessão de José Sócrates. “Hoje Portugal mudou, mas deu apenas um primeiro passo. Portugal terá mesmo mudado se no final dos quatro anos pudermos dizer: 'Valeu a pena. Fez sentido'. Não temos margem de manobra para errar”, referiu Paulo Portas. "Vamos arranjar força e fazer um caminho para que a intervenção externa em Portugal tenha sido a última nas nossas vidas", acrescentou. O líder do CDS saudou ainda os portugueses que exerceram o seu direito de voto, "pois mostraram interesse pelo destino de Portugal num dos momentos mais difíceis da sua história". E deixou uma nota negativa para a desactualização dos cadernos eleitorais, que considerou ser uma “nódoa para a nossa democracia”.
                                                                                           
                                                                                
                                                                                                                     

sábado, 4 de junho de 2011

Reflexão eleitoral

São só 24 horas... Depois dos últimos conturbados meses políticos vividos pelos portugueses.
Agora é  tempo de reflexão, e há uma questão crucial a lembrar: que quem se abstém perde legitimidade para criticar o próximo Governo o qual tem que cumprir compromissos internacionais. Votos em branco ou nulos simplesmente farão que os votantes aguentem os resultados eleitorais!
                                                   
Este blogue só volta a colocar posts políticos, em caso extraordinário de informação, antes de Domingo.
                                                                                                                                                                
Especial Legislativas 2011
                                                                                                           

Conheça as principais ideias e propostas dos partidos nas diferentes matérias

Ao longo das últimas semanas muito se tem dito e escrito sobre as propostas de cada um dos partidos que se apresentam às eleições do próximo dia 5 de Junho. À esquerda ou à direita, as propostas divergem numas matérias mas convergem noutras. Temas como a economia, a fiscalidade e a justiça social dominam as agendas partidárias, enquanto outros como a educação ou a saúde perdem protagonismo. Para facilitar a compreensão e ajudar à decisão de voto, o MSN compilou alguma das ideias mais importantes e apresenta-as divididas pelas temáticas que mais importam aos portugueses.
                                                                                                   
Confira as propostas eleitorais do Partido Socialista
                                                                                   
No seguimento da rejeição do PEC IV na Assembleia da República no dia 23 de Março de 2011, o então Primeiro-Ministro José Sócrates apresentou a sua demissão ao Presidente da República. Mais tarde assumiu-se novamente como candidato eleitoral pelo Partido Socialista e, caso vença as eleições do próximo dia 5 de Junho, voltará a ocupar o cargo que desempenhou de Fevereiro de 2005 até Abril deste ano.
Confira agora algumas das propostas eleitorais do PS:
Economia
Sem apresentar linhas muito diferentes do que já foi definido até este momento, o Partido Socialista (PS) aborda no seu programa eleitoral a necessidade de reduzir o défice e controlar a divida pública. O aumento do salário mínimo social, conseguido com uma “política de diálogo social e de reforço da concertação”, é uma das bandeiras apresentadas. Ainda na economia o reforço das exportações é outro dos objectivos para um novo governo PS.
Política Fiscal
O PS aposta na reestruturação do sistema fiscal, a fim de reforçar a luta contra a fraude e evasão fiscal. Dar apoio ao cumprimento voluntário das obrigações fiscais por parte dos contribuintes e concluir o processo de convergência do IRS, no que diz respeito às pensões e rendimentos dos trabalhadores. Revisão da estrutura do sistema de deduções e benefícios fiscais, racionalização do IVA e actualização dos impostos sobre o consumo, são outras das propostas avançadas pelos socialistas.
Educação
Na educação, o partido liderado por José Sócrates planeia continuar o projecto de modernização do Parque Escolar, bem como continuar o investimento em ciência e o alargamento do acesso dos jovens às universidades. Tenciona ainda fomentar o plano tecnológico e promover a inovação são outras das apostas.
Administração Pública
A reforma da Administração Pública, graças à aplicação de processos como o Simplex e as Lojas do Cidadão de segunda geração promete continuar, diz o programa do PS, dado que “levou Portugal, em meia dúzia de anos, à liderança do ranking europeu relativo à disponibilização e sofisticação dos serviços públicos electrónicos”.
Saúde
O reforço do Serviço Nacional de Saúde, onde se inclui um investimento de 200 milhões de euros na construção de oito novos hospitais, com novas unidades de saúde familiar e uma nova rede de cuidados continuados é outro dos projectos que o PS promete continuar.
Energia
As energias renováveis apresentam-se como uma promessa para a economia portuguesa, em que o PS promete continuar o reforço da independência energética. Isto porque “o novo ‘cluster’ industrial das energias renováveis contribuiu em 2010 com mais de 400 milhões de euros para exportações”.
Justiça
Algumas das propostas socialistas passam pelo debate sobre a reforma do sistema da justiça, aposta na redução dos custos de contexto e reforço da competitividade. Procurar ainda garantir o cumprimento dos contratos de arrendamento, execução dos créditos e cobrança de dívidas. Deve-se ainda apostar na liquidação das empresas em insolvência e pagamento dos credores, e nas resoluções alternativas de litígios.
Agricultura, Pescas e Florestas
O PS quer garantir a execução financeira do PRODER, em que o partido promete, caso seja governo, em fornecer 3 mil milhões de euros para apoio público ao investimento, até 2015. Propõe ainda o encerramento do dossier da Politica Agrícola Comum.
Confira mais informações sobre o Partido Socialista 
                                                                              
