Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães
Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:
- Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião
Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se
destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.
Ora, isto não merece ser divulgado?
Porque na actual conjuntura é um escândalo !!
_______________________________________
A escaldar: Governo não comenta alegada "razia" nas secretas
Jorge Silva de Carvalho terá fornecido informações à OnGoing antes de ir trabalhar para lá
É mais uma acha para o “caso Ongoing”. O gabinete do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não comenta as notícias hoje veiculadas pelo semanário “Expresso” e segundo as quais o Governo está a preparar uma "razia nas secretas". Segundo o jornal, Júlio Pereira, secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), colocou o lugar à disposição numa reunião com Passos Coelho e o chefe do Governo terá aceitado, estando agora a tratar da sua substituição. A notícia surge na sequência do chamado “caso Ongoing”, em que o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho, terá passado informações à empresa, para onde foi trabalhar a seguir. Ontem, numa nota, o gabinete do primeiro-ministro negou que Silva Carvalho tenha fornecido informações secretas à Ongoing e garantiu que nem o antigo chefe de Governo, José Sócrates, nem o responsável das secretas autorizaram o fornecimento desses dados.
Passos diz que Sócrates não passou informações à Ongoing
Em causa está a alegada transferência de informações por parte do então director do SIED, Jorge Silva Carvalho, para a empresa Ongoing, onde trabalha actualmente, noticiada pelo Expresso na sua última edição. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, revelou hoje que não houve ordens de José Sócrates e do secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) para o fornecimento de dados ao grupo Ongoing. Passos Coelho, em nota enviada à agência Lusa pelo seu gabinete, especifica ter solicitado hoje esclarecimentos “por escrito” ao secretário-geral do SIRP, depois de o jornal Público ter noticiado que o anterior director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, “transmitiu informações ao grupo Ongoing, para o qual foi contratado após ter saído das ‘secretas’, com autorização do então primeiro-ministro”, José Sócrates. “Do esclarecimento prestado pelo secretário-geral do SIRP resulta que a notícia carece totalmente de fundamento, uma vez que nem da parte do primeiro-ministro, nem do secretário-geral do SIRP, houve quaisquer ordens ou orientações no sentido referido pela notícia em causa”, diz Passos Coelho. O ex-primeiro-ministro José Sócrates esclareceu também hoje, através de um porta-voz, que nunca teve relações directas com o antigo director do SIED, negando que alguma vez o tenha autorizado a passar dados à Ongoing. Em causa está a alegada transferência de informações por parte do então director do SIED para a empresa Ongoing, onde trabalha actualmente, noticiada pelo Expresso na sua última edição.
Segundo o jornal, o ex-diretor do SIED terá passado à Ongoing informações relacionadas com dois empresários russos e sobre metais estratégicos, antes de abandonar a chefia dos serviços, em novembro de 2010. Jorge Silva Carvalho já negou ter fornecido informações à Ongoing e pediu uma audiência à comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias para prestar esclarecimentos, que decidiu ouvir primeiro o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação, Marques Júnior. Em entrevista publicada na quinta-feira pelo Diário de Notícias, o ex-diretor do SIED admitiu ter enviado correios eletrónicos [e-mails] de sua casa sobre matéria tratada pelo Expresso, mas garante que não violou o dever de sigilo ou segredo de Estado. Contactado pela agência Lusa, o director adjunto do Público, Miguel Gaspar, esclareceu que “na entrevista ao DN, [Jorge Silva Carvalho] diz que tinha de ter autorização da pessoa a quem o serviço responde” para passar informação, “ou seja, o primeiro-ministro”, e acrescenta que o jornal teve indicação “de que ele [José Sócrates] autorizou”. O Governo já anunciou a abertura de um inquérito aos Serviços de Informação da República na sequência destas notícias e dada a possibilidade de ter havido fugas de informação das ‘secretas’. Por outro lado, o Governo desmentiu “categoricamente” ter pedido às ‘secretas’ informações sobre Bernardo Bairrão, que foi convidado para fazer parte do Governo, mas acabou por não integrar o Executivo, como também escreveu o Expresso nas últimas semanas.
Liberdade e o Direito de Expressão
Neste blog praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão, próprios de Sociedades Avançadas !
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sábado, 30 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Fado e vinho do Porto
Para melhorar imagem de Portugal
Para contrariar a visão de Portugal lá fora, o grupo r/com propõe, a partir de hoje, uma iniciativa voltada para os turistas, que junta fado e vinho do Porto à mesa de umas conhecidas caves da marginal de Vila Nova de Gaia.
Depois de "Fado in Chiado", iniciado em 2009, a Genius y Meios, empresa do grupo r/com, alarga a iniciativa ao Porto, com um programa que acrescenta ao espectáculo de fado, uma visita guiada às caves e uma prova de vinhos. Numa altura em que o país é falado pelas piores razões, diz o administrador do grupo r/com, Luís Alvito, "esta é uma forma de mostrar algo de muito bom de Portugal", a quem chega ao país, os turistas. Em tempo de crise, acrescenta, "há quem tenha coragem para avançar com projectos novos e oferecê-los a quem nos visita". A partir de amanhã, todos os fins de tarde, exceptuando à segunda-feira, a parceria da Genius y Meios e das Caves Calem dá a conhecer novas vozes do fado, uma masculina e outra feminina. A oferta de um programa que junta "duas bandeiras nacionais" - fado e vinho do Porto - torna a iniciativa "única", à escala do Porto e de Vila Nova de Gaia, considera José Eduardo Alves, da Sogevinus. As sessões do "Fado in Porto" estão marcadas para as 18h30, nas instalações das Caves Calém, no cais de Vila Nova de Gaia. A entrada custa 16,5 euros.
Para contrariar a visão de Portugal lá fora, o grupo r/com propõe, a partir de hoje, uma iniciativa voltada para os turistas, que junta fado e vinho do Porto à mesa de umas conhecidas caves da marginal de Vila Nova de Gaia. Depois de "Fado in Chiado", iniciado em 2009, a Genius y Meios, empresa do grupo r/com, alarga a iniciativa ao Porto, com um programa que acrescenta ao espectáculo de fado, uma visita guiada às caves e uma prova de vinhos. Numa altura em que o país é falado pelas piores razões, diz o administrador do grupo r/com, Luís Alvito, "esta é uma forma de mostrar algo de muito bom de Portugal", a quem chega ao país, os turistas. Em tempo de crise, acrescenta, "há quem tenha coragem para avançar com projectos novos e oferecê-los a quem nos visita". A partir de amanhã, todos os fins de tarde, exceptuando à segunda-feira, a parceria da Genius y Meios e das Caves Calem dá a conhecer novas vozes do fado, uma masculina e outra feminina. A oferta de um programa que junta "duas bandeiras nacionais" - fado e vinho do Porto - torna a iniciativa "única", à escala do Porto e de Vila Nova de Gaia, considera José Eduardo Alves, da Sogevinus. As sessões do "Fado in Porto" estão marcadas para as 18h30, nas instalações das Caves Calém, no cais de Vila Nova de Gaia. A entrada custa 16,5 euros.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Fim de Semana
Submarino “Tridente” já “meteu água”
O submarino Tridente, que custou a Portugal 500 milhões de euros e chegou há quatro meses, está em terra na Base Naval do Alfeite para reparação do revestimento, que se mostrou demasiado frágil perante as águas do Atlântico. A Marinha confirmou esta manhã que a reparação está a ser feita e que nos próximos dias o navio deve voltar ao mar. Alexandre Fernandes, chefe de relações públicas da Marinha, disse ainda que os custos desta reparação serão suportados na totalidade pelos alemães, uma vez que a garantia ainda está em vigor. Quanto ao segundo submarino, o “Arpão”, já vem com a correcção feita de origem
Uma década de Wikipédia
Dezassete milhões de artigos, em 270 línguas, são apenas alguns dos números desta enciclopédia de acesso livre, disponível a todos através da Internet. Criar uma enciclopédia de acesso livre na Internet, feita pelos cibernautas. A ideia foi posta em prática há precisamente dez anos. A Wikipédia foi lançada no dia 15 de Janeiro de 2001, pelos norte-americanos Jimmy Wales e Larry Sanger, e desde então não parou de crescer.
O site conta actualmente com mais de 17 milhões de artigos, em 270 línguas, sobre as mais variadas áreas do conhecimento. Todos os meses é visitado por mais de 400 milhões de pessoas e conta com a colaboração regular de 100 mil editores de todo o mundo. O Português é a oitava língua mais representada na Wikipédia, com mais de 660 mil textos, entre os quais um sobre a Rádio Renascença. O ranking é liderado pelo Inglês, com cerca de 3,5 milhões de artigos, seguido do Alemão e do Francês.
Manuel de Sousa, membro da Wikimedia Portugal, uma associação de wikipedistas portugueses, começou a colaborar há seis anos e desde então nunca mais parou. “Colaboro desde 2005 como editor registado. Fiz cerca de 14 mil edições, trabalho temas relacionados com História, Geografia, Política, temas ligados à realidade dos países lusófonos, também com o tema do Acordo Ortográfico”, disse à Renascença o director de marketing, de 45 anos, que esteve directamente envolvido na criação da Wikipédia em Tétum, a língua co-oficial de Timor-Leste.
A Wikipédia não tem publicidade e depende de donativos para manter uma equipa de 50 funcionários e os servidores que armazenam toda a informação a funcionar. Os editores espalhados pelo mundo trabalham por amor à camisola e ao conhecimento. "Colaborar com a Wikipédia é um misto de «hobby» e de voluntariado. Nós sacrificamos algum do nosso tempo, uma ou duas horas por dia, a contribuir com o que escrevemos, com fotografias que tiramos, com mapas que fazemos ou gráficos", conta Manuel de Sousa.
A credibilidade da informação
Susana Morais dedica-se, sobretudo, à "História da Arte em Portugal, monumentos e História da Arte em geral". Já perdeu a conta a quantos artigos escreveu, "mas são muitos", refere. A designer, de 32 anos, começou a consultar a enciclopédia online em 2004 e aventurou-se na edição quando encontrou um artigo "com um disparate escrito".
A comunidade de “wikipedista” está empenhada em melhorar a fiabilidade dos dados e a qualidade da informação disponibilizada. Além da revisão efectuada pelos diferentes editores, Susana Morais explica que há um esforço cada vez maior para que todos os artigos sejam acompanhados de referências e notas de rodapé... "Muito importante nos próximos tempos será, pelo menos para nós na Wikimedia Portugal, tentar arranjar parcerias com diferentes entidades, como museus ou arquivos, que possam disponibilizar a informação e que dêem alguma credibilidade, que cada vez é mais necessária, e apostar na formação de professores para ensinarem os alunos a preencherem artigos e a saber como usar a informação que lá está”, diz Susana Morais.
