Liberdade e o Direito de Expressão

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sondagem da Católica é clara...

MAIORIA DOS PORTUGUESES CONSIDERA QUE PASSOS COELHO ESTÁ A GOVERNAL MAL!
                                                                                                                                               
Quantos meses mais ainda temos de aturar as birras deste "betinho" incompetente e autoritário?... os resultados de políticas neo-salazaristas fora do seu contexto estão a afundar a economia portuguesa... Com as políticas reducionistas deste Governo, aumentará a Troika o que diminuirá ainda mais a receita!
                                                                                                   
A maioria dos portugueses (62%) considera que o Governo liderado por Pedro Passos Coelho está a ter um mau desempenho. A sondagem da Universidade Católica para a RTP revela ainda que, apesar de descontentes com a actuação do Executivo, três quartos dos portugueses não encontram alternativa na oposição. A percentagem de portugueses que dá nota negativa ao Governo quase que duplicou face à última sondagem da Católica, em Setembro. Nessa altura 36% consideravam que a prestação do Governo era má e 32% elogiavam o seu desempenho. Agora 62% chumba a actuação do Executivo de Passos Coelho e 29% atribui nota positiva, o que revela que os que, em Setembro (com três meses de governação), não tinham opinião formada, agora criticam o Governo. Apesar das críticas, e de 40% da população achar mesmo que os sacrifícios impostos aos cidadãos (através, nomeadamente, do aumento de impostos) não levarão a bom porto, a grande maioria (73%) não encontra melhor alternativa em qualquer um dos partidos da oposição. A sondagem da Católica foi realizada nos dias 11 e 12 de Fevereiro. Foram obtidos 978 inquéritos válidos com uma margem de erro máximo de 3,1%
                                                                                                                     
BRUXELAS ESPERA RECESSÃO MAIOR EM PORTUGAL ESTE ANO
                                                                                                                                             
Os resultados de políticas neo-salazaristas fora do seu contexto estão a afundar a economia portuguesa... Economia vai cair 3,3% este ano, pior do que esperado em Novembro e muito pior que a zona euro (-0,3%). Só a Grécia fará pior (-4,4%). Portugal vai sofrer uma recessão este ano na ordem dos 3,3%, de acordo com as previsões económicas da Comissão Europeia, hoje divulgadas em Bruxelas. Trata-se de uma contracção superior à de 3% prevista em Novembro último pelo executivo comunitário, e coloca Portugal numa recessão severa, bem longe da "ligeira recessão" europeia, que será este ano de -0,3%. Mais optimistas, o Banco de Portugal prevê um recuo de 3,1% e o governo 3%. No ranking de crescimento europeu, só a Grécia atinge uma marca pior, com um recuo de 4,4%, depois de ter caído 6,8% em 2011. A Espanha, o maior parceiro económico português destruirá este ano 1% da riqueza produzida em 2011, sendo o terceiro pior país nesta matéria este ano. Bruxelas atribui este recuo em 2012 aos "esforços adicionais de consolidação orçamental e à desalavancagem acelerada das famílias e das empresas". As exportações vão "sofrer" com a "desaceleração adicional da procura externa para os produtos portugueses no primeiro semestre". Sobretudo a procura vinda de países da zona euro, nota o relatório da Comissão, tendo em conta que 8 países dos 17 do euro estarão em recessão em 2012. E além disso, as condições de crédito nos mercados financeiros "deverão permanecer apertadas". Este é o segundo ano de recessão consecutiva em Portugal, depois da marca de -1,5% em 2011, agora confirmada de novo nestas previsões, que é 0,4 pontos percentuais, melhor do que a anterior projecção. Isto porque a queda no consumo não foi tão intensa como tinha sido esperada. Para 2013, a Comissão esperou em Novembro último uma ligeira retoma, com um crescimento de 1,1%, mas para esse ano anda não foram actualizadas as previsões.
                                                                                                                    
ESTADO PERDEU 222 MILHÕES EM RECEITAS DE IMPOSTOS RELATIVAMENTE AO ANO PASSADO
                                                                                                                                                    
Com as políticas reducionistas deste Governo, aumentará a Troika o que diminuirá ainda mais a receita... O Estado arrecadou 2,6 mil milhões de euros em receitas fiscais, em Janeiro. São menos 222 milhões do que em igual período do ano passado, ou seja, menos 7,9%. Em Janeiro de 2011, as receitas fiscais aumentaram 15,1%, de acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO) através da Execução Orçamental. A contribuir para esta evolução estiveram os impostos sobre os rendimentos dos particulares (IRS), bem como das empresas (IRC), com a colecta a diminuir 4,5% e 61,3%, respectivamente. Enquanto do IRS o Estado conseguiu menos 43 milhões, do lado das empresas a quebra de receita foi de 138,6 milhões de euros. A DGO explica que esta quebra das receitas fiscais está relacionada com um episódio extraordinário observado em 2011, que foi a “antecipação generalizada da distribuição de dividendos ocorrida em Dezembro de 2010”. Excluindo este impacto, "a receita fiscal registaria um decréscimo de cerca de 1,6% face ao período homólogo de 2011, explicado pela variação negativa de cerca de 4,8% nos impostos directos e pela variação positiva de 0,5% nos impostos indirectos." Com estas evoluções, as receitas obtidas com os impostos directos diminuiu 18,8%. Já os impostos indirectos registaram um aumento de 0,5%. E para esta última evolução contribuiu um maior encaixe com IVA (5,7%), com o imposto sobre o tabaco (13,9%), bebidas alcoólicas (14,9%) e o imposto de circulação (23,3%). Já o imposto sobre veículos e o imposto de selo registaram quebras de 43,9% e 8,8%, respectivamente. O comportamento destas variáveis é ilustrativo do contexto nacional. Famílias com menores rendimentos, a taxa de desemprego em máximos históricos (14%) e empresas com menores vendas são a realidade actual, o que tem impacto directo nos impostos que o Estado consegue arrecadar.
                                                                                                                           
                                                                                                                                               
                                                                                                                                                   

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vaias de vento em popa!