Propostas Eleitorais PSD
                                                                                                                   
O Partido Social Democrata procura voltar a Governar, seis anos após Pedro Santana Lopes ter perdido o poder para José Sócrates nas eleições legislativas de Fevereiro de 2005. Desde a sua eleição como líder do PSD em Março de 2010, Pedro Passos Coelho tem procurado construir um programa que leve os Sociais-Democratas a constituir novamente Governo. 
                                                                                                           


Confira agora algumas das propostas eleitorais do PSD:
Economia
Para o PSD recuperar a credibilidade e desenvolver Portugal é bandeira de campanha. O partido liderado por Pedro Passos Coelho pretende construir um país com finanças sólidas e uma balança de pagamentos a tender para o equilíbrio. Para tal, a proposta do partido aponta para uma consolidação orçamental “duradoura e de qualidade”, objectivo a atingir sem aumento de impostos e com base na melhoria da administração fiscal, do combate à fraude e evasão fiscal.
A redução da despesa primária, com maior racionalização e eficiência do sector público, menos organismos e entidades, fixação de plafond de despesa, menos despesas e subsídios com indeminizações no sector empresarial do Estado são outras da metas propostas por Passos Coelho com vista a cortar nas gorduras estatais.
Política Fiscal
Em matéria fiscal, Passos Coelho promete uma reestruturação do IVA, mantendo o cabaz alimentar básico com taxa reduzida. O partido laranja visa ainda proteger os pensionistas com pensões mais baixas, garantindo-lhes a isenção de tributação.
O PSD defende também o reforço da competitividade da economia com redução da Taxa Social Única (até quatro pontos percentuais ao longo da lesgislatura) com compensação simultânea da segurança social. Ou seja, desta forma as empresas terão maior disponibilidade de capital para investir, sem prejuízo das comparticipações para a segurança social e sem descapitalizar o estado social. Trata-se de “reduzir o custo do trabalho para as empresas de forma a promover o emprego” pode ler-se no programa eleitoral do partido.
Os incentivos fiscais para atrair poupanças de emigrantes portugueses são outra das medidas propostas pelos laranjas.
Educação
A qualificação das pessoas pela educação e formação é também uma das bandeiras defendidas pelo PSD. O partido de Passos Coelho assume a educação como serviço público universal e estabelece como missão “a substituição do facilitismo pelo esforço e pelo rigor e exigência”. A gestão escolar descentralizada, responsabilizando escolas, direcção, pais e comunidade local é outra das ideias apresentadas. Um novo modelo de avaliação das escolas e dos professores, assim como uma análise ao programa Novas Oportunidades fazem parte das metas propostas.
Administração Pública
Tanto o PSD como o CDS-PP convergem no mesmo sentido prometendo a reforma do mapa administrativo, reduzindo o número de municípios. A extinção dos Governos Civis é outra medida em que os dois partidos de direita concordam.
Saúde
Para a Saúde, o PSD aponta as suas propostas no sentido de aumentar a participação do Estado no planeamento da rede nacional de equipamentos de saúde e na manutenção do Serviço Nacional de Saúde gratuito e acessível a todos os cidadãos.
Energias
Apesar de ver a energia como um sector de grande importância para o país, o PSD prevê algumas mudanças face às políticas seguidas nos últimos anos. Entre elas, a redução do consumo de energia no sector do Estado, a criação de novos planos energéticos municipais, e promoção de sistemas de transportes inteligentes nos municípios. Por outro lado, Passos Coelho pretende fazer uma revisão da calendarização da implementação das várias tecnologias renováveis, assim como repensar os modelos de consurso de licenciamento para produção eléctrica. A privatização da participação do Estado nas grandes empresas do sector é outra das premissas do PSD para a área energética.
Justiça
O PSD propõe no seu programa que a arquitectura do sistema de justiça seja repensada. Criar mecanismos efectivos de avaliação exteriores, responsabilizando o Ministério da Justiça pelos resultados, melhorar o sistema de recrutamento e formação dos magistrados e a sua efectiva avaliação de desempenho são algumas das medidas propostas. Aumentar a eficiência, reduzir custos e evitar desperdícios (novas tecnologias, limitação de contratação de estudos, publicação de todos os gastos) e a simplificação processual são outras metas definidas.
Agricultura, Pescas e Florestas
O PSD não apresentou nenhuma proposta específica para estás áreas.
Confira mais informações sobre as propostas eleitorais do Partido Social Democrata
                                        