“Guerra de editores”
Quando há situações polémicas, como aconteceu no caso da licenciatura de José Sócrates ou da cidade fronteiriça de Olivença, por vezes acontece o que na gíria da Wikipédia se chama “guerra de editores”. “Uma guerra de edições é alguém que chega lá, altera um pormenor qualquer, e o outro reverte e assim sucessivamente. Quando essas situações ocorrem, quando há mais de três reversões, a página deve ser congelada e bloqueada e, depois, deve-se passar para a página de discussão e as diversas tendências devem discutir os argumentos antes de passar à redacção”, refere Manuel de Sousa.
O administrador desconhece casos de censura ou de eventuais pressões para modificar informação e sublinha que uma alteração “pouco consensual” pode sempre ser corrigida. “Na Wikipédia isso é aberto, por isso é um «work in progress», é um trabalho que está sempre em construção, nunca está terminado, por isso é difícil haver muitas pressões para alterar porque, mesmo que alterassem determinado parágrafo, no dia seguinte se calhar ele já estava outra vez diferente. É uma lógica diferente de um livro ou de um jornal, não é algo fechado, é algo dinâmico”, remata.
Aniversário assinalado em todo o mundo
Os dez anos da Wikipédia comemoram-se este sábado. Em todo o mundo, 300 iniciativas assinalam o lançamento da chamada enciclopédia livre da Internet. Em Lisboa, a festa de aniversário tem início marcado para as 14h30, no Instituto Superior Técnico, e é organizada pela Wikimedia Portugal. Além da exibição do documentário "Truth in Numbers”, vão realizar-se cinco palestras e um debate sobre a Wikipédia. A comemoração dos 10 anos da Wikipédia vai também ter direito a brinde e bolo de aniversário.
Portugueses identificam gene ligado ao desenvolvimento de tumores
Gene "Viriato" está implicado no crescimento celular descontrolado. Cientistas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) do Porto identificaram o gene “Viriato”, que controla a proliferação das células e poderá desempenhar um papel no desenvolvimento de tumores.“Graças à sequenciação do genoma nós conseguimos acelerar o processo de identificação de genes importantes para o crescimento celular”, disse Paulo Pereira, coordenador da pesquisa. O cientista explica que falta agora passar da investigação na mosca-da-fruta para os tecidos humanos.
“A próxima etapa é estabelecermos colaboração com grupos que olham para aquilo que acontece em células humanas e sermos capazes de estudar qual é a função do «Viriato» em células humanas”. O trabalho vai agora ser divulgado numa revista da especialidade enquanto se procuram parcerias entre os cientistas portugueses. Uma delas poderá vir a ser com a Fundação Champalimaud, onde começou esta sexta-feira um simpósio internacional para debater os avanços na terapia do cancro. Um dos investigadores do centro, Raghu Kalluri, diz que, embora sejam cada vez maiores os avanços para controlar o cancro, a ciência aposta, sobretudo, em formas de evitar a doença.
É "novo", custou milhões, mas mete água... Marinha acredita que dentro de uma semana o submarino, recém-chegado a Portugal, já estará reparado.
O submarino Tridente, que custou a Portugal 500 milhões de euros e chegou há quatro meses, está em terra na Base Naval do Alfeite para reparação do revestimento, que se mostrou demasiado frágil perante as águas do Atlântico. A Marinha confirmou esta manhã que a reparação está a ser feita e que nos próximos dias o navio deve voltar ao mar. Alexandre Fernandes, chefe de relações públicas da Marinha, disse ainda que os custos desta reparação serão suportados na totalidade pelos alemães, uma vez que a garantia ainda está em vigor. Quanto ao segundo submarino, o “Arpão”, já vem com a correcção feita de origem
Uma década de Wikipédia
Dezassete milhões de artigos, em 270 línguas, são apenas alguns dos números desta enciclopédia de acesso livre, disponível a todos através da Internet. Criar uma enciclopédia de acesso livre na Internet, feita pelos cibernautas. A ideia foi posta em prática há precisamente dez anos. A Wikipédia foi lançada no dia 15 de Janeiro de 2001, pelos norte-americanos Jimmy Wales e Larry Sanger, e desde então não parou de crescer.
O site conta actualmente com mais de 17 milhões de artigos, em 270 línguas, sobre as mais variadas áreas do conhecimento. Todos os meses é visitado por mais de 400 milhões de pessoas e conta com a colaboração regular de 100 mil editores de todo o mundo. O Português é a oitava língua mais representada na Wikipédia, com mais de 660 mil textos, entre os quais um sobre a Rádio Renascença. O ranking é liderado pelo Inglês, com cerca de 3,5 milhões de artigos, seguido do Alemão e do Francês.
Manuel de Sousa, membro da Wikimedia Portugal, uma associação de wikipedistas portugueses, começou a colaborar há seis anos e desde então nunca mais parou. “Colaboro desde 2005 como editor registado. Fiz cerca de 14 mil edições, trabalho temas relacionados com História, Geografia, Política, temas ligados à realidade dos países lusófonos, também com o tema do Acordo Ortográfico”, disse à Renascença o director de marketing, de 45 anos, que esteve directamente envolvido na criação da Wikipédia em Tétum, a língua co-oficial de Timor-Leste.
A Wikipédia não tem publicidade e depende de donativos para manter uma equipa de 50 funcionários e os servidores que armazenam toda a informação a funcionar. Os editores espalhados pelo mundo trabalham por amor à camisola e ao conhecimento. "Colaborar com a Wikipédia é um misto de «hobby» e de voluntariado. Nós sacrificamos algum do nosso tempo, uma ou duas horas por dia, a contribuir com o que escrevemos, com fotografias que tiramos, com mapas que fazemos ou gráficos", conta Manuel de Sousa.
A credibilidade da informação
Susana Morais dedica-se, sobretudo, à "História da Arte em Portugal, monumentos e História da Arte em geral". Já perdeu a conta a quantos artigos escreveu, "mas são muitos", refere. A designer, de 32 anos, começou a consultar a enciclopédia online em 2004 e aventurou-se na edição quando encontrou um artigo "com um disparate escrito".
A comunidade de “wikipedista” está empenhada em melhorar a fiabilidade dos dados e a qualidade da informação disponibilizada. Além da revisão efectuada pelos diferentes editores, Susana Morais explica que há um esforço cada vez maior para que todos os artigos sejam acompanhados de referências e notas de rodapé... "Muito importante nos próximos tempos será, pelo menos para nós na Wikimedia Portugal, tentar arranjar parcerias com diferentes entidades, como museus ou arquivos, que possam disponibilizar a informação e que dêem alguma credibilidade, que cada vez é mais necessária, e apostar na formação de professores para ensinarem os alunos a preencherem artigos e a saber como usar a informação que lá está”, diz Susana Morais.
“Guerra de editores”
Quando há situações polémicas, como aconteceu no caso da licenciatura de José Sócrates ou da cidade fronteiriça de Olivença, por vezes acontece o que na gíria da Wikipédia se chama “guerra de editores”. “Uma guerra de edições é alguém que chega lá, altera um pormenor qualquer, e o outro reverte e assim sucessivamente. Quando essas situações ocorrem, quando há mais de três reversões, a página deve ser congelada e bloqueada e, depois, deve-se passar para a página de discussão e as diversas tendências devem discutir os argumentos antes de passar à redacção”, refere Manuel de Sousa.
O administrador desconhece casos de censura ou de eventuais pressões para modificar informação e sublinha que uma alteração “pouco consensual” pode sempre ser corrigida. “Na Wikipédia isso é aberto, por isso é um «work in progress», é um trabalho que está sempre em construção, nunca está terminado, por isso é difícil haver muitas pressões para alterar porque, mesmo que alterassem determinado parágrafo, no dia seguinte se calhar ele já estava outra vez diferente. É uma lógica diferente de um livro ou de um jornal, não é algo fechado, é algo dinâmico”, remata.
Aniversário assinalado em todo o mundo
Os dez anos da Wikipédia comemoram-se este sábado. Em todo o mundo, 300 iniciativas assinalam o lançamento da chamada enciclopédia livre da Internet. Em Lisboa, a festa de aniversário tem início marcado para as 14h30, no Instituto Superior Técnico, e é organizada pela Wikimedia Portugal. Além da exibição do documentário "Truth in Numbers”, vão realizar-se cinco palestras e um debate sobre a Wikipédia. A comemoração dos 10 anos da Wikipédia vai também ter direito a brinde e bolo de aniversário.
Portugueses identificam gene ligado ao desenvolvimento de tumores
Gene "Viriato" está implicado no crescimento celular descontrolado. Cientistas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) do Porto identificaram o gene “Viriato”, que controla a proliferação das células e poderá desempenhar um papel no desenvolvimento de tumores.“Graças à sequenciação do genoma nós conseguimos acelerar o processo de identificação de genes importantes para o crescimento celular”, disse Paulo Pereira, coordenador da pesquisa. O cientista explica que falta agora passar da investigação na mosca-da-fruta para os tecidos humanos.
“A próxima etapa é estabelecermos colaboração com grupos que olham para aquilo que acontece em células humanas e sermos capazes de estudar qual é a função do «Viriato» em células humanas”. O trabalho vai agora ser divulgado numa revista da especialidade enquanto se procuram parcerias entre os cientistas portugueses. Uma delas poderá vir a ser com a Fundação Champalimaud, onde começou esta sexta-feira um simpósio internacional para debater os avanços na terapia do cancro. Um dos investigadores do centro, Raghu Kalluri, diz que, embora sejam cada vez maiores os avanços para controlar o cancro, a ciência aposta, sobretudo, em formas de evitar a doença.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Educação e Cultura
Clima de tensão entre ministras e agentes culturais e de educação
O corte anunciado de 23% nos subsídios está a gerar polémica entre artistas e agentes culturais, que recusam esse corte, exigem a abertura dos concursos de apoio às artes e pediram diálogo com a ministra da Cultura. Na Educação, ministra desvaloriza “casos de fome”.
O Ministério da Cultura, através da Direcção das Artes, já se disponibilizou para dar explicações, mas os artistas não aceitam se a ministra Gabriela Canavilhas não estiver presente na reunião. Ao que a Renascença apurou, a Direcção-Geral das Artes, por indicação da ministra da Cultura, disponibilizou-se para receber, esta quarta-feira, os artistas e agentes culturais para prestar esclarecimentos.Em causa está o anunciado corte de 23% nos subsídios que motivou uma reunião da Plataforma das Artes, este sábado.