PASSOS COELHO COMEÇA A SER INSULTADO POR POPULARES
                                                                                                      
Quando os Primeiros-ministros são vaiados em público, ficam pouco tempo no poder... Foi na inauguração do Centro de Arte Moderna de Matosinhos! Privatização da Segurança Social: Se o Estado já quase não pagava o que devia, imagine-se seguradoras a pagarem subsídios... Transportes públicos perdem milhões de passageiros: num país com população de 10,5 milhões, 2,7 milhões é uma perda muito significativa... 2012 será o início do Apocalipse... económico!
                                 
Foi em Matosinhos que Pedro Passos Coelho teve, esta quarta-feira, a sua primeira “chuva” de apupos e insultos enquanto primeiro-ministro. À chegada ao novo Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, que inaugurou, houve manifestações de descontentamento de alguns populares, mas também outras de apoio. Na partida das viaturas oficiais houve mesmo necessidade da intervenção policial para acalmar os ânimos mais exaltados. Na cerimónia, o primeiro-ministro defendeu que “cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia” de que o país nunca recupera. E rejeitou que, em tempos de crise, a arte e a cultura devam ser subordinadas a outras prioridades. Durante a sua intervenção, após ter visitado o novo espaço cultural, o primeiro-ministro defendeu que “hoje o desafio crucial para os portugueses é saber aproveitar todas as capacidades de cada pessoa”, condenando o facto de “durante demasiado tempo” Portugal ter reservado “um olhar desaprovador para a irreverência das novas gerações”. “Este não é o Portugal em que eu acredito. (…) O capital humano não é senão a capacidade de inventar um futuro novo, de multiplicar possibilidades e abrir horizontes. Cada oportunidade perdida é uma pequena tragédia de que nunca recuperaremos. Isto vale para as artes como para a economia”, defendeu.
                                                                                                
PEDRO MOTA SOARES AVANÇA COM PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL
                                                                                                                  
O governo de Passos Coelho, pela voz do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, voltou ontem a introduzir a discussão de um tecto máximo nas contribuições e nas pensões, conhecido como plafonamento e que consiste na privatização parcial do sistema público da Previdência. Pedro Mota Soares confirmou a adopção de um novo regime, sem especificar quando entrará em vigor. Apesar de a reforma da Segurança Social carecer ainda de estudos e debates públicos, o ministro deixou algumas pistas: “Só vai abranger as gerações futuras”. “A reforma é dirigida aos mais jovens, aos trabalhadores que ainda não entraram no mercado de trabalho ou àqueles que fazem descontos para a Segurança Social há pouco tempo”, avançou Pedro Mota Soares, à margem do fórum ‘Poupança, Pensões e Reformas, organizado pelo “Correio da Manhã”. A reforma, que promete avançar de forma “moderada e participada”, vai deixar de fora “os trabalhadores que têm carreiras contributivas mais longas”, uma vez que estes “já não têm tempo” para alterar o perfil de contribuições, explicou o ministro. O responsável pela pasta da Segurança Social garantiu que a “liberdade de escolha” será acautelada e terá de “ser expressa”. Em termos práticos, parte das contribuições serão obrigatoriamente mantidas no sistema público, o que garantirá a componente de solidariedade do próprio sistema. A partir de determinado montante cabe aos trabalhadores optar por fazer descontos complementares, sobre a parte remanescente, para um sistema “público, mutualista ou privado”.
                                                                                           
TRANSPORTES PERDEM QUASE 3 MILHÕES DE UTENTES POR CAUSA DA CRISE E DOS AUMENTOS
                                                                                                                    
O desemprego, os aumentos sem paralelo nas tarifas, a contracção no rendimento disponível das famílias por via de aumentos fiscais, dos preços ou pela redução dos salários actualmente em curso... As razões são mais que muitas e as empresas de transporte começam a sentir o seu impacto: desde Agosto, mês em que entraram em vigor os aumentos médios de 15% nas tarifas, as empresas de transportes começaram a sofrer uma quebra de 5% a 6% na procura mensal – cerca de menos 2,7 milhões de passageiros por mês –, segundo dados até Outubro recolhidos pelo i junto da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop) e de algumas empresas públicas de transporte. Só a transportadora rodoviária de Lisboa, a Carris, está a registar quase menos um milhão de passageiros por mês desde os aumentos de 15%. A Carris transporta por ano cerca de 240 milhões de passageiros, e a tendência de quebra manteve-se em Novembro, segundo dados preliminares da empresa. Cenário idêntico vive-se na Sociedade Colectiva de Transportes do Porto (STCP) e, neste caso, o impacto do aumento de 15% das tarifas é evidente. A procura pela rede de comboios urbanos nos meses em análise recuou 3,2% face ao período homólogo, enquanto a oferta do Metro de Lisboa registou uma quebra homóloga de 1,8%, transportando 42 milhões de passageiros entre Julho e Setembro deste ano. A actualização tarifária em 15% decretada pelo governo em Agosto também mexeu com algumas empresas privadas, já que alguns títulos que subiram de preço são passes combinados para privadas e públicas. As empresas representadas pela Antrop, segundo a associação, transportam anualmente cerca de 400 milhões de passageiros. Caso a quebra registada entre Agosto e Outubro se mantenha constante, tal implica que num ano estas empresas vão perder 20 milhões de passageiros. Já na Carris, o impacto anual pode chegar a uma redução na procura equivalente a menos 12 milhões de passageiros.
                                                                                 