Propostas Eleitorais do CDS-PP
                                                                                                                           
O CDS-PP procura nestas eleições conquistar uma posição, que lhe permita voltar a governar. Depois de ter governado em coligação com o PSD de 2002 a 2005, o partido liderado por Paulo Portas tem-se revelado nos últimos meses um dos maiores contestatários do Governo de José Sócrates.
Confira algumas das propostas eleitorais do CDS: 
Economia
Limitar o endividamento do Estado na Constituição é uma das medidas propostas pelo CDS com o objectivo de evitar excessos como os actuais, a que se juntam outras como a suspensão do TGV ou o adiamento do novo aeroporto de Lisboa. A avaliação das actuais parcerias público-privadas (PPP) e a proibição da celebração de novas até conclusão dos projectos em curso são outras propostas de impacte económico assumidas pelo partido liderado por Paulo Portas. O CDS propõe ainda o fim das golden shares (participação do Estado em empresas que competem directamente com operadores privados) e a reforma da missão da CGD que deve focar-se “no apoio às PME”.
Política Fiscal
Para o CDS, a equidade fiscal é fundamental em tempo de austeridade. “Há formas de aumentar a receita que tornam evitáveis aumentos da carga fiscal”. O combate à fraude e à evasão fiscal é outra das bandeiras dos centristas.
Educação
O CDS defende o investimento nos jovens e apostará numa despesa eficiente, apoiando a contratualização na educação. Pretende ainda dar maior autonomia ao ensino público.
Administração Pública
Convergindo com o PSD, o CDS promete a reforma do mapa administrativo, reduzindo o número de municípios. A extinção dos Governos Civis é outra medida em que os dois partidos de direita concordam.
Saúde
Tal como o PSD, o CDS aponta as suas propostas no sentido de aumentar a participação do Estado no planeamento da rede nacional de equipamentos de saúde e na manutenção do Serviço Nacional de Saúde gratuito e acessível a todos os cidadãos. Defende também a correcção urgente de desperdícios e ineficiências. A distribuição de medicamentos por unidose é uma das propostas concretas de Paulo Portas.
Justiça
O partido de Paulo Portas defende maiores poderes para o Presidente da República para “responsabilizar” a Justiça, a criação do Conselho Superior do Poder judicial para substituir o Conselho Superior de Magistratura e o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. Chama também a atenção da necessidade de adopção de um novo modelo com processos judiciais mais simples
Agricultura, Pescas e Florestas
O CDS defende uma aposta “fortíssima” nos sectores produtivos que considera estratégicos. Agricultura, Floresta, Mar, Turismo, Indústrias Criativas, Cultura e Lazer são “vantagens naturais diferenciadoras” que o país possui e onde tem “grande potencial competitivo”. O CDS defende por isso a criação de políticas públicas que se concentrem em aumentar as exportações nestas áreas.
Confira mais informações sobre o CDS-PP
                                                                                                                                                          