O encontro terminou com um comunicado em que artistas e agentes culturais recusaram esse corte, exigiram a abertura dos concursos de apoio às artes e pediram diálogo com a ministra. Por isso, fonte da Plataforma das Artes indicou à Renascença que artistas e agentes culturais só aceitariam reunir-se com a Direcção-Geral das Artes, se a ministra também estivesse presente.
O gabinete de Gabriela Canavilhas confirmou à Renascença que nada está previsto. Assim sendo, e numa semana em que por ordem da ministra podem abrir os concursos anuais e bienais de apoio às artes o clima é de tensão entre artistas e Ministério. A Plataforma das Artes exige esclarecimentos políticos sobre a redução de verbas e já pediu mesmo uma reunião com carácter de urgência a Gabriela Canavilhas, até porque, lembram, o Orçamento do Estado não está ainda aprovado na especialidade. Na semana em que podem abrir os concursos de apoio às artes, o corte anunciado de 23% nos subsídios está a gerar polémica.
Ministra da Educação desvaloriza casos de fome na escola
"Todas as situações que exigem uma atenção especial e uma intervenção da parte dos professores e da escola têm sido tratadas", afirma Isabel Alçada. A ministra da Educação desvaloriza a dimensão dos casos de fome entre alunos portugueses. Isabel Alçada diz que não há dados que permitam falar de uma situação grave e salienta a resposta dada pelas escolas portuguesas. “Nós, neste momento, não temos um diagnóstico que nos diga que é grave. Todas as situações que exigem uma atenção especial e uma intervenção da parte dos professores e da escola têm sido tratadas.
Nós não podemos também sobredimensionar as coisas e, ao identificar isto ou aquilo , parece que estamos, de alguma forma, a dizer que há um problema acima daquilo que existe”, afirma a governante. A ministra da Educação esteve, esta tarde, na escola secundária Passos Manuel, em Lisboa, na assinatura de protocolos de parceria entre o Ministério da Educação, câmaras municipais e instituições culturais para o programa “Educação Estética e Artística”, destinado a desenvolver o gosto pelas várias formas de arte a crianças do pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico. "O programa destina-se sobretudo a potenciar a capacidade educativa que as instituições culturais têm, associando-a às escolas", disse a ministra Isabel Alçada, sublinhando que a despesa com este programa já está "integrada" nos "projectos normais" do Ministério.
O corte anunciado de 23% nos subsídios está a gerar polémica entre artistas e agentes culturais, que recusam esse corte, exigem a abertura dos concursos de apoio às artes e pediram diálogo com a ministra da Cultura. Na Educação, ministra desvaloriza “casos de fome”.O Ministério da Cultura, através da Direcção das Artes, já se disponibilizou para dar explicações, mas os artistas não aceitam se a ministra Gabriela Canavilhas não estiver presente na reunião. Ao que a Renascença apurou, a Direcção-Geral das Artes, por indicação da ministra da Cultura, disponibilizou-se para receber, esta quarta-feira, os artistas e agentes culturais para prestar esclarecimentos.Em causa está o anunciado corte de 23% nos subsídios que motivou uma reunião da Plataforma das Artes, este sábado.
O encontro terminou com um comunicado em que artistas e agentes culturais recusaram esse corte, exigiram a abertura dos concursos de apoio às artes e pediram diálogo com a ministra. Por isso, fonte da Plataforma das Artes indicou à Renascença que artistas e agentes culturais só aceitariam reunir-se com a Direcção-Geral das Artes, se a ministra também estivesse presente.
O gabinete de Gabriela Canavilhas confirmou à Renascença que nada está previsto. Assim sendo, e numa semana em que por ordem da ministra podem abrir os concursos anuais e bienais de apoio às artes o clima é de tensão entre artistas e Ministério. A Plataforma das Artes exige esclarecimentos políticos sobre a redução de verbas e já pediu mesmo uma reunião com carácter de urgência a Gabriela Canavilhas, até porque, lembram, o Orçamento do Estado não está ainda aprovado na especialidade. Na semana em que podem abrir os concursos de apoio às artes, o corte anunciado de 23% nos subsídios está a gerar polémica.
Ministra da Educação desvaloriza casos de fome na escola
"Todas as situações que exigem uma atenção especial e uma intervenção da parte dos professores e da escola têm sido tratadas", afirma Isabel Alçada. A ministra da Educação desvaloriza a dimensão dos casos de fome entre alunos portugueses. Isabel Alçada diz que não há dados que permitam falar de uma situação grave e salienta a resposta dada pelas escolas portuguesas. “Nós, neste momento, não temos um diagnóstico que nos diga que é grave. Todas as situações que exigem uma atenção especial e uma intervenção da parte dos professores e da escola têm sido tratadas.
Nós não podemos também sobredimensionar as coisas e, ao identificar isto ou aquilo , parece que estamos, de alguma forma, a dizer que há um problema acima daquilo que existe”, afirma a governante. A ministra da Educação esteve, esta tarde, na escola secundária Passos Manuel, em Lisboa, na assinatura de protocolos de parceria entre o Ministério da Educação, câmaras municipais e instituições culturais para o programa “Educação Estética e Artística”, destinado a desenvolver o gosto pelas várias formas de arte a crianças do pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico. "O programa destina-se sobretudo a potenciar a capacidade educativa que as instituições culturais têm, associando-a às escolas", disse a ministra Isabel Alçada, sublinhando que a despesa com este programa já está "integrada" nos "projectos normais" do Ministério.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Cultura
Ensino das artes está desactualizado
A ministra da Cultura defendeu hoje o ensino artístico "logo aos seis anos", quando a maioria dos jovens só tem essa abordagem aos 10 ou 12 anos, e referiu que o ensino vocacionado está "descaracterizado". Gabriela Canavilhas falava no ciclo de conferências "Educação Artística no século XXI", promovido pelo Clube UNESCO, cuja temática versou sobre a criação de públicos, que teve lugar no Centro Nacional de Cultura, em Lisboa. "Importa ter especialmente em conta a importância de medidas a nível do ensino básico. Mais do que uma questão de tempos letivos ou de currículos, a valorização da educação artística no nível básico implica o reforço do estatuto das disciplinas artísticas, de modo a garantir o seu contributo para a formação global do aluno e o seu justo reconhecimento enquanto disciplinas estruturantes do ser humano", afirmou. A governante salientou "as vantagens de que beneficiam as crianças (...) que resultam do ensino musical. A maioria dos bons estudantes de música são bons estudantes no ensino geral, particularmente na matemática", sentenciou. Referindo-se ao ensino vocacional artístico, segunda etapa da evolução da aprendizagem destinada a "alunos com aptidões ou talentos específicos", Canavilhas afirmou que se tem assistido à "descaracterização das escolas vocacionais".
Verifica-se, disse a ministra, "que o problema da definição dos objetivos de cada uma [das escolas profissionais] subsiste, isto é, as escolas que herdaram o legado dos antigos conservatórios e que têm servido de modelo para todas as outras espalhadas pelo país, formam instrumentistas que, na sua maioria, não irão exercer atividade como instrumentistas mas sim irão ser professores de outros instrumentistas". Neste sentido - prosseguiu -, "a geração seguinte irá fazer exatamente o mesmo trajeto e assim sucessivamente, correndo-se o risco de se ir perdendo, em cada geração, a capacidade de transmissão para a geração seguinte, da essência do músico - a excelência da performance, o enriquecimento que advém da vivência do palco e da partilha musical". "O ensino vocacional tem estado assim a ser utilizado como substituto do ensino genérico, o que o descaracteriza e lhe provoca problemas graves na obtenção de sucesso nos seus objetivos profissionalizantes", declarou. "A ocupação de tempos livres, a aprendizagem lúdica de um instrumento, o enriquecimento cultural como complemento educacional tem sido o principal objetivo de muitos dos utilizadores do ensino vocacional - comprometendo assim o objetivo profissionalizante", acrescentou.
A ministra, que recordou conhecer na prática o ensino artístico profissional, chamou à atenção para "as dificuldades sentidas pelos pais e alunos, especialmente nos grandes meios urbanos, derivadas da necessidade de articulação de horários, de trajetos entre as escolas, de libertação de tempo para as práticas artísticas". Neste sentido, entende a governante que se deve "equacionar cada vez mais a criação de projetos supra-instituições, de âmbito transversal, que permitissem uma melhor coordenação de meios e de esforços individuais". Para Gabriela Canavilhas, "importa promover a participação dos artistas, paralelamente à dos professores, nas estratégias de ensino ao nível do ensino básico e secundário, uma vez que se considera que as questões relacionadas com a educação artística devem ser assumidas pela sociedade em geral". São, no entender da ministra da Cultura, "cada vez mais indispensáveis" os projetos educativos das instituições culturais, tendo citado os da Fundação Gulbenkian, da Casa da Música (2001), da Orquestra Metropolitana de Lisboa e do Centro de Pedagogia do Centro Cultural de Belém, entre outros.
Património fica com um terço das verbas
As verbas para o património representam um terço (33 por cento) da proposta de orçamento do Ministério da Cultura para o próximo ano, seguindo-se o apoio às artes, com 29 por cento, anunciou a ministra Gabriela Canavilhas. Relativamente ao cinema e audiovisual, regista-se uma dotação acrescida de 1,3 milhões de euros, subindo de 19,9 milhões de euros (2010) para 21,2 milhões em 2011, acrescentou a governante durante a apresentação no Parlamento da dotação financeira para o seu Ministério constante na proposta do Orçamento do Estado para 2011. Este acréscimo é justificado pela "perspetiva de financiamento comunitário de projetos do Instituto do Cinema e do Audiovisual e da Cinemateca Portuguesa", bem como "obras para a instalação da Casa do Cinema do Porto na Casa das Artes".
Na área dos arquivos e bibliotecas e no apoio às actividades socioculturais, regista-se um crescimento de um por cento comparativamente ao peso relativo "destes domínios de intervenção no orçamento deste ano". Arquivos e bibliotecas receberão 30,2 milhões de euros enquanto o apoio a actividades socioculturais receberá 15,3 milhões de euros. O PCP, através do deputado João Oliveira, chamou à atenção, logo no início da sessão, por não ter sido apresentada qualquer retificação depois de assumidamente o Ministério ter admitido que os números divulgados quando foi entrega a proposta de OE na Assembleia estavam errados. Conceição Pereira, do PSD, por seu lado, afirmou que este "é um orçamento sem crédito, estratégia e ambição e não serve Portugal nem os portugueses".