TROIKA EXIGE AO GOVERNO TAXAS MODERADORAS DA SAÚDE AINDA MAIS ELEVADAS
                                                                                                       
O ataque do FMI à saúde dos portugueses roça quase o arianismo nazi! Governo prevê encaixar 199 milhões, mas a ‘troika’ exige que a receita das taxas moderadoras chegue aos 250 milhões no próximo ano. Os aumentos das taxas moderadoras anunciados nos últimos dias podem afinal vir a ser ainda mais gravosos. O Diário Económico sabe que o valor global da receita das taxas moderadoras que o Governo já anunciou, de 199 milhões no próximo ano, não satisfaz as exigências da ‘troika'. Na segunda revisão ao cumprimento do memorando de entendimento, que ocorreu no mês passado, os chefes da missão do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, exigiram ao Governo uma receita adicional em taxas moderadoras de 150 milhões de euros em 2012, apurou o Diário Económico. Com os aumentos já anunciados, o Governo está a prever uma receita adicional de apenas 99 milhões. Isto significa que caso o Governo cumpra à risca as exigências da ‘troika' terá de avançar com taxas mais caras para compensar o desvio de 51 milhões. Mas a factura que os portugueses terão de pagar pelos cuidados de saúde poderá ainda ser agravada em 2013: é que, de acordo com a ‘troika', o Executivo terá de somar à receita arrecadada no próximo ano, mais 50 milhões de euros no ano seguinte.
                                                                                            
PORTUGAL O 3.º PAÍS MAIS POBRE DA EUROPA ENTRA EM ESPIRAL ECONÓMICA DESCENDENTE
                                                                                                                          
João Paulo Guerra do Económico conta-nos como é ser o 3.º mais pobre da UE... Portugal, onde o PIB per capita correspondia em 2009 e 2010 a 80,1% da média europeia, é o terceiro país mais pobre da zona euro. Pelo que é difícil compreender que a receita para sair da crise seja o ainda maior empobrecimento do país e do seu povo, como decidiu a ‘troika' e no sentido em que procede o Governo de coligação Lapa / Caldas, com a bênção de Belém e o ámen do Largo do Rato. Num mapa da Europa, Portugal fica no Terceiro Mundo, bem abaixo da Grécia, taco a taco com a Eslovénia e um pouco acima da Eslováquia e da Estónia. A questão é que a Europa, enquanto existiu como projeto, só funcionou para a burocracia e as diretivas que favoreciam os interesses dos muito grandes e gananciosos. A Europa, que agora quer proibir o défice excessivo nas constituições, nunca emitiu diretivas a proibir a pobreza, o desemprego, a indigência, ou a mandar transpor para a ordem interna dos países o bem-estar e o desafogo. E depois, por motivos meramente estratégicos, juntou num mesmo continente conteúdos tão diversos e tão distantes como a Noruega e a Bósnia-Herzegovina, a Suíça e a Bulgária, ou até mesmo o Luxemburgo e Portugal. A coesão não passou de um ‘slogan' e o Luxemburgo tem um poder de compra médio que representa mais do triplo da média do poder de compra dos portugueses. E Portugal, que o salazarismo reduziu a uma horta estagnada e a contrarrevolução a uma quinta de compadres, entrou para o clube - primeiro da Comunidade Europeia, depois do euro - sem condições para pagar a jóia e malbaratando os fundos europeus.
                                                                                                            
STANDARD&POORS PREVÊ RECESSÃO DA ZONA EURO JÁ NO INÍCIO DE 2012
                                                                                                                       
2012 será o início do Apocalipse... económico! A agência de notação financeira S&P estima que o BCE baixe a sua taxas directora para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma ligeira recuperação económica ocorrerá provavelmente nos Estados Unidos, ao passo que uma ligeira recessão deverá persistir na Europa", escreve a Standard & Poor's numa nota, divulgada na quarta-feira e noticiada pela AFP, sobre "as perspectivas de crédito no mundo em 2012". A agência norte-americana quantifica a probabilidade de uma recessão nos Estados Unidos em 35% e prevê que o Banco Central Europeu (BCE) baixe as taxas de juro para 0,5%, contra o valor de 1% em vigor. "Uma incapacidade de regular os problemas da dívida pública na Europa e nos Estados Unidos poderá provocar uma crise mais pronunciada. O imobiliário, o emprego e a confiança dos consumidores continuam a ser as áreas mais preocupantes para as economias desenvolvidas", explica a agência. De acordo com Jean-Michel Six, economista-chefe da S&P; para a Europa, "o sector industrial já está em fase de contracção na maior parte dos países europeus, devido ao enfraquecimento da procura dos mercados emergentes e à prudência acrescida dos consumidores", situação que deverá persistir, alertou. "Vemos, de novo, uma subida das taxas de poupança em toda a região, devido às incertezas renovadas sobre os mercados financeiros e aos factores políticos. As famílias estão nervosas quanto à possibilidade de a crise se prolongar por demasiado tempo e que ocorra qualquer coisa dramática", disse ainda Jean-Michel Six.
                                                                                                          
DEPUTADO DO PS: DEVEMO-NOS "MARIMBAR" PARA OS CREDORES DE PORTUGAL E "TEMOS DE TER CORAGEM DE NÃO PAGAR A DÍVIDA"
                                                                                                                        