Propostas Eleitorais do BE
                                                                                                                                       
Fundado em 1998, o Bloco de Esquerda elegeu o seu primeiro deputado para a Assembleia da República em 2004. Nas últimas eleições legislativas em 2009, o Bloco elegeu o maior número de deputado na sua curta história...16. O partido liderado por Francisco Louçã procura agora melhorar a marca alcançada há 2 anos.
Confira algumas das propostas eleitorais do Bloco de Esquerda:
Economia
O Bloco de Esquerda propõe a renegociação da divida pública, “com novos prazos e taxas de juro”, bem como uma auditoria, de forma a “conhecer a composição da divida pública e privada”. O cancelamento das Parcerias Público-Privadas pendentes e o controlo das despesas militares, nomeadamente com a NATO, são outras das medidas apontadas. O partido de Louçã defende ainda a aplicação do Orçamento de Base Zero, com “a justificação de gastos por departamento de Estado”, e a criação de um Fundo Nacional de Resgate da Dívida, “assente na tributação das operações bolsistas e transferências para paraísos fiscais”, são outras das propostas.
Para o BE, os salários no sector público também devem ser alvo de mudanças, sendo o limite comparado ao vencimento do Presidente da República.
Política Fiscal
Para os bloquistas, em questões de matéria fiscal, deve ser criado um imposto único sobre o património, que inclua bens financeiros e acções, em que o IMI “não deve ser alterado”. Os donos de grandes fortunas devem ser sujeitos a um imposto complementar apropriado, cuja receita deve ir para a Segurança Social.
Educação
O partido de Francisco Louçã tem como grande objectivo combater o insucesso escolar. Pretende prevenir a violência nas escolas, reduzir o número de alunos por turma e alargar o ensino superior a todos os que o desejarem frequentar.
Saúde
O Bloco defende que os serviços prestados no sector privado e pagos pelo Estado devem ser transferidos para o Serviço Nacional de Saúde.
Energia
Tendo a "Eficiência Energética" como slogan, o BE pretende que as remunerações das empresas de energia deverão deixar de estar dependentes do volume de energia que vendem, mas dos ganhos directos das poupanças de energia obtidas pela prestação do serviço.
Justiça
Já o Bloco de Esquerda acredita que os governos civis devem ser abolidos e que deve existir uma redução das consultadorias externas.
Agricultura, Pescas e Florestas
O BE defende a criação de um Banco de Terras que “dê a ocupação a quem deseje plantar e trabalhar”, apoio ao sector agro-industrial.
Confira mais informações sobre o Bloco de Esquerda
                                                                                                                                                            