Ministra da Cultura defende ensino artístico "logo aos seis anos" e considera ensino vocacionado "descaracterizado". "A ocupação de tempos livres, a aprendizagem lúdica de um instrumento, o enriquecimento cultural como complemento educacional tem sido o principal objetivo de muitos dos utilizadores do ensino vocacional - comprometendo assim o objetivo profissionalizante", acrescentou.
A ministra da Cultura defendeu hoje o ensino artístico "logo aos seis anos", quando a maioria dos jovens só tem essa abordagem aos 10 ou 12 anos, e referiu que o ensino vocacionado está "descaracterizado". Gabriela Canavilhas falava no ciclo de conferências "Educação Artística no século XXI", promovido pelo Clube UNESCO, cuja temática versou sobre a criação de públicos, que teve lugar no Centro Nacional de Cultura, em Lisboa. "Importa ter especialmente em conta a importância de medidas a nível do ensino básico. Mais do que uma questão de tempos letivos ou de currículos, a valorização da educação artística no nível básico implica o reforço do estatuto das disciplinas artísticas, de modo a garantir o seu contributo para a formação global do aluno e o seu justo reconhecimento enquanto disciplinas estruturantes do ser humano", afirmou. A governante salientou "as vantagens de que beneficiam as crianças (...) que resultam do ensino musical. A maioria dos bons estudantes de música são bons estudantes no ensino geral, particularmente na matemática", sentenciou. Referindo-se ao ensino vocacional artístico, segunda etapa da evolução da aprendizagem destinada a "alunos com aptidões ou talentos específicos", Canavilhas afirmou que se tem assistido à "descaracterização das escolas vocacionais".
Verifica-se, disse a ministra, "que o problema da definição dos objetivos de cada uma [das escolas profissionais] subsiste, isto é, as escolas que herdaram o legado dos antigos conservatórios e que têm servido de modelo para todas as outras espalhadas pelo país, formam instrumentistas que, na sua maioria, não irão exercer atividade como instrumentistas mas sim irão ser professores de outros instrumentistas". Neste sentido - prosseguiu -, "a geração seguinte irá fazer exatamente o mesmo trajeto e assim sucessivamente, correndo-se o risco de se ir perdendo, em cada geração, a capacidade de transmissão para a geração seguinte, da essência do músico - a excelência da performance, o enriquecimento que advém da vivência do palco e da partilha musical". "O ensino vocacional tem estado assim a ser utilizado como substituto do ensino genérico, o que o descaracteriza e lhe provoca problemas graves na obtenção de sucesso nos seus objetivos profissionalizantes", declarou. "A ocupação de tempos livres, a aprendizagem lúdica de um instrumento, o enriquecimento cultural como complemento educacional tem sido o principal objetivo de muitos dos utilizadores do ensino vocacional - comprometendo assim o objetivo profissionalizante", acrescentou.
A ministra, que recordou conhecer na prática o ensino artístico profissional, chamou à atenção para "as dificuldades sentidas pelos pais e alunos, especialmente nos grandes meios urbanos, derivadas da necessidade de articulação de horários, de trajetos entre as escolas, de libertação de tempo para as práticas artísticas". Neste sentido, entende a governante que se deve "equacionar cada vez mais a criação de projetos supra-instituições, de âmbito transversal, que permitissem uma melhor coordenação de meios e de esforços individuais". Para Gabriela Canavilhas, "importa promover a participação dos artistas, paralelamente à dos professores, nas estratégias de ensino ao nível do ensino básico e secundário, uma vez que se considera que as questões relacionadas com a educação artística devem ser assumidas pela sociedade em geral". São, no entender da ministra da Cultura, "cada vez mais indispensáveis" os projetos educativos das instituições culturais, tendo citado os da Fundação Gulbenkian, da Casa da Música (2001), da Orquestra Metropolitana de Lisboa e do Centro de Pedagogia do Centro Cultural de Belém, entre outros.
Património fica com um terço das verbas
As verbas para o património representam um terço (33 por cento) da proposta de orçamento do Ministério da Cultura para o próximo ano, seguindo-se o apoio às artes, com 29 por cento, anunciou a ministra Gabriela Canavilhas. Relativamente ao cinema e audiovisual, regista-se uma dotação acrescida de 1,3 milhões de euros, subindo de 19,9 milhões de euros (2010) para 21,2 milhões em 2011, acrescentou a governante durante a apresentação no Parlamento da dotação financeira para o seu Ministério constante na proposta do Orçamento do Estado para 2011. Este acréscimo é justificado pela "perspetiva de financiamento comunitário de projetos do Instituto do Cinema e do Audiovisual e da Cinemateca Portuguesa", bem como "obras para a instalação da Casa do Cinema do Porto na Casa das Artes".
Na área dos arquivos e bibliotecas e no apoio às actividades socioculturais, regista-se um crescimento de um por cento comparativamente ao peso relativo "destes domínios de intervenção no orçamento deste ano". Arquivos e bibliotecas receberão 30,2 milhões de euros enquanto o apoio a actividades socioculturais receberá 15,3 milhões de euros. O PCP, através do deputado João Oliveira, chamou à atenção, logo no início da sessão, por não ter sido apresentada qualquer retificação depois de assumidamente o Ministério ter admitido que os números divulgados quando foi entrega a proposta de OE na Assembleia estavam errados. Conceição Pereira, do PSD, por seu lado, afirmou que este "é um orçamento sem crédito, estratégia e ambição e não serve Portugal nem os portugueses".
sábado, 9 de outubro de 2010
Guimarães Capital da Cultura
Tem custos calculados em 111 milhões de euros
Manuel Alegre ajuda a "enterrar" mais o País, e diz que Capital Europeia da Cultura 2012 "é uma causa nacional". Quantos portugueses vão saír da miséria com esse investimento cultural?
O candidato presidencial Manuel Alegre disse em Guimarães, que a Capital Europeia da Cultura 2012 "é uma causa nacional, e não apenas dos vimaranenses, e como tal deve ser entendida". O político socialista elogiou, em declarações aos jornalistas, "a perspetiva multifacetada e pluridisciplinar" do projeto da Fundação Cidade de Guimarães: "isto é visto não apenas como uma festa para durar oito dias, com muitos acontecimentos e foguetes mas que depois passa mas, vendo o que está para trás e pensando naquilo que ficará para a frente", sublinhou.
Manuel Alegre foi recebido de manhã no Centro Cultural Vila Flor onde se reuniu com o presidente da Câmara local, o socialista António Magalhães e com a presidente da Fundação Cidade de Guimarães, Cristina Azevedo, que coordena a preparação do evento Capital da Cultura 2012. Alegre, que ouviu as explicações dos dois responsáveis, salientou que a iniciativa "envolverá os vimaranenses e terá em conta a reabilitação urbana num quadro conducente a fixar casais jovens e artistas".
"Este é um processo semelhante a outros na Europa em que pequenas cidades se tornam referência em vários aspetos e Guimarães tem todas as condições para isso", acentuou. No seu entendimento, a CEC 2012 será um êxito, "não é só Guimarães ser o berço da nacionalidade mas porque já aqui foi feita uma grande obra de reabilitação urbana que agora vai ser ampliada".
"Acho que Guimarães vai ser uma grande cidade da Europa", vaticinou. A CEC 2012 tem custos calculados em 111 milhões de euros, dos quais 70 milhões para equipamentos - geridos diretamente pelo Município - e 41 para a programação cultural, que está a cargo da Fundação. A Fundação Cidade de Guimarães anuncia hoje os primeiros parceiros oficiais da Capital Europeia da Cultura
Os presidentes do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães, Jorge Sampaio, da Câmara Municipal de Guimarães, António Magalhães e da Fundação Cidade de Guimarães, Cristina de Azevedo, assinaram os primeiros protocolos de cooperação com parceiros oficiais de Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura. A cerimónia decorreu após a reunião do Conselho Geral da Fundação que se reúne hoje à tarde, na qual vai ser deliberado sobre o Plano Estratégico 2011-2013 da Fundação, bem como sobre o Plano de Actividades e Orçamento da Fundação para 2011.
Manuel Alegre ajuda a "enterrar" mais o País, e diz que Capital Europeia da Cultura 2012 "é uma causa nacional". Quantos portugueses vão saír da miséria com esse investimento cultural?
O candidato presidencial Manuel Alegre disse em Guimarães, que a Capital Europeia da Cultura 2012 "é uma causa nacional, e não apenas dos vimaranenses, e como tal deve ser entendida". O político socialista elogiou, em declarações aos jornalistas, "a perspetiva multifacetada e pluridisciplinar" do projeto da Fundação Cidade de Guimarães: "isto é visto não apenas como uma festa para durar oito dias, com muitos acontecimentos e foguetes mas que depois passa mas, vendo o que está para trás e pensando naquilo que ficará para a frente", sublinhou.
Manuel Alegre foi recebido de manhã no Centro Cultural Vila Flor onde se reuniu com o presidente da Câmara local, o socialista António Magalhães e com a presidente da Fundação Cidade de Guimarães, Cristina Azevedo, que coordena a preparação do evento Capital da Cultura 2012. Alegre, que ouviu as explicações dos dois responsáveis, salientou que a iniciativa "envolverá os vimaranenses e terá em conta a reabilitação urbana num quadro conducente a fixar casais jovens e artistas".
"Este é um processo semelhante a outros na Europa em que pequenas cidades se tornam referência em vários aspetos e Guimarães tem todas as condições para isso", acentuou. No seu entendimento, a CEC 2012 será um êxito, "não é só Guimarães ser o berço da nacionalidade mas porque já aqui foi feita uma grande obra de reabilitação urbana que agora vai ser ampliada".
"Acho que Guimarães vai ser uma grande cidade da Europa", vaticinou. A CEC 2012 tem custos calculados em 111 milhões de euros, dos quais 70 milhões para equipamentos - geridos diretamente pelo Município - e 41 para a programação cultural, que está a cargo da Fundação. A Fundação Cidade de Guimarães anuncia hoje os primeiros parceiros oficiais da Capital Europeia da Cultura
Os presidentes do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães, Jorge Sampaio, da Câmara Municipal de Guimarães, António Magalhães e da Fundação Cidade de Guimarães, Cristina de Azevedo, assinaram os primeiros protocolos de cooperação com parceiros oficiais de Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura. A cerimónia decorreu após a reunião do Conselho Geral da Fundação que se reúne hoje à tarde, na qual vai ser deliberado sobre o Plano Estratégico 2011-2013 da Fundação, bem como sobre o Plano de Actividades e Orçamento da Fundação para 2011.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Acordo ortográfico
As novas regras ortográficas
O vocabulário oficial do novo Acordo Ortográfico será escolhido nas próximas semanas, anunciou Gabriela Canavilhas.