O deputado reforçou: "vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome"... Um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do PS defende que Portugal devia ameaçar deixar de pagar a dívida externa. O deputado socialista Pedro Nuno Santos, líder do PS-Aveiro, sustenta que o Governo devia ignorar as exigências dos credores internacionais e dessa forma poupar os portugueses aos sacrifícios a que estão a ser obrigados. “A primeira responsabilidade de um primeiro-ministro é tratar do seu povo. Na situação em nós vivemos, estou-me marimbando para os credores e não tenho qualquer problema enquanto político e deputado de o dizer. Porque em primeiro lugar, antes dos banqueiros alemães ou franceses, estão os portugueses”, disse Pedro Nuno Santos no último fim-de-semana, durante um jantar de Natal socialista de Castelo de Paiva. No mesmo discurso disse estar-se “marimbando” para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que o fez, lembrando que o país tem um trunfo: “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem”. Pedro Nuno Santos defende que estamos numa guerra política e que os líderes europeus devem usar todas as armas do jogo. Em relação à questão da dívida afirmou: “Nós temos primeiros-ministros na Europa que estão mais preocupados em passar uma mensagem aos credores: que nós somos gente responsável; não se preocupem, nós vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome, mas nós vamos tratar de pagar a nossa dívida”. O discurso do deputado durante o jantar:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=42825
                                                                                                                     
MANUEL ALEGRE LIDERA MOVIMENTO CONTRA O FIM DE FERIADOS HISTÓRICOS
                                                                                                                     
Em nome da austeridade e do federalismo, a UE está a apagar a história dos países europeus. Movimento cívico socialista já reuniu 500 apoiantes. Manuel Alegre, José Magalhães, José Lamego e António Arnaut são alguns dos nomes que contestam decisão de cortar feriados históricos. O candidato a Presidente da República Manuel Alegre manifestou-se «completamente» contra a supressão ou alteração de datas de comemoração dos feriados históricos e dos religiosos com maior significado civilizacional. Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre demarcou-se do ante-projecto apresentado pelas deputadas independentes do PS (do Movimento Humanismo e Democracia), Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro, no sentido de suprimir dois feriados religiosos e dois feriados histórico-políticos. «Independentemente da boa intenção dos proponentes dessa ideia, há feriados que, por aquilo que representam na História de Portugal, não podem ser suprimidos nem comemorados à segunda-feira, a menos que haja coincidência de data», sustentou. Para Manuel Alegre, «assim como o Natal se comemora a 25 de Dezembro, o 10 de Junho tem de ser comemorado a 10 de Junho, o 1º de Dezembro a 1 de Dezembro, o 25 de Abril a 25 de Abril, o 1º de Maio a 1 de Maio e o 5 de Outubro a 5 de Outubro». «Sou completamente contra que se suprima a comemoração de alguns destes feriados, porque correspondem a factos que moldaram a nossa História e a nossa identidade», frisou Manuel Alegre. Manuel Alegre deixou ainda uma advertência às forças políticas que admitem suprimir ou alterar as datas de comemoração dos feriados: «Penso que esta minha opinião corresponde ao sentimento profundo do povo português.»
                                                                                                                            
GOVERNO ALARGA PRAZO PARA DOIS ANOS PARA EVITAR NACIONALIZAÇÕES DA BANCA
                                                                                                                   
Bancarrota e a nacionalização são já inevitáveis face ao desinvestimento generalizado da economia... Gaspar acabou de anunciar que vai alargar em dois anos o prazo para que os bancos ajudados pelo Estado evitem a nacionalização. Poucas semanas depois de ter aprovado em Conselho de Ministros a proposta de lei de recapitalização da banca que define que se o Estado não recuperar o montante injectado nos bancos que recorrerem à linha de capitalização pública, de 12 mil milhões de euros, no prazo de três anos, o Estado poderá nacionalizar estas instituições, o ministro das Finanças anunciou esta manhã que o Governo decidiu alargar este prazo para cinco anos. Esta era uma das reivindicações da banca para "melhorar" a lei de recapitalização da banca. "O Governo desde já demonstra abertura para alargar a duração da primeira fase a cinco anos, conforme exposto pelo Banco de Portugal e Associação Portuguesa de Bancos", disse Vítor Gaspar no Parlamento, acrescentando que o Executivo tem abertura para "melhoramentos" na proposta de lei, que a tornem mais eficaz e eficiente. O ministro das Finanças garantiu ainda que a remuneração do Estado com o capital injectado nos bancos será sempre superior à paga pelo empréstimo internacional. "Esta [remuneração do Estado] será sempre superior à aplicada a Portugal" no contexto do Programa de Assistência Económica e Financeira, assegurou Vítor Gaspar, no Parlamento.
                                                                                                         
                                                                                                               
                                                                                                                                    

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mini-férias para descançar... dos políticos!

Dia de Portugal começa hoje com inauguração de Museu
                                                                                                                 
Este ano, as comemorações oficiais do 10 de Junho vão ter lugar em Castelo Branco com personalidades agraciadas, enquanto PSD e CDS-PP avançam nas negociações...
                                  