Propostas Eleitorais do PCP
                                                                                                                    
Um dos partidos mais emblemáticos no panorama político nacional, o Partido Comunista Português procura nestas legislativas elevar o seu actual número (15) de deputados com assento parlamentar. Liderados por Jerónimo de Sousa, o maior opositor do PCP será porventura o Bloco de Esquerda de Francisco Louçã.
Confira algumas das propostas eleitorais do PCP:
Economia
Os comunistas, tal como o Bloco, defendem a renegociação da dívida pública, “com a reavaliação dos prazos, das taxas de juro e dos montantes a pagar”. Tudo para “aliviar o Estado do peso e do esforço (…) canalizando recursos para a promoção do investimento produtivo”. Diversificar as fontes de financiamento, com emissão de Certificados de Aforro e do Tesouro, e a “intervenção junto de outros países que enfrentam problemas similares da divida pública”, numa “acção convergente”, são as principais apostas na economia.   Um reforço do investimento público, “voltado para a indústria, agricultura e pescas”, reforçar o Sector Empresarial do Estado e uma aposta nas PME, com uma politica de apoio ao investimento, “com recurso ao QREN, PRODER e PROMAR” são outras das propostas. Para o PCP, o salário mínimo deverá ser de 600 euros em 2013. Já no âmbito das PPP o partido defende que os contratos que neste momento estão em vigor devem ser cessados ou renegociados.
Política Fiscal
Na área fiscal os comunistas defendem uma “reforma que alivie a tributação, directa e indirecta, dos trabalhadores, dos reformados e das micro e pequenas empresas”.
Economia
Os comunistas, tal como o Bloco, defendem a renegociação da dívida pública, “com a reavaliação dos prazos, das taxas de juro e dos montantes a pagar”. Tudo para “aliviar o Estado do peso e do esforço (…) canalizando recursos para a promoção do investimento produtivo”. Diversificar as fontes de financiamento, com emissão de Certificados de Aforro e do Tesouro, e a “intervenção junto de outros países que enfrentam problemas similares da divida pública”, numa “acção convergente”, são as principais apostas na economia.   Um reforço do investimento público, “voltado para a indústria, agricultura e pescas”, reforçar o Sector Empresarial do Estado e uma aposta nas PME, com uma politica de apoio ao investimento, “com recurso ao QREN, PRODER e PROMAR” são outras das propostas. Para o PCP, o salário mínimo deverá ser de 600 euros em 2013. Já no âmbito das PPP o partido defende que os contratos que neste momento estão em vigor devem ser cessados ou renegociados.
Política Fiscal
Na área fiscal os comunistas defendem uma “reforma que alivie a tributação, directa e indirecta, dos trabalhadores, dos reformados e das micro e pequenas empresas”.
Educação
O PCP pretende aprovar um novo estatuto da carreira docente, assegurar a distribuição gratuita dos manuais escolares para todo o ensino obrigatório e ainda aprovar uma nova Lei do Financiamento do Ensino Superior.
Saúde
Recentemente num comício, Jerónimo de Sousa afirmou que o PCP "defende um projecto que integra um Serviço Nacional de Saúde, universal, geral e gratuito como instrumento para garantir a concretização do acesso à saúde a todos os portugueses independentemente das suas condições sócio-económicas."
Energia
Entre as propostas do PCP encontra-se a defesa da eficiência e poupança energéticas e investimento em energias renováveis e sustentáveis. O partido liderado por Jerónimo de Sousa afirma-se ainda como uma força contra o nuclear. Justiça
Defende um maior poder para o Presidente da República para “responsabilizar” a justiça, a criação do Conselho Superior do Poder Judicial para substituir o Conselho Superior de Magistratura e o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. Chama ainda a atenção da necessidade de adopção de um novo modelo com processos judiciais mais simples.
                                                                                                                              

Conheça mais sobre o Partido Comunista Português


Sondagem diária Renascença / SIC / Expresso (sextafeira) 
                                                                                                                      
Ligeira reaproximação do PS ao PSD no último dia de campanha: PSD - 35,5% | PS - 31,0% | CDS - 13,0% | CDU - 8,2% | BE - 6,3%


No último dia de campanha, desce ligeiramente a distância entre os dois maiores partidos na sondagem diária Renascença / SIC / Expresso. Ontem era de 4,8 pontos percentuais, hoje fixa-se em 4,5 pontos. PS e PSD descem, mas é maior a queda dos sociais-democratas: quatro décimas, para 35,5%. Os socialistas perdem uma décima e ficam com 31% das intenções de voto.
O CDS-PP obtém a terceira posição e estabilizada nos 13%. O partido de Paulo Portas repete o mesmo valor de ontem. À esquerda do PS, o Bloco de Esquerda e a CDU sobem quatro décimas cada um. A CDU está com 8,2% e o Bloco de Esquerda com 6,3%.
À direita, PSD/CDS têm mais 3 pontos que a esquerda. Está agora nos 48%, percentagem que deve assegurar uma maioria absoluta aos dois partidos. O bloco central PS/PSD soma 66,5%, dois terços do eleitorado. O número de indecisos, que foi descendo ao longo destas duas semanas de sondagens diárias, atinge ainda os 19,5% a dois dias das eleições.
                                                                                                           
Ficha técnica
                                                                                                          
Esta sondagem foi efectuada por telefone, pela Eurosondagem, para a Renascença, "Expresso" e SIC, no dia 2 de junho, em Portugal Continental, tendo como universo a população com mais de 18 anos residente em lares com telefone da rede fixa. Os entrevistados foram distribuídos aleatoriamente no que se refere ao sexo e à idade. A amostra foi estratificada por regiões: 20% na Região Norte, 13% na área Metropolitana do Porto, 26% na área Metropolitana de Lisboa, 31% na Região Centro e 10% na região Sul. Num total de 520 entrevistas validadas que correspondem a uma taxa de resposta de 72%. A intenção de voto resulta de um exercício meramente matemático em que se considera como abstencionistas os 19,5% que "não sabe" ou não responde. Os resultados ponderados resultam de uma média dos últimos quatro estudos que totalizam 2052 entrevistas validadas com a margem de erro de 2,16 por cento. O grau de probabilidade é de 95 por cento.