A ministra da Cultura afirmou hoje que nas próximas semanas será decidido qual o vocabulário da Língua Portuguesa a utilizar oficialmente pelo Estado com as novas regras do acordo ortográfico. "Há de facto no terreno vários vocabulários com respetivos conversores e é preciso pôr alguma ordem e tomarmos uma decisão sobre qual é o vocabulário que será normativo", afirmou Gabriela Canavilhas aos jornalistas no final da apresentação do conversor de ortografia Lince.
Segundo a ministra da Cultura, a decisão sobre o vocabulário a escolher caberá ao Conselho de Ministros. Só depois será decidido o faseamento da aplicação nos vários organismos do Governo, sendo que o prazo oficial é de seis anos, até maio de 2015, contando a partir da ratificação do acordo.
A ministra falava no final da apresentação do conversor de ortografia Lince, desenvolvido pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC) e que custou 60 mil euros, pagos através do Fundo da Língua Portuguesa. Este conversor é um programa informático gratuito de livre utilização e que pode ser utilizado em qualquer sistema operativo e descarregado através do site www.portaldalinguaportuguesa.org. Na demonstração hoje feita em Lisboa, quatro romances de José Eduardo Agualusa foram convertidos em simultâneo de acordo com as novas regras do acordo ortográfico em escassos segundos.
Gabriela Canavilhas alertou que o Lince não é "para já" a versão oficial do governo quanto às novas regras do acordo ortográfico, precisamente porque a decisão ainda não está tomada, mas permite ao cidadão comum familiarizar-se com a ferramenta e as novas regras. Só depois de tomada a decisão em Conselho de Ministros é que, por exemplo, os manuais escolares deverão ser alterados de acordo com as novas regras ortográficas.
Ainda que haja uma dispersão de vocabulários, Gabriela Canavilhas referiu que as diferenças entre todos são mínimas e os ajustes que serão feitos não causarão "grandes dramas" para os portugueses. Além do conversor e do vocabulário criado pelo ILTEC, a Porto Editora lançou também um vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa e a Academia de Ciências está a preparar também um Vocabulário da Língua Portuguesa.
O acordo ortográfico entrou em vigor em janeiro deste ano. Há já vários órgãos de comunicação social a aplicar as novas regras, entre os quais o Record e a agência Lusa. O grupo Impresa (televisão SIC e semanário Expresso, entre outros) começa a aplicar a partir o novo acordo de terça feira nas suas publicações, na imprensa digital e nas áreas administrativas do Grupo.
O vocabulário oficial do novo Acordo Ortográfico será escolhido nas próximas semanas, anunciou Gabriela Canavilhas.A ministra da Cultura afirmou hoje que nas próximas semanas será decidido qual o vocabulário da Língua Portuguesa a utilizar oficialmente pelo Estado com as novas regras do acordo ortográfico. "Há de facto no terreno vários vocabulários com respetivos conversores e é preciso pôr alguma ordem e tomarmos uma decisão sobre qual é o vocabulário que será normativo", afirmou Gabriela Canavilhas aos jornalistas no final da apresentação do conversor de ortografia Lince.
Segundo a ministra da Cultura, a decisão sobre o vocabulário a escolher caberá ao Conselho de Ministros. Só depois será decidido o faseamento da aplicação nos vários organismos do Governo, sendo que o prazo oficial é de seis anos, até maio de 2015, contando a partir da ratificação do acordo.
A ministra falava no final da apresentação do conversor de ortografia Lince, desenvolvido pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC) e que custou 60 mil euros, pagos através do Fundo da Língua Portuguesa. Este conversor é um programa informático gratuito de livre utilização e que pode ser utilizado em qualquer sistema operativo e descarregado através do site www.portaldalinguaportuguesa.org. Na demonstração hoje feita em Lisboa, quatro romances de José Eduardo Agualusa foram convertidos em simultâneo de acordo com as novas regras do acordo ortográfico em escassos segundos.
Gabriela Canavilhas alertou que o Lince não é "para já" a versão oficial do governo quanto às novas regras do acordo ortográfico, precisamente porque a decisão ainda não está tomada, mas permite ao cidadão comum familiarizar-se com a ferramenta e as novas regras. Só depois de tomada a decisão em Conselho de Ministros é que, por exemplo, os manuais escolares deverão ser alterados de acordo com as novas regras ortográficas.
Ainda que haja uma dispersão de vocabulários, Gabriela Canavilhas referiu que as diferenças entre todos são mínimas e os ajustes que serão feitos não causarão "grandes dramas" para os portugueses. Além do conversor e do vocabulário criado pelo ILTEC, a Porto Editora lançou também um vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa e a Academia de Ciências está a preparar também um Vocabulário da Língua Portuguesa.
O acordo ortográfico entrou em vigor em janeiro deste ano. Há já vários órgãos de comunicação social a aplicar as novas regras, entre os quais o Record e a agência Lusa. O grupo Impresa (televisão SIC e semanário Expresso, entre outros) começa a aplicar a partir o novo acordo de terça feira nas suas publicações, na imprensa digital e nas áreas administrativas do Grupo.
sábado, 17 de abril de 2010
Fim de Semana
"Ano de Portugal na China"
Depois da China comemorar com multiplicado sucesso o seu comércio há vários anos em Portugal, em 2011 e apesar das "limitações orçamentais", o galo vai ficar de olhos em bico...
Portugal vai promover um ano de actividades culturais na China em 2011, para "projetar a arte, a cultura e a língua portuguesas", concretizando "um compromisso assumido" pelo Primeiro-ministro, disse o ministro dos Negócios estrangeiros, Luis Amado.
Luis Amado, que concluiu hoje em Pequim um périplo de cinco dias pelo nordeste asiático, alertou, contudo, que a programação do Ano de Portugal na China terá "limitações em termos orçamentais. No contexto das dificuldades financeiras que o país conhece não podemos ser muito ambiciosos", disse.
A realização de um "Ano de Portugal na China", inspirada em idênticas iniciativas promovidas pela França, Itália, Grécia, Espanha e outros países, foi anunciada pelo primeiro-ministro, Jose Sócrates, durante a sua primeira visita oficial a Pequim, em janeiro de 2007. Na altura - recordou Luís Amado - "foi decidido assumir o compromisso de projetar o nome de Portugal na China através da celebração de um ano de iniciativas de âmbito cultural".
"Tendo sido tomada essa orientação, teremos de organizar um programa para o próximo ano que possa dar alguma projeção à arte, à cultura e à língua portuguesas na China, e em particular em Pequim", acrescentou. Luis Amado adiantou que o programa, com exposições, espectáculos e outras iniciativas, está a ser preparado por uma equipa dirigida pelo embaixador Carlos Pais e envolve também "a promoção de Portugal em todo o continente asiático nos próximos anos". O governo chinês não irá organizar um Ano da China em Portugal, como fez em França, Itália ou Grécia, mas Luis Amado desvalorizou a falta de reciprocidade.
"O interesse em projetar melhor a marca e imagem de Portugal neste grande pais é nosso (...) A economia chinesa está em continuo crescimento e nós queremos que constitua também um importante mercado para os produtos e para a língua e cultura portuguesa", afirmou. Este modelo de promoção foi lançado em 1999 pelo então presidente francês, Jacques Chirac, e pelo seu homologo chinês, Jiang Zemin.
A realização do Ano da França na China, em 2004/05, custou cerca de 82 milhões de euros e a Grécia investiu mais de 40 milhões de euros no seu ano (2007/08), disse fonte diplomática europeia em Pequim. Em fevereiro passado, após uma visita a Pequim, Xangai e Macau, o deputado do PSD pelo círculo da Emigração José Cesário manifestou-se preocupado com a preparação do Ano de Portugal na China.
"E altura de serem tomadas decisões em definitivo porque é óbvio que não seria admissível neste momento uma hipotética desistência (...) É um desafio muito difícil e até bastante ambicioso, mas já que demos este passo não podemos correr o risco de que a imagem de Portugal fique minimamente comprometida", afirmou José Cesário. Em declarações à agência Lusa em Pequim, o ministro português dos Negócios Estrangeiros defendeu "uma relação muito mais ambiciosa" com a China e o "inadiável reforço" da presença diplomática, económica e cultural portuguesa no país.
"Temos que olhar para a nossa relação com a China de uma forma muito mais ambiciosa. Estamos a virar uma página da Historia do mundo e é preciso ter consciência das profundas mudanças que estão a ocorrer (...) A China está nessa nova página", disse. Luis Amado, cujo périplo pelo nordeste asiático incluiu também a Mongólia e a Coreia do Sul, regressa hoje a Lisboa,
Depois da China comemorar com multiplicado sucesso o seu comércio há vários anos em Portugal, em 2011 e apesar das "limitações orçamentais", o galo vai ficar de olhos em bico...Portugal vai promover um ano de actividades culturais na China em 2011, para "projetar a arte, a cultura e a língua portuguesas", concretizando "um compromisso assumido" pelo Primeiro-ministro, disse o ministro dos Negócios estrangeiros, Luis Amado.
Luis Amado, que concluiu hoje em Pequim um périplo de cinco dias pelo nordeste asiático, alertou, contudo, que a programação do Ano de Portugal na China terá "limitações em termos orçamentais. No contexto das dificuldades financeiras que o país conhece não podemos ser muito ambiciosos", disse.
A realização de um "Ano de Portugal na China", inspirada em idênticas iniciativas promovidas pela França, Itália, Grécia, Espanha e outros países, foi anunciada pelo primeiro-ministro, Jose Sócrates, durante a sua primeira visita oficial a Pequim, em janeiro de 2007. Na altura - recordou Luís Amado - "foi decidido assumir o compromisso de projetar o nome de Portugal na China através da celebração de um ano de iniciativas de âmbito cultural".
"Tendo sido tomada essa orientação, teremos de organizar um programa para o próximo ano que possa dar alguma projeção à arte, à cultura e à língua portuguesas na China, e em particular em Pequim", acrescentou. Luis Amado adiantou que o programa, com exposições, espectáculos e outras iniciativas, está a ser preparado por uma equipa dirigida pelo embaixador Carlos Pais e envolve também "a promoção de Portugal em todo o continente asiático nos próximos anos". O governo chinês não irá organizar um Ano da China em Portugal, como fez em França, Itália ou Grécia, mas Luis Amado desvalorizou a falta de reciprocidade.
"O interesse em projetar melhor a marca e imagem de Portugal neste grande pais é nosso (...) A economia chinesa está em continuo crescimento e nós queremos que constitua também um importante mercado para os produtos e para a língua e cultura portuguesa", afirmou. Este modelo de promoção foi lançado em 1999 pelo então presidente francês, Jacques Chirac, e pelo seu homologo chinês, Jiang Zemin.