O Presidente da República dá hoje início às comemorações do Dia de Portugal. Este ano, Cavaco Silva vai assinalar a data em Castelo Branco. A agenda inclui uma homenagem ao médico Amato Lusitano e a inauguração do novo museu Cargaleiro. O pintor vai estar presente na inauguração do novo espaço, que vai acolher parte do seu espólio. Em entrevista, o pintor considera que a "há muitos artistas de grande valor em Portugal" e lamenta que sejam "pouco conhecidos no estrangeiro". Cargaleiro diz que a arte portuguesa podia ser muito mais conhecida no estrangeiro, considerando que "esse é um trabalho a desenvolver pelas embaixadas". Amanhã, dia 10 de Junho, as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas continuam a realizar-se em Castelo Branco. Será nesta cidade que mais de 30 personalidades e instituições serão agraciadas com condecorações.
São ao todo 35 personalidades que vão ser homenageadas por Cavaco Silva nas comemorações do Dia de Portugal. A encabeçar a lista surge a ex-líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, e o Almirante Melo Gomes, antigo Chefe de Estado Maior da Armada: ambos vão ser agraciados com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Do vasto rol de personalidades que vão ser condecoradas pelo Presidente da República constam nomes das mais diversas áreas: João Vale de Almeida, embaixador da União Europeia nos Estados Unidos, a historiadora Maria Fernanda Rollo, o ex-reitor da Univerisade de Coimbra, Seabra Santos, ou o actor José Pedro Gomes. A nível institucional, o jornal Reconquista, a Associação Nacional de Familias para a integração da pessoa deficiente e o centro de educação especial Rainha Dona Leonor vão ser distinguidos como membros honorários da Ordem do Mérito. A título póstumo, Cavaco Silva vai homenagear Adriano Lucas, antigo director do Diário de Coimbra, com o título de Grande Oficial da Ordem do Mérito.
                                                                                        
Fim-de-semana prolongado com temperaturas a subir
                                                                                                       
A subida de temperatura vai ser gradual. Há previsão de chuva para domingo, mas só para o Norte e Centro do país. O Instituto de Meteorologia prevê que, a partir de amanhã (dia 10), as temperaturas comecem a subir. As previsões indicam que os termómetros vão registar valores na ordem dos 26/27 graus. A subida será gradual, explica o meteorologista Ricardo Tavares: "Amanhã subirão um, dois graus, depois mais dois ou três". Ainda assim, há probabilidade de chuva, para domingo, no Norte e Centro litoral
                                                                                                               
PSD e CDS já têm equipas para preparar o novo Governo
                                                                                                                
Para fazer um programa de Governo comum, Pedro Passos Coelho escolheu Carlos Moedas e Manuel Rodrigues. Paulo Portas, indicou Assunção Cristas, Cecília Meireles, Nuno Magalhães e Mota Soares. Já está constituída a equipa do PSD que vai negociar com o CDS o acordo político para formar Governo. Os responsáveis sociais-democratas indicados pelo partido são Miguel Macedo, líder parlamentar, e José Matos Correia, antigo chefe de gabinete de Durão Barroso. Por outro lado, o grupo de trabalho social-democrata responsável pela elaboração de um programa de Governo é composto por Carlos Moedas, recém-eleito deputado por Beja, e Manuel Rodrigues, um dos vice-presidentes do partido.
No CDS, os nomes escolhidos por Paulo Portas para tratar do acordo político são Pedro Mota Soares, líder parlamentar, e José Luís da Cruz Vilaça, que já foi presidente do Tribunal das Comunidades Europeias e é sócio de um dos maiores escritórios de advogados portugueses. José Luís da Cruz Vilaça foi também secretário de Estado de várias pastas entre 1980 e 82 - Administração Interna, Presidência do Conselho de Ministros e Integração Europeia - e assinou o projecto de revisão constitucional do partido de Paulo Portas. É também o mais velho de todos os elementos dos populares. A equipa do CDS responsável pela construção de uma proposta de programa de Governo é composta por Assunção Cristas, para as finanças, Cecília Meireles, para a economia, Nuno Magalhães, para a segurança, justiça e relações institucionais, e Mota Soares, com as questões sociais. O trabalho começa já e será reservado, discreto e rápido.
                                                                                                       
Santana avisa que "Paulo Portas é um negociador muito muito duro"
                                                                                                           
“Estes dias não vão ser nada fáceis para Pedro Passos Coelho”, prevê o antigo primeiro-ministro social-democrata. Pedro Santana Lopes, que formou Governo com Paulo Portas em 2004-2005, deixa um aviso: o líder centrista é duro a negociar e pede mais do que a que politicamente tem direito. “Estes dias não vão ser nada fáceis para Pedro Passos Coelho. Paulo Portas é um negociador muito muito muito duro, isso posso testemunhá-lo. Depende do seu interlocutor, mas ele assume a postura de negociador até ao limite, tenta sempre mais do que aquilo a que tem direito”, garantiu, em declarações à TVI 24, na última noite. Hoje, há reunião entre os líderes do PSD e do CDS, às 10h00. O encontro entre Passo Coelho e Paulo Portas vai decorrer na sede “laranja”, em Lisboa e é o primeiro passo nas negociações com vista à formação do próximo Executivo.
                                                                                                                               
Seguro candidato... PS deverá romper com "socratismo", o que não acontecerá se tiver Assis como líder                              
                                                                                                        
É o primeiro candidato oficial à liderança do PS. Francisco Assis anunciou ao fim da noite que também entra na corrida. António José Seguro confirmou no Facebook que é candidato à liderança do PS. Depois de ontem ter prometido uma rápida reflexão, Seguro decidiu mesmo tentar suceder a José Sócrates, que se demitiu no seguimento da derrota eleitoral nas legislativas. "Caros amigos, agradeço os milhares de mensagens de apoio e de incentivo que tenho recebido de militantes e simpatizantes para me candidatar à liderança do PS", começou por escrever no Facebook. "Decidi corresponder ao vosso apelo. Sou candidato a secretário-geral do meu partido de sempre. Anunciarei as razões da minha candidatura amanhã, quinta-feira, às 13:00, na sede nacional no Largo do Rato. O novo ciclo é o lema da nossa candidatura. Bem hajam!", concluiu Seguro. A final da tarde, foi a vez de Francisco Assis confirmar que está na corrida à sucessão de José Sócrates. O dirigente socialista António Costa, que anunciou a sua indisponibilidade para concorrer à liderança do partido, já considerou que Assis tem todas as condições "para ser um bom" secretário-geral do PS. As eleições directas no PS realizam-se dias 22 e 23 de Julho e o congresso entre 9 e 11 de Setembro.
                                                                 
Assis avança face à desistência de António Costa
                                                                                          
Francisco Assis confirma que vai candidatar-se à liderança do PS e promete ser uma “oposição responsável”. O até agora líder parlamentar dos socialistas já confirmou que vai ter o apoio de António Costa, um dos nomes que chegou a ser apontado como candidato. “Espero perdurar como secretário-geral para ser o próximo primeiro-ministro socialista”, referiu Francisco Assis na declaração que fez ao fim da tarde na sede do partido em Lisboa, onde apareceu sozinho. O candidato à sucessão de José Sócrates promete "abrir o partido à sociedade, com novas causas, novo discurso político e credível", sem esquecer a “consolidação orçamental” e o “crescimento da economia”. Na conferência de imprensa, o líder parlamentar cessante dos socialistas prometeu que, se for eleito secretário-geral, vai apresentar "uma alternativa política com tempo, imaginação e consistência", numa lógica de "oposição responsável, que honra os seus compromissos". "Mas há uma coisa que deve ficar clara: quem determina quem são as responsabilidades do PS é o próprio PS", afirmou, antes de dizer que os socialistas "têm de iniciar um novo diálogo" com os portugueses. “A nossa resposta não é desistir, é reformar, mas manter o Estado providência”. Assis diz que é um “homem de projecto, com projecto” e espera ter um “PS unido em torno das melhores causas e dos melhores propósitos”, “rodeado pelos melhores”. Esta é “uma candidatura que nada renega, mas que tudo quer construir”. Francisco Assis, como candidato à liderança, vai deixar de ser líder parlamentar. António José Seguro também já confirmou a candidatura à liderança do partido. As eleições directas no PS realizam-se nos dias 22 e 23 de Julho e o congresso entre 9 e 11 de Setembro.
                                                                                        
Portugal vai recuperar mais rápido do que a Grécia, diz candidata à direcção do FMI
                                                                                                                          
A recuperação económica de Portugal será mais rápida do que a da Grécia, considera a ministra francesa das Finanças e candidata à liderança do FMI, Christine Lagarde. A especialista sustenta a sua opinião na "aliança" política em torno do programa de ajuda externa. Christine Lagarde chega amanhã a Lisboa. "Uma grande força de Portugal, e que espero que a Grécia consiga imitar, é que os partidos políticos uniram-se e formaram uma aliança. Isso foi decisivo para construir e restaurar a confiança", afirmou Christine Lagarde em Pequim, em declarações à agência Lusa. Grécia, Irlanda e Portugal – os países que no último ano pediram ajuda financeira externa – representam apenas 6% do produto interno bruto da Zona Euro, lembrou a ministra, mas "todos contam e são importantes", acrescentou. "Cada país é diferente e tem de responder a diferentes categorias de problemas e questões", disse ainda.
Lagarde termina hoje uma visita de 24 horas a Pequim para promover a sua candidatura à direcção do Fundo Monetário Internacional (FMI) e chega amanhã a Lisboa, onde decorre a reunião anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). No âmbito do programa de ajuda externa acordado o mês passado com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, Portugal vai receber 78 mil milhões de euros durante os próximos três anos para equilibrar as suas finanças públicas. O primeiro país da Zona Euro a pedir ajuda financeira externa foi a Grécia, em Abril 2010, mas um ano depois está a ser discutida a possibilidade de um novo pacote de assistência aquele país. Em Portugal, os três maiores partidos políticos (PSD, PS e CDS), que representam 78,42% do eleitorado, apoiam o programa de redução do défice público patrocinado pela “troika”.
                                                                                               
Portugal contrai menos mas continua em recessão
                                                                                                             
O INE divulgou hoje novos dados sobre o comportamento da economia portuguesa. A economia portuguesa contraiu 0,6% no primeiro trimestre deste ano, quer face ao trimestre anterior quer em relação ao mesmo período de 2010, divulgou hoje Instituto Nacional de Estatísticas (INE). O gabinete de estatísticas revê, assim, em alta o PIB do primeiro trimestre, depois de, em Maio, ter divulgado, na estimativa rápida, que a economia portuguesa devia contrair 0,7%. Ainda assim, Portugal mantém-se em recessão técnica. "Esta revisão foi determinada pelos dados mais recentes do comércio internacional de bens, sobretudo pela pequena revisão em alta das exportações em termos nominais", refere o INE em comunicado. O Instituto de Estatística indica ainda que a contracção da economia portuguesa "reflectiu o acentuado contributo negativo da procura interna", que caiu 3,2%, devido à diminuição das despesas de consumo final. Deve-se ainda, mas em menor grau, ao comportamento do investimento, que recuou 5,9%. Também o Eurostat, na quarta-feira, apontava para uma contracção do PIB de 0,7% no primeiro trimestre.
                                                                                                         