A realização do Ano da França na China, em 2004/05, custou cerca de 82 milhões de euros e a Grécia investiu mais de 40 milhões de euros no seu ano (2007/08), disse fonte diplomática europeia em Pequim. Em fevereiro passado, após uma visita a Pequim, Xangai e Macau, o deputado do PSD pelo círculo da Emigração José Cesário manifestou-se preocupado com a preparação do Ano de Portugal na China.
"E altura de serem tomadas decisões em definitivo porque é óbvio que não seria admissível neste momento uma hipotética desistência (...) É um desafio muito difícil e até bastante ambicioso, mas já que demos este passo não podemos correr o risco de que a imagem de Portugal fique minimamente comprometida", afirmou José Cesário. Em declarações à agência Lusa em Pequim, o ministro português dos Negócios Estrangeiros defendeu "uma relação muito mais ambiciosa" com a China e o "inadiável reforço" da presença diplomática, económica e cultural portuguesa no país.
"Temos que olhar para a nossa relação com a China de uma forma muito mais ambiciosa. Estamos a virar uma página da Historia do mundo e é preciso ter consciência das profundas mudanças que estão a ocorrer (...) A China está nessa nova página", disse. Luis Amado, cujo périplo pelo nordeste asiático incluiu também a Mongólia e a Coreia do Sul, regressa hoje a Lisboa,
sábado, 5 de setembro de 2009
Silves homenageou Maria Keil
Auto-retrato da pintora na Biblioteca Municipal
A Câmara de Silves (CMS) homenageou a pintora Maria Keil na Biblioteca Municipal, com a colocação de um auto-retrato da artista, na sala da biblioteca que tem o seu nome.
Esta obra retrata a autora silvense sem 1941 e é uma das mais conhecidas pinturas da sua obra, tendo mesmo recebido o Prémio Revelação Amadeu de Sousa Cardoso nesse ano. Junto ao quadro, foi colocado um fac-simile da carta que escreveu e que descreve as razões pelas quais a autora ofereceu esta obra ao Município.
Após a colocação do auto-retrato de Maria Keil, fez-se a apresentação da obra “The Siiege and Conquest of Silves 1189”, escrito por Jonathan Wilson, uma obra que tem como base os relatos de um cruzado anónimo, que terá passado pela cidade e assistido/participado na conquista desta aos muçulmanos. Esta obra destina-se, essencialmente, à comunidade estrangeira, já que está escrita em língua inglesa, facto que representa uma mais valia.
Esta obra retrata a autora silvense sem 1941 e é uma das mais conhecidas pinturas da sua obra, tendo mesmo recebido o Prémio Revelação Amadeu de Sousa Cardoso nesse ano. Junto ao quadro, foi colocado um fac-simile da carta que escreveu e que descreve as razões pelas quais a autora ofereceu esta obra ao Município.
Após a colocação do auto-retrato de Maria Keil, fez-se a apresentação da obra “The Siiege and Conquest of Silves 1189”, escrito por Jonathan Wilson, uma obra que tem como base os relatos de um cruzado anónimo, que terá passado pela cidade e assistido/participado na conquista desta aos muçulmanos. Esta obra destina-se, essencialmente, à comunidade estrangeira, já que está escrita em língua inglesa, facto que representa uma mais valia.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Combate à iliteracia
Incentivo na excelência do ensino
Empresa investe cerca de 15 mil euros no enriquecimento cultural e educacional da comunidade escolar na Região.
O Grupo DST assinou, no passado dia 30, um protocolo com o Agrupamento de Escolas de Nogueira (AEN) com o objectivo de promover a excelência no ensino e os níveis de literacia dos estudantes da região, através de um incentivo de aproximadamente 15 mil euros. “Iremos continuar a investir no apoio à comunidade escolar, pois queremos contribuir para que os futuros profissionais cheguem à empresa qualificados mas cultos, qualidade cuja falta limita, de facto, a competitividade das empresas e de Portugal”, salienta José Teixeira, CEO do Grupo DST.
A empresa vai oferecer dois Prémios, de Excelência e de Mérito, no valor global de cinco mil euros, aos alunos que, respectivamente, se distinguirem pelo excelente aproveitamento escolar ou através de trabalhos académicos e actividades artísticas, literárias, desportivas, científicas, entre outras, e por acções meritórias em favor da comunidade.
Paralelamente, cada aluno vai receber um livro no dia do seu aniversário, tendo depois que preencher uma ficha de leitura que será submetida a avaliação na disciplina de português. Além disso, as escolas terão apoio técnico no desenvolvimento de actividades relacionadas com o ambiente e a eficiência energética, bem como na edição de uma publicação sobre os resultados das avaliações ao AEN. "O nosso sonho é que Portugal seja visto como um país culto, pelo que seria proveitoso que todos os alunos, pelo menos desde o 1º ciclo ao 12.º ano, recebessem um livro no seu dia de anos, oferecido pelas empresas portuguesas que desenvolvem negócios com o Estado", acrescenta José Teixeira.
Recorde-se que o Grupo DST coopera regularmente com outras entidades, através do patrocínio da Feira do Livro de Braga, da entrega de um Prémio de Literatura, de âmbito nacional, no valor de 15 mil euros, do apoio a iniciativas da Universidade Católica Portuguesa e Universidade do Minho e da oferta de livros a várias escolas e associações, entre várias outras.
Empresa investe cerca de 15 mil euros no enriquecimento cultural e educacional da comunidade escolar na Região.O Grupo DST assinou, no passado dia 30, um protocolo com o Agrupamento de Escolas de Nogueira (AEN) com o objectivo de promover a excelência no ensino e os níveis de literacia dos estudantes da região, através de um incentivo de aproximadamente 15 mil euros. “Iremos continuar a investir no apoio à comunidade escolar, pois queremos contribuir para que os futuros profissionais cheguem à empresa qualificados mas cultos, qualidade cuja falta limita, de facto, a competitividade das empresas e de Portugal”, salienta José Teixeira, CEO do Grupo DST.
A empresa vai oferecer dois Prémios, de Excelência e de Mérito, no valor global de cinco mil euros, aos alunos que, respectivamente, se distinguirem pelo excelente aproveitamento escolar ou através de trabalhos académicos e actividades artísticas, literárias, desportivas, científicas, entre outras, e por acções meritórias em favor da comunidade.
Paralelamente, cada aluno vai receber um livro no dia do seu aniversário, tendo depois que preencher uma ficha de leitura que será submetida a avaliação na disciplina de português. Além disso, as escolas terão apoio técnico no desenvolvimento de actividades relacionadas com o ambiente e a eficiência energética, bem como na edição de uma publicação sobre os resultados das avaliações ao AEN. "O nosso sonho é que Portugal seja visto como um país culto, pelo que seria proveitoso que todos os alunos, pelo menos desde o 1º ciclo ao 12.º ano, recebessem um livro no seu dia de anos, oferecido pelas empresas portuguesas que desenvolvem negócios com o Estado", acrescenta José Teixeira.
Recorde-se que o Grupo DST coopera regularmente com outras entidades, através do patrocínio da Feira do Livro de Braga, da entrega de um Prémio de Literatura, de âmbito nacional, no valor de 15 mil euros, do apoio a iniciativas da Universidade Católica Portuguesa e Universidade do Minho e da oferta de livros a várias escolas e associações, entre várias outras.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Marrocos e o Algarve
Islamismo mais presente em Tavira
Iniciada a cooperação entre a Autarquia e a Fundação Hispano- Marroquina AL IDRISI.
Em cerimónia realizada, no edifício dos Paços do Concelho, foi assinado um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Tavira e a Fundação Hispano-Marroquina AL IDRISI.
O documento visa a fomentação da investigação histórica e museológica em Tavira, bem como a divulgação do património histórico-cultural e do legado civilizacional comum das presenças islâmica e portuguesa nos territórios de Marrocos e do Algarve.
A abertura do Núcleo Islâmico do Museu Municipal de Tavira irá permitir o desenvolvimento regular de projectos com diversas instituições científicas, nomeadamente, com a Fundação AL IDRISI, no plano da investigação histórica e na promoção patrimonial, assim como na realização de actividades educativas e de animação cultural.
Iniciada a cooperação entre a Autarquia e a Fundação Hispano- Marroquina AL IDRISI.Em cerimónia realizada, no edifício dos Paços do Concelho, foi assinado um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Tavira e a Fundação Hispano-Marroquina AL IDRISI.
O documento visa a fomentação da investigação histórica e museológica em Tavira, bem como a divulgação do património histórico-cultural e do legado civilizacional comum das presenças islâmica e portuguesa nos territórios de Marrocos e do Algarve.
A abertura do Núcleo Islâmico do Museu Municipal de Tavira irá permitir o desenvolvimento regular de projectos com diversas instituições científicas, nomeadamente, com a Fundação AL IDRISI, no plano da investigação histórica e na promoção patrimonial, assim como na realização de actividades educativas e de animação cultural.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Tertúlias
Aliança Cultural
Recolher, aprofundar e divulgar o lado criativo dos artistas e dos criadores do Sul é um dos objectivos do «Aliança Cultural», um espaço para produzir "cultura e identidade".
A partir das 18 horas, de segunda a sexta-feira, a zona do «salão de chá» e a esplanada das traseiras do Café Aliança, em Faro, funcionam desde Julho como um espaço de dinamização e divulgação cultural. A ideia, por um lado, é recuperar o significado histórico do Aliança enquanto café, mas o projecto também passa por criar um espaço de encontro entre artistas, intelectuais, criadores diversos e o público em geral.
"O Aliança pode ser um ponto de encontro e um pólo de dinamização cultural, como foi no passado um ponto de encontro dos comerciantes e produtores agrícolas. Havia aqui uma «bolsa» da alfarroba, agora poderemos ter, por exemplo, uma «bolsa»dos produtos biológicos, ou da nova agricultura natural, além de um pólo de dinamização e apoio à criatividade local", refere José Bívar, o principal impulsionador desta iniciativa.
O objectivo passa por trazer de volta ao Aliança uma determinada "elite cultural e intelectual", mas não só. "Como dizia Balzac, os cafés são o Senado do povo: é importante a troca de informação entre as pessoas, para se reconhecer muitos valores escondidos, de quem escreve ou pinta e não teve oportunidade de se manifestar - toda essa cultura, na sua maioria urbana, têm de ser levantada. O meu trabalho aqui é o de recolher e aprofundar o lado criativo dos artistas, dos criadores do Sul", diz José Bívar. De acordo com o responsável, "o Aliança é o sítio indicado, porque faz a interface entre os vários nichos da população, entre pessoas motivadas de formas muito diferentes. Gosto de trabalhar com toda a gente, no sentido de não particularizar, de não trabalhar apenas para um público de intelectuais".