Famílias estão mais pessimistas e fazem contas à vida
                                                                                                        
O indicador de clima económico está em mínimos de Junho de 2009. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou hoje que o indicador de confiança dos consumidores caiu em Maio, pelo segundo mês seguido, contrariando a recuperação observada em Fevereiro e Março. Os dados do INE mostram que, no que toca à confiança dos consumidores, "o comportamento do indicador no mês de referência resultou do contributo negativo de todas as componentes, com excepção das perspectivas de poupança". No mesmo sentido, o indicador de clima económico "manteve em Maio o acentuado perfil descendente iniciado em Julho, atingindo o valor mais baixo desde Junho de 2009". Uma descida acompanhada por todos os sectores de actividade, Indústria, Comércio, Construção e Serviços. Pela positiva, há a destacar a poupança. As perspectivas de poupança recuperaram em Maio, "depois de registarem no mês anterior o mínimo histórico na sequência da trajectória negativa iniciada em Novembro de 2009", lembra o INE.
                                                                                                     
Consumo privado piorou no primeiro trimestre
                                                                                     
Em Abril, a inflação atingiu os 4,1%. O indicador de consumo privado "diminuiu expressivamente" no primeiro trimestre de 2011, passando de 2,3 no último trimestre de 2010 para -1,1 pontos, segundo a síntese de económica de conjuntura divulgada esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística. Esta queda deve-se ao contributo negativo do consumo corrente e consumo duradouro, mais expressivo no segundo caso. No mesmo trimestre, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou "uma redução mais intensa", reflectindo sobretudo a "evolução negativa da componente de material de transporte".
Em relação ao comércio internacional de bens, registaram-se no primeiro trimestre de 2011 crescimentos homólogos nominais das importações e das exportações de 8,5% e 17% (11,5% e 15,3% no quarto trimestre 2010), respectivamente. Em Abril, a variação homóloga mensal do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 4,1% (4% em Março) e excluindo a energia e os bens alimentares não transformados, a respectiva variação homóloga situou-se em 2,6% (2,4% no mês anterior). Os preços das componentes de bens e de serviços do IPC apresentaram crescimentos homólogos de 4,8% e 2,9% em Abril (4,9% e 2,7% em Março), respectivamente. Segundo o INE, o clima económico em Portugal caiu, bem como os indicadores de actividade económica.
                                                                                                                        
NATO mostrou consideração por Portugal, diz Almirante Vieira Matias
                                                                                                            
O comando da NATO em Portugal desce na nova hierarquia da organização. A decisão foi tomada ontem, pelos ministros da Defesa da Aliança. O ex-Chefe de Estado Maior da Armada Almirante Vieira Matias considera que, apesar de ter havido uma descida de nível do comando de Oeiras, a decisão dos ministros da Defesa da NATO para a reorganização da Aliança revela consideração por Portugal. “Houve uma redução do nível do comando de Oeiras, que corresponde, com certeza, a uma reestruturação da NATO, a uma necessidade de redução de despesas, mas fica, na minha perspectiva, um aspecto positivo: houve consideração pela posição de Portugal na NATO, como membro fundador. Baixou-se o nível, mas fica o factor importante que é a consideração que a NATO demonstrou por Portugal”, afirma à Renascença. “A consequência de ter ficado com um comando componente, um comando naval, e também com a escola de comunicações, é, por assim dizer, uma certa compensação”, acrescenta. Ontem à noite, em Bruxelas, os ministros da Defesa da NATO decidiram, no âmbito da reorganização da Aliança Atlântica, manter um dos seus comandos em Portugal, mas a estrutura de Oeiras desce na nova hierarquia da organização e, em vez de um comando conjunto, vai passar a acolher um comando operacional naval, com menos efectivos. Um “downgrading” para fazer um “upgrading”. A decisão da NATO foi anunciada, em Bruxelas, pelo ministro da Defesa, Augusto Santos Silva.
Resumo da decisão da NATO para Portugal. O novo comando, que deverá estar operacional dentro de alguns meses, será responsável pela força de reacção rápida naval da Aliança Atlântica, sob ordens de um almirante norte-americano e que responde directamente ao comando estratégico da organização. Além deste comando, Portugal mantém o organismo da NATO responsável pela análise de operações, situado em Monsanto, e acolhe a Escola de Sistemas de Comunicação e Informação, até agora sedeada em Itália. “No que diz respeito a Portugal, fazemos um ‘downgrading’ em dimensão, para fazer um ‘upgrading’, não em eficiência, mas em áreas da Aliança em que Portugal pode ter uma participação qualitativamente significativa. E o que fazemos a isto é acrescentar à nossa participação no âmbito operacional uma participação num âmbito igualmente decisivo, que é o da qualificação das estruturas da NATO, através da formação e da investigação, desenvolvimento e inovação”, anunciou. Dois mil formandos desta escola vão passar pelo nosso país, todos os anos. O efectivo da NATO baixa, contudo, de 424 para 265. Santos Silva disse ainda que todas as despesas associadas a estas transformações serão assumidas pelo orçamento da Aliança, para o qual Portugal também contribui. O ainda ministro da Defesa garantiu também que a posição portuguesa no encontro em que estas decisões foram tomadas foi articulada com o Presidente da República e com os dois partidos que irão formar o novo Governo.
                                                                                          
Sócrates já tem novo emprego em vista... ao "Sol"
                                                                                                                      
Representar grandes empresas brasileiras junto de Portugal e da União Europeia ou assumir o cargo de secretário-geral iberoamericano são duas das hipóteses. José Sócrates terá sido convidado por um grupo de grandes empresas brasileiras, como a Petrobrás e a cimenteira Camargo Correia, para as representar junto de Portugal e da União Europeia. A notícia é avançada pelo jornal “Sol”. Os intermediários da proposta foram Lula da Silva (antigo Presidente brasileiro) e Dilma Rousseff (actual chefe de Estado), ambos próximos do primeiro-ministro português. Na última visita a Portugal, em Março, a Presidente brasileira terá reafirmado a José Sócrates o seu empenho para que aceitasse o cargo. Citando fontes próximas do Governo brasileiro, o “Sol” garante que "está tudo acertado".
O convite do grupo de empresas terá sido baseado na experiência que Sócrates adquiriu nos últimos seis anos e meio à frente do Governo de Portugal e os conhecimentos adquiridos junto de outros chefes de Governo e de Estado, bem como as boas relações com, por exemplo, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. De acordo com o semanário, a alternativa a este cargo é a nomeação como secretário-geral iberoamericano, lugar ocupado desde 2005 pelo uruguaio Enrique Iglesias. José Sócrates perdeu, enquanto líder do PS, as eleições legislativas de domingo (dia 5) e demitiu-se, na sequência desse resultado (que lhe impediu de continuar o seu mandato à frente do Executivo) da liderança do partido, afirmando que iria abandonar todos os cargos públicos.
                                                                                                     
Gabinete de Sócrates desmente notícia do “Sol”
                                                                                                          
O semanário avança na sua edição de hoje que José Sócrates foi convidado para representar grandes empresas brasileiras. O gabinete de imprensa do ainda primeiro-ministro desmente, em comunicado, a notícia do semanário “Sol”, segundo a qual José Sócrates terá sido convidado para representar grandes empresas brasileiras junto de Portugal e da União Europeia. “A notícia da primeira página do semanário ‘Sol’, de hoje, referente ao primeiro-ministro, é uma notícia falsa”, refere a nota. A edição de hoje do “Sol” noticia, citando fontes próximas do Governo brasileiro, que José Sócrates foi convidado por um grupo de grandes empresas brasileiras, como a Petrobrás e a cimenteira Camargo Correia, para representá-las junto de Portugal e da União Europeia. Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos próximos do ainda primeiro-ministro português, terão sido os intermediários da proposta.
                                                                                                              
                                                                      
                                                                                                  

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Recessão: O tema do ano

Portugal entrou em recessão técnica ainda em 2008

Vitor Constâncio espera comportamento muito negativo no último trimestre, e prevê contracção de 0,8% em 2009. Crescimento, só de 0,3% em 2010

O Banco de Portugal considera que a economia portuguesa entrou em recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de contracção do Produto Interno Bruto (PIB), na segunda metade de 2008. De acordo com o governador da instituição, depois da contracção de 0,1% no terceiro trimestre, a economia portuguesa deverá ter registado um comportamento muito negativo nos últimos três meses do ano.
Vitor Constâncio, que falava na conferência de imprensa onde foi apresentado o Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal, lembrou que ainda não existem dados definitivos acerca do último trimestre do ano passado, mas sublinhou que os indicadores existentes são «muito negativos» e apontam para uma evolução «fortemente negativa da economia» nesse período.
O Banco de Portugal acaba de rever em baixa as previsões económicas para 2009, prevendo mesmo uma retracção de 0,8 por cento. Ou seja, a recessão vai dominar este ano. O novo valor, apresentado por Vítor Constâncio em conferência de imprensa, representa uma forte descida face à sua anterior previsão, que apontava para um crescimento de 1,3% este ano. O governador disse ainda que 2010 será um ano já de alguma recuperação, mas ligeira, esperando um crescimento de 0,3%. A estimativa para 2008 foi também revista em baixa de 0,5 para 0,3%.
Recorde-se que também o Governo e outras entidades tinham já revisto em baixa as respectivas projecções para 2009. No seu Orçamento para este ano, o Governo prevê um crescimento de 0,6% do PIB. Por seu lado, o Fundo Monetário Internacional e a Comissão coincidem ao estimar um crescimento de apenas 0,1% para Portugal.

Sócrates diz que crise actual não tem paralelo, e prefere eleições conjuntas para “Europeias e Legislativas”

O primeiro-ministro disse esta segunda-feira, em entrevista à SIC, que o cenário de recessão «é cada vez mais provável», e que a actual crise financeira é global e gravíssima. José Sócrates sublinhou que, em função da gravidade da actual crise financeira, vai rever algumas metas, nomeadamente o PIB e o emprego. «A crise que estamos a viver é das que se vive uma vez na vida. Não tem paralelo com nenhuma outra de décadas anteriores», disse José Sócrates em entrevista à SIC.
O porta-voz do Governo lembrou que nenhuma economia estava preparada para este tipo de turbulência e lembrou que as grandes potências do mundo sofrem com o cenário de recessão. No entanto, Sócrates voltou a referir que o esforço para equilibrar as contas públicas, exercido pelo Executivo nos últimos três anos, a economia portuguesa ganhou uma folga para agora «responder melhor» agora.
Sócrates rejeitou, no entanto, ter tido uma abordagem optimista perante a crise e explicou que a actual conjuntura era imprevisível há alguns meses atrás. «Todos os governos foram surpreendidos pelo impacto e pela dimensão desta crise», disse. Sócrates explicou que a política de contenção orçamental permite agora «ajudar as pessoas» e referiu que o Governo tem trabalho no sentido do investimento, da acção.
O primeiro-ministro, em entrevista à SIC, deu a entender que não aceita que as eleições legislativas se realizem no mesmo dia que as autárquicas, por considerar que uma campanha nacional pode prejudicar as campanhas locais. Noutro sentido, José Sócrates já aceitaria que as legislativas se realizassem em simultâneo com as europeias.