Os operários e as classes com menos meios para se exprimirem são, muitas vezes, segundo José Bívar, "quem tem mais interesse em dizer coisas. A recolha dessa cultura é importante para a renovação social e cultural e deve ser apoiada de uma forma autónoma e independente - um café promove isso. É um ponto de encontro, um local liberal, não selectivo, onde toda a gente entra: recebe todos os pontos de vista, fá-los interagir e dessa discussão pode nascer uma qualquer luz e estímulo", sustenta.
Para José Bívar, "a alma de Faro somos nós, os farenses, quem cá está, quem produz cultura e identidade. E não temos de o fazer apenas nos teatros municipais ou nas bibliotecas". "Em ponte", conforme foi referido, no espaço do «Aliança Cultural», o nome pelo qual é designada esta iniciativa, também poderão ser promovidas acções de divulgação de um determinado tipo de agricultura, de uma arte ou tradição, mas para já têm-se realizado debates e tertúlias, serões de poesia e apresentações de livros. Recentemente, foi lançada no Aliança a «Sulscrito», uma revista dos novos poetas de Faro. A publicação reúne os poetas do Círculo Literário do Algarve, "porventura, o grupo mais forte e coeso desde a «Poesia 61», onde já estão, praticamente, todos os poetas da região com um certo conceito de actualidade e modernidade", considera José Bívar.
Na área das artes plásticas, acrescenta, "podemos facultar às pessoas documentação, ou pô-las em contacto com filmes sobre eventos contemporâneos. Antigamente, para estar em contacto com essas realidades era preciso ir lá, agora podemos trazer isso às pessoas com um simples computador e um projector". Foi o caso da inauguração da «Documenta» de Kassel, uma das maiores exposições de arte contemporânea da Europa, transmitida em vídeo pela "enviada do «Aliança Cultural» na Alemanha", uma artista estrangeira radicada no Algarve.
"Todos os dias acontecem aqui coisas, no mínimo são passagens de documentários, ou filmes, ligados às diferentes temáticas de cada dia - literatura, artes plásticas, filosofia, onde se inclui a problemática do ambiente e do urbanismo, entre outras questões civilizacionais", acrescenta. Às terças-feiras o Aliança dá lugar ao «Café Memória» e às sextas-feiras o espaço funciona como ponto de encontro de todos os artistas, num ambiente de café-concerto, com espectáculos musicais e de teatro, saraus de poesia, entre outras manifestações artísticas.
De acordo com José Bivar, o «Aliança Cultural» está "em ponte com a Brasileira, em Lisboa, e o Magestic, no Porto, por isso este projecto poderá ter uma projecção, não só regional, mas também nacional: existem três capitais importantes no País: Faro, Lisboa e Porto. Faro representa o Sul, tem essa responsabilidade - a de fazer, concentrar e expandir a cultura do Sul", conclui.
Rodrigo Burnay
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Acordo Ortográfico
Deverá entrar em vigor este ano
Portugal «está atrasado na sua aplicação», revelou o ministro da Cultura, sem apontar data concreta.
O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, disse este domingo que o Acordo Ortográfico entrará em vigor «seguramente este ano», avança a Lusa. O governante falava em Belmonte na inauguração do centro interpretativo e museu «À Descoberta do Novo Mundo», centrado no Brasil e na viagem de descobrimento de Pedro Álvares Cabral, navegador natural daquela vila.
Perante uma comitiva brasileira, José António Pinto Ribeiro considerou que «a língua foi o que de mais extraordinário deixaram os navegadores».A língua, afirmou, «é mais forte que o sangue».
Questionado pela Agência Lusa sobre quando entrará em vigor o Acordo Ortográfico, o ministro referiu que será «seguramente este ano», sem contudo apontar uma data concreto.
«Estamos a identificar todas as tarefas, dado que, uma vez em vigor, haverá um prazo de aplicação e adaptação de vários anos para que tudo aquilo seja assimilado por todos nós», explicou José António Pinto Ribeiro.
«Estamos a fazer um programa para tudo o que há a fazer até lá, ao nível do ensino, dos meios de comunicação social, dos livros, para que tudo seja feito sem rupturas, com grande tranquilidade e com grande liberdade e integração de toda a gente», referiu. O linguista e académico João Malaca Casteleiro, que participou na elaboração do Acordo, considerou na última quinta-feira que Portugal «está atrasado na sua aplicação» e que a «bola está do lado do Governo».
«O Brasil com 200 milhões de falantes» - argumentou - «já decidiu e Portugal, que é o berço da língua, não decide. Esta situação a nível internacional é muito mal recebida. Quando Portugal se decidir, os outros países também entrarão nesta onda de adoptar a nova ortografia», referiu.
Em Portugal, o segundo protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a sua entrada em vigor, foi aprovado no Parlamento em Maio e promulgado pelo Presidente da República em Julho.
Para vigorar, o acordo tem de estar ratificado por um mínimo de três dos oito países, o que foi alcançado em 2006 com São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, seguidos de Portugal.
O que pensam os portugueses sobre o Acordo Ortográfico
As opiniões dividem-se quanto às novas alterações previstas para a língua portuguesa.
Uns contra, outros a favor, as dúvidas persistem quanto às alterações previstas para a grafia da língua portuguesa, com a aprovação do Novo Acordo Ortográfico. Os portugueses dividem-se nas opiniões acerca da possível mudança de algumas palavras portuguesas.
Foi entregue, no Parlamento, uma petição contra o Acordo Ortográfico, encontrando-se esta quarta-feira em debate algumas das alterações previstas. Entre os vários subscritores deste abaixo-assinado, constam Vasco Graça Moura, António Lobo Xavier, José Pacheco Pereira, Eduardo Lourenço, entre outros.
As alterações nas palavras tão usadas pelos portugueses ainda provocam dúvidas e alguns dissabores. Tão habituados a falarem a sua língua sempre da mesma maneira, dizem que já não se encontram capazes de aprender a falar e a escrever de uma maneira diferente. «Vai ser difícil escrever com o novo acordo», disse Otília Mendes à Lusa, uma doméstica que considera que, com o novo Acordo Ortográfico, a língua «vai ficar um pouco abrasileirada».
Carlos Santos, bancário reformado e licenciado em Direito, concorda com a posição tomada por Vasco Graça Moura, na entrega da petição contra o novo Acordo Ortográfico. «Vai criar muitos problemas», disse o ex-bancário. Na sua opinião, «os estudantes de uma forma geral dão muitos erros», temendo que «esse problema se agrave».
As alterações na língua portuguesa são reprovadas segundo vários pontos de vista. Teresa Castelão, professora universitária, garante que a aprendizagem vai ser mais difícil, no que toca, por exemplo, ao facto de ler sem acentos. «Não devia haver Acordo Ortográfico nenhum, devíamos manter a língua portuguesa tal como ela está», afirmou. A língua portuguesa «deve manter a essência do continente», defendeu a professora universitária.
Também alguns estudantes partilham desta opinião, considerando que «não devemos alterar a gramática (...) é a nossa língua», disse uma estudante universitária. No entanto, nem todos têm uma posição negativa quanto ao Novo Acordo Ortográfico. Também reformado, João concorda com o Acordo: «Acho que vem engrandecer a língua portuguesa.»
Não à sua aplicação, pois a língua portuguesa perde a sua essência. Sim à sua aplicação, numa tentativa de uniformizar a língua em relação a outros países, como por exemplo alguns estados-membros da CPLP, onde já está em vigor o Novo acordo Ortográfico.
Portugal «está atrasado na sua aplicação», revelou o ministro da Cultura, sem apontar data concreta. O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, disse este domingo que o Acordo Ortográfico entrará em vigor «seguramente este ano», avança a Lusa. O governante falava em Belmonte na inauguração do centro interpretativo e museu «À Descoberta do Novo Mundo», centrado no Brasil e na viagem de descobrimento de Pedro Álvares Cabral, navegador natural daquela vila.
Perante uma comitiva brasileira, José António Pinto Ribeiro considerou que «a língua foi o que de mais extraordinário deixaram os navegadores».A língua, afirmou, «é mais forte que o sangue».
Questionado pela Agência Lusa sobre quando entrará em vigor o Acordo Ortográfico, o ministro referiu que será «seguramente este ano», sem contudo apontar uma data concreto.
«Estamos a identificar todas as tarefas, dado que, uma vez em vigor, haverá um prazo de aplicação e adaptação de vários anos para que tudo aquilo seja assimilado por todos nós», explicou José António Pinto Ribeiro.
«Estamos a fazer um programa para tudo o que há a fazer até lá, ao nível do ensino, dos meios de comunicação social, dos livros, para que tudo seja feito sem rupturas, com grande tranquilidade e com grande liberdade e integração de toda a gente», referiu. O linguista e académico João Malaca Casteleiro, que participou na elaboração do Acordo, considerou na última quinta-feira que Portugal «está atrasado na sua aplicação» e que a «bola está do lado do Governo».
«O Brasil com 200 milhões de falantes» - argumentou - «já decidiu e Portugal, que é o berço da língua, não decide. Esta situação a nível internacional é muito mal recebida. Quando Portugal se decidir, os outros países também entrarão nesta onda de adoptar a nova ortografia», referiu.
Em Portugal, o segundo protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a sua entrada em vigor, foi aprovado no Parlamento em Maio e promulgado pelo Presidente da República em Julho.
Para vigorar, o acordo tem de estar ratificado por um mínimo de três dos oito países, o que foi alcançado em 2006 com São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, seguidos de Portugal.
O que pensam os portugueses sobre o Acordo Ortográfico
As opiniões dividem-se quanto às novas alterações previstas para a língua portuguesa.Uns contra, outros a favor, as dúvidas persistem quanto às alterações previstas para a grafia da língua portuguesa, com a aprovação do Novo Acordo Ortográfico. Os portugueses dividem-se nas opiniões acerca da possível mudança de algumas palavras portuguesas.
Foi entregue, no Parlamento, uma petição contra o Acordo Ortográfico, encontrando-se esta quarta-feira em debate algumas das alterações previstas. Entre os vários subscritores deste abaixo-assinado, constam Vasco Graça Moura, António Lobo Xavier, José Pacheco Pereira, Eduardo Lourenço, entre outros.
As alterações nas palavras tão usadas pelos portugueses ainda provocam dúvidas e alguns dissabores. Tão habituados a falarem a sua língua sempre da mesma maneira, dizem que já não se encontram capazes de aprender a falar e a escrever de uma maneira diferente. «Vai ser difícil escrever com o novo acordo», disse Otília Mendes à Lusa, uma doméstica que considera que, com o novo Acordo Ortográfico, a língua «vai ficar um pouco abrasileirada».
Carlos Santos, bancário reformado e licenciado em Direito, concorda com a posição tomada por Vasco Graça Moura, na entrega da petição contra o novo Acordo Ortográfico. «Vai criar muitos problemas», disse o ex-bancário. Na sua opinião, «os estudantes de uma forma geral dão muitos erros», temendo que «esse problema se agrave».
As alterações na língua portuguesa são reprovadas segundo vários pontos de vista. Teresa Castelão, professora universitária, garante que a aprendizagem vai ser mais difícil, no que toca, por exemplo, ao facto de ler sem acentos. «Não devia haver Acordo Ortográfico nenhum, devíamos manter a língua portuguesa tal como ela está», afirmou. A língua portuguesa «deve manter a essência do continente», defendeu a professora universitária.
Também alguns estudantes partilham desta opinião, considerando que «não devemos alterar a gramática (...) é a nossa língua», disse uma estudante universitária. No entanto, nem todos têm uma posição negativa quanto ao Novo Acordo Ortográfico. Também reformado, João concorda com o Acordo: «Acho que vem engrandecer a língua portuguesa.»
Não à sua aplicação, pois a língua portuguesa perde a sua essência. Sim à sua aplicação, numa tentativa de uniformizar a língua em relação a outros países, como por exemplo alguns estados-membros da CPLP, onde já está em vigor o Novo acordo Ortográfico.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Faro está arder...
Fundação Pedro Ruivo à beira da falência?
A polémica estalou entre a Fundação Pedro Ruivo e a Câmara de Faro. A causa efeito: falta de apoios e tratamento desigual "comparativo à Orquestra do Algarve".A Autarquia diz que “foi sem surpresa, dado o momento em que vivemos, que o Município de Faro (CMF) recebeu a notícia que a Fundação Pedro Ruivo se encontra à beira da falência. Na verdade, é pressuposto que uma fundação recolha contributos de várias entidades, incluindo da edilidade”, diz o início do “Comunicado-Esclarecimento” da CMF, e acusa as dificuldades por inflûencia do PSD na falta de viabilidade nos apoios.
A Câmara de Faro deu tratamento preferêncial de apoio ao Teatro Municipal, já que "a sua programação sempre foi assumida pela Câmara Municipal como uma prioridade cultural e uma aposta política de afirmação da Capital do Algarve”, dando como razões “os 150 mil espectadores que o Teatro Municipal de Faro conquistou nos últimos quatro anos, 50 mil dos quais em 2008, são o melhor exemplo de que esta aposta tem o reconhecimento das populações de Faro e do Algarve”.
A Autarquia de Faro continua o seu comunicado, alegando que o “investimento público efectuado na construção do Teatro Municipal justifica que a Câmara Municipal garanta os recursos financeiros adequados há existência na Capital do Algarve de uma programação e oferta cultural de qualidade e relevância regional e nacional”.
Porém, a Câmara de Faro reconhece que “devido à quebra das receitas tem enfrentado dificuldades em cumprir os protocolos de apoio financeiro às associações culturais, desportivas e sociais conforme era seu desejo, esperando durante este mês, com a receita proveniente do IMI e a correspondente revisão orçamental, poder regularizar as situações mais urgentes”.
Tratamento desigualPara Maria de Jesus Bispo, presidente da Fundação Pedro Ruivo (FPR) a explicação não é assim tão simplista. Em resposta a um pedido de esclarecimento do Algarve Reporter, a Fundação Pedro Ruivo reage veementemente à justificação fundada pela Cãmara no que se refere “a partidos políticos, e quer denunciar que a mesma, sempre foi, é e será apartidária, não admitindo sequer qualquer referência ou justificação da sua situação alegando causas partidárias".
A presidente da Fundação Pedro Ruivo “lamenta ser intitulada de subsídiodependente (pela 1ª vez), porque basta verificar os últimos orçamentos com que trabalhou, (entre €300.000,00 a €600.000,00) para que essa análise caia por terra. As candidaturas a que se propôs e ganhou, bem como vários mecenas, entre eles as Aguas do Algarve, as receitas e o bom aproveitamento de todos os recursos, contribuíram para que esta instituição fosse sempre considerada”, prossegue a FPR.
Para a presidente da Fundação Pedro Ruivo está em causa um tratamento desigual, dado às agentes culturais do Concelho, e exige que a igualdade seja reposta rapidamente. A Direcção da FPR justifica-se dizendo que, “as presidências anteriores, além do protocolo anual, celebraram vários eventos em parceria, o que também ajudava à boa gestão da mesma. A Fundação Pedro Ruivo espera e exige tratamento igual para todos os agentes culturais, começando pela Orquestra do Algarve, que em situação gravosa, todos a sintam por igual”.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Candidatura Algarve Central
Programa Cultural em Rede
Será desenvolvido ao longo de 24 meses, de Setembro de 2009 a Agosto de 2011 e o orçamento previsto será repartido pelos cinco Municípios em função do número de iniciativas e espaços onde vão decorrer as iniciativas.
Os Municípios de Faro, Loulé, Olhão. São Brás de Alportel e Tavira desenvolveram uma operação centrada na co-produção de iniciativas culturais apresentadas para co-financiamento pelo QREN-POAlgarve 21 “Programação Cultural em Rede”.
Estes Municípios já se encontram a trabalhar em conjunto no âmbito da parceria “Algarve Central” e vão agora desenvolver esforços para, através de um Protocolo de Colaboração para a implementação de um Programa de Iniciativas Culturais, captarem fundos do PO Algarve21 para a realização de diversas actividades. O protocolo tem em vista a implementação da operação “Programação Cultural Algarve Central” preparada no quadro da Rede de Cidades para a Competitividade e Inovação elaborado pelos Municípios acima referidos.
Com esta parceria pretende-se envolver todos os parceiros na implementação do seu plano de acção, desenvolvendo as potencialidades e sinergias existentes no domínio cultural, contribuindo-se para uma maior afirmação nacional e internacional da região do Algarve. A aposta na cultura como elemento de desenvolvimento social e material das populações afirma-se como uma aposta comum aos cinco municípios desde há longos anos.
Será desenvolvido ao longo de 24 meses, de Setembro de 2009 a Agosto de 2011 e o orçamento previsto será repartido pelos cinco Municípios em função do número de iniciativas e espaços onde vão decorrer as iniciativas.Os Municípios de Faro, Loulé, Olhão. São Brás de Alportel e Tavira desenvolveram uma operação centrada na co-produção de iniciativas culturais apresentadas para co-financiamento pelo QREN-POAlgarve 21 “Programação Cultural em Rede”.
Estes Municípios já se encontram a trabalhar em conjunto no âmbito da parceria “Algarve Central” e vão agora desenvolver esforços para, através de um Protocolo de Colaboração para a implementação de um Programa de Iniciativas Culturais, captarem fundos do PO Algarve21 para a realização de diversas actividades. O protocolo tem em vista a implementação da operação “Programação Cultural Algarve Central” preparada no quadro da Rede de Cidades para a Competitividade e Inovação elaborado pelos Municípios acima referidos.
Com esta parceria pretende-se envolver todos os parceiros na implementação do seu plano de acção, desenvolvendo as potencialidades e sinergias existentes no domínio cultural, contribuindo-se para uma maior afirmação nacional e internacional da região do Algarve. A aposta na cultura como elemento de desenvolvimento social e material das populações afirma-se como uma aposta comum aos cinco municípios desde há longos anos.
O Programa de actuação assenta em três pilares (1 - Apresentações em áreas urbanas em espaços convencionados e outros que captem a atenção do público; 2 - Programa de Serviço Educativo virado essencialmente para jovens dos 12 aos 15 e dos 16 aos 18 anos, procurando-se que venham a funcionar dentro dos programas de artes das escolas; 3 - Iniciativas de formação de públicos, a realizar preferencialmente em espaços públicos, junto de instituições, núcleos urbanos específicos e grandes empresas;) e privilegia como principais áreas de trabalho o teatro, a música e a dança, podendo no entanto vir a envolver outras disciplinas artísticas (publicidade, arquitectura, artes visuais, design, entre outras).
quarta-feira, 6 de maio de 2009
“Museus em Rede”
Portimão recebe Ciclo de Conferências
O Museu de Portimão recebe no dia 7 de Maio o Ciclo de Conversas “Museus em Rede”, que vai reunir responsáveis de alguns museus nacionais, assim como investigadores e estudantes.
O encontro, marcado para as 15h00, tem como tema as redes de museus de carácter geográfico e será moderado por João Brígola, docente na Universidade de Évora, sendo oradores Dália Paulo (Museu Nacional de Faro), José Gameiro (Museu de Portimão), Isabel Fernandes (Museu de Alberto Sampaio), Aida Rechena (Museu Francisco Tavares Proença Júnior) e Maria João Vasconcelos (Museu Nacional de Soares dos Reis).
O Ciclo de Conversas decorrerá até Outubro em três museus portugueses, justificando-se a realização deste primeiro encontro no Museu de Portimão pelo facto de o mesmo integrar a Rede de Museus do Algarve, estrutura informal cuja experiência será divulgada.
Esta organização do IMC - Instituto de Museus e Conservação conta com o apoio da Câmara Municipal de Portimão, devendo as inscrições e informações complementares ser solicitadas para os contactos: tel. 21 361 74 90; fax 21 361 74 99; e-mail info@rpmuseus-pt.org.
O encontro, marcado para as 15h00, tem como tema as redes de museus de carácter geográfico e será moderado por João Brígola, docente na Universidade de Évora, sendo oradores Dália Paulo (Museu Nacional de Faro), José Gameiro (Museu de Portimão), Isabel Fernandes (Museu de Alberto Sampaio), Aida Rechena (Museu Francisco Tavares Proença Júnior) e Maria João Vasconcelos (Museu Nacional de Soares dos Reis).
O Ciclo de Conversas decorrerá até Outubro em três museus portugueses, justificando-se a realização deste primeiro encontro no Museu de Portimão pelo facto de o mesmo integrar a Rede de Museus do Algarve, estrutura informal cuja experiência será divulgada.
Esta organização do IMC - Instituto de Museus e Conservação conta com o apoio da Câmara Municipal de Portimão, devendo as inscrições e informações complementares ser solicitadas para os contactos: tel. 21 361 74 90; fax 21 361 74 99; e-mail info@rpmuseus-pt.org.
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